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Empresas portuguesas reerguem-se após crise política em Moçambique 

As empresas portuguesas afectadas pela onda de violência e vandalismo que se seguiu às eleições gerais de 2024 no país retomaram as suas actividades e olham para o futuro com confiança. A informação foi avançada pelo embaixador português em Maputo, Jorge Monteiro, em declarações à imprensa.

O diplomata destacou a resiliência do sector empresarial e o clima de estabilidade que se começa a restabelecer em Moçambique.

Portugal chegou a avaliar mecanismos de apoio às empresas afectadas, depois de várias propriedades de capitais portugueses terem sido vandalizadas durante as manifestações pós-eleitorais no ano passado, que resultaram em mais de 400 mortos e mais de sete mil detenções, segundo dados da sociedade civil.

Monteiro reconheceu que Moçambique atravessou um período difícil, mas sublinhou o espírito reformista do novo Governo, liderado por Daniel Chapo.

O diplomata aponta que as reformas em curso vão dinamizar a economia e gerar novas oportunidades para os jovens.

Segundo o embaixador, a UE acompanha atentamente o diálogo político em curso e espera propostas concretas que reforcem a confiança e a inclusão social.

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