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Bolsonaro sai dos cuidados intensivos

Jair Bolsonaro deixou a unidade de cuidados intensivos e foi transferido para outro quarto do mesmo hospital, em Brasília, onde permanece internado desde 13 de

Bolsonaro sai dos cuidados intensivos

Jair Bolsonaro deixou a unidade de cuidados intensivos e foi transferido para outro quarto do mesmo hospital, em Brasília, onde permanece internado desde 13 de

As autoridades nigerianas garantiram a libertação de 130 alunos raptados em 21 de novembro por homens armados no dormitório de uma escola católica na região centro-norte do país, anunciou hoje um porta-voz presidencial.

Uma centena de alunos da mesma escola, também raptados a meio da noite, já tinham sido libertados no início de dezembro.

“Cerca de 130 outros estudantes raptados no estado do Níger foram libertados, nenhum permanece em cativeiro”, afirmou Sunday Dare, porta-voz da presidência nigeriana, numa mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter), acompanhada de uma fotografia de crianças sorridentes.

Uma fonte da Organização das Nações Unidas (ONU), citada pela agência noticiosa France-Presse, indicou que os alunos libertos serão transferidos na terça-feira para Minna, capital do estado do Níger.

Em 21 de Novembro, centenas de alunos e funcionários foram raptados do internato misto St. Mary’s, na remota aldeia de Papiri, no estado do Níger, centro-norte da Nigéria.

Segundo a imprensa internacional, a Nigéria tem vivido uma onda de raptos em massa que faz lembrar o rapto de quase 300 raparigas pelo grupo extremista Boko Haram em Chibok, em 2014.

Além da insurgência ‘jihadista’ activa desde 2009 no nordeste do país, os últimos anos têm sido marcados por ataques, pilhagens e raptos perpetrados por bandidos, motivados mais por interesses financeiros do que ideológicos, nas regiões noroeste e central desta nação da África Ocidental.
O número exato de pessoas raptadas e de quem ainda está em cativeiro permanece incerto desde o ataque à escola.

Mais de 80 mil pessoas fugiram da violência em Kivu Sul, na RDC. Os deslocados refugiam-se no Burundi,que faz fronteira com o Congo. Os dados são apenas de Dezembro.  O agravamento do conflito na RDC está a piorar as condições humanitárias. À medida que a violência  aumenta no leste da RDC, sobe também o número de deslocados. Milhares de pessoas são forçadas a abandonar as suas casas e procurar refúgio no Burundi. 

Desde Dezembro, mais de 80.000 pessoas atravessaram para o Burundi, elevando o total de deslocados para mais de 200.000, segundo as Nações Unidas.

As novas chegadas aos centros de acolhimento transitórios extravasam a capacidade dos locais e comprometem as condições humanitárias sustentáveis, escasseando sobretudo os mantimentos, abrigo e medicamentos.

O conflito na RDC, com forte interferência do Ruanda, opõe o Governo congolês e o grupo rebelde M23 que disputam uma posição na rica região mineral do leste do Congo que  possui metais e minerais como ouro, estanho e coltan, essenciais para a produção de telemóveis e baterias para veículos elétricos.

Recentemente, os Estados Unidos da América mediaram, em Washington, a assinatura de um acordo de cessar fogo entre o governo congolês e o M23, mas as ofensivas continuam.

Os líderes da União Europeia chegaram a um consenso para conceder à Ucrânia um apoio financeiro de 90 mil milhões de euros ao longo dos próximos dois anos, numa decisão tomada após longas negociações em Bruxelas.

O acordo foi confirmado por António Costa, através da rede social X, depois de mais de 15 horas de discussões na cimeira europeia. Segundo o responsável, a decisão garante o compromisso da UE em continuar a apoiar Kiev em 2026 e 2027.

Inicialmente, os Estados-membros analisaram duas opções para viabilizar o financiamento: um empréstimo baseado nos ativos russos congelados na União Europeia — conhecido como “plano A” — e a emissão de dívida conjunta, o chamado “plano B”. A primeira alternativa não reuniu consenso entre os 27, sobretudo devido à oposição da Bélgica, o que levou à adoção da segunda solução.

Assim, a UE optou pela emissão de dívida conjunta, mecanismo que exigiu unanimidade, permitindo a Bruxelas recorrer aos mercados financeiros e utilizar a sua margem orçamental como garantia para mobilizar os fundos destinados à Ucrânia.

O Presidente ucraniano já reagiu positivamente à decisão, sublinhando que este apoio financeiro reforça de forma significativa a capacidade de defesa do país.

O Papa Leão XIV criticou hoje os repetidos apelos para o aumento das despesas militares numa época de “desestabilização global”.

Na sua primeira mensagem para o Dia Mundial da Paz, hoje publicada, o Papa recordou que na tarde da sua eleição, em maio, apresentou-se ao mundo com a frase “A paz esteja convosco!”, desejando “uma paz desarmada e uma paz que desarma, humilde e perseverante”.

Na mensagem hoje divulgada, que será entregue aos chefes de Estado que planeiam encontrar-se com o Papa no Vaticano no próximo ano, Leão XIV explicou que a paz continua a ser tratada “como um ideal longínquo” e que já não é considerado “escandaloso negá-la, ou sequer fazer a guerra para a alcançar”.

O Papa lamentou que “na relação entre cidadãos e governantes, chega-se a considerar uma culpa pelo facto de não nos terem preparado o suficiente para a guerra, para reagir a ataques, para responder a agressões”.

Leão XIV criticou a situação de ir-se “muito além do princípio da legítima defesa” e que “esta lógica de oposição é a característica mais atual de uma desestabilização global que se torna cada vez mais dramática e imprevisível”.

“Não é coincidência que os repetidos apelos ao aumento das despesas militares e as decisões que isso acarreta sejam apresentados por muitos governantes como justificações para o perigo que os outros representam”, disse.

O Papa sublinhou que “em 2024, os gastos militares globais aumentaram 9,4% em relação ao ano anterior, confirmando a tendência ininterrupta dos últimos dez anos e atingindo 2,718 bilhões de dólares, ou 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) global”.

Leão XIV considerou que estamos perante “uma espiral destrutiva sem precedentes do humanismo jurídico e filosófico, sobre o qual se baseia e se protege qualquer civilização”.

Afirmou que “é necessário denunciar as enormes concentrações de interesses económicos e financeiros privados que estão a impulsionar os Estados nesse sentido”, mas que “isso não basta se, ao mesmo tempo, não se fomentar o despertar das consciências e do pensamento crítico”.

O Papa notou ainda que “para agravar a situação, hoje parece que os novos desafios estão a ser enfrentados não só com o enorme esforço económico para o rearmamento, mas também com um reajustamento das políticas educativas”, sublinhando que, em vez de se construir “uma cultura de memória” que recorde o século XX e os seus milhões de vítimas, estão a ser promovidas campanhas que “transmitem uma noção meramente armada de defesa e segurança”.

O Papa norte-americano lamentou ainda que “a aplicação da inteligência artificial na esfera militar tenha radicalizado a tragédia dos conflitos armados” e “está a consolidar-se um processo de afastamento dos líderes políticos e militares, devido à crescente ‘delegação’ às máquinas de decisões que afetam a vida e a morte dos seres humanos”.

Perante esta situação, Leão XIV afirmou que o papel das religiões é fundamental para “monitorar a crescente tentativa de transformar até os pensamentos e as palavras em armas”.

“Infelizmente, está a tornar-se cada vez mais comum no panorama contemporâneo arrastar as palavras da fé para o combate político, abençoar o nacionalismo e justificar religiosamente a violência e a luta armada”, declarou.

Apelou aos responsáveis pelos órgãos mais elevados e qualificados para que “assegurem que seja realizado um exame minucioso a fim de alinhar as relações internacionais em todo o mundo a um equilíbrio mais humano, ou seja, um equilíbrio fundado na confiança mútua, na sinceridade dos acordos e no cumprimento das condições acordadas”.

“Este é o caminho do desarmamento por meio da diplomacia, da mediação e do direito internacional, lamentavelmente desmentido pelas violações cada vez mais frequentes de acordos arduamente conquistados, num contexto que exige não a deslegitimação, mas antes o fortalecimento das instituições supranacionais”, afirmou o Papa.

O antigo presidente do parlamento angolano e ex-vice-Presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, morreu hoje em Luanda vítima de doença, aos 73 anos.

De acordo com a imprensa angolana, o político angolano morreu ao princípio de tarde numa das clínicas da capital.

Fernando da Piedade Dias dos Santos, destacado político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder), foi, até 2022, presidente da Assembleia Nacional (parlamento) de Angola.

“Nandó” foi, anteriormente, vice-Presidente da República de Angola, na era de José Eduardo dos Santos. E exerceu ainda os cargos de primeiro-ministro, ministro do Interior, Comandante Geral da Polícia, vice-ministro da Segurança do Estado, membro do Bureau Político do MPLA, sendo general reformado das Forças Armadas Angolanas.

O Presidente russo, Vladimir Putin, alertou que Moscovo buscará ampliar seus ganhos na Ucrânia caso Kiev e seus aliados ocidentais rejeitem as exigências do Kremlin nas negociações de paz.

Em um discurso proferido na quarta-feira, durante uma reunião anual com altos oficiais militares, ele afirmou que Moscou preferiria alcançar seus objetivos e “eliminar as causas profundas do conflito” por meios diplomáticos.

Mas ele afirmou que “se o lado oposto e seus patrocinadores estrangeiros se recusarem a participar de um diálogo substancial, a Rússia conseguirá a libertação de suas terras históricas por meios militares”, escreve o Africanews.

Putin quer que todas as áreas em quatro regiões-chave capturadas por suas forças, bem como a Crimeia, que foi anexada ilegalmente em 2014, sejam reconhecidas como território russo.

Ele também exigiu que a Ucrânia se retire de algumas áreas no leste do país que as forças de Moscou ainda não capturaram.

O Kremlin também insiste que a Ucrânia abandone sua candidatura para ingressar na OTAN e adverte que não aceitará o envio de tropas de países membros da OTAN, considerando-os um “alvo legítimo”.

Zelensky expressou a disposição de retirar a candidatura da Ucrânia à OTAN se os EUA e outras nações ocidentais oferecerem a Kiev garantias de segurança semelhantes às oferecidas aos membros da OTAN.

Ao mesmo tempo, Zelensky rejeitou as exigências de Moscou para que retirasse suas tropas de outras áreas que a Rússia não conseguiu tomar à força.

As Nações Unidas revelaram que a rápida piora da insegurança alimentar na República Democrática do Congo (RDC)  já afecta mais de 4 milhões de crianças menores de cinco anos. A situação causada pela continuação de conflitos armados, pelo deslocamento de civis e pela degradação das condições sanitárias agravou a ameaça da desnutrição.

Segundo o relatório da ONU, estima-se que mais de 1,3 milhão de menores são vítimas da desnutrição grave, de acordo com o Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar, IPC. A ferramenta de um grupo de especialistas internacionais analisa periodicamente a situação alimentar.

As Nações Unidas defendem ainda que a crise abrange igualmente os adultos e os mais vulneráveis. Cerca de 1,5 milhão de mulheres grávidas ou lactantes sofreram de desnutrição e precisaram de tratamento urgente no mesmo período.

Refira-se que nos últimos dias, uma nova ofensiva dos rebeldes do grupo M23 na província do Kivu do Sul, teve impacto em vários locais. Com os ataques foi tomada a cidade de Uvira em 9 de Dezembro após intensos combates.

Num desenvolvimento significativo no prolongado conflito no leste da República Democrática do Congo, rebeldes do M23 anunciaram uma retirada condicional da estratégica cidade de Uvira, na província de Kivu do Sul. 

A medida surge após intensa pressão internacional, particularmente dos Estados Unidos e de outros parceiros, que instaram todas as partes a respeitar os acordos de paz recentemente negociados e a evitar mais derramamentos de sangue.

Numa declaração escrita nas redes sociais, a coligação afirmou: “ A retirada de Uvira é uma medida de construção de confiança destinada a apoiar as negociações em curso no quadro de paz de Doha, onde as autoridades congolesas e os representantes rebeldes se têm empenhado em esforços para pôr fim às hostilidades”.

O grupo enquadrou a decisão como um passo para fortalecer o diálogo e revitalizar as negociações de paz.

Uvira tem sido um ponto sensível no conflito, com a coligação M23 tendo anteriormente capturado a cidade e intensificado as tensões, apesar de um acordo mediado pelos EUA, assinado pelos presidentes do Congo e do Ruanda no início de dezembro, que visava conter a violência. 

A ofensiva causou o deslocamento de um grande número de civis e chocou a região por contrariar esses compromissos de paz. A liderança em Kinshasa e actores internacionais criticaram fortemente o avanço, afirmando que ameaçava o frágil processo de paz. 

A situação no leste do Congo continua instável com preocupações humanitárias e riscos de segurança regional persistindo enquanto as negociações continuam.

O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, avançou com um processo judicial contra a emissora britânica BBC, por difamação, práticas comerciais enganosas e desleais, alegando que conteúdos transmitidos tiveram como objectivo prejudicar a sua imagem e influenciar as eleições presidenciais norte-americanas de 2024. Trump exige uma indemnização de dez mil milhões de dólares.

A acção, apresentada na Flórida,  com 33 páginas, afirma que a emissora Corporação Britânica de Radiodifusão,  BBC, difundiu uma “representação falsa, difamatória, enganadora, depreciativa, inflamatória e maliciosa” do presidente norte-americano, Donald Trump.

O processo centra-se sobretudo num episódio da série de actualidades “Panorama”, intitulado “Trump: Uma segunda oportunidade?”, emitido dias antes das eleições, e que, segundo Trump, constitui uma tentativa descarada de interferência no processo eleitoral.

A acção acusa a BBC de ter manipulado um discurso de Trump proferido a 6 de Janeiro de 2021, antes da invasão do Capitólio por alguns dos seus apoiantes. De acordo com o processo que exige uma indemnização de 10 mil milhões de dólares, o documentário juntou excertos de partes distintas do discurso, separadas por quase uma hora, para criar a percepção de que Trump apelava à violência, omitindo passagens em que defendia manifestações pacíficas.

A BBC já pediu desculpas pela edição do discurso, classificando o sucedido como um erro de julgamento, mas rejeita as acusações de difamação. 

O caso levou à demissão do principal executivo da emissora e da diretora de informação. 

 

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