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O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que poderá reunir-se este domingo, na Flórida, com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, numa tentativa de desbloquear o processo de paz e discutir garantias de segurança para Kiev.

Volodymyr Zelensky revelou que está prevista uma possível reunião, no domingo, na Flórida, com o Presidente norte-americano Donald Trump, no âmbito de uma iniciativa diplomática liderada pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra com a Rússia.

Falando a jornalistas, o chefe de Estado ucraniano explicou que o encontro deverá centrar-se em garantias de segurança para a Ucrânia, reconhecendo, no entanto, que as negociações continuam bloqueadas por exigências contraditórias entre Kiev e Moscovo.

O anúncio surge depois de Zelensky ter informado que manteve, na quinta-feira, uma “boa conversa” com o enviado especial norte-americano.

Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que Moscovo mantém contactos com representantes dos Estados Unidos, após o enviado presidencial russo se ter reunido recentemente com interlocutores norte-americanos na Florida.

Por sua vez, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou estar aberto à troca de alguns territórios controlados pelas forças russas na Ucrânia, desde que a Rússia fique com o controlo total da região de Donbas.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, na quinta-feira, que as forças americanas realizaram o que ele descreveu como um ataque “poderoso e mortal” contra militantes do Estado Islâmico na Nigéria, após semanas de duras críticas ao governo nigeriano pela perseguição aos cristãos.

Em uma postagem na sua plataforma de mídia social na noite de Natal, Trump não ofereceu detalhes operacionais e não especificou a dimensão dos danos infligidos ou o número de militantes alvejados na operação.

Um funcionário do Departamento de Defesa dos EUA, falando sob condição de anonimato porque a informação não foi divulgada publicamente, confirmou que os ataques foram realizados em coordenação com as autoridades nigerianas. Segundo o funcionário, a operação foi aprovada pelo governo da Nigéria, o que demonstra a cooperação contínua em segurança entre Washington e Abuja na luta contra grupos extremistas que atuam na África Ocidental.

Facções afiliadas ao Estado Islâmico têm atuado em partes do norte e nordeste da Nigéria, onde a insegurança ligada à insurgência e à violência sectária persiste há anos.

A Somália foi, esta quinta-feira, a votos nas primeiras eleições locais na região de Mogadíscio em quase 60 anos, apesar das preocupações de segurança e de um boicote por parte de líderes da oposição.

Os residentes da capital da Somália, Mogadíscio, votaram esta quinta-feira numa controversa eleição local que marca a primeira votação sob o princípio de “uma pessoa, um voto” desde 1969. 

Segundo escreve a DW, a eleição dos membros do conselho local, nos 16 distritos de Mogadíscio, foi organizada pelo Governo federal somali, mas rejeitada pelos partidos da oposição, que consideram a eleição falha e parcial.

Durante décadas, a Somália selecionou os membros do conselho local e os parlamentares por meio de negociações baseadas em clãs e são os líderes que posteriormente elegem o presidente. 

A eleição é vista como um teste antes das presidenciais de 2026, num país que luta para sair de décadas de conflito e caos, de uma insurreição islamista e de frequentes desastres naturais.

O dia começou com longas filas à porta de várias assembleias de voto, mas os números diminuíram significativamente a partir do início da tarde, de acordo com a AFP.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, na quinta-feira, que as forças americanas realizaram o que ele descreveu como um ataque “poderoso e mortal” contra militantes do Estado Islâmico na Nigéria, após semanas de duras críticas ao governo nigeriano pela perseguição aos cristãos.

Em uma postagem na sua plataforma de mídia social na noite de Natal, Trump não ofereceu detalhes operacionais e não especificou a dimensão dos danos infligidos ou o número de militantes alvejados na operação.

Um funcionário do Departamento de Defesa dos EUA, falando sob condição de anonimato porque a informação não foi divulgada publicamente, confirmou que os ataques foram realizados em coordenação com as autoridades nigerianas. Segundo o funcionário, a operação foi aprovada pelo governo da Nigéria, o que demonstra a cooperação contínua em segurança entre Washington e Abuja na luta contra grupos extremistas que atuam na África Ocidental.

Facções afiliadas ao Estado Islâmico têm atuado em partes do norte e nordeste da Nigéria, onde a insegurança ligada à insurgência e à violência sectária persiste há anos.

O Papa Leão XIV criticou, na noite de Natal, uma “economia distorcida” que leva a tratar as pessoas como mercadoria, durante a homilia da Missa do Galo, celebrada no seu primeiro Natal como líder da Igreja Católica.

Perante cerca de seis mil fiéis reunidos na Basílica de São Pedro, o pontífice sublinhou que Deus se revela ao mundo assumindo a condição humana, como expressão de um projecto de amor iniciado na criação. Para reforçar a sua reflexão, recordou palavras do Papa Bento XVI, segundo as quais, quando a verdade é obscurecida, deixa de haver espaço para os outros, em particular para as crianças, os pobres e os estrangeiros.

Leão XIV destacou que não é possível acolher Deus sem acolher o ser humano, afirmando que rejeitar um significa rejeitar o outro. Pelo contrário, onde existe respeito e dignidade para o homem, há também lugar para Deus.

O Papa afirmou ainda que o nascimento de Jesus representa uma nova vida oferecida por Deus a toda a humanidade, não como uma ideia abstrata que resolve todos os problemas, mas como uma história de amor que envolve cada pessoa. Segundo explicou, diante do sofrimento, da violência e da opressão, Deus responde enviando uma criança indefesa, sinal de esperança, força e luz para o mundo.

Na sua mensagem, Leão XIV contrapôs a lógica de dominação humana à ação divina: enquanto o homem procura tornar-se deus para dominar o outro, Deus escolhe tornar-se homem para libertar a humanidade de toda a forma de escravidão. Concluiu lembrando que o Natal é, acima de tudo, uma celebração da fé, da caridade e da esperança.

Antes da celebração, o Papa surpreendeu os cerca de cinco mil fiéis que aguardavam na Praça de São Pedro, apesar da chuva, acompanhando a missa através de ecrãs gigantes. Em inglês, agradeceu a presença e a perseverança dos fiéis, reconhecendo que a Basílica não tem capacidade para acolher todos. Em italiano, convidou-os a celebrar o Natal como a festa do Menino que traz a paz e o amor de Deus ao mundo.

Leão XIV deverá voltar a aparecer publicamente na quinta-feira, na varanda central da Basílica de São Pedro, para a tradicional mensagem de Natal e a bênção “Urbi et Orbi”.

O Parlamento da Argélia aprovou, por unanimidade, uma lei que considera a colonização francesa do país um crime de Estado. A decisão foi tomada durante uma sessão plenária realizada na quarta-feira, que teve início com a execução do hino nacional.

A nova legislação exige que a França apresente um pedido formal de desculpas e conceda reparações pelos danos causados durante o período colonial.

Segundo o presidente da Assembleia Nacional, a aprovação da lei representa uma “mensagem política inequívoca”, sublinhando que a memória histórica da Argélia “não pode ser apagada nem objeto de negociação”.

A França administrou a Argélia entre 1830 e 1962. A luta pela independência, que se estendeu por oito anos, foi marcada por extrema violência e resultou na morte de centenas de milhares de argelinos.

O texto da lei enumera vários crimes atribuídos à administração colonial francesa, incluindo práticas de tortura, a realização de testes nucleares e a exploração e saque dos recursos naturais do país.

Embora o presidente francês, Emmanuel Macron, já tenha classificado a colonização da Argélia como um “crime contra a humanidade”, Paris nunca apresentou um pedido oficial de desculpas.

Apesar de não ter efeitos jurídicos sobre a França, analistas consideram que a iniciativa pode aprofundar as tensões diplomáticas e sinaliza uma nova fase nas relações entre Argel e Paris.

O Papa Leão XIV lançou, esta terça-feira, um apelo à comunidade internacional para que seja respeitada uma trégua de pelo menos 24 horas em todos os conflitos do mundo durante o dia de Natal. O líder da Igreja Católica manifestou profunda tristeza pela rejeição, por parte da Rússia, do pedido de cessar-fogo natalício, sublinhando que a data deve ser um símbolo universal de paz.

Ao falar à saída da sua residência em Castel Gandolfo, nos arredores do Vaticano, o Papa afirmou que a recusa ao pedido de trégua é motivo de grande pesar, reiterando o seu apelo “a todas as pessoas de boa vontade” para que respeitem o dia que assinala o nascimento de Jesus Cristo como um momento de paz e reconciliação.

“Espero que esta mensagem seja ouvida e que haja 24 horas de paz, um dia de paz, em todo o mundo”, declarou.

Leão XIV abordou também a situação humanitária na Faixa de Gaza, recordando a recente visita do Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, à paróquia da Santíssima Trindade, a única igreja católica do território. O Papa revelou ainda que manteve contacto telefónico com o pároco local, o sacerdote argentino Gabriel Romanelli.

Segundo o pontífice, apesar das dificuldades extremas, a comunidade cristã local tenta preparar as celebrações natalícias num contexto marcado pela instabilidade e pela escassez. “A situação é muito precária, mas há esperança de que os esforços para a paz possam avançar”, comentou.

Após uma visita de três dias a Gaza, o cardeal Pizzaballa alertou que os desafios continuam a ser enormes. Muitas infraestruturas essenciais, como casas, escolas e hospitais, foram destruídas, e a população vive em condições de pobreza extrema, cercada por esgotos e lixo. Ainda assim, destacou o desejo persistente das pessoas de reconstruírem as suas vidas e olharem para o futuro com esperança.

O Presidente egípcio, Abdel-Fattah el-Sissi, reiterou os apelos a mudanças estruturais no Conselho de Segurança da ONU para garantir a África um papel mais relevante na definição das decisões globais.

El-Sissi fez o apelo a uma ordem mundial “mais pluralista” numa conferência da parceria Rússia-África realizada no Cairo, que contou com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, de ministros de mais de 50 países africanos, bem como de representantes de várias organizações africanas e regionais.

“A voz de África deve estar presente e ser influente na tomada de decisões globais, dada a importância humana, económica, política e demográfica do continente”, afirmou el-Sissi num comunicado lido pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros na sessão plenária da conferência. Acrescentou que as instituições financeiras internacionais precisam passar por reformas semelhantes para garantir à África uma representação equitativa.

Desde 2005 que a União Africana reivindica que África tenha, pelo menos, dois lugares permanentes com poder de veto e cinco lugares não permanentes no Conselho de Segurança. O Governo africano defende que tais reformas contribuiriam para alcançar a paz e a estabilidade no continente, que enfrenta guerras há décadas. No entanto, os países africanos ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre um mecanismo para seleccionar os seus potenciais representantes permanentes.

“Decidimos continuar a coordenar os nossos esforços em diversos fóruns, incluindo o objectivo de promover a reforma do Conselho de Segurança da ONU, tendo em conta os legítimos interesses dos Estados africanos”, disse Lavrov aos jornalistas numa conferência de imprensa conjunta com o seu homólogo egípcio. O Conselho de Segurança, responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais, mantém-se inalterado desde 1945: 10 membros não permanentes de todas as regiões do mundo, eleitos para mandatos de dois anos sem poder de veto, pois cinco países que eram potências dominantes no final da Segunda Guerra Mundial são membros permanentes com poder de veto: Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França.

Lavrov afirmou, anteriormente, que a conferência ministerial iniciou conversações com o objectivo de desenvolver um plano de acção para a cooperação entre 2026 e 2029. O plano será apresentado aos chefes de Estado na cimeira Rússia-África, agendada para o próximo ano. “Continuamos a ser um parceiro fiável para os Estados africanos no reforço da sua soberania nacional, tanto política como em matéria de segurança e noutras dimensões”, disse Lavrov na sessão plenária. “Estamos empenhados em explorar ainda mais o enorme potencial existente na nossa cooperação prática.” O fórum ganhou impulso desde a cimeira de 2023 na cidade russa de São Petersburgo, onde o presidente Vladimir Putin procurou o apoio dos líderes africanos e romper o isolamento político e económico imposto à Rússia pelos países ocidentais após a invasão da Ucrânia.

O governo da Nigéria diz que vai aumentar a segurança em torno das escolas para evitar casos de rapto. A decisão surge  após regresso de 130 crianças e alguns professores, um mês depois de terem sido raptados. 

O governador do Estado de Níger, na Nigéria, realizou, nesta segunda-feira, uma cerimónia para receber de volta 130 crianças e alguns professores raptados, que foram libertos após um mês em cativeiro.

Os alunos foram levados em Novembro, quando bandidos armados invadiram uma  Escola Católica, sequestrando um total de 303 crianças e 12 professores, de acordo com a Associação Cristã da Nigéria citada pela África News. 

As vítimas incluíam meninos e meninas, alguns com apenas 10 anos de idade.

Assim sendo, os sequestros em escolas passaram a definir a insegurança no país mais populoso de África. Agora, as autoridades dizem que estão a reforçar a segurança nas escolas para evitar casos do género.

O coordenador nacional do Centro de Contraterrorismo da Nigéria, Adamu Laka, disse, nesta segunda-feira, que o governo está a implementar medidas de proteção imediatas e de curto prazo em áreas de alto risco, enquanto trabalha em conjunto com governos estaduais, líderes tradicionais e religiosos, para desenvolver soluções de segurança comunitária duradouras para a educação. 

Ainda de acordo com a fonte, políticas e operações para restaurar a confiança estão a ser promovidas por forma a reabrir as escolas de forma segura e garantir que o direito de cada criança nigeriana a aprender em segurança seja respeitado.

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