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O País – A verdade como notícia

O “Empreendedorismo tecnológico” encerrou os debates da 4ª edição da maior feira tecnológica do país, Moztech.
A criação e desenvolvimento de startups dominaram o debate. Alan Browning, responsável da Lenovo para o Oriente Médio, Turquia e África, disse que os jovens devem criar plataformas que permitam o desenvolvimento em seus países.  

“Se temos que resolver o problema de desemprego, primeiro devemos criar plataformas e políticas estáveis de criação de emprego”, considerou.
Muitas startups surgem de sonhos, inquietações ou problemas que os empreendedores identificam e buscam soluções, é o caso da Izyshop, em Moçambique, segundo revelou o fundador Titos Munhequete. Mas nem sempre essas ideias são sustentáveis, daí muitos investidores não apostarem.

75% dos empreendedores tem chances de falhar na implementação de suas ideias, nos primeiros três anos, por isso, explica Sasha Vieira, gestora da incubadora de negócios do Standard Bank, existem elementos a ser tomados em consideração, antes de se buscar o investimento, que são a capacitação, desenvolvimento do negócio, acesso aos mercados, acesso à mentoria e financiamento, para ensinar os empreendedores a evitar ou reduzir riscos de falhar. “Falta acesso à informação por parte dos empreendedores e falta ecossistema que permite se evitar riscos de falhas”, disse Vieira.

Chamados a partilhar da sua experiência e desafios, Munhequete e Frederico Silva, co-fundador da UX, disseram que o quadro legal e a cultura conservadora dos investidores foram os desafios para a criação de suas startups.

Para se manter, por exemplo, Silva e sua equipa criaram serviços de valor acrescentado para as grandes empresas, o que possibilitou serviços gratuitos para as pequenas empresas e ofereceram consultoria técnica para obter receitas e subsidiar a startup.
“Não há cultura de se investir em startups, talvez pelos riscos” lamentou Munhequete, exortando as empresas a investir em startups. “As grandes empresas têm problemas em inovar. Mas é possível ganhar dinheiro, apostando em startup”.

Os jovens empreendedores referiram que há muitos desafios na legislação moçambicana para as startups.
Boaventura Mucipo, Director do jornal O País, quis saber de Alan Browning qual é o papel dos Estados na promoção de startups. Browning disse que o registo da propriedade intelectual das iniciativas para salvaguardar os direitos dos criadores está sob tutela dos Governos.

Questionada sobre como o empreendedorismo pode empoderar as mulheres, a gestora da incubadora de negócios do Standard Bank explicou que no país existem muitas mulheres a apostar no empreendedorismo e falou dos programas da agência que possibilitam que elas partilhem suas experiências e desafios.

"Muito obrigado”. Daniel David, Presidente da Comissão Executiva da MozTech, no seu derradeiro discurso, não se esqueceu de agradecer a todos participantes, expositores, público, oradores, parceiros, patrocinadores, colaboradores, Governo e demais entidades que ajudaram na realização da quarta edição da feira digital, “evento de grande envergadura, que foi um grande sucesso e que contou com muita adesão”.

Não obstante, os agradecimentos não foram a principal aposta do discurso, no qual Daniel David ainda revelou que a MozTech assinou um protocolo com a Porto Digital, do Brasil, para dinamizar cada vez mais as actividades da feira naquele país americano e daquela empresa em Moçambique. E não terminou por aí. David anunciou que, este ano, a MozTech vai tentar criar um portal, o qual deve acomodar as startups. O desejo tem pelo menos um ano, e pode estar prestes a concretizar-se.  .

Porque as opiniões do público são sempre indispensáveis para o aperfeiçoamento do evento, Daniel David, mesmo antes dos seus agradecimentos, convidou ao auditório do Centro de Conferências Joaquim Chissano a manifestar o seu desejo em relação ao que a MozTech deve ser na próxima edição. Alguns, pediram mais tempo para as discussões, outros, são da opinião de que a feira digital não deve restringir-se apenas num encontro anual.  

O ministro da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional dirigiu a cerimónia de encerramento da 4ª edição da Moztech.

Nhambiu congratulou a realização do evento pelas lições aprendidas e disse estar convicto de que a feira abordou debates que vão possibilitar a melhoria do potencial tecnológico no país e aceleração do processo de implementação da Lei das Transacções.

O ministro da tecnologia disse que o Governo vai investir na juventude e garantir a formação de técnicos de qualidade.

Aos empreendedores, desafiou-os a centrar-se na actividade criativa e, em benefício da sociedade, inovarem em áreas estratégicas do desenvolvimento no país. Também felicitou os premiados da Gala Moztech e encorajou-os a tornarem-se referências de inovação.

 

 

 

O Presidente da Comissão Executiva da MozTech, Daniel David Daniel, exortou a todos os presentes na Gala do MozTche Awards a arregaçarem as mangas e a trabalharem para gerar riqueza para o país e para as suas empresas.

“O país depende de nós”, reforçou o presidente da Comissão Executiva da MozTech.

Com a geração de riqueza, Daniel David acredita que o país irá desenvolver e proporcionar melhor qualidade de vida aos moçambicanos.

Daniel David aproveitou o momento para agradecer o apoio que o Governo, dos parceiros estratégicos, MCNet e Standard Bank por ajudarem a tornar esta iniciativa uma realidade. Um especial obrigado foi também dirigido aos presidentes do Município da Cidade de Maputo e da Matola e da Camera de Viseu.

O ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional, Jorge Nhambiu começou por felicitar os premiados da noite. Nhambiu desafiou os vencedores a prosseguirem em frente nas suas carreiras e a promoverem soluções para os problemas enfretados pelo cidadão.

O ministro afirmou que através de iniciativas como a MozTech que são descobertos os inovadores e encontradas soluções para o desenvolvimento do país. No fim o ministro reiterou o compromisso do Governo em continuar a apoiar a MozTech.

“O papel das fintech (uso da tecnologia no sector financeiro) na promoção da inclusão financeira” foi o tema de abertura dos debates do segundo dia da 4ª edição da Moztech. Matteo Rizzi, co-fundador da FintechStage, na Itália, disse que a o processo de inclusão financeira pode significar uma excelente oportunidade para a projecção das fintechs.

O uso da tecnologia no sector financeiro faz com que as pessoas não usem as suas contas bancárias somente para fazer levantamentos dos seus ordenados mas, por exemplo, para fazer compras e aceder a outros produtos online. Graças ao uso das fintechs, diz Rizzi, os clientes podem ter acesso às suas contas ainda que estejam em locais sem agências bancárias.

Através das fintechs, acrescenta Rizzi, os bancos podem aceder a dados e informação dos seus clientes, através dos seus perfis em redes sociais, ainda que por algum motivo tenham as contas desactivadas.

“Os actores têm muito a fazer, quando se fala de inclusão financeira nos países. Para o efeito, é importante o papel do Governo, dos servidores, dos bancos e da população em geral, num trabalho em colaboração”. Quem pensa assim é Ngarambe Philip, Director de Implementação e co-fundador do Grupo AC, no Ruanda, um dos painelistas no debate sobre “O papel das fintech na promoção da inclusão financeira, ou seja, o papel das tecnologias na dinamização do sector financeiro, algo que passa pela inovação do sector.

No segundo dia feira de tecnologia, representantes de diversas instituições especializadas referiram-se a várias situações atinentes as fintech. É o caso de David Milligan, Director Executivo da Matchi, Hong Kong, quem entende que as fintech devem melhorar os seus serviços para atrair os clientes e, com isso, desenvolver capacidades de adquirir financiamento. Milligan defende que as pessoas devem perceber que as fintech devem combinar capacidades de encontrar soluções para clientes, evitando ciclos longos de negócio que podem trazer prejuízos.

Além disso, o Director Executivo da Matchi, em Hong Kong, acrescenta: “o que notei, trabalhando com bancos, é que as empresas fintech ajudam a disciplinar os mercados.

Outro painelista que deixou ficar seu parecer neste segundo dia de MozTech foi Matteo Rizzi, co-fundador da FintechStage, na Itália. Em relação ao tema em debate, Rizzi afirmou que “o regulador deve ser amplo, mas próximo ao star-up, tendo padrão que os bancos possuem com as fintech. Nisso, defende Rizzi, é importante saber-se o que se está a fazer no mercado em termos de investimento, para que se contorne a competitividade.

Complementando, Mercy Zulu, da Reseach Associate da Goodwell Investiments, na África do Sul, disse que a sua instituição investe em quem se preocupa com a inclusão em vários sectores, trabalhando com Finecth que liga o sector formal e informal.

A moderação do debate sobre “O papel das fintech na promoção da inclusão financeira” contou com Esselina Macome, Assessora de Políticas na Financial Sector Deepening Moçambique.

Os jogos são uma realidade incontornável na vida das pessoas, no mundo actual. Ao mesmo tempo que se tem os jogos como meios de diversão, para Johanna Nylander, Responsável pelos Assuntos de Política da Associação da Indústria Sueca de Jogos, deve-se considerar que os mesmos possuem potencialidade de indústria global.

Dissertando sobre “O futuro do entretenimento”, Nylander apoiou-se num exemplo do seu país. Nessa esteira, a oradora da MozTech disse que a Suécia tem 10 milhões de população, o que não renderia em termos de negócio para quem investe nos jogos. Se, naquele país europeu, rendem, deve-se à particularidade de os “jogadores” serem beneficiários do mundo inteiro, já que não se precisa estar presente para se jogar. Com efeito, avança a Responsável pelos Assuntos de Política da Associação da Indústria Sueca de Jogos, que para se ter uma indústria de sucesso em jogos é preciso muita criatividade e pensar como ser divertido, respeitando que as crianças e adolescentes são o futuro. “O sucesso dos jogos depende da também da conectividade e devido uso da tecnologia”, disse a representante sueca.

Johanna Nylander foi mais longe na sua intervenção, no Centro de Conferências Joaquim Chissano, ao defender que os jogos são importantes porque ajudam a aprender uma nova língua ou a activar o cérebro quando se envelhece.  

Além de referir ao futuro dos jogos, Johanna Nylander mostrou como é que a tecnologia conseguiu alterar ou transformar as fontes de renda de negócio. “Antes, na Suécia, nós produzíamos e exportávamos viaturas como volvo, o que era motivo de grande orgulho nacional porque daí surgiam muitos lucros. Mas hoje, isso mudou. Nos últimos vinte anos a Suécia tem investido mais na indústria de jogos, porém foi nos últimos cinco que se fortaleceu, inclusive, a maioria dos filmes americanos já são feitos em jogos na Suécia. Os jogos são o futuro do entretenimento e a partir dos jogos nos entretemos e descontraímos enquanto esperamos por alguma coisa. Antes, quando as pessoas esperavam por um autocarro na Suécia fumavam um cigarro, hoje, fazem um jogo”, concluiu.

 

No segundo dia da feira de tecnologias MozTech houve mais uma contribuição do Brasil, à semelhança de ontem. Desta vez, a contribuição para o evento teve como protagonista Bruno Gramacho, empresário e publicitário.

Gramacho, na sua oração, focado no tema “O futuro do entretenimento”, começou por lembrar que a internet é o grande ponto na transformação do entretenimento tradicional, promovido pelas televisões e pelas rádios. Por essa via, a veiculação dos produtos trouxe uma nova cultura, em que a pessoa pode ver, jogar ou disfrutar do entretenimento onde quiser.

Ainda assim, com tantas transformações, o empresário e publicitário lembrou que o entretenimento continua tendo em conta o mesmo, o conteúdo, que, no caso, aparece acompanhado de novas tecnologias e plataformas. “Mas o grande segredo é convencer o público, porque se isso acontecer, o sucesso financeiro é certo”, rematou, frisando que o digital não deve tomar conta da vida das pessoas, “quem se beneficia do entretenimento não deve ser refém de tanta oferta à sua volta”.   

 

Os membros da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) já estão a votar os novos órgãos sociais da CTA. O processo Iniciou há quase 50 minutos, com uma hora de atraso.
Dos 112 membros/associações com direito a voto, estão presentes 105. Cinco faltaram e dois foram desqualificados por pretenderem votar em nome da mesma associação.

Os candidatos das duas listas, Quessanias Matsombe e Agostinho Vuma, foram os primeiros a votar.

 

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