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O País – A verdade como notícia

O Ferroviário de Maputo e o Maxaquene disputam a final do Campeonato Provincial de Futebol ao nível da cidade de Maputo, a equipa que vai suceder a Black Bulls como campeã da capital do país. “Locomotivas” e “tricolores” terminaram em primeiro lugar nas respectivas series e, por isso, vão discutir a decisão da cidade de Maputo.

É o clássico do futebol moçambicano e do derby da capital do país, que opõe duas equipas centenárias e históricas do futebol nacional.

Ferroviário de Maputo e Maxaquene são os protagonistas da final da Liga JogaBets, este sábado, procurando substituir a Black Bulls no trono da capital do país.

Está será a segunda vez consecutiva que o Maxaquene chega à decisão, depois de ter disputado a final do ano passado diante da Black Bulls, com quem perderam por 5-4 na marca das grandes penalidades, depois do empate a um golo no final do tempo regulamentar.

Aliás, os “tricolores” chegaram a essa final às custas do Ferroviário de Maputo, a quem venceu nas meias-finais, também na marca das grandes penalidades.

Já o Ferroviário de Maputo há muito que não conquista a prova da cidade de Maputo, uma vez que o Costa do Sol foi, durante muito tempo, o vencedor da prova. Este será o regresso dos “locomotivas” à uma final da prova da cidade de Maputo, depois de ter estado pela ultima vez em 2012, no último troféu conquistado, na era Mussá Osman.

Os “locomotivas” conquistaram a prova por apenas quatro ocasiões, nomeadamente 1978, 2002, 2005 e 2012, procurando o quinto título da capital do país.

Mas há mais: o Ferroviário de Maputo procura fazer história, conquistado o terceiro título em cinco meses, depois de ter conquistado a Taça de Moçambique, ano passado, derrotando a União Desportiva do Songo, na final, e a Supertaça Mário Coluna, há duas semanas, às custas da Black Bulls.

Carlos Manuel, ou simplesmente Caló, quer comentar o estatuto de candidato a conquistar todas provas que vai disputar, vencendo mais uma prova, resgatando a mística do clube e, principalmente, recheando as vitrinas de troféus.

Mas terá pela frente um Maxaquene que, mesmo estando na segunda divisão há seis anos, procura resgatar a sua mística, se firmando no futebol moçambicano. 

Vai contar, para os “tricolores”, o facto de ter sido finalista vencido da edição passada, para além de ter conquistado uma série (B), onde disputam equipas como Costa do Sol e Desportivo, todos rivais.

O Maxaquene procura o seu quarto título da cidade de Maputo, depois de ter vencido em 1979, 2013, 2016.

Ferroviário e Maxaquene vão disputar pela primeira vez juntos a final do Campeonato Provincial de Futebol ao nível da cidade de Maputo, a Liga JogaBets, também conhecida como torneio de abertura.

Liga Desportiva e Costa do Sol lutam pelo terceiro lugar

Para a disputa do terceiro lugar do Campeonato Provincial de futebol da cidade de Maputo, Liga Desportiva e Costa do Sol medem forças, quando forem 13h. As duas equipas terminaram em segundo lugar nos respectivos grupos.

Trata-se uma partida em que o Costa do Sol, equipa com mais títulos no país, é claro favorito a voltar ao pódio, quatro anos depois. Os “canarinhos” conquistaram 10 vezes a Taça de Honra da cidade de Maputo, nomeadamente em 1993, 1994, 2000, 2001, 2009, 2015, 2017, 2018, 2019 e 2022, e vai jogar pela honra este sábado.

A Liga Desportiva poderá ter poucos argumentos para contrariar o Costa do Sol, olhando para o nível de planteis entre as duas equipas.

Os dois jogos terão lugar no campo do Costa do Sol.

A Liga Moçambicana de Futebol e os clubes que vão disputar o campeonato nacional de futebol, o Moçambola-2025, vão se reunir esta sexta-feira na sede do organismo que gere a prova, com o propósito de discutir a data do arranque e o modelo de disputa.

Trata-se de um encontro que pode ser definitivo e que vai, de alguma forma, dissipar algumas dúvidas que ainda pairam em relação à disputa do Moçambola no presente ano.

Inicialmente a prova tinha sido agendada, pela Federação Moçambicana de Futebol, para iniciar a 29 de Março, este sábado, mas foi desmentida pela Liga Moçambicana de Futebol, que avançou a data de 5 de Abril como de arranque.

Em cima da mesa do encontro desta sexta-feira podem estar duas propostas para viabilizar o Moçambola-2025. O primeiro deles seria da prova iniciar mais tarde, nomeadamente no segundo semestre, tendo em conta que a esta altura não há condições para deslocações aéreas, devido ao défice de aviões das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

Segundo escreve o Plantel Olho Clínico, citando fonte da companhia de bandeira nacional, os oito aviões adquiridos para comporem a frota de transportes só chega ao país depois do dia 20 de Abril, o que colocaria o Moçambola a iniciar em Maio, mas bastante apertado para o seu final ainda este ano.

Está dificuldade leva os clubes a proporem a mudança do calendário futebolístico, adequando ao utilizado em vários países do mundo, incluindo pelos organismos que tutelam o futebol.

Esta proposta estaria em contramão com a última posição da FMF e da LMF em não mudar o calendário, alegadamente porque o pico da prova iria coincidir com a época chuvosa, o que dificultaria o decorrer da prova, principalmente entre os meses de Dezembro, Janeiro e Fevereiro.

Entretanto, a segunda proposta a constar em cima da mesa pode ser da mudança do modelo de disputa da prova, uma vez que, para além das dificuldades de transporte aéreo, a Liga Moçambicana de Futebol debate-se com défice orçamental, no valor de 30 milhões de meticais, dos 100 milhões necessários para viabilizar a prova.

Esta proposta significaria o regresso ao campeonato em fases, sendo a primeira regional, onde se encontrariam os primeiros classificados de cada região, que se apuraram à fase nacional, enquanto os últimos classificados de cada região seriam despromovidos à segunda divisão.

São decisões que seriam tomadas esta sexta-feira no encontro entre a Liga Moçambicana de Futebol e os 13 clubes que até então estão confirmados no Moçambola-2025. O encontro será nos dois formatos, presencial e virtual, sendo que os clubes da cidade e província de Maputo estarão na sede da LMF e os das províncias vão entrar pelas plataformas digitais.

FMF a espera da proposta da LMF

Entretanto a Federação Moçambicana de Futebol diz que ainda não tem a data para o arranque do Moçambola e que ainda espera pela proposta da Liga Moçambicana de Futebol.

É que apesar de ser a gestora do futebol moçambicano, a Federação Moçambicana de Futebol atribuiu à Liga Moçambicana de Futebol os direitos de organização da prova e, por isso, mesmo, todas decisões devem ser tomadas em Assembleia Geral da LMF e comunicadas à FMF para cancelar.

Assim, Black Bulls, Costa do Sol, Ferroviário de Maputo, Desportivo da Matola, Associação Desportiva de Vilankulo, Chingale de Tete, União Desportiva de Songo, Ferroviário da Beira, Ferroviário de Nampula, Desportivo de Nacala, Ferroviário de Nacala, Baía de Pemba e Ferroviário de Lichinga são os clubes confirmados, embora nem todos tenham terminado o processo de licenciamento de clubes, faltando a 14ª equipa que vai disputar a prova, em substituição do Brera Tchumene FC, que desistiu.

A Federação Moçambicana de Futebol confirmou ainda que está a espera da resposta da Confederação Africana de Futebol em relação a abertura de uma janela do Processo de Licenciamento de Clubes, para permitir que os clubes que ainda não concluíram o processo possam terminar, bem como o licenciamento da 14ª equipa que vai disputar o Moçambola.

Para já o Textáfrica de Chimoio é o clube que está mais próximo do regresso, depois de ter sido despromovido ano passado, devendo estar licenciado. Os finalistas vencidos das poules regionais do ano passado também são elegíveis a serem a última equipa do Moçambola, caso o Textáfrica não esteja apto para a prova.

O seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho Conde, diz que todas as estratégias traçadas para o jogo contra a Argélia não funcionaram e reconhece que a selecção nacional esteve desorganizada. Apesar da derrota, o técnico garante que os Mambas vão continuar a lutar até ao fim e que o sonho de ir ao Mundial continua.

“As estratégias que nós tínhamos montado para o jogo não resultaram. Estivemos desorganizados, não conseguimos ter bola. Insistimos muito no jogo interior e o campo deles era muito intensivo, nesse momento de jogo, o que condicionou o nosso jogo, porque sofremos três golos, na primeira parte. Depois, marcamos um golo e pensamos que podíamos, na última parte, retificar, mas não conseguimos”, disse o treinador dos Mambas. 

Chiquinho Conde disse ainda que os Mambas sabiam que a Argélia é a equipa mais forte do grupo, mas garantiu que a equipa nacional vai trabalhar para conseguir chegar, na segunda posição, aos Play-off. 

“É um sonho. Hoje, a equipa não esteve bem, há jogos assim, e vamos acreditar que é possível, para podermos chegar ao segundo lugar, para chegar a fase dos play-off”, concluiu.

A selecção nacional de futebol, Mambas, foi goleada ontem pela Argélia, por 1-5, em jogo da sexta jornada da fase de qualificação para o Campeonato do Mundo. Com este resultado, Moçambique passa para a segunda posição do Grupo G, com 12 pontos.

Argélia e Moçambique, duas selecções que partilhavam a liderança do Grupo G. A Argélia deu sinais de vitalidade nos primeiros minutos e na primeira oportunidade Amoura abriu o marcador. 

Nem houve muito espaço para a reacção dos Mambas. 16 minutos depois do primeiro, Mandi marcou o segundo. Complicado. A noite era do Amoura, que aos 30 minutos colocou a sua equipa a vencer por três.  

À porta do intervalo, Geny Catamo, em total inspiração, reduziu a desvantagem. Golo de consolo. Na segunda parte, os Mambas até tentaram reagir às investidas da Argélia. Foi só uma tentativa. 

Hadjam ampliou o marcador, aproveitando-se de mais um erro da selecção moçambicana. Não era o fim. Tal como abriu, Amoura fechou as contas apontando o quinto golo. 

Já não havia mais para os Mambas. Moçambique passa para a segunda posição do grupo G, com 12 pontos e só volta a jogar em Setembro, diante do Uganda.

O Presidente da República, Daniel Chapo, dirigiu uma mensagem de incentivo à selecção nacional de futebol, os Mambas, e ao povo moçambicano, antes do jogo desta noite, contra a Argélia. Daniel Chapo apelou ainda ao apoio incondicional dos moçambicanos à equipa nacional. 

“Queria desejar à nossa selecção nacional, os Mambas, que joga hoje em Argel, capital da Argélia (…) um bom trabalho à equipa técnica, à nossa Federação Moçambicana de Futebol, aos jogadores da Selecção Nacional e também a todo o povo moçambicano, do Rovuma ao Maputo”, afirmou o Chefe do Estado. 

O Presidente da República reiterou a importância do apoio dos moçambicanos, destacando o papel dos adeptos como o “12.º jogador” da selecção. “Somos adeptos da nossa selecção, não podemos deixar de ser, para que possamos puxar pela nossa selecção como 12.º jogador durante o jogo de hoje”, frisou.

Chapo disse estar confiante na selecção e reafirmou o compromisso do Governo em apoiar o futebol moçambicano. “Queria desejar um bom trabalho, boa sorte à nossa selecção nacional, os ‘Mambas’, que continuem a nos apresentar vitórias. Nós vamos continuar a apoiar a nossa selecção nacional de forma incondicional”, garantiu.

A selecção moçambicana procura manter a boa forma e somar pontos cruciais na classificação do Grupo G. 

A partida será realizada no Estádio Hocine Ait Ahmed, em Argel. 

Se vencerem em Argel, os Mambas isolam-se na primeira posição da tabela classificativa, rumo ao Mundial 2026, distanciando-se dos argelinos por três pontos.

Fabuloso. Impecável. Espectacular. Assim foi a prestação do piloto moçambicano Rodrigo Dias Almeida  na abertura da temporada 2025 da  Porsche Carrera Cup Asia. No circuito internacional de Xangai, na China,  Rodrigo Almeida conseguiu um lugar de pódio (segundo lugar) na segunda corrida da competição que envolve os mais talentosos pilotos do planeta.

Em acção, representando a “Team Jebsen”,  Almeida ficou na segunda posição atrás de Dylan Pereira, piloto do Luxemburgo que representa a Team Shangai Yonda BWT.  

Seguiu-se, em terceiro lugar, Brock Gilchrist da Nova Zelândia que compete pela “Team Porshe New Zeland”.

Na primeira corrida, realizada no dia 22 de Março, Rodrigo Almeida conseguiu arrecadar 12 pontos.

Em função das duas corridas realizadas fim-de-semana,  Rodrigo Almeida ocupa o terceiro lugar com um total de 32 pontos, sendo que Dylan Pereira lidera com 42.

Brock Gilchrist aparece na segunda posição com 37 pontos. A Porsche Carrera Cup Asia retorna à acção  no mês que vem, visitando um circuito totalmente novo para a série no Mobility Resort Motegi de 18 a 20 de Abril. Depois, será a vez de Sepang, na Malásia, testemunhar as fortes emoções deste evento entre os dias 6, 7 e 8 de Junho.

A ronda 8 e 9 realizar-se-á no dia 5 de Julho, em Bangsaen, na Tailândia. Nos dias 23, 24 e 25 de Agosto, Mandalika, na Indonésia, irá testemunhar as grandes emoções do prestigiado certame.

A prova fecha entre os dias 4 e 5 de Outubro, em Marina Bay, Singapura, com a realização das rondas 13 e 14.

A Porsche Carrera Cup Asia deu início à nova campanha de apoio do Grande Prémio  da China pelo segundo ano consecutivo em Xangai neste fim de semana, sendo que 24 pilotos competiram em quatro classes diferentes.

Com enorme talento, o piloto moçambicano já conquistou dois pódios no Campeonato Português de GT em 2021 ao comando de um Porsche 911 .

A selecção nacional de futebol defronta, hoje, pelas 23 horas de Maputo, a Argélia, em jogo da sexta jornada do Grupo G de qualificação para o Mundial 2026, partida na qual o jornalista da Super Sport, Henrique “Alito”  Aly,  diz que os Mambas devem ser coesos, solidários e explorarem os erros do adversário, para alcançarem um bom resultado.

Não é propriamente um jogo decisivo nas contas de qualificação para o Mundial 2026, até porque marca apenas o arranque da segunda volta do grupo G desta corrida para o evento a realizar-se nos EUA, México e Canadá. 

É, antes de tudo, uma partida que pode definir a liderança isolada e colocar o vencedor  da mesma em boa posição, nos restantes duelos que marcam esta campanha.

Argélia e Moçambique travam argumentos, no Estádio Hocine Ait Ahmed, em Tizi Ouzou, naquele que será o terceiro jogo entre as duas selecções no seu historial de confrontos. Na primeira volta, a 19 de Novembro de 2023, os argelinos venceram por 2-0, com os tentos a serem apontados por Chabi (69′) e Zerrouk (84′).

Na antevisão desta partida, o jornalista da Super Sport, Henrique Aly, defende que os Mambas devem  ser solidários, coesos e capitalizar os erros do adversário.

“Em termos de factores que podem ser decisivos neste jogo, destaco, desde logo, a qualidade. A qualidade da selecção de Moçambique tem que estar lá. Depois, a competência. A competência é nos apercebermos onde estão as nossas virtudes e as nossas limitações, e trabalharmos em torno destes dois segmentos para termos um conjunto mais coeso, mais forte, mais compenetrado possível daquilo que é a sua missão. A missão é travar uma selecção da Argélia que é, teoricamente, mais forte. Como é que se faz isso? Faz-se isso potenciando-se ao máximo aquilo que são as capacidades dos atletas que vão ser escalados por Chiquinho Conde, isto em função das características do adversário e em respeito aquilo que são as próprias características da selecção de Mocambique”, notou Aly. 

Mesmo com  grande cotação, que se traduz em quatro presenças no Mundial (1982, 1982, 2010 e 2014), há sinais evidentes de respeito por parte dos argelinos aos Mambas.  De resto, sustenta Henrique Aly, a Argélia desloca este jogo para cerca de 100 km para uma cidade que é casa do Jeunesse Sportive de Kabylie, o maior campeão da argelino com 14 títulos. Tem um estádio com capacidade para pouco mais de 50 mil espectadores e, aquilo que se sabe , é que esta é uma zona da Argélia onde o futebol é vivido de uma forma muito mais apaixonada, intensa e cultuada do que noutros pontos da Argélia, incluindo a capital Argel”.

A deslocação deste duelo para um palco com estas características, refere, “é justamente para tentar criar, aqui, um factor de maior intimidação à selecção de Moçambique”. 

Os argelinos, argumenta,  “reconhecem que, neste momento, Moçambique já não é um adversário e terá observado que a selecção nacional evoluiu”.

“Estamos a falar de uma selecção de Moçambique que tem mostrado sinais de evolução, desde a campanha de apuramento ao CAN anterior, até esta fase de acesso ao Mundial, onde contabiliza apenas uma derrota em cinco jogos. Está a co-liderar o grupo com a Argélia e esta já se apercebeu que a selecção nacional pode criar dificuldades, e começa com esta estratégia interessante de deslocar o jogo para um palco onde haverá um ambiente mais hostil”, acresceu.  

O jogo Argélia – Moçambique está agendado para as 23 horas de Maputo.

A selecção nacional defronta a Argélia esta terça-feira, a partir das 23 horas de Moçambique, em partida da sexta jornada da fase de qualificação ao Mundial-2026. É o arranque da segunda volta da competição, com os Mambas à busca de um resultado que garanta a liderança isolada e, consequentemente, o consolidar de um sonho do Mundial, que Chiquinho Conde incute nos jogadores e em todos moçambicanos.

Naquele que será o quinto jogo entre as duas selecções na história, os Mambas procuram, diante da Argélia, a segunda vitória, depois de ter vencido no longínquo ano 1996, num amigável de preparação para o CAN do mesmo ano, que teve lugar na África do Sul.

É um jogo de extrema importância para os dois conjuntos, sabendo que uma vitória, para além de significar liderança isolada, é um passo gigantesco na luta pelo apuramento à fase final do Campeonato do Mundo.

Na primeira volta desta fase de qualificação, em Maputo, a Argélia venceu por duas bolas sem resposta e desta vez os Mambas querem dar o troco, também vencendo em terreno alheio.

Foi, do resto, a única derrota sofrida pelos Mambas nesta caminhada, onde despontam selecções derrotadas pelo combinado nacional, nomeadamente Somália, Guiné Conacri, Botswana e Uganda, esta última derrotada no último jogo.

Os Mambas defrontaram Argélia pela primeira vez em 1986, num amigável que serviu de preparação para o CAN do mesmo ano, no Egipto, e foram goleados por 4-1, antes de vencerem o único jogo diante do argelinos, em 1996.

Os dois últimos jogos entre ambos foram vencidos pela Argélia, nomeadamente por 0-1 nos quartos-de-final da fase final do CHAN-2023, e depois em Novembro de 2023, em Maputo, por 0-2, na segunda jornada desta fase de qualificação ao Mundial.

Mas os bons resultados, os últimos, principalmente, em que venceram a Guiné, em Conacri, por uma bola sem resposta, a Somália, em casa, por 2-1, e recentemente a Uganda, em espaço neutro, por 3-1, juntando-se à qualificação para o CAN desta ano no Marrocos, dão confiança nos jogadores que é possível continuar a trilhar bons resultados fora de portas.

Mas há mais factores que podem ajudar os Mambas neste jogo: é que a selecção nacional chegou mais cedo a Argel em relação a Argélia, para preparar o embate desta terça-feira. Os Mambas chegaram no sábado, depois do jogo da quinta-feira, enquanto a Argélia só aterrou no domingo, ido do Botswana.

Mambas descartam reconhecimento do campo

O combinado nacional está em Argel desde sábado e já efectuou três unidades de treinos com todos jogadores disponíveis para o embate diante da Argélia. Esta segunda-feira devia ter realizado o treino de adaptação ao Estádio Hocine Ait Ahmed, em Tizi Ouzou, mas devido à distância entre as cidades optou por declinar esse reconhecimento.

Assim, a selecção vai viajar na manhã desta terça-feira de Argel para Tizi, numa distância de pouco mais de 120 quilómetros, onde deverá almoçar, descansar e esperar pela hora do jogo, num hotel próximo ao estádio.

Ou seja, os Mambas vão às cegas para o estádio que vai acolher o jogo, não conhecendo o palco, tal como aconteceu no Egipto, em que não chegou a treinar no Estádio Internacional do Cairo, palco que recebeu Uganda.

Em equipa que ganha não se mexe

Para o jogo desta terça-feira, o seleccionador nacional poderá entrar com a mesma equipa inicial que defrontou Uganda, podendo, possivelmente, fazer uma ou duas alterações, em função do adversário.

Claro está que no sector defensivo não haverá alteração, com Ernan a ser o confiado para a defender as redes nacionais, atrás do quarteto defensivo composto por Infren, Chamboco, Reinildo e Bruno Langa. No intermediário podem haver dúvidas em relação à dupla de pivôs, onde Alfonso Amade pode jogar ao lado de Nené, relegando Guima ou Pepo para o banco, tal como Gildo Vilankulo, que pode ficar no banco e para o seu lugar ser chamado Witi ou Clésio para a ala esquerda.

Geny Catamo e Stanley Ratifo vão continuar a merecer a confiança do seleccionador nacional.

O seleccionador nacional está confiante que os Mambas vão fazer uma excelente partida de futebol e que é possível sair da Argélia com um resultado positivo. Chiquinho Conde diz que a preparação para o embate desta terça-feira decorreu da melhor forma e que os jogadores aplicaram-se ao seu máximo nível.

Ainda assim, Conde reconhece a grandeza da Argélia. “Sabemos perfeitamente das dificuldades que nós iremos encontrar, porque a Argélia é uma grande selecção, é a selecção candidata ao primeiro lugar deste grupo, desde o início eu disse isso, mas a qualificação só termina no fim e hoje, felizmente, as camisolas não ganham jogos, é preciso que esta superioridade da Argélia seja transparecida dentro das quatro linhas”, disse o seleccionador nacional.

Apesar da grandeza do adversário, Chiquinho Conde diz que é preciso saber aproveitar os pontos fracos para alcançar um bom resultado. “Todas as equipas têm sempre partes fortes e as partes fracas, nós vamos analisar com muito cuidado para que possamos também ferir esta selecção”, frisou, realçando que todos jogadores estão aptos para o jogo. 

Para Chiquinho Conde o embate desta terça-feira não deve condicionar a forma como a selecção tem se apresentado nos jogos, até porque “é um jogo, somente um jogo” que não dita a qualificação. “Temos ainda um longo percurso a correr, mas sem sombra de dúvida que este é um dos mais importantes momentos das nossas carreiras”, destacou, fazendo antevisão ao jogo.

O seleccionador nacional diz ainda que o combinado nacional deve aproveitar o embate diante da Argélia para demonstrar as suas valências, até porque “queremos continuar com o sonho de conseguirmos essa vantagem no grupo para podermos dar uma alegria ao nosso povo”. 

Não é a primeira vez que os Mambas vão defrontar Argélia e Chiquinho Conde revela ter algum conhecimento do adversário, que o vê como “uma selecção fortíssima, com belíssimos jogadores, muito experientes, são muito mais pressionantes”, assegurando que a selecção vai trabalhar com tranquilidade para poder fazer um bom jogo, “e depois no fim vamos ver quem é que ganha e o resultado que nós pretendemos é pontuar, para que continuemos a sonhar com o nosso principal objectivo”. 

Reconhecendo essa grandeza da Argélia, Conde diz que há que ter muitas cautelas, até porque “caldos e galinhas não fazem mal a ninguém”, revelando que a selecção vai jogar num bloco inicialmente médio, para depois ver o que o jogo irá ditar. 

CLÉSIO BAÚQUE – Jogador dos Mambas

Hoje é o último dia de treino, o grupo está confiante, não será um jogo fácil, será um jogo difícil, mas a gente está aqui para fazer o nosso futebol e sair daqui com os três pontos. Hoje em dia não são as camisolas que jogam, mas sim, lá dentro do campo vamos jogar porque são 11 contra 11. No futebol já não existe a selecção grande, somos todos iguais, somos homens, eles também são homens. E vamos dentro do campo demonstrar o nosso futebol e jogar de pé para pé. Como eu tenho dito, o ambiente é sempre positivo, é um grupo alegre, confiante. Quando temos que trabalhar, trabalhamos. Quando temos que brincar, brincamos. Vamos levar a brincadeira com seriedade para dentro do campo amanhã. Esta é uma selecção forte, eles são fortes, mas hoje em dia não é o nome que joga, mas sim, são os homens, e vamos para lá para jogar de igual para igual. Não vamos defender, não vamos baixar as linhas, se for para pressionar, vamos pressionar, se for para baixar, vamos baixar, se for para gerir, vamos gerir, se for para sair para cima deles, a gente vai para cima deles.

EDUARDO NAMBURETE – Embaixador de Moçambique na Argélia

A expectativa é bastante grande e muito positiva. Por aquilo que temos visto o espírito dos jogadores está muito alto, e todos eles demonstram caras bastante alegres, muito relaxados, e é este espírito que eles devem levar para o campo. Estamos aqui para mais uma vez continuarmos a dar o nosso conforto, a nossa presença aqui é a presença dos moçambicanos que vem apoiar a nossa selecção e mostrarmos que estamos com eles, como prometemos desde o começo, que estaremos com a selecção desde a sua chegada até a sua partida. Os moçambicanos que estão aqui virão de várias províncias, estão espalhadas, mas alguns vão vir de distâncias de 600 km ou um pouco mais, mas todos eles estão bastante motivados a fazer estas distâncias para ir assistir o jogo, e temos também a comunidade dos africanos da região da SADC, que agora também manifestaram interesse em se juntar à comitiva moçambicana para apoiar os Mambas, e a expectativa é que de facto tenhamos um número elevado de moçambicanos e outros africanos de fora da Argélia a apoiar a selecção nacional. Neste momento estamos a trabalhar no sentido de mobilizar estes jovens, garantindo-lhes o transporte. São estudantes, alguns deles não têm recursos próprios para poderem ter acesso ao estádio, então nós como representação de Moçambique aqui vamos dar o apoio que for necessário para eles poderem estar conosco durante o dia de amanhã. Os nossos amigos argelinos obviamente puxam para o seu lado, mas alguns reconhecem que de facto vai ser um jogo bastante renhido, que eles reconhecem a qualidade do futebol praticado por Moçambique, já viram noutras paragens por onde Moçambique passou e os resultados que conseguiu, e neste momento Moçambique também está numa posição cimeira a estas alturas, portanto não vai ser um jogo fácil, mas para nós sempre dizemos que o jogo de futebol é mais um momento de amizade, de solidariedade

PAÍTO MUCUANE – Vice-presidente da FMF para selecções

É sabido que a selecção nacional vai realizar o jogo amanhã, sendo distante daqui onde nós estamos, temos cerca de cento e tal quilómetros até o local do jogo, e aquilo que a equipa técnica apresentou como proposta é que nós amanhã, depois do pequeno almoço, vamos seguir a viagem para ficar num hotel perto do local do jogo, e que vai permitir que os jogadores possam descansar, almoçar, depois descansar até a hora do jogo, e esse é o programa que o mister apresentou, e nós hoje vamos ter uma equipa que vai avançar já para o local, de modo que possa preparar toda a logística para que os jogadores, amanhã, quando chegarem ao local do jogo, nesse caso vai estar perto do estádio, esteja tudo já resolvido. E aproveitar essa oportunidade também para agradecer a presença aqui do nosso embaixador, que tem sido fundamental naquilo que é a nossa organização, tem nos ajudado bastante, e isso nos deixa de facto bastante orgulhosos e felizes, e saber que nós não estamos sozinhos. Estamos fora de Moçambique, mas temos pessoas do governo que estão aqui conosco, o nosso Secretário Permanente também está, veio exatamente para assistir este jogo, trazer aquele que é o calor do povo moçambicano, para que na terça-feira de facto possamos ter um bom resultado, que passa por pontuar aqui e vamos continuar a acreditar naquilo que é o sonho de todos os moçambicanos, que é participar no Campeonato do Mundo. Nós já estamos a entrar em contacto com a Federação Argelina, já solicitamos esses bilhetes, a Federação da Argelina tem sido flexível nesse tipo de situação, já acreditamos que vai poder nos ajudar para que estes moçambicanos possam ser o 12º jogador para poder apoiar a selecção nacional.

JÚLIO MENDES – Secretário Permanente do MJD

É um momento importante para nós como moçambicanos e estamos aqui para dar a nossa força para que eles continuem a fazer esta caminhada muito triunfal que está a acontecer. Estamos convictos que eles irão dar tudo para que tenham um bom resultado, e nós todos como moçambicanos estamos com esta esperança de que eles façam um bom trabalho. O povo moçambicano está com eles todos, o povo moçambicano está com a nossa selecção. É esta mensagem que o nosso Governo quer transmitir e é essa a razão da nossa presença aqui, para que eles sintam-se confortados, que estão todos com eles, e nós também estamos a torcer para que as condições de trabalho, tudo aquilo que essa selecção precisa, esteja em condições para que nós possamos continuar a caminhar como tem estado até agora. 

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