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Deputados da Gâmbia rejeitaram, nesta segunda-feira, um projecto de lei que teria anulado a proibição da circuncisão feminina, um procedimento, também chamado de Mutilação Genital Feminina (MGF), que envolve a remoção parcial ou total da genitália externa das meninas.

A tentativa de tornar-se o primeiro país do mundo a reverter tal proibição foi acompanhada de perto por activistas no exterior.

Activistas e grupos de direitos humanos temiam que uma reversão da proibição na Gâmbia desfizesse anos de luta contra esta prática secular, muitas vezes, levada a cabo em raparigas com menos de cinco anos e enraizada em conceitos de pureza e controlo sexual. O procedimento é, na maioria dos casos, praticada por membros da comunidade, ou então por profissionais de saúde.

Os conservadores religiosos que lideraram a campanha para derrubar a proibição disseram que a prática era “uma das virtudes do Islã” .

Na Gâmbia, mais da metade das mulheres e raparigas, com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos, foram submetidas a este procedimento, de acordo com estimativas das Nações Unidas. O ex-líder Yahya Jammeh proibiu inesperadamente a prática em 2015, sem maiores explicações. No entanto, os activistas dizem que a fiscalização tem sido fraca e as mulheres continuam a ser cortadas, embora existam apenas dois casos a serem processados.

A UNICEF afirmou no início deste ano que cerca de 30 milhões de mulheres em todo o mundo foram submetidas à MGF nos últimos oito anos, a maioria em África, mas também na Ásia e no Médio Oriente.

Mais de 80 países têm leis que proíbem o procedimento ou permitem que seja processado, de acordo com um estudo do Banco Mundial, citado no início deste ano pelo Fundo de População das Nações Unidas. Estes países incluem África do Sul , Irão, Índia e Etiópia.

Esta prática, que pode causar hemorragias graves, morte e complicações durante o parto , continua generalizada em certas regiões de África.

 

O Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social da Guiné-Bissau (Sinjotecs) apelou aos profissionais para boicotarem as atividades do chefe de Estado, depois do que considera ter sido “mais um triste episódio de sistemáticos insultos do Presidente da República Umaro Sissoco Embaló dirigido aos Jornalistas” no último sábado.

Também a Rede dos Defensores dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau condenou a atitude do chefe de Estado.

O Sinjotecs reagiu, em nota divulgada no domingo, às declarações de Sissoco Embaló com palavrões, ofensas e ameaças a um jornalista numa conferência de imprensa depois da chegada ao país proveniente da China.

Para o sindicato, a recorrente “pregação dos adjectivos ofensivos contra os profissionais de Comunicação Social”, revela desrespeito e desconsideração ao valioso serviço público da imprensa.

O Sinjotecs insta os profissionais de Comunicação Social em geral “a boicotar todas as atividades do Presidente da República em virtude da defesa de dignidade pessoal e profissional” e exorta Sissoco Embaló “a melhorar a sua conduta social e profissional e, sobretudo, ter um respeito particular aos profissionais de Comunicação Social que promovem e lapidam sistematicamente sua imagem pública”.

Por seu lado, a Rede dos Defensores dos Direitos Humanos da Guiné-Bissau também emitiu uma nota nesta segunda-feira, 15, a condenar “o comportamento do Presidente da República que terá proferido termo ofensivo contra um jornalista no seu regresso ao país”.

A rede que congrega os defensores dos direitos humanos diz que a atitude de Umaro Sissoco Embaló, é “pouco digna” e chama a atenção do Presidente da República “no sentido de melhorar o seu comportamento e atitude, representar condignamente o Estado e o povo da Guiné- Bissau”.

“É recorrente este tipo de comportamento por parte da sua excelência senhor Presidente da República que sempre envereda por ataques aos jornalistas, vilipendiando-os e, muitas das vezes, avançar pelo confronto aos profissionais dessa classe”, continua a nota, lembrando que o chefe de Estado “é autoridade máxima de uma nação e deve ser o símbolo da unidade nacional, pelo que em circunstância nenhuma a sua atitude deve pautar pela ofensa aos cidadãos, ofensa aos profissionais de uma classe e tão-pouco de um jornalista que estava a exercer a sua nobre profissão, de informar ao povo da Guiné- Bissau com informação de relevância para a sociedade em geral”.

A rede ainda se solidariza com o jornalista vítima de insulto por parte do Presidente da República e “encoraja toda a classe jornalista em continuar a ser firme na luta por uma imprensa livre e desassombrada de qualquer interesse político”.

Em reacção a tentativa de assassinato de Donald Trump, candidato presidencial republicano nas eleições dos Estados Unidos da Ámerica, diversos líderes europeus concordam que o acto é uma ameaça para as democracias. O presidente francês diz que o acto é um “drama para as democracias” e o primeiro-ministro português defende que a violência política não deve ser tolerada.

Em uma longa lista, vários líderes europeus desejam rápidas melhoras a Trump e reiteraram que “a violência política em democracias não deve ser tolerada”.

Emmanuel Macron, Presidente francês, foi  um dos primeiros a lamentar. “Os meus pensamentos estão com o Presidente Donald Trump, vítima de uma tentativa de assassinato. Envio-lhe os meus votos de uma rápida recuperação. Morreu um espetador, há vários feridos. É um drama para as nossas democracias. A França partilha o choque e a indignação do povo americano”, escreveu nas suas redes sociais.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, usou também as suas redes sociais para repudiar o acto. “Condeno veementemente o atentado cometido contra o ex-presidente Donald Trump, desejando-lhe pronto restabelecimento. A violência política é completamente intolerável e as democracias têm de a combater sistematicamente“, escreveu Luís Montenegro.

A chefe do Governo italiano, Giorgia Meloni, expressou também “solidariedade” para com Donald Trump apelou que o tema “violência política” tem de ser abordado pelos candidatos à presidência dos EUA.

Num comunicado citado pela AFP, Meloni manifestou ainda “esperança de que os próximos meses da campanha eleitoral vejam o diálogo e a responsabilidade prevalecer sobre o ódio e a violência”.

Os presidentes do Conselho, da Comissão e do Parlamento Europeu, Charles Michel, Ursula von der Leyen e Roberta Metsola, condenaram o atentado contra o ex-Presidente norte-americano Donald Trump.

Na rede social X, o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, expressou “forte condenação” e sublinhou que a violência e o ódio “não têm lugar numa democracia”.

Também na rede social X, o chanceler alemão, Olaf Scholz, classificou como ignóbil a tentativa de assassinato, acrescentando que a violência política constitui uma ameaça à democracia.

Na Inglaterra a reacção veio do recém eleito primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que confessou estar chocado com o incidente.

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos da Ámerica considera prematuro comentar sobre o acto ser qualificado como “tentativa do assassinato” e pede cautela para os americanos até a conclusão das investigações. Já os antigos dirigentes do país, Barack Obama, Bill Clinton e Hilary Clinton condenaram o acto e a violência política.

Joe Biden teve uma conversa com Donald Trump e assegura que o mesmo está fora de perigo. Condenou e disse que os Estados Unidos da América devem combater todo tipo de violência.

Biden disse também que só poderá comentar quando for provado que é realmente trata-se “tentativa de homicídio”.

“É doentio e esta é uma das razões pelas quais temos de unir este país. Não podemos aceitar isto. “Eu não sei o suficiente, tenho uma opinião mas não tenho factos. Quero ter a certeza dos factos antes de fazer comentários”, disse em entrevista ao Delaware.

Barack Obama, antigo presidente diz “estar grato por Trump estar fora de perigo e que não há espaço para violência nos Estados Unidos”. Também assegura que “todos os actos de violência devem ser repudiados”.

Bill Clinton, antigo presidente dos Estados Unidos, defende que a violência não tem lugar na América.

Hillary Clinton, candidata que concorreu com Donald Trump no mandato que o elegeu presidente, também repudiou o acto.

Os senadores dos partidos dos Democratas e dos Republicanos também solidarizaram-se com Trump.

O ex-presidente e candidato presidencial do partido republicano nos Estados Unidos da América foi ferido a tiro durante um comício na Pensilvânia. Trump está fora de perigo e o suposto atirador  foi morto no local.

Trump ficou ferido na orelha depois de tiros disparados durante seu discurso de campanha presidencial em Butler, na Pensilvânia. Antes de se esconder atrás do pódio, com algum sangramento na parte superior, Trump levou a mão direita ao pescoço como quem sofreu na cabeça.

Em resposta aos tiros, a Polícia atingiu mortalmente o suposto atirador, que o FBI identificou como: Thomas Matthew Crooks, 20 anos, de Bethel Park, Pensilvânia. Os agentes federais acrescentaram que a investigação foi qualificada como “crime de assassinato”.

As autoridades revelaram igualmente que membro do público foi morto e dois outros estão no hospital em estado crítico.

O presidente Joe Biden condenou o ataque e cancelou a sua campanha, voltando assim à Casa Branca em gesto de solidariedade ao seu oponente nas eleições de 05 de Novembro nos EUA.

Na sua conta da Truth Social, Trump contou que a bala atingiu apenas uma parte da orelha.

“Fui atingido por uma bala que perfurou a parte superior da minha orelha direita. Soube imediatamente que algo estava errado, pois ouvi um zumbido, tiros e senti a bala a rasgar a pele”, escreveu o candidato republicano.

A assessoria de comunicação do candidato republicano, na rede social X, mostrou o candidato republicano a descer do seu avião, depois de aterrar em New Jersey e o descreveram Trump, em duas palavras: “Forte e resistente” e prometeu que “não parar de lutar pela América”.

Um ataque israelita em Khan Younis, no sul de Gaza, causou 71 mortes, este sábado. O ministro da Saúde do Hamas revelou que a maior parte das vítimas são civis.

Os mísseis lançados pelas forças israelitas, este sábado, atingiram, no sul de Gaza, um campo de refugiados que foram forçados a abandonar o norte da Faixa de Gaza no início da guerra.

Dados preliminares, apresentados pelo Ministério Da Saúde do Hamas, apontam para a morte de 71 pessoas que se encontravam em tendas e cerca de 300 feridos.

Com este ataque, o Hamas diz que Israel demonstra não estar interessado em manter conversações para um cessar-fogo.

Em declarações a uma rádio, o exército israelita confirmou ter atacado posições do Hamas, onde um dos responsáveis do grupo foi morto durante as operações.

Segundo a agência da Organização das Nações Unidas, ONU, a zona atacada este sábado é albergada por centenas de milhares de palestinianos deslocados, que procuraram segurança, na sua maioria, em tendas improvisadas.

Morreram 22 alunos, durante o desabamento de um prédio escolar de dois andares, na cidade de Jos, no estado de Plateau, na Nigéria.

De acordo com o porta-voz da polícia de Plateu, Alfred Alabo, um total de 154 estudantes ficaram presos e 132 ficaram feridos, durante o desabamento.
Equipes de resgate e de saúde, juntamente com forças de segurança, foram imediatamente enviadas ao local.

O governo estadual diz que o desabamento deveu-se a fraca estrutura da escola, aliado ao facto de estar localizada nas proximidades de um rio. Por esta razão, as autoridades governamentais pedem que escolas com problemas semelhantes encerrem as suas actividades.

 

O Presidente queniano, William Ruto, demitiu, esta quinta-feira, todos os seus ministros e prometeu formar um novo Governo que será mais eficiente.  Esta decisão foi tomada  após semanas de protestos contra altos impostos e má governação.

Ruto também demitiu o procurador-geral e disse que os ministérios serão administrados pelos seus secretários permanentes.

O Presidente queniano justificou a iniciativa como uma resposta à voz do povo e prometeu formar um Governo com uma base ampla.

De referir que o Quénia viveu três semanas de agitação, em que manifestantes invadiram o Parlamento, depois de um projecto de lei financeira. Mais de 30 pessoas morreram durante esses protestos.

A Organização do Tratado ao Atlântico Norte (NATO) acusa a China de “facilitador decisivo” da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, através de apoio as forças russas. A NATO diz estar preocupada com o arsenal nuclear e os recursos espaciais chineses.

Através de um comunicado, os países membros da Nato afirmam que a China tornou-se um facilitador da guerra, através da sua “parceria sem restrições” , com o Kremilin, e do seu apoio em grande escala para à base industrial da defesa russa.

“Apelamos à República Popular da China, enquanto membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, com a responsabilidade especial de defender os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas, para que cesse todo o apoio material e político ao esforço de guerra da Rússia”, lê-se no documento.

Falando a imprensa, O secretário-geral da Nato, Jens Stoltenberg, disse que o apoio da China aumenta a ameaça Russa para segurança euro-atlântica”. Acrescentou que “os aliados deixaram claro que a China não pode permitir o maior conflito na Europa, na história recente, sem afectar negativamente os seus interesses e a sua reputação”.
Stoltenberg afirmou ainda que os aliados da Aliança Atlântica continuarão a apoiar a Ucrânia “no caminho irreversível para a adesão à NATO”.

“O trabalho que estamos a fazer agora em conjunto garantirá que, no momento certo, a Ucrânia possa aderir sem demora”, disse.
Pequim, por sua vez, negou que apoie as acções de guerra da Rússia, e insiste em manter relações comerciais normais com o seu vizinho do norte.

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