O País – A verdade como notícia

O exército sudanês afirma que suas forças chegaram a Kadugli, capital da província de Kordofan do Sul, pondo fim a um cerco de mais de dois anos imposto pelas Forças de Apoio Rápido paramilitares.

Os militares afirmam que o avanço ocorreu durante uma “batalha heroica” para abrir uma estrada crucial entre Kadugli e a cidade vizinha de Dilling.

O general Abdel Fattah al-Burhan, líder de facto do país, afirmou que uma rota de abastecimento crucial para a cidade assolada pela fome foi agora aberta.

“Parabéns ao povo de Kadugli pela libertação da cidade”, disse ele. “As forças armadas chegarão a qualquer lugar no Sudão.”

Al-Burhan insiste que o governo militar apoia os esforços de paz, mas afirma que não concordará com uma trégua com as Forças de Apoio Rápido (RSF) enquanto as cidades estiverem sitiadas.

“Não existe trégua que fortaleça o inimigo [Forças de Apoio Rápido], nem cessar-fogo que permita a esta milícia recuperar a sua posição”, afirma.Não houve comentários imediatos da RSF, segundo o Africanews.

Após ser expulso de Cartum em 2025, o grupo paramilitar concentrou-se em Kordofan e na cidade de el-Fasher.

Era o último bastião militar na vasta região de Darfur até que as Forças de Apoio Rápido (RSF) o tomaram em outubro.

O Sudão mergulhou no caos em abril de 2023, quando uma luta pelo poder entre os militares e as Forças de Apoio Rápido (RSF) explodiu em confrontos abertos.

As Nações Unidas afirmam que mais de 40.000 pessoas morreram na guerra que já dura quase três anos e que criou a pior crise humanitária do mundo.

O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu que a China deve construir uma “moeda forte” com utilização alargada no comércio internacional, investimento e mercados cambiais, capaz de atingir o estatuto de divisa de reserva global.

O apelo consta de trechos de um discurso proferido por Xi em 2024, divulgados no fim-de-semana pela Qiushi, a principal revista teórica do Partido Comunista Chinês.

Na intervenção dirigida a quadros provinciais e ministeriais, Xi traçou os atributos essenciais de uma potência financeira: uma base económica sólida, força tecnológica de topo, instituições financeiras competitivas, centros financeiros internacionais influentes e uma moeda credível e amplamente utilizada.

“A economia da China já se encontra entre as maiores do mundo em activos bancários, reservas cambiais e dimensão dos mercados de capitais, mas continua a ser ‘grande, mas não forte'”, afirmou o líder chinês, sublinhando que transformar o país numa potência financeira será uma tarefa de longo prazo.

A divulgação do discurso surge num momento em que Pequim intensifica os esforços para internacionalizar o renmimbi e reforçar a sua estabilidade, numa conjuntura marcada por incerteza nos mercados globais e crescentes dúvidas sobre a força do dólar norte-americano.

Nos últimos meses, a moeda chinesa tem-se mantido relativamente firme face ao dólar, apesar das tensões comerciais com os Estados Unidos. Ainda assim, analistas como o banco de investimento Goldman Sachs consideram que o renmimbi permanece subvalorizado — até 25% abaixo do seu valor justo, segundo um relatório de Janeiro.

A posição de Pequim é de cautela: o banco central prefere uma moeda estável, mas evita valorizações rápidas. Apesar disso, a utilização internacional do renmimbi continua limitada. A compensação diária de pagamentos transfronteiriços ronda os 100 mil milhões de dólares (6.3 trilhões de meticais), muito abaixo dos cerca de dois biliões movimentados pelo sistema interbancário em dólares.

Um sinal recente da expansão do uso do renmimbi foi dado pela Zâmbia, que começou, em Janeiro, a cobrar impostos e dividendos a empresas mineiras chinesas directamente em moeda chinesa, canalizando-a depois para o financiamento de importações e pagamento de dívida a Pequim.

A Proteção Civil em Portugal activou este domingo o Plano de Emergência de Proteção Civil para todo o país, devido aos estragos causados pela tempestade Kristin e à previsão de continuação de mau tempo durante pelo menos mais uma semana. 

Os impactos do mau tempo em Portugal têm sido alarmantes, situação que obrigou a um plano de emergência de Protecção Civil para todo o país.  

A decisão foi tomada, por unanimidade, na primeira reunião extraordinária de 2026 da Comissão Nacional de Proteção Civil a que presidiu a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, segundo o comunicado da Instituição citado pela imprensa internacional.

Como consequência do mau tempo, pelo menos 9 pessoas morreram nos últimos dias. 

Quatorze distritos de Portugal Continental estão sob aviso laranja devido ao mau tempo. Para todo o Litoral prevê-se fortes chuvas, ventos com rajadas e agitação marítima, enquanto os distritos a norte, com excepção de Aveiro, estão também sob alerta devido à neve.

Pelo menos 200 pessoas morreram devido às fortes chuvas que desencadearam uma série de deslizamentos de terra catastróficos numa mina no leste da República Democrática do Congo.

A chuva que  caiu na semana passada na República Democrática do Congo causou um deslizamento da terra, que segundo populares citados pela Africa News arrastou várias pessoas, algumas delas foram engolidas pela água.

Em resultado deste fenómeno, pelo menos 200 pessoas perderam a vida. 

De acordo com um porta-voz do governador da província de Kivu do Norte, nomeado pelos rebeldes, entre as vítimas estão mineiros, crianças e mulheres que trabalham no mercado.

Ainda segundo a fonte, pelo menos 20 feridos estão a receber tratamento, alguns em unidades de saúde locais, enquanto outros serão transferidos para Goma, a cidade mais próxima, a cerca de 50 quilómetros de distância.

Com as operações de busca e resgate ainda em curso, as autoridades afirmam que o número de mortos poderá  aumentar.

O local está sob o controle do grupo rebelde M23 desde 2024.

Zelensky já tinha dado a entender que existia a possibilidade de que a instabilidade no Médio Oriente e as tensões em torno do Irão levassem os Estados Unidos a adiar a reunião.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou ontem que os próximos contactos trilaterais com a Rússia e com os EUA em Abu Dhabi terão lugar nos próximos dias 04 e 05 de Fevereiro e não ontem (domingo), como originalmente previsto.

“A Ucrânia está pronta para uma discussão substancial e estamos interessados em garantir que o resultado nos aproxima de um fim real e digno da guerra”, escreveu nas suas redes sociais.

“A nossa equipa de negociação acaba de informar. Foram estabelecidas as datas para os próximos encontros trilaterais: 04 e 05 de Fevereiro em Abu Dhabi”, disse Zelensky e agradeceu “a todos os que estão a ajudar”.

Até agora estava previsto que, após os primeiros contactos, o próximo encontro das delegações, que vão negociar, acontecesse este domingo na capital dos Emirados, embora nenhuma das partes o tivesse confirmado oficialmente.

No entanto, Zelenski já tinha dado a entender que existia a possibilidade de que a instabilidade no Médio Oriente e as tensões em torno do Irão levassem os Estados Unidos a adiar a reunião.

Os primeiros encontros, há uma semana, foram construtivos, segundo os envolvidos, e neles abordou-se, por exemplo, segundo o Presidente ucraniano, a trégua parcial contra os alvos do sistema energético que foi anunciada posteriormente na quinta-feira pelo líder norte-americano, Donald Trump, e que ambas as partes parecem ter cumprido até agora.

No entanto, um dos principais obstáculos que se mantêm é a questão territorial e na sexta-feira Zelenski insistiu que a Ucrânia não aceitará as exigências territoriais da Rússia, que quer ficar com todo o Donbass para pôr fim à guerra.

“Até ao momento não encontramos um compromisso na questão territorial, concretamente sobre a parte este da Ucrânia. Estamos a falar da região de Donetsk”, disse Zelenski, citado pela agência pública ucraniana Ukrinform, numa conferência de imprensa realizada em Kyiv.

O Presidente ucraniano voltou a mostrar-se aberto à possibilidade proposta pelos EUA de criar uma zona económica livre sem presença militar na área atualmente sob controlo de Kyiv, exigida por Moscovo, mas deixou claro que isso deve acontecer sem que este território deixe de ser ucraniano.

Desde o fim de semana passado, os contactos diplomáticos têm continuado, e o emissário da Casa Branca para o conflito, Steve Witkoff, reuniu-se este sábado na Florida com o enviado especial russo Kiril Dmitriev, num encontro que foi considerado “produtivo”.

Os Estados Unidos da América ordenaram, hoje, a saída imediata do Níger dos seus funcionários diplomáticos não essenciais e suas respectivas famílias.

O anuncio foi feito dois dias depois de um ataque reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico, contra o aeroporto da capital, Niamey, na quinta-feira. 

Através de uma comunicado, o Departamento de Estado citou “riscos de segurança” para justificar a decisão. Embora não seja comum que haja ataques na capital do Níger.

O chefe da junta militar, no poder desde 2023, o general Abdourahamane Tiani, conduz uma política soberanista e expulsou os soldados franceses e norte-americanos envolvidos na luta anti-extremista no país.

O presidente da UNITA, partido da oposição em Angola, disse hoje que vai apresentar um pacto de transição a ser aplicado depois das eleições do próximo ano, para garantir que o período pós-eleitoral seja isento de conflito e violência.

Como em vários países africanos, Angola debate-se com questões de transparências durante os processos eleitorais.

Em entrevista à DW, o líder da UNITA defendeu que a presença internacional é crucial para evitar fraudes, apontando a necessidade de credibilidade no processo eleitoral e alertou para consequências na estabilidade de Angola caso a União Europeia não observe as eleições gerais.

Adalberto Costa Júnior falou à DW no âmbito do lançamento, em Lisboa, do seu livro “Juntos Por Angola – Outro Passo para a Liberdade”, que retrata as eleições gerais de 2022 e apresenta a sua perspectiva sobre os desafios e cenários da ida às urnas em 2027.

Sobre o último ponto, o líder da UNITA disse à agência de notícias  Lusa que o seu partido vai apresentar um pacto de transição a ser aplicado depois das eleições do próximo, cujo objectivo é garantir que o período pós-eleitoral seja isento de conflito e violência.

Seis membros da polícia e da guarda costeira italianas foram  julgados pelo naufrágio de 2023, no qual pelo menos 94 migrantes morreram e outros foram dados como desaparecidos.

Trinta e cinco crianças estavam entre os mortos quando o barco se chocou contra as rochas na costa da cidade turística de Steccato di Cutro, em Fevereiro de 2023.

Os réus são acusados ​​de homicídio culposo por não terem iniciado operações de resgate que poderiam ter evitado o naufrágio, apesar de terem conhecimento da presença da embarcação durante horas.

O barco superlotado havia partido da Turquia transportando pessoas do Afeganistão, Síria, Irã e Paquistão. Dezenas de corpos e os destroços do barco foram posteriormente encontrados na praia, naquele que foi o pior desastre na costa da Calábria em uma década.

Cerca de 80 pessoas sobreviveram, mas as autoridades dizem que muitas mais podem ter morrido. O acidente desencadeou duras críticas à postura intransigente da primeira-ministra italiana de extrema-direita, Giorgia Meloni, em relação aos migrantes que chegam de barco. 

O naufrágio ocorreu poucos dias após a aprovação no Parlamento italiano de polémicas novas regras sobre o resgate de migrantes propostas pela coalizão de governo liderada pela extrema direita, que exige que os navios humanitários realizem apenas um resgate por viagem ao mar.

 

Depois da África do Sul expulsar o mais alto diplomata de Israel em Pretória, Israel respondeu, declarando, nesta sexta-feira, o embaixador sul-africano, Shaun Edward Byneveldt, como persona non grata.

Israel anunciou, ontem, a expulsão do encarregado de negócios da embaixada da África do Sul em Telavive, em resposta a idêntica medida relativa ao representante israelita em Pretória, pelas autoridades sul-africanas.

“Na sequência dos ataques mentirosos da África do Sul contra Israel na cena internacional e da iniciativa unilateral e infundada tomada contra o encarregado de negócios de Israel na África do Sul (…) o mais alto representante diplomático da África do Sul (…) Shaun Edward Byneveldt, é declarado ‘persona non grata’ e deve abandonar Israel no prazo de 72 horas”, lê-se no texto publicado na rede social X, pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.

Na nota da diplomacia israelita é adiantado que, oportunamente, serão consideradas “outras medidas adicionais”. 

Segundo a imprensa internacional, na manhã desta sexta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-africano anunciou ter ordenado a expulsão do encarregado de negócios da Embaixada de Israel na África do Sul, o mais alto diplomata em Pretória, também no prazo máximo de 72 horas.

O ministério “informou o Governo do Estado de Israel da sua decisão de declarar Ariel Seidman, encarregado de negócios da Embaixada de Israel, persona non grata”, segundo um comunicado citado por Lusa .

A decisão “surge na sequência de uma série de violações inaceitáveis das normas e costumes diplomáticos, que constituem uma violação directa da soberania da África do Sul”, prosseguiu o ministério.

“Estas violações incluem o uso reiterado das plataformas oficiais das redes sociais israelitas para lançar ataques insultuosos contra Sua Excelência o Presidente Cyril Ramaphosa, bem como a omissão deliberada de informar o ministério sobre alegadas visitas de altos responsáveis israelitas” ao país, acrescentou o comunicado da diplomacia sul-africana.

Nesse sentido, Seidman “é obrigado a abandonar a República no prazo de 72 horas”, indicou o ministério, que exortou ao Governo israelita a garantir, no futuro, que a sua diplomacia “dê provas do respeito devido à República” da África do Sul.

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