O Governo vai financiar a permanência das forças de segurança ruandesas na província de Cabo Delgado, no combate ao terrorismo. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, sem no entanto revelar os valores envolvidos e a duração da missão.
Recentemente, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, Olivier Nduhungirehe, disse que o seu Executivo passou a tratar directamente com o Governo de Moçambique o financiamento da presença das forças de segurança ruandesas no país para o combate ao terrorismo em Cabo Delgado.
Nesta sexta-feira, o porta-voz do Governo moçambicano, Inocêncio Impissa, explicou que “deverá ter sido” no âmbito de “contactos, abordagens e mecanismos de relação entre estados [Moçambique e Ruanda] que esta resposta poderá ter sido esboçada”.
Inocêncio Impissa disse que não tem detalhes sobre a informação. “Não sei dos custos, não sei quanto é que isso significa e até quanto tempo ficarão [as tropas]. Os acordos hão-de clarificar, nos próximos tempos, sobre esta matéria”.
“Ao termos este reforço” das forças de segurança ruandesas, haverá condições para se “continuar a capacitar o nosso país e reorganizar as nossas forças em termos de capacidade, equipamento e tecnologia (…)”, explicou o governante, respondendo a uma das perguntas colocadas pela imprensa.
Refira-se que entre 14 e 15 de Maio, o Presidente da República, Daniel Chapo, participou, em Kigali, na 13.ª edição do Africa Chief Executive Officer Forum, a convite do Presidente ruandês, Paul Kagame. O encontro visava reforçar a cooperação bilateral, promover o potencial económico de Moçambique, atrair investimentos e aprofundar o diálogo sobre questões regionais e continentais.
Segundo Inocêncio Impissa, não será por acaso que a decisão de financiar a presença das forças de segurança ruandesas no combate ao terrorismo em Cabo Delgado ocorra “um pouco depois de o Presidente da República ter passado de Kigali. Então, não há-de ser coincidência”.