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Israel reabriu a passagem para entrada de mais ajuda no norte da Faixa de Gaza. O propósito é mitigar os impactos da considerada maior crise humanitária do mundo, que afecta cerca de 1,1 milhão de pessoas.

Com a abertura da via terrestre de Erez, nesta quinta-feira, começaram a chegar da Jordânia, camiões carregados de productos alimentares, que partem da Jordânia, e segundo as autoridades israelitas vão continuar a chegar todos os dias.

A considerar que ainda não houve sinais concretos para as negociações de paz, é uma atitude positiva, que aliás, constitui uma resposta a preocupação que diversas autoridades e organizações têm alertado há semanas, sobre a chamada “catástrofe humanitária”.

Outro dado positivo é que os Estados Unidos, também prometeram esforços maxímos garantir que toda ajuda seja distribuída dentro de Gaza sem impedimentos do Hamas.

Desde 7 de outubro que Hamas não aceita o acordo mediado pelo Egito, que prevê suspensão temporária das hostilidades, libertação de 33 reféns israelitas, considerados primeiros grandes passos para o cessar-fogo permanente.

 

Subiu de 46 para 181 o número de mortes causadas pelas inundações no Quênia. Há outras 195 mil pessoas deslocadas. As autoridades falam de aumento da fome com mais vítimas a necessitarem de ajuda humanitária.

Das 181 pessoas mortas até esta quinta-feira, devido às inundações no Quênia, cerca de 20 são crianças.

Segundo o balanço mais recente feito pelo Governo, há pelo menos 90 pessoas desaparecidas.

Nas últimas 24 horas, 10 corpos foram recuperados e 20 pessoas foram dadas como desaparecidas.

As inundações no Quénia já afectaram mais de 30 mil casas, obrigando ao deslocamento de 195 mil pessoas.

As operações de ajuda em zonas mais afectadas ainda estão em curso, com a distribuição de alimentos às pessoas que tiveram de abandonar as suas casas.

Entretanto, um relatório da Autoridade Nacional de Gestão da Seca refere que a situação agravou a falta de comida naquele país, levando quase dois milhões de quenianos a necessitarem de ajuda alimentar.

As inundações no Quênia registam-se desde o mês de Março. De acordo com o departamento de Meteorologia, as chuvas e tempestades vão continuar pelo menos mais uma semana.

Um novo balanço do Ministério da Saúde do Hamas indica que 34.568 pessoas morreram na Faixa de Gaza, desde o início da guerra entre Israel e o movimento islamita palestiniano a 07 de Outubro do ano passado.

Nas últimas 24 horas foram registadas mais 33 mortes, segundo um comunicado do Ministério da Saúde que, informou também, 77.765 feridos em quase seis meses de guerra, referiu o Notícias ao Minuto, esta quarta-feira.

O conflito na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita Hamas em solo israelita, no dia 07 de Outubro de 2023 e causou cerca de 1.200 mortos e duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Desde então, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que provocou mais de 33.000 mortos, diz o Hamas, que governa o pequeno enclave palestiniano desde 2007.

De acordo com a fonte que temos vindo a citar, a retaliação israelita está a provocar uma grave crise humanitária em Gaza, com mais de 1,1 milhões de pessoas numa “situação de fome catastrófica” que já está a fazer vítimas – “o número mais elevado alguma vez registado” pela ONU em estudos sobre segurança alimentar no mundo.

Por sua vez, os Estados Unidos da América mostram-se determinados a que Israel e o Hamas cheguem a um acordo de tréguas “agora” e que resulte na libertação dos reféns, disse o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

Blinken falava esta quarta-feira, depois de no dia anterior ter instado o Hamas a aceitar, “sem mais demoras”, a proposta israelita que considera “extraordinariamente generosa”.

O Hamas exige um cessar-fogo “permanente” antes de qualquer acordo sobre a libertação dos reféns, algo que Israel sempre recusou e continua a insistir na sua determinação de levar a cabo uma ofensiva terrestre em Rafah, uma cidade no sul da Faixa de Gaza considerada o último reduto local do Hamas e onde se encontram actualmente 1,5 milhões de palestinianos, a maioria dos quais deslocados pela guerra.

Durante a sua visita a Israel, Blinken deverá também pressionar o Governo israelita a permitir a entrada de mais ajuda na Faixa de Gaza, onde as Nações Unidas alertam para a fome iminente devido à escassez de alimentos, de acordo com o Notícias ao Minuto.

Em Telavive, Blinken disse, num encontro com o Presidente israelita Isaac Herzog, que “mesmo nestes tempos difíceis” os Estados Unidos da América estão “determinados a conseguir um cessar-fogo que traga os reféns para casa” e o ideal era “consegui-lo agora. E a única razão para isso não acontecer é o Hamas. Temos também de nos preocupar com as pessoas que estão a sofrer, apanhadas no fogo cruzado”.

 

O Reino Unido deportou, segunda-feira, o primeiro dos 5.700 requerentes de asilo para o Ruanda, em troca de 3000 libras, 237450.00 meticais, no câmbio actual. A informação não foi confirmada pelo Ministério do Interior Britânico, contudo, segundo  o Notícias ao Minuto, a revelação foi feita por fontes governamentais.

O deportado, que por sinal é africano, é parte do programa voluntário para imigrantes a quem foi recusado asilo. Segundo relatos da comunicação social britânica, o mesmo terá concordado em ser deportado para o Ruanda depois do seu pedido de asilo ter sido rejeitado no final do ano passado.

Em contacto com a agência France-Presse (AFP), o Ministério do Interior apenas explicou que a medida vai benificiar a todos imigrantes ilegais no Reino Unido, que no Ruanda poderão ter proteção e direito a um recomeço como cidadãos.

“Agora podemos enviar requerentes de asilo para o Ruanda como parte da nossa parceria para a migração e o desenvolvimento económico. Este acordo permite que pessoas sem estatuto de imigração no Reino Unido sejam realocadas para um terceiro país seguro, onde serão ajudadas a reconstruir as suas vidas, destacou um porta-voz do governo brtitânico.

A medida é tomada na sequência do plano do Governo britânico, que permite deportar requerentes de asilo para o Rwanda, assinado na quinta-feira última pelo rei Carlos III, permitindo a organização dos voos de repatriamento, ainda que pendentes de possíveis recursos judiciais.

Os Estados Unidos estão determinados a que Israel e o Hamas cheguem a um acordo de tréguas “agora”, associado a uma libertação dos reféns, após quase sete meses de combates, disse hoje o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken.

Os mediadores – Egito, Qatar e Estados Unidos — aguardam ainda hoje que o Hamas respondesse à última versão de uma proposta de trégua, que prevê a suspensão da ofensiva israelita na Faixa de Gaza e a libertação dos detidos palestinianos em troca da libertação dos reféns raptados pelo movimento palestiniano a 07 de outubro, no ataque no sul de Israel.

Mesmo nestes tempos difíceis, estamos determinados a conseguir um cessar-fogo que traga os reféns para casa e a consegui-lo agora. E a única razão para isso não acontecer é o Hamas”, disse Blinken em Telavive, num encontro com o Presidente israelita Isaac Herzog.

Na terça-feira, Blinken já tinha instado o Hamas a aceitar “sem mais demoras” esta proposta israelita “extraordinariamente generosa”.

O Hamas exige um cessar-fogo “permanente” antes de qualquer acordo sobre a libertação dos reféns, algo que Israel sempre recusou até agora, continuando a insistir na sua determinação de levar a cabo uma ofensiva terrestre em Rafah, uma cidade no sul da Faixa de Gaza considerada o último reduto local do Hamas e onde se encontram atualmente 1,5 milhões de palestinianos, a maioria dos quais deslocados pela guerra.

Durante a sua visita a Israel, Blinken deverá também pressionar o Governo israelita a permitir a entrada de mais ajuda na Faixa de Gaza, onde as Nações Unidas alertam para a fome iminente devido à escassez de alimentos.

Hoje, o secretário de Estado norte-americano deverá encontrar-se com o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu e visitar Ashdod, um porto israelita perto de Gaza que foi recentemente reaberto para permitir a entrega de ajuda.

“Temos também de nos preocupar com as pessoas que estão a sofrer, apanhadas no fogo cruzado”, disse Blinken a Herzog.

O ataque de Gaza contra Israel, a 07 de outubro, causou a morte de 1.170 pessoas, de acordo com um relatório da agência francesa AFP baseado em dados oficiais israelitas. A operação militar de retaliação de Israel na Faixa de Gaza causou 34.535 mortos, na sua maioria civis, segundo o Hamas.

O Presidente da Comissão da União Africana apresentou, hoje, as condolências e manifestou a sua solidariedade às autoridades e ao povo do Quénia, pelas inundações que causaram mais de 100 mortos naquele país.

“As minhas sinceras condolências e solidariedade para com as famílias afetadas, ao Presidente, William Ruto, ao Governo e ao povo do Quénia, pelas inundações devastadoras que assolaram o país e causaram mais de uma centena de mortos, desalojaram muitos mais e destruíram casas e infraestruturas essenciais’, afirmou Moussa Faki Mahamat na rede social X.

Na segunda-feira, o Governo queniano comunicou que 103 pessoas tinham morrido e mais de 185.000 tinham sido deslocadas em todo o país desde Março devido às chuvas torrenciais, mas não mencionou a tragédia da barragem de Old Kijabe em Mai-Mahiu, no Vale do Rift.

O número de mortos no centro do Quénia após o rebentamento de uma barragem natural, devido às chuvas torrenciais que assolam o país há várias semanas, aumentou para 46, segundo o mais recente balanço, mas este número não se inclui no número anunciado pelo executivo, escreve o Notícias ao Minuto.

Este é o episódio mais mortífero no país da África Oriental desde o início da estação das chuvas, que este ano foi amplificada pelo fenómeno meteorológico El Niño.

Um vulcão entrou em erupção no norte da Indonésia e aumentou o nível de alerta. Não há registo de vítimas, mas a situação levou à evacuação de pessoas e ao encerramento de um aeroporto.

Não é a primeira vez que o Vulcão localizado no monte Ruang, norte da Indonésia, entra em errupção. Tal aconteceu várias vezes desde o início de Abril, levando à retirada de mais de seis mil pessoas.

O Aeroporto Internacional mais próximo, Sam Ratulangi, na capital regional de Manado, a mais de 100 quilómetros de distância, foi já encerrado, indicou a agência estatal de controlo do tráfego aéreo AirNav Indonesia.

A erupção lançou uma coluna de cinzas com mais de cinco quilómetros de altura, tendo as autoridades indonésias estabelecido uma zona de exclusão de seis quilómetros em torno do vulcão, situado a 725 metros acima do nível do mar, de acordo com a agência de vulcanologia indonésia.

Os residentes foram aconselhados a manter-se a pelo menos seis quilómetros de distância da cratera do vulcão.

Os Estados Unidos da América não concordam que se faça uma investigação do conflito na Faixa de Gaza pelo Tribunal Penal Internacional. Os EUA dizem que o TPI não é competente nesta matéria. 

A Porta-voz da Casa Branca reagiu hoje à eventual emissão de mandados de captura em nome de dirigentes israelitas. Karine Jean-Pierre disse que para os EUA o TPI não tem competências para 

Segundo a imprensa internacional, Benjamin Netanyahu pediu ajuda ao presidente dos EUA, Joe Biden, durante uma ligação telefônica, para impedir a emissão daqueles mandados de captura.

Estes mandados poderiam visar o próprio Netanyahu, bem como o ministro da Defesa e o chefe de Estado-Maior.

Em 26 de abril, Netanyahu escreveu nas redes sociais que “a ameaça de deter militares e dirigentes da única democracia no Médio Oriente e do único Estado judaico no mundo era escandalosa” e criaria um “precedente perigoso”.

Quarenta e seis pessoas, entre elas 17 crianças,  perderam a vida vítimas de colapso de uma barragem em Nairobi, capital do Quenia. O caso foi motivado pelas chuvas que caem torrencialmente. 

As chuvas continuam a fazer vítimas no Quénia, e, nesta segunda-feira ,46 pessoas perderam a vida na sequência do colapso de uma barragem nas margens do Old  Kijabe em uma cidade a noroeste de Nairóbi.

Segundo disse à agência de informação AFP, a responsável pelas operações de resgate no condado de Nkuru, Joyce Ncece, entre as vítimas, há 29 adultos e 17 crianças.

Com este incidente, o número de vítimas mortais provocadas pelas chuvas fortes e inundações eleva-se para mais de 140, a contar desde Março último.

As autoridades temem que o número de vítimas venha a aumentar à medida que prosseguem as buscas.

O governo do Quénia informou que as barragens estão cheias até ao limite, algo que poderá levar a cheias a jusante. O ministério da educação decidiu prorrogar por mais uma semana a interdição das aulas nas escolas.

Em outro incidente, a Cruz Vermelha queniana anunciou nesta segunda-feira que recuperou dois corpos depois que uma embarcação que transportava 23 pessoas naufragou no rio Tana, no leste do país.

As inundações alagaram estradas e bairros inteiros, provocando o deslocamento de mais de 130 mil pessoas no país, muitas delas em Nairóbi, segundo os dados oficiais publicados no sábado.

As chuvas também provocaram danos consideráveis na vizinha Tanzânia, onde pelo menos 155 pessoas morreram em inundações e deslizamentos de terra.

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