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O Papa Leão XIV efectua uma visita a Angola entre 18 e 21 de Abril, anunciou esta quarta-feira o presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), José Manuel Imbamba, manifestando alegria pela vinda do líder da Igreja Católica a Angola.

A informação foi avançada em conferência de imprensa, em Luanda, pelo arcebispo católico angolano que convidou os fiéis a participarem activamente na recepção e nas actividades que serão desenvolvidas no país lusófono africano.

Segundo a Igreja Católica angolana, Leão XIV vai ter encontros com o Presidente angolano, João Lourenço, com a comunidade religiosa, sociedade civil e vai igualmente visitar o Santuário da Muxima e a província angolana de Lunda-Sul.

José Manuel Imbamba enalteceu a visita do Papa Leão XIV a Angola e pediu aos fiéis católicos angolanos a se prepararem “espiritual e materialmente para um acolhimento condigno”.

“O Santo Padre é o vigário de Cristo cá na terra, é ele que garante a comunhão aqui na terra (…), por isso pedimos para que todos os fiéis católicos se envolvam nos vários serviços que foram criados na mobilização, na angariação de fundos e em tudo aquilo que uma visita deste âmbito e desta natureza implica”, frisou.

Por outro lado, o coordenador geral da visita do Papa e porta-voz da CEAST, Belmiro Chissengueti, apresentou a agenda de Leão XIV a Angola, recordando que este chega ao país no dia 18 de Abril e será acolhido no Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro.

De acordo com o responsável, neste mesmo dia o Papa vai manter encontro com as autoridades angolanas, com o Presidente da República, João Lourenço, com a sociedade civil e no final da tarde vai ser reunir com os bispos na Nunciatura Apostólica.

No segundo dia da visita, o Bispo de Roma vai presidir às 09:00 locais (menos uma hora em Maputo) a uma missa na Centralidade do Kilamba e, posteriormente, tem um encontro com os peregrinos e fiéis no Santuário da Muxima (maior espaço de peregrinação da África Subsaariana), localizado na província do Icolo e Bengo, cujas obras estão em curso.

“Esta obra [do Santuário da Muxima] foi assumida pelo Presidente, João Lourenço, as obras decorrem e sendo um lugar de maior peregrinação em África é natural que o Papa o visite também para abençoar e dar este sentido de universalidade”, respondeu Belmiro Chissengueti aos jornalistas.

No dia 20 de Abril, logo pela manhã, o Papa irá a Saurimo (capital da província angolana da Lunda Sul – leste de Angola) onde vai presidir a uma missa e depois visitará um centro de acolhimento de idosos, estando ainda previsto às 16:00 (17:00 em Maputo), já em Luanda, encontro com os bispos, padres, religiosas, catequistas na paróquia de Nossa Senhora de Fátima.

O dia 21 de Abril está reservado para as despedidas, no fim da visita papal a Angola.

Pelo menos 8.000 escuteiros estão já mobilizados para participarem nas celebrações, actividades, acolhimento e demais actos enquadrados na visita do Papa Leão XIV nas províncias de Luanda, Icolo e Bengo e Lunda-Sul.

Leão XIV será o terceiro Papa a visitar Angola, depois de João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009.

Um grupo de 11 homens sul-africanos alegadamente aliciados para combater ao lado de soldados russos na guerra contra a Ucrânia deverá regressar em breve ao país, segundo anunciou o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa.

Segundo Lusa, com este regresso, sobe para 15 o número de cidadãos sul-africanos que voltaram ao país, depois de quatro homens terem chegado a Joanesburgo na semana passada, após meses a combater nas linhas da frente do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

Os homens terão sido enganados para viajar para a Rússia sob o pretexto de que receberiam formação em segurança.

A Organização Não-Governamental (ONG) INPACT, sediada na Suíça, lançou este mês um relatório em que descreve que o recrutamento de soldados africanos ocorre de diversas formas: através de falsos anúncios de emprego, como segurança privada, construção civil, indústria, trabalho agrícola; promessas de salários elevados e regularização de estatuto migratório; pela facilitação de vistos para a Rússia e transporte e pela utilização de redes informais, intermediários privados e agências de recrutamento.

Segundo Ramaphosa, outros dois sul-africanos permanecem na Rússia, um hospitalizado e outro em fase de processamento antes da viagem de regresso prevista.

Os repatriamentos foram facilitados por via diplomática, na sequência de um compromisso assumido no início deste mês pelo Presidente russo, Vladimir Putin, acrescentou o chefe de Estado.

Segundo a imprensa internacional, pelo menos três pessoas estão a ser investigadas devido à alegada ligação com o recrutamento dos homens para a Rússia, incluindo Duduzile Zuma-Sambudla, filha do antigo Presidente sul-africano Jacob Zuma.

Zuma-Sambudla negou qualquer irregularidade, mas se demitiu do cargo de deputada no parlamento sul-africano na sequência das acusações.

O Governo sul-africano tinha anunciado em Dezembro que recebeu pedidos de socorro de cidadãos que afirmavam estar presos na região oriental do Donbass, devastada pela guerra na Ucrânia.

Os homens, todos com idades entre os 20 e os 39 anos, terão aderido a forças mercenárias sob o pretexto de contratos de trabalho lucrativos, segundo o Governo sul-africano.

O Japão anunciou, nesta terça-feira, planos para deslocar mísseis terra-ar para uma ilha japonesa perto de Taiwan até 2031, ao mesmo tempo que as autoridades japonesas aumentam os alertas sobre as ambições militares da China na região.

“O nosso plano é deslocar ‘mísseis terra-ar de médio alcance’ durante o ano fiscal de 2030”, ou seja, durante o período de 12 meses que termina em Março de 2031,  para a ilha de Yonaguni, a cerca de 110 quilómetros a leste de Taiwan, anunciou o ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, durante uma conferência de imprensa regular.

O Japão já tinha declarado em 2022 que planeava este envio de mísseis, mas não tinha especificado um calendário.

A ilha de Yonaguni, isolada e localizada a aproximadamente 2000 quilómetros de Tóquio, já alberga uma base das Forças de Autodefesa do Japão.

Este anúncio surge quando a China tem tomado uma série de medidas económicas, políticas e simbólicas contra o Japão desde Novembro, em retaliação a comentários feitos pela primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

A líder do Japão sugeriu que uma intervenção militar do seu país seria possível no caso de um ataque chinês a Taiwan, ilha que é reivindicada por Pequim.

Desde então, a China tem desencorajado os seus cidadãos a viajar para o Japão. Ontem, anunciou que iria sancionar 40 empresas e organizações japonesas acusadas de participar na nova militarização do Japão, nomeadamente proibindo 20 destas de adquirir bens e tecnologias com potencial tanto civil como militar a empresas sediadas na China.

Sanae Takaichi acusou a China na sexta-feira de querer “mudar o ‘status quo’ pela força ou coerção” nas zonas marítimas sobre as quais disputa soberania com os seus vizinhos, sublinhando, no entanto, que o seu desejo era o de estabelecer “relações estáveis construtivas” com a China.

De acordo a Organização das Nações Unidas, há 3,7 milhões de ucranianos deslocados internamente, sendo que 10,8 milhões de pessoas no país vão precisar de ajuda humanitária neste ano.

A ONU alertou, nesta terça-feira, para a existência de 3,7 milhões de pessoas deslocadas na Ucrânia, número que tem aumentado nos últimos meses, devido ao Inverno rigoroso e à falta de energia provocada por ataques russos contínuos.

“Após quatro anos de guerra, a resiliência tem limites”, afirmou o director regional do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), Philippe Leclerc, em conferência de imprensa realizada nesta terça-feira em Genebra, na Suíça.

“Dentro da Ucrânia, os repetidos ataques a habitações, sistemas energéticos e serviços essenciais durante o Inverno deixaram milhões de pessoas sem aquecimento ou electricidade durante longos períodos”, descreveu, referindo que, embora as temperaturas estejam a subir lentamente, os danos permanecem.

De acordo com este responsável, há 3,7 milhões de ucranianos deslocados internamente, sendo que 10,8 milhões de pessoas no país vão precisar de ajuda humanitária este ano.

“Depois de sobreviverem ao Inverno mais rigoroso da década, milhões de ucranianos deslocados enfrentam uma crise crescente marcada por dificuldades e ataques contínuos, enquanto as perspectivas de paz permanecem distantes”, disse, num apelo a que seja mantida a ajuda humanitária e o financiamento necessário.

“Desde o início da guerra em grande escala, o ACNUR e os seus parceiros apoiaram 10 milhões de pessoas com ajuda de emergência, serviços de protecção e apoio psicossocial”, mas neste ano “planeia auxiliar mais 2 milhões de pessoas dentro do país”, caso tenha disponibilidade financeira suficiente, avançou.

É preciso também “dar apoio para recuperação e reconstrução para evitar novas deslocações e criar condições seguras para o regresso”, defendeu Philippe Leclerc.

“Quando as condições o permitirem, os regressos graduais e voluntários serão cruciais para a recuperação da Ucrânia”, disse, garantindo que o ACNUR está a trabalhar com Governo e parceiros para restaurar os documentos das pessoas, apoiar a reabilitação das infra-estruturas sociais e reparar as casas danificadas pela guerra.

O director regional do ACNUR pediu também aos países de acolhimento dos ucranianos que fugiram da guerra para criarem opções de estadias prolongadas que complementem o estatuto de protecção temporária, sublinhando que ainda há 5,9 milhões de refugiados.

O Chade encerrou a sua fronteira oriental com o Sudão, nesta Segunda-feira, após confrontos ocorridos no fim-de-semana ligados à guerra civil do Sudão que mataram cinco soldados chadianos.

Nesta segunda-feira, o governo chadiano anunciou o encerramento, citando incursões repetidas e violações cometidas por forças no conflito do Sudão.

Não é a primeira vez que a guerra civil sudanesa se espalha pelo território chadiano, causando vítimas e danos materiais.

Segundo um funcionário chadiano citado pela AfricaNews, os combates entre as forças paramilitares de apoio rápido do Sudão e tropas leais ao governo sudanês ocorreram na cidade fronteiriça de Tine.

Além dos cinco soldados mortos, três civis também perderam a vida e mais doze ficaram feridos. Isto acontece semanas antes de a guerra no Sudão entrar no seu quarto ano, e  o governo do Chade disse que a fronteira permaneceria fechada até novo aviso.

Fontes citadas pela imprensa internacional, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a falar com a imprensa, disseram que mais tropas chadianas estavam a ser enviadas para a área.

Segundo as Nações Unidas, a guerra no Sudão desencadeou a pior e maior crise de fome do mundo. O conflito deslocou milhões de pessoas.

O filho mais novo do falecido ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, Bellarmine Chatunga Mugabe, foi ouvido por um tribunal sul-africano, nesta segunda-feira, na sequência da  acusação de tentativa de homicídio após um jardineiro ter sido baleado em sua casa em Joanesburgo na semana passada.

Bellarmine Chatunga Mugabe, filho mais novo do falecido ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, foi ouvido, nesta segunda-feira, numa breve audiência pela justiça sul-africana, ao lado do co-réu Tobias Mugabe Matonhodze. 

O advogado de Bellarmine Mugabe recusou-se a comentar quando questionado por jornalistas se os dois homens eram ou não parentes. 

Bellarmine Mugabe, de 28 anos de idade, está supostamente envolvido num tiroteio que na última quinta-feira deixou hospitalizado um cidadão que exercia a função de jardineiro na residência do ex-presidente zimbabweano.

Das acusações que pesam sobre o filho de, Robert Mugabe, estão a obstrução da justiça e posse ilegal de arma de fogo que se acredita ter sido usado durante o tiroteio.

Apesar de a polícia ainda não ter recuperado a arma de fogo, Bellarmine Mugabe compareceu ao Tribunal de Magistrados de Alexandra, na África do Sul para onde deverá retornar no dia 3 de Março para um pedido formal de restituição à liberdade mediante pagamento de fiança.

Para além de Berllamine Mugabe, seu irmão, Robert Mugabe Júnior, também enfrentou acusações de posse de drogas em Harare, em Outubro de 2025. 

De acordo com a imprensa internacional, a família Mugabe emitiu um comunicado nesta segunda-feira negando autorização para que qualquer porta-voz pudesse representar os dois acusados.

Berllamine Mugabe e o seu irmão mais velho, Robert Junior, ficaram notórios na década de 2010 por compartilharem seus estilos de vida luxuosos através das redes sociais.

Historicamente, os irmãos Mugabe são conhecidos em Joanesburgo por realizar festas extravagantes marcadas por comportamentos desviados.

Os confrontos entre o exército congolês e o grupo paramilitar AFC-M23 recomeçaram no leste da RDC, apesar do cessar-fogo proposto na semana passada pelo presidente de Angola, João Lourenço.

Tanto o exército congolês, assim como o grupo paramilitar M23 se acusam mutuamente de violações. Kinshasa afirma que os rebeldes buscam fortalecer sua posição enquanto continuam as negociações diplomáticas.

Os combates que começaram no leste da RDC violam o acordo de cessar-fogo proposto recentemente pelo presidente Angolano. 

Segundo declarou o prefeito da cidade de Uvira o governo congolês é respeitoso, pois é ele quem realmente precisa de paz, enquanto os rebeldes não precisam de paz, eles precisam conquistar mais territórios e não fazem nada nas áreas que ocupam, a não ser saquear para Ruanda.

Mas o M23 rejeita categoricamente as acusações. Afirma que as forças governamentais estão por trás das hostilidades, citando ataques e ofensivas terrestres contra suas posições em áreas circundantes.

Essas versões irreconciliáveis ​​estão a alimentar um clima de desconfiança e enfraquecem ainda mais uma trégua já tensa.

O presidente iraniano diz que Teerão não irá “ceder” à pressão estrangeira. Trata-se de uma posição que surge num contexto em que as tensões aumentam entre os Estados Unidos e o Irão no meio das negociações nucleares em curso.

Washington está actualmente a concentrar uma das suas maiores mobilizações militares na região desde a invasão do Iraque, em 2003.

Falando durante um encontro com atletas paralímpicos em Teerão, o presidente iraniano disse neste sábado que Teerão não vai ceder à pressão estrangeira.

Embora o Irão insista que o seu programa nuclear é pacífico, os EUA e outros suspeitam que ele tenha como objetivo desenvolver armamento.

Duas rondas de negociações entre Teerão e Washington estagnaram em questões essenciais.

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou na sexta-feira que estava a considerar ataques limitados para forçar um acordo sobre o programa nuclear de Teerão.

Os seus comentários surgiram mesmo depois do principal diplomata do país dizer que Teerão espera ter uma proposta de acordo pronta nos próximos dias.

O presidente do Brasil, Lula da Silva, pediu hoje a Donald Trump que trate todos os países de forma igual, depois de o líder norte-americano ter imposto tarifas adicionais de 15% sobre as importações.

O presidente brasileiro, Lula da Silva, encontra-se em visita oficial a Nova Deli, capital da Índia, onde manifestou a intenção de transmitir ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o Brasil não deseja uma nova Guerra Fria, reforçando a defesa do diálogo e da cooperação internacional.

O Presidente brasileiro indicou que não iria comentar as decisões dos tribunais de outros países, mas manifestou otimismo em relação à planeada visita a Washington em Março.

“Estou convencido de que as relações entre o Brasil e os Estados Unidos voltarão à normalidade após a nossa conversa”, afirmou Lula.

Depois de meses de crise, Lula e Donald Trump têm-se reunido várias vezes desde o primeiro encontro oficial, em Outubro do ano passado. 

Na sequência desta aproximação, o Governo norte-americano isentou vários produtos brasileiros que estavam sujeitos a tarifas de 40% nos EUA.

O Presidente norte-americano anunciou no sábado que a nova tarifa alfandegária global vai aumentar de 10% para 15% “com efeito imediato”, após o Supremo Tribunal ter considerado ilegais grande parte das taxas que havia imposto.

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