O País – A verdade como notícia

Teerão  prometeu atacar países europeus que se juntarem à guerra contra o Irão. A decisão surge depois de vários países  terem afirmado que poderiam tomar medidas defensivas diante das capacidades de lançamento de mísseis do Irão.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano ameaça atacar os países europeus, que se aliarem aos EUA e o Israel, por considerar o acto uma provocação directa. Alargar os ataques de retaliação para atingir cidades e países europeus, será a primeira medida.

O aviso surge no momento em que os países europeus procuram reforçar as suas defesas, uma vez que a guerra contra o Irão ameaça expandir-se para além do Médio Oriente e constituir uma ameaça para a segurança da Europa.

A Grécia, a Alemanha e a França comprometeram-se em ajudar Chipre a reforçar as suas defesas, com a Grécia e a França a enviarem fragatas da marinha e Atenas a contribuir com caças F-16.

Nesta quarta-feira contabilizam-se cinco dias após o início da guerra. Cerca de 800 pessoas foram mortas no Irão, incluindo algumas que o presidente dos EUA considerava possíveis futuros líderes do país. 

Israel alertou que o sucessor de khamenei será alvo a eliminar. O Irão continua os ataques de retaliação.

Os 12 países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) teriam decidido criar uma nova força para combater os jihadistas que actuam na região.

Fontes disseram à agência de notícias AFP que os chefes militares tomaram a decisão durante uma reunião em Freetown no fim de semana.

As discussões centraram-se na crescente ameaça terrorista, na expansão do crime organizado transnacional e nos desafios persistentes relacionados com a insegurança marítima.

O objectivo inicial é ter cerca de 2 mil soldados prontos para combater o “terrorismo e a insegurança” em toda a África Ocidental.

Fontes afirmaram que eles permanecerão em seus respectivos países, com Serra Leoa servindo como base logística para o grupo.

Segundo informações, as autoridades ainda estão a definir os detalhes de como financiar a força e a CEDEAO ainda não emitiu um comunicado oficial.

O Sahel, região que atravessa a África entre o Saara e a África subsaariana, há muito tempo sofre com insurgências jihadistas lideradas por grupos ligados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico.

Os três países formaram sua própria aliança, mas um chefe de gabinete da África Ocidental afirma que eles serão incentivados a cooperar com a nova força.

Os três países “estão numa parte do Sahel que é o epicentro da luta contra os jihadistas. Devem ser incluídos”, afirmou.

O preço do gás natural na Europa disparou, esta terça feira, 33,2% atingindo 57,596 euros, por megawatt hora, impulsionado por novos ataques contra o Irão.

De acordo com a Lusa, a subida é motivada pela ameaça da Guarda Revolucionária iraniana de atacar navios, no estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de energia.

A referência europeia, o contrato TTF negociado, nos Países Baixos, chegou a ser transaccionada a 59,165 euros, um aumento de 36,8% face ao fecho anterior.

Em paralelo, as bolsas europeias acentuaram perdas, com quedas entre 2,3% e 3,5%, destacando-se Milão e Frankfurt entre as mais afectadas. 

O petróleo subiu mais de 5%, enquanto o ouro recuou ligeiramente após ganhos iniciais.

Citada pela mesma fonte, a Administração de Informação Energética dos EUA disse que o estreito de Ormuz, por onde passa, cerca de 20% do petróleo mundial, voltou a ser apontado como factor de risco para a economia global.

Jato privado de Cristiano Ronaldo deixou a Arábia Saudita rumo a Madrid, na sequência de um ataque do Irão à embaixada dos EUA, mas o internacional português permanece em Riade.

Cristiano Ronaldo mantém-se na Arábia Saudita, ainda que o seu jato privado tenha partido de Riade rumo à Arábia Saudita, esta terça-feira, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América (EUA), em Riade, cuja autoria foi, entretanto, reclamada pelo Irão.

De acordo com informações adiantadas pelo jornal espanhol As, o internacional português encontra-se, neste momento, “à espera de uma solução”, numa altura em que o ambiente que se vive no Médio Oriente vai ficando cada vez mais tenso, como resultado do ataque conjunto levado a cabo pelos EUA e pelo Israel ao Irão, no passado fim-de-semana.

O Al Nassr, recorde-se, tinha encontro marcado com o Al Wasl para as 18h15 (hora de Portugal Continental) de quarta-feira, dia 4 de março, no Zabeel Stadium, recinto situado no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a contar para a primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões 2, mas acabou por ser adiado.

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) entendeu não estarem reunidas as condições de segurança necessárias para a disputa de um total de oito partidas que estavam agendadas para os próximos dias, pelo que as adiou para data ainda a definir, mediante a evolução da situação que se vai verificando naquela região do planeta.

Cristiano Ronaldo estava, de resto, em dúvida para esta partida, não só devido ao facto de ter apresentado fadiga muscular, no passado sábado, no triunfo conquistado sobre o Al-Fayha, por 1-3 (no qual foi, inclusive, substituído por Abdullah Al-Hamdan, após ter desperdiçado uma grande penalidade), como também pelo facto de Jorge Jesus ter vindo a aproveitar esta prova para dar minutos aos jogadores menos utilizados.

Resta, agora, perceber se o campeonato da Arábia Saudita irá continuar a decorrer com normalidade, sendo que o próximo jogo do Al Nassr, inserido no programa da 25.ª jornada, está previsto para as 17h30 de sábado, ante o Neom SC, no Al-Awwal Stadium, em Riade.

 

Jato de Cristiano Ronaldo deixa Riade após ataque a embaixada dos EUA

Jato privado de luxo de Cristiano Ronaldo partiu da Arábia Saudita rumo a Madrid, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América, em Riade, por parte do Irão.

O jato privado de luxo de Cristiano Ronaldo partiu, na madrugada de segunda para terça-feira, do aeroporto no qual estava estacionado, na Arábia Saudita, rumo à capital espanhola de Madrid, na sequência de um ataque com recurso a drone à embaixada dos Estados Unidos da América, em Riade, cuja autoria já foi reclamada pelo Irão.

A notícia é avançada pelo jornal britânico Daily Mail, com base em informações obtidas na plataforma Flightradar24, que mostram que o Bombardier Global Express do internacional português deixou Riade por volta das 20h00 e aterrou em solo espanhol às 01h00 (horas de Portugal Continental), depois de sobrevoar o Egito e o Mar Mediterrâneo.

Esta movimentação surge no âmbito da guerra espoletada pelo ataque conjunto levado a cabo, no passado fim de semana, por Estados Unidos da América e Israel ao Irão, país que retaliou bombardeando uma série de instalações norte-americanas em países do Médio Oriente, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait ou Bahrain.

Como resultado, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) decretou a suspensão de um total de oito jogos, entre eles, o da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões Asiática 2, que colocaria, frente a frente, o Al Nassr (de Cristiano Ronaldo, João Félix e Jorge Jesus) e o Al Wasl.

Este encontro tinha apito inicial agendado para as 18h15 de quarta-feira, dia 4 de março, no Zabeel Stadium, no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, mas foi adiado para uma data que ficará por definir enquanto a tensão militar entre todos os países envolvidos não reduza de maneira drástica.

Cristiano Ronaldo estava, de resto, em dúvida para esta partida, não só devido ao facto de ter apresentado fadiga muscular, no passado sábado, no triunfo conquistado sobre o Al-Fayha, por 1-3 (no qual foi, inclusive, substituído por Abdullah Al-Hamdan, após ter desperdiçado uma grande penalidade), como também pelo facto de Jorge Jesus ter vindo a aproveitar esta prova para dar minutos aos jogadores menos utilizados.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu, hoje, aos cidadãos norte-americanos para deixarem imediatamente 14 países e territórios do Médio Oriente, devido a “graves riscos” por motivos de segurança, na sequência da guerra contra o Irão.

Num comunicado, partilhado nas redes sociais, citado pela Lusa, o Departamento de Estado norte-americano recomenda “sair agora por meios comerciais, devido a graves riscos de segurança,” do Bahrein, Kuwait, Egipto, Líbano, Irão, Omã, Iraque, Qatar, Israel, Cisjordânia e Gaza, Arábia Saudita, Síria, Jordânia, Emirados Árabes Unidos e Iémen. 

O Irão está a responder à operação Fúria Épica com o lançamento de drones e mísseis contra instalações norte-americanas em diferentes países do Médio Oriente.  

Por sua vez, em países como o Iraque, têm ocorrido tentativas de grupos de pessoas de atacar a embaixada, o que obrigou a polícia a intervir.  

Algumas embaixadas dos Estados Unidos nos 14 países e territórios referidos já publicaram mensagens específicas recomendando aos seus cidadãos que se retirem o mais breve possível.  

A embaixada norte-americana no Líbano, por exemplo, insta os norte-americanos a abandonar o país “imediatamente, enquanto ainda existam opções de voos comerciais disponíveis” já que a situação de segurança “é instável e imprevisível”.

Israel e Estados Unidos lançaram, no sábado, um ataque militar contra o Irão para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano” e o Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas, conclui a mesma fonte.

 

Dezenas de manifestantes reuniram-se em Manhattan, para protestar contra a guerra no Irão, acusando o Presidente norte-americano, Donald Trump, de lançar mais uma ofensiva contra uma nação estrangeira para distrair os eleitores do escândalo sexual de Jeffrey Epstein.

“Os iranianos não querem ser bombardeados, independentemente do que ouvirem dizer na Televisão. Trump só lançou este ataque porque quer criar uma distração do caso Epstein”, dizia, ao microfone, um dos oradores do protesto, identificando-se como de “origem árabe”, citado por Lusa. 

Em vários cartazes erguidos pelos manifestantes podiam encontrar-se referências ao Caso Epstein.

Vários democratas têm acusado os congressistas republicanos e o Departamento de Justiça de encobrirem o facto de o Presidente Donald Trump constar nos ficheiros relacionados com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

O protesto foi convocado pela coligação anti-guerra ‘Answer’, que acusa Donald Trump de ter prometido “trazer paz ao mundo durante a campanha eleitoral”, mas dizem que “não fez nada além de deixar um rasto de devastação em todo o mundo”.

Em Manhattan, o protesto durou cerca de uma hora e decorreu junto ao Columbus Circle, em frente ao Central Park e debaixo de temperaturas negativas.

“Isto nunca foi sobre democracia e direitos humanos, mas sim sobre poder”, acusou igualmente uma das manifestantes, que não se quis identificar. 

“Queremos mais educação. Não queremos mais guerras, nem mais ocupação”, entoava a multidão, composta maioritariamente por jovens. 

Muitos deles erguiam bandeiras do Irão e da Palestina

As forças norte-americanas sublinharam, contudo, que “as principais operações de combate continuam” e que o “esforço de resposta” permanece em curso.

Os militares israelitas lançaram novos ataques de madrugada em Teerão e Beirute, e emitem avisos de evacuação para partes do sul do Líbano. A Embaixada dos EUA em Riade foi atingida por drones.

Os EUA e Israel estão a atacar o Irão pelo quarto dia consecutivo e Teerão continua com ataques de retaliação contra aliados de Washington e bases dos EUA no Golfo. Donald Trump admitiu que os ataques provavelmente vão durar entre quatro a cinco semanas, com o secretário de Estado, Marco Rubio, a alertar que “os piores impactos ainda estão por vir”.

A embaixada dos EUA na capital saudita de Riade foi atingida por drones durante a noite, resultando num incêndio “controlado”. Em resposta, Trump ameaçou que o Irão “vai descobrir em breve” como os EUA vão retaliar.

O conflito expandiu-se, com os militares israelitas a atacarem alvos do Hezbollah apoiados pelo Irão no Líbano por um segundo dia. O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu prometeu uma “acção rápida e decisiva”, insistindo que buscará a “paz através da força”.

O primeiro-ministro britânico Keir Starmer defendeu a decisão do governo do Reino Unido de não se envolver na ofensiva dos EUA e de Israel, apesar das críticas de Trump, justificando aos parlamentares que não acredita “numa mudança de regime a partir do céu”.

O Irão diz ter encerrado o Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo, na noite passada, levantando preocupações sobre o aumento dos preços do petróleo e do gás. O país ameaça atacar navios que atravessem a rota petrolífera mais importante do mundo.

Em declarações a uma estação televisiva de Teerão, Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol do Irão, considerou que, com os bombardeamentos dos Estados Unidos e Israel, será difícil o país marcar presença no Mundial 2026, que se realizará no México, Canadá e em território norte-americano.

“Com o que aconteceu e com este ataque dos Estados Unidos, é improvável que possamos olhar com esperança para o Mundial, mas são os dirigentes do desporto que devem decidir sobre isso”, afirmou, citado pelo jornal Marca.

O Irão qualificou-se para o campeonato do Mundo e, caso participe, jogará os três compromissos da fase de grupos nos Estados Unidos. Nova Zelândia, no dia 15 de Junho, Bélgica, no dia 21, e Egipto, seis dias depois, são os adversários do Grupo G.

O que acontece se o Irão boicotar o Mundial?

A poucos meses do arranque do Mundial 2026, o Irão ameaça desistir e não marcar presença na competição, numa altura de crescente tensão militar entre os Estados Unidos, país anfitrião, e os iranianos, que são uma das selecções qualificadas. 

A FIFA, a propósito da escalada do conflito, declarou que conta com a participação de todos os países na prova. Questionado sobre o impacto desta crise no Mundial, o secretário-geral da FIFA, Mattias Grafstrom, mostrou-se cauteloso. 

“Li as notícias da mesma forma que vocês esta manhã. Tivemos uma reunião e seria prematuro comentar isso em detalhe”, afirmou durante uma reunião do International Football Association Board (IFAB) no País de Gales. 

O Irão, que em Março de 2025 garantiu a sua quarta qualificação consecutiva para a fase final de um Mundial, tem a base de treinos prevista para o Kino Sports Complex em Tucson, no Arizona.

Ainda não está claro como os recentes desenvolvimentos geopolíticos podem afectar a participação do Irão no Mundial. No entanto, o regulamento do torneio prevê medidas de contingência caso o Irão, neste caso, desista ou seja impedido de competir.

A FIFA afirma que, nas circunstâncias mencionadas, o país em questão é substituído “por uma selecção alternativa indicada, geralmente a segunda colocada directa da qualificação ou o conjunto não qualificado com melhor ranking daquela confederação”.

Nesse cenário, os Emirados Árabes Unidos podem sair beneficiados. Os EAU foram a selecção não qualificada com a melhor classificação nas eliminatórias da Ásia, uma campanha que lhes garantiu uma vaga na repescagem continental contra o Iraque. 

No entanto, os EAU foram derrotados, permitindo que o Iraque avançasse para a repescagem intercontinental marcada para 31 de Março, onde enfrentará Bolívia ou Suriname.

Outra opção em consideração seria a ida directa do Iraque para o lugar do Irão no Grupo G, com os Emirados Árabes Unidos a disputarem a repescagem intercontinental como uma via alternativa para entrar no torneio.

O ataque dos Estados Unidos e de Israel lançado contra o Irão neste sábado provocou fortes reações internacionais, que oscilam entre o apoio e a desaprovação, com grande preocupação diante do risco de uma escalada regional.

Os líderes e autoridades mundiais se posicionaram publicamente após os Estados Unidos e Israel atacarem o Irão na madrugada deste sábado. Entre as declarações de governos e organizações internacionais, estão alertas sobre o risco de uma escalada regional do conflito. 

O governo brasileiro por exemplo, através de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores  condenou e expressou grave preocupação com os ataques lançados contra o Irão, tendo apelado a todas as partes para que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção, por forma a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis.

A Rússia denunciou os ataques como uma aventura perigosa que ameaça o Oriente Médio com uma catástrofe. Segundo o seu Ministério das Relações Exteriores, a ação busca destruir o governo iraniano que tem se negado a se submeter ao ditado da força e do hegemonismo.

Por sua vez, a China pediu um cessar imediato das ações militares após os ataques no Irão e urgiu que se evitem futuras escaladas das tensões, encorajando a retomada do diálogo e das negociações para manter a paz e a estabilidade no Oriente Médio. 

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, afirmou que os ataques só provocam morte, destruição e sofrimento humano.

O chanceler Badr Albusaidi, que atuou como mediador entre Washington e Teerã, disse estar consternado porque as negociações ativas e sérias foram novamente minadas e instou os Estados Unidos a não se deixarem arrastar ainda mais. 

O movimento islamista palestiniano Hamas declarou que a operação dos Estados Unidos e de Israel constitui um ataque directo contra toda a região, assim como contra sua segurança, estabilidade e soberania.

O governo britânico instou a evitar que a situação degenere em um conflito regional mais amplo.

Os Países Baixos apelam a todas as partes a agir com moderação e a evitar qualquer nova escalada.

Já a  União Africana  fez um apelo à moderação, a uma urgente desescalada e a um diálogo contínuo. Segundo advertiu o presidente da Comissão da UA, qualquer nova escalada corre o risco de agravar a instabilidade mundial, com graves consequências para os mercados de energia, a segurança alimentar e a resiliência econômica, em particular na África.

Vários outros países do mundo  também reagiram ao ataque com preocupação diante dos riscos iminentes.  

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