Cerca de 300 mil funcionários públicos do Malawi dão 14 dias para que o governo malawiano aumente os seus salários em 44% devido ao elevado custo de vida. Os mesmos ameaçam convocar uma greve geral e exigem ainda aumentos nos subsídios de transporte.
Depois de terem se manifestado contra o alto custo de vida, em Agosto de 2024, os cerca de 300 mil funcionários públicos malawianos decidiram dar um prazo de 14 dias ao governo de Lilongwe.
Entre as principais inquietações, os funcionários exigem o aumento de salários públicos em 44%, incluindo os subsídios de transporte em 100%.
Numa declaração conjunta, o Sindicato dos Funcionários Públicos e dos professores malawianos afirma que o ultimato é uma resposta à falta de reconhecimento das suas preocupações pelo Executivo de Malawi.
Lamentaram o facto de terem sido esgotados todos os meios pacíficos para evitar a greve.
Reagindo à situação, recentemente, o governo malawiano considerou que o elevado custo de vida no país está associado ao desequilíbrio cambial do kwacha com o dólar.