O País – A verdade como notícia

A Associação Black Bulls perdeu, ontem, diante do Zamalek do Egipto, por 1-3, em jogo da quinta jornada do Grupo D da fase de grupos da Taça CAF. Os “touros” precisam vencer o Al Masry no próximo domingo para continuarem a sonhar com os quartos-de-final da prova.

Kadre e Nené, duas ausências de peso. A Black Bulls partia em busca de um resultado positivo contra o Zamalek, depois da derrota na jornada anterior diante do Enyimba da Nigéria. 

Boa entrada para os touros, que conseguiram controlar o jogo e as investidas do Zamalek. Essa postura permitiu que a partida terminasse a primeira parte sem abertura de contagem. Na segunda metade da partida, os egípcios voltaram fortes e determinados. 

Hossan Ashraf abriu o activo aos 50 minutos, numa jogada em que a defensiva do representante moçambicano esteve mal. Três minutos depois, o mesmo jogador voltou a balançar as redes defendidas por Ernani Siluane, dilatando o marcador. 

A missão da Black Bulls ficou ainda mais complicada. Os “touros” esboçaram uma reacção, na tentativa de reduzir a desvantagem, mas sem a pontaria necessária para violar a baliza adversária. 

O Zamalek continuava mais pressionante e com oportunidades claras de golo. 

Ainda assim, foram os “touros” a chegarem ao golo por intermédio de Ejaita, que bem respondeu de cabeça um centro de Fidel. Abria-se, assim, uma janela de esperança.

Em mais um erro defensivo, Zizo acabou com todas as esperanças do representante moçambicano, marcando o terceiro golo. 

A Black Bulls volta a jogar no próximo domingo, diante do Al Masry, também do Egipto.

 

O Costa do Sol vai ter um novo presidente a partir de 8 de Fevereiro, dia em que está marcada a assembleia-geral do clube para a eleição de novos corpos gerentes. Até aqui ainda não há candidatos assumidos para o escrutínio.

O Costa do Sol poderá conhecer uma nova era a partir do próximo mês. Através de um comunicado, tornado público este sábado, o clube anunciou a realização da assembleia-geral no dia 8 de Fevereiro, com três pontos de agenda. 

O momento mais alto da assembleia será a eleição dos novos corpos gerentes do Costa do Sol para os próximos quatro anos. Faltando um mês para a realização do escrutínio, ainda não há candidatos assumidos na corrida à presidência da colectividade. 

O “O PAÍS” sabe, através de uma fonte do clube, que o actual presidente dos “canarinhos”, Alberto Banze, não se vai recandidatar ao cargo, que assumiu em Maio de 2023m, cujo término seria em 2027. 

Os próximos dias serão determinantes, tendo em conta que algumas figuras deverão anunciar as suas candidaturas à presidência do emblema canarinho. 

O novo presidente da colectividade a ser eleito em Fevereiro terá o desafio de devolver o clube às conquistas, sobretudo na equipa sénior de futebol e de basquetebol, depois do fracasso no ano passado nessas modalidades. 

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) promete mão dura aos clubes que não cumprirem o processo de licenciamento no Moçambola deste ano. Entre outras medidas, os prevaricadores poderão perder licenças e pontos.

O presidente da FMF, Feizal Sidat, esclarece que o objectivo é disciplinar os clubes e criar uma boa imagem ao futebol moçambicano. Sidat entende que é preciso evitar os acontecimentos do ano passado, em que, por exemplo, o Textáfrica de Chimoio teve muitas dificuldades durante o Moçambola.

“O Textáfrica teve muitas dificuldades para pagar salários aos seus jogadores e treinadores. Neste ano, não queremos que isso aconteça”, avisa Feizal Sidat.

O dirigente explica que, para a presente temporada, os clubes terão facilidade para se licenciarem, tendo em conta que será via online, contrariamente a 2024.

Nesse sentido, o organismo espera que os clubes adiram ao processo o quanto cedo possível, de modo a evitar possíveis penalizações.

“Podemos até ter um campeonato de sete equipas. O importante para nós é o cumprimento das normas”, explica.

O licenciamento de clubes inclui a componente de infra-estruturas e sustentabilidade financeira.

O internacional moçambicano Reginaldo Faite anunciou o fim da sua ligação com a União Desportiva do Songo, após uma temporada em que esteve muito longe das expectativas, tendo feito muito poucos jogos.

Na hora do adeus dos “hidroeléctricos”, anúncio feito através da sua página do Facebook, o jogador considerou que a época 2024 foi a pior da sua carreira de futebolística.

Reginaldo Faite começou por escrever nas redes sociais que “informo os meus fãs e seguidores e o público, em geral, de que a minha ligação contratual com a União Desportiva de Songo chegou ao fim”.

Lembrou o seu regresso ao país, depois de mais de 10 anos a jogar fora, com passagens por Portugal, Albânia, Cazaquistão e Macedónia do Norte. “Como sabem, depois dos dez anos (10) fora do meu país, regressei para Moçambique por meio daquela agremiação. Foi um convite que recebi com maior naturalidade e no qual agradeço. Depois de conquistar coisas na Europa, título, e vencer a minha Bota de Ouro, como melhor marcador da Albânia, senti que era o momento certo para voltar e conquistar coisas no meu país”, escreve o jogador.

No fim, lamentou não ter conquistado os tantos títulos que desejava no seu próprio país, realçando que “as coisas não foram fáceis para mim”.

Aliás, Reginaldo diz mesmo que “não era aquilo que esperava que acontecesse”, destacando que “este foi o pior ano da minha carreira profissional”.

Para Faite, “vim para vencer, para conquistar títulos e ser o melhor marcador do Moçambola”, o que acabou por acontecer devido a “muitos factores que estiveram fora do meu controlo”.

Sem anunciar o seu próximo rumo, Reginaldo Faite deixa o futuro no segredo dos deuses. Formado no Maxaquene, no solo pátrio, Reginaldo Faite tem passagens ainda pela Liga Desportiva de Maputo e Costa do Sol.

O Ferroviário de Maputo abriu, esta segunda-feira, a época futebolística 2025, tendo em vista a sua participação no Moçambola e na Taça CAF. Os atletas serão submetidos aos habituais exames médicos, esta semana, e os trabalhos de campo iniciam dentro de uma semana.

Vencedor da Taça de Moçambique e quarto classificado da edição passada do Moçambola, o Ferroviário de Maputo já projecta a presente época futebolística.  Para o efeito, os “locomotivas” da capital do país abriram, esta segunda-feira, as suas oficinas, momento marcado por uma reunião entre a direcção do clube, jogadores e equipa técnica. 

Ainda no contexto da abertura da época, os jogadores serão submetidos, esta semana, aos habituais exames médicos. O arranque dos treinos está agendado para a próxima segunda-feira em Maputo. Além do Moçambola,  os “locomotivas” vão representar o país na Taça CAF.

Em contrapartida, a União Desportiva do Songo continua a liderar um processo de reestruturação. Depois de despedir de toda a equipa técnica, o clube anunciou mais uma vassourada. Através de um comunicado, os “hidroeléctricos” informaram o despedimento de 10 jogadores que fizeram parte do plantel do ano passado. 

“Esta decisão visa criar espaço para os novos talentos que representam o futuro do nosso clube e que se tem destacado nas categorias de base e refrescarmos o nosso plantel com alguns jogadores de destaque no Moçambola”.

Esta é a segunda vez que a União Desportiva do Songo dispensa toda a equipa técnica e uma boa parte dos jogadores, tendo a primeira sido em 2023. Nos dois casos, o clube tomou a decisão depois de falhar a conquista do Moçambola e a Taça de Moçambique. 

 

A Confederação Africana de Futebol, CAF, vai realizar no dia 15 deste mês, em Nairobi, Quénia, o sorteio do CHAN, prova reservada aos jogadores que actuam nos campeonatos internos. Moçambique é um dos ausentes da prova, depois de desistir da eliminatória contra a Zâmbia.

Conhecidas todas as 18 selecções que vão marcar presença na edição deste ano do CHAN, prova reservada aos jogadores que militam nos campeonato internos, a CAF agendou para o dia 15 deste mês a realização do sorteio. 

O evento terá lugar em Nairobi, Quénia, por sinal um dos países que vai acolher a prova, à semelhança da Tanzânia e Uganda. Depois de marcar presença na edição passada, na Argélia, em que alcançou pela primeira vez os inéditos quartos-de-final, Moçambique é um dos ausentes da prova. 

Os Mambas desistiram da eliminatória contra a Zâmbia, falhando, assim, a possibilidade de disputarem a prova pela terceira vez. A CAF espera que a presente edição, que será disputada pela primeira vez em três países, seja muito competitiva. 

A prova será disputada de 1 a 28 de Fevereiro. O Senegal é o campeão em título do CHAN.

A Associação Black Bulls perdeu, ontem, diante do Enyimba da Nigéria, por 1-4, em jogo da quarta jornada do Grupo D da fase de grupos da Taça CAF. Num jogo em que não contou com Kadre, o representante moçambicano entrou a perder, sofrendo golo aos seis minutos. 

A Black Bulls igualou  a partida seis minutos depois, através de Ejaita. A formação nigeriana marcou mais dois golos na primeira parte, saído ao intervalo a vencer por 3-1. Na segunda parte, os “touros” não conseguiram mudar o rumo do jogo, acabando por consentir mais um golo, tendo o jogo terminado com a vitória do representante nigeriano. 

A Black Bulls, que soma quatro pontos na terceira posição, volta a jogar no próximo domingo diante do líder do Grupo, Zamalek do Egipto. 

 

Há bairros, nas cidades de Maputo e Matola, que foram obrigados a cancelar ou interromper os campeonatos recreativos devido aos protestos pós-eleitorais. Nos bairros T3, Mavalane e Mafalala, por exemplo, as provas só retomaram no fim-de-semana. Tradicionalmente, muitos bairros da cidade de Maputo e Matola têm realizado campeonatos recreativos em todos os anos. 

Geralmente, o início das provas coincide com o término dos campeonatos oficiais do país, no caso Moçambola, Taca de Mocambique e campeonatos provinciais. Os campos constituem um ponto de convergência dos amantes do futebol, oportunidade que também tem servido para entreter os jovens, assim como uma oportunidade de negócio para muitas pessoas. 

No ano passado as coisas foram diferentes por conta dos protestos pós-eleitorais, facto que condicionou a realização de algumas provas e as que, pelo menos arrancaram, tiveram, nalgum momento, de interromper.  No bairro do Bagamoyo, por exemplo, nem sequer o campeonato local denominado Futbaga arrancou, ainda que a organização do evento tivesse agendado o início para Novembro.

“Infelizmente fomos obrigados a cancelar a realização do nosso campeonato, mas por causa da situação que o país vive não foi possível. A situação está difícil. O nosso tem andado vazio por esses dias, o que em condições normais não tem acontecido”, lamenta Judice Chemane, responsável pela organização da prova. 

Por estas alturas, assegura Chemane, que o campeonato estaria na derradeira fase e já se poderia vislumbrar o campeão. Enquanto tudo continua sendo uma miragem, projecta-se a reposição dos danos causados pela acção dos protestos pós-eleitorais.

 “O nosso campo sofreu bastante a acção dos protestos. Por exemplo, foram retirados todos os pneus ao redor do campo que serviam como bancadas. Temos de recomeçarmos a fazermos a reposição, de modo a garantirmos comodidade aos adeptos”, anota.

A reposição não é apenas das bancadas destruídas. Há, também, outros danos, tal é o caso  da alegria que o campeonato criava nos adeptos que aos fins-de-semana tinham onde divertir-se.

“Esta é uma forma de entreter as pessoas e aglutinar as várias massas do bairro do Bagamoyo. Além dos adeptos, o nosso evento tem servido como oportunidade para algumas pessoas fazerem negócios”, explica.

No meio de muitas incertezas, ainda resta esperança de um possível retorno da prova. Ainda assim, só o tempo poderá encarregar-se de dar as melhores respostas.

“Estamos a acompanhar o andamento da situação sociopolítica do país. Infelizmente, só podemos esperar até que a situação volte à normalidade”.

Para Germano Sebastião, um dos fervorosos adeptos do Futbaga, a não realização do campeonato arrancou-lhe a alegria. Os seus fins-de-semana já não são os mesmos e resta-lhe recuar a máquina do tempo para desfrutar das doces memórias.

“Em todos os anos os meus fins-de-semana passados no campo onde assistia aos jogos. Faço isso há mais de 20 anos, ou seja, desde que essa iniciativa foi criada. Agora sou obrigado a ir aos outros bairros para poder ver futebol. Hoje (sábado), por exemplo, em condições normais estaria como os meus amigos a apoiar a minha equipa no meu respectivo bairro (Bagamoyo).

 

“TITANIC” QUASE AFUNDOU NO T3

No bairro T3, no município da Matola, durante um mês quase o barco afundou. O Titanic, como é designado o campeonato recreativo deste bairro, deu sinais de que resistiu à maré alta no sábado. 

O jogo  entre Tingaway, campeão em título da prova  e Relâmpago marcou o retorno da prova mas com muitos prejuízos à mistura, tal como explica Jonas Cuna, responsável pela organização da prova. 

“O término da prova estava previsto para dia 21 de Dezembro, mas por conta da situação dos protestos tivemos de parar por um mês. Fomos obrigados a redefinir as datas, pelo que o “Titanic” vai terminar no dia 25 deste mês”, lamenta.

Esse é um dos tantos revés que a paralisação da competição sofreu.  Jonas Cuna explica, por exemplo, que este facto condicionou  a realização de uma outra prova, por sinal tradicional, à semelhança do “Titanic”.

“Este mês estariamos a iniciar o campeonato Sub-20. Ora, com o atraso há incertezas quanto a realização dessa prova. Tudo indica que poderemos cancelar a prova, facto que seria doloroso para nós, como organização, assim como para os jovens jogadores”, explica.

Januario dos Santos é um dos que se ressentiram com a paragem do “Titanic”. A alegria de poder voltar a viver o ambiente electrizante do campo é enorme.

“Esta paragem prejudicou muito o campeonato, mas mesmo assim e porque os objectivos da prova devem ser alcançados, estou satisfeito com a retoma. Essas iniciativas são importantes, pois servem para ocupar os jovens”, anota. 

Os bairros do Bagamoyo e T3 são apenas dois exemplos de tantos que desportivamente sofreram o impacto dos protestos nos últimos três meses do ano passado. 

 

A União Desportiva do Songo despediu toda a equipa técnica que dirigiu o clube na época passada. Esta é a segunda vez que os “hidroeléctricos” tomam uma decisão semelhante, depois de no ano passado terem feito o mesmo. O Baía de Pemba também anunciou a saída do técnico Eurico da Conceição e do director desportivo, Artur Semedo.

Um a um, a União Desportiva do Songo foi anunciando, através da página oficial no Facebook, a saída dos treinadores que comandaram a equipa sénior de futebol na época passada, liderada pelo britânico Mark Harrison. Sem avançar os motivos, o clube limitou-se apenas em agradecer aos treinadores pelo trabalho feito.

Mas a saída da equipa técnica pode estar ligada ao fracasso dos “hidroeléctricos” na época 2024, em que falharam a conquista do Moçambola e Taça de Moçambique, apesar do investimento feito.

O clube deverá anunciar o novo treinador nos próximos dias. Através de um comunicado, o Baia de Pemba anunciou, também, o fim da ligação com o técnico Eurico da Conceição e do director desportivo Artur Semedo. A dupla conduziu o clube à segunda manutenção no Moçambola.

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