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A Comissão Eleitoral Independente (IEC) sul-africana anunciou que os primeiros 163 votos das eleições para o parlamento nacional foram validados na província do Cabo Oriental, onde o ANC está em vantagem com um total de 99 votos. O EFF, de Julius Malema segue na segunda posição com um total de 29 votos, à frente do partido MK com 17 votos, DA cinco votos, UDM oito votos, e os partidos IFP, ACDP, AIC, ATM e BOSA, um voto cada, respectivamente.

Estes primeiros votos das eleições sul-africanas foram validados na Igreja Baptista Bizana, na municipalidade de Winnie Madikizela Mandela, província do Cabo Oriental, anunciou a comissão eleitoral sul-africana no centro operacional da contagem eleitoral em Joanesburgo.

Apenas 0,57% dos votos tinham sido contados e validados até às 03h30,de hoje, segundo a comissão eleitoral sul-africana.

As assembleias de voto na África do Sul continuaram a registar longas filas após o encerramento, na quarta-feira, às 21h00, adiantou, estimando uma elevada participação na ordem de 90%.

Os resultados finais não são esperados antes do fim de semana. Em jogo está o domínio de três décadas do partido Congresso Nacional Africano, que tirou a África do Sul do regime brutal da minoria branca do apartheid e conduziu-a à democracia em 1994.

Depois de vencer seis eleições nacionais consecutivas, várias sondagens de opinião indicaram que o apoio do ANC era inferior a 50% antes desta votação, uma queda sem precedentes.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, e o presidente francês, Emmanuel Macron, mostraram o seu apoio conjunto à Ucrânia  durante um conselho franco-alemão de defesa e segurança em Meseberg.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, afirma que a Alemanha não proibiria ataques ucranianos à alvos militares russos, pois a “Ucrânia precisa defender-se”. Mostrou-se também mais aberto em relação a disponibilização de apoio militar, sob alegação de que Ucrânia deve ser autorizada a atingir instalações militares no interior da Rússia.

“Acho estranho quando algumas pessoas argumentam que a Ucrânia não deve ser autorizada a defender-se e a tomar medidas adequadas para o efeito”, disse Scholz.

Todavia, a Alemanha continua a recusar-se a fornecer mísseis de longo alcance (mais de 500 km) à Ucrânia, visto que, o Presidente russo, Vladimir Putin, alertou para “consequências graves” que podem advir do facto dos países ocidentais permitirem que a Ucrânia utilize as armas que lhe foram fornecidas para atingir alvos na Rússia.

 

A Bélgica e a Ucrânia assinam um acordo bilateral de segurança, que inclui o envio de 30 caças F-16 para a Ucrânia e um pacote de ajuda de cerca de 977 milhões de euros.

O acordo foi assinado durante a visita do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, à Bruxelas, onde se encontrou com o primeiro-ministro belga, Alexander de Croo.

De acordo com a agência Reuters, que cita a ministra dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Hadja Lahbib, o envio dos 30 caças vai acontecer faseadamente, até 2028, com a primeira entrega a ser feita já este ano.

A visita de Zelensky à Bélgica acontece no mesmo dia em que o Presidente ucraniano viaja para Portugal, onde se vai encontrar com o primeiro-ministro Luís Montenegro e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Em Portugal, deverá também assinar um acordo de cooperação bilateral para 10 anos.

 

O secretário-geral das Nações Unidas, condenou hoje os ataques israelitas a um campo de deslocados em Rafah que ceifaram a vida de muitos civis que procuravam por abrigo. António Guterres disse ainda que já não há lugar seguro na Faixa de Gaza.

O lider maximo da ONU manifestou ontem a sua preocupacao com a intensificacao dos ataques de Israel ao territorio palestino. Além de ter condenado os ataques, Guterres apelou para que cessassem os ataques que continuam a dizimar vidas inocentes.

De acordo com as autoridades palestinianas, os bombardeamentos israelitas a um campo de deslocados em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, causaram no domingo pelo menos cerca de 50 mortos.

Segundo avança a imprensa internacional, o Hamas declarou ter disparado uma grande barragem de “rockets” em resposta aos massacres sionistas contra civis”.

Enquanto a ONU diz que que o ataque israelita matou civis, Forças de Defesa de Israel dizem que o ataque em Rafah “atingiu um complexo do Hamas, onde operam terroristas importantes” do grupo islamita.

Entretanto, o Governo israelita prometeu investigar o ataque das suas forças militares.

“Vamos investigar o assunto. Foi realmente sério. Qualquer perda de vidas, de vidas civis, é algo sério e terrível”, adiantou Avi Hyman, porta-voz do Governo israelita, durante uma conferência de imprensa, insistindo que Israel continua a tentar “limitar as perdas civis”, citado pela Lusa.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou como “um incidente trágico” o ataque aéreo, que foi amplamente condenado pela comunidade internacional.

Subiu de 670 para mais de 2 mil o número de pessoas soterradas em Papua na Nova Guiné devido ao deslizamento de terra. Segundo as autoridades a instabilidade do terreno e o número de estradas danificadas dificultam o acesso para o resgate.

O número divulgado pelas autoridades locais é três vezes superior à estimativa das Nações Unidas. A ONU apontava para 670 pessoas que se encontravam sobre os escombros, até domingo.

O deslizamento que aconteceu na província de Enga, em Papua, Nova Guiné, além de mortos e pessoas soterradas destruiu várias infra-estruturas.

Apesar das estimativas de vítimas mortais, apenas seis corpos haviam sido resgatados até a manhã desta segunda-feira.

Até ao momento, pelo menos 250 casas foram abandonadas e 1250 pessoas encontram-se deslocadas.

A extensão total da área destruída ainda não é conhecida.

Governantes militares do Burkina Faso dizem que irão permanecer no poder por mais cinco anos, quando haviam prometido realizar eleições em Julho para restabelecer o poder civil.

A Junta militar do Burkina Faso decidiu estender  o poder durante mais cinco anos. A decisão foi tomada no sábado durante o diálogo nacional sobre a calendarização da transição para a democracia. Os militares haviam prometido realizar  eleições em Julho para restaurar o regime civil, garantindo que a segurança teria prioridade. Entretanto, um documento aprovado na reunião, assinado pelo Presidente interino do Burkina Faso, Ibrahim Traore, dá conta que o período de transição para o regime civil será estendido para 60 meses a partir do dia 2 de Julho. 

A nova carta visa traçar um caminho de regresso ao regime civil no país abalado pela violência política. O documento permite que Traore concorra à presidência quando as eleições ocorrerem.

Representantes da sociedade civil, forças de segurança e defesa e legisladores na assembleia de transição participaram nas conversações em Ouagadougou, boicotadas por muitos partidos políticos.

Cerca de 50 pessoas morreram durante o ataque aéreo israelita a um acampamento de deslocados no nordeste de Rafah. Estas informações foram avançadas pelo Ministério de Saúde de Gaza, segundo o qual,  a maioria dos mortos e dezenas de feridos eram mulheres e crianças.

Dois dias depois do Tribunal Internacional ter ordenado a suspensão de ataques militares em Rafah, o exército de Israel confirmou os ataques e disse que atingiu uma instalação do Hamas e matou dois membros do grupo palestiniano.

Um porta-voz do Crescente Vermelho Palestiniano disse que o número de mortos, provavelmente, vai aumentar à medida que os esforços de busca e resgate continuarem no bairro de Tal al-Sultan, em Rafah.

O ataque aéreo foi relatado horas depois de o Hamas ter lançado mísseis de longo alcance a partir de Gaza contra Israel.

Não há relatos de vítimas neste que foi o primeiro ataque com mísseis de longo alcance a partir de Gaza desde janeiro.

Foram liberados em Djibuti, um país da África Oriental, mosquitos geneticamente modificados, como forma de combate à Malaria, causada por um vector invasivo.

A iniciativa teve arranque, nesta quinta-feira, depois de, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de Malaria, em Djibuti, terem disparado de 27, em 2012, para mais de 70 000, nos últimos anos.

O órgão de saúde atribui o aumento de casos à chegada do Anopheles stephensi , uma espécie invasora de mosquito asiático que transmite a doença mortal. Esta espécie também foi detectada na Etiópia e na Somália , vizinhos do Djibuti no Corno de África, representando uma ameaça regional significativa.

Ao contrário da maioria dos mosquitos transmissores da malária em África que se reproduzem em zonas rurais , o Anopheles Stephensi prospera em ambientes urbanos, intensificando o desafio de saúde pública no Djibuti, que é predominantemente urbano.

Gray Frandsen, CEO da empresa de biotecnologia norte-americana Oxitec, que desenvolveu os mosquitos geneticamente modificados libertados no Djibuti, disse que o mosquito Anopheles stephensi representa uma grande ameaça no combate a Malária.

“Os Anopheles stephensi escapam às ferramentas convencionais, são resistentes aos insecticidas e aos que picam durante o dia, reduzindo a eficácia dos mosquiteiros”, explicou Frandsen.

O ministro da Saúde do Djibuti, Ahmed Robleh Abdilleh, acrescentou que o seu país estava a experimentar a nova tecnologia desenvolvida pela Oxitec e acredita que poderia ser uma forma de reverter a situação de aumento de casos de malária na região.

“Estamos em fase piloto, mas acreditamos na tecnologia. Temos certeza de que será uma virada de jogo”, disse Abdilleh.

Pelo menos 30 pessoas morreram este sábado e mais de 60 ficaram feridas durante confrontos entre o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido e o Exército do Sudão em Al-Fashir. De acordo com as autoriades a maioria das vítimas são mulheres e crianças.

Em comunicado, citado pela EFE, os confrontos ocorreram na capital do estado de Darfur Norte, após a crescente violência nos bairros residenciais e acampamentos de deslocados na cidade e arredores.

Fontes do Crescente Vermelho sudanês em Darfur Norte indicaram à EFE que os confrontos continuaram hoje com grande intensidade, decorrendo sobretudo em bairros residenciais, refúgios e instalações civis.

Na sexta-feira foi registado um ataque a mesquita de Khatam al-Anbiya, onde um menino ficou gravemente ferido durante a oração de sexta-feira e acabou por morrer no Hospital Sul de Al-Fashir, o principal da localidade e um dos poucos em funcionamento.

Ahmed Hussein, porta-voz das Forças sudanesas disse que nas últimas duas semanas conseguiram “esmagar” os combatentes das Forças de Apoio Rápido (FAR) que tentam conquistar Al-Fashir há meses e garantiu que continuarão esforços de minimizar a ofensiva rebelde que usa arma pesadas.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que os confrontos dos últimos dias tiveram lugar no acampamento de deslocados de Abu Shouk, no norte de Al-Fashir, assim como no bairro de Al Salam e em zonas do sudeste da cidade, provocando o deslocamento de pelo menos 400 famílias.

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