O País – A verdade como notícia

Irão rejeita negociações com EUA

O Irão descarta qualquer possibilidade de negociações com os Estados Unidos da América e garante que vai continuar a responder militarmente aos ataques.  O posicionamento

Irão rejeita negociações com EUA

O Irão descarta qualquer possibilidade de negociações com os Estados Unidos da América e garante que vai continuar a responder militarmente aos ataques.  O posicionamento

Dezenas de jovens realizaram um protesto, em Díli, no Timor-Leste, a exigir que seja cancelado o concurso de recrutamento para a Polícia Nacional do país (PNTL), suspenso pelo Governo, após acusações de irregularidades.

“Continuamos a pedir ao Governo que anule totalmente o processo de recrutamento da polícia”, afirmou Tito Orlenas, porta-voz dos manifestantes, que incluíam estudantes e candidatos ao concurso, falando com a imprensa local.

O Governo timorense suspendeu temporariamente, em 11 de Fevereiro, o concurso de recrutamento de novos polícias para a PNTL, depois de os candidatos e várias organizações da sociedade civil terem denunciado a falta de credibilidade do processo por alegados favorecimentos.

O Executivo decidiu igualmente integrar elementos independentes nacionais e internacionais na Comissão de Monitorização e Fiscalização e realizar uma revisão de todas as fases do concurso.

“As vagas para o recrutamento da PNTL são um concurso público para todos os timorenses, não apenas para filhos de polícias ou de veteranos, e devem cumprir a legislação em vigor”, sublinhou Tito Orlenas, junto à Universidade Nacional de Timor-Leste, em Caicoli, onde decorreu o protesto.

O porta-voz dos manifestantes disse também que a manifestação foi apenas um sinal de alerta público.

“Recebemos apoio de vários sectores sociais. Esperamos que a decisão do Governo vá ao encontro da nossa exigência de anulação. Caso contrário, haverá novas acções”, acrescentou Tito Orlenas.

Segundo a imprensa internacional, na semana passada, o presidente da comissão de supervisão do recrutamento de novos candidatos à PNTL, Paulo Assis Belo, informou que a equipa detetou 71 filhos de polícias e 72 filhos de veteranos colocados em posições privilegiadas na lista de vagas para novos recrutamentos.

Em Janeiro, a comissão de recrutamento da polícia timorense anunciou que 10 595 candidatos tinham sido aprovados, mas que apenas 400 candidatos foram autorizados a avançar para a fase de testes médicos.

A comissão de recrutamento nunca explicou de que forma selecionou os 400 candidatos para prosseguirem os exames médicos.

A República do Congo Brazzaville realiza eleições presidenciais neste domingo. Mais de 3,2 milhões de congoleses estão registrados para votar, num processo considerado pouco credível, pela oposição.

Durante 10 horas, mais de 3 milhões de congoleses são esperados nas assembleias de voto, embora analistas e organizações da sociedade civil prevejam uma participação inferior.

O pais realiza eleições presidenciais, num contexto em que há pouca oposição.Dois dos mais conhecidos líderes da oposição continuam presos, enquanto outros permanecem no exílio. 

Vários partidos da oposição decidiram boicotar a votação, alegando falta de credibilidade no processo eleitoral.

Diante destes cenários, estima-se que o escrutínio vai prolongar por mais cinco anos o poder do presidente de 82 anos, Denis Sassou Nguesso, que governa o país há várias décadas, com pouca oposição ativa e reduzida incerteza quanto ao resultado.

Denis Sassou Nguesso chegou ao poder em 1979 no país da África Central rico em petróleo e governou quase continuamente desde então, com exceção de um intervalo de cinco anos na década de 1990.

Nesta eleição, ele concorre contra seis candidatos pouco conhecidos, nenhum deles considerado um adversário sério, num contexto em que os órgãos eleitorais são dominados por figuras alinhadas com o partido no poder, o Partido Trabalhista Congolês.

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdade, no Iraque, foi alvo de um ataque com mísseis e drones, este sábado. O ataque é atribuído a milícias apoiadas pelo Irão, integradas no movimento conhecido como Resistência Islâmica no Iraque e insere-se na escalada do conflito no Médio Oriente. 

Continuam os ataques entre os EUA, Israel e Irão. 

O Ataque mais recente na guerra no médio oriente é atribuído ao Irão após terem sido lançados mísseis balísticos contra a Embaixada dos EUA Bagdade, capital do Iraque. 

Na mais recente ofensiva iraniana, um heliporto situado dentro do complexo da embaixada dos Estados Unidos no Iraque foi atingido por um míssil, de acordo com as  forças de segurança do Iraque, citadas pela imprensa internacional.

O vídeo na imagem, mostra  o fumo branco a subir do bairro, momentos depois do ataque.

No início do mês de março, a embaixada já tinha elevado o seu nível de alerta para 5, considerado o mais alto nível de alerta, ordenando a retirada imediata de cidadãos americanos do país.

Importa referir que o Iraque tem sido apanhado no fogo cruzado da guerra com Entre os EUA e  Irão, sendo o único país a enfrentar ataques de ambos os lados.

Em retaliação pela ofensiva militar de grande escala lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o Irão condicionou o tráfego no Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

O ataque à embaixada dos EUA em Bagdade é atribuído a milícias apoiadas pelo Irão, integradas no movimento conhecido como Resistência Islâmica no Iraque. 

 

Jair Bolsonaro está internado devido a problemas de saúde. O ex-presidente do Brasil sentiu-se mal, ontem, sexta-feira, tendo sido internado numa Unidade de Cuidados Intensivos, em Brasília.

A equipa médica de Bolsonaro adiantou ainda que o antigo presidente está consciente e que não precisou de ser entubado, no entanto, não há qualquer previsão de alta hospitalar por estes dias.

Lembre-se que esta não é a primeira vez que Jair Bolsonaro tem episódios que o levam à hospitalização. Em Setembro de 2025, quando ainda estava em prisão domiciliária, sentiu tonturas, queda da pressão arterial e vómitos.

Já este ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o presidente foi internado depois de se sentir mal e bater com a cabeça num móvel da cela. 

A defesa do ex-presidente voltou a pedir que Bolsonaro cumprisse a pena em prisão domiciliar, justificando que a saúde de Bolsonaro estava fragilizada, mas o pedido foi negado pelo Supremo Tribunal Federal.

O Fórum Global de Baku, iniciou nesta quinta-feira com apelos ao diálogo para pôr fim à guerra do Irão, que tem causado impactos na região e no mundo.

O Fórum Global de Baku realiza-se anualmente. Para este ano o tema escolhido foi “Colmatar as divisões num mundo em transição”, tendo centrado os discursos de abertura nesta quinta-feira no conflito no Médio Oriente. 

O presidente do Azerbaijão, ao abrir o fórum , disse que o que está a acontecer agora no mundo é uma ameaça à estrutura comportamental internacional.

“É uma ameaça ao direito internacional quando o direito e as normas internacionais não são respeitados, quando a integridade territorial dos países é violada e quando as resoluções das organizações internacionais são ignoradas” disse Aliyev.

Referiu também o aspeto da segurança energética, uma vez que o Irão disparou contra navios no Estreito de Ormuz e contra os países petrolíferos do Golfo, fazendo subir o preço do petróleo para mais de 100 dólares por barril.

“Estamos a ver que o aumento sem precedentes dos preços do petróleo e do gás cria muitos problemas para os consumidores e não só. Como membro responsável do formato OPEP Plus, somos a favor de um preço do petróleo equilibrado e previsível, e os nossos esforços na como mediador e como país que investiu muito na procura de uma solução comum, são muito apreciados”.

Enquanto fornecedor de gás à UE, o Azerbaijão está a aumentar os seus fornecimentos para ajudar a colmatar a lacuna resultante do encerramento dos fornecimentos do Golfo em consequência da guerra com o Irão, disse durante o fórum o principal conselheiro do presidente do Azerbaijão.

O fórum terá a  duração de três dias.

Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, fez o seu primeiro discurso ao país, abordando a situação após os ataques dos EUA e Israel. E deixou uma promessa: “Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos mártires”.

A declaração, que surgiu numa altura em que se suspeitava que Khamenei estaria em coma na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, foi previamente gravada e transmitida sem vídeo, apenas com uma fotografia do líder religioso. 

Khamenei começou por referir que “soube do resultado da votação da Assembleia de Peritos ao mesmo tempo” que o resto do país, através da televisão da República Islâmica, e disse ser “difícil ocupar o lugar de dois grandes líderes, o grande Khomeini e o mártir Khamenei”, referindo-se ao líder da Revolução Iraniana de 1979 e ao pai, que morreu no primeiro dia de ataques, a 28 de Fevereiro.

“Tive o privilégio de visitar o seu corpo após o seu martírio. O que vi foi uma montanha de firmeza, e ouvi dizer que ele tinha cerrado o punho da sua mão ilesa”, acrescentou.

O líder supremo do Irão agradeceu “a perspicácia e a inteligência da grande nação iraniana”, que “no recente incidente” permaneceu com “firmeza, coragem e presença”, inspirando “admiração entre os amigos e perplexidade entre os inimigos”. 

“Foram vocês, o povo, que lideraram o país e garantiram a sua autoridade”, afirmou.

Sobre a guerra no Médio Oriente, Mojtaba Khamenei defendeu que “o bloqueio do Estreito de Ormuz deve continuar” e destacou a “solidariedade” da Frente de Resistência, que, “sem dúvida”, irá “encurtar o caminho para a libertação da sedição sionista”.

“Garanto a todos que não renunciaremos à vingança sangrenta dos vossos mártires. A vingança que temos em mente não se limita ao martírio do Líder Supremo da Revolução. Pelo contrário, cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo constitui um caso separado na nossa vingança”, acrescentou.

Lembrou, ainda, o ataque a uma escola, em Minab, onde morreram mais de 100 crianças e prometeu que a “vingança continuará a ser prioridade”. 

“O crime que o inimigo cometeu deliberadamente na Escola Shajarah Tayyba Minab e outros casos semelhantes ocupam um lugar especial nesta intervenção”, frisou.

Referindo-se aos Estados Unidos como “o inimigo”, o aiatolá (ayatollah) lembrou a existência de bases norte-americanas em países vizinhos e afirmou que essas bases militares serão atacadas porque “foram usadas no recente ataque”. Ainda assim, deixou a garantia que não iria “atacar esses países” vizinhos. 

“Os países da região devem assumir a responsabilidade pelos agressores da nossa amada pátria e pelos assassinos do nosso povo. Recomendo que fechem essas bases o mais rápido possível, pois já devem ter percebido que a alegação dos Estados Unidos de estabelecer segurança e paz não passava de uma mentira”, atirou.

Garantindo que o Irão “não quer estabelecer domínio e colonialismo” no Médio Oriente, o líder supremo frisou que o país está “plenamente preparado para a união e relações mútuas calorosas e sinceras com todos os seus vizinhos”.

O Parlamento do Senegal aprovou, nesta quarta-feira, uma nova lei que agrava as penas para relações homossexuais no país. O diploma legal duplica a pena máxima, passando de cinco a dez anos de prisão para os chamados “actos contra a natureza”, expressão usada na legislação para se referir a relações entre pessoas do mesmo sexo.

A lei segue nesta altura para promulgação pelo presidente Bassirou Diomaye Faye.

A proposta foi aprovada por ampla maioria na Assembleia Nacional, com 135 votos a favor, nenhum voto contra e três abstenções. Durante o debate parlamentar, alguns deputados defenderam a medida com discursos duros contra a homossexualidade, refletindo a forte oposição ao tema em parte da sociedade senegalesa.

Além das penas de prisão que duplicaram de 5 para 10 anos, a nova lei estabelece multas que podem variar entre dois e dez milhões de francos, valores muito superiores aos previstos anteriormente. A legislação também prevê penas de três a sete anos de prisão para pessoas consideradas culpadas de promover ou financiar relações homossexuais. A pena máxima será aplicada quando o acto envolver menores.

A aprovação ocorre em meio a uma onda recente de detenções no Senegal. Desde fevereiro, dezenas de homens foram presos com base nas leis anti-LGBTQ do país, muitas vezes após denúncias ou buscas em telefones. O tema tem gerado forte controvérsia no país da África Ocidental, onde organizações religiosas defendem punições mais severas, enquanto entidades de direitos humanos alertam para o aumento da repressão e da discriminação.

O Governo do Irão alertou que o mundo deve preparar-se para uma possível subida do preço do petróleo até 200 dólares por barril, devido ao conflito no Médio Oriente.

O conflito no Médio Oriente tende a intensificar-se. As forças iranianas atacaram navios mercantes nesta quarta-feira, numa zona estratégica que se encontra, actualmente, bloqueada.

Segundo  a imprensa internacional, Teerão também lançou ataques contra Israel e alvos em várias partes do Médio Oriente, demonstrando que ainda tem capacidade de resposta, apesar do que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América descreveu como os ataques mais intensos de sempre conduzidos pelas suas forças e por Israel.

Os preços do petróleo, que tinham disparado no início da semana, aliviaram, entretanto  os mercados bolsistas recuperaram, com investidores a acreditarem que o Presidente dos EUA vai encontrar rapidamente uma forma de terminar este conflito.

Enquanto isso, o governo do Irao alerta para uma subida brusca do preço do petróleo de até 200 dólares por barril.

O tribunal anunciou, na terça-feira, que o juiz Alexandre de Moraes, que condenou Bolsonaro a uma pena de 27 anos de prisão pelo envolvimento numa tentativa de golpe de Estado, deu-lhe permissão para receber o activista conservador e assessor de Donald Trump,  Darren Beattie.

A autorização vai parcialmente ao encontro do pedido dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tinham solicitado, excepcionalmente, que a visita ao complexo penitenciário de Brasília, onde está detido, se realizasse entre 16 ou 17 de Março, datas em que Darren Beattie estará em visita oficial ao Brasil.

Beattie, actualmente assessor sénior para a política dos EUA em relação ao Brasil no Departamento de Estado norte-americano, poderá fazer-se acompanhar por um intérprete, cuja identidade deverá ser previamente divulgada, de acordo com a decisão, obtida pela agência de notícias EFE.

Durante a visita ao Brasil, o conselheiro de Trump deverá reunir-se com o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-líder e principal candidato de direita nas presidenciais de outubro, segundo a imprensa local.

Beattie já tinha acusado, o juiz Alexandre de Moraes,  de ser “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição contra Bolsonaro e os seus seguidores” e defendeu a imposição de sanções ao juiz.

Jair Bolsonaro começou em 25 de novembro a cumprir uma pena de prisão efetiva de 27 anos e três meses, em consequência da condenação em 11 de setembro de 2025 pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave e vandalismo (deterioração de património tombado).

+ LIDAS

Siga nos