O Governo pretende reforçar a produção de mel no País, através da mobilização de cerca de 10 milhões de dólares norte-americanos destinados ao desenvolvimento da actividade apícola. A iniciativa surge como parte da estratégia para impulsionar a produção interna, aumentar a capacidade de transformação do produto e diminuir a dependência do mercado externo.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira, em Maputo, durante as celebrações do Dia Mundial da Abelha, pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino.
Segundo o ministro do pelouro, serão “cerca de 10 milhões de dólares que queremos dedicar especialmente para a apicultura”. Para tal, decorrem ainda entendimentos com o Banco Mundial para a operacionalização dos fundos que deverão apoiar diferentes áreas ligadas à cadeia produtiva da apicultura.
Parte do financiamento será direccionada às comunidades envolvidas na produção, através de mecanismos de apoio que incluem aquisição de colmeias, equipamento de segurança e acções de capacitação técnica.
O objectivo é criar melhores condições para aumentar a produtividade e incentivar a participação das comunidades locais na actividade. “Esta subvenção é para a compra de colmeias, fatos, todo o processo de formação e apoio às comunidades”, explicou o governante.
Outra parcela dos recursos deverá ser aplicada na dinamização da indústria ligada ao sector, abrangendo actividades de processamento, melhoria da apresentação dos produtos, certificação e reforço da logística de transporte.
Entende-se que o fortalecimento destas etapas poderá contribuir para agregar valor ao mel produzido internamente e aumentar a competitividade do sector. “Depois temos uma componente de crédito concessional para agro-indústria, processamento, embalagens apropriadas, certificação e meios de transporte”, referiu Albino.
Entretanto, o ministro reconheceu que a falta de informação estatística consolidada continua a representar um desafio para o crescimento da actividade apícola no País.
Neste contexto, aponta-se que a inexistência de dados precisos limita decisões ligadas à gestão do mercado e à definição de políticas de importação. “Nós não temos estatísticas consolidadas daquilo que se passa na cadeia de valor da apicultura”, afirmou o governante.
O Governo defendeu ainda maior aproveitamento da capacidade produtiva interna, questionando a necessidade de recorrer ao mercado internacional para suprir a procura nacional.