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O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, acusou a África do Sul de estar a tratar muito mal certas classes de pessoas e anunciou um corte de futuros financiamentos ao país.

Na rede social Truth Social, detida pelo próprio, Donald Trump escreveu no domingo que a África do Sul “está a confiscar terras e a tratar muito mal certas classes de pessoas” e que a “esquerda radical não quer que se saiba”.

Sem adiantar detalhes, o Presidente norte-americano disse, citado pela Lusa, que os Estados Unidos não vão tolerar aquela atitude do país africano e que o financiamento ao país será cortado até que seja concluída uma investigação.

A África do Sul junta-se assim a um rol de países, nomeadamente Colômbia, México, China ou Canadá, que têm sido alvo de críticas e ameaças pelo Presidente norte-americano, que assumiu um segundo mandato a 20 de Janeiro passado.

A África do Sul faz parte do grupo BRICS, um grupo de economias maioritariamente emergentes, composto também pelo Brasil, Rússia, Índia e China, a quem Trump ameaçou impor tarifas pesadas se criarem uma moeda rival do dólar americano.

Lembre-se que, quando Donald Trump tomou posse, os Presidentes da África do Sul e do Burundi foram os únicos líderes africanos a felicitar o republicano.

Os hospitais em Goma estão a ter dificuldades para lidar com os violentos combates com rebeldes do grupo M23, que deixaram centenas de pessoas mortas.

Segundo escreve a Africannews, no Hospital Kyeshero, as camas estão cheias de pacientes com ferimentos traumáticos. 

Embora o M23 tenha consolidado o controle de Goma na última semana, os rebeldes continuaram a avançar para a província vizinha de Kivu do Sul e estavam a aproximar-se de sua capital, Bukavu, na sexta-feira.

Goma tem servido há muito tempo como um centro de ajuda humanitária na região problemática, e milhões de pessoas estão em risco com as operações humanitárias paralisadas devido aos conflitos.

Por enquanto, alimentos e suprimentos médicos têm poucas condições de chegar a Goma.

O M23 é o mais poderoso dos mais de 100 grupos armados que disputam o controle do leste do Congo, rico em minerais, que detém vastos depósitos essenciais para grande parte da tecnologia mundial.

Eles são apoiados por cerca de 4.000 tropas da vizinha Ruanda, de acordo com a ONU, muito mais do que em 2012, quando capturaram Goma pela primeira vez e a mantiveram por dias um conflito motivado por queixas étnicas. 

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, assinou no sábado a ordem executiva para a aplicação de taxas aduaneiras aos produtos provenientes do Canadá, do México e da China, dando início a uma guerra comercial que poderá prejudicar o crescimento global e reacender a inflação. 

A agência France Press escreve que o decreto presidencial sobre a importação de produtos canadianos entra em vigor na terça-feira, 4 de Fevereiro.

De acordo com a Casa Branca, a ordem de Donald Trump também inclui um mecanismo para aumentar as taxas aduaneiras em caso de retaliação destes países, três principais parceiros comerciais dos Estados Unidos e que no total representam mais de 40% das importações do país.

O primeiro-ministro canadiano já anunciou uma retaliação. Justin Trudeau disse no sábado que taxas sobre 30 mil milhões de dólares de frutas e bebidas alcoólicas norte-americanas entrarão em vigor na terça-feira, no mesmo dia em que as tarifas dos EUA entram em vigor, escreve a RTP Notícias.

O dirigente garantiu também que o Canadá irá gradualmente impor taxas alfandegárias de 25% sobre os produtos americanos, totalizando 155 mil milhões de dólares canadianos.

Por sua vez, a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, já ordenou a imposição de taxas aduaneiras aos produtos vindos dos Estados Unidos, em retaliação pelas tarifas de 25% anunciadas pelo presidente norte-americano.

“Rejeitamos categoricamente a calúnia da Casa Branca de que o Governo mexicano tem alianças com organizações criminosas, bem como qualquer intenção de interferir no nosso território”, escreveu a chefe de Estado, numa publicação na rede social X.

Também a China já prometeu retaliar contra as novas tarifas dos Estados Unidos sobre os produtos chineses, reafirmando que as guerras comerciais não têm vencedores.

“A China está fortemente insatisfeita e firmemente contra” as tarifas, disse o Ministério chinês do Comércio em comunicado, anunciando “medidas correspondentes para proteger resolutamente os direitos e interesses” chineses, acrescentando que “não há vencedores numa guerra comercial ou tarifária”.

Pequim anunciou, ainda, que vai apresentar uma queixa contra Washington junto da Organização Mundial do Comércio (OMC) pelo que chamou de “imposição unilateral de taxas alfandegárias em grave violação das regras da OMC”.

Poderosas nações árabes rejeitaram no sábado a sugestão do Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, de realocar palestinos de Gaza para os vizinhos Egipto e Jordânia.

Trump propôs a ideia no mês passado, afirmando que pediria aos líderes da Jordânia e do Egipto que acomodassem a população de Gaza, agora em grande parte deslocada.

Ele sugeriu que o reassentamento da maioria dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza poderia ser temporário ou permanente.

Em uma declaração, os países árabes alertaram que tais planos poderiam “ameaçar a estabilidade da região, arriscar a escalada do conflito e minar as perspectivas de paz e coexistência entre seus povos”, escreve a Africannews.

A declaração ocorreu após uma reunião no Cairo de diplomatas seniores, incluindo Hussein al-Sheikh, um alto funcionário palestino que atua como principal contato com Israel, e o chefe da Liga Árabe, Ahmed Aboul-Gheit.

Egipto e Jordânia, assim como os palestinos, estão preocupados que Israel nunca permitirá que eles retornem a Gaza depois que eles partirem.

Pelo menos 40 pessoas morreram, hoje, num bombardeamento atribuído aos paramilitares sudaneses, contra um mercado em Omdurman,  na capital, Cartum, revelou uma médica à AFP. 

A fonte do hospital Al-Nao, que falou sob anonimato, acrescentou que os feridos “ainda estão a ser levados para o hospital”, depois do ataque, que atribuiu às Forças de Apoio Rápido do Sudão (RSF). 

Desde Abril de 2023, que as RSF estão em guerra aberta com o exército governamental, um conflito que já matou dezenas de milhares de pessoas e desalojou mais de 12 milhões.

Após meses de aparente impasse na capital, o exército lançou uma ofensiva em Janeiro e retomou bases importantes, incluindo o seu quartel-general em Cartum, que estava cercado pelos paramilitares desde o início do conflito.

As RSF foram expulsas de muitos dos seus redutos. Testemunhas do ataque deste sábado, o mais recente a atingir civis em mercados, disseram à AFP que o fogo de artilharia veio do oeste de Omdurman, que ainda é controlado pelos paramilitares.

Este ataque ocorre um dia depois de o líder destas forças paramilitares, Mohamed Hamdane Daglo, ter prometido expulsar o exército da capital, reconhecendo assim, indiretamente, pela primeira vez, reveses contra o exército sudanês em Cartum.

A guerra no Sudão começou em 15 de Abril de 2023, depois do fracasso das negociações para integrar os paramilitares ao exército, no contexto de uma transição política no país, após o derrubar da ditadura do então Presidente, Omar al-Bashir, em 2019.

O conflito no Sudão entre o exército e as RSF já matou dezenas de milhares de pessoas e desalojou mais de 12 milhões.

A fome obriga as famílias a sobreviver de erva e forragem, sobretudo no oeste e no sul do país.

Desabamento de uma mina provoca a morte de um número não especificado de mineradores artesanais, maioritariamente composto por mulheres, na região de Koulikoro, no Mali.

Um deslizamento de terra atingiu um grupo de mineradores artesanais, na sua maioria mulheres, que procuravam ouro. O incidente provocou a morte de um número não especificado deles, sobretudo mulheres, tal como informou o gabinete do governador da região de Koulikoro. 

Em uma declaração transmitida pela televisão nacional do Mali, o governador desta região, Lamine Kapory Sanogo, disse que a escavação foi cercada por um dique que cedeu e a água entrou com a lama e engoliu as mulheres .

Esta não é a primeira vez que tais acidentes ocorrem em uma mina de ouro no Mali, que é conhecido como um dos três países produtores de ouro na África. Em Janeiro do ano passado, uma mina de ouro não regulamentada desabou no Mali, matando mais de 70 pessoas perto da capital Bamako .

Nos últimos anos, tem havido preocupações de que os lucros da mineração não regulamentada no norte do Mali possam beneficiar extremistas que operam naquela parte do país. A região onde ocorreu esse último colapso, no entanto, fica muito mais ao sul e mais perto de Bamako.

Estima-se que a mineração artesanal de ouro produza cerca de 30 toneladas de ouro por ano e seja responsável por 6% da produção anual de ouro do Mali. Mais de 2 milhões de pessoas, ou mais de 10% da população do Mali, dependem do setor de mineração para sua renda.

Pelo menos 700 pessoas morreram e 2 800 ficaram feridas, nos combates pelo controlo da cidade de Goma, no leste da República Democrática do Congo (RDC), entre domingo e quinta-feira, segundo avançou,  esta sexta-feira, um porta-voz da ONU.

stéphane Dujarric, que fez o anúncio numa conferência de imprensa, explicou que aqueles números resultaram de uma avaliação feita pela Organização Mundial da Saúde e os seus parceiros, juntamente com o Governo democrático-congolês, entre 26 de Janeiro e quinta-feira, e acrescentou que aqueles totais podem ainda aumentar.

Em Goma, a capital da província do Kivu Norte, conquistada, esta semana, pelo grupo armado M23 e pelo exército ruandês, “a situação continua tensa e volátil, com tiroteios ocasionais”, mas a situação é geralmente mais calma, comentou o chefe das operações de manutenção da paz da ONU, Jean-Pierre Lacroix, na conferência de imprensa, sublinhando os problemas causados pelas munições não deflagradas após vários dias de combates.

Jean-Pierre Lacroix manifestou também a sua preocupação com o avanço do M23 e das forças ruandesas para sul, em direção a Bukavu, capital da província vizinha, Kivu Sul.

“Segundo as informações de que disponho, o M23 e as FDR (forças armadas ruandesas) estão a cerca de 60 quilómetros de Bukavu e avançam rapidamente”, observou, referindo-se ao risco de tomada do aeroporto de Kavumu, um pouco mais a sul.

“Estamos preocupados, não só com o leste da RDCongo, mas, se olharmos para o passado, corremos o risco de que seja desencadeado um conflito regional mais alargado”, insistiu, referindo-se em particular às acesas trocas de notas diplomáticas entre o Ruanda e a África do Sul.

“É por isso que é da maior importância que sejam envidados todos os esforços diplomáticos para evitar esta situação e para conseguir uma cessação das hostilidades”, defendeu.

Além do conflito no leste da RDCongo, também o nordeste do país continua a ser assolado por ações armadas, neste caso envolvendo as Forças Democráticas Aliadas (ADF, na sigla em inglês), um grupo rebelde com ligações ao movimento extremista Estado Islâmico (EI).

Pelo menos 28 civis foram mortos num ataque atribuído às ADF na província de Ituri, confirmou hoje à EFE uma organização não-governamental de defesa dos direitos humanos.

O incidente ocorreu na quinta-feira, numa incursão simultânea das ADF nas aldeias de Ndalya, Kthwakasoya e Mataha, localizadas no distrito de Walese Vonkutu, no território de Irumu, na província de Ituri, segundo a Convenção para o Respeito dos Direitos Humanos (CRDH).

Este incidente ocorre numa altura em que as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC), em colaboração com o exército do Uganda, estão a intensificar as patrulhas contra as ADF e outros grupos armados presentes em Ituri, uma região rica em ouro.

O ataque ocorreu depois de os corpos de 19 pessoas, alegadamente mortas pelas ADF, terem sido encontrados na terça-feira numa aldeia da província vizinha de Kivu Norte.

Segundo explicou Lusa, as ADF são uma milícia de origem ugandesa, mas estão atualmente sediadas nas províncias democrático-congolesas vizinhas de Kivu Norte e Ituri, onde realizam frequentemente ataques e aterrorizam a população.

As autoridades ugandesas acusam igualmente o grupo de organizar ataques no seu território e, em Novembro de 2021, os exércitos do Uganda e da RDC iniciaram uma operação militar conjunta.

Os objetivos não são claros, para além de uma possível ligação ao EI, que por vezes reivindica a responsabilidade pelas suas acções.

Embora os peritos do Conselho de Segurança da ONU não tenham encontrado provas de apoio direto do EI às ADF, os Estados Unidos identificaram as ADF, desde Março de 2021, como uma “organização terrorista”, ligada ao movimento extremista.

Desde 1998, o leste da RDC está mergulhado num conflito alimentado por mais de uma centena de grupos rebeldes e pelo exército, apesar da presença da missão de manutenção da paz da ONU (Monusco).

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, atribuiu a culpa do acidente aéreo que matou 67 pessoas em Washington, na quarta-feira, ao helicóptero Black Hawk, que chocou com um avião comercial.

Trump considera que “o helicóptero Black Hawk estava a voar demasiado alto, de longe”.

O Presidente disse que o helicóptero estava a uma altitude “bem acima do limite de 200 pés”, ou 60 metros, e afirmou estar convencido da sua teoria.

O Black Hawk colidiu na quarta-feira com um avião de passageiros com mais de 60 pessoas a bordo, proveniente de Wichita, Kansas, sobre o rio Potomac, perto do aeroporto nacional Ronald Reagan de Washington.

A lista de vítimas inclui mais de uma dezena de patinadores artísticos que regressavam de uma prova.

A autoridade nacional de segurança de transportes anunciou que tem “o gravador de dados de voo e o gravador de voz do ‘cockpit’, vulgarmente conhecidos como ‘caixas negras’”, prontos para análise no seu laboratório, situado a menos de dois quilómetros do local do acidente, escreve a Lusa.

Trata-se do desastre aéreo mais mortífero dos Estados Unidos em quase um quarto de século, segundo a AP.

Os comentários de Trump surgem um dia depois de ter questionado as acções do piloto do helicóptero militar, ao mesmo tempo que responsabilizou as iniciativas de diversidade por prejudicarem a segurança aérea.

A Junta Militar de Myanmar prolongou por seis meses o estado de emergência que deveria expirar à meia-noite de hoje, adiando mais uma vez as eleições prometidas desde o golpe de Estado de 2021.

O Conselho de Defesa, presidido pelo líder da junta Militar de Myanmar, tomou a decisão  de  prolongar por seis meses o estado de emergência que deveria expirar à meia-noite desta sexta-feira.

A Constituição de 2008 de Myanmar, redigida pelo Exército e que a Junta Militar mantém em vigor, exige que as autoridades organizem eleições no prazo de seis meses após o levantamento do estado de emergência, o que faz com que o prolongamento do Estado de emergência leva a mais demora na realização do escrutínio, prometido desde o golpe de Estado de 2021, após os generais terem tomado o poder sob o pretexto de fraude nas eleições legislativas de 2020, que o partido da dirigente Aung San Suu Kyi diz ter vencido.

A decisão de extensão do Estado de Emergência foi tomada num contexto de conflito civil em várias regiões do país, que segundo  as Nações Unidas já provocou mais de 3,5 milhões de deslocados.

O país vive conflitos armados que têm sido, em geral, de base étnica, com vários grupos armados étnicos lutando contra as forças armadas.

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