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O presidente norte-americano, Joe Biden, diz que está preocupado com o futuro da democracia americana, e o seu afastamento deverá servir para que a nova geração assuma o comando. Biden falava, pela primeira vez, sobre a sua renúncia à candidatura às presidenciais de Novembro, pelo partido Democrata.

Alguns dias depois de anunciar que desistia da corrida à Casa Branca, Joe Biden explica as razões da sua desistência, destacando, principalmente, a salvaguarda da democracia americana.

O presidente americano explicou que desistiu da sua candidatura para que a nova geração pudesse tomar a dianteira do país, e assim preservar a democracia. “Reverencio este cargo, mas amo mais o meu país. Decidi que o melhor caminho a seguir é passar o testemunho a uma nova geração, pois essa é a melhor maneira de unir a nossa nação”, disse.

Biden acrescentou ainda que “o bom do nosso país é que reis e ditadores não mandam aqui. Acredito que o meu historial, como presidente, a minha liderança no mundo e a minha visão para o futuro da América merecem um segundo mandato, mas nada, nada pode impedir-nos de salvar a nossa democracia”.

Segundo o portal EuroNews, nas semanas que antecederam o anúncio da desitência, Biden enfrentou uma pressão crescente para reconsiderar a candidatura, perante o fraco resultado das sondagens.

 

Kimberly Cheatle, directora dos Serviços Secretos, demitiu-se depois de ter assumido, perante o congresso total, a responsabilidade pelas falhas de segurança no atentado contra o ex-presidente Donald Trump.

Numa mensagem de correio electrónico, enviada aos funcionários dos serviços secretos, Cheatle disse que assumia total responsabilidade pela falha de segurança, e que “à luz dos acontecimentos recentes, foi com pesar que tomei a difícil decisão de me demitir do cargo de diretora”.

Kimberly Cheatle, que ocupava o cargo de diretora dos Serviços Secretos desde agosto de 2022, segundo o Jornal EuroNews, vinha sendo alvo de crescentes pedidos de demissão e de várias investigações sobre a forma como o atirador conseguiu chegar tão perto do candidato presidencial republicano, num comício de campanha ao ar livre, na Pensilvânia.

A demissão de Cheatle surge um dia depois de ter comparecido perante uma comissão do Congresso, e ter sido repreendida durante horas, tanto por democratas como por republicanos, pelas falhas de segurança.

A ex-directora dos Serviços Secretos chamou ao atentado contra a vida de Trump de “a falha operacional mais significativa” dos Serviços Secretos em décadas, e disse que assume total responsabilidade pelos lapsos de segurança, entretanto, irritou os legisladores ao não responder a perguntas específicas sobre a investigação.

Um avião que saía do aeropoerto de Katmandu, no Nepal, despenhou-se, esta quarta-feira, logo depois de levantar voo, causando a morte de todos os 18 passageiros. O único sobrevivente é o piloto.

Segundo avançaram as autoridades locais, já foram retirados todos os corpos do avião. O piloto foi levado para o hospital com ferimentos nos olhos, entretanto, não corre risco de vida.

O avião da Saurya Airlines viajava de Katmandu para a cidade de Pokhara, um popular destino turístico no Nepal. O aeroporto de Tribhuvan em Katmandu, onde ocorreu o acidente, foi encerrado para que as equipas de emergência possam trabalhar no local.

Recorde-se que em 2019, um avião de passageiros do Bangladesh despenhou-se no aeroporto de Tribhuvan, matando 51 pessoas, e em 2015, um avião da Turkish Airlines que aterrou sob um denso nevoeiro derrapou numa pista escorregadia do aeroporto. Estavam a bordo 238 pessoas na aeronave, mas não houve feridos graves a registar.

 

 

Mais de 150 pessoas morreram, ontem e hoje, devido ao deslizamento de terra, no distrito de Kencho Shacha Gozdi, no sul da Etiópia. As autoridades locais dizem que grande parte das vítimas perdeu a vida enquanto tentava resgatar os sobreviventes do deslizamento anterior.

O Chefe do escritório de comunicação na zona de Gofa, Kassahun Abayneh, avançou que o número de mortos aumentou de 55, na segunda-feira, para quase 157, esta terça-feira, enquanto continuavam as operações de busca na área. Entre as vítimas, estavam crianças e mulheres grávidas.

A maioria das vítimas, segundo o Jornal sul-africano African News, ficou soterrada em um deslizamento de terra na manhã de segunda-feira, enquanto equipas de resgate vasculhavam o terreno íngreme em busca de sobreviventes do primeiro deslizamento.

Outro funcionário de Gofa, Markos Melese, disse que muitas pessoas continuavam desaparecidas entre o grupo que estava coberto de lama, enquanto tentava resgatar outras.
“Há crianças que estão abraçando cadáveres, tendo perdido toda a família, incluindo mãe, pai, irmão e irmã, devido ao acidente”, disse Melese.

Jatos israelenses atacaram a cidade portuária de Hodeidah, no Iêmen, no sábado, um dia depois de um drone lançado por rebeldes Houthis, apoiados pelo Irã,  atingir a cidade de Telavive. Pelo menos três pessoas morreram e 87 ficaram feridas durante o ataque. 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que o ataque foi uma resposta directa à morte de um cidadão israelense de 50 anos de idade, durante o ataque de drones Houthi em Telavive.

 As Forças de Defesa de Israel dizem que seus aviões de caça atingiram alvos militares do regime terrorista Houthi, na área do porto de Hodeidah, no Iêmen. No entanto, o porta-voz Houthi, Mohammed Abdulsalam, disse que os ataques também atingiram alvos civis e uma estação de energia. Abdulsalam acrescentou que o ataque israelense tem por objectivo aumentar o sofrimento do seu país e pressionar o grupo a parar o apoio a Gaza. 

Já o porta-voz do exército Houthi, Yehya Saree, prometeu responder ao ataque, e afirmou que os Houthis não vão hesitar em atacar os “alvos vitais de Israel”. Alertou, ainda, que Telavive, uma cidade que abriga dezenas de missões diplomáticas, ainda não era segura. 

Esta é, de acordo com as autoridades israelenses,  a primeira vez que Israel ataca o Iêmen

O Ministério da Saúde do Governo da Faixa de Gaza elevou hoje o número de mortes para 38.919 vítimas no território palestiniano desde o início da guerra com Israel, agora no seu décimo mês.
Pelo menos 71 pessoas foram mortas nas últimas 48 horas, indicou o ministério do Governo do Hamas em comunicado, acrescentando que 89.622 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza desde o início da guerra, em 07 de outubro.
A guerra em Gaza foi desencadeada por um ataque sem precedentes de comandos do Hamas infiltrados no sul de Israel a partir de Gaza, que causou cerca de 1.200 mortos.

Das 251 pessoas raptadas na altura, 116 continuam detidas em Gaza, 42 das quais mortas, segundo o exército israelita.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva no território palestiniano, atingindo alvos civis, apesar da forte condenação internacional.

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007, é considerado como uma organização terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia.

Cerca de 50 pessoas morreram no Bangladesh, nos últimos dias, em confrontos entre a polícia e estudantes. Esta semana as manifestações intensificaram-se e os jovens protestam contra o sistema de quotas que atribui cargos na função pública.

 Até esta sexta-feira, 50 pessoas morreram nas manifestações estudantis contra o sistema de quotas no Bangladesh. Os estudantes exigem que o Governo de Sheikh Hasina acabe com o sistema de quotas que atribui os cargos na função pública e que reserva mais de metade dos postos de funcionários bem remunerados a determinadas categorias da população. Um dos aspectos mais controversos é que 30% dos cargos são reservados aos filhos dos combatentes que lutaram na Guerra de Independência de Bangladesh contra o Paquistão em 1971. 

Esta quinta-feira foi o dia mais violento com 45 mortos e 700 feridos e a polícia disse que os manifestantes incendiaram edifícios governamentais, como a sede do principal canal público de televisão. O Governo ordenou, entretanto, o encerramento da rede de internet móvel em todo o país. De acordo com os hospitais, os tiros da polícia estão na origem da morte de, pelo menos, dois terços das pessoas. 

Os protestos começaram a 1 de Julho e não pararam. Na segunda-feira, houve confrontos violentos em duas universidades de Dacca, com mais de 400 feridos. Na terça-feira, o Governo ordenou o encerramento das escolas e universidades. 

Os manifestantes prometem continuar as manifestações apesar da repressão. As ONGs de defesa dos direitos humanos e as Nações Unidas pediram ao Governo para não recorrer à violência.

A actualização de um antivírus no sistema Windows bloqueou vários serviços de comunicação e negócios em todo o mundo. As falhas começaram na noite desta quinta-feira, e intensificaram-se durante a madrugada de sexta-feira, antes da Microsoft anunciar o “problema”.

As consequências sentem-se em várias áreas de actividade, particularmente em aeroportos de vários países, o que já levou ao cancelamento de mais de mil voos por todo o mundo, sobretudo na Europa. Entretanto, alguns serviços já começam a recuperar a operacionalidade.

 

França: serviços de comunicação condicionados

Na França, país que vai realizar a partir do próximo dia 26 do mês em curso, os Jogos Olímpicos, algumas companhias aéreas, meios de comunicação, inúmeras empresas e serviços estão a sofrer impactos negativos originados pelo apagão.

De acordo com os organizadores dos Jogos Olímpicos de Paris, o apagão está a afectar os seus sistemas informáticos, segundo cita o Ao Minuto.

“As nossas equipas técnicas foram mobilizadas para limitar o impacto. Ao mesmo tempo, activamos planos de contingência para garantir a continuidade das operações, porque os nossos sistemas informáticos, que funcionam em Windows, foram afectados por esta avaria”, explicou o Comité da Organização do Paris 2024 em comunicado de imprensa.

A companhia aérea Air France disse que alguns voos foram interrompidos em certas escalas do período da manhã.

Já a companhia aérea holandesa KLM, membro do grupo Air France-KLM, anunciou que tinha sido obrigada a suspender “a maior parte das suas operações, uma vez que a falha informática “tornou impossível a gestão dos voos “, cita o Ao Minuto.

Os canais de televisão do grupo TF1 e o Canal +, na França, confirmaram que deixaram de emitir o seu sinal devido ao apagão informática.

 

Espanha: todos 46 aeroportos com limitações

A falha nos sistemas da empresa Microsoft está a causar lentidão nos processos de todos os 46 aeroportos civis da Espanha, país onde também bancos, companhias aéreas, correios e empresas de telecomunicações comunicaram problemas.

A empresa Aena, o maior gestor aeroportuário mundial, responsável, confirmou em comunicados, que “já está já a recuperar alguns dos seus sistemas”.

Nos aeroportos aeroportos de Madrid e Barcelona, os maiores de Espanha, registaram enchentes nas filas de passageiros.

 

Alemanha: bancos com limitações

Além de voos, na Alemanha, as transações bancárias ficaram comprometidas. A informação, foi avançada pelo porta-voz da associação da indústria financeira que também assegurou que “já estão resolvidas as interrupções nos bancos alemães”.

Também aproveitou para escalrecer que o apagão está relacionado com uma “atualização defeituosa”. “Este não é um incidente de segurança ou ataque informático” foi “uma falha encontrada numa única atualização de conteúdo para utilizadores do Windows 365“, explicou o ministério do Interior da Alemanha.

 

Solução do apagão global do sistema Windows “está próxima”

A Microsoft disse esta sexta-feira que prevê que a falha informática causada pela Crowdstrike, um dos fornecedores da sua tecnologia de actualização de antivírus, esteja quase a ser resolvida.

“Estamos conscientes de um problema que afecta os dispositivos Windows devido a uma atualização de uma plataforma de software de terceiros. Prevemos que uma resolução esteja próxima”, referiu fonte oficial da Microsoft, num esclarecimento enviado aos meios de comunicação social, cita a Lusa.

Numa mensagem com o título, “Degradação de serviço”, a Microsoft, também explicou aos utilizadores que alguns serviços estarão inacessíveis. “podem não conseguir aceder a várias aplicações e serviços Microsoft 365”, lê-se no documento citado pela Lusa.

Ainda na Alemanha, um porta-voz da associação da indústria financeira revela que estão resolvidas as interrupções nos bancos alemães.

 

O ex-presidente dos Estados Unidos da América, que sobreviveu a um atentado a tiro, no sábado, disse que a sua sobrevivência foi um milagre e que devia estar morto. A revelação foi feita em sua primeira entrevista depois do atentado, cujas motivações ainda são desconhecidas.

Trump já foi confirmado como candidato presidencial do partido republicano, durante a Convenção do seu partido realizada esta segunda-feira onde foi recebido como um “verdadeiro heroi”.

No evento, o reublicano não discursou mas na sua rede social anunciou o seu vice-presidente para a corrida às presidenciais de 5 de novembro.

Mesmo sendo aguardado o seu discurso para quinta-feira, Trump deixou algumas palavras.

“Não devia estar aqui, devia estar morto”, Foi “uma experiência muito surreal. “O médico do hospital disse que nunca tinha visto nada assim, chamou-lhe um milagre”, disse.O magnata disse que, quando os agentes dos serviços secretos o retiraram do palco, quis continuar a falar com os apoiantes, mas foi-lhe dito que não era seguro e que tinha de ser levado para um hospital.

Trump aproveitou a oportunidade para agradecer aos agentes que o protegeram e que dispararam contra o atirador. “Atingiram-no entre os olhos. Fizeram um trabalho fantástico. É surrealista para todos nós”, acrescentou.

“Muitas pessoas dizem que é a fotografia mais icónica que alguma vez viram. Têm razão e eu não morri. Normalmente, é preciso morrer para se ter uma fotografia icónica”, comentou sobre a imagem em que aparece a levantar o punho e a dizer “Fight” (luta) várias vezes.

Ao jornal Washington Examiner, o ex-presidente garantiu que reescreveu completamente o discurso para a convenção, de forma a abordar este momento e a defender a unidade do país. “Esta é uma oportunidade para unir todo o país, até mesmo o mundo inteiro. O discurso será muito diferente, muito diferente do que teria sido há dois dias”.

Trump afirmou que tinha “preparado um discurso extremamente duro” sobre a “horrível administração [do Presidente Joe] Biden”, mas abandonou esse por um discurso que esperava “unisse o país”.

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