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Golfo pede autorização à ONU para reabrir Ormuz

Os países do Golfo intensificaram a pressão diplomática junto da Organização das Nações Unidas para uma intervenção no estreito de Ormuz, após alegações de que o Irão está a impedir a livre circulação de navios comerciais e petroleiros. 

A posição foi defendida pelo Conselho de Cooperação do Golfo, que acusa Teerão de condicionar a passagem marítima, colocando em risco uma das rotas mais estratégicas do comércio internacional.

A proposta, liderada pelo Bahrein e apoiada pelos Estados Unidos, prevê a possibilidade de uso da força para garantir a reabertura da via marítima. O documento está em discussão no Conselho de Segurança e já passou por várias revisões, numa tentativa de alcançar consenso entre os membros com poder de veto, num contexto de forte tensão geopolítica.

Apesar dos ajustes, a iniciativa enfrenta resistência de países como a China e a Rússia, que alertam para o risco de escalada militar. As duas potências defendem que a autorização do uso da força pode agravar o conflito e comprometer ainda mais a estabilidade na região. Também o Presidente da França manifestou reservas quanto à viabilidade de uma operação militar neste cenário.

A versão mais recente da resolução introduz a possibilidade de acções de carácter “defensivo” para proteger a navegação, numa tentativa de suavizar posições divergentes. 

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