O Ministério das Finanças apresentou, esta quinta-feira, dados relativos à conjuntura económica e às condições de financiamento às pequenas e médias empresas, no encerramento da 22.ª edição do Economic Briefing 2026, realizada em Maputo.
De acordo com a Secretária Permanente do Ministério das Finanças, os dados mais recentes indicam que o Produto Interno Bruto cresceu 1,7% no segundo trimestre de 2026 e 0,9%, em média, no primeiro semestre, em termos homólogos.
Trata-se de uma inversão das contracções observadas em 2025, mas ainda insuficiente para uma recuperação robusta.
Segundo a Secretária Permanente, a previsão actual para 2026 é de 0,6%, abaixo dos 2,8% inicialmente inscritos no PESOE, o que recomenda prudência e exige converter a retoma em investimento, emprego e rendimento.
Contudo, há oportunidades no turismo, na energia e nos serviços, embora persistam dificuldades de acesso a insumos e divisas, custos logísticos e fraca procura industrial.
O Governo considera prioritário ampliar a participação competitiva das empresas nacionais nos grandes projectos, incluindo os de gás natural liquefeito, disse Albertina Fruquia.
A Secretária Permanente reafirmou a abertura para ouvir os problemas apresentados pela CTA e pela parte do sector empresarial, esperando o cumprimento das obrigações fiscais, investimento na produtividade e participação responsável na criação de emprego.