O País – A verdade como notícia

Proposta de clube da Arábia Saudita rejeitada pelos leões que, antes, já tinha dito não a 12 milhões propostos pelo Valência. A SAD leonina não fala por menos de 25 milhões, mais de 1.7 mil milhões de meticais.

Segundo escreve o jornal A Bola na edição desta segunda-feira, um clube da Arábia Saudita, no presente defeso, mostrou-se disponível para avançar com 15 milhões de euros para adquirir os direitos económicos de Geny Catamo, mas a administração da SAD liderada por Frederico Varandas rejeitou a oferta, fixando a fasquia nos 25 milhões para trespassar o passe do ala moçambicano, sendo que ainda teria de chegar a acordo com o Amora e com a Associação Black Bulls para efectivar o negócio.

Antes, os espanhóis do Valência tinham feito chegar aos escritórios de Alvalade uma abordagem por valores um pouco mais baixos, na ordem dos 12 milhões que obteve a mesma resposta. Valores consideráveis se tivermos em conta que há um ano o passe de Geny, segundo a plataforma e especializada Transfermarkt, estava avaliado em 600 mil euros após empréstimos não muito bem sucedidos a Vitória de Guimarães e Marítimo.

Numa época tudo mudou, com a adaptação com êxito à ala do meio-campo com funções mais defensivas – era extremo de raiz – com a participação em 41 jogos em 2023/2024, seis golos marcados (dois deles fundamentais diante do eterno rival Benfica) e cinco assistências realizadas.

Na temporada já em curso, titularidade absoluta nos quatro encontros realizados até ao momento, com a nuance de, face à lesão de Nuno Santos e à ascensão do menino Geovany Quenda, ter mudado de faixa, passando da direita para a esquerda, ele que é canhoto de raiz.

Estes números fizeram com que a avaliação do passe de Geny, de 24 anos de idade, subisse em flecha para os 10 milhões, mas tendo em conta que na renovação de contrato ocorrida em Dezembro de 2023 a validade do vínculo passou para Junho de 2028 e o valor da cláusula de rescisão subiu até aos 60 milhões de euros, os valores propostos ainda estão bem abaixo do mencionado, num jogador que é aposta firme de Rúben Amorim.

Daqui em diante se verá como será, face à chegada de Maxi Araújo para a faixa esquerda e à recuperação de Nuno Santos, que esteve um mês parado devido a problema ligamentar.

À ESPERA DO “JACKPOT”

O Amora e a Associação Black Bulls são partes interessadas num eventual negócio da venda do passe de Geny Catamo, uma vez que a SAD do clube da margem sul do Tejo continua deter 75 por cento do passe do jogador e, por sua vez, num negócio sui generis, os moçambicanos detém 85 por cento dos 75 por cento dos direitos do Amora.

Poder-se-ia pensar que seria mais fácil a potenciais interessados chegarem a acordo com estas duas entidades, mas assim não é porque quem pode trespassar os passes de jogadores são os detentores dos direitos desportivos dos mesmos – essenciais para a sua inscrição – e esses estão na posse do Sporting.

Tanto Amora como Black Bulls esperam um “jackpot” para as suas contas quando venderem as partes do passe de Geny Catamo mas, até ao momento, o processo não sofreu grandes evoluções, o que apenas deverá acontecer quando o Sporting receber propostas que entenda como interessantes para a venda dos direitos económicos do camisola 21.

O Amora coloca a fasquia na ordem dos três milhões de euros a receber e desse montante teria de entregar 75 por cento (2, 55 milhões) à já citada Black Bulls.

As pessoas não podem concorrer para certos cargos para depois atirarem as responsabilidades para os outros. Quem o diz é o Secretário de Estado do Desporto, Gilberto Mendes reagindo à participação de Moçambique no torneio de pré-qualificação para o Mundial de basquetebol, cuja fase final vai ter lugar na Alemanha, em 2026.

Três derrotas contra o anfitrião México (65-71), Montenegro (52-74) e Nova Zelândia (63-79) é o saldo da participação moçambicana na competição. A ida das “Samurais” ao México chegou a estar tremida devido a problemas logísticos realacionados com o pagamento das passagens. A delegação nacional chegou ao local da prova no próprio dia em que tinha jogo diante da selecção mexicana, não tendo, por isso, tempo para descanso.

Reagindo ao assunto, o Secretário de Estado do Desporto entende que a imagem do país saiu beliscada em função de tudo que esteve à volta da viagem do combinado nacional. Gilberto Mendes lança duras críticas à gestão da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMb).

“Não podemos toda a hora estar à espera de concorrermos para determinados cargos e depois passarmos as responsabilidades para os outros. Nós temos uma federação que é responsável pelo basquetebol e por tudo o que acontece na modalidade, sucessos e insucessos. As falhas devem ser assumidas pela entidade que rege a modalidade”, anota Gilberto Mendes.

Nesse sentido, o dirigente aponta o caminho que deve ser seguido para reverter o cenário.

“O meu apelo é que a federação comece a preparar-se atempadamente para que não aconteçam os mesmos erros que se verificarar agora. Não é bom para o nosso país”.

Em relação à prestação da selecção nacional, o dirigente considera que as jogadoras mostraram que têm capacidades para fazer melhor.

“Se houver uma melhor planificação e organização é possível conseguir melhores resultados. Esse “desaguisado” que houve por não se saber quem é que iria pagar as passagens e quando é que a selecção iria viajar, não foi benéfico para a moral das atletas”, anota o dirigente, que apesar dessas dificuldades, entende que as “Samurais” tiveram uma boa prestação contra o México.

“Acho que poderiam ter feito melhor contra o Montenegro e mesmo contra a Nova Zelândia. É preciso acarinhar esta selecção, pois tem nos dado muitas alegrias”, disse. A selecção nacional ainda tem mais uma janela de qualificação para o Campeonato do Mundo.

Recorde-se que na altura, a Federação Moçambicana de Basquetebol disse que submeeteu uma carta à Secretaria de Estado do Desporto, através do Fundo de Promoção Desportiva (FPD) a solicitar o apoio para viabilizar a viagem da selecção nacional.

Sucede que, segundo explicou Paulo Mazivila, não teve uma resposta favorável. A FMB necessitava de 200 mil dólares, equivalente a 12 milhões de meticais. A viagem só aconteceu graças à intervenção da FIBA, que disponibilizou o valor das passagens.

Mais de 3 mil pessoas dentre nacionais e estrangeiros participaram neste domingo da sexta edição da Corrida Azul, organizada pelo Standard Bank. O evento encerrou-se nas cerimónias de celebração dos 130 anos do Banco.

Pela sexta edição a Cidade de Maputo voltou a acolher a Corrida Azul, maratona de atletismo organizada pelo Standard Bank, que desta vez contou com a participação de mais de três mil atletas, dentre nacionais e estrangeiros.

Correram a 10 de Novembro, atletas das categorias de 30, 21, 12 e 7 quilómetros, entre funcionários, populares, e veteranos, onde a inclusão da pessoa portadora de deficiência foi notória.

O centenário Standard Bank diz que a preparação do evento foi a altura do evento. “O facto de nós termos tido pessoas que usam cadeiras de rodas, que usam triciclos é uma nova imagem que Standard Bank quer mostrar,  a inclusão social. Mas também aumentamos o número de quilómetros e estamos satisfeitos em saber que há pessoas que conseguem correr 30 quilómetros”, disse Esselina Macome- PCA do Standard Bank.

O banco diz estar com um projecto definido para o apoio ao desporto no país. “Já apoiamos a universidade Eduardo Mondlane para participar nos jogos em que ela estava nos países vizinhos, mas temos de uma forma estruturada dado o nosso apoio ao desporto”, fez saber a dirigente.

Além de acompanhar de perto a evolução da Corrida Azul, o governo quer fazer desta maratona uma atração turística. O Secretário do Estado do Desporto Gilberto Mendes, avançou que “Acho que está muito positivo, está cada vez melhor, estão de parabéns ao voltar a realizar o certame”, reiterou. 

A Associação Black Bulls confirmou, hoje, a presença na segunda eliminatória da Taça CAF ao vencer o Alizé Fort das Comores, por quatro bolas sem resposta. Os quatro golos foram apontados por Victor, Fernandinho, Ayuba e Kelvio.

OS “touros” passam a eliminatória com um agregado de 11-0 depois de no jogo da primeira “mão” terem goleado os “ilhéus” por expressivos 7-0.

A Black Bulls deverá defrontar o vencedor da partida entre o 15 de Agosto da Guiné Equatorial e AS Otoho da República Democrática do Congo.

O Sporting de Portugal, de Geny Catamo, goleia o Farense por cinco bolas sem resposta e isola-se na liderança da primeira liga portuguesa com nove pontos. O internacional moçambicano jogou os noventa minutos da partida.

Bom arranque do Sporting. Em três jogos, os “leões” somam igual número de vitórias e, por isso, líderes isolados da primeira liga portuguesa, com nove pontos. Depois de vencer o Rio Ave por 3-1 e Nacional da Madeira por seis bolas a uma na primeira e segunda jornadas, o conjunto de Ruben Amorim voltou a alcançar um resultado volumoso. 

O Sporting foi, mais uma vez, impiedoso. Na deslocação ao terreno do Farense, os “leões” impuseram mais uma goleada por 5-0. O resultado começou a desenhar-se com Viktor Gyokeres, a concluir uma jogada bem conseguida. 

O atacante sueco voltou a estar em evidência ao apontar o segundo golo, na transformação de uma grande penalidade. Pé quente de Gyokeres, que no reatamento assinou um “hat-trick”.  

Sem pernas para aguentar, o Farense sofreu um autogolo. Excelente trabalho de Marcus Edward, que numa jogada individual fechou as contas do Sporting. Geny Catamo foi titular no jogo e assinou uma boa exibição.

A selecção sénior feminina de basquetebol voltou a perder, desta vez contra Montenegro por 52-74, em jogo da segunda jornada do grupo B da fase de pré-qualificação. As “Samurais” somaram a segunda derrota na prova e jogam amanhã frente à Nova Zelândia.

Segundo teste para Moçambique depois de um arranque mal conseguido no torneio de pré-qualificação para o mundial de 2026, em que perdeu frente ao anfitrião México, numa partida em que apesar de ter chegado mesmo dia soube aguentar.

Era, por isso, imperioso vencer Montenegro, de modo a manter viva a esperança de garantir a qualificação para as meias-finais da prova. As estatísticas não eram favoráveis à selecção nacional, tendo em conta que o conjunto montegrino é o mais bem cotado ao nível do grupo B.

Estatísticas à parte, a verdade é que Moçambique teve um arranque promissor, que mostrou sinais de que queria alcançar um resultado diferente do primeiro jogo e daí sonhar com uma possível qualificação para as meias-finais da prova. Excelente trabalho de Ingvild Mucauro, que num lance bem desenhado soube finalizar com classe.

Esse foi o único momento do jogo em que Moçambique esteve em vantagem, pois Montenegro ditou as regras do jogo, controlando todas as manobras através de uma excelente leitura do jogo, quer defensivo quer ofensivo.

Ainda assim, Moçambique não baixou os braços, correndo sempre atrás do prejuízo, na perspectiva de mudar o rumo dos acontecimentos. Debalde! O primeiro período terminou com uma diferença de seis pontos pontos. 10-20 a favor do Montenegro.

No segundo período, as “Samurais” lideradas por Ingvild Mucauro e já depois de terem visto a distância pontual a agigantar-se, conseguiram recuperar com uma sequência de pontos, frutos de uma boa estratégia de bloqueio e aposta em, missões ofensivas. Essa postura permitiu que as Samurais ficassem a um ponto do seu adversário, 19-20. Foi sol de pouca dura, tendo em conta que Montenegro voltou a assumir as despesas da partida sufocando as “Samurais”.

Sucessivos erros do “cinco” nacional e um ataques avassaladores liderados por Mila Jovanovic permitiram que as montenegrinas aumentassem a diferença para 16 pontos, 19-35.

A selecção nacional chegou a ficar seis minutos sem converter um único cesto. Ajuntando aos quatro minutos da última etapa do segundo quarto, a Selecção Nacional ficou 10 minutos sem marcar, perdendo por 31-56.

52-74 foi o resultado final. Ingvild Mucauro foi a melhor unidade de Moçambique, com 13 pontos, três assistências e quatro roubos de bola.

Do lado das montenegrinas, Mila Jovanovic foi a mais produtiva com 20 pontos e três roubos de bola. Moçambique volta a jogar amanhã (sexta-feira) diante da Nova Zelândia, partida que vai servir apenas para cumprir o calendário.

 

No âmbito da promoção das actividades desportivas, uma das componentes do ATCM, a agremiação promove, sábado, 24 de Agosto, a 2.ª prova de “Drag Racing.”

Apesar do ambiente que se instalou no desporto motorizado, as actividades desportivas, por sinal, uma das bandeiras do ATCM, continuam com muita força em todas as modalidades de automobilismo movimentadas pela agremiação.

A título ilustrativo, depois da observação de um defeso de aproximadamente um mês, em cumprimento do calendário desportivo, que serviu igualmente para dar lugar à participação de alguns pilotos nas competições internacionais, as actividades desportivas foram retomadas em grande na pista, no último sábado, com a realização do “show” de “ATCM, alusivo ao “Brithday Gibson”.

O evento contou com a participação de pilotos nacionais, sul-africanos e de Eswatini, tendo sido bastante concorrido e servido para reforçar os laços de irmandade, troca de experiências e intercâmbio entre os três países da região.

Seja como for, e para dar continuidade à realização de provas, a corrida de “Drag Racing” deste sábado será disputada na recta dos 400 metros, sendo que a mesma vai contar com a participação de mais de 60 pilotos de automobilismo e de motociclos divididos em várias classes.

Tal como na última corrida de “Drag Racing”, que foi um sucesso e superou o número de inscritos, a organização está a trabalhar arduamente para garantir todas as condições para que a mesma decorra sem sobressaltos.

Ao nível das modalidades de automobilismo movimentadas pelo ATCM, membro da FIA, a modalidade de “Drag Racing” não pára de crescer e continua a registar maior número de pilotos na grelha de partida.

Recorde-se que as inscrições para a 2.ª prova de “Drag Racing” arrancaram na segunda-feira, estando o encerramento previsto para sexta-feira, 23 de Agosto.

E, como forma de incentivar o surgimento de mais praticantes na modalidade de “Drag Racing”, o departamento do ATCM tem estado a aumentar o número de classes em função do número de inscritos em cada competição.

O Ferroviário da Beira, na Liga dos Campeões Africanos e Associação Black Bulls, na Taça CAF, vão definir, este fim-de-semana, a presença ou não na fase seguinte das Afrotaças. Os “touros” conservam uma vantagem de sete golos sobre o Alizé Fort da Comores. Já os “locomotivas” estão em desvantagem na eliminatória.

À semelhança do fim-de-semana passado, os representantes moçambicanos nas Afrotaças voltarão a entrar em acção no sábado e domingo. Depois de impor uma goleada à formação do Alizé Fort das Comores, por expressivos 7-0, a Associação Black Bulls volta a enfrentar o mesmo adversário, desta feita, para o jogo da segunda mão.

Os “touros” já estão praticamente com a eliminatória resolvida, olhando para aquilo que fizeram na partida da primeira mão, em que o seu adversário mostrou não ter pernas suficientes para aguentar contra a equipa moçambicana.

No jogo da primeira mão, a Black Bulls foi superior em todos os aspectos em relação ao seu adversário. Hélder Duarte foi feliz nas suas escolhas, montando uma equipa marcadamente ofensiva.

Esse facto contribuiu para que aos três minutos a ABB se adiantasse no marcador, através de Hamed. O técnico foi, igualmente, feliz nas substituições, tendo lançado Chamito, Kelvio, Ayuda, Fernandinho e Ejaita. Três dos cinco jogadores que entraram na segunda parte marcaram golos, no caso, Chamito, Ayuba e Ejaita.

Ainda assim, o treinador da Black Bulls, Hélder Duarte, entende que não é para relaxar, até porquê, do mesmo jeito que marcaram sete, o seu adversário pode marcar oito e virar a eliminatória. A partida entre as duas equipas está marcada para sábado, no Complexo Desportivo de Tchumene.

O técnico disse, na conferência de imprensa depois da partida contra os “ilhéus”, que vai tentar refrescar a equipa no jogo deste sábado, na perspectiva de poupar alguns jogadores, como é o caso de Kadre e Hamed.

Justificou que tal poderá acontecer, tendo em conta que a sua equipa está em três frentes, nomeadamente: Moçambola, Taça de Moçambique e Taça CAF, competições nas quais pretende fazer uma boa figura.

O adversário da próxima fase sairá da eliminatória entre o FC 15 Agosto (Guiné-Equatorial) e o AS Otohô d´Oyo (República do Congo).

Já o outro representante moçambicano, Ferroviário da Beira, vai tentar virar a eliminatória contra o Mbambane Swallows de Eswathini. Os “locomotivas” perderam o jogo da primeira mão por 0-1, partida que teve lugar no Estádio Lucas Moripe, em Pretória, África do Sul, por sinal casa emprestada do campeão “swathi”.

Curiosamente, as duas equipas viram os seus campos a serem reprovados pela Confederação Africana de Futebol (CAF) por não reunirem condições para acolherem jogos sob sua égide. Os treinados de Daúto Faquirá precisam vencer para manter acesa a esperança de seguirem para outra fase. A partida entre as duas está agendada para domingo, em Tchumene. O vencedor desta eliminatória vai defrontar o gigante sul-africano Mamelodi Sundowns, que está isento desta fase devido à sua boa posição no “ranking”.

CONHECIDOS OS ÁRBITROS PARA OS DOIS JOGOS

A CAF já indicou os árbitros que vão dirigir as partidas dos representantes moçambicanos nas Afrotaças. Para o jogo entre a Black Bulls e o Alizé Fort, referente à segunda “mão” da pré-eliminatória de acesso à Taça CAF, a CAF indicou  um quarteto proveniente da Costa do Marfim.

O árbitro principal é Tuonifere Soro, que será auxiliado por Nouho Outtara e Eba Ettien. O quarto é Kouassi Biro, enquanto Inácio Cândido, de Angola, é o comissário da CAF.

Já o quarteto chefiado por Joseph Ogabor, que terá como auxiliares Tejiri Digbori e Abdulmajeed Olaide e quarto árbitro será Grema Mohammed, ajuizar o jogo entre o Ferroviário da Beira e Mbambane Swallows. O comissário indicado pela CAF é o angolano Fernando Macao.

Chiquinho Conde garante que as negociações para a renovação do seu contrato, no comando técnico dos Mambas, poderão ter desfecho nos próximos dias. O técnico explica ainda que é normal que haja divergências em alguns pontos, mas, como homem do futebol, tudo poderá terminar com a satisfação das duas partes.

A Federação Moçambicana de Futebol manifestou interesse de continuar com o técnico à frente dos Mambas, tendo constituído uma equipa para encetar as negociações com o técnico moçambicano. Sucede que ainda não se sabe ao certo quando é que as duas partes vão assinar os papéis.

“O processo está a seguir os seus trâmites normais. Penso que, a breve trecho, teremos o resultado final”, garante Chiquinho Conde, que acrescenta que é normal que haja divergências nas negociações.

“Como qualquer outra negociação, há sempre alguns pontos em que as partes concordam ou não concordam. Como homem do futebol, eu só gosto de falar de futebol, gosto de pensar o futebol, porque é isso que me trouxe ao país e é disso que o povo precisa também. Espero, sinceramente, que as coisas se resolvam o mais cedo possível”, anota o técnico.

Os Mambas têm dois compromissos no próximo mês contra o Mali e Guiné Bissau, partidas referentes à fase de qualificação para o CAN 2025. A equipa técnica já está a estudar os adversários.
“São dois adversários muito difíceis. O Mali é cabeça de série e tem um leque de jogadores que joga no estrangeiro, por isso não vai ser tarefa fácil. Ora, como em todas as campanhas, nós temos de ser muito pragmáticos. Costumo dizer que cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Nós também temos qualidade para discutir de peito aberto com qualquer adversário”, explica.

Chiquinho foi homenageado, esta terça-feira, pelo Conselho Municipal da Beira, pelo seu contributo no desporto moçambicano.

“É a primeira vez no meu país, pela carreira que eu fiz, não só como futebolista, mas também como seleccionador nacional. É um reconhecimento de um presidente, de uma cidade que me viu crescer e sinto-me lisonjeado, porque sinto que dignifiquei, não só o nome da minha família, mas também o nome da cidade da Beira e do país al­ém-fronteiras”, disse.

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