A Frelimo aponta que Moçambique está a voltar à normalidade após crise política e impacto das intempéries. A informação foi avançada pelo porta-voz do partido, Pedro Guiliche, que alertou para o aumento dos preços dos combustíveis e apelou ao uso racional, de forma que não haja agravamento da carestia de vida nos próximos tempos.
“importa destacar que os resultados na sua globalidade têm sido encorajadores no sentido em que o país está a voltar a reencontrar-se, está a voltar a colocar as instituições a funcionar com normalidade”, disse o porta-voz do partido Frelimo, em conferência de imprensa, no segundo dia da Sessão Ordinária do Comité Central do partido.
Contudo, Pedro Guiliche reconheceu a prevalência de alguns desafios como em sectores como Saúde, fazendo referência a destruição do armazém de medicamentos, durante as manifestações pós-eleitorais. “A destruição daquele Centro de Medicamentos agravou a nossa situação, agravou a capacidade do Estado de prover serviços na área de saúde. Todavia, já há um processo de importação dos mais diversos medicamentos previstos para serem recebidos no próximo mês de Maio”, destacou.
No mesmo sector, a Frelimo reconheceu que há um trabalho “importantíssimo” para um melhor treinamento dos profissionais de saúde, com vista a um atendimento mais humanizado, personalizado e mais próximo dos cidadãos.
Em relação aos combustíveis, o maior partido do país alerta que, caso o conflito no Irão prevaleça, as taxas de combustíveis e os preços de compra vão sofrer algum tipo de agravamento, recomendando, por isso, um uso e gestão racional do recurso.
“No nosso caso, porque tínhamos uma melhor capacidade de armazenamento de combustíveis, ainda estávamos em condições de continuar a comercializar o combustível de reserva, mas este combustível de reserva vai gradualmente se esgotando (…) Por isso mesmo, é importante que nos preparemos para melhor capacidade de fazer uso e gestão racional deste recurso fundamental para o nosso funcionamento”.
Ainda hoje, o Comité Central da Frelimo vai olhar para o balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado 2025 e o Plano Económico e Social e Orçamento do Estado.

