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Procuradores de 22 Estados dos EUA  apresentaram uma acção judicial para bloquear a iniciativa de Donald Trump de acabar com a prática migratória, conhecida como cidadania por direito de nascença. Enquanto isso, líderes mundiais estão reunidos em Davos, para debater estratégias económicas com o regresso ao poder de Donald Trump.

Um dia depois do Presidente norte-americano, Donald Trump, tomar várias decisões com impacto nos Estados Unidos da América e no mundo, surgem reacções de vários cantos do mundo, a começar mesmo pelos EUA.

Procuradores-gerais de 22 estados norte-americanos tentam, por via de uma acção judicial, bloquear a iniciativa de Trump de acabar com a atribuição de nacionalidade norte-americana a descendentes de imigrantes ilegais.

Mas as reacções às decisões do estadista norte-americano não param por aí. A  bispa de Washington, Marianne Budde, fez, na terça-feira, um apelo directo a Donald Trump, durante o seu sermão, para que tenha misericórdia da comunidade LGBTQ+, depois de Trump ter dito que os EUA só vão reconhecer dois géneros, o masculino e o feminino.

Em nome do nosso Deus, peço-lhe que tenha misericórdia das pessoas do nosso país que estão assustadas neste momento”, disse a reverenda.

Em resposta, Donald Trump disse que a religiosa foi desagradável no tom e não foi convincente nem inteligente. “Ela e a sua igreja devem um pedido de desculpas ao público”, escreveu o líder norte-americano na plataforma Truth Social, rede social da qual é proprietário.

Enquanto isso, na Europa, concretamente em Davos, Suíça, os líderes mundiais presentes no Fórum Económico Mundial apelaram à Europa para repensar urgentemente as suas estratégias económicas e regulamentares, especialmente com o regresso de Donald Trump ao poder nos EUA. Entretanto, não se sabe ainda que decisões sairão deste fórum económico que começou na segunda-feira e termina na sexta-feira, 24 de Janeiro.

Os presidentes da África do Sul e do Burundi foram os únicos líderes africanos a felicitar Donald Trump pelo seu regresso à presidência dos Estados Unidos. Os líderes esperam reforçar as relações bilaterais nos próximos cinco anos.

De acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe, estes dois chefes de Estados da África subsaariana foram os únicos da região a felicitar Trump pela sua tomada de posse na segunda-feira em Washington, que marca o seu regresso à Casa Branca depois de ter governado o país entre 2017 e 2021.

Segundo escreve a Lusa, o Presidente do Burundi, Evariste Ndayishimiye, disse que, “no momento em que [Trump] toma as rédeas do poder, esperamos fortalecer os laços duradouros entre o Burundi e os EUA”.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, escreveu também no X, antigo Twitter: “Estou ansioso por continuar a parceria estreita e mutuamente benéfica entre as nossas duas nações em todas as áreas da nossa cooperação”, disse Ramaphosa.

A África do Sul, que assumiu a presidência rotativa do G20 (grupo de países desenvolvidos e emergentes) a 01 de dezembro, já tinha manifestado o seu desejo, pouco depois da reeleição de Trump, de que o Presidente norte-americano participasse na cimeira de líderes e chefes de Estado que terá lugar em novembro próximo na África do Sul, escreve a Lusa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) lamenta a decisão dos Estados Unidos da América de abandonar este organismo. A decisão da retirada dos EUA foi anunciada na segunda-feira pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

“Esperamos que os Estados Unidos reconsiderem a sua posição e envolvam-se num diálogo construtivo em prol da saúde e do bem-estar de milhões de pessoas em todo o mundo”, disse o porta-voz da OMS em Genebra, Tark Jasarevic.

Citado pela Lusa, o porta-voz afirmou que a retirada efectiva dos Estados Unidos ocorreria dentro de um ano. Jasarevic recordou que os Estados Unidos foram um dos fundadores da OMS em 1948 e a sua colaboração foi vital nas últimas sete décadas.

“A OMS e os Estados Unidos salvaram inúmeras vidas e protegeram todos de ameaças à saúde. Juntos, erradicámos a varíola e levámos a poliomielite à beira da erradicação”, disse o porta-voz da OMS.

Os Estados Unidos, que já tinham iniciado o processo de saída da OMS durante o primeiro mandato de Trump em 2020, são o principal doador e parceiro desta organização.

Espera-se que a saída dos Estados Unidos da OMS desencadeie uma grande reestruturação da instituição e prejudique os esforços globais de saúde pública, incluindo a vigilância e a resposta a surtos.

No seu primeiro dia de mandato, o presidente dos EUA, Donald Trump, iniciou o processo de retirada dos EUA da Organização Mundial de Saúde (OMS), invocando disparidades financeiras e prioridades nacionais. Para o académico moçambicano Alberto Ferreira, algumas medidas anunciadas por Trump constituem uma forma de guerra.

Uma das acções executivas do presidente Donald Trump, no seu primeiro dia de regresso à Casa Branca, foi iniciar o processo de retirada dos EUA da Organização Mundial de Saúde.

Ordenou também uma revisão exaustiva das despesas dos EUA, com a ajuda externa. Ambas medidas enquadram-se na sua abordagem isolacionista “America First” aos assuntos internacionais.

“Pagámos 500 milhões de dólares à Organização Mundial de Saúde (OMS), quando eu estava aqui e rescindimos o contrato. Eles queriam-nos tanto de volta. Vamos ver o que acontece”, disse Trump, citado pelo EuroNews, acrescentando ainda que:  “é muito triste, no entanto; pensem nisso. A China paga 39 milhões e nós pagamos 500 milhões, e a China é um país maior”.

Para o académico Moçambicano Alberto Ferreira, as medidas adoptadas por Trump são uma forma de guerra. “A retirada dos Estados Unidos da OMS é uma forma de guerra, naturalmente. A recusa dos Acordos de Paris também é uma forma de guerra. A declaração, segundo a qual se vai apropriar do canal do Panamá, também é outra declaração de guerra”, disse. 

Ferreira defende que “Trump vem com toda uma força, uma afirmação, daquilo que talvez não teria feito durante cinco anos, durante o seu 45º mandato. Quer, agora, concluir com um processo de grande exclusão”. 

Por isso, não considera a justificação dos Estados Unidos plausível. “Parte do pressuposto de que os Estados Unidos devem racionalizar a sua economia e, portanto, fazer de tal forma que não haja muitos gastos. Tem outra justificação de que tem sido sempre os Estados Unidos a gastar mais do que os outros países (…) O empreendedor, enquanto comerciante, como é Trump, o mais importante neste momento não são valores da cooperação, não são valores da interdependência entre as nações, não são valores da globalização e no contexto mundial em que as decisões de um influenciam a vida de todas as outras pessoas (…) é uma justificação bastante preocupante para todos os líderes do mundo, a começar pelas Nações Unidas”.

O Costa do Sol continua a fazer revolução na equipa sénior masculina de basquetebol. Depois da contratação de Milagre Macome como novo treinador, o clube anunciou, esta segunda-feira, a aquisição do internacional moçambicano, Stélio Rodrigues, jogador que estava vinculado ao Ferroviário de Maputo.

Novo ano e novas perspectivas no Costa do Sol. O clube está a levar a cabo uma remodelação da equipa sénior masculina de basquetebol, tendo em vista atacar todas as provas em que estará envolvido no presente ano. 

Os canarinhos anunciaram, esta segunda-feira, a contratação do internacional moçambicano, Stélio Rodrigues, jogador que se junta ao clube vindo Ferroviário de Maputo. 

O extremo é visto como uma das peças-chave para a conquista de títulos, objectivo falhado na época passada. O anúncio da contratação de Stélio Rodrigues acontece dias depois de o clube ter garantido a aquisição do experiente treinador, Milagre Macome. 

A época desportiva do basquetebol do Costa do Sol foi oficialmente aberta, esta segunda-feira, em cerimónia dirigida pelo director das modalidades, Rui Chelene, que anunciou Miguel Guambe como coordenador técnico da formação e academia. 

Guambe foi afastado da equipa sénior masculina de basquetebol após falhar a conquista do campeonato nacional da modalidade. 

Além de conquistar as provas nacionais, o clube tem como objectivo garantir a qualificação para as competições africanas e representar condignamente o país. 

O presidente russo, Vladimir Putin, saúda o desejo do presidente eleito dos EUA de restaurar o diálogo direto com a Rússia e, desta forma, evitar a terceira guerra mundial. Putin, reunido com os ministros do Governo russo, garantiu que Moscovo está aberto para dialogar com a nova administração norte-americana.

Falando durante uma videochamada com membros do Conselho de Segurança da Rússia pouco antes da posse de Trump, Putin disse: “ouvimos as declarações de Trump e membros de sua equipe sobre seu desejo de restaurar contactos directos com a Rússia, que foram interrompidos sem culpa nossa pela administração cessante”.

Sobre a guerra na Ucrânia, o líder russo quer uma paz duradoura, mas assegura que vai lutar pelos interesses da Rússia.

“Quanto à solução da situação, gostaria de sublinhar que seu objetivo não deve ser uma trégua curta, nem algum tipo de trégua para reagrupamento de forças e rearmamento com o objetivo de posteriormente continuar o conflito, mas uma paz de longo prazo baseada no respeito aos interesses legítimos de todas as pessoas, todas as nações que vivem nesta região”, disse putin, citado por African News. 

Além da guerra na Ucrânia, Putin falou ainda sobre o controlo de armas nucleares e garantiu que Moscovo está disponível para discutir o tema com Trump. Em causa está o Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (ou Novo START) que expira em Fevereiro de 2026.

O número de mortos na explosão de um camião-tanque de gasolina no centro-norte da Nigéria subiu para 98. A informação foi avançada pela agência de resposta a emergências do país, na segunda-feira.

A explosão aconteceu nas primeiras horas de sábado, perto da área de Suleja, no estado de Níger, depois que indivíduos tentaram transferir gasolina de um camião-tanque acidentado para outro camião,  usando um gerador.

A transferência de combustível provocou a explosão, que resultou na morte de quem transferia a gasolina e de pessoas que estavam nas proximidades.

Hussaini Isah, chefe de operações da Agência Nacional de Gestão de Emergências do estado de Níger, disse à Associated Press, na segunda-feira, que há uma possibilidade de que o número de mortos venha a aumentar.

Donald Trump tomou posse, esta segunda-feira, como o quadragésimo sétimo Presidente dos Estados Unidos da América. Cerca de 200 mil pessoas testemunharam a investidura do republicano. No seu discurso declarou uma emergência nacional que visa interditar a entrada e deportação dos imigrantes ilegais no país.

Cumpriu com todos os pormenores que se impõe a um Presidente norte americano no dia da tomada de posse. cumpriu o culto religiosos e juntar-se ao seu antecessor, para a recepção simbólica da chave da Casa Branca e habitual chá entre o casal cessante e o que segue no poder.

Feito isto e no interior do capitólio, Donald Trump e James Vance fizeram o habitual juramento perante o Juiz chefe dos Estados Unidos, John Roberts.

Enquanto do lado de fora, disparavam-se as salvas de canhão, no interior do capitólio o novo presidente era saudado e o hino nacional ascendeu.

No discurso de ocasião, Trump não poupou críticas à máquina de governação de Biden.

“A América começa agora mesmo. Deste dia em diante, o nosso país florescerá e será respeitado novamente em todo o mundo. Seremos a inveja de todas as nações e não permitiremos que tirem vantagem de nós mesmos por mais tempo. Durante cada dia da administração Trump, eu simplesmente colocarei a América em primeiro lugar”, vincou Donald Trump.

O republicano prometeu devolver América aos americanos, como também propõe-se a melhorar as condições dos cidadãos que, segundo eles, foram sufocados pelo Governo passado. Para o novo inquilino da Casa Branca, “a soberania será recuperada, a nossa segurança será restaurada, a balança da justiça será reequilibrada, a cruel, violenta e injusta utilização de armas pelo Departamento de Justiça e pelo nosso Governo acabará”.

Como era de se esperar, Trump declarou uma emergência nacional e deportou todos os imigrantes ilegais.

“Primeiro, declararei uma emergência nacional na nossa fronteira sul. Todas as entradas ilegais serão imediatamente interrompidas e começaremos o processo de retorno de milhões e milhões de estrangeiros criminosos de volta aos lugares de onde vieram. Restabeleceremos a minha política de permanecer no México. Acabarei com a prática de captura e soltura e enviarei tropas para a fronteira sul para repelir a desastrosa invasão do nosso país”, prometeu o republicano.

O discurso bastante aplaudido maioritariamente pelos apoiantes republicanos, conduziram até ao fim a cerimónia, que não contou com a presença do público devido à mudança do local previamente preparado associado ao frio intenso. O hino nacional cantado em ópera foi o fecho memorável da governação Biden e início da administração Trump que tem pela frente a missão de governar os mais de 335 milhões de americanos.

O Papa Francisco diz ter esperanca que o novo Presidente norte-americano, Donald Trump, contribua para uma sociedade sem ódio, discriminação ou exclusão.

“Inspirado pelos ideais da nação, uma terra de oportunidades e de acolhimento para todos, espero que, sob a sua liderança, o povo norte-americano prospere e se empenhe na construção de uma sociedade mais justa, na qual não haja lugar para o ódio, a discriminação ou a exclusão”, escreveu Francisco numa mensagem divulgada a poucas horas da posse de Trump.

A mensagem do chefe da Igreja Católica dirigida a Trump foi divulgada pelo Vaticano, segundo a agência francesa AFP.

No domingo, numa crítica velada, o Papa disse que seria lamentável se Trump prosseguisse com o plano de deportação em larga escala de imigrantes sem documentos.

Trump, que inicia hoje um segundo mandato depois de ter sido Presidente entre 2017 e 2021, comprometeu-se a adoptar uma posição intransigente em relação aos cerca de 11 milhões de imigrantes sem documentos nos Estados Unidos.

Prometeu levar a cabo “a maior operação de deportação da história americana”, embora qualquer programa de deportação tenha de enfrentar possíveis desafios legais e a recusa potencial de alguns países em aceitar os deportados.

Francisco, que recebeu Trump no Vaticano em 2017 para um encontro de meia hora, já o tinha criticado pelas posições contra os migrantes e por querer construir um muro na fronteira com o México.

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