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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

Contratos futuros de gás natural estavam sob pressão, nesta quarta-feira, ampliando as perdas pela quarta sessão, em meio a previsões climáticas que podem limitar a demanda pelo combustível, escreve a Investing.

Contratos futuros de gás natural, com vencimento em Agosto, eram negociados por 2,898 dólares por milhão de unidades térmicas britânicas, queda de 0,051 dólares ou cerca de 1,7%, não muito distante da mínima de quatro meses de 2,855 dólares. Os volumes de negociação foram leves, na terça-feira, com os mercados norte-americanos devido ao feriado da Independência dos EUA.

O gás natural caiu acentuadamente, nesta segunda-feira que marcou a terceira sessão seguida de perdas, já que modelos de previsão climática apontavam para uma diminuição da demanda de verão nas semanas a seguir.

Preços da commodity acompanhavam de perto a previsão do tempo nas últimas semanas, já que investidores tentam avaliar o impacto das mudanças do clima na demanda do verão.

O uso do gás atinge normalmente um nível mínimo com as temperaturas mais amenas da primavera, antes do clima mais quente aumentar a demanda de geração de electricidade a gás, devido ao uso de ar condicionado, escreve a Investing.

Quase 50% de todos os domicílios norte-americanos usam gás para aquecimento.

 

A ministra dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), Letícia Klemens, e Jim Eilertsen, vice-presidente para a área de Desenvolvimento de Negócios da Yara International, assinaram, ontem, dia 3 de Julho, em Maputo, um memorando de entendimento com vista à alocação do gás da bacia de Rovuma para uso doméstico, mais concretamente para a produção de fertilizantes, aponta um comunicado de imprensa do Ministério enviado à nossa redacção.

No âmbito de utilização de Gás Natural para o Desenvolvimento de Projectos no Mercado Doméstico, a Yara International solicitou a adjudicação de 80 – 90 mmscf/d (milhões de pés cúbicos dia) de gás natural para produzir 1.2 -1.3 MTPA (milhões de toneladas métricas) de fertilizantes (Amoníaco/Ureia) e 30 – 50 MW de energia eléctrica, indica a nota de imprensa.

O acordo rubricado vem na sequência dos resultados do concurso público de adjudicação do Gás doméstico da Bacia do Rovuma, publicados a 27 de Janeiro do corrente ano, dos quais foram seleccionados o projecto de fertilizantes da Yara International, o Projecto Afungi GTL e Energia da Shell e o Projecto de Energia Eléctrica empresa GL Africa Energy.

“A assinatura do acordo com a Yara representa um passo importante na implementação do Plano Director de Gás de Moçambique de 2014, que visa desenvolver e diversificar o processo de industrialização do país a partir das grandes reservas de gás da Bacia do Rovuma”, lê-se no documento.

Sublinhar que o Plano Quinquenal do Governo prevê a produção local de fertilizantes, combustíveis e energia, com vista a fortalecer ainda mais a balança comercial nacional e a disponibilidade de reservas em moeda estrangeira, o aumento do rendimento na agricultura, bem como a expansão da rede eléctrica pelo país.

A Yara Internacional  é uma das três empresas vencedoras do Concurso para a Adjudicação de Gás Natural para o Desenvolvimento de Projectos no Mercado Doméstico, com recurso a 400 milhões de pés cúbicos/dia em 2 fases ao gás a ser fornecido pela Anadarko.

As Alfândegas de Moçambique apreenderam 5 431 maços de cigarro de diversas marcas, no âmbito da fiscalização da selagem de tabaco e bebidas alcoólicas importadas e produzidas no país.  

A campanha visa aferir a selagem destes produtos como forma de acabar com o contrabando. Este processo tem duas fases operacionais: a primeira, terminou a trinta de Junho último e visava fiscalizar a importação e a produção de tabaco e bebidas com elevada percentagem alcoólica.

A segunda, consiste em fiscalizar a circulação no mercado interno de tabaco e bebidas alcoólicas para a sua comercialização. Todos os derivados de tabaco como cigarros, charutos e cigarrilhas, bem como bebidas com elevada percentagem alcoólica são, desde o dia 1 do corrente mês, proibidos de se vender sem selo de produção e ou importação.
“No primeiro dia desta actividade, foram apreendidos, nas províncias de Gaza e Maputo, 4.708 e 604 maços de cigarro, respectivamente”, disse Rogério Machava, coordenador regional do processo de selagem, acrescentando que todo o produto apreendido será incinerado.

Na manhã desta terça-feira (04), foram apreendidos 119 maços de cigarro nas diferentes bombas de combustíveis, na cidade de Maputo. Segundo Vânia Gomes, gestora de um dos estabelecimentos inspeccionados, esta medida é de grande importância, porque vai reduzir o contrabando de tabaco em Moçambique. A partir do dia 16 do corrente mês, vai iniciar o processo de fiscalização e apreensão das bebidas alcoólicas que não possuírem selo de importação ou fabrico.
 

 

Há quase uma semana que o preço do gás doméstico registou uma das maiores quedas dos últimos anos e as famílias celebram a boa nova. “Usávamos carvão, mas como o gás baixou, vamos voltar a usar gás”, diz Lucas Chicavele, para quem os novos preços fazem bastante diferença. E ontem foi o dia escolhido por Lucas e outros consumidores para reabastecer as suas botijas.

Na casa de Lucas, desde Dezembro do ano passado que não se comprava gás, porque os preços estavam altos. “É a primeira vez que compramos, desde finais do ano passado. As coisas não estavam fáceis”, desabafa.

Paulo Guilherme gastava mensalmente mais de 2 300 meticais para comprar gás suficiente para a família de 10 membros. Agora, com a redução do preço, faz as contas à vontade. “Com a botija custando 443 meticais, vamos ter uma grande redução de custos de gás por mês. Do valor anterior, passamos a gastar cerca de 1 200 meticais”, revela.

Entretanto, a redução dos preços aumentou a procura por este combustível. No posto da Praça dos Combatentes, na cidade de Maputo, ontem não havia gás. O último “stock” recebido foi de 300 botijas e acabou em menos de 24 horas.

Depósito de gás vazio revelava o mesmo cenário no posto de venda localizado próximo à Praça da OMM. O vai e vem da procura não parava. O último “stock” de 300 botijas recebido neste posto acabou em menos de cinco horas.

A Confederação Empresarial da Comunidade de Países da Língua Portuguesa (CPLP) lançou na passada sexta-feira em Maputo, a primeira Conferência Económica do mercado desta organização intercontinental.

O evento será realizado na segunda quinzena de Outubro do corrente ano, na capital moçambicana, onde as empresas da CPLP terão a oportunidade de partilhar as suas ideias, prioridades, que vão permitir a criação do “novo mercado da CPLP”.

Falando a margem do evento, o presidente da Confederação Empresarial da CPLP, o moçambicano Salimo Abdula, disse que o empresariado está apostado em transformar a CPLP de uma organização política para uma instituição mais virada para assuntos económicos.

Segundo Abdula, para se atingir o desiderato urge melhorar a mobilidade de pessoas e bens dentro da comunidade.

“Está sendo discutida o centro de arbitragem, conciliação e mediação da CPLP, que é uma forma de podermos ajudar a conciliar aquilo que são conflitos comerciais entre as empresas que estão a investir no espaço da CPLP”, disse.

Explicou que a organização carece de um regimento único, instrumento que vai criar facilidades de negócio entre os seus membros. Sublinhou que o regimento também deverá estabelecer a língua portuguesa como padrão nos negócios.

“Não faz sentido que, muitas vezes, para mantermos contratos internacionais tenhamos que obedecer a legislação de outras comunidades”, criticou.

Temas como reconhecimento de profissões dentro da CPLP, Constituição de empresas de capital estrangeiro, Ligações aéreas e marítimas serão discutidos durante a primeira conferência económica do mercado CPLP.

Aliás, no final da conferência, os membros da CPLP deverão adoptar um Tratado de Maputo, que vai estabelecer medidas concretas para a materialização do projecto.

Comprar frangos pode ficar difícil nos próximos dias devido à falta de pintos. Como forma de tentar minimizar a situação, a Associação Moçambicana de Avicultores está a contactar produtores zambianos, apesar de esperar um agravamento dos custos de importação.

Na manhã desta segunda-feira, a AMA começou a negociar os preços de aquisição de pintos da Zâmbia, conforme fez saber Faiçal Leuleu, Presidente da Associação Moçambicana de Avicultores (AMA).

A AMA já pensou em importar pintos da Holanda, mas descartou a opção por ser inviável, porque, sem incluir os custos de desembaraço, teria de comprar por 60 meticais o pinto que actualmente adquire por 34 meticais.

Segundo a AMA, apesar das Zonas Norte e Centro do país produzirem pintos, estas não têm a capacidade para abastecer a zona Sul.

 

O comunicado da Procuradoria Provincial de Nampula, acusa formalmente Momade Rassul Rahim, um empresário daquela província, de crimes de branqueamento de capitais e enriquecimento ilícito.

No documento, o Ministério Público cita o nome do indiciado, apesar deste gozar do direito de presunção de inocência.
Ericino de Salema, comentador do Pontos de Vista, levou o assunto como tema da semana. De Salema critica a Procuradoria por esta, no lugar de garantir a justiça e o cumprimento da lei, ser a primeira entidade a transgredi-la.

De Salema condena ainda o facto da Procuradoria, no seu comunicado, afirmar que “Neste momento, o arguido encontra-se em prisão preventiva e outras diligências estão sendo feitas com vista a formação de corpo delito e consequente responsabilização criminal do arguido”. No entendimento do comentador, a Procuradoria pretende fazer de tudo para levar o indiciado à barra do tribunal, sendo que devia, a esta altura, ser objectivo e investigar a veracidade dos factos.

O indiciado é também acusado de crimes de fraude fiscal, contrabando e descaminho, este ligado ao não pagamento de taxas em importações, mas podendo ser corrigido com pagamento de uma multa. O empresário indiciado tem investimentos nas cidades de Nampula e Nacala.

 

 

Primeiro, o corte de fita, um gesto simples que encerra longo e complexo trabalho de idealização e construção de três edifícios do Banco de Moçambique. Depois de cortar a fita, o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, visitou alguns compartimentos dos três edifícios longe das câmaras de filmar.

A maioria dos convidados e a imprensa aguardavam pelo momento dos discursos numa das salas da torre de 31 andares concebida para escritórios pelo início da cerimónia. Destaque para os antigos governadores do Banco Central, membros do Conselho de Ministros, deputados da Assembleia da República, gestores bancários e empresários.

Na sua curta intervenção, o Governador do Banco Central, Rogério Zandamela, elogiou o seu antecessor, Ernesto Gove, pela coragem na tomada de decisão para a construção de um complexo de edifícios modernos.

Já o Presidente da República, defendeu que 42 anos depois da proclamação da Independência e da criação do Banco Central Moçambique já merecia ter edifícios modernos. Filipe Nyusi reconheceu ainda, no seu discurso, que persistem desafios para manter um sistema financeiro robusto.

O Presidente da República destacou que a inauguração do complexo de edifícios da sede do Banco de Moçambique acontece numa altura em que a economia regista sinais de estabilização.

A nova sede do Banco Central custou mais de 230 milhões de dólares e é composta por três edifícios que dão uma nova imagem à zona Baixa da cidade de Maputo. Um dos edifícios com 19 andares vai servir para estacionamento e espera-se que contribua para reduzir o drama do estacionamento na baixa da capital.

Com uma área de 25.900 metros quadrados, a torre será destinada a escritórios, cada um com capacidade para 45 postos de trabalho. O edifício possui igualmente uma cave com dois pisos que é usado como tesouraria do Banco Central e possuiu um sistema de destruição de notas antigas. As paredes da cave têm até três metros de espessura.

Foi concebida como uma torre inteligente, com recursos para aperfeiçoar a funcionalidade, manutenção, segurança e energia.

O silo auto é o mais espaçoso dos três edifícios. Tem uma área de 56 mil metros quadrados e a sua parte traseira com 14 pisos será exclusivamente dedicada ao estacionamento, com capacidade de 690 viaturas. Inclui igualmente uma biblioteca, museu, arquivo, centro social, estação de depósito e tratamento de água depósitos e um sistema de combate a incêndios.

Os oito pisos estão divididos em seis andares do rés-do-chão ao topo e duas caves. Com cerca de 4 400 metros quadrados, o polo técnico dispõe igualmente de uma ligação com a torre de escritórios, que permite uma interligação e distribuição de todas as infra-estruturas técnicas pelos novos edifícios e o antigo.

 

 

 

O Instituto Nacional de Actividades Económicas (INAE) arrecadou um total de 21 milhões de meticais (cerca de 348 mil dólares americanos) em multas aplicadas a mais de 10 mil estabelecimentos comerciais, durante o primeiro semestre do ano em curso.

A informação foi avançada hoje, em Maputo, pela Porta-voz do INAE, Virgínia Muianga, durante a conferência de imprensa em que se anunciou as actividades da instituição.

“Fiscalizamos, no semestre passado, 10.128 estabelecimentos em todo o país. Alguns destes foram apenas multados e outros multados e encerrados. Em ambos estabelecimentos cobramos 21 milhões de meticais”, disse a fonte.

Muianga explicou que o valor ainda não está, na totalidade, nos cofres do Estado, por ainda estar a ser cobrado. “Nem todo o valor está nos cofres do Estado. Ainda estamos no processo de recolha do mesmo. Já temos uma parte, mas no total, teremos 21 milhões de meticais”.

Segundo a Porta-voz, só no mês de Junho do ano em curso foram fiscalizados, em todo o país, pouco mais de mil estabelecimentos. “Encerramos um total de 187 estabelecimentos, dos quais 56 de restauração, 46 de panificação e a parte restante da indústria e comércio geral”.
Muianga avançou ainda que o INAE já iniciou com a fiscalização das viaturas que comercializam refeições, na cidade de Maputo.

“Conversamos, na presença da Polícia Municipal, com os donos destas viaturas. É claro que esta é uma oportunidade de criar emprego, mas há que se garantir higiene”, disse a fonte.
Muianga acrescentou que “boa parte das pessoas com que falamos informaram que preparam a comida no máximo até às 10 horas (diariamente) e trazem-na de várias zonas à cidade em condições não muito boas”.

“As viaturas que transportam a comida, por exemplo, não são apropriadas,” acrescentou.

Muianga assegurou que já se está a coordenar com o município de Maputo para se criar uma postura que regule a venda de comida em viaturas.

Em relação ao banimento de entrada de aves e ovos oriundos da África do Sul, do Zimbabwe, e República Democrática de Congo (RDC), a porta-voz esclareceu que o INAE está a controlar as zonas fronteiriças como forma de garantir que não entrem, no país, produtos oriundos destes países.

A medida visa proteger os avicultores moçambicanos de um surto da gripe aviária causada pela estirpe HSN8 que eclodiu nestes países da região austral de África.

 

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