O País – A verdade como notícia

O principal  partido da oposição do Gana, Congresso Nacional Democrático, venceu as eleições presidenciais de último sábado com 56 % de votos, contra 43 do Novo Partido Patriótico, no poder  há dois mandatos. Num processo considerado transparente, o partido NPP reconheceu a derrota.

Após perder as eleições presidenciais de 2016, quando concorria para o seu segundo mandato, e queda nas eleições de 2020, John Dramani Mahama volta à presidência do Gana, depois de vencer as eleições de fim de semana, e vai suceder Nana Akufo-Addo.

O partido CND venceu as eleições com 56% de votos, contra 43 do seu concorrente directo o NPP do  Vice-Presidente Mahamudu Bawumia, que perdeu o objectivo de assegurar o terceiro mandato para os seus.

Bawumia, reconheceu os resultados.

Concedemos a derrota como qualquer democrata consumado faria, mas não abandonamos a luta para transformar o Gana e alargar as oportunidades a todos os sectores da nossa sociedade. Não seremos uma oposição perturbadora. Permitam-me que diga que os dados da nossa própria coligação interna dos resultados eleitorais indicam que o ex-Presidente, Sua Excelência John Kramani Muhammad, ganhou as eleições presidenciais de forma decisiva. O NDC também ganhou as eleições parlamentares”, disse Mahamudu Bawumia, candidato presidencial por NPP, à agência francesa de comunicação..

A derrota nas eleições de sábado pôs fim a oito anos de poder do NPP, sob a presidência de Nana Akufo-Addo, marcados pela pior turbulência económica dos últimos anos no país, por uma inflação elevada e por um incumprimento da dívida.

 

O governo sírio caiu, na madrugada de domingo, marcando o fim do domínio de 50 anos da família Assad, depois de uma ofensiva rebelde surpresa ter varrido as áreas controladas pelo governo e chegado à capital em 10 dias.

A queda do Governo do Presidente sírio Bashar Assad, no domingo, encerrou a luta de quase 14 anos para se manter no poder, numa altura em que o seu país foi dilacerado por uma guerra civil devastadora, que se tornou um campo de batalha por procuração para as forças regionais e internacionais.

A queda de Assad foi um forte contraste com os seus primeiros meses como improvável presidente da Síria em 2000, quando muitos esperavam que ele fosse um jovem reformador após três décadas de controlo férreo do seu pai.

Com apenas 34 anos de idade, o oftalmologista de formação ocidental era um jovem que gostava de computadores e tinha um comportamento gentil.

Mas quando, em Março de 2011, eclodiram os protestos contra o seu regime, Assad recorreu às tácticas duras, utilizadas pelo seu pai, para os tentar reprimir.

A guerra na Síria já custou quase 500 mil vidas e obrigou metade da população do país, que antes da guerra era de 23 milhões de pessoas, a fugir das suas casas. À medida que a revolta se transformou numa guerra civil, milhões de sírios procuraram refúgio em países vizinhos como a Jordânia, a Turquia, o Iraque e o Líbano, tendo muitos deles continuado a sua viagem para a Europa.

A sua partida põe fim ao regime da família Assad, que dura há pouco menos de 54 anos. Sem um sucessor claro, o país fica numa situação ainda mais incerta.

O Supremo Tribunal da Roménia decidiu-se, ontem, pela anulação dos resultados da primeira volta das eleições presidenciais, que colocavam à frente do escrutínio o candidato de extrema-direita e pró-Rússia Calin Georgescu.

A decisão judicial segue-se à desclassificação de documentos dos serviços secretos do país que apontam para agressivos ataques cibernéticos com origem na Rússia.  O Supremo explicou, ainda,  que decidiu anular a primeira volta das presidenciais  para garantir a exactidão e a legalidade do processo eleitoral.

Em comunicado, o Supremo Tribunal determinou que o Governo vai estabelecer uma nova data e calendário para as medidas necessárias. O primeiro-ministro romeno, Marcel Ciolacu, diz que a decisão do tribunal é correta, depois de documentos desclassificados terem revelado interferência russa nas eleições.

 

A junta militar no poder em Burkina Faso demitiu, esta sexta-feira, o primeiro-ministro, Apollinaire Joachim Kyelem de Tambela, e anunciou a dissolução do Governo. Sem nenhuma justificação sobre o afastamento do primeiro-ministro e da sua equipa, o líder da junta,  capitão Ibrahim Traore, através de um decreto, anunciou que os membros do Governo dissolvido vão continuar a desempenhar as suas funções até à formação de um novo executivo.

Os militares burkinabes tomaram o poder em Setembro de 2022, ao derrubar o regime militar do tenente-coronel Paul Henri Sandaogo Damiba, cerca de oito meses depois de este ter liderado um golpe de Estado para destituir o Presidente, democraticamente eleito, Roch Marc Kaboré.

O Burkina Faso é um dos epicentros da violência extremista islâmica, protagonizada por militantes ligados à Al-Qaida e ao grupo fundamentalista Estado Islâmico contra as forças governamentais.

O conflito, que dura há cerca de 10 anos, já provocou mais de 20 mil mortos, de acordo com o Projeto de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla inglesa), uma organização não-governamental, com sede nos Estados Unidos.

Os dois lados do conflito são acusados por ONG de defesa dos direitos humanos de atacar civis e obrigado mais de 2 milhões de pessoas, das quais mais de metade são crianças, a abandonar as suas áreas de residência.

Centenas de pessoas manifestaram-se, no Chade, na sexta-feira, para exigir a retirada das tropas francesas do país, uma semana depois de o país da África Central ter encerrado um acordo militar com seu antigo colonizador.

Na capital, N’Djamena, os manifestantes gritavam “Chade por nós, França fora” , alguns com cartazes que ostentavam os seguintes dizeres: “Não queremos ver um único francês no Chade” .

Na semana passada, o Chade anunciou, em uma declaração, que estava a encerrar um acordo de cooperação de defesa com a França, para redefinir suas parcerias estratégicas com base em prioridades nacionais. Entretanto, a França manteve cerca de 1 000 tropas no Chade e a declaração não especificou quando elas partiriam.

Alguns manifestantes foram a uma base aérea militar, onde soldados franceses estavam estacionados, na sexta-feira, exigindo a saída das tropas. Outros estiveram em frente à embaixada francesa, onde enfrentaram um pesado cordão de segurança do exército chadiano protegendo a embaixada.

 

Cerca de 900 mil crianças guineenses serão vacinadas, nos próximos dias, contra o sarampo e rubéola, numa campanha nacional que incluiu reforço nutricional e desparasitação. O processo de vacinação inicia hoje na Guiné-Bissau.

A iniciativa do Ministério da Saúde Pública, em colaboração com vários parceiros internacionais, decorre até 15 de Dezembro, em todas as regiões sanitárias do país, para vacinar gratuitamente 896 745 crianças dos nove meses aos 14 anos, contra o sarampo e a rubéola.

O Ministério da Saúde Pública divulgou que a campanha inclui, também, a administração de suplemento com vitamina a 335 473 crianças dos seis aos 59 meses e a desparasitação com Albendazol de 286 012 crianças, dos 12 aos 59 meses.

O Governo guineense está a enviar mensagens, via telemóvel, para avisar a população sobre a campanha.

O Governo da Guiné-Bissau alerta que “o sarampo e a rubéola são doenças altamente contagiosas que podem levar a complicações graves e fatais” e assegura que “a vacinação é a única forma eficaz de prevenir essas doenças”.

 

Caso a situação continue a evoluir ao ritmo actual, estima-se que, coletivamente, cerca de 1,5 milhões de pessoas serão deslocadas” na Síria, segundo disse o representante do Programa Alimentar Mundial.

Para o Observador, cerca de 280 mil pessoas foram deslocadas na Síria, desde 27 de Novembro, devido aos combates entre rebeldes e as forças sírias, resultado do avanço meteórico de grupos islamistas, declarou a Organização das Nações Unidas (ONU), na sexta-feira.

“‘Este é o número actualizado da noite passada [quinta-feira]. E isto não inclui o número de pessoas que fugiram do Líbano durante a recente escalada’ dos combates entre o grupo xiita Hezbollah e Israel, disse Samer AbdelJaber, director da coordenação de emergências do Programa Alimentar Mundial (PAM), durante uma conferência de imprensa em Genebra”, citado pelo Observador.

As deslocações massivas da população ocorreram desde que os rebeldes liderados pelo grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS) lançaram a sua ofensiva relâmpago há pouco mais de uma semana.

 

Emmanuel Macron recusa-se a abandonar o poder, após a queda do Governo de Michel Barnier, e acusa a extrema-direita e a extrema-esquerda de se unirem a uma causa anti-republicana. Macron promete nomear em breve um novo primeiro-ministro. 

Sem margem para convocar novas eleições legislativas, Emmanuel Macron tem pela frente uma tarefa complicada, que é indicar o novo chefe do Governo.

Como era de se esperar, Michel Barnier não resistiu a moção de censura e caiu depois de 331 votos a favor da despromoção do seu Governo, facto que a França não assistia desde 1962.

Em uma comunicação à nação, o presidente Francês acusou os deputados da extrema-direita e a extrema esquerda de serem antipatriotas e de estarem a promover  desordem e avisou que vai permanecer no poder.

“O mandato que me confiaram, democraticamente, é um mandato de cinco anos e irei exercê-lo integralmente até ao seu fim. A minha responsabilidade passa por garantir a continuidade do Estado, o bom funcionamento das nossas instituições, a independência do nosso país e a proteção de todos vocês”, disse Emmanuel Macron.

Michel Barnier e seus ministros permaneceram no poder por três meses e deixaram um vazio que deve urgentemente ser estancado. Macron diz que vai em breve nomear um novo primeiro-ministro, que lidere um Governo de unidade nacional.

“Vou nomear um primeiro-ministro nos próximos dias. Vou pedir a essa pessoa que crie um governo de interesse nacional. Esse primeiro-ministro irá formar um governo unido ao vosso serviço”, acrescentou. 

Com a discussão do orçamento de Estado a ir ao debate na próxima semana, Macron já enfrenta protestos na rua. Mais de duzentas mil pessoas saíram à rua, das quais trinta mil na capital Paris. O Presidente francês foi eleito em 2017 e reeleito em 2022.

Seis corpos foram retirados de uma mina abandonada em Stilfontein, na África do Sul. Ainda é desconhecido o número de presos no subsolo. 

As autoridades sul-africanas acreditam que o número de pessoas presas no subsolo, provavelmente, está na casa das centenas, embora uma fonte local tenha dito que havia cerca de 4 mil presos.

As minas de ouro abandonadas, localizadas aproximadamente 150 quilómetros a sudoeste de Joanesburgo, foram cercadas pela polícia no último mês, com o objetivo de remover os que estavam a operar ilegalmente no local.

As autoridades têm restringido o fornecimento de alimentos e água para os encorajar a evacuar a mina. Muitos guardas ilegais conhecidos como Zama Zamas vêm de Moçambique e Lesotho e, frequentemente, enfrentam duras condições para trabalhar e residir na África do Sul.

Alguns moradores associam a presença deles ao aumento da criminalidade, e o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa os chamou de “ameaça” à economia e à segurança do país, segundo a imprensa sul-africana.

 

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