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Insolvência da Cimentos da Beira: Advogado nega ter ficado indevidamente com 7 milhões de meticais 

O advogado apontado por um dos antigos administradores da insolvência da Cimentos da Beira, como a pessoa que teria ficado na posse de mais de sete milhões de meticais, que seriam para pagar salários, assume que recebeu parte do valor e que o mesmo destinava-se a pagar honorários. 

Há cerca de um mês, o terceiro administrador da Cimentos da Beira, indicado pelo Tribunal da província de Sofala,  foi detido indiciado de ter desviado mais de sete milhões de meticais proveniente da venda de cimentos e que eram destinados ao pagamento de salários dos meses de Janeiro e Fevereiro

O administrador disse aos órgão de justiça que entregara o valor a um indivíduo idóneo para guardá-lo, que, depois, veio a saber-se que se trata do advogado Ivan Ponta-Vida. Ouvido em providência cautelar, disse que recebeu, sim, cerca de quatro milhões de meticais por prestação de serviço que não especificou.  

O antigo administrador que tinha sido detido, indiciado também de exercer funções ilegais e uso de documentos falsos, já foi solto.

Os cerca de 100 trabalhadores da Cimentos da Beira voltaram a amotinar-se nas instalações do Tribunal para lembrar ao órgão que o processo de insolvência tinha noventa dias e que expiraram em meados de Janeiro passado.

Lembre-se que a insolvência especial da Cimentos da Beira foi decretada em Outubro do ano passado, e que tinha um prazo de três meses, mas cinco meses depois continua sem desfecho.  

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