Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O aborto e a migração constituem duas grandes preocupações para Igreja Católica. Por isso mesmo, o Papa Francisco criticou, esta sexta-feira, os dois candidatos presidenciais dos Estados Unidos, pelo que apelidou de políticas anti-vida, em relação ao aborto e à migração, e aconselhou os católicos americanos a escolherem o “mal menor” nas próximas eleições de Novembro. “Ambos são contra a vida, seja aquele que expulsa os migrantes, seja aquele que mata bebés”, disse Papa Francisco, segundo a Lusa.

Numa conferência de imprensa concecida durante o voo de regresso a Roma, depois da sua passagem por quatro nações asiáticas, avança a Lusa, nem o candidato republicano, Donald Trump, nem a candidata democrata, Kamala Harris, foram mencionados pelo nome. No entanto, “Francisco exprimiu-se em termos muito claros quando lhe foi pedido que se pronunciasse sobre as suas posições relativamente a duas questões que são um tema quente nas eleições americanas – o aborto e a migração – e que são também uma grande preocupação para a Igreja Católica. O papa fez da situação dos migrantes uma prioridade do seu pontificado e fala com ênfase e frequência sobre o assunto”, avança a Lusa.

Para Papa Francisco, a migração é um direito descrito nas Escrituras e que qualquer pessoa que não siga o apelo bíblico para acolher o estrangeiro está a cometer um “pecado grave”.

Quanto ao aborto: “Fazer um aborto é matar um ser humano. Podem gostar da palavra ou não, mas é matar. Temos de ver isto claramente”, disse.

Questionado sobre o que os eleitores devem fazer nas urnas, Francisco sublinhou o dever cívico de votar e deixou a sua opinião. “Deve-se votar e escolher o mal menor. Quem é o mal menor, a mulher ou o homem? Não sei. Cada um em sua consciência deve pensar e fazer isso”, lê-se na Lusa.

De acordo com a Lusa, não é a primeira vez que o papa Francisco se pronuncia sobre uma eleição nos EUA. No período que antecedeu as eleições de 2016, foi questionado sobre o plano de Trump de construir um muro na fronteira entre os EUA e o México e, na altura, declarou que qualquer pessoa que construa um muro para impedir a entrada de migrantes “não é cristã”.

Zimbabwe irá abater 200 elefantes devido à seca sem precedentes que levou à escassez de alimentos, ao mesmo tempo que regista uma crescente população de animais.

O ministro do Ambiente do Zimbabwe disse, esta semana, no parlamento do país, que há mais elefantes do que se necessita.

Assim, o governo instruiu a Autoridade de Parques e Vida Selvagem do Zimbabwe, a iniciar o processo de abate de 200 paquidermes, para fazer face à seca que originou a escassez de alimentos, ao mesmo tempo que se regista uma crescente população de animais.

A Autoridade de Parques e Vida Selvagem do Zimbabwe disse que os elefantes em causa serão caçados nas áreas onde entraram em confronto com humanos, incluindo no lar da maior reserva natural do país, com um número de elefantes mais de quatro vezes da sua capacidade.

O Zimbabwe tem cerca de cem mil elefantes e tem a segunda maior população destes animais do mundo, depois do Botswana.

O Zimbabwe abateu elefantes pela última vez em 1988. A vizinha Namíbia já abateu mais de 700 elefantes para fazer face à sua pior seca em décadas.

O Zimbabwe e a Namíbia estão entre uma série de países da África Austral que declararam estado de emergência devido à seca.

 

Trinta e sete pessoas foram condenadas a pena de morte na República Democrática do Congo pela tentativa frustrada de Golpe de Estado ocorrida em Maio. 

Seis pessoas foram mortas durante a tentativa de Golpe de Estado fracassada, liderada pelo opositor Christian Malanga, que teve como alvo o palácio presidencial e um aliado próximo do Presidente, Félix Tshisekedi.

Segundo o exército congolês, Malanga foi morto a tiro quando resistiu à prisão, pouco depois de ter transmitido o ataque em direto nas suas redes sociais.

O filho de Malanga, Marcel Malanga, de 21 anos, que é cidadão norte-americano, e dois outros norte-americanos foram também condenados pelo ataque.

Os outros norte-americanos são Tyler Thompson Jr., que viajou de Utah para África com o jovem Malanga para o que a família pensava serem umas férias, e Benjamin Reuben Zalman-Polun, 36 anos, que terá conhecido Christian Malanga através de uma empresa de extração de ouro.

A família de Thompson afirma que ele não tinha conhecimento das intenções de Malanga, não tinha planos de activismo político e nem sequer queria entrar na RDCongo.

Apesar da condenação, os réus, entre os quais se encontram três norte-americanos, um britânico, um belga, um canadiano e vários congoleses, podem recorrer da condenação, ditada por terem sido considerados culpados de terrorismo, homicídio e associação criminosa.

O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, dissolveu o parlamento e convocou eleições legislativas para o dia 17 de Novembro. O anúncio foi feito na noite desta quinta-feira, pelo próprio presidente. 

“De acordo com os poderes que me foram conferidos pelo artigo 87 da Constituição, e depois de consultar o Conselho Constitucional sobre a data certa, o primeiro-ministro e o presidente da Assembleia Nacional sobre a conveniência, dissolvi a Assembleia Nacional”, informou Bassirou Diomaye Faye.

Com a dissolução do parlamento e a antecipação das eleições legislativas, o governo de Faye pretende encontrar mais apoio de um novo Parlamento para implementar o seu programa focado em diminuir a dependência externa, cujos objetivos têm sido prejudicados, até agora, pela falta de maioria parlamentar.

“Dissolvi a Assembleia Nacional para pedir ao povo soberano os meios institucionais que me permitiriam dar substância à transformação sistêmica que prometi”, explicou o governante. 

No seu discurso, Faye afirmou ainda que “a promessa de uma colaboração franca com a maioria parlamentar… era uma ilusão”.

“Decidiu virar as costas ao povo para prosseguir o seu culto de obstrução, bloqueando assim o projeto para o qual fui eleito”, prosseguiu.

Faye obteve uma vitória presidencial em Março de 2024 com a promessa de uma mudança radical para a nação da África Ocidental.

Juntamente com o seu Primeiro-Ministro, Ousmane Sonko, Faye candidatou-se com uma promessa de soberania e pan-africanismo de esquerda, aumentando as esperanças dos jovens num país onde três quartos da população tem menos de 35 anos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai estender as sanções ao Sudão até Setembro de 2025. As repreensões em vigor terminam este ano.  A extensão foi aprovada em resolução esta quarta-feira.    

O documento foi aprovado por unanimidade e inclui medidas de restrição do movimento de armas para Darfur e sanções a indivíduos e entidades que contribuem para desestabilizar o Sudão.

Tudo isso, segundo as Nações Unidas, é fundamental para ajudar a acabar com o conflito crescente, aliviar a catástrofe humanitária e colocar o Sudão de volta ao caminho da estabilidade e segurança. 

Em reacção,  o representante do Sudão disse que há evidências irrefutáveis ​​de que a guerra neste país do norte de África resulta do apoio dos Emirados Árabes Unidos às milícias que estão a cometer crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Darfur.

O Sudão enfrenta uma sangrenta guerra civil desde Abril de 2023, um conflito que já deixou dezenas de milhares de mortos e mais de 10 milhões de deslocados, segundo as Nações Unidas.

O conflito coloca de um lado o Exército, liderado pelo general Abdel Fattah al Burhanm, e do outro os paramilitares das Forças Rápidas de Apoio, comandados por seu ex-número dois, o general Mohamed Hamdan Daglo. Este último grupo contesta a não integração no exército após o golpe de Estado, sendo que o país é agora dirigido pelos militares. Os líderes das partes beligerantes são acusados de crimes de guerra, sobretudo de bombardeios indiscriminados em zonas habitadas.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, não vai concorrer para o segundo mandato. O governante terá tomado a decisão após uma conversa com a esposa que disse que ele não deveria concorrer a um segundo mandato porque “não merecia aquilo”.

O anúncio foi feito, na quarta-feira, à saída do Conselho de Ministros, no palácio do Governo, em Guiné Bissau. “Há dias estava com a minha esposa no avião, e ela disse: presidente, não vais concorrer a um segundo mandato. Eu perguntei porquê, então ele respondeu que eu não merecia isso”.

Embaló diz que, definitivamente, não vai concorrer porque não está ao nível dos políticos actuais, mas garantiu que, “nem Domingos (Simões Perreira), nem Braima (Camará), nem Nuno (Naibiam) quem me vai substituir. Outro alguém me vai substituir, porque Guiné-Bissau merece alguém melhor que nós”, disse.

Os candidatos presidenciais nos Estados Unidos, Donald Trump e Kamala Harris, trocaram acusações durante o primeiro frente-a-frente a caminho das eleições presidenciais de 5 de Novembro. O republicano diz que a democrata não dispõe de um plano económico ideal, ao mesmo tempo que Harris acusa Trump de ser inconsequente.

O debate começou num ambiente cordial, com os concorrentes às presidenciais nos Estados Unidos da América a darem o aperto de mão, antes de cada um deles defender as suas propostas de governação. 

Foram quase duas horas de frente-a-frente entre Donald Trump e Kamala Harris, o primeiro  entre os principais candidatos às presidenciais norte-americanas de 5 de Novembro.

Dez pontos foram colocados à mesa e os candidatos tinham a janela aberta para expor o seu manifesto.

Harris foi a primeira a usar o microfone, mas foi  Trump quem acendeu o debate, acusando a democrata e seu partido de não disporem de um plano efectivo para manter a economia do país em pé.

“Acho que o meu plano é um plano brilhante. É um ótimo plano. É um plano que vai aumentar o nosso valor como país, e vai fazer com que as pessoas queiram trabalhar, criar empregos e criar muito dinheiro, o que é bom e sólido para o nosso país. E só para terminar, ela não tem um plano. Ela copiou o plano de Biden”, disse Donald Trump.

Na mesma onda, Kamala Harris acusou Trump de egoísmo económico, aquando da sua liderança na altura em que era presidente dos Estados Unidos da América.

“Bem, sejamos claros: a administração de Trump resultou num défice comercial, um dos mais elevados que alguma vez vimos na história da América. Convidou as guerras comerciais.  Querem falar do seu acordo com a China. Durante a presidência de Donald Trump, ele acabou por vender barato os americanos à China para os ajudar a melhorar e modernizar as suas forças armadas”, acusou Kamala Harris.

A economia só abriu o debate, que foi descendo para questões mais sociais. O aborto também foi assunto, com as partes a divergirem sobre a proibição ou não.

“Ele disse, o bebé vai nascer, e nós vamos decidir o que fazer com o bebé. Por outras palavras, vamos executar o bebé. E foi por isso que eu fiz isso, porque isso predomina. Porque eles são radicais. Os democratas são radicais nisso. E a sua escolha para vice-Presidente, que eu acho que é uma escolha horrível”, acusou primeiro o candidato Republicano. 

Haris não demorou em revidar: “Donald Trump não devia estar a dizer a uma mulher o que fazer com o seu corpo. Falei com mulheres de todo o país. Querem dizer que era isto que as pessoas queriam? Mulheres grávidas que querem levar uma gravidez até ao fim, que sofrem um aborto espontâneo, a quem são negados cuidados”.

Ademais, a política externa foi também um ponto divergente entre as duas figuras com ambição de chegar à Casa Branca. 

Trump preferiu voltar a criar expectativas de ajudar no alcance da paz entre Rússia e Ucrânia, enquanto que Harris promete intervir para paz entre Israel e Palestina.

“Ela odeia  Israel. Nem sequer se quis encontrar com Netanyahu quando ele foi ao Congresso fazer um discurso muito importante, recusando-se a estar presente porque estava numa festa da sua república. Ela queria ir à festa da república”, acusou Trump. 

“Temos de ter uma solução de dois Estados em que possamos reconstruir Gaza, em que os palestinianos tenham segurança, autodeterminação e a dignidade que tão justamente merecem”, disse Harris.

Políticas de migração e ataque ao Capitólio também fizeram parte do debate entre Harris e Trump.

A República Democrática do Congo recebeu, esta terça-feira, dos Estados Unidos da América, as primeiras 50 mil doses de vacina contra a Mpox, uma semana após a chegada, naquele país, de 200 mil doses da União Europeia.

O surto da Mpox, ou simplesmente varíola dos macacos, continua a preocupar o mundo devido à rápida propagação da doença. 

Na República Democrática do Congo, país mais afectado pela doença, os casos estão mais concentrados nas  províncias de Equateur, Kivu do Sul e Sankuro, onde irá iniciar a vacinação no próximo dia 2 de Outubro, segundo as autoridades locais. 

Esta terça-feira, o país africano recebeu 50 mil doses de vacina, enviadas pelos  Estados Unidos da América. 

Este não é o primeiro lote de vacinas contra a Mpox a chegar naquele país africano. Na semana passada, a União Europeia enviou 200 mil doses de vacina.

As 250 mil doses já recebidas na RDC representam apenas uma fracção das três milhões de doses que as autoridades dizem ser necessárias para acabar com o surto. Os países da União Europeia comprometeram-se a doar mais de 500.000 doses, mas o calendário para a sua entrega não é claro.

Desde o início de 2024, foram confirmados 5.549 casos de Mpox no continente, com 643 mortes associadas, representando um aumento acentuado no número de infecções e mortes em comparação aos anos anteriores. Os casos na República Democrática do Congo representaram 91% do número total no mundo.

Na semana passada, o Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças e a Organização Mundial de Saúde lançaram um plano de resposta ao surto de Mpox em todo o continente, avaliado em 600 milhões de dólares, três semanas depois de a OMS ter afirmado que o surto em 12 países africanos constituía uma emergência global.

Nove pessoas morreram e outras três foram resgatadas com vida num naufrágio que ocorreu no domingo ao largo da costa senegalesa. informação foi avançada, esta segunda-feira, pelas autoridades marinhas daquele país, que continuam  a busca pelos desaparecidos. 

A embarcação afundou ao largo da costa de Mbour, no oeste do Senegal, e, segundo as autoridades, era envolvida na imigração irregular. Nove pessoas foram confirmadas óbitos, três recuperadas com vida  pelos pescadores locais, no momento em que continuam as buscas por outros desaparecidos.

Os familiares das vítimas continuam acampados no local do incidente até que o trabalho de buscas seja concluído. 

“O que se passou em Mours desde ontem é uma verdadeira catástrofe. Nós, os familiares que aguardamos pelos corpos desaparecidos na praia, decidimos manter- nos aqui”, disse On Mohamed Barro,  parente de uma das vítimas

O Senegal é um dos principais pontos de partida de milhares de migrantes africanos que, tomam a perigosa rota atlântica para tentar chegar à Europa, através do arquipélago espanhol das Canárias, a bordo de embarcações sobrecarregadas e, muitas vezes, em mau estado.

Nos últimos anos, milhares de pessoas morreram ao tentar chegar à Europa por esta via. Segundo dados da Organização Internacional de Migrações, mais de 22 mil migrantes desembarcaram nas Canárias desde o início do ano, mais do dobro do número registado no ano anterior.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE