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O exército tinha anunciado na terça-feira a intercepção de outro navio sujeito a sanções e ligado ao Irão, o “M/T Tifani”, que se encontrava também no oceano Índico.

Os Estados Unidos (EUA) interceptaram um navio que transportava petróleo iraniano no oceano Índico, a segunda operação militar deste tipo realizada esta semana, anunciou esta quinta-feira o Departamento de Defesa norte-americano.

“Durante a noite, as forças norte-americanas procederam a uma intercepção marítima e a uma inspecção a bordo do navio apátrida sancionado ‘M/T Majestic X’, que transportava petróleo proveniente do Irão, no oceano Índico, na zona de responsabilidade do INDOPACOM”, o comando militar norte-americano para a zona Indo-Pacífico, afirmou o Departamento de Defesa na rede social X.

“Continuaremos a realizar operações globais de controlo marítimo com o objectivo de desmantelar as redes ilícitas e interceptar os navios que prestam apoio material ao Irão, independentemente do local onde operem”, acrescentou o Pentágono (sede do Departamento).

O exército tinha anunciado na terça-feira a intercepção de outro navio sujeito a sanções e ligado ao Irão, o “M/T Tifani”, que se encontrava também no oceano Índico.

As forças norte-americanas também apreenderam um navio porta-contentores no fim de semana.

Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica, apreendeu na quarta-feira dois navios no estreito de Ormuz por “operarem sem as autorizações necessárias”.

“Dois navios infractores, o ‘MSC-FRANCESCA’ – ligado ao regime sionista [Israel] – e o ‘EPAMINODES’, que operavam sem as autorizações necessárias e tinham manipulado os seus sistemas de navegação, colocando em risco a segurança marítima, foram apreendidos pela Marinha da Guarda Revolucionária”, anunciou o corpo militar de elite iraniano em comunicado citado pela agência Tasnim.

Os navios foram depois conduzidos até à costa iraniana. No comunicado emitido pelas forças iranianas não é referida a origem dos navios nem o que aconteceu às respectivas tripulações.

Algumas agências de monitorização marítima reportaram também pelo menos três ataques a embarcações na mesma região.

Estes acontecimentos ocorrem após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter prorrogado indefinidamente o cessar-fogo com o Irão, que expirava na quarta-feira, para permitir negociações com a República Islâmica.

Trump assegurou, no entanto, que manterá o bloqueio naval imposto ao Irão, o que Teerão denunciou como uma violação da trégua, recusando por isso participar numa nova ronda de negociações.

Trump ordena destruição de barcos que lancem minas no estreito de Ormuz

O presidente norte-americano ordenou esta quinta-feira a destruição de todas as embarcações que coloquem minas nas águas do estreito de Ormuz e acrescentou que os navios de desminagem de Washington vão trabalhar “em triplicado”.

“Ordenei à Marinha dos Estados Unidos que dispare e destrua qualquer embarcação, por mais pequena que seja (…), que esteja a colocar minas nas águas do estreito de Ormuz”, escreveu Donald Trump na rede social Truth Social.

O republicano sublinhou que a Marinha não deve ter “qualquer hesitação”, acrescentando que os navios caça-minas norte-americanos “estão neste momento a limpar o estreito” e que os ordenou a continuar a sua actividade “a um nível triplicado”.

O ataque a embarcações pode significar uma nova escalada num conflito que entrou há mais de duas semanas numa fase de trégua mas de impasse ao mesmo tempo, devido à incapacidade dos beligerantes chegarem a um acordo após o fracasso de uma primeira ronda de negociações no Paquistão.

No total, os Estados Unidos impediram a passagem de pelo menos 31 navios desde o início do bloqueio naval ao Irão, de acordo com dados divulgados quarta-feira pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).

Mais de 10.000 militares norte-americanos, cerca de 17 navios de guerra e 100 aeronaves patrulham as águas próximas do Irão para garantir que nenhuma embarcação entre ou saia dos seus portos, segundo o CENTCOM.

Trump afirmou que aguarda que Teerão lhe apresente uma proposta unificada de acordo, acrescentando que existe a possibilidade de as negociações de paz serem retomadas na próxima sexta-feira no Paquistão.

No meio das tensões, o Pentágono anunciou ontem a demissão do secretário da Marinha dos Estados Unidos (principal responsável civil da Marinha norte-americana), John Phelan, após vários meses de relatos de disputas internas entre a liderança do Departamento de Defesa e altos oficiais militares. 

A Organização das Nações Unidas estimou, nesta terça-feira, que mais dois milhões de sudaneses, deslocados pela guerra civil no Sudão, regressem a casa até ao fim do ano em zonas onde o conflito abrandou, como a capital Cartum.

“Muitos regressam porque acreditam que a segurança melhorou, mas outros o fazem porque a vida como deslocados se tornou insuportável devido a pressões económicas”, indicou em conferência de imprensa a subdirectora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM) para Gestão e Reforma, SungAh Lee.

Lee, que falou por videoconferência desde o Sudão, recordou que nove milhões de sudaneses continuam deslocados internamente após três anos de guerra civil, que também provocou a fuga de cerca de quatro milhões de pessoas para países vizinhos.

Em Cartum, assinalou a subdirectora-geral, muitos regressam a zonas onde as habitações e infra-estruturas críticas como o abastecimento de água, saúde ou electricidade ficaram destruídas ou sofreram graves danos.

Outros regressaram ao estado de Al-Jazira, a sul da capital sudanesa e uma das principais regiões agrícolas do país, onde os sistemas de rega também sofreram graves danos, o que ameaça os seus empregos e a produção de alimentos para todo o país num momento crítico.

“Sem investimento urgente para restabelecer os serviços essenciais, reconstruir infra-estruturas e retomar as actividades, os retornos de deslocados estão em risco”, assegurou Lee.

“As pessoas querem voltar à sua terra, reconstruir a sua vida e os seus lares”, afirmou a ‘número dois’ da OIM, agência da ONU, que solicitou 170 milhões de dólares para atender às necessidades humanitárias no Sudão, mas até agora recebeu apenas 70 milhões de dólares.

A guerra entre o exército do Sudão e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), iniciada a 15 de Abril de 2023, mergulhou o país na pior catástrofe humanitária do planeta, segundo a ONU, e, de acordo com estimativas dos Estados Unidos, cerca de 400 mil pessoas podem ter perdido a vida durante o conflito.

O conflito no Sudão interrompeu a transição que havia começado após a queda do regime de Omar al-Bashir, em 2019, que já estava enfraquecido após o golpe que depôs o então primeiro-ministro, Abdalla Hamdok.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mais de 4300 crianças foram mortas ou mutiladas na guerra e pelo menos oito milhões ainda não frequentam a escola.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, condecorou, nesta terça-feira, 61 pessoas com a Legião de Honra, a mais alta distinção de França, por terem enfrentado os terroristas islâmicos que atacaram a sala de espectáculos Bataclan de Paris em 2015.

A maior parte das pessoas condecoradas são ou foram membros do corpo de polícia que fizeram frente ao grupo extremista que atacou a sala de espectáculos na noite de 13 de Novembro de 2015.

O ataque provocou a morte a 90 pessoas na mesma noite em que outros membros do mesmo grupo realizaram vários ataques nas esplanadas de bares e restaurantes e nos arredores do Estádio de França, Paris, elevando o número total de mortos para 130, além de centenas de feridos.

A cerimónia de condecoração decorreu nesta terça-feira, no Palácio do Eliseu, com muitos dos polícias homenageados usando máscaras para não serem reconhecidos.

O Presidente francês Emmanuel Macron disse durante o discurso que as condecorações constituíam “o reconhecimento de uma nação leal”.

Macron acrescentou que “no Bataclan”, a resposta policial foi uma operação singular, uma intervenção “pela sobrevivência” realizada sob fogo dos terroristas, que exigiu coragem.

O chefe de Estado referiu-se, em particular, aos primeiros dois polícias que entraram na sala e neutralizaram um dos atacantes, o que levou os outros membros do comando radical islâmico a recuar, pondo fim ao massacre.

“Obrigado a todos”, disse Macron aos homenageados.

Macron prestou ainda homenagem ao chefe de Estado francês na altura do atentado, François Hollande, bem como ao então primeiro-ministro, Manuel Valls, e ao ex-ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.

“A República manteve-se firme graças às decisões tomadas”, considerou. 

Os três antigos governantes estiveram presentes na cerimónia de ontem no Palácio do Eliseu.

A Liga Árabe exigiu, nesta terça-feira, que o Irão assuma o custo da reconstrução dos danos causados pelos “ataques ilegais” contra vários países e pague as indemnizações e reparações correspondentes, de acordo com o direito internacional.

O secretário-geral da organização, Ahmed Abulgueit, reclamou a Teerão o cumprimento imediato da Resolução 2817 da ONU de 11 de Março e que reconheça a responsabilidade pelos ataques contra os países do Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, a Jordânia e o Iraque.

“Exigimos que o Irão cumpra de imediato a resolução do Conselho de Segurança e assuma a plena responsabilidade pelos danos e perdas causados por estes ataques ilegais”, afirmou Abulgueit, ao intervir numa sessão extraordinária do Conselho da Liga a nível ministerial.

As responsabilidades do Irão devem incluir “a compensação e as reparações estipuladas pelo direito internacional” em casos semelhantes, disse o diplomata egípcio, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O Irão atacou vários países vizinhos que acolhem interesses norte-americanos, na sequência da ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra Teerão a 28 de Fevereiro, que desencadeou a guerra em curso no Médio Oriente.

Além de mais de quatro mil mortos em vários países, maioritariamente no Irão e no Líbano, a guerra causou o bloqueio dos transportes marítimos no estreito de Ormuz, prejudicando as economias regionais e a nível internacional.

Teerão e Washington concordaram com uma trégua de duas semanas, que termina hoje, quarta-feira, mas desconhece-se ainda se as duas partes voltam a reunir-se em Islamabad para tentar negociar um acordo de paz, após uma primeira ronda sem resultados.

No comunicado final da reunião da Liga Árabe, os ministros afirmaram que o Irão “tem plena responsabilidade internacional pelos seus ataques ilícitos contra os Estados árabes”.

A República Islâmica “está obrigada, conforme o direito internacional, a reparar integralmente todos os danos e prejuízos derivados destes ataques”, disseram.

A Liga Árabe condenou novamente os “atrozes ataques iranianos”, que qualificou de “ilegais, injustificados e inaceitáveis”.

Denunciou que os ataques de Teerão constituem uma “grave violação do direito internacional”, uma ingerência na soberania dos estados e um “flagrante desprezo” pelos princípios de boa vizinhança.

Rejeitou também as pretensões do Irão de controlar o golfo Pérsico e o estreito de Ormuz, recordando que a liberdade de navegação nessas vias marítimas internacionais está garantida pelo Direito do Mar.

“Os Estados árabes não foram, nem serão, reféns do Irão para ajuste de contas”, afirmou Abulgueit, que acrescentou que qualquer ataque contra um país da liga é considerado um ataque contra todos.

A organização, com 22 membros, solidarizou-se com os países afectados e elogiou a “resiliência e coragem” dos respectivos líderes e povos face a uma agressão que, segundo denunciou, dirigiu fogo indiscriminadamente contra civis e infra-estruturas civis.

Entre outras medidas, a Liga exortou o Conselho de Segurança da ONU a garantir a plena aplicação da Resolução 2817, que exige ao Irão a cessação imediata dos ataques.

Reafirmou igualmente o direito dos Estados árabes afectados à legítima defesa, individual ou colectiva, conforme a Carta das Nações Unidas.

Com sede no Cairo, a Liga Árabe integra Arábia Saudita, Argélia, Bahrein, Comoros, Djibuti, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iémen, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbano, Líbia, Mauritânia, Marrocos, Omã, Palestina, Qatar, Síria, Somália, Sudão e Tunísia.

Lula da Silva afirma que o Presidente dos EUA, Donald Trump, não tem o direito de proibir o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, de assistir à cimeira do G20. O Presidente brasileiro apela à união entre os membros para viabilizar a participação da África do Sul..

Os pronunciamentos foram feitos após as declarações prestadas pelo presidente norte americano, Donald Trump, no mês de Novembro último, segundo as quais a África do Sul não será convidada a participar na cimeira do G20, que se realizará este ano na cidade de Miami, na Florida. 

Na ocasião, Trump afirmou que a África do Sul mostrou ao mundo que não é um país digno de participar em nada. 

Em reacção, na noite desta segunda-feira, o presidente brasileiro, Lula da Silva afirmou que os EUA não têm o direito de proibir um membro fundador de participar do G20

O líder brasileiro disse ter aconselhado o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, a viajar para a cúpula mesmo sem o aval dos EUA. 

No ano passado, Donald Trump cortou assistência financeira a África do Sul depois de acusar o governo de genocídio contra pessoas brancas, alegando que estavam a ser alvos de perseguição racial e de assassinatos.  

Nos seus pronunciamentos, Lula da Silva acrescentou que impedir que o país africano participe da reunião, é abrir espaço para  que mais países sejam afastados. 

As declarações do presidente brasileiro foram feitas em uma entrevista na Alemanha, após se reunir com o chanceler Friedrich Merz.

O ministro da Defesa nigeriano, Christopher Musa, defendeu o ataque aéreo militar ao mercado de Jilli, no estado de Borno, insistindo que não se tratou de um erro, como alguns críticos alegaram.

O ministro afirmou que os alvos eram “todos terroristas ou indivíduos que colaboram com eles”, sublinhando que a operação foi baseada em informações fidedignas. “O incidente em Jilli não foi um erro. Qualquer pessoa encontrada com eles é um deles”, disse, alertando os civis contra o fornecimento de qualquer tipo de apoio a grupos terroristas, incluindo alimentos ou assistência médica. 

Acrescentou que esta assistência permite aos terroristas sustentar as suas operações, referindo: “Se as pessoas pararem de os abastecer, este problema acabará completamente”. 

Abordando as preocupações sobre os repetidos ataques aéreos acidentais que afectam civis, negou que tais incidentes estejam a ocorrer, dizendo que nenhum erro semelhante ocorreu desde o episódio de Tudun Biri. 

Entretanto, homens armados atacaram um autocarro de passageiros no estado de Benue, no Centro-Norte da Nigéria, raptando alguns estudantes que estavam a caminho de fazer o exame de admissão, disseram as autoridades. Os estudantes e outros passageiros foram sequestrados na auto-estrada Otukpo-Makurdi, disse Hyacinth Alia, governador de Benue, em comunicado.

O governador não especificou quantas pessoas foram levadas, mas os meios de comunicação locais informaram que havia um total de 14 passageiros a bordo. “O ataque a cidadãos inocentes, particularmente estudantes a caminho de fazer provas, é inaceitável e vai contra todas as normas de humanidade e ordem civil”, disse Alia.

O filho mais novo do falecido ex-líder do Zimbabwe, Robert Mugabe, declarou-se culpado por apontar uma arma de fogo e estar ilegalmente na África do Sul. Bellarmine Mugabe fê-lo depois de ter sido detido em Fevereiro, na sequência do tiroteio que deixou ferido um homem de 23 anos na sua casa, em Joanesburgo.

O jovem de 28 anos está detido juntamente com o co-arguido Tobias Matonhodze e compareceu na sexta-feira em tribunal, em Alexandria. Os advogados dos homens disseram ao tribunal que estes estavam preparados para regressar ao Zimbabwe, o seu país natal, por conta própria, caso não recebessem uma pena de prisão.

Mugabe, que também já tinha sido acusado de tentativa de homicídio, falou apenas para confirmar que compreendia as acusações e para apresentar a sua declaração de culpa.

A acusação de apontar uma arma refere-se a um incidente separado e sem relação com o primeiro, mas Mugabe aceitou que os dois casos fossem julgados em conjunto, disse à BBC o porta-voz da Autoridade Nacional de Acusação (NPA), Magaboke Mohlatlole.

Bellarmine afirmou que inicialmente não estava claro quem tinha disparado sobre o homem de 23 anos, mas depois de Matonhodze ter admitido ter sido ele, as acusações de tentativa de homicídio contra Mugabe foram retiradas.

Ambos os homens foram detidos a 19 de Fevereiro, depois de a polícia ter sido chamada à casa de Mugabe, no bairro nobre de Hyde Park, em Joanesburgo.

Um homem, que se acredita ser um segurança, foi levado para o hospital em estado crítico depois de ter sido baleado. Os procuradores disseram anteriormente ao tribunal que o tiroteio ocorreu após uma discussão entre os três homens dentro da propriedade e que a vítima foi baleada duas vezes nas costas do lado de fora, enquanto tentava fugir. As autoridades, que realizaram uma busca em casa, ainda não encontraram a arma.

A audiência de sentença foi adiada para 24 de Abril, informou a NPA. Desde a detenção de Mugabe, o caso sofreu vários atrasos e a sua audiência de fiança foi adiada duas vezes. Esta não é a primeira vez que Mugabe se envolve com a justiça. Em 2024, foi detido por alegadamente ter agredido um polícia na cidade fronteiriça de Beitbridge, no Zimbabwe.

Foi-lhe concedida fiança, mas foi emitido um mandado de detenção posteriormente, após não ter comparecido em tribunal, conforme noticiado na altura pelo jornal estatal zimbabweano Herald. Um ano depois, em Junho, foi novamente detido por agredir um segurança numa mina em Mazowe, a uma hora de carro a norte da capital, Harare. O caso permanece em curso.

Bellarmine Mugabe é um dos dois filhos que Robert Mugabe teve com a sua segunda mulher, Grace. O ex-Presidente, que morreu em 2019, esteve no poder durante 37 anos, antes de ser deposto num golpe de Estado em 2017.

Polémica com a coroação do “Rei Igbo”

Os membros do grupo étnico Igbo foram proibidos de instalar os seus “reis” fora da Nigéria. Isto acontece após uma recente controvérsia sobre a coroação de um “Rei Igbo” na África do Sul, que provocou indignação entre os sul-africanos. 

Agora, a organização guarda-chuva sociocultural do povo Igbo em todo o mundo, Ohaneze Ndigbo, anunciou a proibição de qualquer coroação deste tipo no estrangeiro. O Governo nigeriano apoiou a decisão.

A ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, Bianca Odumegwu-Ojukwu, que participou na reunião do órgão máximo de decisão da Ohaneze, onde a decisão foi tomada a 9 de Abril na cidade de Enugu, disse que a “prática preocupante de coroação de ‘reis’ Igbo no estrangeiro” impactou negativamente a imagem e as relações diplomáticas da Nigéria.

O nigeriano Solomon Ogbonna Eziko foi empossado como líder tradicional da comunidade Igbo na África do Sul a 24 de Março de 2026. Bianca Odumegwu-Ojukwu, também do grupo étnico Igbo, afirmou que a instalação de governantes tradicionais no estrangeiro é muitas vezes vista como uma afronta pelas populações de acolhimento.

Ela acrescentou que a ostentação e a exibição excessiva de riqueza por parte dos nigerianos durante estas cerimónias de coroação, enquanto em alguns casos os cidadãos dos países de acolhimento enfrentam dificuldades económicas, são totalmente insensíveis. 

Israel encerrará na terça e quarta-feira as passagens por onde entra a ajuda humanitária na Faixa de Gaza devido aos feriados israelitas, dificultando ainda mais a situação dos dois milhões de palestinianos que vivem no enclave, foi divulgado nesta segunda-feira.

“Informamos que as passagens fronteiriças entre Israel e a Faixa de Gaza permanecerão fechadas nesta terça e quarta-feira (21 e 22 de Abril) por ocasião do Dia Nacional da Memória e do Dia da Independência de Israel”, indicou, em comunicado, o COGAT, o órgão militar israelita que administra os territórios palestinianos ocupados.

O COGAT salientou que, apesar do encerramento, o trabalho de recolha de ajuda humanitária já presente em Gaza continuará.

Este órgão militar já fechou as passagens fronteiriças de Gaza, que Israel controla na totalidade, durante as duas festas judaicas da Páscoa no início de Abril.

Também as encerrou desde o início da guerra com o Irão, a 28 de Fevereiro, durante dois dias, excepto na passagem de Rafah, na fronteira com o Egipto e a única por onde se realizam evacuações médicas de palestinianos. Esta passagem só reabriu a 18 de Março.

O COGAT diz que permite a entrada de cerca de 600 camiões de ajuda humanitária em Gaza por dia, embora apenas cerca de 120 deles sejam de agências humanitárias.

O restante é carga comercial, que a maioria dos habitantes de Gaza não consegue pagar.

A 07 de Outubro de 2023, um ataque do movimento islamita palestiniano Hamas em Israel causou cerca de 1200 mortos, na maioria civis, e 251 reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, a destruição de quase todas as infraestruturas e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.

O cessar-fogo na Faixa de Gaza entrou em vigor a 10 de Outubro de 2025, sem que Israel esteja a cumprir o acordado em relação à ajuda humanitária, reconstrução, protecção de civis, liberdade de circulação ou autogovernação, de acordo com um relatório elaborado por cinco organizações não-governamentais, com a presença da França.

Desde o início da trégua, Israel e Hamas têm-se acusado mutuamente de violações ao cessar-fogo. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, tutelado pelo Hamas, desde então os ataques israelitas causaram 777 mortos e 2193 feridos, incluindo mais de 180 crianças.

O Irão recusa negociações com os Estados Unidos sobre um possível cessar-fogo, segundo informações divulgadas, neste domingo, pela agência estatal iraniana. A decisão ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países, especialmente após trocas de acusações envolvendo o descumprimento de acordos recentes.

O governo iraniano justificou a recusa  de participar em mais conversações com vista a paz com os Estados Unidos, alegando que as exigências feitas por Washington são excessivas. 

Além disso, autoridades de Teerão criticaram o que classificaram como mudanças frequentes de posição por parte dos Estados Unidos. Dessa forma, o impasse compromete a continuidade do diálogo diplomático. 

“De momento, não temos planos para uma próxima ronda de negociações e não houve qualquer decisão sobre isso. EUA, ao adoptarem comportamentos contraditórios e violarem de forma contínua os termos do cessar-fogo, demonstraram que não têm seriedade no processo diplomático”, avançou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iranianos, Ismail Bagei em conferência de imprensa. 

O mesmo responsável sublinhou que tudo “intensifica a desconfiança” perante os EUA, que, em menos de nove meses, atacou o Irão em duas ocasiões enquanto decorriam negociações e matou altos dirigentes e cidadãos iranianos.

Trump alertou que se Teerão não aceitar a proposta de Washington, as forças armadas norte-americanas podem destruir todas e cada uma das centrais elétricas e pontes do Irão.

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