O País – A verdade como notícia

O ex-Presidente dos Estado Unidos da América, Donald Trump, ameaça não proteger a NATO contra a Rússia, caso vença as eleições presidenciais deste ano. Trump também promete retomar expulsões em massa de migrantes nas fronteiras do país.

Há alguns anos que Donald Trump critica os seus aliados na NATO, por não financiarem a instituição o suficiente. Grande parte do financiamento ao organismo, cerca de 70%, cabe aos Estados Unidos, num contexto em que poucos países-membros respeitam a cota de doações de pelo menos 2% do seu PIB.  

A declaração ocorre numa altura em que Trump, provável opositor de Joe Biden nas eleições de Novembro próximo, pressiona os parlamentares republicanos a arquivarem um projecto de lei que prevê o pagamento de uma nova ajuda financeira e militar à Ucrânia.

O pré-candidato também abordou, mais uma vez, a questão polémica da imigração, outro tema importante na campanha eleitoral. Sob a pressão de Trump, os congressistas republicanos decidiram bloquear qualquer reforma da política de imigração antes das eleições presidenciais.

Donald Trump assegura que a expulsão dos migrantes seria uma das suas prioridades caso retornasse à Casa Branca. 

O adiamento das eleições presidenciais no Senegal está a desencadear protestos que se espalham pelo país e já causaram a morte de duas pessoas. As forças de segurança têm reprimido os manifestantes com violência.

As manifestações começaram logo depois que o Presidente senegalês, Macky Sall, anunciou há uma semana o adiamento das eleições

A crise política agravou-se com a morte de dois jovens. Uma das vítimas morreu no sábado, depois de ter sido baleada durante confrontos na capital Dakar, enquanto a outra perdeu a vida na sexta-feira na cidade de Saint-Louis, no norte do país, em circunstâncias ainda incertas.

Macky Sall adiou na semana passada, para Dezembro, as eleições presidenciais previstas para o dia 25 deste mês, o que criou uma onda de descontentamento. O adiamento ocorreu horas antes do início da campanha eleitoral.

Na sexta-feira, realizaram-se protestos em todo o país e a polícia utilizou gás lacrimogêneo para afastar a multidão da principal praça central de Dakar, fechando também as principais estradas, linhas ferroviárias e os principais mercados.

A rede de jornalistas Repórteres Sem Fronteiras afirma que pelo menos cinco membros da organização foram visados pela polícia em Dakar.

Está prevista uma nova onda de protestos para terça-feira, dia 13 de Fevereiro. 

Dezassete rebeldes hutis foram mortos em ataques norte-americanos dirigidos às suas posições no Iémen, segundo anunciou hoje a comunicação social oficial dos rebeldes, após um funeral público na capital daquele país.

Segundo a fonte, os corpos dos membros das Forças Armadas que morreram como mártires durante os bombardeamentos da agressão norte-americano-britânica foram transportados durante um cortejo fúnebre em Sana.

 

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, anunciou que o fim da crise de energia está finalmente próximo. Cyril Ramaphosa falava, esta quinta-feira, durante o informe sobre o estado da Nação.

No informe anual,cujo foco foram os progressos da África do Sul nos 30 anos de democracia, Ramaphosa assegurou que o pior já passou e resulta dos esforços de reestruturação do sector.

“Estabelecemos um plano claro para acabar com a crise de energia, que temos vindo a implementar, através do Comité Nacional de Crise Energética. Cumprimos com os nossos compromissos de trazer energia nova e substancial para a rede, através de investimento privado, o que já está a ajudar a reduzir a crise de fornecimento de energia”, disse Ramaphosa.

O Presidente sul-africano anunciou ainda um plano para a construção de mais de 14 mil quilómetros de novas linhas de transmissão para acomodar fontes de energia renováveis.

CYRIL RAMAPHOSA, CRISE DE ENERGIA, ÁFRICA DO SUL

 

Janeiro foi o mês mais violento dos últimos dois anos no Haiti, disse, hoje, o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACDH) para os Direitos Humanos.

Pelo menos 806 pessoas foram mortas, feridas ou raptadas em Janeiro último, e cerca de 300 membros de grupos armados também foram mortos ou feridos, perfazendo um total de 1.108 pessoas.

Trata-se de um valor três vezes superior ao que foi registado em Janeiro de 2023, disse o ACDH em comunicado, citado pela Lusa.

“Cada dia que passa, novas vítimas são registadas. Hoje, mais do que nunca, a vida dos haitianos depende do destacamento, sem mais demoras, da Missão Multinacional de Apoio à Segurança no Haiti, para apoiar a polícia nacional e garantir a segurança da população haitiana, em condições que respeitem as normas e os padrões dos direitos humanos”, afirmou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Turk sublinhou também o impacto desta nova vaga de violência na economia haitiana. A inflação elevada, causada pela extorsão e pelos bloqueios de estradas privou milhões de haitianos de bens de primeira necessidade, explica a fonte.

A violência levada a cabo por grupos armados foi agravada nos últimos dias por violentos confrontos entre a polícia e manifestantes que exigiam o afastamento do chefe do Governo, Ariel Henry.

Nos termos de um acordo assinado em dezembro de 2022, após o assassinato do Presidente haitiano Jovenel Moise, o actual primeiro-ministro deveria organizar eleições. Desde 2016 que não se realizam eleições naquele  país.

A violência no leste da República Democrática do Congo forçou pelo menos 150 mil pessoas a deslocarem-se desde 2 de Fevereiro, das quais 78.000 eram crianças. A informação é avançada pela Save the Children, citada pela DW.

A organização não-governamental (ONG) Save the Children explicou, através de um comunicado de imprensa, que o aumento de violência deve-se ao “recrudescimento dos combates entre as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) e o grupo terrorista M23 (Movimento 23 de Março)”.

A Save the Children indicou que existem relatos de pais que contam que as crianças foram separadas deles durante os episódios de violência, mas frisou que o número de “crianças perdidas” é desconhecido.

De acordo com fontes da imprensa local citadas no comunicado da ONG, 19 pessoas foram mortas e 27 ficaram feridas devido à violência, incluindo três raparigas. Um mercado foi atingido a 7 de Fevereiro e as munições também caíram no pátio de uma escola e perto de um hospital.

A vacina contra o Ébola reduz o risco de infecções e diminui, para metade, a taxa de mortalidade das pessoas infectadas, anunciaram esta quinta-feira os Médicos Sem Fronteiras, com base num estudo realizado pelo seu centro de pesquisa ‘Epicentre’.

O estudo de observação realizado pelo ‘Epicentre’, o centro de epidemiologia e investigação médica dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), publicado na revista The Lancet Infectious Diseases, “mostra, pela primeira vez, que a vacinação pode reduzir para metade a mortalidade entre as pessoas infectadas com Ébola”.

De acordo com o comunicado de imprensa dos MSF, citado pelo Observador, pesquisa foi feita em colaboração com o ‘Institut National de Recherche Biomédicale (INRB)’ e o Ministério da Saúde da República Democrática do Congo e analisou os dados recolhidos durante a 10.ª epidemia de Ébola na República do Congo.

A investigação revelou que, “dos 2.279 doentes com Ébola confirmados e admitidos num centro de tratamento entre 27 de Julho de 2018 e 27 de abril de 2020, o risco de morte era de 56% para os doentes não vacinados, mas diminuiu para 25% para os que tinham recebido a vacina”.

Esta redução da mortalidade aplicou-se a todos os doentes, independentemente da idade ou do género, desde que vacinados, referiram os MSF. Foi através de um ensaio clínico realizado na Guiné-Conacri em 2017 que a vacina demonstrou “uma proteção muito boa contra o Ébola”, mas durante a 10.ª epidemia na RDC, que faz fronteira com Angola, algumas pessoas que tinham sido vacinadas há mais de 10 dias – o período considerado suficiente para se desenvolver imunidade, contraíram o vírus.

Este estudo forneceu “mais provas da importância da vacinação contra o Ébola durante as epidemias que ocorrem regularmente na África subsariana”, que são frequentemente causadas pela espécie ‘Ébola vírus do Zaire’, que está associada a uma elevada mortalidade.

Burkina Faso, Mali e Níger não cumprem requisitos para abandonar a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental , afirma a organização. Os líderes dos três países anunciaram a 28 de Janeiro a sua saída da CEDEAO com efeitos imediatos.

O Burkina Faso, Mali e Níger, países governados por juntas militares não reconhecidas internacionalmente, decidiram retirar-se, em Janeiro passado, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental com efeitos imediatos e afirmam tratar-se de um decisão soberana.

Entretanto, a decisão foi refutada pela organização. A CEDEAO declarou esta quinta-feira que os três países não cumprem as condições estatutárias para a sua saída do bloco ser aceite.

De acordo com a comissão do bloco regional, a decisão considerada precipitada não teve em conta as condições adoptadas no Tratado Revisto da CEDEAO de 1993. Os três Estados membros não reflectiram verdadeiramente sobre as implicações desta decisão para os seus cidadãos.

O artigo 91.º do Tratado da CEDEAO estipula que:
“Qualquer Estado-Membro que pretenda retirar-se da Comunidade dará ao Secretário Executivo, com aviso prévio de um ano, por escrito, que informará os Estados-Membros sobre a decisão. No final deste período, se tal notificação não for cancelada pelo remetente, tal Estado deixará de ser membro da Comunidade”.

Diz mais, que “Durante o período de um ano referido no número anterior, tal Estado-Membro continuará a cumprir as disposições do presente Tratado e permanecerá obrigado a cumprir as suas obrigações nos termos do Tratado”.

O documento prevê que os estados membros podem assinar acordos de cooperação, os cidadãos da Comunidade terão direito de entrada, residência e estabelecimento e os Estados-Membros comprometem-se a reconhecer estes direitos dos cidadãos comunitários em seus territórios de acordo com as disposições dos Protocolos a eles relativos, entre outras disposições.

O Níger, o Mali e o Burkina Faso anunciaram a sua saída, argumentando que a organização está “sob a influência de potências estrangeiras”, traiu os seus “princípios fundadores” e “tornou-se numa ameaça para os seus Estados membros”.

Os três países alegam “falhas graves” da organização, nomeadamente, dizem, “sanções” adoptadas com “uma intenção clara de destruir as economias dos países em transição”.

Fundada em Lagos, actual capital económica da Nigéria, em 1975, a organização integra 15 países da África Ocidental, entre os quais os lusófonos Cabo Verde e Guiné-Bissau, e impôs sanções e embargos ao Burkina Faso, Mali e Níger como forma de pressionar os seus governos a restaurar a democracia após os golpes que levaram os militares ao poder.

O ex-Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, antigos ministros e assessores estão a ser alvo, hoje, de uma operação da Polícia Federal sobre uma tentativa de golpe de Estado.

A Polícia Federal informou em comunicado, citado pela RTP, que está a realizar a Operação Tempus Veritatis “para apurar organização criminosa que actuou na tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito, para obter vantagem de natureza política com a manutenção do então Presidente da República no poder”.

A imprensa local refere que a polícia já esteve numa casa de Bolsonaro, em Angra dos Reis, e ordenou a entrega do passaporte. Também foi apreendido o telemóvel de um de seus assessores.

Segundo a autoridade policial brasileira, estão a ser cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas.

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