O País – A verdade como notícia

Reduziu de 33 para 30 Meticais o preço do quilograma de algodão. O novo valor foi avançado, ontem, pelo ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, após a reunião de negociação do preço mínimo daquela cultura.

Na campanha de comercialização agrícola 2022/2023, o preço do algodão caroço por quilograma havia sido mantido em 33 Meticais. Para a presente campanha de comercialização agrícola, Governo, produtores e empresas fomentadoras da cultura reduziram em 3 Meticais o preço mínimo do quilograma do algodão, que passou a ser 30 Meticais.

Durante as discussões, o Fórum Nacional dos Produtores de Algodão sugeria 25 Meticais como o preço, enquanto a Associação Algodoeira de Moçambique propunha 30 Meticais, preço que foi adoptado.

Benison Simoco, membro da Associação Algodoeira de Moçambique, reconheceu, na ocasião, que o preço de 25 Meticais era insustentável. “A proposta que nós trazemos nesta reunião, como produtores, é de 30 Meticais.”

Para se chegar ao consenso, o Governo teve de intervir. “Porque vocês são organizados, é possível anunciar que o preço será de 30 Meticais, 25 da fórmula e um subsídio de cinco Meticais já aprovado pelo Conselho de Ministros, que vai merecer a sua aprovação final na sessão da Assembleia da República”, esclareceu Celso Correia.
Com o novo preço acordado, o ministro da Agricultura disse esperar que cerca de 600 mil produtores tenham o seu rendimento estabilizado.

O resultado líquido da Empresa Moçambicana de Seguros (Emose) foi de 43,46 milhões de Meticais, e o resultado técnico de 112,34 milhões no seu último exercício económico, revelou o Conselho de Administração da empresa em comunicado.

Com o resultado, a empresa diz ter consolidado a sua robustez financeira, estando actualmente com uma taxa de cobertura da margem de solvência de 756,27%.

“A rendibilidade dos capitais próprios, assim como do activo, melhorou significativamente, saindo de uma negatividade de 0,90% para 4,4% positivo e de 0,28% negativo para 1,43% positivos respectivamente, quando comparado com o período homólogo”, refere o comunicado de imprensa da Emose.

No documento, a empresa reconhece que os resultados ainda estão abaixo do desejado. “Acreditamos que, com o compromisso que temos de melhor servir os nossos clientes e agregar valor a cada centavo investido pelos accionistas a curto e médio prazo, poderemos alcançar os resultados pretendidos”, refere o comunicado, citando o Conselho de Administração liderado por Janfar Abdulai.

Quatro países da SADC pretendem integrar a iniciativa de desenvolvimento de turismo lançada em 2009 por Moçambique, eSwatini e África do Sul, denominada Triland.

Trata-se do Zimbabwe, Botswana, Namíbia e Seychelles, entusiasmados pela iniciativa  Triland, que visa a atracção de investimentos e a promoção do turismo regional.

A adesão do quarteto ao Triland está nas mãos dos ministros de Turismo de Moçambique, eSwatini e África do Sul, este através da província de Mpumalanga.

Ao que apuramos, em caso de admissão do Botswana, Zimbabwe, Namíbia e Seychelles, a iniciativa vai passar a ostentar a designação de Triland Plus Four, ou seja Triland Mais Quatro.

O director-geral do Instituto Nacional de Turismo, Richard Baulene, que avançou estas informações, revelou ainda que Moçambique, eSwatini e África do Sul estão a projectar, para este ano, mais uma edição de excursão de familiarização com operadores turísticos e comunicação social.

A expedição ainda não tem data, mas é certo que vai decorrer num formato diferente do adoptado em 2022.

Há dois anos, Moçambique integrou na excursão de familiarização como destinos o Parque Nacional de Maputo, Ilha da Inhaca, Ilhas Portuguesas e Ponta de Ouro. Richard Baulene diz que, para a edição deste ano, o país vai apresentar outros destinos.

Moçambique aproveitou a recente presença na Feira Africana de Turismo, em Durban, para convidar os países da região, e não só, a participarem na edição deste ano da FIKANI, considerada o mais elevado e prestigiado ponto de negócios e de encontro entre empresas e instituições turísticas.

O país vai receber, através da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze, 12 milhões de euros do Banco Alemão de Desenvolvimento. O acordo da subvenção foi assinado, esta terça-feira, entre as partes e destina-se ao apoio às pequenas e médias empresas do agro-negócio.

É mais um apoio à economia, com foco nas pequenas e médias empresas, sobretudo do agro-negócio.

Através de um novo acordo de subvenção, o Banco Alemão de Desenvolvimento e a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze reforçam o apoio ao sector produtivo.

“O presente acordo visa disponibilizar recursos em forma de subvenção, no valor de 12 milhões de Euros, destinados a estabelecer um mecanismo de suporte e apoio às MPME por via de cobertura do valor de colateral (Até 50%) que permitirá aumentar o seu acesso ao Financiamento bonificado (8-10%) disponibilizado pelo KFW e o banco central, através dos bancos comerciais, na ordem de 41 milhões de euros, com enfoque na região do Vale do Zambeze, que abrange as províncias de Manica, Tete, Zambézia e Sofala”, disse Roberto Albino, director-geral da Agência do Zambeze.

Segundo Roberto Albino, a Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze canalizou, nos últimos cinco anos, mais de 100 milhões de dólares para cerca de 1500 micro, pequenas e médias empresas, no âmbito do fortalecimento das cadeias de valor estratégicas.

“O acesso aos serviços financeiros para o sector privado, de forma competitiva, sustentável, continuará a ser é prioridade para a Agência do Zambeze, pois é um veículo para a materialização do Plano Estratégico para o Desenvolvimento da Região do Vale do Zambeze, o PROZAMBEZE 2023-2032”, avançou Roberto Albino, director-geral da Agência do Zambeze.

Por sua vez, o Estado alemão avançou que o acordo é fruto da cooperação entre Alemanha e Moçambique em diferentes domínios e que mais esforços serão feitos.

“Moçambique tem um enorme potencial na agricultura e que pode e deve ser mais explorado. Nós, juntamente com os nossos parceiros moçambicanos, acreditamos que o sector privado irá desempenhar um papel crucial no desenvolvimento socioeconómico sustentável aqui, no país”, afirmou Christine de Barros.

O acordo assinado será, segundo a Agência do Zambeze, efectivado nos próximos quatro meses.

 

Analistas do Noite Informativa defendem que o Banco de Moçambique precisa ser mais transparente em relação aos problemas que são de interesse público. Moisés Mabunda, Fernando Lima e Samuel Simango foram unânimes em dizer que o Banco Central tem uma postura impositória e de não prestação de contas.

Há algumas semanas, os Bancos Comerciais foram afectados por apagões nas suas redes, provocando falhas nas suas transações, entretanto, o Banco Central não deu nenhum pronunciamento em relação ao assunto.

Fernando Lima diz que o Banco de Moçambique não é um bom exemplo como regulador e deve tomar como exemplo alguns bancos internacionais. “Eu acompanho os posicionamentos do Banco de Reserva dos Estados Unidos, do Banco Reserva da África do Sul, eles não fazem pronunciamentos todos os dias, mas fazem sempre que há um assunto que deve ser tornado público ou que deva ser comentado, para garantir que haja estabilidade no mercado”.

Lima disse ainda não acreditar que a responsabilidade do sistema eletrónico das transações da banca moçambicana seja culpa dos bancos comerciais. “Nós Falamos com os Bancos ao nível dos seus conselhos de administração, e eles não estão nada confortáveis com as acusações feitas pelo Banco Central. Inclusivamente, os Bancos Comerciais neste momento põem em causa se o sistema da Euronet é o melhor, e se tem a capacidade para fazer todas as transações dos bancos comerciais e as transações de telefonia móvel”.

O analista falou ainda das diversas humilhações a que os bancos comerciais são submetidos, visto que, todos os meses, os bancos têm de reportar negações em termo de confirmação dos seus administradores.

Fernando Lima não parou por aí, fez menção também ao Black Out de 48 horas e a intervenção de dois dirigentes, um do Standard Bank e outro do BCI, que foram “pesadamente sancionados”, depois de intervir para resolver a situação. Por esta razão, Lima considera que há problemas graves nas sanções que o Banco Central tem aplicado aos bancos comerciais.

Moisés Mabunda, partilhando do mesmo pensamento, acrescentou que o Banco Central tem apresentado uma grande falta de abertura. Mabunda fez menção ao encontro entre o Banco de Moçambique e os bancos comerciais, no qual se esperava que fossem tratados assuntos ligados aos problemas dos bancos comerciais, o que não aconteceu.

A série de problemas que assolou os bancos comercias resulta, segundo Mabunda, de falta de comunicação. “Creio que seja falta de comunicação. E parece-me que é uma postura habitual do Banco Central, tanto é que tem um clima tenso com a Assembleia da República”.

Samuel Simango explicou que o Banco Central carece de monitória para que possa servir aos interesses dos moçambicanos.

“O Banco de Moçambique é o banco dos moçambicanos, não é privado, visa, acima de tudo, garantir que os dinheiros da economia moçambicana, as políticas monetátrias sejam salvaguardadas, para que tenhamos um banco pujante, um banco capaz de ser útil para a economia nacional, entretanto, para que isso aconteça, há necessidade de serem buscadas formas de fazer a monitoria deste banco. sendo um banco de todos nós, este banco precisa prestar conta aos moçambicanos, e o melhor lugar para isso é na Assembleia da República”.

Disse ainda que o Banco de Moçambique deve adoptar a postura dos vários bancos centrais que fazem a prestação de contas. “Temos a experiência dos outros bancos que comunicam muito mais as suas sociedades, inclusive, temos a questão do Banco Central Europeu que presta contas ao poder representativo da Europa”.
“Eu acredito que a Assembleia da República precisa de fazer algo para obrigar o Banco Central a ser o banco dos moçambicanos, não quero com isso dizer que banco deva aparecer todos os dias a falar das suas estratégias, mas das comunicações que de facto preocupam as pessoas”, encerrou Simango.

O Presidente da República diz que o continente africano não pode ser visto com pessimismo. Filipe Nyusi defende a independência dos países, para escaparem da pressão dos interesses dos antigos colonizadores. O chefe de Estado falava durante um painel no Africa CEO Forum.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, foi um dos participantes da décima-primeira edição do Africa CEO Forum Ruanda 2024, uma cimeira económica de gestores de topo das maiores empresas que operam em África, que decorreu, na capital ruandesa, Kigali, entre quinta e sexta-feira últimas.

No segundo dia do encontro, Filipe Nyusi orientou um painel com o tema “Investir em Moçambique”, onde deixou recados ao mundo.

“Existem filósofos africanos, um é ugandês, outro é dos Camarões, que dizem que nós não devemos ver o continente africano no pessimismo, no ângulo sempre negativo. Temos que vê-lo (o continente) também no ângulo de dinâmica, porque ele está dinâmico, é um continente que se libertou da subjugação colonial e onde ainda existem interesses dessa colónia; a pressão tem sido maior e é difícil concluirmos se o que fazemos é bom naquele momento”.

Recados a parte, Nyusi disse à plenária que o seu país é seguro o suficiente para investimentos, mas não deixou de reconhecer a crise vivida na zona norte.

“Em Moçambique, de facto, como bem disse, na zona norte, onde estamos a explorar os recursos minerais (hidrocarbonetos), entrou o terrorismo, que começou em 2017. Em 2021, foi o apogeu, onde houve mais problemas e os projectos macroeconómicos na zona tiveram dificuldades de continuar, destacou o PR.

O chefe de Estado garantiu que apesar dos desafios, os investimentos no país não param, aliás, tendem a aumentar.

“Mas depois disso, nós, com o apoio dos nossos irmãos do Ruanda, em muito pouco tempo conseguimos repor (a ordem) e tivemos ainda o apoio da SADC, através da SAMIM. O terrorismo é uma força que não se combate sozinho, mas de uma forma colectiva, conjungada e integrada. Aliás, há exemplo de quase todos os países, mas nós conseguimos conter a situação”.

O chefe de Estado afirmou que a situação está muito melhor em relação a 2021, muito melhor que em alguns países africanos onde se explora diferentes tipos de recursos.

 

 

PR faz balanço positivo da participação no Africa CEO Forum

Já no balanço, Filipe Nyusi diz que os dois dias da conferência foram produtivos e, entre outros pontos, a retoma das actividades da Total Energies foi, também, abordada.

“Ele (CEO da Total Energies) explicava sobre o trabalho em curso com os seus empreiteiros, estava a explicar, o âmbito do financiamento, porque quando um projecto pára ou encalha, acarreta custos. Eles não nos colocam condições para retomar (façam isto, façam aquilo), talvez devêssemos nós dizer que se não avançarem terá alguma implicação”.

O chefe de Estado moçambicano esteve acompanhado pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, e pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Manuel Gonçalves.

O crescimento económico deve ser refectido no bolso de todas as pessoas, não só de um grupo. O desejo de ver todos os moçambicanos a participar do crescimento ecónomco do país foi manifestada esta sexta-feira pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, durante o encerramento da Plataforma de diálogo público-privado.

Há optimimo para o crescimento ecónomico do país nos proxímos tempos, mas para se alcancarem sucessos é preciso que se abandonem discursos bonitos e se abraçe a vida real. Com este pensamento, Carlos Mesquita prometeu não cessar esforços para maior envolvimento do sector privado na dinâmica productiva do país.

“Queremos sair de discursos bonitos para abraçar com realismo a vida real, estabilidade e segurança. O crescimento económico deve ser sentido e reflectido na vida do cidadão, nos bolsos de todas as pessoas, não só numa franja”, defendeu.

Para alcançar o sucesso desejado, o ministro considerou algumas estratégias fundamentais. “Para isso temos de acreditar em nós próprios, sermos mais criativos e inovadores, exportarmos mais do que importamos, maximizar a cadeia de valor e tornar menos onerosa a logística global”, destacou.

Depois da visão “futurista” apresentada por Mesquita, o presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, Agostinho Vuma, falou do presente, em que destacou a divulgação de linhas de financiamento anunciadas pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Banco UBA, GAIN, Banco Europeu, entre outras instituições, algumas com enfoque no género.

A décima nona Conferência Anual do Sector Privado teve um total de 18 painéis temáticos, incluindo dois de alto nível, onde foram discutidos projectos empresariais avaliados em cerca de 1.7 mil milhões de dólares.

Hipólito Hamela alerta para a necessidade de melhorar as negociações contratuais, no quadro da implementação da lei do conteúdo local, para que as Multinacionais gerem mais empregos e renda no país. O economista falava em entrevista ao espaço Noite Informativa, da STV.

“O conteúdo local não deve ser visto sob ponto de vista legal, mas do ponto de vista de valor acrescentado, geração de renda e de empregos para os moçambicanos”, foi com estas palavras que o economista teceu críticas à forma como o conteúdo local tem estado a ser implementado no país.

A ferramenta criada para promoção do desenvolvimento, por via da facilitação de acesso das empresas e cidadãos nacionais à oportunidades relacionadas com a exploração de recursos extrativos, através do fornecimento de bens e serviços multinacionais não está a ser devidamente explorada, de acordo com o pensamento do economista.

Hamela entende que falta “visão” para que o conteúdo local seja uma realidade em Moçambique. A fonte explicou que é preciso que o país siga o caminho de outras referências, como a de Tanger Med, em Marrocos, por exemplo.

“O rei Marroquino ofereceu as melhores condições para que as empresas Renault e Peugeot instalassem as suas empresas na França, no entanto ele impôs algumas condições. A primeira é que os fornecedores fossem locais, então, visto que em Marrocos não havia empresas para fornecerem tudo o que era necessário, foi necessário que os fornecedores instalassem as suas empresas em Marrocos, independentemente do seu país de origem”, explicou.

Hamela citou alguns investimentos em Moçambique que, a seu ver, teriam sido ideais para uma cadeia de produção capaz de envolver nacionais e gerar mais renda e empregos.

“Aqui em Moçambique, temos a Sasol, temos a Total Energy, temos a Mozal e os acordos já foram feitos, por isso, já não temos mais como voltar para trás, se não podem pensar que o país não é sério, mas há ainda muitos campos que vão ser leiloados, sejam de gás ou outros minérios, então uma das primeiras condições devia ser essa”.

O economista foi mais longe. “A kenymare importa, anualmente, cerca de 100 milhões de dólares para serviços, bens, comida e outras coisas, isso tudo se for produzido em Moçambique, seja por empresas sul africanas, australianas, onde for, vai gerar maiores empregos. Portanto, a abordagem deve ser criar emprego em Moma, criar emprego em Vilankulos, em Palma e gerar renda”, finalizou.

 

O ministro dos Transportes e Comunicações diz que, antes de pensar em baixar os custos das telecomunicações, é preciso encontrar um mecanismo de o fazer sem lesar as operadoras. Mateus Magala garante que serão encontradas soluções que beneficiem todos.

Vinte e quatro horas depois de a sociedade civil ter submetido mais uma petição à Autoridade Reguladora das Comunicações, para anular as novas tarifas, o ministro dos Transportes e Comunicações falou à imprensa e apelou ao diálogo como caminho para encontrar uma solução.

“Este negócio tem de ser sustentável. Este negócio tem de ser inclusivo. Como é que nós casamos essas duas partes? Há um custo. Então, como é que minimizamos esse custo? Essa é a questão principal, para não promovermos uma dimensão contra outra dimensão”, reiterou o governante.

Mateus Magala não apresenta nenhuma solução para se ultrapassar o problema, mas garante que reduzir os custos não é solução.

“Então, também as telecomunicações que nós temos têm muitos equipamentos, muitos dos quais não são produzidos no país. E acarretam custos. Se nós produzíssemos alguns desses, certamente o custo poderia baixar.”

Magala falava na manhã desta quinta-feira, em Maputo, à margem da abertura da primeira conferência nacional das comunicações, onde, durante a sua intervenção, instou o regulador a promover políticas transparentes e inclusivas, buscando equilíbrio na concorrência, mas sem ignorar os interesses dos consumidores.

O evento, que termina na sexta-feira, tem programados dez painéis de debate em torno de temas como telecomunicações, revitalização do sector de postal e desafios da televisão na era digital.

Nenhuma operadora no país está preparada para migrar para inteligência artificial

Um dos painéis de debate tinha como tema “Ecossistema das redes avançadas de telecomunicações no contexto nacional: Banda larga, inteligência artificial e cidades inteligentes”.

Foi durante a sua intervenção que a directora de Regulação e Relações Externas da Vodacom rematou que, no seu entender, nenhuma operadora no país está preparada para gerir a tecnologia de inteligência artificial, necessitando dessa forma, reformas profundas, mas que devem ser feitas paulatinamente.

As operadoras reconhecem os desafios e apelam o regulador a envolver vários sectores nos debates sobre inteligência artificial e cidades inteligentes.

Lara Narcy, da operadora Vodacom destacou a importância do acesso a tecnologias avançadas, mas apela à calma.

“Parece-me que, neste momento, nenhuma das operadoras que estão em Moçambique está preparada para isto. Portanto, eu penso que as operadoras, por si só, não vão conseguir fazer isto. Penso que o Governo também não o fará de forma isolada. Portanto, nesta relação que eu dizia, complexa e dinâmica, a colaboração é essencial. Que todos nós trabalhemos juntos, o Governo e o sector privado colaborarem, porque isto aqui é um momento de inovação, em que se vai produzir inovação, mas que, obviamente, pede um padrão ético bastante importante.”

Do lado da TmCel, acredita-se que a inteligência artificial é muito importante, porém a migração deve ser acompanhada de investimento técnico e humano.

“Temos a inteligência artificial a contribuir hoje em dia em outras esferas para a gestão de recursos escassos como a água, como a energia, a contribuir, portanto, para a gestão da questão da mobilidade urbana”, afirmou Nordino Uanzu, representante da operadora.

Mas precisamos de estar preparados para os desafios, acautelou Narcy.

“As aldeias inteligentes trazem consigo uma série de áreas de risco, eu diria assim, ou potenciais áreas que têm que ter mais atenção, designadamente a proteção e a privacidade dos dados, a crítica dos cidadãos, neste caso, portanto dos habitantes, a protecção destas cidades de ataques cibernéticos. Portanto, o aspecto da cibersegurança que tem que ser levado em conta e há também aqui uma componente ambiental. Estudos de impacto ambiental que devem ser feitos antes destas implementações acontecerem”.

As operadoras apelam ao regulador para tomar a dianteira do processo, mas sem descurar o envolvimento da sociedade civil no planeamento das cidades inteligentes.

+ LIDAS

Siga nos