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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas defende  que África deve ter um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, para que possa participar das decisões que o afectam.  António Guterres reiterou a necessidade da reforma do organismo.

48 horas depois de a ministra dos Negócios estrangeiros e cooperação, Verónica Macamo, na sequência da cimeira G77+China,  ter defendido a necessidade de o continente africano estar representado no conselho de segurança das Nações Unidas, o secretário-geral da ONU questionou a ausência da África nas sessões deste órgão, encarregado de garantir a paz e a segurança mundiais.

Na opinião de António Guterres, as instituições devem reflectir o mundo de hoje, não o mundo de há 80 anos. Guterres desafiou para que a próxima Cimeira do Futuro da ONU, a acontecer em Setembro, seja uma oportunidade para analisar as reformas da governação global e reconstruir a confiança.

Embora África tenha três lugares no Conselho de Segurança de 15 membros, estes são rotativos, e os cinco lugares permanentes são ocupados pela Europa (França e Reino Unido), América do Norte (EUA) e Ásia (China), para além do lugar da Rússia, que atravessa dois continentes.

Pelas normas, cabe aos próprios Estados-Membros decidir se algum país, africano se torna ou não membro permanente do Conselho de Segurança.

A polícia de Gauteng deteve um homem que confessou a autoria do incêndio que ocorreu em Agosto do ano passado no centro da cidade sul-africana, no qual morreram 76 pessoas.

O porta-voz Dimakatso Nevhuhulwi explicou que o indivíduo, de 29 anos, foi preso depois de confessar a autoria do crime a uma comissão governamental que investiga a tragédia ocorrida no prédio Usindiso, em Marshalltown, centro de Joanesburgo.

Assim, o homem deverá comparecer em breve perante um tribunal de Joanesburgo, sendo acusado de “incêndio criminoso, 76 acusações de homicídio e 120 acusações de tentativa de homicídio”, de acordo com a fonte.

No inquérito, o homem declarou que o incêndio se propagou quando ateou fogo sobre o corpo da vítima de um crime que tentou esconder, após estrangular um homem até à morte, deitando-lhe depois gasolina sobre o corpo e um fósforo, escreve a Lusa.

Pelo menos 76 pessoas morreram em consequência do incêndio que deflagrou num edifício de cinco andares denominado “Sintechos Usindiso Shelter”, propriedade da autarquia e que esteve arrendado a uma Organização Não-Governamental (ONG).

O parlamento da Turquia ratificou, esta terça-feira, a adesão da Suécia à NATO, após 20 meses de negociações entre Ancara e Estocolmo.

Isto significa que a Hungria é o único dos 31 estados-membros da Aliança que ainda não deu esse passo, que permitirá a entrada da Suécia na NATO, tal como aconteceu ano passado com os vizinhos da Finlândia.

A ratificação da candidatura sueca à Aliança Atlântica foi aprovada por uma ampla maioria de 287 votos a favor, 55 contra e quatro abstenções, de acordo com a agência de notícias France-Presse.

A Turquia mantinha resistências à adesão da Suécia, alegando que as suas autoridades não tomavam medidas suficientes contra militantes de movimentos curdos residentes no país.

O pedido de adesão da Suécia, tal como o da Finlândia, foi avançado após a invasão em grande escala da Ucrânia começada pela Rússia em Fevereiro de 2022.

Para satisfazer as exigências de Ancara, a Suécia teve de rever a sua Constituição e adoptar uma nova lei antiterrorista.

O número de mortos provocado por um aluimento de terras na província de Yunnan, no sudoeste da China, subiu para 20, informou, ontem, a televisão estatal CCTV.

Mais de 1000 soldados e bombeiros foram destacados para as operações de resgate, que prosseguem depois de terem sido retiradas mais de duzentas pessoas da zona.

Embora tenham sido já encontradas 20 pessoas “sem sinais de vida”, no total, 44 pessoas ficaram soterradas.

Fontes oficiais informaram ainda que conseguiram contactar três das pessoas que se julgava estarem desaparecidas, mas que não se encontravam na zona do incidente, especificando ainda que duas pessoas foram tratadas por ferimentos em hospitais e que 918 residentes foram realojados após o acidente.

O incidente ocorreu na última segunda-feira na vila de Zhenxiong, situada no norte da região, e afectou cerca de 18 casas na zona baixa entre duas montanhas.

“Estávamos a dormir nessa altura, era de manhã cedo e ainda estava escuro. De repente, ouviu-se um ruído forte e o chão tremeu. Parecia um grande terramoto”, disse um residente local, citado pelo jornal local Jimu News.

A região registou uma forte queda de neve durante a noite de domingo e, embora a intensidade seja menor, a precipitação ainda não diminuiu, com temperaturas a rondar os zero graus Celsius.

De acordo com uma investigação preliminar citada pela Xinhua, a massa de terra que desabou tinha cerca de 100 metros de largura, 60 metros de altura e uma espessura média de seis metros.

O estado das estradas que conduzem à zona afectada, congeladas ao amanhecer, está a dificultar os esforços de socorro, disse um funcionário do gabinete local de gestão de catástrofes.

O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou para um “esforço total” para procurar e resgatar as pessoas soterradas, disse a Xinhua.
O aluimento de terras ocorreu pouco mais de um mês depois de o terramoto mais forte dos últimos anos ter atingido a China a noroeste, numa região remota entre as províncias de Gansu e Qinghai. Pelo menos 149 pessoas morreram no terramoto de magnitude 6,2 na escala de Ritcher, registado a 18 de Dezembro.

Cerca de 1000 pessoas ficaram feridas e mais de 14 mil casas foram destruídas, na sequência do sismo mais mortífero dos últimos nove anos na China.

O novo Presidente da Libéria, Joseph Boakai, tomou posse na segunda-feira, após uma vitória apertada nas eleições de Novembro. Durante a cerimónia, o presidente eleito passou mal e foi forçado a interromper o discurso.

De acordo com a imprensa internacional, a cerimónia terminou depois de Boakai começar a mostrar sinais de sofrimento físico enquanto falava. As autoridades o levaram para fora do pódio depois que ele tentou, sem sucesso, continuar seu discurso.

Um porta-voz do partido político de Boakai disse que a fraqueza do Presidente foi causada pelo calor e não teve nada a ver com a sua saúde.

Boakai rejeitou as preocupações sobre a sua idade, argumentando que ela veio acompanhada de uma riqueza de experiência e conquistas que beneficiariam o país.

Boakai, que aos 79 anos se tornou o presidente mais velho do país, prometeu unir e resgatar a república mais antiga de África dos seus problemas económicos.

“Só pessoas unidas podem construir uma nação. E para onde planeamos levar a Libéria nos próximos seis anos? Devemos reorientar a nossa energia política”, disse Boakai aos cidadãos e membros da delegação estrangeira que participaram na sua cerimónia de inauguração em Monróvia, capital da Libéria.

Nas suas primeiras palavras como Presidente, ele listou como prioridades melhorar a adesão ao Estado de direito, combater a corrupção e renovar a esperança dos cidadãos.

Boakai venceu um segundo turno acirrado para derrotar o presidente mais jovem de todos os tempos da Libéria, George Weah.

Israel promete cessar os ataques à faixa de Gaza, por dois meses, em troca de 130 reféns israelitas. No entanto, a proposta não prevê a libertação dos cerca de 6 mil prisioneiros palestinianos.

Depois de recusar a proposta do Hamas, de retirada total das suas forças da faixa de Gaza em troca de reféns, Israel propôs, esta segunda-feira, aos principais mediadores no conflito com o Hamas, que são Egipto e ao Qatar, um acordo que prevê a libertação de mais de 130 reféns, de forma faseada, em troca de um cessar-fogo de até dois meses.

Segundo escreve a imprensa local, o acordo prevê ainda que as forças do país seriam, também, desmobilizadas dos principais centros populacionais da Faixa de Gaza, permitindo um regresso gradual de civis palestinianos para a cidade de Gaza e para o norte do enclave.

No entanto, o acordo não prevê nem o fim da guerra, nem a libertação dos 6 mil palestinianos presos em prisões israelitas.

O Hamas ainda não reagiu à proposta.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, promoveu segunda-feira uma remodelação governamental com a criação da Secretaria de Estado da Reforma Administrativa, liderada por Mónica Buaro, que deixa a Secretaria do Estado do Plano.

Através de decretos presidenciais, Sissoco Embaló dá conta da sua decisão de criar a Secretaria de Estado da Reforma Administrativa e de nomear para a pasta Mónica Buaro, que deixa a Secretaria de Estado do Plano e Integração Regional, agora ocupada por Fatumata Jau, escreve a Angop.

Até aqui, Jau era uma das conselheiras do Presidente da República, cargo do qual foi exonerada também hoje, refere um outro decreto presidencial, para ser nomeada secretária de Estado.

Mónica Buaro é dirigente do Partido da Renovação Social (PRS) e Fatumata Jau do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G15).

Em notas divulgadas à imprensa, que a Angop teve acesso, a presidência da República explica que as mexidas no Governo de iniciativa presidencial foram feitas sob propostas do primeiro-ministro, Rui Duarte de Barros.

A Secretaria de Estado do Plano e Integração Regional funciona sob dependência do Ministério da Economia e a agora criada Secretaria da Reforma Administrativa funcionará sob a coordenação do Ministério da Administração Pública, Emprego, Formação Profissional e Segurança Social.

O Governo de iniciativa presidencial tomou posse a 21 de Dezembro, depois de o Presidente guineense ter dissolvido o parlamento e destituído o executivo de maioria absoluta da coligação PAI-Terra Ranka.

O grupo palestiniano Hamas diz que só vai libertar os reféns israelitas após o fim dos ataques a Gaza e a retirada total das forças. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou todas as condições.

O Hamas mantém em cativeiro cerca de 130 reféns israelitas e em resposta ao pedido do exército de Israel para a sua libertação impôs quatro condições, nomeadamente o fim dos ataques a faixa de Gaza, a retirada total das forças israelitas, a libertação de todos os assassinos e violadores da Nuhkba, uma força de elite da ala militar do Hamas e deixar o Hamas intacto.

Neste domingo, o primeiro-ministro do Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou todas as condições, resultantes das negociações de acordos entre as partes, mediada pelo Egito e o Qatar.
Se aceitarmos isto, os nossos guerreiros caíram em vão e não poderemos garantir a segurança dos nossos cidadãos”, disse o primeiro-ministro.

Benjamin Netanyahu está sob intensa pressão para conseguir a libertação dos reféns que foram levados para a Faixa de Gaza no passado dia 07 de outubro, durante um ataque sem precedentes do Hamas em solo israelita.
Se aceitarmos isto, os nossos guerreiros caíram em vão e não poderemos garantir a segurança dos nossos cidadãos”, disse o primeiro-ministro israelita, reforçando que a pressão militar é o único caminho para se ter a libertação dos reféns em vida e garantir que um ataque semelhante ao de 7 de outubro nunca mais se repita.

O veterano político da Libéria Joseph Boakai é hoje empossado na Presidência, após a vitória na segunda volta das eleições presidenciais, realizadas em 14 de Novembro de 2023.

Joseph Boakai, de 78 anos, venceu com 50,64% dos votos, contra 49,36% do até aqui Presidente e antigo futebolista George Weah, com uma vantagem de apenas 20.567 votos num universo de pouco mais de 1,6 milhões de eleitores, escreve o Notícias ao minuto.

As eleições presidenciais, e legislativas, foram o primeiro ato eleitoral realizado sem a presença da missão da ONU (2003-2018), criada para garantir a paz após as guerras civis que causaram mais de 250 mil mortos entre 1989 e 2003.

Os confrontos durante a campanha causaram várias mortes antes da primeira volta, realizada em 10 de Outubro, e fizeram temer a violência pós-eleitoral.

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