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A Save the Children disse, hoje, que estima que mais um milhão de crianças na Nigéria vão sofrer de desnutrição aguda até Abril de 2025, totalizando assim cerca de 5,4 milhões de menores nesta situação

Os dados, citados pela Organização Não-Governamental (ONG), são do ‘Cadre Harmonisé’ – a principal fonte regional sobre a gravidade das crises de fome no Sahel e na África Ocidental – e mostraram que 5,4 milhões de crianças estão agora em risco de sofrer de desnutrição aguda até Abril próximo, um aumento de 25% em comparação com os 4,4 de Abril deste ano, contextualizou.

Entre estas crianças, cerca de 1,8 milhões poderão estar a sofrer de desnutrição aguda grave, a forma mais mortal de desnutrição, que compromete o sistema imunitário das crianças e torna potencialmente letais doenças que, de outro modo, seriam tratáveis, como a diarreia, lamentou.

Isto representa um aumento alarmante de 80% nos casos de desnutrição aguda grave, indicou. “Durante a época seca deste ano, estima-se que cerca de 31,8 milhões de pessoas estejam a enfrentar uma crise ou, pior ainda, uma insegurança alimentar aguda”, referiu.

Todavia, “no próximo ano, prevê-se que 33 milhões de pessoas na Nigéria não saberão de onde virá a sua próxima refeição, incluindo mais de 16 milhões de crianças”, advertiu.

A fome aumentou acentuadamente na Nigéria nos últimos anos, passando de cerca de 7% da população analisada pelas Nações Unidas em 2020 para 15% actualmente.

“A situação é particularmente grave no noroeste e nordeste do país, onde os conflitos e a insegurança em curso estão a provocar deslocações e a perturbar os meios de subsistência”, explicou.

Com uma população de cerca de 230 milhões de habitantes, a Nigéria é altamente vulnerável aos impactos da crise climática, segundo a ONG.

“A desertificação crescente está a consumir terras agrícolas e a limitar a capacidade das comunidades para cultivar alimentos”, indicou.

Este ano, o país enfrentou as piores inundações dos últimos 30 anos, que mataram mais de 300 pessoas e obrigaram 1,2 milhões de pessoas a abandonar as suas casas, relembrou.

A Save the Children apela assim aos governos para que abordem a insegurança alimentar, combatendo a escassez de alimentos, estabilizando o aumento dos preços e aumentando a proteção dos agricultores, que enfrentam a violência dos grupos armados.

“Os governos também precisam de enfrentar a crise climática através da resiliência das comunidades, bem como de uma maior consciencialização e alerta precoce para que as pessoas se preparem para as catástrofes induzidas pelo clima”, concluiu.

O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, anunciou os 25 jogadores que vão defrontar o Mali e a Guiné-Bissau, para as duas últimas jornadas da fase de grupos de qualificação para o CAN de Marrocos, em 2025. O regresso de Mexer Sitoe e Ricardo Guima é o principal destaque, bem como a ausência, mais uma vez, de Lau King e Luís Miquissone

Cartada decisiva dos Mambas na caminhada ao Campeonato Africano das Nações de Marrocos, no próximo ano. Dois adversários de gabarito e que muita luta vão dar ao combinado nacional nas duas últimas jornadas da fase do grupo. Um objectivo apenas: vencer um dos dois jogos e garantir o apuramento para o CAN de Marrocos.

Para chegar a esse desiderato, o seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, chamou 25 jogadores, dos quais 12 a actuarem internamente e outros 13 a jogarem fora de portas.

A Black Bulls, líder do Moçambola, é a equipa que mais jogadores disponibiliza aos Mambas, nomeadamente cinco jogadores, o guarda-redes Ernan, os defesas Martinho Thauzene, Fernando Chamboco e Nené, e o avançado Chamito, seguido da União Desportiva de Songo, com três jogadores (Ivan, Infren e Dominguez).

Das equipas do Moçambola, há que destacar ainda o guarda-redes do Ferroviário de Nampula, Fazito, já talhado nas convocatórias dos Mambas, bem como Elias Macamo, que segurou as chamadas, para além de regresso de João Bonde, chamado na última convocatória de emergência, tal como Fernando Chamboco.

Entretanto, a convocatória de Chiquinho Conde conta com a integração de Chamito Alfândega, jogador da Black Bulls e que se tem evidenciado ao serviço dos “touros”.

Mas há mais: Chiquinho Conde não quis voltar a entrar em contradições relativas a questões administrativas e não chamou David Malembane, que nos dois últimos jogos foi impedido de jogar devido a assuntos administrativos. Mas também o seleccionador nacional não chamou Jonathan Muiomo, outro jogador que não tem estado a responder às exigências do técnico.

Não foi desta para Bruno Wilson

Para já, Chiquinho Conde não chamou Bruno Wilson, jogador que até constava da pré-convocatória. Sem nenhuma justificação, Bruno Wilson apenas foi descartado da convocatória final, não podendo ter a possibilidade de se estrear no conjunto moçambicano, depois de recentemente se ter naturalizado.

Bruno Wilson, filho de Mário Wilson, joga no SJ Earthquakes dos Estados Unidos da América, depois de se ter transferido do Vizela, em Junho, clube português em que actuava. O central luso-moçambicano realizou 14 jogos na Liga Norte-americana, tendo marcado um golo e feito duas assistências.

Outros jogadores que também não vão fazer sua estreia pelos Mambas neste mês de Novembro são os avançados Alcides David e Kélvio Neves, nomeadamente da União Desportiva de Songo e Black Bulls, que estiveram na pré-convocatória e que ficaram de fora dos 25 finais.

Nem o póquer do King convenceu Conde

Outro jogador que estava na expectativa de ser convocado e ficou de fora é o internacional moçambicano Lau King. O avançado da União Desportiva de Songo até fez um póquer no último fim-de-semana, no embate diante do Brera Tchumene FC, apontado os quatro golos da goleada imposta pelos “hidroeléctricos” aos “putos de Tchumene”.

Outros jogadores que foram preteridos por Chiquinho Conde são os “estrangeiros” Gion Chande, Kimiss Zavala, Manuel Kambala e Keyns Abdala, par além dos “nacionais” Chico Muchanga, Ezequiel Machava, Dário Melo, Luís Miquissone, Nelson Drivrassone, Aly Abudo, Neymar Canhemba, Telinho Ernesto, Isac de Carvalho, Dayo António e Melque Alexandre, todos que podem ser apostas para os jogos da eliminatória de acesso ao CHAN do próximo ano, em Dezembro, diante da Zâmbia.

 

A cidade de Maputo acolheu a Assembleia Geral da Confederação Africana de Ténis, uma reunião magna que tomou diversas decisões sobre o futuro da modalidade, que contou com a presença de mais de 50 delegados de vários países do continente. 

Foram dois dias em que Maputo se tornou a capital do ténis africano, através da realização de uma Assembleia Geral da Confederação Africana da modalidade, que contou com a presença dos presidentes da Confederação Africana e da Federação Internacional.

Anfitrião do evento, Jonas Alberto espera que a reunião magna abra portas para mais investimentos para a modalidade, tanto para o país assim como para o continente.

 “É uma oportunidade que se tem nestes eventos para conseguir fazer alguns lobbies de forma a assegurar que alguns dos projectos internos e distintos para cada país sejam implementados e assegurados”, começou por dize Jonas Alberto. 

Para o presidente da Federação Moçambicana de Ténis, a Assembleia Geral da Confederação Africana de Ténis “vai, de facto, abrir algumas portas para que consigamos, a nível da região, e, em particular, do Moçambique, atingir alguns objectivos, que é continuar a massificar a modalidade”. 

Para Angola, também presente no encontro através do seu presidente da federação, Mendes Platini, esta foi uma oportunidade para motivar os países que têm estado a trabalhar em prol da modalidade.

Mendes enalteceu ainda o papel desempenhado por Jonas Alberto na massificação da modalidade no país. “Está de parabéns o ténis em Moçambique e o Presidente Jonas, que é o nosso Presidente da região, que tem feito um trabalho incrível, tem estado a desenvolver e é isso que a África precisa”.

Mas também falou da modalidade no país, Angola, destacando que “nós também temos estado a dar o nosso contributo”. Sobre o ténis em África, Mendes Platini acredita que, “se cada uma das nações trabalhar de forma árdua, o nosso continente poderá continuar a emergir dentro do ténis mundial”.

As federações continental e internacional de ténis também estão satisfeitas com o crescimento da modalidade e asseguram tudo continuarem a fazer para que o ténis continue a crescer.

David Haggerty, Presidente da Federação Internacional de Ténis, disse ter ficado muito impressionado com a forma como Moçambique está a desenvolver a modalidade. “Eu sei que vocês tem muitos bons jogadores e estão a trabalhar para desenvolver mais jogadores. Envolver mais crianças no ténis é muito, muito importante”, disse.

Haggerty disse ainda que “uma das coisas que a ITF tem é a capacidade de trabalhar com cada uma das nações para ter um Centro Nacional de Ténis, bem como para tentar encontrar maneiras de construir instalações e quadras”.

Jean-Claude Talon, Presidente da Confederação Africana de Ténis, por seu turno, disse que a Assembleia Geral “vai nos permitir recuperar e acelerar o ritmo da nossa organização, da qual o Presidente da Federação de Moçambique é uma das pessoas chave com quem contamos muito”.

Esta foi a primeira vez que Moçambique acolheu um encontro desta magnitude e que contou com a participação de mais de 50 delegados.

 

O jogador da Black Bulls, Kadre Gueye, está a um golo de ser coroado e premiado como o melhor marcador do Moçambola-2024. À entrada para a penúltima jornada estava empatado em número de golos com Elias Macamo, do Desportivo de Nacala, cada um deles com 12 remates certeiros.

Sucede porém que o avançado do Desportivo de Nacala ficou em branco diante do Ferroviário de Maputo e abriu espaço para o recém-naturalizado moçambicano adiantar-se na lista, depois de marcar dois golos frente ao Textáfrica do Chimoio.

Assim, Kadre passa a liderar isolado a lista dos melhores marcadores, agora com 14 golos, e até podia já ter assegurado o prémio, se não tivesse falhado a grande penalidade, ainda na primeira parte, diante do Textáfrica do Chimoio.

Assim, Kadre terá que marcar pelo menos um golo em Lichinga, diante do Ferroviário local, para chegar aos 15 golos que são regulados pela Liga Moçambicana de Futebol para que o melhor marcador receba a premiação de 450 mil meticais.

Por outro lado Elias Macamo terá que esperar que Kadre fique em branco diante do Ferroviário de Lichinga e trabalhar para marcar, pelo menos, três golos frente à União Desportiva de Songo.

Kadre é, também, líder isolado dos melhores classificados para homem de jogo. Depois de mais uma indicação diante do Textáfrica do Chimoio, Kadre foi eleito homem do jogo por oito jogos, deixando para trás Dominguez, com seis nomeações e Elias Macamo com cinco.

Black Bulls e União Desportiva de Songo são as duas equipas que ainda lutam pelo título do Moçambola-2024, depois de terem goleado as duas equipas que ainda lutam pela manutenção, Textáfrica e Brera, respectivamente, pelo mesmo resultado de 4-0. O Costa do Sol perdeu na Beira e disse adeus ao título

Está reduzida a apenas duas equipas a luta pelo canecão do campeonato nacional de futebol, o Moçambola, na sua edição 2024, à entrada da última jornada da prova, que será disputada próximo fim-de-semana.

Depois da disputa da penúltima jornada, onde três equipas ainda lutavam pelo título, uma derrota do Costa do Sol na Beira e duas goleadas da Black Bulls e União Desportiva de Songo, em suas casas, reduziram a luta para apenas duas equipas.

Líder da prova à entrada para a 21ª jornada, a Black Bulls tinha a missão de vencer o Textáfrica de Chimoio para continuar na frente e pressionar seus directos perseguidores. Kadre fez um bis, Hammed e Stephan marcaram um cada (todos os marcadores são naturalizados moçambicanos e prontos para serem chamados aos Mambas, pelo menos para o CHAN), ditaram o resultado final que podia ter sido mais dilatado, se Kadre não tivesse falhado uma grande penalidade.

Os “touros” golearam, somaram mais três pontos, cimentaram a liderança do Moçambola e estão mais próximos do título, dependendo somente de si para festejarem, na última jornada, em Lichinga, diante do Ferroviário local.

Mas a Black Bulls teve uma boa resposta do seu directo perseguidor, a União Desportiva de Songo, que na recepção a outro aflito, o Brera, também goleou, pelo mesmo resultado, 4-0, com os quatro golos apontados pelo mesmo jogador: Lau King.

Os “hidroeléctricos” não aceitaram entregar o título de bandeja a Black Bulls e mantém a perseguição, somando agora 46 pontos, menos dois que os “touros”, primeiros com 48. Uma luta que se adivinha titânica e frenética até ao último minuto, já que enquanto a Black Bulls vai a Lichinga defrontar o Ferroviário local, a União Desportiva de Songo vai a Nacala, jogar diante do Desportivo local.

Quem disse adeus ao título é o Costa do Sol, que tinha duas possibilidade de lá chegar, nomeadamente vencer ao Ferroviário da Beira, no “caldeirão”, e esperar que a Black Bulls não vencesse ao Textáfrica.

Facto é que os “canarinhos” acabaram por verem seus intentos sairem contrários, uma vez que os “touros” venceram o seu jogo e, para piorar, a equipa de Matchiki Tchiki perdeu. Infamar foi o autor do único golo dos “locomotivas” de Chiveve, marcado aos 74 minutos.

 

Baía de Pemba perde mas garante manutenção

Quem respirou de alívio com as derrotas do Textáfrica do Chimoio e do Brera Tchumene FC é o Baía de Pemba, que mesmo perdendo na deslocação a Nampula, diante do Ferroviário local, viu-se com a manutenção garantida. É que os baianos contam com 21 pontos e somente duas vitórias dos “fabris” de Planalto e dos “putos de Tchumene”, aliadas a duas derrotas do Baía, faziam a turma de Cabo Delgado dizer adeus ao Moçambola.

Mas as três equipas perderam e o Baía de Pemba tem mais seis pontos de distência em relação ao Brera e o Textáfrica, que vão decidir seu futuro na última jornada, jogando em casa, nomeadamente diante do Ferroviário de Nampula e Ferroviário de Maputo, respectivamente.

Ferroviário de Maputo que fechou as contas caseiras com uma vitória difícil diante do Desportivo de Nacala, à tangente, com golo de Chelton, aos 11 minutos. Uma vitória que, entretanto, não garante a melhor classificação possível, uma vez que conta com 29 pontos, mais dois que outros três perseguidores, Associação Desportiva de Vilankulo, Ferroviário de Nampula e Ferroviário da Beira, com as quais vai lutar pelo quarto lugar.

A Associação Desportiva de Vilankulo, por seu turno, terminou o seu último jogo em casa com vitória diante do Ferroviário de Lichinga, por 2-1.

A última jornada será decisiva para o título, com duas equipas a disputarem o canecão até ao último minuto, o mesmo a acontecer em relação a manutenção, também disputada por apenas duas equipas.

Uma vitória sobre o Costa do Sol, por 56-44, em duelo da 14.ª jornada da Liga Sasol,  deixava o Ferroviário numa posição favorável  que forçava o seu adversário a ter que anular esta desvantagem de doze pontos, no duelo em atraso da ronda 7 (primeira volta), disputado domingo, no Pavilhão do Maxaquene. 

Ciente, claramente, de que se precisava apresentar com maior capacidade defensiva e clarividência nos ataques, o Costa do Sol procurou condicionar as “locomotivas”, criando uma crise de raciocínio nos seus ataques. 

A luta das tabelas, essa, adivinha-se renhida com Carla Covane (Ferroviário de Maputo) e Nilza Chiziane e Vilma Covane (Costa do Sol). O Costa do Sol, mais esclarecido, saiu do primeiro quarto a vencer por um parcial de 11-20.

No segundo quarto, Nasir “Nelito” Salé procurou fazer os ajustes no Ferroviário de Maputo, tendo como perspectiva maior consistência nas finalizações. Com Sílvia Veloso muito bem na armação  do jogo,  as “locomotivas” fizeram um parcial de 12-8. Com um “buzzerbeater” (lançamento sobre a buzina), Vilma Covane colocou o Costa do Sol a vencer por cinco pontos no intervalo: 23-28.

No terceiro quarto,  e com Ingvild Mucauro (Inga) mais prestativa defensivamente e sem muita confiança ofensivamente, Nelito fez a rotação da equipa, apostando em Dulce Mabjaia e também Rosa Cossa. Nesta etapa de jogo, Dulce, com um tiro curto, colocou o marcador com uma diferença de um ponto. O Costa do Sol concentrava o seu jogo em Eleotéria Lhavanguane (Formiga), extremo muito forte no um para um. 

Mas, diga-se, nem sempre a atleta fez bem o trabalho de penetrar e, quando as defesas ajustassem, colocasse a bola na zona do tiro exterior. Leonel “Mabê” Manhique, vendo a base Clede Machava a acumular faltas, teve que refrescar a posição 1, lançando a jovem Elisabeth Tembe. Do lado do Ferroviário de Maputo, Nelito deu algum tempo de descanso a Sílvia Veloso, colocando Bruna Argélio a armar o jogo. E, em algum momento, Anabela Cossa teve que fazer o transporte da bola. No final do terceiro quarto, o marcador indicava 36-35.

No último quarto, o Costa do Sol apostou mais no seu jogo interior, colocando Nilza Chiziane a desequilibrar na zona pintada. E, já agora, Carla Covane defendia a sua irmã Vilma, em cenários que a segunda evidenciou-se nos tiros curtos. O Ferroviário de Maputo, a fazer ataques mais prolongados, colocou o jogo empatado (45-45) com um tiro de Ingvild “Inga” Mucauro na zona dos 6, 75 metros com 1:45 por se jogar. Jogo emocionante e de cortar a respiração na quadra do pavilhão do Maxaquene.

Num ataque em que o Costa do Sol fechou as linhas de passe, Stefânia “Papelão” Chiziane não teve espaço para a penetração, as “canarinhas” ensaiaram um contra-ataque que culminou com uma jogada de dois pontos de Vilma Covane. 

O resultado de 49-45, a favor do Costa do Sol, não foi suficiente para esta formação recuperar o título de campeã nacional. 

Nas premiações individuais, destaque para Sílvia Veloso que foi distinguida jogadora mais valiosa (MVP) e Anabela Cossa que terminou o certame como melhor triplista. Inelda Chelene, jogadora do Maxaquene, foi a melhor marcadora. A Lázio terminou em terceiro lugar na competição,  tal como no ano passado.

Fim da linha para Dário Monteiro no comando técnico do Brera Tchumene FC. O técnico moçambicano não aguentou aos maus resultados e caiu antes mesmo do fim do Moçambola-2024, quando faltam duas jornadas por disputar.

Dário Monteiro chegou ao Brera Tchumene no início de Junho para substituir Hassane Jr. que acabava de ganhar uma bolsa para realizar um estágio em Portugal. Foi à quarta jornada que o treinador estreou no comando técnico do Brera, na altura a equipa na nona posição com quatro pontos.

À sua chegada ao clube de Tchumene, o técnico moçambicano tinha como missão principal garantir uma manutenção tranquila no Moçambola-2024, através de bons resultados. Na altura o técnico mostrava-se optimista num bom desempenho da equipa.

Durante a sua vigência no Brera Tchumene FC, Dário Monteiro somou 11 pontos em 16 jogos, alcançados graças a duas vitórias, frente ao Baía de Pemba (3-0) e Associação Desportiva de Vilankulo (3-1) e cinco empates, nomeadamente diante do Ferroviário de Nampula (1-1), Costa do Sol (1-1), Ferroviário de Maputo (0-0), Desportivo de Nacala (1-1) e Ferroviário de Lichinga (1-1).

Ao todo, e sob comando de Dário Monteiro, o Brera marcou 15 golos e sofreu 21. Dário Monteiro a equipa a duas jornadas do fim do Moçambola-2024, na penúltima posição com os mesmos 15 pontos do Textáfrica do Chimoio, equipa com a qual vai lutar pela manutenção até ao último minuto da prova.

Para substituir o lugar de Dário Monteiro, a direcção do Brera promoveu Amisse Barros, que era treinador adjunto.

 

Hassane Jr. pode regressar ao comando do Brera

Responsável por levar o Brera Tchumene ao Moçambola, Hassane Jr. deixou o cargo da equipa da Matola no começo da época e partiu para Portugal para aperfeiçoar o seu talento no sub-23 do Sporting Clube Braga e na equipa principal do Feirense.

Com o estágio terminado nas terras lusas, o técnico disse, numa entrevista às plataformas digitais do clube, ter sido uma experiência diferente. “Foi diferente. Interessante perceber até que ponto eles são ‘obcecados’ pelo detalhe e na busca pela perfeição, minimalistas no processo de pré, durante e pós treino. Muita ênfase aos vídeo-analistas, ao scouting, todos remando para o mesmo objectivo”, disse.

Hassane Jr falou do que aprendeu nos dois clubes portugueses. “No Feirense, diferente do Braga, tive a oportunidade de lidar com uma equipa sénior. Aprendi muito com o Mister Vitor Martins, treinador principal do Feirense, que foi adjunto no Porto B, fez parte da equipa técnica do Lopetegui e também foi adjunto de Luís Castro. Mister Vitor é um excelente ser humano e serei eternamente grato. Muito rico em conhecimento e com excelente equipa técnica. Certamente essas foram duas ótimas  experiências que me tornaram melhor treinador”, comentou.

Hassane também foi perguntado sobre a situação actual do Brera Tchumene no campeonato nacional e se disse confiante na manutenção no Moçambola. “Acompanhei os jogos do Brera no Moçambola. Equipa soube impor-se em vários jogos, mas manteve-se a infelicidade nos momentos de finalizar as jogadas. A manutenção depende 100% de nós e temos competência para conquistá-la”, finalizou o técnico.

Com mais esta experiência adquirida, Hassane Jr. pode voltar a comandar a equipa na próxima temporada, quer seja no Moçambola ou na segunda divisão, em função da classificação final.

 

O Sporting Clube de Portugal venceu o Estrela de Amadora, por cinco bolas a uma, e reforçou a liderança do Campeonato Portugues. A grande figura do jogo foi o sueco Viktor Gyokeres ao marcar 4 golos. O  Lateral moçambicano Geny Catamo foi poupado por Ruben Amiorim e não constou na ficha de jogo.

Com Geny Catamo fora dos convocados, provavelmente poupado para o jogo com o city o Sporting, o Sporting entrou pressionante e o primeiro golo surgiu aos 18 minutos,  com Gyokeres a aproveitar uma sequência de cortes falhados. 

O segundo golo surgiu ao minuto 34 com Gyokeres a aproveitar um passe preciso de Trincão.

Rodrigo Pinho mesmo pressionado conseguiu reduzir para o Estrela de Amadora.  O sueco estava com tudo e ainda na primeira parte  fez o hat-trick, depois de converter com sucesso uma grande penalidade. 

Gytokeres estava insaciável e fez o 4-1 ao minuto 70, com uma excelente finalização novamente a passe de Trincão.

Aos 80 minutos, o uruguaio Maximiliano Araujo fechou as contas, após passe de Daniel Bragança O Sporting chega ao registro de 10 vitórias em 10 jogos e Gyokeres consolida a artilharia do campeonato portugues. 

Moçambique falhou o acesso à final da Taça COSAFA em futebol feminino. A selecção nacional perdeu, ontem, diante da África do Sul por 1-4 na lotaria das grandes penalidades depois do empate a uma bola no tempo regulamentar.

Não foi desta! Até estava tudo bem encaminhado. Percurso tranquilo na fase de grupos da prova, em que Moçambique venceu o Zimbabwe no jogo inaugural por uma bola sem resposta, empatando depois com o Lesotho a uma bola. 

Esses resultados colocaram a selecção nacional nas meias-finais da prova. As portas estavam quase abertas para a final, mas esse desejo passava por ultrapassar a África do Sul. Moçambique entrou melhor no jogo, encostando o adversário à sua zona recuada. 

Célia Miguel apareceu melhor a concluir com êxito um lance de bola parada, aproveitando-se da desatenção da defensiva. Estava tudo controlado, até que surgiu uma grande penalidade a favor da selecção sul-africana, bem cobrada por Motlogelwa. 

As duas selecção foram ao intervalo empatadas a uma bola. Na segunda metade, Moçambique entrou melhor, controlando a partida e as investidas das sul-africanas. As duas equipas criaram oportunidades de golo, mas nenhuma delas conseguiu concretizar. 

A África do Sul acabou sendo feliz na lotaria das grandes penalidades, vencendo o jogo por 4-1. Moçambique falha o acesso à final pelo segundo ano consecutivo, depois de na edição passada ter sido eliminado pelo Malawi nas meias-finais. 

 

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