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China pede libertação imediata de Maduro

O Ministério das Relações Exteriores da China exigiram que os Estados Unidos libertem imediatamente o líder venezuelano,  Nicolás Maduro, e sua esposa, e resolver a

China pede libertação imediata de Maduro

O Ministério das Relações Exteriores da China exigiram que os Estados Unidos libertem imediatamente o líder venezuelano,  Nicolás Maduro, e sua esposa, e resolver a

Falta de água potável e incumprimento de promessas feitas pela empresa ICVL inquieta famílias reassentadas em Mboza, no distrito de Moatize, em Tete. O sistema de abastecimento de água está avariado há alguns meses.

Pouco mais de 270 famílias de Benga, em Tete, foram obrigadas a abandonar suas casas em 2022. No local, foi instalada uma mina de carvão pela ICVL e as famílias foram reassentadas em Mboza, a cerca de 10 quilómetros de Moatize.

Quatro anos depois, a comunidade reassentada queixa-se de péssimas condições de vida, agravadas pela escassez de água potável e pela falta de transporte, situações que a população diz estar a agravar a sua situação de vida.

O sistema que garantia o abastecimento regular de água à localidade encontra-se avariado há vários meses. Por isso, quase toda a população é obrigada a recorrer à única bomba de água por ali existente para ter acesso ao precioso líquido.

Segundo os reassentados, várias promessas feitas pela empresa ICVL, aquando do reassentamento, não foram cumpridas.

Júlio Calengo, Diretor Executivo da Liga dos Direitos Humanos  em Tete, esteve à frente das negociações entre a empresa mineira e as comunidades, na como advogado da população. Para si, o processo de reassentamento foi incompleto.

O administrador de Moatize explica que a escassez de água na vila resulta, em grande parte, da vandalização das condutas do sistema de abastecimento. 

Neste momento, de acordo com o administrador, há falta de fundos para assegurar o fornecimento regular de água potável à população.

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de  condolências ao Presidente da Confederação Suíça, Guy  Parmelin, na sequência da tragédia provocada pelo incêndio  ocorrido no dia 1 de Janeiro corrente, na estação de Esquiagem  de Crans-Montana, que causou a morte de mais de 40 pessoas e  deixou acima de uma centena de feridos. 

Na mensagem, o Chefe do Estado manifesta  profundo pesar perante o sucedido, afirmando que “foi com profunda consternação”, que tomou conhecimento do  incêndio de grandes proporções, na estação de Esquiagem de Crans-Montana, que causou a  morte de mais de 40 pessoas e acima de uma centena de  feridos. 

Em nome do Povo e do Governo da República de Moçambique,  e em seu nome pessoal, Daniel Chapo expressou  solidariedade para com o povo suíço, transmitindo sentimentos  de pesar às famílias enlutadas e votos de recuperação aos  feridos. 

O Presidente da República reafirmou ainda a proximidade e  solidariedade de Moçambique. “Neste momento difícil, o nosso  pensamento está com o povo suíço e, em particular, com as  famílias das vítimas e com todos aqueles que foram afectados  por esta tragédia, a quem pedimos que Vossa Excelência, Senhor  Presidente, se digne transmitir a nossa solidariedade”.

Forças militares dos Estados Unidos lançaram neste sábado  ataques militares contra alvos na Venezuela.  O presidente norte americano, Donald Trump, anunciou em redes sociais que os EUA capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, e que os dois foram levados para fora do país. 

“Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos EUA. Mais detalhes em breve”, escreveu o presidente norte americano, nas redes sociais na manhã de sábado. 

Pouco antes, o governo da Venezuela acusou os EUA de lançar uma série de ataques contra alvos civis e militares no país sul-americano, após explosões terem abalado sua capital, Caracas, antes do amanhecer de sábado.

Em comunicado, citado pelo Washington Post, o governo da Venezuela instou os cidadãos a se revoltarem contra o ataque e afirmou que Washington corria o risco de mergulhar a América Latina no caos com um acto de “agressão militar extremamente grave”.

A mídia americana noticiou que Trump ordenou ataques contra o país sul-americano.

Explosões e aviões voando baixo foram ouvidos em Caracas nas primeiras horas da manhã de sábado. Em comunicado, o governo da Venezuela confirmou que a cidade havia sido atacada, assim como outros três estados: Miranda, La Guaira e Aragua.

 

40 pessoas morreram e outras 115 ficaram feridas na sequência  de um incêndio, num bar em Crans-Montana, na Suíça, na noite de passagem de ano. Por outro lado, ainda no âmbito da celebração da transição de 2025 para 2026, duas pessoas morreram e uma igreja foi destruída nos países baixos.

A celebração do ano novo terminou em tragédia em alguns países do mundo. É o caso da Suíça onde um incêndio em um bar em Crans-Montana causou a morte de 40 pessoas e 115 feridos.

O fogo deflagrou no estabelecimento cheio durante a madrugada. Em resposta, na manhã desta quinta-feira, os serviços de emergência mobilizaram 10 helicópteros, 40 ambulâncias e cerca de 150 operacionais.

As vítimas foram transportadas para hospitais em toda a Suíça. Nesta Sexta-feira, segundo dia do ano, a prioridade continua a ser a identificação e entrega dos corpos às famílias.  

As vítimas incluem várias nacionalidades e as autoridades dizem que as operações vão prolongar-se por vários dias.  

Ainda no âmbito das cerimónias de celebração do ano novo, pelo menos duas pessoas foram mortas nos Países Baixos numa série de incidentes violentos. Consta também que uma igreja foi destruída.

 

A República Democrática do Congo acusa Ruanda de ter morto mais de 1.500 civis no leste do Congo em Dezembro último. Tal ocorreu quando a milícia M23, apoiada por Kigali, lançou uma nova ofensiva.

Num comunicado divulgado na quarta-feira, o governo congolês atribuiu este número de 1.500 civis mortos à sociedade civil, confirmado por fontes humanitárias e serviços estatais.

As autoridades congolesas descreveram a nova onda de ataques como um acto claro de agressão contra a soberania nacional e uma violação grave e repetida do direito internacional.

Rebeldes do M23 ocuparam a importante cidade oriental de Uvira, em Kivu Sul, no início do mês de Dezembro do ano passado e fizeram com que dezenas de milhares de pessoas fugissem para o Burundi.

O M23 lançou esta nova ofensiva poucos dias depois de os governos congolês e ruandês terem assinado um acordo de paz mediado pelos EUA no dia 4 de Dezembro.

O governo congolês também acusou Kigali de enviar três novos batalhões ruandeses para o Kivu do Sul, com o objectivo de avançar para a província mineira de Tanganica.

Cerca de 500 mil pessoas foram deslocadas pelo recente aumento dos combates no Kivu do Sul, segundo as Nações Unidas.

O Papa Leão XIV afirmou, quarta-feira, no Vaticano, que o mundo precisa de projectos libertadores e pacíficos, e não de estratégias armadas destinadas à conquista de mercados, territórios e esferas de influência.

“Nos nossos tempos, sentimos a necessidade de um desígnio sábio, benevolente e misericordioso. Que seja um desígnio livre e libertador, pacífico e fiel”, afirmou Leão XIV durante a celebração das Primeiras Vésperas, na Basílica de São Pedro, com o tradicional ‘Te Deum’ de acção de graças pelo ano findo.

“Outros desígnios, porém, hoje como ontem, estão a engolir o mundo”, acrescentou o chefe dos católicos. “São, antes, estratégias destinadas a conquistar mercados, territórios e esferas de influência. Estratégias armadas, revestidas de discursos hipócritas, proclamações ideológicas e falsos motivos religiosos”, referiu.

Israel confirmou ontem a proibição do acesso à Faixa de Gaza de 37 importantes organizações internacionais, incluindo os Médicos Sem Fronteiras e a Cáritas, por não terem comunicado dados de funcionários, obrigatório segundo um contestado novo processo de registo.

“As organizações que não cumpriram as normas exigidas em matéria de segurança e transparência verão a sua licença suspensa”, declarou, num comunicado, o Ministério da Diáspora e da Luta contra o Antissemitismo de Israel.

As 37 ONGs afectadas são de 16 países, como Espanha, Holanda, Japão, Estados Unidos, Suíça, Suécia, França, Reino Unido ou Canadá, e entre elas encontram-se algumas de renome, como os Médicos Sem Fronteiras (MSF), a Acção contra a Fome, a OXFAM, a Cáritas ou o Movimento pela Paz.

A decisão do Governo de Israel foi ontem condenada por 18 Organizações Não-Governamentais (ONG) israelitas, que, num comunicado, consideraram que tal processo “viola os princípios humanitários fundamentais de independência e neutralidade” e salientaram que Israel tem a obrigação de garantir a prestação de ajuda nos territórios palestinianos.

Organizações como B’Tselem, Breaking the Silence (de antigos combatentes israelitas), Combatentes pela Paz, Hamoked (de luta pelos direitos humanos), Médicos pelos Direitos Humanos ou o Comité Público contra a Tortura em Israel afirmam que “estas medidas restringem ainda mais o acesso à assistência vital” em territórios que se encontram num momento de “necessidade crítica”.

Recordam também que, “paralelamente à ofensiva israelita contra a população de Gaza – e como parte dela -, o acesso humanitário tem sido gravemente restringido desde Outubro de 2023”, e acrescentam que, apesar do cessar-fogo em vigor desde 10 de Outubro, a ajuda essencial “continua a ser adiada ou recusada”.

“O cancelamento do registo de 37 ONG internacionais compromete a ação humanitária baseada em princípios, coloca em risco o pessoal e as comunidades e compromete a prestação eficaz da ajuda”, consideram as organizações israelitas.

As ONG explicam que na Cisjordânia, onde “a violência militar, institucional e dos colonos israelitas atinge níveis sem precedentes”, as ONG desempenham um “papel crucial no apoio às comunidades mais vulneráveis”.

“As organizações humanitárias internacionais são essenciais para chegar aos mais necessitados, apoiar os parceiros locais e garantir a responsabilização e a transparência. Bloquear o seu trabalho coloca vidas em risco”, acrescentam.

As ONG israelitas lembram que Israel, como potência ocupante, tem a obrigação de garantir o abastecimento adequado aos civis palestinianos.

“Não só incumpre esta obrigação, como também impede que outros preencham a lacuna”, afirmam.

O Executivo israelita anunciou esta semana a retirada das licenças a estas organizações, afirmando que elas não tinham concluído um processo de registo aprovado em Março de 2025 e amplamente criticado pelas ONG.

Esse processo, para o qual Israel alegava “razões de segurança” com vista a detetar terroristas, inclui a obrigação das organizações de fornecer ao governo israelita informações sensíveis, como os dados de todos os seus funcionários.

Além disso, o Governo israelita estipula como motivos para negar a licença a negação da existência de Israel como Estado judeu e democrático, a promoção de campanhas de deslegitimação contra Israel, o incentivo ao boicote ou o apoio ao julgamento das forças de segurança israelitas em tribunais estrangeiros ou internacionais.

Para as ONG israelitas, este novo quadro de registo “viola os princípios humanitários fundamentais de independência e neutralidade”.

“Condicionar a ajuda ao alinhamento político, penalizar o apoio à responsabilização legal e exigir a divulgação de dados pessoais sensíveis do pessoal palestiniano e das suas famílias constitui um incumprimento do dever de cuidado e expõe os trabalhadores à vigilância e a danos”, afirmam.

“Garantir o acesso à ajuda humanitária é uma obrigação legal, não uma opção discricionária”, acrescentaram as ONG.

As autoridades da região ucraniana de Chernihiv (norte) ordenaram, nesta terça-feira, a evacuação de 14 aldeias junto à fronteira com a Rússia e a Bielorrússia, devido aos bombardeamentos diários das forças russas.

“O Conselho de Defesa decidiu evacuar 14 aldeias fronteiriças”, onde “ainda vivem cerca de 300 pessoas”, afirmou, em comunicado, o chefe da administração militar regional, Vyacheslav Chaus, sublinhando que “a zona fronteiriça está a ser bombardeada todos os dias”.

A decisão abrange comunidades dos distritos de Novgorod-Siverskyi, Semenivka e Snovsk, situadas entre 10 e 40 quilómetros da fronteira russa, bem como Gorodnya, a cerca de 20 quilómetros da Rússia e da Bielorrússia, acrescentou o responsável.

“As evacuações devem estar concluídas em 30 dias”, indicou Chaus, referindo que, só este ano, mais de 1400 residentes já abandonaram a zona fronteiriça da região.

A região de Chernihiv não registou combates terrestres desde a contra-ofensiva ucraniana de 2022 e a retirada das tropas russas, mas continua ao alcance de artilharia, drones e mísseis de Moscovo.

Em Outubro, um ataque com um drone russo a Novgorod-Siverskyi causou quatro mortos.

Com a chegada do Inverno, a Rússia intensificou os ataques com drones e mísseis, sobretudo contra infraestruturas energéticas ucranianas, provocando cortes frequentes de electricidade e aquecimento.

A Ucrânia tem ordenado a saída obrigatória de civis em várias regiões, sobretudo no leste do país, onde as forças russas avançam e as tropas ucranianas enfrentam escassez de efectivos e munições.

Ao mesmo tempo, estão em curso esforços diplomáticos, liderados por Washington, para tentar pôr fim ao conflito iniciado em Fevereiro de 2022.

O partido no poder na Costa do Marfim saiu reforçado das eleições legislativas realizadas no sábado, ao assegurar uma maioria qualificada no parlamento, de acordo com os resultados finais divulgados pela Comissão Eleitoral Independente.

O Reagrupamento dos Houphouëtistas pela Democracia e Paz (RHDP) conquistou 197 dos 255 lugares parlamentares, cerca de 77% do total, consolidando a sua influência política poucos meses depois da reeleição do Presidente Alassane Ouattara para um quarto mandato. A participação dos eleitores manteve-se baixa, situando-se em torno de 35%.

O RHDP venceu de forma expressiva nas regiões do norte, tradicionalmente favoráveis ao partido, e registou avanços em zonas do sul e do oeste, onde a oposição tinha maior presença. Segundo as autoridades eleitorais, o processo decorreu maioritariamente de forma tranquila, com incidentes pontuais sem impacto nos resultados finais.

A oposição saiu fragilizada do escrutínio. O Partido Democrático da Costa do Marfim (PDCI) viu a sua representação parlamentar ser reduzida de forma significativa, enquanto o partido do ex-Presidente Laurent Gbagbo, que havia apelado ao boicote, perdeu todos os seus assentos.

Com este resultado, o partido governante passa a controlar a maioria das instituições-chave do país, num cenário que, para os seus apoiantes, garante estabilidade, mas que, para os críticos, levanta preocupações quanto à redução do espaço democrático.

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