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Mais de um milhão de pessoas estão deslocadas, desde Novembro de 2023, devido ao conflito armado que opõe as forças armadas da RDC ao grupo M23.

A situação na República Democrática do Congo continua catastrófica. Considerada uma das maiores crises humanitárias do mundo, a situação tende a agravar-se cada vez mais com a expansão dos combates que forçaram, nos últimos meses, 6,9 milhões a abandonarem  as suas residências.

O Conselho Norueguês para os Refugiados afirma  que o avanço de grupos armados em direcção à  cidade de Sake, perto de Goma, representa uma ameaça iminente a todo o sistema de ajuda no Leste da RDC.

A organização humanitária fala de mais de um milhão de pessoas estão deslocadas, desde Novembro de 2023, devido ao conflito armado que opõe as forças armadas da RDC ao grupo M23.

A expansão dos combates está a impedir que os trabalhadores humanitários ajudem as 800 mil pessoas deslocadas na área onde o M23 e o Exército combatem.

O grupo islamita Hamas ameaçou  abandonar as negociações de paz se não for rapidamente entregue ajuda adicional à Faixa de Gaza, incluindo no norte do enclave, ameaçado pela fome.

O Hamas defende que as  negociações não podem ocorrer enquanto a fome corroer o povo palestiniano.  

Um alto funcionário do movimento islâmico confirmou que os mediadores egípcios e do Qatar foram informados da intenção do Hamas de suspender as negociações até que seja fornecida ajuda à Faixa de Gaza.

As negociações sobre uma trégua nos combates, a libertação de reféns detidos em Gaza e de prisioneiros palestinianos detidos por Israel, prosseguem através dos países mediadores: Egito, Qatar e Estados Unidos.

O Governo britânico informou à embaixada da Rússia que considera as autoridades russas “totalmente responsáveis” pela morte do opositor do Kremlin Alexei Navalny.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico convocou a embaixada russa naquele país para deixar claro que as autoridades russas são consideradas totalmente responsáveis, de acordo com um comunicado divulgado na sexta-feira à noite.

“Nos últimos anos, as autoridades prenderam-no com base em acusações forjadas, envenenaram-no com um agente nervoso proibido e enviaram-no para uma colónia penal no Ártico. Ninguém deve duvidar da natureza brutal do sistema russo”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico.

O responsável da diplomacia britânica, David Cameron, avisou que o Presidente russo, Vladimir Putin, teria de “prestar contas” pela morte do opositor político, prestando homenagem “à coragem” de Navalny.

Ao fim da tarde, centenas de pessoas na Europa e nos Estados Unidos prestaram homenagem a Alexei Navalny, que morreu aos 47 anos na colónia penal onde cumpria uma pena de 19 anos de prisão.

Na capital britânica, várias dezenas de pessoas concentraram-se, atrás de barreiras, em frente à embaixada russa, com cartazes em inglês e russo nos quais se podia ler: “Putin assassino”, “Assassinos”, “Navalny nosso herói”, “A minha Rússia está na prisão”, “Não desistam”, “Nós somos Navalny” e “Putin está a arder no inferno”.

O serviço penitenciário federal da Rússia indicou que Navalny sentiu- se mal depois de uma caminhada e perdeu a consciência.

Até ao momento, a equipa de Navalny não confirmou esta informação, mas destacados dirigentes ocidentais e apoiantes do opositor responsabilizaram o Presidente russo, Vladimir Putin, pela morte de Navalny, em declarações consideradas “inadmissíveis” pelo Kremlin.

O Tribunal Internacional de Justiça rejeitou um pedido adicional da África do Sul contra Israel. O país dirigido por Ciryl Ramaphosa pedia medidas urgentes para salvaguardar Rafah, no sul da Faixa de Gaza, lembrando que o Estado judeu deve respeitar as recomendações já determinadas.

Os ataques na Faixa de Gaza, em particular em Rafah, aumentaram exponencialmente tornando-se em um pesadelo humanitário com consequências regionais incalculáveis. 

O governo sul-africano, que tem sido um apoiante da causa palestiniana, pediu ao Tribunal Internacional de Justiça para considerar a decisão anunciada por Israel de alargar as suas operações militares em Rafah, que é o último refúgio para os sobreviventes em Gaza. A África do Sul exige que o tribunal utilize os seus poderes para impedir uma nova violação iminente dos direitos dos palestinianos em Gaza.

Entretanto, o Tribunal Internacional de Justiça rejeitou o pedido da África do Sul. A maior instância de Justiça das Nações Unidas defende que deve haver uma implementação imediata e eficaz das medidas provisórias indicadas pela mesma instituição no seu despacho de 26 de Janeiro de 2024, em resposta a uma acusação contra Israel pela África do Sul, que dizia que o país dirigido por Benjamim Natanhyahu estava a cometer genocídio contra o povo palestino.

As medidas, que incluem a necessidade de protecção de civis e o aumento da ajuda humanitária, são aplicáveis a toda a Faixa de Gaza, incluindo Rafah, e não requerem a indicação de medidas adicionais, de acordo com o Tribunal Internacional de Justiça.

O Governo de Israel considerou que o pedido urgente da África do Sul ao Tribunal Internacional de Justiça  era inadequado e procurava utilizar indevidamente o procedimento para medidas provisórias deste órgão. O ministro da Defesa de Israel garantiu que os civis palestinianos que estão aglomerados na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, não serão retirados para o Egipto antes da anunciada operação israelita em grande escala.

Os três regimes militares do Burkina Faso, Mali e Níger pretendem criar uma confederação do Sahel. Para tal, os ministros desses países reuniram-se ontem para viabilizar a pretensão, acompanhada pelo plano de uso de moeda única entre os países.

O encontro que visa viabilizar a criação da Confederação do Sahel teve lugar em Ouagadougou, capital do Burkina Faso. O ministro da Defesa daquele país disse que a reunião oferece a oportunidade de dar mais um passo no estabelecimento contínuo dos instrumentos, mecanismos e procedimentos da aliança, bem como na arquitectura jurídica da confederação prevista pelos três Estados.

“Este mecanismo permitirá que a nossa aliança e a confederação funcionem eficazmente e para grande felicidade das nossas populações”.

A possibilidade de criação de uma confederação do Sahel já tinha sido considerada no início de Dezembro, em Bamako, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos três países dirigidos por juntas militares após golpes de Estado.

No domingo, o chefe do regime militar nigerino, general Abdourahamane Tiani, falou da possível criação de uma moeda comum com o Burkina Faso e o Mali, como uma saída da colonização.

Esta reunião realiza-se poucas semanas depois do anúncio da saída imediata dos três países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

A Polícia Civil do Distrito Federal do Brasil indiciou Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do ex-Presidente Jair Bolsonaro, pelos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso.

De acordo com a imprensa brasileira, também foi indiciado pelos mesmos crimes Maciel Alves de Carvalho, um ex-instrutor de tiro de Renan. 

O filho mais novo do antigo presidente do Brasil, conhecido como ’04’, é suspeito de uma fraude para aumentar a receita fictícia da sua empresa de forma a conseguir a aprovação de empréstimos.

Segundo um relatório do inquérito da PCDF, citado pelo G1, o filho de Bolsonaro e Maciel Alves falsificaram documentos de facturação da empresa RB Eventos e Mídia, que nessa altura pertencia a Renan, para obter um empréstimo bancário. A facturação aponta para 4,6 milhões de reais no período de um ano, entre 2021 e 2022, algo que não aconteceu. 

O empréstimo original era de 159 mil reais e, posteriormente, esse valor foi aumentado através de dois novos empréstimos. O último empréstimo já não foi aceite.

Jair Renan, de 25 anos, já tinha sido alvo de uma operação de busca e apreensão  no dia 24 de Agosto do ano passado.

O Conselho Constitucional do Senegal anulou e declarou inconstitucional o adiamento, para Dezembro, das eleições presidenciais, que provocou protestos generalizados e desencadeou o maior caos no país dos últimos anos.

A autoridade eleitoral máxima do Senegal cancelou o decreto aprovado pelo Presidente Macky Sall, numa decisão que foi aprovada por sete membros do Conselho Constitucional.

“O Conselho Constitucional, constatando a impossibilidade de organizar as eleições presidenciais nos dados inicialmente previstos, convida as autoridades competentes a realizá-las o mais rapidamente possível”, acrescentou o órgão, citado pela DW.

O Presidente do Senegal adiou as eleições horas antes do início da campanha, invocando uma disputa entre o poder judicial e o poder legislativo sobre a lista final de candidatos, bem como a alegada dupla nacionalidade de algumas das pessoas concorrentes.

O presidente do Brasil critica a Organização das Nações Unidas pela alegada inércia em relação ao conflito na Faixa de Gaza. Lula da Silva diz que a ONU não tem força suficiente para evitar que as guerras aconteçam no mundo.

Falando a jornalistas, no Egito, onde se encontra de vista oficial, Lula da Silva disse que, por mais que procure explicação, não entende porque razão as Nações Unidas não têm força suficiente para evitar guerras no mundo.

O Presidente brasileiro defendeu que a guerra não traz benefício a ninguém, e só traz morte, destruição e sofrimento.
Lula da Silva acreditava ser a ONU o órgão com poder para pôr fim ao conflito que já matou cerca de 30 mil pessoas na Faixa de Gaza, na sua maioria crianças e civis.

Lula da Silva considerou a situação em Gaza trágica e criticou o ataque protagonizado pelo Hamas e Israel no dia 7 de Outubro do ano passado.

Da Silva não deixou de condenar, igualmente, Israel pelos ataques que já protagonizou e explicou que não vê nenhuma explicação no comportamento de Israel, que, a pretexto de derrotar o Hamas, está a matar mulheres e crianças.

Para o presidente brasileiro, está-se perante uma coisa jamais vista em qualquer guerra de que ele tenha conhecimento, e lamentou a incapacidade das instituições multilaterais de solucionar esses problemas.

De qualquer ângulo que se olhe a escalada da violência cometida contra os dois milhões de palestinianos que vivem em Gaza, não se encontra justificação, afirmou Lula, salientando que considera o Egipto um actor essencial na procura de uma solução para esse conflito, que se alastra desde Outubro de 2023.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse, esta quarta-feira, que preferia ver Joe Biden reeleito, por ser mais experiente do que Donald Trump.

Vladimir Putin falava em entrevista à televisão estatal russa e garantiu que o seu país iria trabalhar com quem quer que seja, mas afirmou que preferia que Biden ganhasse, porque seria uma melhor escolha do ponto de vista russo.

“Biden é mais experiente, mais previsível. É um político da velha escola. Mas trabalharemos com quem o povo americano escolher”, explicou.

Sobre o estado de saúde de Biden, Putin referiu que as alegações sobre os problemas de saúde de Biden também estavam em circulação quando se encontraram na Suíça, em Junho de 2021, mas que testemunhou o contrário e viu o líder norte-americano em boa forma.

Relativamente às políticas do governo dos EUA, Putin disse que as considera erradas. “Acredito que a posição da actual administração está errada e disse isso ao Presidente Biden”, acrescentou Putin, citado pela imprensa internacional.

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