O País – A verdade como notícia

Angola foi oficialmente mandatada para conduzir os esforços de mediação com vista à realização do diálogo intercongolês para pôr fim ao conflito instalado há anos, na República Democrática do Congo . 

A informação foi divulgada esta segunda-feira, pela Presidência angolana, que confirma que o país vai “iniciar consultas com todas as partes congolesas interessadas”, com o objectivo de criar condições políticas e de segurança para uma solução negociada da crise no leste da República Democrática do Congo.

O mandato resulta de um encontro de alto nível realizado em Luanda, que reuniu o Presidente da República e presidente em exercício da União Africana, João Lourenço, o seu homólogo da RDC, Félix Tshisekedi, o presidente do Conselho da República do Togo e mediador da União Africana e um representante de cinco antigos chefes de Estado africanos. 

Segundo o comunicado da presidência angolana, no fim da reunião, os participantes apelaram às partes em conflito para um cessar-fogo, “a entrar em vigor na data e hora a serem acordadas”.

Depois de um período marcado pelo envolvimento de outros parceiros internacionais, Angola volta a posicionar-se como actor-chave na busca de uma solução política duradoura para uma crise que, desde 2021, ameaça escalar para um conflito regional.

Refira-se que as partes beligerantes no conflito na RDC já firmaram vários acordos sem sucesso, sob mediação internacional.

A África do Sul vai retirar tropas da missão da ONU na República Democrática do Congo. Sobre a decisão, o  gabinete do Presidente Cyril Ramaphosa disse que já havia  informado o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

A África do Sul apoiou a Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC durante 27 anos e tem mais de 700 soldados destacados no país.

A Presidência declarou que Pretória irá trabalhar em conjunto com a ONU para finalizar os prazos e outros procedimentos da retirada, que será concluída antes do final deste ano.

A Pretória afirmou que vai manter laços estreitos com Kinshasa e continuará a apoiar os esforços regionais, continentais e das Nações Unidas para trazer paz duradoura à RDC.

O mandato da  Organização da Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo é combater os vários grupos rebeldes que têm guerreado durante décadas no leste do Congo, uma região  na qual  recentemente tem se  assistido a uma escalada nos combates. 

José António Seguro foi eleito, na noite deste domingo, Presidente de Portugal com mais de 60% dos votos. Segundo projecções da Universidade Católica para a RTP, o antigo Ministro e líder do Partido Socialista deixou para trás André Ventura, que conseguiu entre  27 a 30% dos votos.

Mais de 11 milhões de eleitores foram chamados a eleger o próximo Presidente da República, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa.

O socialista António José Seguro tornou-se no sexto Presidente da República eleito da história da democracia, após uma vitória esmagadora, traduzida no maior número de votos alcançado por um candidato presidencial.

Seguro terminou a corrida presidencial com o dobro do resultado do seu adversário, o líder do partido Chega, André Ventura, e com uma força política reforçada pelo segundo melhor resultado percentual de sempre de um candidato a Belém.

Refira-se que em 11 eleições para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, foi a segunda vez que a eleição do chefe de Estado se decidiu numa segunda volta, depois de, em 1986, os portugueses terem decidido entre Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares

Neste domingo, mais de 11 milhões de eleitores portugueses vão às urnas para a segunda volta das eleições presidenciais, com a missão de escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. As eleições acontecem sob a previsão de mau tempo, com chuva e ventos fortes, e o novo presidente tomará posse em 9 de março.

A disputa final é entre António José Seguro, ex-secretário-geral do Partido Socialista, apoiado por toda a esquerda e algumas figuras da direita moderada, como os ex-presidentes Aníbal Cavaco Silva e o antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes, e André Ventura, líder do Chega, partido da direita radical, que obteve o segundo maior número de votos na primeira volta.

Na primeira volta, realizada em 18 de janeiro, António José Seguro foi o mais votado, com 31,11% dos votos, seguido por André Ventura, que recebeu 23,52%. Este domingo, os portugueses têm a missão de decidir quem será o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, cujo mandato termina em março.

Na véspera da eleição, o atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, fez um apelo à participação dos cidadãos, destacando que votar é uma forma de “vencer a calamidade” gerada pelas recentes intempéries. Em uma mensagem transmitida em rede nacional, ele agradeceu à população a “resistência, coragem e determinação” diante das tragédias provocadas pelas cheias e tempestades que afetaram várias regiões do país, causando danos materiais e humanos.

Marcelo também comparou a atual situação com os desafios enfrentados durante a pandemia, quando, mesmo com hospitais lotados e o país em estado de emergência, os cidadãos não hesitaram em votar. “Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar é liberdade, é democracia, é Portugal”, afirmou o presidente.

Por sua vez, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) reiterou a importância da participação, apesar das condições climáticas adversas. A CNE sugeriu que fossem tomadas medidas, como o fornecimento de transportes públicos especiais para eleitores em áreas afetadas pela intempérie. Até o momento, sete municípios solicitaram o adiamento da votação devido às condições do tempo.

A expectativa é de que, apesar das adversidades, a eleição mobilize os portugueses para exercerem seu direito democrático.

O papa Leão XIV apelou este domingo à solidariedade para com as populações afectadas pelos temporais e inundações em Portugal, Espanha, Marrocos e Itália.

“Rezo pelas populações de Portugal, Marrocos, Espanha, em particular de Grazalema, na Andaluzia, e de Itália meridional, especialmente em Niscemi, Sicília, atingidas por inundações e deslizamentos de terras”, declarou o líder da igreja católica na oração do Angelus a partir da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano.

O papa apelou às populações para que ajudem e sejam solidárias com os afectados.

“Encorajo as comunidades a continuar unidas e solidárias com a materna protecção da Virgem Maria”, concluiu.

As tempestades dos últimos dias com chuvas e vento intensos atingiram diversas regiões de Espanha, como a Andaluzia, onde o município de Grazalema teve que ser completamente evacuado.

Também na ilha italiana da Sicília, a comuna de Niscemi foi afectado por deslizamentos de terras que deixou um bairro inteiro à beira de um abismo criado pelo colapso do terreno.

Em Portugal, catorze pessoas morreram desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.

O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, assinou uma ordem executiva que impõe uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos vindos dos países que comprem, importem ou adquirem bens ou serviços ao Irão. A ordem, divulgada pela Casa Branca nesta sexta-feira, argumenta que as acções de Teerão representam uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

As novas sanções para os países que negoceiam com Teerão, segundo a Administração Trump, são uma consequência do facto de a política iraniana continuar a representar um risco que exige medidas adicionais.

Donald Trump poderá modificar a ordem em caso de retaliação por parte de outros países ou se o Irão ou os países afectados tomarem medidas alinhadas com a política dos EUA.

Antes, os EUA anunciaram novas sanções contra todos os que estejam alegadamente ligados ao comércio ilícito de petróleo destinado a financiar o Governo iraniano.

As medidas afectam 14 navios da chamada frota fantasma iraniana, 15 entidades — com sede, entre outros países, na Índia e na Turquia — e duas pessoas associadas à comercialização de crude e de produtos petroquímicos iranianos.

O anúncio das novas sanções ocorre no mesmo dia em que decorreram negociações indirectas entre o Irão e os Estados Unidos em Omã, que Teerão classificou como um bom começo para reduzir a tensão entre as duas partes.

Estas conversações em Omã foram o primeiro contacto entre representantes de Washington e de Teerão desde os ataques a instalações nucleares iranianas realizados em Junho pelos Estados Unidos, durante a guerra de 12 dias entre Israel e o Irão.

Os dois países mantiveram conversações no ano passado também em Mascate, com Omã como intermediário, mas estas terminaram com o início do conflito de junho.

Donald Trump tem ameaçado repetidamente usar a força em resposta à repressão das autoridades iranianas das manifestações antigovernamentais que abalaram em Janeiro a República Islâmica.

Portugal vai amanhã eleger o novo Presidente da República na segunda volta das eleições, a serem disputadas por André Ventura e José Seguro. O país entra assim na reta final de um processo eleitoral marcado por forte polarização política, num momento em que os portugueses são chamados novamente às urnas para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. 

A campanha eleitoral terminou oficialmente nesta sexta-feira, à meia-noite, dando lugar ao período de reflexão obrigatório. Durante cerca de duas semanas, os dois candidatos intensificaram ações de rua, contactos com eleitores e debates públicos, numa disputa centrada em visões opostas sobre o papel do Presidente da República, o funcionamento das instituições democráticas e o futuro político do país.

José Seguro apostou numa campanha de estabilidade, diálogo institucional e defesa do Estado de direito, procurando captar o voto do centro e da esquerda moderada. Já André Ventura conduziu uma campanha de forte mobilização popular, assente num discurso crítico ao sistema político, com apelos à mudança e à ruptura com os partidos tradicionais. As sondagens divulgadas ao longo da última semana apontam vantagem para José Seguro, mas indicam também um cenário de disputa renhida, com margem para variações na participação eleitoral.

As eleições decorrem, contudo, num contexto particularmente desafiante, marcado por mau tempo, chuva intensa e inundações em várias regiões de Portugal. 

Apesar disso, as autoridades eleitorais garantem que estão criadas as condições para a realização do escrutínio em todo o território nacional.

Estão inscritos nos cadernos eleitorais mais de 11 milhões de eleitores, incluindo cidadãos residentes no estrangeiro, que são chamados a decidir o próximo chefe de Estado português.

As urnas abrem às 08h00 e encerram às 19h00, num ato eleitoral que é visto como decisivo não apenas para a escolha do Presidente da República, mas também como um sinal claro do atual equilíbrio político e social em Portugal.

A China permitirá a importação livre de impostos de alguns produtos sul-africanos no âmbito de um acordo que está a ser finalizado, enquanto Pretória procura diversificar os seus mercados.

A China é o maior parceiro comercial da África do Sul, seguida pelos Estados Unidos, que em agosto do ano passado impuseram tarifas de 30 por cento sobre alguns produtos sul-africanos.

O Ministro do Comércio sul africano está de viagem  para a China onde vai assinar um acordo que permitirá que as exportações sul-africanas tenham acesso livre de impostos ao mercado chinês, o que para o ministro vai atrair  investimento para a África do Sul.

A China tornou-se o maior parceiro comercial de Pretória em 2023, após ultrapassar a União Europeia, com a África do Sul a exportar principalmente minerais e produtos agrícolas.

Pretória afirmou que está a tentar negociar um acordo comercial melhor com os Estados Unidos devido a receios de que as suas tarifas de 30 por cento sobre uma série de produtos possam custar milhares de empregos.

As tensões entre o governo sul-africano e a administração do Presidente Donald Trump agravaram-se ao longo do último ano devido a várias questões, perturbando a relação transatlântica.

Ryan Routh, homem que planejou assassinar o Presidente dos EUA, Donald Trump, na Flórida, em Setembro de 2024, foi condenado, esta quarta-feira, à prisão perpétua.

A tentativa de assassinto de Donald Trump ocorreu em Setembro de 2024, dois meses antes das eleições nos Estados Unidos.

Ryan Routh de 59 anos, agora condenado à prisão perpétua pela prática do crime,  havia sido condenado em Setembro. Foi o segundo atentado contra a vida do então candidato na corrida eleitoral que o levou de volta à Casa Branca.

A juíza Aileen Cannon proferiu a sentença após uma audiência de 90 minutos.  Aileen Cannon argumentou que a decisão vai proteger o público de futuros crimes cometidos por Routh.

Routh foi preso depois de ter sido flagrado por um agente do serviço secreto. O agora condenado estava armado com um rifle cujo cano ficou visível entre os arbustos no qual ele se escondia, próximo ao campo onde Trump jogava uma partida de golfe.

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