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O País – A verdade como notícia

A Polícia Federal brasileira indiciou, nesta quinta-feira, e pediu  à Procuradoria-Geral da República que acuse formalmente o antigo Presidente Jair Bolsonaro, por uma conspiração de golpe em 2022, que visava impedir o vencedor da eleição, Lula da Silva, de assumir o cargo.

As acusações contra Jair Bolsonaro estendem-se também a 36 pessoas que segundo a polícia Federal Brasileira terão tentado um golpe de Estado e impedimento de tomada de posse de Lula da Silva em 2022.

Além deste crime, os 37 brasileiros, dos quais alguns militares,  são acusados de violência,  criação de organização criminosa e perturbação do estado democratrico de direito. As investigações a Jair Bolsonaro, vem desde Janeiro do ano passado, quando os seus simpatizantes invadiram o Supremo Tribunal e foram revisitados, após um ataque a bomba, na zona dos três poderes.

A Policia Federal Brasileira diz que Bolsonaro tinha conhecimento do plano de assassinato do actual presidente do Brasil, que diz ter escapado de um envenenamento em 2022.

Jair Bolsonaro já reagiu e  prometeu combater a acusação: “A luta começa na Procuradoria-Geral da República”, disse Bolsonaro na sua conta na rede social.

Até à data, a polícia não revelou uma ligação directa entre o alegado complot e uma insurreição que ocorreu em Brasília, a 8 de janeiro de 2023, quando milhares de apoiantes de Bolsonaro invadiram o palácio presidencial da capital, o edifício do Congresso e o Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro espera anular a decisão de inelegibilidade e tentar um regresso nas eleições presidenciais de 2026.

O Tribunal Penal Internacional decidiu, hoje, que o primeiro-ministro de Israel deve ser preso por cometimento de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos na Faixa de Gaza. A mesma medida foi tomada contra o  seu antigo ministro da Defesa, Yoav Gallant, e para outros responsáveis do Hamas.

Benjamin Netanyahu já não pode sair do seu país para pelo menos 123 países que ratificaram o Estatuto de Roma. A razão é que o primeiro-ministro israleita é procurado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos na Faixa de Gaza e dos ataques do Hamas a 7 de outubro, em Israel, que desencadearam a ofensiva israelita na Palestina.

Quem também é internacionalmente procurado é o seu antigo ministro da Defesa, Yoav Gallant, e outros responsáveis do Hamas não mencionados.

A decisão,  poderá isolar ainda mais os suspeitos e complicar os esforços para  a negociação de um cessar-fogo que ponha fim ao conflito que dura há 13 meses.

Netanyahu e outros líderes israelitas já reagiram e condenaram os mandados do procurador-geral do TPI, Karim Khan, considerando-o vergonhoso e antissemita.

Ainda em reacção, o gabinete de Netanyahu rejeita as alegações das quais são acusados, explicando que o país “não cederá a pressões, não se deixará dissuadir e não recuará” até que todos os objectivos de guerra de Israel sejam alcançados.

Já o Hamas congratulou a decisão de captura de Netanyahu, Gallant e a caracterizou como “precedente importante e histórico”, após décadas de injustiça nas mãos de uma “ocupação fascista”. A África do Sul e a frança também estão de acordo

Uma vez que Israel e o seu principal aliado, os Estados Unidos da América, não são membros do Tribunal Penal Internacional, as implicações podem ser muito limitadas, até porque, contrariamente a África do Sul e a França que estão a favor,  Alemanha, Reino Unido, Itália e Polônia posicionaram-se contra a medida.

A junta militar do Mali demitiu o primeiro-ministro civil, Choguel Kokalla Maïga, e o Governo, depois do chefe do executivo ter criticado os militares. O decreto foi lido na televisão estatal daquele país.

Choguel Kokalla Maïga foi nomeado pelos militares em 2021, na sequência de um segundo golpe de Estado no espaço de um ano. 

No decreto emitido pelo chefe da junta, general Assimi Goïta, e lido pelo secretário-geral da Presidência, Alfousseyni Diawara, afirma-se que “as funções do primeiro-ministro e dos membros do Governo são extintas”.

A demissão ocorre quatro dias depois de Maïga ter criticado publicamente a junta militar, lamentando o facto de ter sido mantido à margem do processo de decisão sobre a permanência dos generais no poder. Falou também do “espectro da confusão e da amálgama” que, segundo ele, paira sobre o actual período de transição.

A junta militar, que dirige, desde 2020, aquele país, confrontado com o fundamentalismo islâmico e uma profunda crise social, política e económica, não honrou o compromisso, inicialmente assumido sob pressão internacional, de entregar o poder a civis eleitos em Março de 2024.

 

A polícia e os habitantes de Port-au-Prince, no Haiti, mataram, terça-feira, 28 membros de grupos armados, depois de uma ofensiva em vários bairros da capital, disse um porta-voz da polícia à agência noticiosa francesa AFP.

Durante a noite, a polícia interceptou um camião e um mini autocarro, que transportava membros de gangues armados em dois bairros. 10 membros da gangue foram mortos no local, e outros foram perseguidos e mortos pela polícia e pelos residentes locais,  segundo o porta-voz adjunto da Polícia Nacional haitiana, Lionel Lazarre.

As autoridades locais e organizações internacionais já afirmam que cerca de 80% de Port-au-Prince, capital do Haiti, está dominada pelos grupos criminosos.

Os gangues armados, que tentam tomar o poder no país, já provocaram a morte de quase 5 mil pessoas, nos primeiros nove meses de 2024, segundo dados da ONU.

A violência dos grupos armados já desalojou um total de 4 372 pessoas, das quais 3 586 na capital, 488 em Tabarre e 298 em Delmas, segundo números divulgados pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), citados por Lusa.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva,  passou a presidência rotativa do grupo das principais economias do mundo, G20, para o seu homólogo da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que vai sediar o encontro do próximo ano.

“Temos a responsabilidade de fazer melhor. É com essa esperança que passo o martelo da presidência do G20, para o presidente Ramaphosa. Essa não é uma transmissão de presidência comum. É a expressão concreta dos vínculos históricos, sociais e culturais, que unem a América Latina e Á frica”, disse o presidente brasileiro. 

Lula desejou a Ramaphosa sucesso na liderança do G2O e disse que o Brasil está disponível para ajudar a África do Sul, para exercer uma presidência que vai além da anterior. 

“Lembro as palavras de outro grande sul africano, Nelson Mandela, que disse: É fácil demolir e destruir, os heróis são aqueles que constroem. Vamos seguir construindo um mundo justo e um planeta sustentável”, concluiu. 

A presidência brasileira do G20 começou em 2023, recebida da Índia.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) reúne-se, hoje, 20 de Novembro, em Harare, no Zimbabwe, em Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo. O encontro vai analisar a situação de segurança na região, destacando-se a tensão pós-eleitoral em Moçambique.

A Cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) é responsável pela orientação política global e pelo controlo do funcionamento da Comunidade, sendo, em última análise, o órgão responsável pela formulação das políticas da SADC.

Um comunicado emitido na sede desta organização regional indica que a cimeira será presidida pelo Chefe de Estado zimbabweano, Emmerson Mnangagwa, na sua qualidade de Presidente da SADC, “tendo em vista a actualização da situação política e de segurança na região”.

“A Cimeira Extraordinária de Chefes de Estado e de Governo da SADC será precedida pela Cimeira Extraordinária da Troika do Órgão da SADC, que será presidida por Sua Excelência a Dr.ª Samia Suluhu Hassan, Presidente da República Unida da Tanzânia e Presidente do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança da SADC, e será igualmente antecedida pelas reuniões preparatórias, nomeadamente reunião dos Altos Funcionários da SADC, reunião do Comité Ministerial do Órgão de Cooperação nas Áreas de Política, Defesa e Segurança e reunião do Conselho de Ministros da SADC”, explica o comunicado.

A África do Sul, maior economia da SADC, fechou a sua fronteira com Moçambique em diversas ocasiões, demonstrando a preocupação do Governo de Cyril Ramaphosa com a instabilidade no país vizinho de língua portuguesa.

Segundo a Associação de Transporte e Ferrovia da África do Sul, citada pela “DW”, o encerramento da fronteira custava à economia sul-africana pelo menos 10 milhões de rands por dia.

A crise em Moçambique também pode impactar significativamente os países vizinhos sem acesso ao mar, como a Zâmbia, o Malawi, o Congo e o Zimbabwe, que dependem fortemente dos portos moçambicanos para as suas importações e exportações.

O Presidente angolano, João Lourenço, considerou, esta segunda-feira, a fome e a pobreza como um dos maiores problemas da Humanidade, defendendo que sejam combatidos com “uma abordagem corajosa” e “sem tabus”.

Falando num debate sobre a fome e a pobreza no mundo, durante a Cimeira do G2O, que decorre no Brasil, o Presidente de Angola destacou que o combate à fome e a pobreza requer “uma abordagem corajosa” para identificar “sem tabus” as principais causas do problema e soluções pragmáticas e duradouras para evitar o recurso ao assistencialismo, que considerou não resolver o problema na raiz.

O chefe de Estado angolano saudou a criação, por iniciativa do Brasil, da Aliança na Luta contra a Fome e a Pobreza, da qual Angola é membro fundador, salientando que é fundamental olhar para a “urgente necessidade de se criarem condições que favoreçam o desenvolvimento de uma agricultura sustentável”, para garantir a segurança alimentar e erradicar a fome.

“Para isso, existe a necessidade da mobilização de esforços e recursos para apoiar os países na implementação de políticas públicas eficazes que assentam essencialmente na realização de ações estruturais e transversais, com vista à redução das desigualdades”, indicou o chefe do executivo angolano, citado por Lusa.

Treze pessoas morreram e 84 foram resgatadas com vida, após desabamento de um prédio na Tanzânia. Sobreviventes continuam a receber ajuda através de buraco e não se sabe quantos continuam soterrados.

Estão confirmados, para já, treze mortos, na sequência do desabamento de um prédio de quatro andares, na capital tanzaniana de Dar es Salaam na manhã de sábado.

As autoridades locais falam de 84 pessoas recuperadas dos escombros, após um trabalho de resgate que durou mais de 24 horas. A equipe de resgate conseguiu ainda, estabelecer contacto com algumas pessoas soterradas e, apesar de não ter sido estimado o seu número, estão neste momento a receber ajuda alimentar através de buracos.

A presidente Tanzaniana Samila Suluhu, lamentou o sucedido e prometeu que o Governo vai prestar todo apoio necessário.

“Com muita tristeza, perdemos 13 colegas nossos no evento. O Governo arcará com os custos médicos de todos os feridos, incluindo os que morreram, irão receber cuidados adequados. Peço desculpas aos irmãos, parentes e amigos que foram afectados pelo Tukiyohili”, disse Samila Suluhu, presidente da Tanzânia.

No local continuam os trabalhos de busca pelos sobreviventes, e o Governo reconhece o esforço demonstrado pelos socorristas após o momento do incidente.

“Da mesma forma, estou grato aos parceiros e a todos os cidadãos que se voluntariaram e se entregaram e que colaboraram no exercício. Agradeço também pelos médicos continuarem atendendo os feridos. E parabenizo o primeiro-ministro e o ministro-chefe, Salam e suas equipes pela gestão do excelente trabalho realizado pela sua equipa”, acrescentou Suhulu.

A capital tanzaniana vive dias difíceis e as autoridades ainda não determinaram a causa do incidente, que deverá começar a ser investigada quando terminarem as operações de resgate.

 

O Ministério da Saúde de Angola confirmou o registo do primeiro caso de Mpox no país. O caso foi confirmado na província de Luanda, em Angola. Trata-se de uma cidadã congolesa de 28 anos, que foi isolada juntamente com pessoas próximas, nas instalações do Centro Especializado de Tratamento de Endemias e Pandemias (CETEP).

Através de um comunicado, o Ministério da Saúde de Angola, avançou que, após a identificação do primeiro caso de Mpox em Angola, estão em curso, para a protecção da população, medidas de desinfecção de áreas contaminadas, identificação e rastreamento de contactos, bem como investigação epidemiológica aprofundada.

A Mpox, também conhecida como `Monkeypox`, manifesta-se através de febre, dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, aumento dos gânglios linfáticos e erupções cutâneas generalizadas (manchas, lesões ou bolhas na pele) ou lesões nas mucosas.

As autoridades de saúde angolanas recomendam à população que adote e reforce as medidas de prevenção, para reduzir o risco de transmissão desta doença, reforçando as práticas de higiene, designadamente a lavagem frequente das mãos e o uso de desinfetantes em áreas públicas e residências.

“Em caso de se detectar algum dos sintomas (…) as pessoas devem dirigir-se imediatamente à unidade de saúde mais próxima”, apela o Ministério da Saúde, garantindo “o compromisso de informar sobre a situação epidemiológica desta doença” e apelando à sociedade “que mantenha a calma, a serenidade”.

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