O País – A verdade como notícia

Extraparlamentares dizem que manifestações põem a democracia em risco 

A plataforma dos partidos políticos extraparlamentares convida a Renamo, MDM, PODEMOS e a todos os partidos concorrentes nas eleições gerais de 09 de outubro para privilegiar o diálogo e não as manifestações, porque, no seu entender, minam a democracia, a paz e a unidade nacional. Também, os extraparlamentares repudiam os resultados eleitorais por entenderem que não refletem a verdade. A

O partido Frelimo e o candidato Daniel Chapo são os grandes vencedores das eleições gerais na província da Zambézia. Chapo conseguiu 644 702 votos, o correspondente a 73%. Já Venâncio Mondlane foi o segundo candidato mais votado, com 125 182, votos, o que corresponde a 14,7%. Ossufo Momade, com 86 762, uma percentagem de 9,82%, foi o terceiro candidato mais votado na Zambézia. Por sua vez, Lutero Simango obteve 26 475 votos, uma percentagem de 3%.

Igualmente, a Frelimo está em primeiro lugar com 676 203 votos, o correspondente 73,9%, seguido pelo PODEMOS, que obteve 69728 votos (7,54%). Já a Renamo conseguiu 148 685 votos, 14,99%. Por último, o MDM teve o registo de 20 208 votos, 2,18%.

Já para a eleição da Assembleia provincial, a Frelimo está em primeiro lugar com 618 101, o que equivale a 71.70%. Segue a Renamo com 136 929, uma margem de 15,88%. O PODEMOS aparece em terceiro com 63 621, uma margem de 7,38 %. O MDM obteve 22 517, o que corresponde a 2,61% dos votos.

De resto, foi uma eleição em que, na província da Zambézia, o número das abstenções está acima dos 60%.

 

APURAMENTO PARCIAL NA PROVÍNCIA DE MAPUTO

Daniel Chapo e Frelimo estão na dianteira nas eleições gerais, do apuramento feito na Província de Maputo. Venâncio Mondlane ocupa a segunda posição. Mais de 570 mil eleitores inscritos não foram votar e 17 mil votaram em branco.

Já são conhecidos os resultados parciais das eleições gerais de 9 de Outubro passado, pelo menos a nível das províncias. Para além do posicionamento dos candidatos presidenciais e dos respectivos partidos políticos, um dado importante foi partilhado, o nível de adesão dos eleitores inscritos no processo.

De acordo com os dados até aqui partilhados pelos órgãos eleitorais, dos mais de 17 milhões de eleitores inscritos para este processo, quase a metade, ou seja, perto de 9 milhões de cidadãos não votaram no dia 9 de Outubro e, dos que decidiram exercer o seu direito de voto, pouco mais de 300 mil não escolheram ninguém, ou seja, foram votos em branco.

A província de Nampula, o maior círculo eleitoral do país, lidera a lista, com mais de dois milhões de abstenções, o correspondente a 17%, e o registo igualmente alto de 52 mil votos em branco.

Zambézia não ficou longe. Cerca de 2 milhões de eleitores gazetearam a votação e 45 mil votaram em branco.

A província de Cabo Delgado também registou um nível alto de abstenções, com 925 mil pessoas ausentes, 35 mil votos em branco e quase 18 mil votos foram anulados.

As províncias de Maputo, Inhambane, Manica, Sofala, Tete e Niassa apresentaram um nível de abstenções que variam entre 570 mil eleitores e 630 mil.

No entanto, no que tange aos votos nulos, é destaque a província de Manica, que registou cerca de 54 mil casos, o maior número em todo o país.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), intimou, hoje, uma vez mais, o candidato presidencial Venâncio Mondlane, por desobediência pública, desrespeito pelos órgãos do Estado, incitação à violência e desinformação. Em comunicado publicado esta terça-feira, o Ministério Público diz que o candidato presidencial se tem autoproclamado vencedor e incita à tomada do poder de forma ilegítima.

É a segunda vez, desde o início da campanha eleitoral a esta parte, que o Ministério Público notifica o candidato presidencial Venâncio Mondlane a comparecer diante de um magistrado para responder por alegada incitação à violência, desrespeito pelo Estado, cometimento de ilícitos eleitorais, entre outros.

Esta terça-feira, cinco dias após a votação, a instituição dirigida por Beatriz Buchili voltou a notificar o candidato que tem estado em segunda posição nos apuramentos distritais e provinciais divulgados pelo STAE.

Para o Ministério Público, Venâncio Mondlane é agitador e não respeita os órgãos do Estado. “A intimação resulta da reiterada onda de agitação social, desobediência pública, desrespeito pelos órgãos do Estado, incitação à violência e desinformação perpetrada pelo candidato à Presidência da República, Senhor Venâncio António Bila Mondlane, nos comícios, redes sociais e demais plataformas digitais”, lê-se no comunicado do Ministério Público, partilhado esta terça-feira.

A PGR diz que Venâncio Mondlane, enquanto candidato que deseja dirigir o país, deve promover o cumprimento da Constituição da República e inspirar os cidadãos a respeitarem as instituições públicas.

O Ministério Público diz que já advertiu, várias vezes, o candidato, mas este não muda de postura, o que é preocupante. “Apesar de já ter sido notificado pelo Ministério Público, é preocupante a postura demonstrada pelo Senhor Venâncio António Bila Mondlane em reiterar a prática de comportamentos que violam os princípios e normas ético-eleitorais” , aponta o comunicado.

A PGR diz estar preocupada, igualmente, com o facto de o candidato estar constantemente a autoproclamar-se vencedor, com alegações de ascender ao poder de forma ilegítima.

“Mais agravante, ainda, são os pronunciamentos deste em divulgar informações sobre os resultados eleitorais não confirmados pelos órgãos competentes, autoproclamar-se Presidente da República, afirmando ter criado uma comissão de transição de poder e incitar a população a actos de violência e desordem pública, com alegação de que se deve tomar o poder”, acusa a PGR.

Segundo o comunicado, o acima exposto viola n.º 3 do artigo 6, da Lei n O. 9/2014, de 12 de Março, conjugado com o artigo 354 do Código Penal.

Num outro comunicado publicado esta segunda-feira, o Ministério Público refere que todos os actores políticos têm o dever de respeitar o processo actuando de forma a cumprir as normas constitucionais aprovadas, contribuindo para uma eleição pacífica, livre e justa e para a consolidação do Estado de Direito Democrático.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apela aos concorrentes às eleições gerais a evitarem pronunciamentos, que possam resvalar para a violência, assim como para  qualquer tentativa de ascender ao poder de forma ilícita. O Ministério Público diz que é preciso esperar pela divulgação dos resultados oficiais. 

Ainda está em curso o apuramento dos resultados das eleições do dia 9 de Outubro e, até aqui, os dados indicam que os candidatos presidenciais, Daniel Chapo, do partido Frelimo, e Venâncio Mondlane, suportado pelo partido PODEMOS, é que estão na dianteira. 

Entretanto, há já candidatos que se auto proclamam vencedores, uma postura, que para a Procuradoria-Geral da República, deve ser evitada, pelo menos enquanto não houver divulgação final dos resultados, pelos órgãos competentes.

“Na qualidade de garante da legalidade, a Procuradoria-Geral da República apela aos candidatos, membros de listas concorrentes, membros e simpatizantes de partidos políticos, bem como os eleitores e o público em geral a actuarem em estrita obediência à Constituição e as demais leis, enquanto se aguarda o apuramento dos votos, validação e proclamação dos resultados eleitorais pelos órgãos competentes, evitando o cometimento de crimes e ilícitos eleitorais.”, lê-se no comunicado da PGR, publicado esta segunda-feira. 

O Ministério Público exorta ainda que sejam evitados pronunciamentos que possam resvalar para violência. 

“Apela-se, ainda, absterem-se de pronunciamentos que possam degenerar em desordem, a insurreição, violência ou ascensão ao poder de forma ilegítima” Adverte-se.

A instituição dirigida por Beatriz Buchili diz, também, que todos os actores políticos têm o dever de respeitar o processo, cumprindo com as normas constitucionais.

A contagem de votos feita em paralelo pelos candidatos durante as eleições é originada pela falta de transparência do processo. Quem o diz é o bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM). Como solução, Carlos Martins diz que a contagem pode ser feita em tempo real.

Recentemente, o candidato presidencial que concorreu às eleições com o suporte do PODEMOS veio a público anunciar que os resultados legitimam a sua vitória a Presidente da República nas eleições de 09 de Outubro, e, inclusive, avançou que está “pronto para fazer uma transição governativa”.

Hoje, em reacção aos resultados preliminares, o presidente do PODEMOS, partido que suporta Venâncio Mondlane e ocandidatop presidencial do MDM, Lutero Simango, também contestaram os resultados.

Para evitar contestações, o bastonário da Ordem dos Advogados apontou a contagem de votos em tempo real como forma de potenciar a transparência do processo eleitoral.

“Mais transparência dos órgãos de gestão eleitoral (…) nós estamos a viver um momento de crise, de desconfiança relativamente aos órgãos de gestão eleitoral, e é isto que provoca, naturalmente, estas contagens paralelas, porque o processo eleitoral é possível, porque também assistimos nos outros países. Portanto, não é uma coisa inédita, é possível que a contagem seja permanente, que seja acompanhada quase em tempo real, e isto, naturalmente, afasta as suspeições relativamente ao processo”, apontou Carlos Martins.

Já os juízes dizem que estão a trabalhar com todos os recursos e reiteram que são imparciais e independentes.

“Quando chega este período, as pessoas têm esta tendência de achar que provavelmente o juiz X, o juiz Y possa decidir para este ou aquele partido. Não é esta a nossa missão. Os juízes julgam de acordo com a lei, de acordo com os elementos que constam dos autos, porque o juiz é independente e deve ser imparcial na sua actuação”, defendeu Esmeraldo Matavele, presidente da Associação Moçambicana dos Juízes.

A CNE deve divulgar os resultados oficiais das eleições do dia 9 de Outubro até ao dia 25 de Outubro.

O apuramento dos resultados das eleições em Gaza coloca Daniel Chapo e a Frelimo como vencedores. Do apuramento feito para a eleição do Presidente da República, Daniel Chapo teve 487 275 votos, o correspondente a 84,59%, Venâncio Mondlane amealhou 66 071 votos corresponde a 11,47%, Lutero Simango teve 34 404 votos, o correspondente a 2,33%, e Ossufo Momade obteve 9288 votos, o correspondente a 1,61%. Para a eleição dos deputados da Assembleia da República, 12 152 eleitores votaram no MDM, o que correspondente a 2,12%, Frelimo teve 500 187 votos correspondente a 87,40%, enquanto 16 030 eleitores, o correspondente a 2,80%, votaram na Renamo, o PODEMOS teve 25 382 votos, o correspondente a 4,44%. Na província de Inhambane, funcionaram, no dia da votação, 1675 mesas de assembleia de voto, mas, mais da metade dos eleitores preferiram não ir às urnas.

Para a Presidência da República, o apuramento revela que Lutero Simango conseguiu 3,71% dos votos ao arrecadar 13 577 votos, Daniel Chapo teve 73,16%, ao obter 300 298 votos. Já Venâncio Mondlane arrecadou 19,86%, ao conseguir 81 525 votos e Ossufo Momade teve 15 094 votos, o que representa 3,68%. Para a eleição dos deputados da Assembleia da República, o MDM a arrecadou 12 693, o que corresponde 2.78% dos votos, a Frelimo teve 358.280 votos, o que corresponde a 78.35%, o partido Renamo 29 498, votos, o que significa 6,45% e o PODEMOS com 34 646 votos, o que representa 7,58% Os outros partidos concorrentes às legislativas não conseguiram nem sequer 1% dos votos. Para a eleição do governador e dos membros da Assembleia Provincial, a Frelimo também continua a liderar. Para o presente pleito eleitoral, os votos em branco chegaram a 16 mil, um número superior aos votos depositados a favor de Lutero Simango e do MDM.

A ministra da Justiça, Helena Kida, diz que candidatos presidenciais que se autoproclamam vencedores das eleições estão a cometer um ilícito eleitoral e podem ser responsabilizados pela justiça. Já o bastonário da Ordem dos Advogados, Carlos Martins, diz que a solução para evitar tanta agitação é que os órgãos eleitorais sejam mais transparentes.

Enquanto decorre a divulgação dos resultados das eleições do dia 9 de Outubro ao nível do apuramento distrital e provincial, há candidatos que se autoproclamam vencedores, baseados em contagens paralelas, o que, para a ministra da Justiça, é um crime.

“Infelizmente, já estamos em face de um ilícito. Então, penso que vale a pena esperar, porque sejam quais forem os resultados, no final, eles serão divulgados. Então, vamos deixar as entidades que têm de fazer este papel e que estão a fazer, para que depois nos digam efetivamente qual é o resultado”, apelou a ministra das Justiça, Helena Kida.

Helena Kida apela para que os candidatos fiquem calmos e deixem as instituições competentes fazerem o seu trabalho sob o risco de haver responsabilização.

“É todo um processo. Então, há necessidade de respeitar, porque, infelizmente, o não respeitar pode acarretar responsabilidade. Vamos manter esta paz que nos caracteriza, porque os moçambicanos são um povo pacífico. Então, vamos manter esta paz que nos caracteriza, porque os moçambicanos são um povo pacífico”, exortou Helena Kida.

O candidato presidencial Daniel Chapo e a Frelimo, que apoia a sua candidatura, venceram as eleições gerais de 9 de Outubro, na província de Manica, Centro de Moçambique, segundo o anúncio dos resultados provisórios.

De acordo com os resultados apresentados pela Comissão Provincial de Eleições de Manica –oitavo maior círculo eleitoral do país, com 893 426 eleitores recenseados –, Daniel Chapo, apoiado pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder), venceu com 354 322 votos (66,71%), seguido por Venâncio Mondlane, apoiado pelo extraparlamentar Partido Optimista para o Desenvolvimento (PODEMOS), com 130 925 votos (24,65%).

Em terceiro lugar, ficou Ossufo Momade, apoiado pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), maior partido da oposição, com 31 867 votos (6%), e por último Lutero Simango, apoiado pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar, com 14 027 votos (2,64%).

De acordo com a comissão eleitoral, na votação para as legislativas, em que deverão ser escolhidos 250 deputados – dos quais 17 a eleger pelo círculo eleitoral de Manica –, ocupam os quatro primeiros lugares a Frelimo, com 341 636 votos (67,38%), o PODEMOS, com 77 681 votos (15,52%), a Renamo, com 47 122 votos (9,10%) e o MDM, com 14 764 votos (2,91%).

Nas assembleias provinciais, cujo cabeça-de-lista vencedor é eleito governador provincial, a Frelimo também lidera, com 382 743 votos (76,29%), seguido da Renamo, com 71 449 (14,24%), e pelo MDM, com 47 504 votos (9,47%), segundo os mesmos resultados divulgados hoje.

As eleições gerais de 9 de Outubro incluíram as sétimas presidenciais – às quais já não concorreu o actual Chefe do Estado, Filipe Nyusi, que atingiu o limite constitucional de dois mandatos – em simultâneo com as sétimas legislativas e quartas para assembleias e governadores provinciais.

O candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, venceu as eleições no Distrito de Nampula, com 50.46%. Já o candidato presiencial do PODEMOS, Venâncio Mondlane, foi o segundo mais votado, com 40.95%. Ossufo Momade conseguiu 6.29% dos votos e Lutero Simango teve apenas 2.30% dos votos. A Frelimo também venceu para o parlamento e Assembleia provincial.

O Distrito de Nampula terminou o apuramento dos votos das eleições da última quarta-feira e os dados foram apresentados esta segunda-feira, já fora do prazo legalmente previsto. Naquele distrito, Daniel Chapo venceu a eleição do Presidente da República, segundo avançou Ossufo Ossufo – Presidente da Comissão Distrital de Eleições de Nampula.

Para a eleição de deputados da Assembleia da República, a Frelimo obteve mais votos se comparado com outros partidos que disputavam os 48 mandatos. No caso, a Frelimo teve, para Assembleia da República, 47.23%, e PODEMOS conseguiu 32.29%.

Já na eleição dos membros da Assembleia Provincial, a Frelimo também sagrou-se vencedora, no Distrito de Nampula, ficando com 48.28% dos votos e PODEMOS com 25.85%.

O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) convocou a imprensa, esta segunda-feira, para se posicionar face aos resultados parciais das Eleições Gerais 2024, que têm vindo a ser divulgados pelos órgaõs eleitorais a nível do distrito, cidade e província.

O presidente do MDM, Lutero Simango, revelou que o partido está a fazer contagem paralela aos votos e que, oportunamente, poderá dar a conhecer os resultados. Simango garantiu ter editais originais processados em diversas assembleias, com resultados que espelham a vontade do povo.

Lutero Simango denunciou, igualmente, muitas irregularidades, que, segundo ele, caracterizaram o processo eleitoral. Por isso, o partido vai submeter queixas e impugnação aos órgãos da justiça, para a reposição da verdade eleitoral.

O líder do partido do “galo” pediu a intervenção da PGR para a soltura do jovem membro do partido detido Ribauè, na cadeia civil do mesmo nome, por não ter aceite acatar ordens ilegais.

+ LIDAS

Siga nos