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EUA e UE pedem respeito pelo cessar-fogo na RDC

Os Estados Unidos, a União Europeia e outros países apelaram, esta sexta-feira, ao respeito pelo cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo (RDC), condenando

EUA e UE pedem respeito pelo cessar-fogo na RDC

Os Estados Unidos, a União Europeia e outros países apelaram, esta sexta-feira, ao respeito pelo cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo (RDC), condenando

Dezenas de manifestantes reuniram-se em Manhattan, para protestar contra a guerra no Irão, acusando o Presidente norte-americano, Donald Trump, de lançar mais uma ofensiva contra uma nação estrangeira para distrair os eleitores do escândalo sexual de Jeffrey Epstein.

“Os iranianos não querem ser bombardeados, independentemente do que ouvirem dizer na Televisão. Trump só lançou este ataque porque quer criar uma distração do caso Epstein”, dizia, ao microfone, um dos oradores do protesto, identificando-se como de “origem árabe”, citado por Lusa. 

Em vários cartazes erguidos pelos manifestantes podiam encontrar-se referências ao Caso Epstein.

Vários democratas têm acusado os congressistas republicanos e o Departamento de Justiça de encobrirem o facto de o Presidente Donald Trump constar nos ficheiros relacionados com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

O protesto foi convocado pela coligação anti-guerra ‘Answer’, que acusa Donald Trump de ter prometido “trazer paz ao mundo durante a campanha eleitoral”, mas dizem que “não fez nada além de deixar um rasto de devastação em todo o mundo”.

Em Manhattan, o protesto durou cerca de uma hora e decorreu junto ao Columbus Circle, em frente ao Central Park e debaixo de temperaturas negativas.

“Isto nunca foi sobre democracia e direitos humanos, mas sim sobre poder”, acusou igualmente uma das manifestantes, que não se quis identificar. 

“Queremos mais educação. Não queremos mais guerras, nem mais ocupação”, entoava a multidão, composta maioritariamente por jovens. 

Muitos deles erguiam bandeiras do Irão e da Palestina

As forças norte-americanas sublinharam, contudo, que “as principais operações de combate continuam” e que o “esforço de resposta” permanece em curso.

Os militares israelitas lançaram novos ataques de madrugada em Teerão e Beirute, e emitem avisos de evacuação para partes do sul do Líbano. A Embaixada dos EUA em Riade foi atingida por drones.

Os EUA e Israel estão a atacar o Irão pelo quarto dia consecutivo e Teerão continua com ataques de retaliação contra aliados de Washington e bases dos EUA no Golfo. Donald Trump admitiu que os ataques provavelmente vão durar entre quatro a cinco semanas, com o secretário de Estado, Marco Rubio, a alertar que “os piores impactos ainda estão por vir”.

A embaixada dos EUA na capital saudita de Riade foi atingida por drones durante a noite, resultando num incêndio “controlado”. Em resposta, Trump ameaçou que o Irão “vai descobrir em breve” como os EUA vão retaliar.

O conflito expandiu-se, com os militares israelitas a atacarem alvos do Hezbollah apoiados pelo Irão no Líbano por um segundo dia. O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu prometeu uma “acção rápida e decisiva”, insistindo que buscará a “paz através da força”.

O primeiro-ministro britânico Keir Starmer defendeu a decisão do governo do Reino Unido de não se envolver na ofensiva dos EUA e de Israel, apesar das críticas de Trump, justificando aos parlamentares que não acredita “numa mudança de regime a partir do céu”.

O Irão diz ter encerrado o Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo, na noite passada, levantando preocupações sobre o aumento dos preços do petróleo e do gás. O país ameaça atacar navios que atravessem a rota petrolífera mais importante do mundo.

Em declarações a uma estação televisiva de Teerão, Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol do Irão, considerou que, com os bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel, será difícil o país marcar presença no Mundial 2026, que se realizará no México, Canadá e em território norte-americano.

“Com o que aconteceu e com este ataque dos Estados Unidos, é improvável que possamos olhar com esperança para o Mundial, mas são os dirigentes do desporto que devem decidir sobre isso”, afirmou, citado pelo jornal Marca.

O Irão qualificou-se para o campeonato do Mundo e, caso participe, jogará os três compromissos da fase de grupos nos Estados Unidos. Nova Zelândia, no dia 15 de Junho, Bélgica, no dia 21, e Egipto, seis dias depois, são os adversários do Grupo G.

O que acontece se o Irão boicotar o Mundial?

A poucos meses do arranque do Mundial 2026, o Irão ameaça desistir e não marcar presença na competição, numa altura de crescente tensão militar entre os Estados Unidos, país anfitrião, e os iranianos, que são uma das selecções qualificadas. 

A FIFA, a propósito da escalada do conflito, declarou que conta com a participação de todos os países na prova. Questionado sobre o impacto desta crise no Mundial, o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, mostrou-se cauteloso. 

“Li as notícias da mesma forma que vocês esta manhã. Tivemos uma reunião e seria prematuro comentar isso em detalhe”, afirmou durante uma reunião do International Football Association Board (IFAB) no País de Gales. 

O Irão, que em Março de 2025 garantiu a sua quarta qualificação consecutiva para a fase final de um Mundial, tem a base de treinos prevista para o Kino Sports Complex em Tucson, no Arizona.

Ainda não está claro como os recentes desenvolvimentos geopolíticos podem afectar a participação do Irão no Mundial. No entanto, o regulamento do torneio prevê medidas de contingência caso o Irão, neste caso, desista ou seja impedido de competir.

A FIFA afirma que, nas circunstâncias mencionadas, o país em questão é substituído “por uma selecção alternativa indicada, geralmente a segunda colocada directa da qualificação ou o conjunto não qualificado com melhor ranking daquela confederação”.

Nesse cenário, os Emirados Árabes Unidos podem sair beneficiados. Os EAU foram a selecção não qualificada com a melhor classificação nas eliminatórias da Ásia, uma campanha que lhes garantiu uma vaga na repescagem continental contra o Iraque. 

No entanto, os EAU foram derrotados, permitindo que o Iraque avançasse para a repescagem intercontinental marcada para 31 de Março, onde enfrentará Bolívia ou Suriname.

Outra opção em consideração seria a ida directa do Iraque para o lugar do Irão no Grupo G, com os Emirados Árabes Unidos a disputarem a repescagem intercontinental como uma via alternativa para entrar no torneio.

O ataque dos Estados Unidos e de Israel lançado contra o Irão neste sábado provocou fortes reações internacionais, que oscilam entre o apoio e a desaprovação, com grande preocupação diante do risco de uma escalada regional.

Os líderes e autoridades mundiais se posicionaram publicamente após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irão na madrugada deste sábado. Entre as declarações de governos e organizações internacionais, estão alertas sobre o risco de uma escalada regional do conflito. 

O governo brasileiro por exemplo, através de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores  condenou e expressou grave preocupação com os ataques lançados contra o Irão, tendo apelado a todas as partes para que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, por forma a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis.

A Rússia denunciou os ataques como uma aventura perigosa que ameaça o Oriente Médio com uma catástrofe. Segundo o seu Ministério das Relações Exteriores, a ação busca destruir o governo iraniano que tem se negado a se submeter ao ditado da força e do hegemonismo.

Por sua vez, a China pediu um cessar imediato das ações militares após os ataques no Irão e urgiu que se evitem futuras escaladas das tensões, encorajando a retomada do diálogo e das negociações para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio. 

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, afirmou que os ataques só provocam morte, destruição e sofrimento humano.

O chanceler Badr Albusaidi, que atuou como mediador entre Washington e Teerã, disse estar consternado porque as negociações ativas e sérias foram novamente minadas e instou os Estados Unidos a não se deixarem arrastar ainda mais. 

O movimento islamista palestiniano Hamas declarou que a operação dos Estados Unidos e de Israel constitui um ataque directo contra toda a região, assim como contra sua segurança, estabilidade e soberania.

O governo britânico instou a evitar que a situação degenere em um conflito regional mais amplo.

Os Países Baixos apelam a todas as partes a agir com moderação e a evitar qualquer nova escalada.

Já a  União Africana  fez um apelo à moderação, a uma urgente desescalada e a um diálogo contínuo. Segundo advertiu o presidente da Comissão da UA, qualquer nova escalada corre o risco de agravar a instabilidade mundial, com graves consequências para os mercados de energia, a segurança alimentar e a resiliência econômica, em particular na África.

Vários outros países do mundo  também reagiram ao ataque com preocupação diante dos riscos iminentes.  

O Líder Supremo do Irão, Ali Khamenei, morreu neste sábado durante uma ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos da América e Israel contra o Irão. A informação foi confirmada pelas autoridades israelitas, de acordo com a imprensa internacional.

Ali Khamenei foi dado como desaparecido na sequência do ataque promovido pelos Estado Unidos da América e Israel.

Entretanto, os seus restos mortais de Ali Khamenei foram supostamente encontrados, segundo um responsável israelita à agência Reuters.

“Tudo indica que Khamenei já não está entre nós”, disse o primeiro-ministro do Israel, Benjamin Netanyahu, numa declaração ao país. Agradecer a Donald Trump — a quem chamou “amigo” — pela sua “liderança histórica”, e referiu que a ofensiva irá “durar quanto tempo for preciso”.

“[A aliança entre os EUA e Israel] é uma aliança durante a paz e a guerra. E esta guerra vai levar à paz. Este regime assassino não pode ter armas nucleares que lhes permita ameaçar a nossa existência e a paz da humanidade”, declarou, segundo escreve a imprensa internacional.

⁠Benjamin Netanyahu sugeriu que os iranianos “saíssem às ruas e terminassem o serviço”, bem como demonstrar apoio aos soldados das forças israelitas. Afirmou que o complexo de Khamenei foi destruído, assim como comandantes ‌da Guarda Revolucionária e altos funcionários do programa nuclear teriam sido atingidos.

Apesar das declarações do Israel, o Irão não confirma a morte de Ali Khamenei, mesmo depois de o Israel ter garantido que localizou o seu corpo.

Aliás, o Irão diz que o relato da morte de Ali Khamenei pelo Israel faz parte de uma estratégia de guerra psicológica. “O inimigo está a fazer guerra psicológica. Todos temos de estar atentos”, reagiu o chefe de relações públicas do gabinete de Ali Khamenei, citado pela imprensa local.

Refira-se que várias explosões foram ouvidas em Teerão e dezenas de alvos atingidos em todo o país, na manhã deste sábado. O Irão respondeu com ataques no Médio Oriente, fazendo com que o Conselho de Segurança da ONU convocasse uma reunião de emergência.

 

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos condenou hoje os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e respectiva retaliação, lembrando que, como em qualquer conflito armado, serão os civis que pagarão o preço mais elevado. Volker Türk alertou ainda que se corre o risco de “um conflito ainda maior, que levará inevitavelmente a mais mortes”. 

“As bombas e os mísseis não são a forma de resolver as diferenças, apenas causam morte, destruição e sofrimento humano”, alertou Volker Türk numa mensagem publicada nas redes sociais.

 O responsável das Nações Unidas pelos direitos humanos pediu moderação para evitar mais danos à população e implorou a todas as partes para que “ajam com bom senso, reduzam a tensão e regressem à mesa das negociações, onde, poucas horas antes, procuravam ativamente uma solução” para a questão do programa nuclear iraniano.

“Esta é a única forma de resolver as profundas diferenças existentes, de forma duradoura”, sublinhou o alto-comissário.

Caso contrário, alertou, corre-se o risco de “um conflito ainda maior, que levará inevitavelmente a mais mortes de civis sem sentido e a destruição a uma escala potencialmente inimaginável, não só no Irão, mas em toda a região do Médio Oriente”.

Türk lembrou ainda que o Direito internacional considera que a proteção de civis em conflitos armados deve ser prioritária.

“Todos os atores envolvidos devem garantir o cumprimento destas normas, e a sua violação deve levar à responsabilização dos culpados”, sublinhou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram, neste sábado, um “ataque preventivo” contra o Irão, para “eliminar ameaças”. As explosões foram ouvidas em Teerão. A informação foi confirmada pelo presidente norte americano, Donald Trump, através de um vídeo na rede social Truth. 

Donald Trump, confirmou “grandes operações de combate” contra o país persa, defendendo que “as actividades ameaçadas de Teerão colocam em risco directo os Estados Unidos”.

“A hora da vossa liberdade está ao alcance das mãos”, disse Donald Trump num vídeo de oito minutos publicado na Truth Social.

Trump enumerou operações do Irão contra alvos norte-americanos desde o início do regime teocrático (1979) e acusou o Irão de envolvimento no ataque do Hamas em Israel em Outubro de 2023 para considerar que as actividades do país colocam em risco directo os EUA, as suas bases no estrangeiro e os seus países aliados, e acrescentou que os EUA não vão “tolerar mais”.

O ataque ocorreu no momento em que os Estados Unidos reuniram uma vasta frota de caças e navios de guerra na região para tentar pressionar o Irão a chegar a um acordo sobre o seu programa nuclear.

Segundo a imprensa internacional, Trump queria um acordo para restringir o programa nuclear do Irão e vê uma oportunidade de atacar o regime nas dificuldades internas com a crescente dissidência, após protestos que o regime enfrenta em todo o país.

Sobre o programa nuclear do país, Trump disse que o Irão continua a desenvolvê-lo e que planeia mísseis capazes de atingir os EUA.

IRÃO RETALIA CONTRA SETE PAÍSES DO MÉDIO ORIENTE 

O Irão já respondeu ao ataque de Israel e dos EUA. Os alvos são Israel e bases norte-americanas no Médio Oriente. Segundo a imprensa internacional, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Barhein, Kuweit ou Catar foram atingidos.

A força armada que protege o regime teocrático de Teerão disse que se trata da “resposta à agressão do inimigo hostil e criminoso contra a República Islâmica do Irão”.

Refira-se as sirenes antiaéreas foram acionadas em Jerusalém e noutros pontos do centro de Israel, pouco depois de os Estados Unidos e as forças israelitas terem lançado uma série de operações aéreas contra diversos alvos no Irão. Foram registadas explosões na capital iraniana e em várias cidades do país.

A Zâmbia decidiu suspender a assinatura de um acordo de financiamento para a saúde proposto pelos Estados Unidos da América, no valor de cerca de mil milhões de dólares. Para justificar a posição, o país diz que certas cláusulas do documento não estão alinhadas com os interesses nacionais. 

Trata-se de um acordo que  visava apoiar o sector da saúde da Zâmbia na área de saúde materno-infantil e na prevenção e  tratamento de doenças como  HIV/SIDA e malária.

A suspensão da assinatura do acordo surge após a Zâmbia discordar de parte das cláusulas previstas no documento, sendo que o país  deveria co-financiar o projecto com 340 milhões de dólares. 

Da parte norte-americana, o acordo permitiria o desembolso de  mais de mil milhões de dólares em financiamento para os próximos cinco anos, e visava, entre outros aspectos,   melhorar a preparação zambiana para fazer face à epidemias.

O acordo, cuja conclusão estava prevista para Novembro de 2025, foi suspenso depois de versões alteradas do documento terem gerado divergências. 

Entre as cláusulas de que a Zâmbia não concorda está uma parceria no sector mineiro com Washington, não sendo pela primeira vez que um país africano rejeita acordos semelhantes  devido às preocupações relacionadas com a cedência aos EUA de minerais críticos tal como foi o caso do Zimbabwe. 

Recorde-se que em África, pelo menos 16 países já assinaram acordos para o financiamento à saúde incluindo Nigéria, Uganda e Quénia.

O presidente e CEO do Fórum Económico Mundial, Borge Brende, anunciou, esta quinta-feira, que se demite do cargo, depois de reveladas as suas ligações a Jeffrey Epstein, financeiro norte-americano condenado por crimes sexuais.

A saída, anunciada num comunicado, acontece poucas semanas após a organização ter iniciado uma investigação independente à relação de Brende com Epstein, levada a cabo por advogados externos e aberta na sequência de divulgações feitas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA), segundo as quais o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega teve três jantares de negócios com o multimilionário.

Os documentos das autoridades norte-americanas revelaram também comunicações estabelecidas entre os dois por correio eletrónico e mensagens de texto.

Através de um comunicado o noruegues que liderava desde 2017 o Fórum Económico Mundial declarou

“Após cuidadosa reflexão, decidi demitir-me do cargo de Presidente e CEO do Fórum Económico Mundial. O meu tempo aqui, ao longo de oito anos e meio, foi profundamente gratificante”.

No comunicado, Borge Brende não fez qualquer menção direta a Epstein.

“Estou grato pela colaboração extraordinária com colegas, parceiros e constituintes, e acredito que este é o momento certo para o Fórum continuar o seu importante trabalho sem distrações”, referiu.

Numa nota separada, co-presidentes do Fórum Económico Mundial, indicaram que a investigação independente às ligações de Brende a Epstein já foi finalizada. Concluiu-se que não há preocupações adicionais para além do que já foi previamente divulgado. Alois Zwinggi assumirá funções como presidente e CEO interino.

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