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Vinte e duas pessoas morreram na África do Sul na sequência de inundações causadas por fortes chuvas, acompanhadas de ventos violentos, que chegaram a formar tornados na vizinha África do Sul. 

O mau tempo que se estende desde a semana passada nas províncias de Cabo Oriental e KwaZulu-Natal, com registo de chuvas e ventos fortes, provocou a morte de 22 pessoas e mais de duas mil famílias ficaram desalojadas, segundo o último informe das autoridades locais.

Na província de KwaZulu-Natal, 11 pessoas morreram e igual número de mortes foi anunciado na província de Cabo Orinetal.

De acordo com o instituto meteorológico nacional, foram observados pelo menos dois tornados, acompanhados de violentas trovoadas e granizo.

As comunidades relatam o terror que viveram.

“Se fores mais para dentro, verás que quase tudo ficou destruído, e tudo completamente. Quando voltamos para este lugar, caiu um pedra grande que atingiu aquele carro ali, e vimos uma escuridão vinda da direcção norte. Quando a coisa fechou, todos saíram a correr”. 

As equipas de socorro continuam no terreno nas duas províncias. As autoridades prometem intervenções mais incisivas, mas atiram culpa às pessoas que têm vindo a construir em terrenos propensos a inundações.

“Vocês podem ver o que aconteceu por aqui, sempre que há chuvas regista-se cenários de inundações, porque as pessoas constroem em zonas baixas. Apesar da sensibilização e as pessoas optarem por continuar, temos vindo a usar a ciência e engenharia para o ordenamento e as pessoas precisam entender e não construírem nas proximidades”.  

As autoridades locais e organizações não-governamentais lançaram apelos a donativos como alimentos, cobertores e vestuário.

Os dois principais sindicatos da Nigéria que anunciaram, na última segunda-feira, uma greve geral por tempo indeterminado decidiram, nesta terça-feira, dar trégua de uma semana para negociações com o governo.  

Trata-se do Congresso Trabalhista Nigeriano e o Congresso Sindical que decidiram cortar a rede eléctrica e interromper o tráfego aéreo em todo o país na segunda-feira, ao lançarem uma greve por tempo indeterminado.

As negociações estão paralisadas há meses. O governo disse estar aberto a um aumento do salário mínimo mensal acima dos 37 euros por mês (2.555 meticais ao câmbio do do dia), que já tinha proposto. Mas este valor continua insignificante aos olhos dos sindicatos que exigem um salário mínimo superior a 300 euros (20.719 meticais ao câmbio do dia) e uma redução dos preços da electricidade.

Os sindicatos do sector petrolífero também ameaçaram interromper a produção, mas Gbenga Komolafe, director da Comissão Reguladora do Petróleo da Nigéria, disse que foram postas em prática medidas de emergência para garantir a continuidade dos negócios.

A Nigéria, o maior produtor de petróleo de África, depende do petróleo e do gás, que representa cerca de 90% das suas receitas em divisas e quase metade do seu orçamento.

Esta é a quarta greve desde que o presidente Bola Tinubu chegou ao poder no ano passado.

Na Nigéria, trabalhadores sindicalizados invadiram, na segunda-feira, a rede nacional e desligaram o fornecimento de energia do país. Uma greve nacional que paralisou as viagens aéreas e mergulhou o país na escuridão.

Dezenas de milhões de pessoas ficaram sem energia e voos foram interrompidos, quando o Congresso Trabalhista Nigeriano (NLC) e o Congresso Sindical (TUC) iniciaram uma greve por tempo indeterminado.

Operadores da Companhia de Transmissão da Nigéria (TCN) foram espancados e feridos enquanto eram removidos à força das salas de controle, segundo avançou o represetante da empresa. Também foram vistos, em fotos nas redes sociais, trabalhadores sindicais obrigando funcionários da agência tributária do país a abandonar os seus escritórios.

Esta greve ocorre após negociações fracassadas com o governo para aumentar o salário mínimo federal. Os sindicatos também protestam contra o recente aumento nas tarifas de eletricidade.
As demandas dos sindicatos incluem o aumento do salário mínimo de 30.000 nairas (US$ 22,4) para 494.000 nairas (US$ 369,6). O assessor presidencial Bayo Onanuga rejeitou estas exigências como “irracionais”, numa publicação na plataforma de mídia social X.

Apesar de ser a quarta maior economia de África , o salário mínimo da Nigéria não está entre os dez melhores do continente , ficando muito atrás de países como as Seicheles, onde os trabalhadores recebem um salário mínimo de 465,4 dólares mensais.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou hoje estar “gravemente preocupado” com o aumento dos assassinatos de civis no Burkina Faso e exigiu uma “investigação independente e transparente” sobre alegações de violações dos direitos humanos.

“Estou profundamente perturbado com o facto de as forças de segurança e de defesa e os seus auxiliares, os Voluntários para a Defesa da Pátria [milícias pró-governamentais], terem alegadamente cometido assassínios arbitrários, incluindo execuções sumárias”, escreveu Volker Türk num comunicado, reconhecendo, porém, que os grupos armados são responsáveis pela “grande maioria” dos incidentes.

Volker Türk abordou estas questões diretamente com o capitão Ibrahim Traoré, chefe do regime militar do Burkina Faso, durante uma visita ao país africano em março.
“Compreendo perfeitamente as ameaças complexas à segurança que o Burkina Faso enfrenta. A resposta a estas ameaças só será bem-sucedida se o direito internacional for plenamente respeitado em todo o lado”, insistiu Türk.

“Reitero, pois, o meu apelo às autoridades do Burkina Faso para que tomem todas as medidas possíveis para garantir a proteção dos civis”, acrescentou.
O Burkina Faso, palco de violência recorrente de grupos extremistas islâmicos, que resultou em milhares de mortes durante quase dez anos, assistiu a dois golpes militares em 2022.

Em Janeiro de 2022, um golpe de Estado levou ao poder o tenente-coronel Paul Henri Sandaogo Damiba, que foi derrubado em setembro do mesmo ano pelo atual chefe da junta militar, capitão Ibrahim Traoré.

Na semana passada, o Burkina Faso adotou uma carta que permite que o regime militar liderado por Traoré se mantenha no poder durante mais cinco anos.

Os ataques russos à rede eléctrica ucraniana fizeram com que se impusesse cortes de energia na maior parte daquele país. Isto acontece um dia depois de a Rússia ter desencadeado ataques em grande escala às infraestruturas energéticas.

Os cortes de energia foram impostos em quase todas as regiões da Ucrânia , depois de, no sábado, o  país ter sofrido ataques com drones e mísseis contra alvos da rede, onde foram feridas cerca de 19 pessoas.

O operador estatal da rede elétrica ucraniana, Ukrenergo, afirmou que os cortes afetaram tanto os consumidores industriais como os domésticos.
Sem defesas aéreas adequadas para contrariar esses ataques e permitir reparações, as falhas de energia poderão agravar-se com o aumento das necessidades no final do verão e com o frio intenso do inverno.

Na sequência do ataque de sábado, a Força Aérea ucraniana revelou, no domingo, que as defesas aéreas tinham abatido os 25 drones lançados durante a noite.
A nova ofensiva russa no norte da Ucrânia centrou-se na região de Kharkiv, mas parece incluir testes às defesas ucranianas em Donetsk, mais a sul, ao mesmo tempo que lançou incursões nas regiões setentrionais de Sumy e Chernihiv.

O partido sul-africano ANC (congresso Nacional Africano) diz que recebeu a mensagem enviada pelos eleitores, e que está aberto a dialogar com todos para a formação de um governo de coligação. No entanto, avisa que não vai aceitar colocar o lugar de Cyril Ramaphosa a disposição.

Este foi o primeiro posicionamento oficial do partido governamental sul-africano sobre as eleições gerais da quarta-feira passada. Sem rodeios e justificações, o partido de Nelson Mandela, Mbekhi, Motlanthe, Zuma e Ramaphosa diz que recebeu o recado.

Fikile Mbalula, Secretário Geral do ANC, disse que os resultados mandaram uma mensagem clara para o partido. Por isso, o partido quer assegurar aos eleitores sul-africanos que foram ouvidas “as suas preocupações, as suas frustrações e insatisfações”.

Essa insatisfação, reconhece o ANC, resulta de vários factores, dentre os quais, os problemas econômicos, sociais e políticos, com destaque para o factor Jacob Zuma e Umkhonto we Sizwe.

“Nunca subestimamos Zuma. Sabíamos que teria apoio em Kwazulu-Natal, em Mpumalanga e Gauteng. É por isso que começamos a nossa luta em relação a ele e ao seu partido. Também mobilizámos os nossos militantes, e vocês viram-nos no terreno”, disse Mbalula .

Sobre o futuro, ainda não há acordo algum de coligação e o partido adianta que vai negociar com todos, excepto aqueles que não estejam interessados. “Alguns partidos políticos têm-nos abordado, e nós temos conversado com eles. Temos uma equipa liderada pelo secretário-geral que vai conversar com todos, nas negociações”.

Todavia, Fikile Mbalula avisa que em nenhum momento vai aceitar imposições, muito menos que a condição para a coligação seja a queda do presidente do partido, Cyril Ramaphosa. “Se vierem a exigir que Ramaphosa se demita, isso não vai acontecer. Não temos tal mandato. Não iremos coligar-nos com partidos que dizem que não querem falar com este ou aquele. Porque nós não atacamos partidos políticos”.

O Presidente ucraniano Volodymr Zelenskyy acusou a China de ajudar a Rússia a boicotar a próxima conferência para as negociações de paz sobre a guerra na Ucrânia.

Em conferência de imprensa no fórum de defesa de Shangri-La em Singapura, Zelenskyy disse que a China está a pressionar outros países a não participarem nas próximas negociações que vão decorrer na Suíça.

Durante a conferência, Zelenskyy pediu aos altos funcionários de defesa para participarem nas negociações, revelando estar desapontado com a hesitação de algumas nações em comprometerem-se a participar.

O chefe de Estado ucraniano também disse que a Ucrânia tem propostas a apresentar na conferência, sobre temas como a segurança nuclear, segurança alimentar e a libertação de prisioneiros de guerra.

Zelenskyy acrescentou ainda que a Ucrânia está “pronta para ouvir várias propostas e pensamentos que conduzam ao fim da guerra e a uma paz sustentável e justa.”

Vários manifestantes anti-governo foram detidos em Telavive, cidade da costa mediterrânica de Israel, depois dos protestos escalarem em confrontos entre a polícia e os manifestantes que exigiam a demissão do governo.

Esgotados com o conflito, milhares de pessoas reuniram-se em Telavive no sábado para exigir que o governo de Netanyahu chegue a um acordo para libertar os reféns ainda detidos pelo Hamas em Gaza e no mesmo clamor pediram novas eleições e a demissão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Por sua vez, ainda sábado, Netanyahu considerou que um cessar-fogo permanente em Gaza não pode ser aceite enquanto não forem cumpridas as condições israelitas de longo prazo para o fim da guerra.

Esta declaração parece minar uma proposta que o presidente dos EUA, Joe Biden, tinha anunciado na sexta-feira como sendo israelita.

Biden referiu-se à proposta de três fases como um “momento verdadeiramente decisivo” para o fim da guerra.

Segundo Biden, a primeira fase do acordo proposto teria a duração de seis semanas e incluiria um cessar-fogo total e completo, a retirada das forças israelitas de todas as zonas povoadas de Gaza e a libertação de uma série de reféns, incluindo mulheres, idosos e feridos, em troca da libertação de centenas de prisioneiros palestinianos.

O anúncio dos resultados eleitorais sul-africanos está marcado para às 18 horas de hoje e vai acontecer. A garantia foi dada por Mosotho Moepya, Presidente da Comissão Eleitoral deste país vizinho, em resposta as exigências de Zuma e mais 25 partidos que pediram adiamento.

Para a Comissão Eleitoral Independente da África do Sul “não se deve atropelar a Constituição sul-africana para se resolverem outros problemas”, então o calendário eleitoral vai seguir inalterado e ainda no final da tarde deste domingo os resultados serão anunciados.

“Como tínhamos planeado anunciar os resultados neste domingo, estamos a trabalhar nesse plano. Tenho a certeza que todos estão familiarizados com o previsto no artigo 119 da Constituição. Essa norma exige e determina que temos que anunciar os resultados das eleições o mais cedo possível, depois do processo eleitoral. E nós temos que respeitar essa previsão legal, entre outras. E nisso entregamos todas as nossas energias, todos os nossos recursos para certificar que respeitamos essa norma constitucional.”

Moepya garantiu também que as reclamações não serão ignoradas e todo processo eleitoral será tratado de forma justa e ética. “Isso está relacionado a pergunta que foi feita de se não estamos a subestimar as reclamações. Não, não estamos. Tínhamos indicado antes que vamos analisar tudo que aconteceu, sem mudar os planos. Algumas dessas coisas temos que aceitar, vem do trabalho. A constituição exige-nos que para ser membro dessa comissão devemos agir sem medo, sem favorecer e nem prejudicar”, garantiu.

Aliás, ao se confirmarem os resultados, o Congresso Nacional Africano, no poder desde o fim do “apartheid”, perde a maioria absoluta pela primeira vez em 30 anos de governação, contudo continua a ser o partido mais votado.

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