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Pelo menos 17 crianças morreram em um incêndio que ocorreu, esta quinta-feira, em uma escola islâmica, no noroeste da Nigéria. A informação foi divulgada pela Agência de Resposta a Emergências do país, que avança que as autoridades iniciaram uma investigação para apurar as causas.

Cerca de 100 crianças estavam numa escola quando o incêndio começou, em uma escola islâmica, no distrito de Kaura. De acordo com a Agência Nacional de Gestão de Emergências houve, no local, feridos graves, que foram levados para tratamento em diferentes hospitais. 

Contabilizam-se, até ao momento, pelo menos 17 crianças mortas. As causas do incêndio ainda não foram clarificadas, mas suspeita-se que tenha sido causado por um estoque de gravetos usados para higiene oral, conhecidos localmente como “Kara”, que foram reunidos nas proximidades da escola. 

O Presidente nigeriano, Bola Tinubu, solidarizou-se com as famílias das vítimas e pediu que as escolas priorizem a segurança das crianças.

No mês passado, um dispositivo explosivo improvisado detonou em uma escola nos arredores de Abuja, capital da Nigéria, matando duas pessoas e ferindo outras duas. 

O Presidente dos Estados Unidos da América assinou, esta quinta-feira, uma ordem executiva para impor sanções ao Tribunal Penal Internacional (TPI) pelas suas acções contra os Estados Unidos e os seus aliados, sobretudo Israel.

Entre as medidas estão as restrições financeiras e de concessão de vistos de viagem até aos Estados Unidos aos membros do TPI que colaborarem com as investigações do tribunal contra cidadãos norte-americanos ou aliados de Washington.

A assinatura da ordem executiva seguiu-se, segundo escreve a Lusa, à reunião de terça-feira entre Trump e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, naquela que foi a sua primeira viagem para fora de Israel desde que o TPI emitiu mandados de captura em Novembro para o chefe do Governo israelita, o seu ex-ministro da Defesa e o antigo líder militar do Hamas, por crimes contra a humanidade e crimes de guerra relacionados a guerra na Faixa de Gaza.

Reagindo à decisão, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel felicitou o Presidente dos Estados Unidos pelas sanções anunciadas contra o Tribunal Penal Internacional, cujas acções considerou “imorais e ilegítimas”.

“O Tribunal Penal Internacional (TPI) está a perseguir agressivamente os líderes eleitos de Israel, a única democracia no Médio Oriente”, defendeu.

Recorde-se que em 2020, durante o seu primeiro mandato ,Trump já havia imposto sanções contra a então procuradora do TPI Fatou Bensouda e um dos seus principais assessores, devido a uma investigação do tribunal a alegados crimes de guerra cometidos por tropas norte-americanas no Afeganistão.

O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, apela para uma acção urgente à medida que a crise humanitária na República Democrática do Congo se aprofunda. Apesar de um cessar-fogo anunciado esta semana, rebeldes do M23 continuam a levar a cabo acções na parte oriental do país.

A ONU estima que pelo menos 400 mil pessoas ficaram deslocadas devido aos combates nas províncias orientais de Kivu do Norte e do Sul, só em Janeiro, na República Democrática do Congo. 

Mais 700 mil pessoas foram deslocadas em Goma, a capital do Kivu do Norte, um importante centro regional, até segunda-feira.

No início desta semana, os rebeldes do M23 declararam um cessar-fogo por razões humanitárias, embora tenha havido relatos de combates esporádicos. Com o Aeroporto Internacional de Goma ainda fechado, quase nenhuma ajuda chega à cidade e aos seus arredores.

Ao longo da estrada entre Goma e a cidade de Sake, ainda há pessoas em movimento, a maioria das quais vivem actualmente em acampamentos, mas fazem a caminhada diária em busca de comida. Outros fazem viagens diárias para reparar as suas casas danificadas nos recentes combates.

Diante da situação, o secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, apelou à mediação para pôr fim à crise na quinta-feira, antes de duas grandes reuniões para abordar a ofensiva brutal do grupo rebelde M23.

Pelo menos 17 crianças morreram em um incêndio que ocorreu em uma escola islâmica no noroeste da Nigéria, esta quinta-feira, Informou a agência de resposta a emergências do país, que avança que as autoridades iniciaram uma investigação para apurar as causas. 

Cerca de 100 crianças estavam numa escola quando o incêndio começou, em uma escola islâmica, no distrito de Kaura. 

De acordo com a Agência Nacional de Gestão de Emergências houve, no local, feridos graves, que foram levados para tratamento em diferentes hospitais. 

Contabilizam-se, até ao momento, pelo menos 17 crianças mortas. 

As causas do incêndio ainda não foram clarificadas, mas suspeita-se que tenha sido causado por um estoque de gravetos usados para higiene oral, conhecidos localmente como “Kara”, que foram reunidos nas proximidades da escola. 

O presidente nigeriano Bola Tinubu solidarizou-se com as famílias das vítimas e pediu que as escolas priorizem a segurança das crianças.

No mês passado, um dispositivo explosivo improvisado detonou em uma escola nos arredores de Abuja, capital da Nigéria, matando duas pessoas e ferindo outras duas. 

O Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas realiza, esta sexta-feira, uma reunião de emergência para analisar a crise no leste da República Democrática do Congo (RDC) e o seu impacto nos direitos humanos.

A reunião extraordinária foi pedida pelas autoridades da RDC, com o apoio de várias dezenas de países membros do Conselho e por observadores.

Em discussão vai estar o impacto nos direitos humanos com o intensificar do conflito no leste da RDCongo, onde o movimento rebelde M23, apoiado pelo vizinho Ruanda, consolidou o controlo nesta vasta região, rica em minérios e metais preciosos, fundamental para a indústria e tecnologia mundiais.

O M23 anunciou unilateralmente que iria aplicar um cessar-fogo a partir de terça-feira por razões humanitárias, mas este foi quebrado.

Depois de terem tomado Goma, capital da província de Kivu Norte, na semana passada, o M23 e as tropas ruandesas lançaram na quarta-feira uma nova ofensiva na província vizinha de Kivu Sul e conquistaram a cidade mineira de Nyabibwe.

Os combates pelo controlo de Goma fizeram pelo menos 2.900 mortos, segundo um balanço provisório da ONU.

O conflito em curso no Sudão está a causar instabilidade no Sudão do Sul, onde as dificuldades económicas e a incerteza política estão a piorar, de acordo com o Chefe da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, que falava durante uma reunião do Conselho de Segurança, esta quarta-feira.

Nicholas Haysom, Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe da UNMISS, disse que “os impactos negativos do conflito no Sudão estão a afectar o Sudão do Sul, evidentes na agitação em Juba e outras áreas após os assassinatos relatados de sul-sudaneses em Wad Madani”.

Além disso, o governo do Sudão do Sul pediu à UNMISS que desocupasse parte de sua sede em 45 dias, uma solicitação que Haysom descreveu como criadora de “custos significativos e um cronograma logístico que actualmente não podemos cumprir”.

Ele ressaltou que as restrições às forças de paz em certas regiões dificultam ainda mais as operações da UNMISS, mas reafirmou a dedicação da missão ao diálogo construtivo por meio do Comitê de Coordenação de Alto Nível.

Mais de 100 reclusas foram violentadas e queimadas vivas, durante uma fuga na cidade congolesa de Goma, segundo informações avançadas pela ONU. 

As detentas fugiram da prisão de Munzenze, na última segunda-feira, depois que combatentes M23 começaram a tomar a cidade. Um documento interno da ONU, citado pelo BBC, revela que um número entre 165 e 167 mulheres foram agredidas por presos homens, durante a fuga.

Segundo o documento, a maioria das mulheres foi morta depois que os presos atearam fogo à prisão.

Goma, uma grande cidade com mais de um milhão de habitantes, foi capturada, depois que o M23, apoiado por Ruanda, executou um rápido avanço pelo leste da República Democrática do Congo.

 

Apesar do cessar-fogo unilateral, declarado no início desta semana, o grupo rebelde M23 ganhou terreno no leste do República Democrática do Congo (RDC),  assumindo o controle de uma cidade a 96 quilômetros da capital provincial de Bukavu, segundo avançaram autoridades da sociedade civil à imprensa local. 

Falando de Goma, o vice-chefe da missão da ONU na RDC disse que a situação continua altamente instável, com um risco persistente de escalada.

Os rebeldes do M23 anunciaram, na segunda-feira, o cessar-fogo por motivos humanitários, depois de apelos pela passagem segura de ajuda e centenas de milhares de pessoas deslocadas.

Contudo, o Governo daquele país descreveu o cessar-fogo como uma “comunicação falsa”, e as Nações Unidas registaram relatos de intensos combates com forças congolesas na região rica em minerais.

Depois de tomar o controle de Goma, capital provincial de dois milhões de pessoas, no coração de uma região que abriga trilhões de dólares em riqueza mineral, os rebeldes podem estar a ganhar mais terreno em outras áreas do leste do Congo e avançam para Bukavu.

Os rebeldes disseram, na segunda-feira, que não pretendiam tomar Bukavu ou outras áreas, embora tenham expressado anteriormente a ambição de marchar até a capital do Congo, Kinshasa, a mil milhas de distância.

A cólera em Angola continua a aumentar, batendo um novo recorde de 190 casos, em 24 horas, sendo agora nove as províncias afectadas, num total de 2 259 casos, que já provocaram 75 mortes. 

Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de Angola, os 190 novos casos de cólera foram notificados nas províncias do Bengo (92), Luanda(87 ), Icolo e Bengo (9), Cuanza Norte (1) e, pela primeira vez, no Cunene (1).

Nas últimas 24 horas foram registados cinco óbitos, estando internadas actualmente 215 pessoas com cólera.

Desde o início do surto, foram reportados 2 259 casos, sendo 1 212 na província de Luanda, 724 na província do Bengo, 304 na província do Icolo e Bengo, quatro na província do Huambo, quatro na província de Malanje, quatro na província do Zaire, quatro na província da Huíla, dois na província do Cuanza Norte e um na província do Cunene, com idades compreendidas entre 2 a 100 anos.

Ocorreram 75 óbitos, dos quais 41 na província de Luanda, sendo o grupo etário mais afectado o dos 2 aos 5 anos de idade, com 351 casos e 12 óbitos, seguido do grupo etário dos 10 aos 14 anos de idade com 308 casos e seis óbitos.

Para tentar controlar a doença, associada a más condições de saneamento, falta de higiene e falta de qualidade da água, o Governo angolano iniciou uma campanha de vacinação abrangendo quase um milhão de pessoas.

 

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