O País – A verdade como notícia

O Aeroporto de Nacala, tido como elefante branco, devido à sua incapacidade de gerar recursos para a sua sustentabilidade, carrega o maior encargo de dívidas no sector empresarial do Estado, de acordo com o novo relatório da dívida pública. A dívida para a construção do Aeroporto de Nacala foi contraída pela Aeroportos de Moçambique (ADM) junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil (BNDES), e, devido ao fracasso nos reembolsos, o Governo revelou, no ano passado, que assumiu a dívida.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil (BNDES) lidera a lista de credores externos directos do sector Empresarial do Estado (SEE), detendo 52,5%, o equivalente a 9.3 mil milhões de meticais (146,13 milhões de dólares) do stock da dívida externa directa, financiamento este contraído pela ADM, E.P para a construção do aeroporto de Nacala.

O anterior governo reconheceu que o Aeroporto Internacional de Nacala não está a ter tráfego suficiente para gerar um rendimento à altura de assegurar a amortização da dívida contraída junto do Brasil.

A dívida da construção da infra-estrutura foi contraída pela empresa Aeroportos de Moçambique, na qualidade de gestor do sistema aeroportuário moçambicano, junto do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES), instituição financeira do Governo brasileiro.

Perante a situação, o Governo assumiu a dívida. “Enquanto a gente não resolver o problema do Aeroporto Internacional de Nacala, que tem muito a ver com o tráfego, é preciso que o Estado tome conta do que se passa com essa dívida”, disse, na altura, o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

O documento do Ministério das Finanças revela que, para além do BNDES, compõem a lista dos cinco maiores credores externos do SEE em 2024, a Development Bank of Southern Africa (DBSA) com 24,0% (66,73 milhões de dólares), Vale Emirates com 11,6% (32,39 milhões de dólares), Exim Bank da Índia com 3,3% (9,07 milhões de dólares), Trade and Development Bank (TDB) com 2,5% (6,90 milhões de dólares) e Kreditanstalt für Wiederaufbau (KFW) com 2,2% (6,25 milhões de dólares).

“A ADM, E.P lidera a estrutura da carteira da dívida externa por beneficiários, tendo absorvido 9767 milhões de meticais (152,83 milhões de dólares -54,9%) do financiamento externo directo, seguida da EDM, E.P, com 2.824 milhões de meticais (44,19 milhões de dólares -15,9%), da EMEM, S.A, com 2076 milhões de meticais (32,49 milhões de dólares 11,7%), da TMCEL, com 1938 milhões de meticais (30,33 milhões de dólares -10,9%), do BNI, com 610 milhões de meticais (9,55 milhões de dólares -3,4%), e da PETROMOC, com 579 milhões de meticais (9,07 milhões de dólares -3,3%)”, escreve o relatório.

No global, o stock total da dívida directa do Sector Empresarial do Estado (SEE) registou uma redução de 1,88%, passando de cerca de 39 mil milhões de meticais em 2023 para 38 379,2 milhões de meticais em 2024. 

O Governo justifica que “esta contracção resulta da diminuição de 4,87% no stock da dívida interna directa do SEE, impulsionada pelo cumprimento do serviço da dívida e pela implementação de uma política restritiva na contratação de novos empréstimos”. 

GOVERNO PRESSIONADO POR DÍVIDAS NÃO PAGAS EM 2024

O stock da dívida pública registou um crescimento significativo nos últimos cinco anos, aumentando de 946 019,61 milhões de meticais em 2020 para 1 043 544,35 milhões de meticais em 2024. A informação é do Relatório da Dívida Pública 2024, lançado pelo Ministério das Finanças.

De acordo com o documento, este incremento foi impulsionado, em grande medida, pelo crescimento acelerado do endividamento interno, resultante do financiamento do défice de Tesouraria, após o congelamento do apoio ao Orçamento do Estado por parte dos parceiros internacionais. Entretanto, a dívida do governo central mantém-se predominantemente composta por dívida externa, que representa 61% do total, enquanto os restantes 39% correspondem à dívida interna. 

O documento traz a público que, dos pagamentos programados, o governo de Filipe Nyusi não honrou com alguns credores, e estes pagamentos transitaram para o actual exercício económico, pressionando as contas do Estado.

“Os atrasados do Estado referiam-se exclusivamente à dívida externa, totalizando 3,4 mil milhões de meticais, distribuídos entre 2,95 mil milhões de meticais em capital e 492,28 milhões de meticais em juros, valores transitados para 2025”, escreve. 

O Governo explica que, entre os principais credores, Portugal se apresentou como o maior credor bilateral, com um total de 1818,76 milhões de meticais em atraso. 

Também estiveram entre os credores mais significativos, com os montantes mais elevados, o FMI (718,75 milhões de meticais) e o Banco Islâmico de Desenvolvimento (BID), que soma 206,24 milhões de meticais, considerando os créditos em aberto com a instituição.

O documento esclarece que o atraso observado decorreu, sobretudo, da limitação na arrecadação de receitas, condicionada pelo clima de instabilidade pós-eleitoral. Para além disso, o PESOE não previu na totalidade os montantes necessários para a cobertura do serviço da dívida em 2024, tendo sido orçamentado um total de 115 097,89 milhões de meticais, face a uma previsão de 123 433,58 milhões de meticais, o que resultou num défice de 8335,69 milhões de meticais, conduzindo à transição de encargos para o exercício seguinte.

Fora destes aspectos, o documento observa que se verificaram distorções nas projecções causadas pelas limitações do antigo sistema CS-DRMS, levando a desvios do tecto aprovado para 2024 e resultando na incidência de juros de mora.

Nesta senda, o Governo alerta que a transição desses montantes para 2025 vai causar uma pressão adicional sobre a tesouraria do Estado, dado o aumento dos compromissos financeiros que deverão ser honrados neste exercício orçamental.

“Este cenário desafiador acentua a necessidade urgente de implementar medidas eficazes para mitigar os riscos associados ao serviço da dívida e optimizar os fluxos financeiros no Estado”, escreve, acrescentando que, “até ao final de 2024, o stock da dívida externa em atraso inclui, adicionalmente, compromissos pendentes junto de quatro credores bilaterais que não consideram o alívio da dívida nos termos acordados com o Clube de Paris, nomeadamente a Líbia (253,38 milhões de dólares), Angola (61,45 milhões de dólares), Bulgária (57,8 milhões de dólares) e Polónia (21,7 milhões de dólares), totalizando 394,33 milhões de dólares”.

Face à situação, o Governo diz que continua empenhado em negociações com os referidos credores, com vista à obtenção de soluções coordenadas para a regularização destas responsabilidades financeiras, à semelhança do consenso de alívio da dívida alcançado com o Iraque, em 80% (256,13 milhões de dólares) do total da dívida (320,16 milhões de dólares) do país em relação a este credor, e reprogramação do remanescente 20% (64,03 milhões de dólares) por um período de 15 anos (2029 2043), precedidos por um período de graça de quatro anos.

DESTAQUES

 

  • O stock da dívida pública registou um crescimento significativo nos últimos 5 anos, aumentando de 946 019,61 milhões de meticais, em 2020, para 1 043 544,35 milhões de meticais, em 2024

 

  • O atraso observado decorreu, sobretudo, da limitação na arrecadação de receitas, condicionada pelo clima de instabilidade pós-eleitoral. Para além disso, o PESOE não previu na totalidade os montantes necessários para a cobertura do serviço da dívida em 2024, tendo sido orçamentado um total de 115 097,89 milhões de meticais, face a uma previsão de 123 433,58 milhões de meticais, o que resultou num défice de 8 335,69 milhões de meticais, conduzindo à transição de encargos para o exercício seguinte.

Moçambique e Zâmbia passarão a beneficiar de um gasoduto a ser construído  entre as cidades da Beira e Ndola, com capacidade para transportar 3,5 milhões de métricos de toneladas de produtos petrolíferos por ano. A infra-estrutura será erguida em quatro anos.

Avaliada em cerca de 1,5 mil milhões de dólares norte-americanos, a infra-estruturas vai permitir a facilitação do transporte de produtos petrolíferos para o mercado Zambiano, reduzindo a circulação de camiões nas estradas. Com a infra-estrutura erguida, as partes terão a capacidade de movimentar anualmente cerca de 3,5 milhões de métricos de produtos petrolíferos.

“O sucesso do gasoduto Beira–Angola pode servir de referência para o desenvolvimento de outros oleodutos ou infra-estruturas energéticas regionais.

A nível nacional, vai aumentar o tráfego do Porto da Beira e a utilização do terminal de combustíveis, promovendo a sua sustentabilidade, além de criar oportunidades de emprego local na construção, manutenção e operação desta infra-estrutura”, afirmou Estevão Pale, ministro dos Recursos Minerais e Energia.

Com o referido acordo, Moçambique quer posicionar-se ao nível da região e permitir maior fluidez comercial, aproveitando a sua localização. De acordo com o governante, “Estes acordos vão além de simples parcerias técnicas; representam uma visão conjunta de interdependência e progresso partilhado. Moçambique reforça, assim, a sua posição geoestratégica como corredor energético da SADC, contribuindo para a segurança energética regional e para o equilíbrio da nossa balança comercial através da exportação de energia”, disse o ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique.

No seu breve discurso de reacção ao memorando, o alto-comissário da Zâmbia em Moçambique disse que a infra-estrutura irá trazer desenvolvimento e facilidades em ambas as partes. Ademais, Kenya Londe afirma que a materialização do projecto vai criar postos de trabalho.

“O memorando de entendimento beneficiará os zambianos e os moçambicanos, uma vez que irá gerar muitos empregos locais, e também porque a energia é a principal fonte de desenvolvimento. Acima disso, todos precisamos de energia para produzirmos”, disse a fonte.

Moçambique e Zimbabwe reforçam cooperação energética

No local, foi também assinado um acordo de cooperação bilateral para o fornecimento, geração e transmissão de energia eléctrica entre Moçambique e Zâmbia. O referido acordo inclui ainda mecanismos para facilitar o comércio de combustíveis e o desenvolvimento de infra-estrutura energética, criando as condições necessárias para apoiar o crescimento industrial do Zimbabwe e promover a integração energética regional.

“Este acordo cobra ainda mecanismos de facilitação do comércio de combustíveis, a utilização e o desenvolvimento de infra-estruturas de combustíveis, garantindo o fornecimento confiável de derivados de petróleo”, frisou o ministro dos Recursos Minerais e Energia em seu discurso.

Moçambique e Zimbabwe controlam relações energéticas estratégicas, principalmente na exportação de electricidade a partir da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), localizada em Moçambique. A energia é transmitida pela linha Songo–Bindura, que liga os dois países, sendo essencial para o abastecimento energético do Zimbabwe, que enfrenta constantes crises de energia.

Apesar dos desafios relacionados ao pagamento de dívidas por parte do Zimbabwe, os dois países continuam a negociar acordos para garantir o fornecimento contínuo. Ambos integram o Southern African Power Pool (SAPP), uma plataforma de cooperação regional que facilita o comércio de energia eléctrica na África Austral. A relação energética entre Moçambique e o Zimbabwe é vital para a estabilidade energética regional e continua a ser reforçada por projectos conjuntos de infra-estrutura e interligação eléctrica

Os instrumentos foram assinados na manhã desta quinta-feira, no último dia da décima primeira edição do fórum de energias de Minas e Energias, que teve lugar em Maputo.

Duas boas novas abrem novas perspectivas no mercado de gás natural liquefeito. A Total promete retomar a construção da planta de gás em Palma em meados deste ano, de acordo com a garantia dada pelo CEO da Total Energies, Patrick Pouyanné, um anúncio que sucede à aprovação do plano de Desenvolvimento da Plataforma Coral Norte FLNG, com capacidade para a produção de 3,5 milhões de toneladas de gás por ano.

A novidade soa com ânimo para as empresas locais que têm cada vez maior apetite de tirar benefício dos projectos da indústria do gás, e as poucas certezas acompanham as novidades, por exemplo, como serão usados os 10% dos gás do Coral Norte que, por decreto do Governo, devem ser canalizados ao mercado doméstico?

Sobre a questão, o “O País Económico” ouviu Florival Mucave, presidente-executivo da Câmara do Petróleo e Gás de Moçambique, e Joaquim Dai, economista.

Para Florival Mucave, a alocação de 10% do gás natural para a economia doméstica é uma componente que vai contribuir para a diversificação da economia moçambicana e para a industrialização do país.

Entretanto, alerta para alguma cautela. “Temos de voltar à experiência da Sasol, há 20 anos, quando o Governo exigiu da Sasol a disponibilização de uma quantidade de gás para uso doméstico, surgiu essa questão se há capacidade em Moçambique para a utilização deste gás. Hoje temos vários projectos como a Matola Gás Company, Central de Ressano Garcia, Central de Vaninga, que dependem deste gás e o transformam em energia. O importante é acordarmos que há uma quantidade de gás que deve ser alocado ao mercado doméstico, e uma vez já alocado e usá-lo para a industrialização”. 

Segundo Mucave, o país tem, primeiro, de pensar no Norte, a parte menos industrializada do país. “A parte mais industrializada é o Sul, e não há projectos estruturantes de industrialização no norte do país”, explicou para a seguir acrescentar que “temos de saber que virão mais projectos e pensar hoje onde é que queremos utilizar o gás que há de vir deste projecto”.

O responsável foi mais longe ao dizer que não houve um debate coerente em volta do conteúdo local no país, o que se tornou ainda mais necessário diante de projectos em alto mar, que desafiam a criação de infra-estruturas de acesso da terra ao alto mar para poder beneficiar deste gás. 

Segundo Mucave, este é um debate que ainda não começou, e que é muito oportuno. “Quem é que vai criar as infra-estruturas necessárias para termos este benefício. A ENI pode disponibilizar a boca do poço?”, questiona, para a seguir dizer que “o Governo tem de criar condições para a monetização deste gás”.

Por seu turno, Joaquim Dai entende ser estratégica a exploração e liquefação em alto mar, apesar das levantadas relativamente aos empregos que poderiam ser criados caso o projecto fosse desenvolvido em terra.

“Esta decisão foi tomada a olhar para o momento que o país está atravessar. Precisamos de estimular as exportações, precisamos de melhorar as contas públicas e criar nova dinâmica e nos estabelecermos como um pólo de desenvolvimento no mercado do gás, portanto, é um trade off, vamos perder um pouco na componente empregos e ganhar mais com as exportações.”

Entretanto, Dai encontra uma infalível oportunidade de Moçambique usar os 10% do Coral Norte para a industrialização. “Nós temos vizinhos com sérios problemas de electricidade, daí temos de ter uma estratégia de desenvolvimento a longo prazo. Não podemos crescer a apalpar, temos aqui duas grandes oportunidades. Moçambique pode tornar-se um pólo energético, podemos pôr este gás na cozinha e parar de importar botijas de gás”, disse.

Moçambique terá uma refinaria com capacidade para a produção de 200 mil barris por dia de combustíveis líquidos. De acordo com o Presidente da República,  o empreendimento deverá ser implementado em 24 meses.

Uma refinaria com capacidade para produzir gasolina, gasóleo, nafta e jet A1, para abastecer o mercado nacional e regional, poderá ser instalada no país, na sequência da assinatura de um memorando de entendimento.

Com capacidade para processar 200 mil barris por dia de combustíveis e o respectivo armazenamento, a infra-estrutura vai tornar Moçambique um actor relevante nos combustíveis líquidos, segundo avança o Presidente da República.

“Este projecto, a ser implementado num período máximo de 24 meses, permitirá o acréscimo da capacidade de armazenagem em 160 mil toneladas métricas para combustíveis líquidos e 24 mil toneladas métricas para GPL – Gás de Petróleo Liquefeito”, disse o Chefe de Estado. 

Um outro acordo entre Moçambique e Zâmbia vai permitir a criação de um gasoduto entre as cidades da Beira, no centro do país, e Ndola, na Zâmbia.

 “Com a previsão de comissionamento dentro de 4 anos e um investimento de cerca de 1.5 biliões de dólares norte-americanos, o gasoduto terá a capacidade para o transporte de 3.5 milhões métricos de toneladas por ano e engloba a construção de infraestruturas de armazenamento em ambas províncias, portanto, província de Sofala, na cidade da Beira, e Ndola, na Zâmbia”, explicou. 

Estas novidades foram apresentadas, nesta quarta-feira, em Maputo, pelo Chefe de Estado,  na Conferência e Exposição de Mineração e Energia. No evento, Daniel Chapo reiterou que o projecto de gás Rovuma LNG avança em 2026.

“Esforços estão sendo levados a cabo no sentido de, ao longo do próximo ano, arrancarmos com o Projecto Rovuma LNG, Gás Natural Liquefeito, avaliado em 27 biliões de dólares, que está sendo liderado pela ExxonMobil”. 

Enquanto, o Coral Sul, projecto liderado pela Eni, na Bacia do Rovuma, já exportou mais de 117 carregamentos de gás desde que arrancou em 2022.

A Empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) aumentou o número de aeronaves de passageiros e de carga nas suas operações.

De acordo com a instituição, a aeronave do tipo Boeing 737-500, integra temporariamente a frota da LAM. O avião começou a operar nesta terça-feira e poderá aliviar a pressão dos voos diários da companhia. 

Com capacidade para transportar 134 passageiros, a aeronave em referência tem também a vantagem de acomodar mais volumes e carga. 

Com esta solução, a Linhas Aéreas de Moçambique passa a operar com quatro aeronaves.  

 

A actual vice-presidente da Confederação das Associações Económicas, CTA, Maria de Assunção Abdula, iniciou, hoje, a sua campanha eleitoral. Assunção promete uma CTA dinâmica, transparente e inclusiva.

 

Maria de Assunção Abdula, actualmente Vice-Presidente da CTA no actual elenco de Agostinho Vuma, iniciou esta terça-feira a sua campanha eleitoral, rumo à presidência da agremiação.

“A minha candidatura está ancorada em valores essenciais como inclusão, transparência  e inovação. Quero construir uma CTA mais próxima de todos os membros, que seja realmente uma plataforma de fortalecimento das nossas empresas e um motor para o desenvolvimento do País e, para isso, vamos implementar uma governação inclusiva e transparente”, disse De Assuncao. 

Encabeçando a Associação Comercial de Moçambique, Da Assunção promete uma CTA representativa.

“Compreendo que Moçambique é vasto e que cada região possui realidades únicas.

Por isso, proponho a criação de três antenas regionais, Centro, Norte e Sul, para fortalecer a representatividade e descentralizar a gestão da CTA. Estas antenas regionais serão responsáveis por atuar como bordes regionais com liderança atribuída a vice-presidentes regionais”.

Uma das propostas da candidata é a criação do dia nacional do associado e das conferências empresariais regionais, a fim de reforçar o envolvimento e escuta activa dos membros. 

“Por isso, promoverei programas de capacitação técnica, apoio na gestão financeira e desenvolvimento institucional das associações. A capacitação será uma das nossas maiores prioridades para que todos os membros possam operar de maneira eficiente e sustentável. Transparência operacional. A transparência não será apenas um princípio, mas uma prática diária para garantir que todos os membros da CTA estejam sempre informados”, defendeu a esposa do empresário Salimo Abdula.

As associações membros da CTA, Maria de Assunção Abdula pede votos para tornar a agremiação mais dinâmica e transparente.

 

 

Dois candidatos foram aprovados para participar da corrida para a presidência da CTA. Trata-se de Lineu Candieiro e Maria da Assunção Abdula. O anúncio foi feito esta segunda-feira, pela comissão eleitoral do organismo empresarial.

A comissão eleitoral da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, aprovou, nesta segunda-feira, duas candidaturas, que no seu entender cumprem com os requisitos para a corrida à presidência do organismo, nomeadamente: Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), encabeçada por Lineu Candeeiro, e atribuir à mesma a letra A’, e Associação Comercial de Moçambique (ACM), encabeçada por Maria da Assunção Abdula, e atribuir à mesma a letra B’.

Através de um documento, a comissão eleitoral comunicou ainda o arranque da campanha eleitoral, que decorre entre 5 e 13 de Maio de 2025.

“Os candidatos devem conduzir a campanha eleitoral com boa fé e manter conteúdo ético de acordo com os Estatutos da CTA e Regulamento Eleitoral estando vedados a prática de actos que visem à honra, imagem e ao bom nome dos candidatos, a ofensa a imagem da CTA, a desprestigiar a CTA e os seus membros e a fazer apelo directo ou indirecto ao voto numa lista ou candidato no dia da votação ou período anterior à data de início da campanha eleitoral, nos termos do número 3 do artigo 179 do Regulamento Eleitoral”.

E, em caso de violação, os estatutos preveem sanções duras.

“Adverte-se que, nos termos do artigo 179 n 4 do Regulamento Eleitoral, a lista candidatura que violar os limites impostos nos termos anteriormente referidos poderá Ser excluída das eleições pela Comissão Eleitoral, caso violação seja grave, sendo aplicada multa correspondente a seis quotas nos casos menos graves, sem prejuízo de processo disciplinar onde for aplicável, nos termos dos Estatutos da CTA”.

Esta comunicação acontece numa altura em que a Câmara de Comércio de Moçambique já iniciou a sua campanha, apesar de não constar na lista das associações aprovadas pela Comissão Eleitoral da CTA para o processo eleitoral.

 

 

 

O candidato presidencial à Confederação das Associações Económicas de Moçambique Álvaro Massingue promete apoiar o sector público na aceleração de investimentos em infra-estruturas críticas. O presidente da Câmara de Comércio de Moçambique falava nesta segunda-feira, durante o lançamento da sua campanha e apresentação do manifesto eleitoral.

Álvaro Massingue manteve, nesta segunda-feira, um encontro com empresários e algumas associações-membros da Confederação das Associações Económicas de Moçambique, às quais apresentou o seu manifesto eleitoral composto por cinco principais pilares.

“O primeiro pilar lida com uma CTA forte, uma CTA representativa e descentralizada. Propomos, neste pilar, uma CTA com presença efectiva em todas as províncias, com impacto real nas províncias e nos distritos. Uma confederação que escute, que represente e defenda os interesses dos seus membros de forma eficaz, inclusiva e equitativa, assegurando que nenhuma voz empresarial seja ignorada nas suas acções”, prometeu.

Massingue promete uma CTA mais eficiente caso vença as eleições. “Promover uma revisão profunda dos estatutos e regulamentos da CTA, com ampla consulta e envolvimento de todos os membros, uma vez que o actual quadro estatutário já não responde adequadamente às suas necessidades”, disse Massingue.

Além de prometer a instalação de escritórios nos conselhos províncias, Álvaro Massingue diz que vai continuar a lutar incansavelmente contra as barreiras que minam o investimento em Moçambique.

“É a promoção de um ambiente de negócios competitivo e de um clima de investimento justo. Defendemos a simplificação dos processos administrativos, a previsibilidade e estabilidade fiscal, bem como a justiça regulatória. Trabalharemos em parceria com o Governo e demais stakeholders para eliminar barreiras ao investimento, suprir práticas que elevem os custos e prazos para iniciar, operar e expandir negócios”, garantiu o candidato.

Álvaro Massingue promete ainda colaborar com o Governo com vista ao melhoramento de infra-estruturas públicas, por isso diz que “propomos uma abordagem colaborativa com o sector público para acelerar investimentos em infra-estruturas críticas, colocando-as no centro das nossas estratégias de desenvolvimento. Será criado um pelouro dedicado a infra-estruturas e serviços para que, em directa coordenação com o Governo, seja possível engajar o Governo na planificação integrada de infra-estruturas e serviços essenciais”, frisou.

Álvaro Massingue promete ainda impulsionar o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas através  do acesso ao financiamento e apoio técnico.

A poucos dias das eleições na Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA, o jovem empresário Lineu Candieiro, candidato à presidência desta agremiação, prometeu, através do seu representante, na cidade da Beira, melhorar as relações entre o sector privado e o governo. Segundo Candieiro, a desarticulação entre os “patrões” e o executivo minam o ambiente de negócios e, consequentemente, o desenvolvimento económico.

Lineu defendeu, na ocasião, não fazer sentido que, 50 anos depois do alcance da independência nacional, o nosso país dependa ainda de importação de produtos básicos para a sua subsistência.

O candidato à presidência da CTA assegurou que, caso seja eleito, irá mobilizar recursos para que desenvolva um pólo de desenvolvimento nos países do interland.

Por sua vez, Alcides Cintura, presidente do Conselho Empresarial de Manica, agremiação que suporta a candidatura de Lineu Candiero, disse que o Estado não pode ser maior empregador que o sector privado. Aliás, disse que esta candidatura pretende reverter o actual cenário, garantido um melhor ambiente de negócios no país.

Na o Presidente da Federação Moçambicana de Comércio e Serviços, Yassin Amugy, defendeu que a candidatura de Lineu Candiero salvaguarda, também, os interesses da juventude, camada social importante para o desenvolvimento do país. Lineu não se fez presente ao facto de apresentação da sua candidatura pelo facto do seu voo ter sido adiado. Uma situação que tem acontecido recorrentemente nos últimos dias com os voos da LAM.

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