Um funcionário público aposentado denuncia uma alegada falha do Estado na prestação de assistência médica a servidores reformados, alertando que a situação poderá afectar vários cidadãos na mesma condição.
O denunciante, que trabalhou durante 40 anos para o Estado, afirma que continua a sofrer descontos para assistência médica e medicamentosa, mas, mesmo doente, não tem acesso aos cuidados de que necessita.
Segundo relata, desde Maio de 2023 aguarda uma consulta de neurocirurgia no Hospital Central de Nampula, após ter sido referenciado pelo Hospital Provincial de Pemba. No entanto, até ao momento, não conseguiu beneficiar do atendimento.
“Todas as diligências foram feitas, mas não foi possível ir ao hospital. A doença continua a agravar-se”, lamentou.
O aposentado afirma ainda que recorreu a pedidos formais de apoio junto das entidades competentes, mas diz não ter recebido qualquer resposta até agora. “Já passaram vários meses, e até hoje não tenho resposta”, disse, mostrando-se preocupado com o agravamento do seu estado de saúde.
Além da sua situação individual, o denunciante acredita que o problema pode ser mais abrangente. “Acho que a maioria deve estar a passar o mesmo que eu e continuam a dar voltas simplesmente para obter tratamento”, afirmou.
O caso levanta preocupações sobre o acesso à assistência médica por parte de funcionários públicos aposentados, sobretudo aqueles que continuam a contribuir para o sistema.
Contactadas para esclarecimentos, várias instituições governamentais responsáveis pela assistência médica e medicamentosa não se pronunciaram até ao momento, apesar das tentativas de contacto.
A denúncia reacende o debate sobre a eficácia dos mecanismos de protecção social e o cumprimento dos direitos dos servidores públicos após a aposentação.
