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HIV/SIDA matou 38 mil pessoas no ano passado em todo o país

Pelo menos 38 mil pessoas morreram vítimas de HIV/SIDA, no ano passado, em todo o país. Actualmente, estima-se que 2.1 milhões de moçambicanos vivem com a doença. A informação foi avançada, hoje, pelo ministro da Saúde no lançamento do inquérito sobre o impacto do HIV/SIDA em Moçambique.

A capital provincial de Gaza, Xai-Xai, acolheu, hoje, o lançamento do inquérito sobre o impacto do HIV/SIDA em Moçambique ou, simplesmente, INSIDA.

O evento, que não decorreu ano passado, devido ao agravamento da situação da COVID-19 no país, contou com a presença do ministro da Saúde, Armindo Tiago, que considerou o HIV/SIDA como um grave problema de saúde pública, puxando, para o seu argumento, os números.

“Estima-se que 2.1 milhões de indivíduos estejam a viver com o HIV/SIDA. Apesar de ser um problema de saúde pública, a nível do Governo reconhece-se que esforços importantes foram feitos para diminuir os seus impactos. Por exemplo, em 2020 estimou-se que cerca de 38 mil pessoas terão morrido de HIV no país. Embora o número seja elevado, se tivermos em conta o passado, entendemos, claramente, que há uma diminuição progressiva da mortalidade que já esteve em 61 mil”, tranquilizou Armindo Tiago.

Por estes e outros motivos, o governante explicou quais são os três objectivos que norteiam o inquérito sobre o impacto do projecto lançado, hoje, em Xai-Xai.

“O primeiro objectivo do INSIDA é nós tentarmos ver qual é a situação dos serviços de apoio e tratamento do HIV/SIDA, em segundo lugar, garantir que nós saibamos qual é a prevalência da doença no nosso país e, por último, perceber que tipo de atitudes, práticas e comportamentos as pessoas têm em relação ao HIV/SIDA”, enumerou o ministro da Saúde.

Este inquérito conta com o financiamento do Governo moçambicano e dos Estados Unidos no valor de sete milhões de dólares. O director-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde explica os grupos-alvo e os prazos do processo.

“Está estimado que irão participar, deste inquérito, cerca de 11 mil agregados familiares e o número de participantes para este inquérito é de 19 mil. Para alcançar este número, só com uma adesão massiva de todos os moçambicanos a serem abrangidos. São elegíveis a participar do inquérito todos os indivíduos com 15 ou mais anos de idade que residam nos locais leccionados para o processo”, esclareceu Eduardo Samo, director-geral adjunto do Instituto Nacional de Saúde

De princípio, o inquérito será feito em todo o país e começa hoje, sendo que o seu término está previsto para Novembro e “está dividido em duas fases e a primeira abrange toda a região sul, Sofala e Manica. Na fase dois, que começa no mês de Agosto e termina em Novembro, é para as restantes províncias”.

De acordo com Samo Gudo, o tempo que o processo vai durar numa província será em função da dimensão do número de agregados familiares.

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