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O País – A verdade como notícia

O governo paquistanês suspendeu os serviços de celular e internet devido a manifestações no país. Na manhã de ontem, houve confrontos entre os manifestantes e os agentes da Polícia, que culminaram com a morte de pelo menos cinco agentes da Polícia e dezenas de pessoas ficaram feridas.

As autoridades paquistanesas impuseram um bloqueio de segurança naquele país asiático, proibindo marchas, protestos e comícios, suspenderam a Internet com cortes de energia e fecharam as principais estradas em direção à capital do país, depois de nos últimos dias o Ex-primeiro-ministro do Paquistão Imran Khan ter apelado aos apoiantes para que se manifestassem pela sua libertação e marchassem até ao Parlamento do Paquistão.

Na segunda-feira, milhares de apoiantes do antigo chefe de Governo, que está preso, avançaram até às entradas de Islamabad, sendo impedidos de marchar até à capital pelas autoridades, que dispersaram os manifestantes com granadas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Mas na manhã desta terça-feira conseguiram romper as barreiras de segurança e, segundo a imprensa internacional, chegaram bem próximo ao Parlamento.

O Ministério do Interior do Paquistão confirmou que o exército foi mobilizado para proteger missões diplomáticas na área fortificada da zona vermelha, onde muitos edifícios governamentais e embaixadas estão localizados. A mesma fonte governamental acrescentou que está previsto um recolher obrigatório com a colaboração de tropas paramilitares para bloquear os manifestantes.

Acrescentou em conferência de imprensa que os manifestantes podiam permanecer nos arredores de Islamabade, mas ameaçou tomar medidas extremas se estes entrassem na cidade.

Desde domingo, mais de 20 mil membros das forças de segurança foram destacados para Islamabad e arredores.

Hoje foi o dia escolhido pelo Conselho de Ministros de Israel para proceder a votação do acordo de cessar-fogo no Líbano, aprovado pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Com a aprovação do acordo, o Líbano poderá estar em paz por pelo menos 60 dias.

São duas boas novas: Líbano sem tropas israelitas e em paz por pelo menos 60 dias, diz a proposta do acordo de um cessar-fogo de dois meses aprovado pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na noite de domingo (24).

Netanyahu sinalizou sua potencial aprovação para o cessar-fogo com o Hezbollah durante uma consulta de segurança com autoridades israelenses na noite de domingo (24), ainda segundo a fonte.

A esperança de alguma paz no Líbano, apesar de próxima, se anuncia num contexto em que há discórdias.

Sobre os “prós e contras” , o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, na semana passada, revelou que é preciso continuar para a vitória de Israel sobre o o Hezbollah, ao que chamou um cessar-fogo de um “grande erro”.

Outra figura importante, que é contra o acordo, é Benny Gantz, que renunciou ao gabinete de guerra de Israel em junho devido à forma como Netanyahu lidou com a guerra em Gaza, pediu ao primeiro-ministro que torne públicos os detalhes do acordo de cessar-fogo, insistindo que é “é direito dos moradores do norte, dos combatentes e dos cidadãos de Israel saber”, os detalhes.

O Canal 12 de Israel noticiou que outros critérios para o acordo incluem a criação de um comité multinacional, chefiado pelos EUA, para monitorizar a sua implementação.

Em contrapartida, o Hezbollah substituiria as suas forças a sul do rio Litani por tropas do exército libanês.

Ainda assim, fontes, incluindo o embaixador de Israel na ONU, citadas pela CNN, observaram que as negociações parecem estar caminhando positivamente em direção a um acordo, mas reconheceram que, como Israel e o Hezbollah continuam a trocar tiros, um “passo em falso” pode atrapalhar o resultado.

Até ao momento, ainda não houve quaisquer informações sobre a votação.

A polícia do Quénia  usou gás lacrimogéneo para dispersar uma marcha, em Nairóbi, na segunda-feira, realizada em comemoração ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Mais tarde, no mesmo dia, os manifestantes reclamaram a reacção das Forças de Segurança e destacaram o que eles dizem ser falta de acção do Governo. 

Waithira Karanja, residente de Nairóbi, entrevistada pelo African News, disse querer justiça. “A polícia é quem mata mulheres, e é por isso que eles não querem que a gente proteste contra a matança de mulheres. Eles deveriam estar nos protegendo”, disse.

As agências policiais quenianas dizem que houve 97 casos de feminicídio em várias partes do país somente nos últimos três meses. Entretanto, activistas locais dizem existir muitos outros casos não reportados.

Na semana passada, o presidente queniano, William Ruto, condenou o aumento alarmante de casos de feminicídio e pediu esforços coletivos para proteger as mulheres da Violência Baseada no Género.

As Nações Unidas disseram, na segunda-feira, que 85 mil mulheres e meninas foram mortas intencionalmente em 2023, das quais 60% morreram nas mãos de seus parceiros ou parentes próximos.

O continente africano teve o maior número, com cerca de 21 700 vítimas entre os 51 100 assassinatos cometidos por parceiros íntimos ou familiares.

17 pessoas, incluindo crianças e uma mulher grávida, morreram, na tarde de domingo, no estado de Alagoas, no nordeste do Brasil. O presidente brasileiro, Lula da Silva, garantiu que o governo federal dará apoio às vítimas. 

A Secretaria Regional de Saúde tinha indicado, anteriormente, a existência de 23 mortos, mas algumas horas depois corrigiu o número. A maioria dos óbitos foi declarada no local e uma mulher grávida acabou por morrer no hospital, não resistindo aos ferimentos.

O Instituto de Medicina Legal de Maceió, capital de Alagoas, duplicou o número de funcionários de serviço, no domingo, para receber os corpos e identificá-los de forma “precisa e rápida”, segundo informações da polícia. 

Segundo a imprensa brasileira, boa parte das vítimas são crianças que participavam num projecto que incluía assistir ao pôr-do-sol na Serra da Barriga. Outras 20 pessoas foram tratadas num hospital próximo, depois de terem sido resgatadas pelas equipas de emergência.

O autocarro viajava por uma região montanhosa chamada Serra da Barriga, quando capotou e caiu numa ravina.

O presidente brasileiro Lula da Silva lamentou o ocorrido e garantiu apoio às vítimas. 

“Meus sentimentos a todos os familiares das vítimas envolvidas no acidente. O governo federal está acompanhando a situação e dará todo o apoio necessário às autoridades estaduais no socorro, atendimento e amparo às vítimas”, escreveu Lula na sua rede social X. 

O governador de Alagoas, Paulo Dantas, também lamentou a tragédia e decretou luto oficial por três dias.

“Expresso a minha solidariedade a todos os que sofrem com esta tragédia”, disse o governador, que ordenou a “mobilização total” das equipas de bombeiros e emergência para socorrer os feridos.

O presidente turco e o chefe das relações exteriores da União Europeia expressaram, no sábado, apoio ao mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por supostos crimes contra a humanidade.

Num comunicado divulgado, na quinta-feira, a câmara de pré-julgamento do Tribunal Penal Internacional acusou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, de cometerem “crimes contra a humanidade e crimes de guerra”.

Tais crimes terão sido cometidos entre Outubro de 2023 e Maio de 2024, data em que a promotoria apresentou os pedidos de mandado de prisão. 

O TPI afirmou que existem “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu e Gallant “cada um tem responsabilidade criminal como co-autores” por cometer crimes de guerra, crimes contra a humanidade, de assassinato, perseguição e outros.

Ao proferir um discurso em Istambul, a maior cidade do país, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que saúda e elogia a “decisão corajosa” do TPI, e que esta deve ser executada por todos os Estados-membros do TPI.

No mesmo dia, o Alto Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Josep Borrell, destacou que os estados membros da União Europeia são obrigados a implementar o mandado de detenção do TPI.

O mandado de captura suscitou respostas diferentes entre os países do mundo, com os Estados Unidos e a República Checa a apoiarem Israel, e o Canadá, a Austrália e os países europeus, incluindo os Países Baixos, a mostrarem respeito e apoio ao TPI.

Centenas de pessoas  reuniram-se no cemitério de Santa Ana, de onde saiu a marcha em direcção ao Largo das Escolas. A marcha era para protestar contra a fome,  a pobreza e em prol da democracia. 

Ao ritmo do Kuduro, Angolanos saíram, ontem, às ruas, para, através de dizeres em suas camisetas e cartazes, expressar as suas preocupações. Em alguns dos cartazes era possível ler notícias como “A fome em Angola é real”, em outros se fazia alusão à situação pós-eleitoral que se vive em Moçambique, avisando “Hoje é Frelimo, amanhã é o MPLA”.

Elda Eduardo dos Santos, dirigente da UNITA, mostrou-se preocupada com a fome e extrema miséria do povo, lamentando que, num país tão rico, “o Governo continue a fazer sofrer o povo, a não dar qualidade de vida e condições básicas, que são direitos inalienáveis da pessoa humana”, cita o portal noticioso Notícias ao Minuto.

Acrescentou também que: “hoje estamos aqui para dizer ‘Basta!’. Quando o povo se levanta, significa que temos de mudar e temos vários exemplos por aí, como Moçambique, em que o povo tomou a decisão para a mudança e é essa mudança que precisamos”.

 

Forças russas afirmam ter destruído vários equipamentos militares do exército ucraniano. Enquanto isso, tropas ucranianas dizem ter repelido tentativas russas de atacarem suas forças.

O Ministério da Defesa russo afirmou, no sábado, que lançou ofensivas e repeliu contra-ataques ucranianos, destruindo quase 20 unidades militares, incluindo dois tanques Leopard, peças de artilharia M119, veículos blindados e outros equipamentos.

O ministério também informou que o exército russo destruiu um caça MiG-29 da Força Aérea Ucraniana e abateu 59 drones de ataque.

No mesmo dia, o Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia divulgou um relatório da guerra afirmando que, até a tarde de sábado, 125 batalhas ocorreram nas áreas da linha de frente.

De acordo com as autoridades ucranianas, a situação ainda permanecia tensa, especialmente em Kurakhove e Pokrovsk, no leste da Ucrânia, e que o exército ucraniano estava a tomar todas as medidas para impedir a passagem do exército russo.

Segundo a Reuters, citando fonte do Estado-Maior ucraniano, as forças russas recapturaram mais de 40% dos 1 376 quilómetros quadrados de território controlado pelas forças ucranianas, desde que lançaram o ataque a Kursk, no oeste, em Agosto.

O parlamento europeu é a favor da entrega de mísseis alemães Taurus à Ucrânia para fazer face ao combate a Rússia. A posição foi revelada por Roberta Metsola, líder do parlamento europeu que espera também pelo “sim” do Parlamento Federal Alemão.

Foi em uma entrevista, concedida este sábado, ao grupo de comunicação social alemão Funke, que o líder do Parlamento Europeu disse “Sim” que a entrega de armas de longo alcance há muito solicitada por Kiev, e garantiu que o parlamento europeu é também a favor.

Metsola apontou “um amplo apoio e consenso” em relação a esta exigência e espera ver alterações a este respeito em Berlim caso haja “uma mudança política correspondente após as eleições para o Bundestag (Parlamento Federal Alemão)” no início do próximo ano.

A presidente do Parlamento Europeu observou que a existência de “posições divergentes dentro da coligação de Berlim relativamente ao envio do Taurus” poderá significar que a mudança na recusa alemã em enviar estes sistemas para a Ucrânia poderá já ter ocorrido.

O chanceler alemão, o social-democrata Olaf Scholz, opôs-se firmemente a esta opção, embora os seus parceiros de coligação, os Democratas Livres e os Verdes, tenham manifestado a sua aprovação.

O debate foi reavivado nos últimos dias depois de o Presidente cessante dos Estados Unidos, Joe Biden, ter autorizado o uso de mísseis norte-americanos ATACMS com um alcance até 300 quilómetros, cerca de metade dos Taurus.

Na semana passada, o líder do Kremlin, Vladimir Putin, confirmou ataques com ATACMS e mísseis britânicos Storm Shadow, dirigidos contra infraestruturas militares das regiões fronteiriças de Bryansk e Kursk, numa mudança sem precedentes, em quase três anos de conflito, das posições de Washington e Londres em relação à utilização do seu armamento pelas forças ucranianas em território russo.

Num breve discurso à nação na quinta-feira, Vladimir Putin confirmou igualmente que a Rússia lançou no mesmo dia um novo míssil balístico hipersónico sem carga nuclear contra a região de Dnipro, no centro da Ucrânia.

O líder russo defendeu que o uso de armas ocidentais pelas forças ucranianas para atingir o seu país transformou a guerra na Ucrânia num “conflito global” e admitiu atacar os aliados de Kiev envolvidos.

Em resposta, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, instou a comunidade internacional a reagir, avisando para o aumento da “escala e brutalidade” do conflito, iniciado em 24 de fevereiro de 2022 com a invasão russa da Ucrânia, e insistiu no seu pedido a Berlim, sobretudo após a ratificação da nova doutrina nuclear de Moscovo, que aumenta as possibilidades de uso de armas atómicas.

Os Estados-membros das Nações Unidas adoptaram, por consenso, uma resolução que visa dar início a negociações formais para a criação de uma convenção sobre crimes contra a humanidade. A Rússia, depois de reservas, também concordou.

Depois de extensas consultas e discussões informais, foram incluídos planos para a convocação de uma conferência diplomática destinada a elaborar uma convenção sobre crimes contra a humanidade na sede das Nações Unidas, a ter lugar em Nova Iorque, a ter entre 2028 e 2029.

A adopção foi alcançada numa sessão da Sexta Comissão da Assembleia-Geral da ONU, presidida pelo embaixador português junto às Nações Unidas, Rui Vinhas, e que foi marcada por vários períodos de negociação, após vários entraves levantados pela Rússia.

O  instrumento surge num contexto em que, ao contrário de outros crimes de direito internacional, como o genocídio e os crimes de guerra, não existe actualmente uma convenção específica e autónoma para os crimes contra a humanidade.

Uma convenção sobre crimes contra a humanidade permitirá punir, também, crimes baseados no género, que têm recebido muito pouca atenção internacional, como o casamento e aborto forçado.

Nas últimas semanas, a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch vinham apelando aos Estados-membros para que aprovassem a resolução.

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