O País – A verdade como notícia

Autoridades ucranianas reconheceram, hoje, que a situação na guerra está a deteriorar-se consideravelmente, com a intensificação dos ataques russos. O exército russo reivindicou a tomada de uma localidade perto de Avdiivka, a este da Ucrânia,

O comandante das Forças Armadas ucranianas revelou que a Rússia avança em ChasivYar, cidade onde a situação é considerada tensa e difícil, estando sujeita a constantes ataques. 

O Ministério da Defesa russo, por seu turno,  avançou que os seus soldados “libertaram” Pervomaiske da Ucrânia.

Mais de 3.000 trabalhadores mineiros na indústria do ouro na África do Sul estão em risco de ficar em pobreza extrema na sequência da nova reestruturação da mineradora Sibanye-Stillwater.

A mineradora sul-africana Sibanye-Stillwater, anunciou a redução das suas operações e serviços de mineração de ouro na África do Sul, facto que poderá afectar 3.107 funcionários e 915 empreiteiros. A decisão de  redução das suas operações surge na sequência da incapacidade de gestão da empresa, o que está a causar uma grave instabilidade no sector do ouro.

Em março, a mineradora sul-africana reportou um prejuízo anual de dois mil milhões de dólares, em 2023 por não ter conseguido atingir a produção planeada nas minas de ouro Beatrix 1, e a fábrica Kloof 2 que, após o encerramento do poço Kloof 4 durante 2023 teve material de processamento insuficiente disponível para colmatar despesas gerais.

Com esta medida a empresa visa colmatar perdas de produção registadas nas minas de ouro Beatrix 1 e a fábrica Kloof 2, situadas nas províncias sul-africanas de Estado Livre e Gauteng, que empregam mais de 18 mil trabalhadores.

Para o sindicato dos metalúrgicos da África do Sul a reestruturação da sul-africana Sibanye-Stillwater, um dos principais produtores de ouro e minério do mundo, mergulhará vários trabalhadores mineiros na pobreza.

Jacob Zuma acusa o seu sucessor, Cyril Ramaphosa, de desrespeitar a Justiça por não comparecer ao tribunal, num processo aberto pelo ex-Presidente sul-africano contra o actual.

Foi no ano passado que o ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, decidiu abrir um processo contra o actual chefe de Estado sul-africano, Cyril Ramaphosa, por não ter reagido a uma suposta má conduta do procurador público Billy Downer.

O magistrado, segundo Zuma, terá tentado afastar um processo judicial sobre suborno e alegada corrupção pública na compra de armamento pela África do Sul.

A decisão sobre a acção judicial particular do ex-Presidente Zuma contra Ramaphosa foi adiada pelo Tribunal Superior de Gauteng, em Joanesburgo, para 6 de Agosto. O ex-Presidente Zuma considera que o seu sucessor desrespeita a justiça da África do Sul por não ter comparecido no tribunal e considerou que a liderança Ramaphosa é um problema para o país.

Diz, também, que assumiu recentemente a sua dissidência do antigo movimento nacionalista africano, ANC, no qual militou desde os anos 1960, e criou a nova formação política uMkhonto weSizwe (MKP) para, segundo diz, salvar a nação do ANC de Ramaphosa.

O ex-Presidente da África do Sul, Jacob Zuma, vai concorrer nas eleições de 29 de Maio próximo, como cabeça de lista do recém formado partido Umkhoto We Sizwe.

Esta terça-feira, o Tribunal Eleitoral da África do Sul anulou  a decisão da Comissão Eleitoral Independente de desqualificar Zuma como candidato a membro do Parlamento.

A Comissão Eleitoral Independente tinha reprovado a candidatura de  Zuma, alegando que  a Constituição impede de concorrer ao Parlamento os que foram condenados a 12 meses de prisão e sem direito ao pagamento de multa.

Zuma foi condenado a 15 meses de reclusão, em 2021, por desobediência a ordens judiciais.

Subiu para 25 o número de pessoas mortas por extremistas numa aldeia no leste da República Democrática do Congo ocorrida no sábado.

Para além de 10 corpos recuperados no sábado após o ataque, mais 15 foram descobertos na região, informou um chefe local e líder da sociedade civil congolês.

O ataque ocorrido na província de Ituri, na aldeia de Galayi é atribuído ao grupo Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo, uma das muitas milícias que operam no leste do país. O governo congolês e a Organização das Nações Unidas já haviam confirmado a ocorrência na noite do sábado através de uma carta.

As vítimas são civis e as autoridades acreditam que haja mais corpos por descobrir. A República Democrática do Congo está mergulhada num cenário de tensão política há mais de 20 anos e que veio a agravar-se após as eleições gerais de  2018.

A escala de violência no leste da República Democrática do Congo já provocou a deslocação de pelo menos 250 mil pessoas e o país vive uma crise humanitária sem precedentes.

No meio da intensificação dos combates com as forças de segurança, o grupo rebelde M23 é mais dominante na região, com alegadas ligações com Ruanda, mas já havia avançado no início de março que não era seu objetivo atacar civis.

A situação dos direitos humanos em Ituri deteriorou-se desde o início do ano, com o aumento de ataques, afirmou o Gabinete Conjunto das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

O exército israelita retirou, na noite de sábado, todas as suas tropas terrestres do sul da Faixa de Gaza, restando apenas uma brigada no enclave.

A retirada acontece após quatro meses de combate na zona de Khan Yunis e quando passam seis meses do início da guerra entre Israel e o Hamas em Gaza.

Segundo uma fonte militar, ouvida pela imprensa internacional, no território permanece apenas uma brigada israelita com o objectivo de garantir um corredor entre o sul de Israel e a costa de Gaza, bloqueando o acesso ao norte do enclave e facilitando as operações no centro e norte da Faixa de Gaza.

A confirmação chega depois de no sábado o exército israelita (IDF) recuperar em Khan Yunis o corpo sem vida do refém israelita Elad Katzir, capturado pela Jihad Islâmica.

O exército israelita adiantou que antes da sua retirada do sul de Gaza, as suas unidades de combate levaram a cabo as últimas operações no bairro de Al Amal para concluir o desmantelamento da “infraestrutura terrorista”.

O ex-presidente e candidato republicano, Donald Trump, está à frente nas sondagens face a Joe Biden, mas o democrata está a recuperar terreno numa altura em que ambos enfrentam elevadas taxas de impopularidade no eleitorado.

A média agregada de 624 sondagens nacionais, segundo as contas do The Hill, dá a Donald Trump uma vantagem de 0,8% face a Joe Biden, uma margem mínima dividida entre 46% para o republicano e 45,2% para o democrata, escreve a Lusa.
Estes números indicam uma redução significativa da vantagem que Trump vinha registando face ao actual presidente e várias sondagens já colocam Biden na frente.

É o caso da última pesquisa nacional da Morning Consult, que dá 44% contra 42% a favor do democrata; da sondagem Big Village, 42%-40% para Biden; e da Marist College para a NPR e PBS NewsHour, que regista 43%-41% para o atual Presidente.

O encurtar da distância entre os dois candidatos também se reflete nos números mais recentes vindos da Pensilvânia, um dos estados críticos para a eleição de 05 de novembro, com 19 votos no colégio eleitoral.

A última sondagem conduzida na Pensilvânia pela Franklin & Marshall College, publicada a 04 de abril, mostra que Biden está 10 pontos à frente de Trump (48% contra 38%), uma alteração substancial face aos números de fevereiro.

Na altura, Biden liderava por apenas um ponto percentual, 43% contra 42%. O estado é crucial: nenhum democrata foi eleito Presidente sem ganhar a Pensilvânia desde 1948.

A Junta Militar que tomou o poder no Níger dissolveu esta quinta-feira todos os conselhos municipais, regionais e autárquicos eleitos no país. A medida assinada pelo general Abdourahamane Tiani, centraliza o poder administrativo.

A dissolução de todas as autarquias do Níger foi decidida esta quinta-feira pelo líder da Junta militar que governa o país.

Abdourahamane Tiani, dissolveu todos os conselhos municipais, regionais e autárquicos eleitos no país, um acto que coloca o poder administrativo nas mãos do governo central.

Na sequência da dissolução, a junta militar nomeou administradores que passaram a ser delegados pelas autoridades centrais, no lugar de serem eleitos.

O Conselho Nacional para a Salvaguarda da Pátria, o nome oficial da junta militar nigeriana, não deu quaisquer explicações para esta decisão.

O Níger é governado desde julho por uma junta militar que destituiu o presidente eleito, Mohamed Bazoum, que suspendeu a Constituição e dissolveu o Parlamento e tem 265 distritos urbanos e rurais, que eram administrados por conselhos eleitos democraticamente.

O Tribunal Constitucional de angolano anulou esta quinta-feira a condenação de José Filomeno dos Santos decretada pelo Supremo Tribunal em Agosto de 2020, pela transferência de 500 milhões de dólares do Banco Nacional de Angola para um banco em Londres.

Em Agosto de 2020, José Filomeno dos Santos, filho do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, foi condenado pelo Tribunal Supremo de Angola a cinco anos de prisão, por crime de burla por defraudação e tráfico de influências. Zenu, como é publicamente conhecido, foi condenado por ter ordenado a transferência de 500 milhões de dólares do Banco Nacional de Angola para um banco em Londres, quando estava à frente do Fundo Soberano de Angola, cargo o qual tinha sido nomeado pelo pai em 2012.

Na quinta-feira, o filho do antigo presidente livrou-se da condenação de cinco anos de prisão que tinha sido decidida pelo Tribunal Supremo de Angola, depois de ter cumprido cerca de três anos de cadeia. O Tribunal Constitucional angolano considerou nula a condenação, por entender que foram violados os princípios constitucionais da legalidade, do contraditório, do julgamento justo e conforme e do direito à defesa.

Segundo o jornal Expresso de Portugal, a decisão não significa formalmente uma absolvição, mas a anulação da condenação. E o Tribunal Supremo ainda vai decidir se realizará um novo julgamento ou devolver o processo ao Ministério Público.

A decisão a favor do recurso extraordinário apresentado pela defesa de José Filomeno dos Santos inclui outros três arguidos que igualmente tinham sido condenados.

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