O País – A verdade como notícia

No seu discurso no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, Donald Trump afirmou que após 12 meses no poder, os EUA estão a viver uma reviravolta na sua economia, marcada pelo crescimento e por um maior investimento.

Donald Trump afirma que o país viveu uma reviravolta na sua economia como nunca antes vira “e como nenhum outro país alguma vez viu”. 

Recorrendo a números da economia norte-americana, o presidente dos Estados Unidos afirmou que “graças às suas políticas” está confiante de que a economia do país vai crescer ainda mais do que aquilo que foi previsto “pelo FMI em Abril”.

Trump gabou-se de que “a inflação foi derrotada” nos Estados Unidos. “Estamos a perder mais de um trilião por ano, e isso era um desperdício. Em um mês, reduzi o nosso défice comercial mensal em 77%, e tudo isso sem inflação, algo que as pessoas diziam ser impossível”, defendeu.

O sucesso das suas contas, considera, é uma boa notícia para todos os países, porque quando “a “América cresce, todo o mundo cresce”, defendendo ainda que a América é “o motor da economia global”. 

Donald Trump criticou ainda a Europa, considerando que “pode fazer muito mais” se se inspirar “no milagre americano”.

“Eu amo a Europa e quero que progrida”, disse, considerando porém, que o continente não está num bom caminho, segundo a sua análise.

“Francamente, certos locais na Europa já nem sequer são reconhecíveis. Podemos discutir sobre isso, mas não há discussão possível. Não quero insultar ninguém, mas podem fazer muito mais”, disse.

 

Operação militar Venezuela

No seu discurso, Trump não deixou de comentar a operação militar na Venezuela, para capturar Nicolás Maduro.

“A Venezuela era um país extraordinário, mas teve más políticas e agora ainda tem problemas mas estamos a ajudá-los […] vão fazer mais dinheiro do que alguma vez fizeram”, disse, referindo-se à venda de petróleo.

“Vai fazer mais dinheiro nos próximos seis meses do que aquilo que fez em anos”, atirou.

 

Dinamarca é “ingrata” 

O republicano não deixou de falar na Gronelândia, considerando que se não o fizesse muitos o criticariam por isso. Nesse âmbito, começou por afirmar ter “muito respeito pelo povo da Gronelândia e da Dinamarca”. Porém, defendeu que nenhuma nação, a não ser os EUA, têm capacidade de defender o território. 

Nessa senda, voltou à II Guerra Mundial para lembrar que os EUA tiveram que ajudar a Dinamarca militarmente para defender a Gronelândia. 

“Devolvemos a Gronelândia à Dinamarca. Quão estúpidos fomos?”, questionou, defendendo que “a ilha faz parte do norte da América. É território nosso”.

Treze alunos morreram esta segunda-feira, num grave acidente de viação,  na África do Sul. O autocarro escolar em que seguiam colidiu com um camião numa estrada próxima da cidade industrial de Vanderbijlpark, a cerca de 60 quilómetros de Joanesburgo.

De acordo com as autoridades da província de Gauteng, que consideraram o acidente como uma tragédia, onze crianças perderam a vida no local e outras duas no hospital devido à gravidade dos ferimentos, na sequência do embate entre o autocarro escolar e um camião, esta segunda-feira.

As vítimas frequentavam o ensino primário e secundário, mas as idades ainda não foram divulgadas.

As investigações preliminares apontam que o motorista do autocarro terá perdido o controlo da viatura durante uma manobra de ultrapassagem.

O embate foi violento. Imagens partilhadas nas redes sociais mostram o autocarro destruído à beira da estrada, enquanto pais e familiares, visivelmente abalados, aguardavam informações junto da polícia.

Através de um comunicado, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, lamentou o acidente e apelou ao reforço das medidas de segurança no transporte escolar, defendendo o respeito pelas regras de trânsito e a contratação de serviços adequados.

O caso volta a levantar preocupações sobre a segurança rodoviária na África do Sul. Só em 2025, mais de 11 mil pessoas morreram nas estradas sul-africanas.

O estilista italiano Valentino Garavani morreu hoje, aos 93 anos, em Roma. A informação foi confirmada pela Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, sócio e cofundador da maison. Segundo uma nota citada pela imprensa internacional, o criador morreu de forma tranquila, em sua residência, cercado por familiares e pessoas próximas.

A despedida pública será realizada em Roma. O funeral está marcado para sexta-feira, 23 de Janeiro, às 11h, na Basílica de Santa Maria dos Anjos e dos Mártires, na Piazza della Repubblica.

Nascido em Voghera, no norte da Itália, em 1932, Valentino construiu uma das trajectórias mais influentes da moda internacional. Ainda jovem, mudou-se para Paris, onde se formou nos ateliês de Jean Dessès e Guy Laroche.

De volta à Itália, abriu em 1958 seu primeiro ateliê em Roma, na Via Condotti. O reconhecimento veio em 1962, após um desfile no Palazzo Pitti, em Florença, que marcou sua consolidação no circuito da alta-costura.

Ao lado de Giancarlo Giammetti, Valentino transformou sua casa de moda em um império global, associado à elegância clássica, à alta-costura italiana e a uma clientela que incluiu estrelas de Hollywood e figuras da elite internacional. O logotipo em “V” e o estilo marcadamente feminino tornaram-se marcas registradas da grife.

Em 1998, Valentino e Giammetti venderam a marca ao grupo HdP, que posteriormente a repassou ao grupo Marzotto, em 2002. Mesmo após a venda, Valentino permaneceu como diretor artístico até 2007, quando se afastou definitivamente da criação.

A África do Sul declarou estado de calamidade pública devido às chuvas torrenciais e inundações que mataram pelo menos 30 pessoas no norte do país, danificaram milhares de casas e destruíram estradas e pontes.

A declaração foi feita pelo chefe do Centro Nacional de Gestão de Desastres e anunciada pelo governo. Ela permite que o governo nacional coordene a resposta ao desastre.

O impacto mais severo foi sentido nas províncias do norte de Limpopo e Mpumalanga, onde ocorreram as fatalidades. No entanto, o Ministério da Governança Cooperativa e Assuntos Tradicionais afirmou que pelo menos outras três províncias também foram afetadas pelo mau tempo.

Partes da África do Sul e dos países vizinhos, Moçambique e Zimbabwe, têm sofrido com fortes chuvas há semanas. Isso resultou em graves inundações no centro e sul de Moçambique e no norte da África do Sul. Mais de 100 pessoas morreram nesses três países desde o início das chuvas no final do ano passado.

As inundações no norte da África do Sul causaram o fechamento do Parque Nacional Kruger e a evacuação de centenas de turistas e funcionários de acampamentos alagados para outras partes do parque.

A primeira-ministra da província de Limpopo afirmou que o mau tempo causou cerca de 240 milhões de dólares em danos na sua província, com muitas casas e edifícios completamente destruídos.

O sul do Chile vive dias de tragédia com incêndios florestais de grandes proporções que já causaram, pelo menos, dezasseis mortos, deslocação de mais de 50 mil pessoas e  destruição de 250 infra-estruturas, entre sábado e domingo.

 A situação levou o governo chileno a decretar, este domingo, um estado de emergência nas zonas afectadas, uma medida que visa mobilizar todos os meios para responder à crise.

As chamas que estão a implantar dor, luto e lágrimas entre as vítimas, já mataram 16 pessoas, no fim-de-semana, obrigaram à fuga de mais de cinquenta mil pessoas nas regiões afectadas no sul do Chile. 

As autoridades apontam as temperaturas extremas, próximas dos 40 graus, e os ventos fortes como factores decisivos para a rápida propagação do fogo. 

O governo afirma que estas condições têm dificultado o trabalho dos bombeiros e equipas de protecção civil nas regiões em causa, com cerca de 8.500 hectares de floresta e áreas habitadas. 

Mais de 250  infra-estruturas foram consumidas pelas chamas e várias localidades continuam ameaçadas, o que levou as autoridades a emitir ordens de evacuação preventiva para proteger a população.

 O número de vítimas mortais pode ainda aumentar nas próximas horas, segundo as autoridades locais.

Nos últimos anos, o Chile tem sido atingido por incêndios florestais, sobretudo na região centro-sul, como a tragédia de Fevereiro de 2024, onde vários incêndios provocaram 138 mortos.

Mais de 11 milhões de portugueses votam este domingo para eleger o novo Presidente da República, após dez anos de mandato de Marcelo Rebelo de Sousa. A corrida presidencial deste ano conta com um número recorde de 11 candidatos.

O elevado número de concorrentes torna pouco provável que alguém alcance mais de 50% dos votos já na primeira volta. Os dois candidatos mais votados neste domingo avançarão para o segundo turno, marcado para 8 de fevereiro.

Entre os favoritos está André Ventura, líder do partido populista Chega. Nos últimos anos, o partido tornou-se a segunda maior força parlamentar, apenas seis anos após a sua fundação. Ventura tem colocado a chamada “imigração excessiva” no centro da sua campanha, afirmando que “Portugal é nosso”. Durante a campanha, o candidato espalhou outdoors pelo país com mensagens como “Isto não é Bangladesh” e “Os imigrantes não devem poder viver da assistência social”. Alguns desses cartazes foram posteriormente retirados por ordem de um tribunal, por conterem conteúdo discriminatório.

Apesar da visibilidade do tema da imigração, Portugal continua a depender de trabalhadores estrangeiros para suprir várias necessidades da economia, sobretudo na força de trabalho.

Outros candidatos de destaque incluem figuras dos dois principais partidos portugueses, que se alternam no poder há cerca de 50 anos: Luís Marques Mendes, do Partido Social Democrata (centro-direita), e António José Seguro, do Partido Socialista (centro-esquerda), que só recebeu apoio formal do seu partido mais tarde na campanha.

O contra-almirante reformado Henrique Gouveia e Melo também se apresenta como independente, sendo valorizado pelo público por ter coordenado a rápida implementação da vacinação contra a COVID-19. Gouveia e Melo conta com o apoio de várias personalidades de diferentes setores políticos. Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, surge igualmente entre os candidatos fortes, segundo as sondagens.

Entre os 11 concorrentes, apenas uma mulher está na corrida: Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, que as sondagens indicam ter poucas hipóteses de chegar à segunda volta. Portugal ainda não elegeu uma mulher como chefe de Estado.

 

DESAFIOS PARA O PRÓXIMO PRESIDENTE

Portugal atravessou um período de instabilidade política significativa, com a realização de três eleições gerais em três anos, em maio de 2025. A estabilização do país será um dos principais desafios do próximo Presidente da República.

Embora Ventura tenha tentado transformar a imigração num tema central, os eleitores parecem mais preocupados com questões como a crise imobiliária, o futuro dos jovens e o elevado custo de vida.

Em Portugal, o presidente tem sobretudo um papel simbólico, sem funções executivas diretas. O chefe de Estado procura manter-se acima das disputas políticas, mediando conflitos e reduzindo tensões. Ainda assim, possui algumas ferramentas de influência, como o veto à legislação do parlamento — que pode ser revertido — e o chamado poder da “bomba atómica”, que lhe permite dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas.

 

Os líderes europeus prometem uma resposta unida depois do Presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado com novas tarifas até que a Dinamarca concorde em vender a Gronelândia, numa escalada sem precedentes que pode desencadear uma nova guerra comercial e quebrar a aliança transatlântica.

Desde Ursula von der Leyen até ao Presidente francês Emmanuel Macron e ao Chanceler alemão Friedrich Merz, os líderes da UE prometeram manter-se unidos, coordenados e empenhados em defender a soberania da Europa, depois da administração Trump ter afirmado que seriam aplicadas tarifas adicionais de 10% a oito países europeus a partir de 1 de Fevereiro.

Numa publicação nas redes sociais neste sábado, Trump disse que todos os produtos da Dinamarca, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido estariam sujeitos a uma tarifa adicional de 10%, que poderia ser aumentada para 25% até Junho, a ser paga até que seja alcançado um acordo para a compra completa e total da Gronelândia.

A UE e os EUA assinaram um acordo que triplicava os direitos sobre os produtos europeus para 15% e reduzia para zero os direitos sobre os produtos industriais americanos. 

Embora não tenha ficado claro como seriam acumuladas as tarifas anunciadas no sábado, a ameaça de direitos adicionais poderá desencadear uma nova guerra comercial entre os dois países.

O número de mortos nos protestos que decorrem no Irão há mais de duas semanas, pode ter atingido cerca de duas mil pessoas, denunciou esta quarta-feira, a organização não-governamental Iran Human Rights

As manifestações tiveram início a 28 de Dezembro, motivadas inicialmente pelo aumento do custo de vida num país afectado por sanções económicas.

O balanço anterior da organização não-governamental Iran Human Rights referiu que tinham sido mortos 648 manifestantes em 14 províncias, desde o início dos protestos.

Nas últimas semanas, os protestos evoluíram para uma contestação política mais ampla contra as autoridades iranianas, que resultaram em mais de 1800 mortos.

Segundo a organização, a maioria das vítimas mortais são manifestantes, embora também haja registo de mortes de pessoas ligadas ao Governo. Foram ainda relatadas vítimas entre crianças e civis que não estariam directamente envolvidos nas manifestações.

A verificação dos números continua a ser difícil devido às restrições impostas pelo Governo iraniano às comunicações, incluindo cortes no acesso à Internet e às redes telefónicas, aponta a Human Rights.

Os Estados Unidos anunciaram o congelamento dos processos de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países, entre os quais 26 nações africanas. Moçambique não está na lista dos afectados pela medida.  

A decisão foi tornada pública na quarta-feira e faz parte do reforço da política migratória adoptada pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, desde o seu regresso ao poder.

A medida afecta exclusivamente os vistos de imigrantes, de 75 países, incluindo 23 africanos como Nigéria, Egipto, Etiópia,Cabo Verde, Camarões, República Democrática do Congo, República do Congo, Chade e Ruanda, destinados a estrangeiros que pretendem viver permanentemente nos Estados Unidos. Moçambique não está na lista dos países afectados. 

 Segundo o Departamento de Estado, o congelamento entra em vigor a 21 de Janeiro e não se aplica a vistos temporários, como os de turismo, negócios ou estudo.

As autoridades norte-americanas justificam a decisão com a necessidade de assegurar que os novos residentes não representem encargos para as finanças públicas e travar aquilo que consideram um uso abusivo do sistema migratório.

A medida surge acompanhada por uma intensificação das acções de fiscalização. Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca, mais de 100 mil vistos terão sido revogados e mais de 605 mil pessoas deportadas, enquanto cerca de 2,5 milhões deixaram o país voluntariamente, gerando forte preocupação nos países afectados, sobretudo em África.

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