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O País – A verdade como notícia

Vulcan instala primeira mina eléctrica no País

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, inaugurou, nesta quarta-feira, a Secção 3 da Vulcan Moçambique, localizada no distrito de Moatize, província de

Vulcan instala primeira mina eléctrica no País

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, inaugurou, nesta quarta-feira, a Secção 3 da Vulcan Moçambique, localizada no distrito de Moatize, província de

O Governo moçambicano, através do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MITESS), vai lançar brevemente um portal de emprego na cidade e província de Nampula, Norte do país, no âmbito da operacionalização do programa “Mais e melhores empregos”.

A informação foi revelada em Maputo, pela ministra Vitória Diogo, durante a cerimónia de entrega de 12 computadores ao Instituto Nacional de Emprego (INEP) oferecidos pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Diogo destacou a importância daquele equipamento informático, que vai ajudar a aumentar a eficiência dos centros de emprego, através da expansão e aproximação de serviços aos cidadãos.

Citada pela AIM, anunciou ainda que dentro em breve, finais do mês em curso, serão capacitados na cidade de Nampula, cerca de 20 técnicos de emprego provenientes de todo o país, em matérias de operacionalização e administração da referida plataforma digital.

“Queremos com estas medidas modernizar e capacitar os nossos serviços de emprego para que mais cidadãos possam obter informação e registar-se para emprego sem qualquer custo”, afirmou a ministra.

O representante da OIT em Moçambique, Igor Felice, referiu que o equipamento vai ajudar a fortalecer tecnicamente os centros de emprego, através da melhoria da produtividade.

“O Governo de Moçambique é membro da OIT e nós estamos apoiar em todas as vertentes do emprego, desde a formação profissional a oferta de centros de emprego para melhorar os serviços dos centros, a política do emprego e tudo isso para que o país alcance as metas de trabalho digno”, disse o representante da OIT.

Moçambique é signatário da Convenção 88 da OIT, sobre os serviços públicos de empregos, que exige que os governos disponibilizem os serviços gratuitos de emprego.

Neste contexto, o Governo criou recentemente, o Instituto Nacional de Emprego (INEP), entidade que tem a responsabilidade de implementar a política de emprego, aprovada em Setembro de 2016.

 

A Folha de São Paulo, um dos jornais de maior circulação do Brasil, publicou, ontem, um artigo em que revela que o Governo de Moçambique não pagou duas parcelas do financiamento que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social) deu para a construção do aeroporto de Nacala, obra concluída em 2014.

De acordo com o jornal brasileiro, o prejuízo está em pouco mais de 15 milhões de dólares norte-americanos, mas pode aumentar.
O total do empréstimo concedido é de 125 milhões de dólares. O BNDES não informou o saldo devedor.

Como a operação teve aval do Fundo de Garantia à Exportação, o tesouro, que administra o fundo, foi accionado para ressarcir o BNDES, e o prejuízo sobrou para o contribuinte.

O artigo faz menção a “um calote em Moçambique e uma difícil negociação em Angola”, que “mostram os riscos aos quais o Brasil ficou exposto com a estratégia de apoiar projectos de empreiteiras no exterior, que ganhou impulso no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.

Há que lembrar que o Estado moçambicano enfrenta dificuldades financeiras na sequência da suspensão do apoio externo ao orçamento. Por causa disso, em Janeiro falhou o pagamento de uma prestação da dívida da EMATUM (Empresa Moçambicana de Atum), em cerca de 60 milhões de dólares, e em Março falhou o pagamento de 119 milhões de dólares referentes a uma prestação da dívida da Proindicus.

 

A Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) realiza, em Maputo, nos dias 18 e 19 de Outubro, a 1ª Conferência Económica do Mercado CPLP, (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), anunciou recentemente, na cidade portuguesa de Matosinhos, o vice-presidente daquele organismo.

Numa apresentação integrada no primeiro dia da FIN 2017 – Feira & Fórum Internacional de Negócios – China e Países de Língua Portuguesa e Espanhola, evento organizado pela Associação de Jovens Empresários Portugal-China e pela Federação Sino PLPE (Países de Língua Portuguesa e Espanhola), Tiago Mendonça falou da importância da conferência que a CE-CPLP se propõe organizar, estando já prevista a repetição no Brasil em 2018 e em Portugal em 2019.

Tiago Mendonça adiantou que foram constituídos grupos de trabalho que ficarão responsáveis pela pesquisa e produção de conteúdos, assim como pela definição e atribuição de prioridades aos projectos, de acordo com a agência noticiosa Lusa.

Um dos grupos de trabalho está a trabalhar na criação de um Centro de Arbitragem em língua portuguesa, sendo objectivo da CE-CPLP que em Outubro já esteja concluído o texto proposta sobre este propósito.

A rede de mobilidade, a dupla tributação, bem como a mobilidade profissional, entre outros aspectos, também são temas que estão a ser tratados pelos grupos de trabalho criados no âmbito da 1ª Conferência Económica do Mercado CPLP.

 

 

Na segunda-feira passada, o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, pronunciou-se sobre a escolha da Kuhanha para gestão de 80% das participações do Moza Banco. O objectivo da conferência de imprensa era dar a conhecer as decisões da reunião de Política Monetária do Banco Central, mas a Kuhanha acabou por ser o tema central.

Como quem estava preparado, Rogério Zandamela falou perto de uma hora das razões que conduziram à selecção do Fundo de Pensões do Banco de Moçambique para dono de um dos bancos mais importantes do país, destacando que não conhece um processo mais transparente no mundo.

Essencialmente, Zandamela disse que a Kuhanha não concorreu à compra do Moza Banco; que a decisão foi tomada num quadro legal apertado; que não há conflito de interesses por ser governador e ao mesmo tempo PCA da Kuhanha; que o uso do Fundo de Pensões foi acautelado; que foi o Banco Central quem foi buscar João Figueiredo para gestor do Moza Banco e que os pequenos bancos enfrentam actualmente problemas de liquidez.

Os pronunciamentos do governador do Banco de Moçambique levantam, no entanto, várias questões desde a contradição entre as declarações dentro da instituição, passando pela possibilidade de conflito de interesses, risco de uso de Fundo Pensões, até ocultação de informação de interesse público e quebra de confidencialidade.

“O País Económico” seleccionou oito pontos e várias perguntas que ficaram por ser esclarecidas pelo Banco de Moçambique após as declarações de segunda-feira. Vamos por partes:   

Contradição

No dia 31 de Maio passado, o administrador do Banco de Moçambique para o pelouro de Estabilidade Financeira, Alberto Bila, anunciou a selecção da Kuhanha para gestão de 80% das participações do Moza Banco. Alberto Bila disse que a empresa gestora de Fundos de Pensões do Banco de Moçambique concorreu com outras entidades e foi seleccionada por apresentar a melhor proposta.

“Feita a verificação da conformidade da entidade seleccionada com os requisitos prudenciais, dentre os quais a capacidade financeira para garantir a estabilidade da instituição, adequação do plano de negócios e dos membros dos órgãos sociais propostos, o Banco de Moçambique constatou que a Kuhanha preenche os requisitos para recapitalização do Moza Banco. Importa realçar que o direito concedido à Kuhanha na qualidade de concorrente seleccionada decorre do facto do accionista Moçambique Capitais ter abdicado do exercício de direito de preferência dentro do prazo estabelecido”, disse o administrador do Banco Central num discurso lido.

Ora, estas declarações contradizem as afirmações do governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, quando disse no passado dia 19 – segunda-feira – que a Kuhanha não concorreu à compra do Moza Banco. “Começámos a pensar num plano B, de contingência, e a Kuhanha, para ser franco, não era nenhum concorrente. Ela aparece para concorrer consigo própria, no sentido de que, se a concorrência que fosse posta de uma maneira transparente não produzisse os resultados aprovados pelos accionistas, na reunião de 23 de Janeiro, teríamos uma alternativa para salvaguardar o interesse público”, explicou.

O que ficou por explicar?

Ficou por explicar se a Kuhanha concorreu ou não à compra do Moza Banco, considerando as contradições entre os responsáveis do Banco de Moçambique. Em outras palavras, o que disse o governador do Banco Central não corresponde ao que afirmou o seu administrador para Estabilidade Financeira.

As questões são: qual das duas é a declaração certa? É aceitável, numa decisão crucial e sensível para o sistema financeiro nacional, existirem duas versões sobre o mesmo facto?

Falta de informação relevante

O governador do Banco de Moçambique disse que a sua administração já tinha conhecimento dos problemas no Moza Banco e que encomendou um relatório a KPMG para confirmar as dificuldades da instituição financeira. Rogério Zandamela disse ainda que em dois ou três anos o Moza Banco dará lucros, no quadro do seu plano de negócios.

O que ficou por explicar?

Por que o Banco de Moçambique não divulga ao público o relatório de auditoria ao Moza Banco se se trata do instrumento orientador para intervenção na instituição financeira?

Por que o Banco de Moçambique não apresenta também o plano de negócios do Moza Banco e a informação financeira sobre a Kuhanha para comprovar a viabilidade da selecção do seu Fundo de Pensões e a produção de lucros em dois ou três anos pelo Moza Banco?

Considerando que o relatório de auditoria determinou a injecção necessária e, eventualmente, levantou as falhas de gestão e a característica do crédito mal parado, entre outra informação, não seria de interesse público a sua divulgação para compreensão das decisões do regulador?

A Assembleia da República aprovou, em 2014, a Lei de Direito e Acesso à Informação que no número 2 do artigo 4 estabelece que o exercício do direito à informação rege-se pela máxima divulgação de informação, interesse público, transparência das entidades públicas e privadas e permanente prestação de contas aos cidadãos. A questão é: o banco regulador está a prestar toda a informação necessária aos cidadãos em obediência à Lei de Direito e Acesso à Informação? O relatório de auditoria ao Moza Banco é informação classificada? – a que reporta dados cuja natuerza seja considerada, conforme o caso, segredo de Estado, confidencial, secreta ou restrita? Se é, por que o Banco Central não o diz?

Falta de informação relevante

O governador do Banco de Moçambique disse que a sua administração já tinha conhecimento dos problemas no Moza Banco e que encomendou um relatório a KPMG para confirmar as dificuldades da instituição financeira. Rogério Zandamela disse ainda que em dois ou três anos o Moza Banco dará lucros, no quadro do seu plano de negócios.

O que ficou por explicar?

Por que o Banco de Moçambique não divulga ao público o relatório de auditoria ao Moza Banco se se trata do instrumento orientador para intervenção na instituição financeira?

Por que o Banco de Moçambique não apresenta também o plano de negócios do Moza Banco e a informação financeira sobre a Kuhanha para comprovar a viabilidade da selecção do seu Fundo de Pensões e a produção de lucros em dois ou três anos pelo Moza Banco?

Considerando que o relatório de auditoria determinou a injecção necessária e, eventualmente, levantou as falhas de gestão e a característica do crédito mal parado, entre outra informação, não seria de interesse público a sua divulgação para compreensão das decisões do regulador?

A Assembleia da República aprovou, em 2014, a Lei de Direito e Acesso à Informação que no número 2 do artigo 4 estabelece que o exercício do direito à informação rege-se pela máxima divulgação de informação, interesse público, transparência das entidades públicas e privadas e permanente prestação de contas aos cidadãos. A questão é: o banco regulador está a prestar toda a informação necessária aos cidadãos em obediência à Lei de Direito e Acesso à Informação? O relatório de auditoria ao Moza Banco é informação classificada? – a que reporta dados cuja natuerza seja considerada, conforme o caso, segredo de Estado, confidencial, secreta ou restrita? Se é, por que o Banco Central não o diz?

Conflito de interesses

O governador do Banco de Moçambique defendeu que não há conflito de interesses por desempenhar simultaneamente as funções de governador do Banco de Moçambique com as de Presidente do Conselho de Administração da Kuhanha. As suas palavras foram as seguintes: “Eu não era desde o início o PCA (da Kuhanha). Não era porque não queria, cria dores de cabeça. O Presidente da República já me tinha incumbido tarefas muito complicadas e difíceis, e eu não estava preparado para acrescentar outras tarefas. Conversámos dentro do banco, durante meses, e foi-me dito que você é governador e tem de sinalizar que se interessa não só com os trabalhadores que estão no activo, mas também com os trabalhadores que dedicaram toda a vida e hoje são pensionistas. O governador deve ser uma referência para esses trabalhadores. Aceitei esse cargo nesse contexto, mas não quer dizer que tem de ser assim. E eu digo: não queria. Conflito de interesses não há, porque isso não me traz nenhum, é um trabalho a mais que não me traz nada”.

O que falta explicar?

Por que os órgãos sociais do Moza Banco foram anunciados pelo administrador do Banco Central, Alberto Bila, quando se trata de uma aquisição entre entidades privadas, nomeadamente a compra de 80% das participações do Moza Banco pela Kuhanha?

Isto quer dizer que o Banco de Moçambique pode anunciar os órgãos sociais do banco privado Y como resultado da sua aquisição pela empresa privada X?

O Banco de Moçambique usou ou não informação privilegiada de todas as partes para selecção da Kuhanha como principal dono do Moza Banco? Não se conhecendo os concorrentes, fica a impressão de que a Kuhanha terá sido preparada, previamente, para assumir a posição de gestora do Moza Banco. Ou melhor, se a Kuhanha não era concorrente e acabou assumindo o Moza, então, já tinha informação privilegiada sobre a situação do banco, o que sugere, mais uma vez, ter sido uma decisão previamente preparada pelo Banco Central.

Ao afirmar que a Kuhanha fazia parte de um plano B, subentende-se que a autoridade monetária fez uma intervenção em nome do Estado num banco privado, contando com um privado como backup. Isso faz sentido numa economia de mercado?

Pode a intervenção do Estado, no contexto de um plano B, contar com recursos privados?

Por ser PCA da Kuhanha, o governador do Banco de Moçambique terá um papel importante na estratégia do Moza Banco, incluindo a participação nas reuniões de Assembleia-Geral. Onde fica a fronteira entre o árbitro e o jogador?

Ademais, o artigo 35 da Lei de Probidade Pública diz e passamos a citar: “o servidor público deve abster-se de tomar decisões, praticar qualquer acto ou celebrar contrato sempre que se encontre em qualquer circunstância que configure o conflito de interesses ou possa criar no público a percepção de falta de integridade na sua conduta”.

O artigo é esclarecedor: enquanto governador do Banco de Moçambique – entidade pública – e ao mesmo tempo PCA da Kuhanha – entidade privada -, Rogério Zandamela foi exactamente seleccionar… a Kuhanha para gestão do Moza Banco, abrindo campo para percepção de falta de integridade na sua conduta.

Concorrentes de índole duvidosa

Rogério Zandamela afirmou que houve vários tipos de investidores, os tradicionais da praça e outros internacionais. “Todos tinham os critérios aprovados pelos accionistas. Mas, na realidade, esse grupo queria pedaços do Moza Banco e isto não se enquadra naquilo que foi aprovado pelos accionistas e o regulador não pode vender pedaços do Moza ou de nenhum banco. Mas, em muitos países, pode fazer-se: separar o banco bom do banco mau. Estes investidores que queriam comprar o banco em pedaços caíram fora. Havia outros que entendiam claramente que o banco não podia ser vendido em pedaços, mas eram investidores de índole duvidosa que iam criar-nos problemas. Uma boa parte tinha dinheiro, mas não podia demonstrar a sua fonte. O critério foi muito bem feito, quando se pediu garantia bancária, não foi por casualidade, foi para evitar que investidores trouxessem sacos de dinheiro ao Banco de Moçambique para investir no Moza. Queríamos saber da proveniência do dinheiro, queríamos estar seguros de que o Moza Banco não estaria a ser usado para lavagem de dinheiro. E não vou mentir, houve investidores que vieram com essas intenções”, disse.

O que falta explicar?

Em primeiro lugar, estas declarações colocam em causa a seriedade das propostas para aquisição do Moza Banco antes da divulgação pública, afectando a confidencialidade de informação que devia prevalecer até que se torne público os contornos dos concursos.

Não ficou claro, desde cedo, quem são os concorrentes, visto que o Banco Central não revelou. Não há, por isso, matéria suficiente para que o público possa aferir se, de facto, os concorrentes eram de índole duvidosa ou não. Além disso, ao referir que “queríamos estar seguros de que o Moza Banco não estaria a ser usado para lavagem de dinheiro” e que “houve investidores que vieram com essas intenções”, o governador do Banco Central dá a entender que há matéria para polícia. O Banco Central denunciou ou propôs uma investigação aos investidores com intenções de lavagem de dinheiro?

Nomeação de João Figueiredo

O governador do Banco de Moçambique defendeu a nomeação de João Figueiredo para Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco nos seguintes termos: “João Figueiredo não veio ao Banco de Moçambique à procura de emprego. Nós fomos atrás dele. Não foi ele que apareceu aqui desempregado à procura de ajuda. Veio porque procurávamos o melhor. Contactámo-lo e ele hesitou. Mas insisti, dizendo que é um assunto de interesse nacional e que “por favor, temos de estar juntos nesse trabalho”. Ele aceitou e fez um bom trabalho, estou satisfeito e, claramente, toda essa especulação de que a Kuhanha foi para manter o João Figueiredo… a coisa mais importante num banco é o plano de negócios, isso é que faz recuperar um banco. O plano de negócios do Moza Banco é sério, diz que esse banco tem de ser recuperado e, no máximo de dois a três anos, tem de dar lucros”.

O que falta explicar?

Em que qualidade Rogério Zandamela nomeou João Figueiredo para presidente do Conselho de Administração do Moza Banco? Foi como governador do Banco de Moçambique ou PCA da Kuhanha? Esta questão resulta de não estar claro em que momento o governador do Banco Central fala como tal e em que momento fala na qualidade de PCA da Kuhanha. Por exemplo, na conferência de imprensa desta segunda-feira Rogério Zandamela falou da compra do Moza Banco como governador ou como PCA da Kuhanha?

O distrito de Vandúzi, na província central de Manica, acolhe, esta sexta-feira, uma conferência de investimentos que tem como objectivo divulgar o seu potencial para catapultar o desenvolvimento daquela região de Moçambique.

Vandúzi foi elevado à categoria de distrito há cerca de três anos.
A conferência é o primeiro evento do género que vai juntar centenas de participantes que operam em diversas áreas de actividades, dentro e fora daquele distrito.

A administradora do distrito de Vandúzi, Eulália Nhatitima, disse, num breve contacto com a AIM, que o evento visa divulgar o enorme potencial que o distrito dispõe para a busca de mais investimentos nas várias áreas de actividade.

“O nosso distrito é rico. Temos um potencial que, se for bem aproveitado, pode desenvolver os distritos, a província e o país em geral. Foi olhando para isso que pensamos em organizar a conferência para mostrarmos aquilo que temos em Vandúzi e dizer que as portas estão abertas para mais investimentos”, disse Nhatitima.

A conferência de Vandúzi, que vai juntar à mesma sala camponeses, empresários de diversas áreas de actividade, incluindo outros convidados nacionais estrangeiros, será antecedida, está quinta-feira, por visitas aos campos de produção e algumas indústrias existentes naqueles distritos.

A sexta-feira está reservada para debates com vários intervenientes da cadeia de desenvolvimento.
A agricultura e pecuária são o nosso forte. Aqui produzimos cereais, hortícolas e leguminosas. Também na avicultura não ficamos atrás. Podemos dizer que somos campeões.”

Os parceiros financeiros de Moçambique consideram a sustentabilidade de grupos de poupança como um dos principais desafios da inclusão financeira no país.

A posição é defendida pela SEEP, uma rede global de aprendizagem que apoia estratégias que criam oportunidades para as populações vulneráveis participarem nos mercados financeiros, e pela FSD Moçambique, uma entidade dedicada ao desenvolvimento do sector financeiro com foco na expansão da inclusão financeira.

Para estas organizações, o que se verifica é que os grupos de poupança são formados por organizações locais ou internacionais e quando terminam seus fundos de apoio, alguns destes grupos acabam se desfazendo.

O facto foi abordado, ontem, numa reunião nacional, em Maputo, entre a SEEP, FSD Moçambique e grupos de poupança. Trata-se de uma iniciativa com o objectivo de propor nova visão de promoção da poupança em Moçambique.

“O desafio está na necessidade de tornar sustentáveis os grupos de poupança, disse a directora da FSD Moçambique, Esselina Macome, à Agência de Informação de Moçambique. Segundo Macome, pretende-se também com os debates ajudar os grupos de poupança a multiplicarem-se de forma segura e num sistema em que os seus membros são protegidos.

O director de programas da SEEP, David Panetta, considera os grupos de poupança sustentáveis, o que não acontece com o sistema que os apoia, que os forma e que interage com eles.

Ano passado, o saco de 50kg de cimento nacional chegou a ser comercializado por 500 meticais, e em certas províncias atingiu 750 meticais, dificultando a execução de obras. A razão estava relacionada com o encarecimento dos produtos importados para o fabrico de cimento, pois, em pouco tempo, o câmbio do dólar saiu dos 30 para 80 meticais.

Hoje, com o dólar na casa dos 59 meticais, o cimento também baixou. A Cimentos de Moçambique assegura que o preço deverá continuar a baixar se a apreciação do metical prevalecer. Neste momento, o saco de 50kg de cimento é comercializado por cerca de 350 meticais.  
Jorge Reis, Director-geral da Cimentos de Moçambique, também fez uma apreciação ao regulamento aprovado pelo Conselho de Ministros para garantir qualidade ao cimento comercializado no país. Reis entende que algumas práticas no fabrico, conservação e transporte baixam a qualidade do produto, e por consequência a qualidade das obras.

A fiscalização das normas do novo regulamento de fabrico, armazenamento, transporte e venda de cimento será feita pela Inspecção da Actividade Económica, que vai desenvolver acções conjuntas com o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade.

 

 

 

 

A informação foi revelada pelo Director Nacional do Comércio Externo, Amílcar Arone, durante um seminário de auscultação do sector público e privado para a elaboração do documento final que visa melhorar os níveis de exportação do país.

As exportações moçambicanas são ainda muito baixas porque as pequenas e médias empresas (PME) não cumprem com os requisitos de qualidades exigidos pelos países compradores, defende o Director Nacional do Comércio Externo. Mas dentro do país, os mesmos produtos rejeitados são vendidos, provavelmente, porque as exigências dos consumidores nacionais ainda são baixas.

Na reunião de auscultação, o director nacional do comércio externo, Amílcar Arone, afirmou que o problema das exportações é notável em Pequenas e Médias Empresas que operam no território nacional por serem fracas a nível financeiro.

“As pequenas e médias empresas têm dificuldades, de facto. Não são, financeiramente, fortes em relação às grandes empresas, daí haver necessidade de assistência técnica para que consigam ultrapassar esse desafio”, diz Arone.

De 2014 a 2016, o valor das exportações de Moçambique, incluindo grandes projectos, reduziu de cerca de 4420 milhões de dólares para cerca de 3328 milhões, mostram dados do Ministério da Indústria e Comércio na posse do Jornal O País.

Entretanto, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), maior organização empresarial do país, reconhece as dificuldades das PME e espera que a estratégia de exportações em elaboração traga soluções. “Esperamos que o processo de auscultação dos sectores público e privado encontre a devida harmonização sobre como serão quantificadas e estratificadas as intervenções. É necessário, sobretudo, que estas tenham devido enquadramento na produção do documento final ”, afirmou Mubarak Abdulrazac, da CTA.

O seminário de auscultação que contou com a participação do sector público e privado, assim como os parceiros de cooperação visa definir os principais produtos a serem exportados e identificar as medidas apropriadas para que as pequenas e médias empresas consigam cumprir com as exigências do mercado internacional.

“A estratégia permitirá a racionalização dos recursos e a identificação de áreas prioritárias para a orientação dos esforços de atracção de investimentos aos operadores do comércio externo”, projecta o Ministério da Indústria e Comércio.

A reunião realizada na capital do país é a terceira e juntou pessoas vindas da região Sul do país. Outras duas aconteceram nas regiões Norte e Centro do país. Depois de ser elaborada a proposta, o documento vai novamente a discussão nas três regiões do país e só daí sairá a estratégia final de comércio externo, explicou Arone.

A Estratégia Nacional de Exportações responde ao Plano Quinquenal do Governo 2015-2019, que define como um dos objectivos a promoção da industrialização orientada para a modernização da economia e para o aumento das exportações.

O documento está a ser elaborada pelo Ministério da Indústria e Comércio com o apoio e assistência do Secretariado da Commonwalth.

 

A Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) detectou, pela segunda vez, irregularidades na empresa Lianhe Africa Agriculture CO, Lda, que se dedica à produção e processamento de arroz e voltou a suspender as suas actividades.

À semelhança da primeira vez, em Março, a empresa foi suspensa por incumprimento da legislação laboral, com destaque para a contratação de mão-de-obra estrangeira à margem da lei vigente no país sobre a matéria.

“Do total de 48 trabalhadores que a empresa tem, 12 estrangeiros, todos chineses, tinham sido contratados ilegalmente, o que culminou com a sua suspensão imediata, de todas as suas actividades, para além da sanção à empresa”, lê-se numa nota de imprensa do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social. 

Também foram detectadas infracções no que concerne aos trabalhadores nacionais, como é o caso de falta de contratos reduzidos à forma escrita, para além da falta de limpeza e higiene no local do trabalho, o que totalizou oito principais infracções constatadas, que culminaram com o levantamento de autos de notícia (sanção), dos quais seis relacionadas com a higiene e saúde no trabalho e dois referentes à violação de obrigações básicas e passíveis de sancionamento legal.

No mesmo período, para além de se ter registado empresas contratantes de trabalhadores expatriados ilegais e autuadas por serem reincidentes sobre a matéria, em todo o país, a IGT igualmente advertiu outras, tendo em conta a sua filosofia pedagógica, no sentido de, dentro do prazo deixado pelas brigadas inspectivas, corrigirem as irregularidades detectadas.

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