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As selecções nacionais da África do Sul e da Zâmbia vão disputar a final do torneio regional do COSAFA, na categoria de sub-20, este sábado, na Arena Lalgy, no Complexo Desportivo de Tchumene, palco da competição.

Para chegar à final da prova, os Bafana Bafana, vencedores do grupo C, deixaram para trás a Angola, que ficou em primeiro no grupo B, com vitória tangencial.

Numa partida equilibrada, onde as duas selecções estiveram bem e protagonizaram uma excelente partida de futebol, o resultado final foi sendo incógnita até quando o árbitro apitou pela última vez.

Ainda assim, foi a África do Sul a marcar o único golo da partida ainda na primeira parte, por Shakeel April, deixando a sua selecção mais perto da final. Angola ainda tentou, de todas as formas, chegar ao empate, mas sem sucesso.

Os sul-africanos marcam presença na final pela 14ª vez, em busca do seu nono título.

Na final de sábado, a África do Sul terá pela frente a Zâmbia, selecção repescada como a melhor segunda classificada de todos os grupos. Os zambianos venceram na outra meia-final o Zimbabwe, na marca das grandes penalidades, por 6-5, depois do empate a dois golos no fim do tempo regulamentar.

A Zâmbia ainda saiu a vencer na primeira parte por duas bolas sem resposta, mas permitiu o empate na segunda parte, resultado que levou as duas selecções à marca das grandes penalidades.

Na primeira série nos remates dos 11 metros, as duas selecções terminaram empatadas a quatro bolas, recorrendo-se à fase do “mata-mata”. O último jogador do Zimbabwe rematou para a trave e perdeu a possibilidade de empatar a série.

Chega a Zâmbia à final pela 17ª vez, sendo o maior recordista das finais, em busca do seu 13º título. A Zâmbia, com 12 títulos, é o recordista de troféus, seguido da África do Sul, com oito troféus e o Zimbabwe, com seis.

Moçambique, recorde-se, tem um título e, nesta edição, que acolhe pela primeira vez, foi eliminado ainda na fase de grupos. A final disputa-se no sábado, na Arena Lalgy, em Tchumene, entre África do Sul e Zâmbia, às 15h00, antecedido do jogo de atribuição do terceiro lugar, às 12h00, entre Angola e Zimbabwe.

As principais equipas que lutam pelas vagas do Moçambola 2025 têm testes de fogo este fim-de-semana, nas partidas da segunda jornada de todas as séries das três regiões do país. As equipas de Nampula marcam a sua estreia na competição, depois da “folga” na jornada inaugural.

Desportivo da Matola e Estrela Vermelha de Maputo, candidatas pela Série A da zona Sul, têm deslocações a Inhambane e Gaza, respectivamente, em busca de cimentar a sua posição na tabela classificativa, enquanto Maxaquene e Incomáti de Xinavane, pela Série B, jogam em casa.

Os “alvi-negros” da Matola deslocam-se a Inhambane para defrontar o Temusa Costa do Sol da Massinga, com intenção clara de repetir o feito da jornada anterior e somar mais três pontos na competição.

E vai com estatuto de forte candidato a vencer, não só a partida, mas também a fase zonal. E porque é jogo de campeões provinciais, o Temusa terá uma palavra a dizer, mesmo para contrariar a derrota sofrida na jornada anterior, diante do Estrela Vermelha de Maputo.
O mesmo acontece na deslocação do Estrela Vermelha de Maputo a Gaza, onde vai defrontar o Clube de Gaza, equipa que perdeu na semana passada diante do Desportivo da Matola por 2-0.

Os “alaranjados” venceram na primeira jornada ao Temusa Costa do Sol por 3-0 e sabem muito bem que, para além da vitória em si, cada golo sempre vai contar nas contas finais. Ao resultado passado, a turma da capital do país quer marcar mais golos, mas terá um Clube de Chibuto ferido no orgulho e quer devolver a província ao Moçambola, depois de ter sido o último a lá estar.

Pela Série B, o Maxaquene e Incomáti de Xinavane recebem duas equipas que perderam em casa na jornada passada. Tanto os “tricolores” quanto os “açucareiros” são claros favoritos a vencer os seus jogos, mas terão de provar dentro das quatro linhas.

O Maxaquene, que foi a Inhambane derrotar o Ferroviário local por 0-2, defronta as Águias Especiais de Xai-xai, que perderam em casa diante do Incomáti de Xinavane, por 0-1.

No fim, saber-se-á qual das duas equipas líderes vai cimentar a liderança, não só pelos pontos, mas também pelos golos marcados.

 

Embate de “militares” que pode favorecer os de Mocuba

Na zona Centro, há um embate entre os Matchedjes, com o de Mocuba a receber o de Chimoio. A turma da Zambézia entra como claro favorito a vencer, até porque está nesta competição para lutar pelo regresso ao Moçambola. E a turma de Manica terá poucos argumentos para contrariar o favoritismo do Matchedje de Mocuba.

O mesmo pode dizer-se do favoritismo da Liga Desportiva de Sofala, que, depois de vencer fora de portas na jornada passada, tem todas as possibilidades de somar mais três pontos diante do Ferroviário de Moatize.

Nesta Série, serão a Liga Desportiva de Sofala e o Matchedje de Mocuba a lutarem pela finalíssima.

Já na Série B, o FC da Beira e o Chingale de Tete são claros favoritos a chegarem à finalíssima, mas terão de lutar até às últimas consequências. E esta jornada, neste embate entre ambos, pode ser uma boa oportunidade para qualquer que vencer distanciar-se e posicionar-se como forte candidato.

O Chingale, a jogar em casa, com apoio do seu público, é candidato a vencer, o FC da Beira tem palavra a dizer, mesmo jogando em casa.
Já a Trans KS Company e a Só Protecção de Quelimane, equipas que perderam na jornada passada, defrontam-se em busca dos primeiros pontos, para além de procurarem intrometer-se na disputa entra as candidatas. Quem vencer estará bem posicionado para ver as suas forças e sonhos redobrarem-se para os próximos jogos.

 

Equipas de Nampula entram em cena

Pela Série A da zona Norte, a formação do Ferroviário de Nacala estreia-se na prova defrontando as Águias Especiais de Niassa, equipa que na primeira jornada perdeu em casa. Resta saber se, diante da poderosa “locomotiva” de Nacala terá traquejo para contrariar o favoritismo da turma de Nacala, a jogar em plena pedreira.

Já o Sporting de Nampula estreia-se fora de portas, defrontando a UP de Lichinga, equipa que também perdeu na jornada passada. Os “leões” de Nampula têm todas as possibilidades de sair de Niassa com os três pontos, mas a UP vai querer provar que a derrota na primeira jornada foi apenas obra do acaso.

Uma jornada que vai começar a posicionar os candidatos a chegar à finalíssima, para depois lutarem pelo acesso ao Moçambola 2025.

A 19ª jornada do Moçambola 2024, a disputar-se este fim-de-semana, tem jogos aliciantes e de registo, com destaque para o embate entre candidatos ao título, nomeadamente a Black Bulls e a União Desportiva de Songo. O Costa do Sol, líder da prova, desloca-se a Cabo Delgado, onde vai defrontar o Baía de Pemba

Jogo de grandes decisões no Complexo Desportivo de Tchumene, este domingo, a partir das 15:00h, quando Black Bulls e União Desportiva de Songo, terceiro e segundo classificados, respectivamente, e candidatos ao título, defrontarem-se para a 19ª jornada.

Decisões porque o resultado final do jogo pode ter repercussões nas contas finais do Moçambola e, principalmente, na luta pelo título. Não só para as duas equipas, mas também para o Costa do Sol, a terceira equipa que luta pelo título nacional.

A Black Bulls sempre se posicionou como candidato principal a conquista da prova, uma vez que veio liderando o Moçambola até a 15ª jornada, onde ficou com jogos em atraso e o Costa do Sol e a União Desportiva de Songo aproveitaram para passar para frente. Mas os “touros”, com ajuda dos jogos em atraso, querem recuperar a posição inicial e isso pode começar este domingo, diante da União Desportiva de Songo.

Separados por apenas um ponto, a maior para os “hidroeléctricos”, uma vitória da Black Bulls recoloca a equipa acima da turma de Songo e, pressiona o Costa do Sol na liderança, que também estará a jogar em Pemba.

Mas a União Desportiva de Songo não quer perder a caravana e, sabendo que a Black Bulls tem dois jogos em atraso, vai entrar em campo para contrariar o factor casa dos “touros” para esticar a diferença pontual, esperando por desaires nos jogos em atraso e na partida entre Baía de Pemba e Costa do Sol.

Black Bulls e União Desportiva de Songo estão equilibrados no confronto directo de jogos do Moçambola, já que em sete confrontos cada uma das equipas venceu dois jogos e houve registo de três empates.
Em 2022 a União Desportiva de Songo venceu os dois jogos para o Moçambola e conquistou a prova, na única vitória fora, enquanto os “touros” venceram os dois jogos em Songo. Na primeira volta houve empate a um golo.

Mas há o factor vingança em perspectiva: afinal a Black Bulls conquistou a Taça de Moçambique, ano passado, às custas da União Desportiva de Songo, e os “hidroeléctricos” vão querer querer dar o troco este ano para o Moçambola.

As duas equipas tem jogos em atraso e que podem ser uma mais valia nas contas futuras.

Mas está ainda um Costa do Sol acima dos dois, pelo menos até esta altura. Os “canarinhos” tem a totalidade das jornadas cumpridas e estão com um ponto de vantagem em relação aos “hidroeléctricos” e dois sobre os “touros”.

Um desaire do Costa do Sol na deslocação a Cabo Delgado, diante do Baía de Pemba, e uma vitória de um dos dois que jogam em Tchumene (Black Bulls e UD Songo), pode ser negativo para os “canarinhos”, que podem começar a ver a luz do título a apagar-se, tendo em conta os jogos que ainda vem pela frente.

Ferroviário de Maputo: é para manter a ascensão final

A fechar a jornada 19, na segunda-feira, o Ferroviário de Maputo desloca-se a Tchumene para defrontar o Brera FC, com claro objectivo de manter a sua ascensão na prova. É que os “locomotivas” de Maputo tiveram uma ascensão de se lhe tirar o chapéu, com oito vitórias nos últimos 10 jogos, saída da causa para a quarta posição.

E não quer, de certeza, deixar escapar a sua posição na perseguição ao trio da frente, bem como terminar a competição no top-5. Mas o Brera tem uma palavra a dizer, tendo em conta que quer sair da zona de perigo em que se encontra, para garantir a sua manutenção.

Ainda assim o Brera está espectante no que o Textáfrica de Chimoio pode fazer no Chiveve, diante do Ferroviário da Beira. Duas equipas que não tem estado em boa forma este ano e que podem terminar em posições que não esperavam.

“Locomotivas” em choque em Nampula

Na capital do norte teremos duas “locomotivas” sem vapor a cruzarem-se, numa autêntica tentativa de procurar roubar pontos uma da outra. Aliás, a estes dois Ferroviários só resta mesmo roubarem-se pontos, uma vez que aos outros há sempre dificuldades em alcançar bons resultados.

O Ferroviário de Nampula está proibido de perder, sob pena de João chissano ver pressionado a sua posição na equipa, depois da derrota passada, enquanto o Ferroviário de Lichinga pode estar em maus lençõies em caso de derrota, já que continuará numa posição menos confortante na tabela classificativa.

Quem quer subir na tabela classificativa são as duas equipas que se defrontam na Maxixe. Associação Desportiva de Songo e Desportivo de Nacala estão separadas por apenas um ponto e qualquer das equipas que vencer faz um salto grande na tabela classificativa.

Será, do resto, uma jornada que vai trazer alterações na tabela classificativa, com as equipas a buscar suas posições finais na prova.

A Confederação Africana de Futebol, CAF, vai realizar o sorteio do CHAN 2024, na próxima quarta-feira. O evento está agendado para Cairo, Egipto. O arranque da corrida para o CHAN 2024, prova reservada aos jogadores que actuam nos campeonatos internos, está agendado para os dias 25 e 27 deste mês. A CAF vai dar o primeiro passo na próxima quarta-feira.

O evento vai contar com a presença de diversas figuras ligadas ao futebol africano, com destaque para o presidente da CAF, Patrice Motsepe. Moçambique vai procurar garantir a terceira presença na competição depois da estreia em 2025, às ordens de João Chissano. 

Na edição passada, os Mambas tiveram uma prestação inédita ao alcançarem, pela primeira vez, os quartos-de-final da prova. O combinado nacional foi eliminado pelo Madagáscar, após perder por 1-3. O CHAN 2024 irá decorrer de 1 a 28 de Fevereiro do próximo ano, no Quénia. 

Em caso de qualificação para a segunda maior competição africana ao nível de selecções, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, poderá apostar em jogadores que tem estado a despontar na presente edição do Moçambola. 

 O Senegal é o campeão em título, conquistado em 2022, ao derrotar a anfitriã Argélia na final por 5-4, na lotaria das grandes penalidades. A selecção senegalesa vai procurar defender o seu título na próxima edição.

A selecção de futebol de praia intensifica a preparação, tendo em vista a sua participação no Campeonato africano da modalidade, prova que será disputada no Egipto, a partir do dia 19 deste mês.

Com sessões intercaladas entre o período da manhã e o da tarde, o conjunto moçambicano, às ordens de Saidate Moveia, procura aprimorar os aspectos técnico-tácticos, tendo em vista encarar a competição com muita tranquilidade.
Com todos os 29 jogadores à disposição de Saidate Moveia, o combinado nacional cumpre a derradeira fase de preparação, esperando por um possível estágio fora de portas, tal como é o desejo da equipa técnica.

O plano de trabalho desenhado por Saidate inclui jogos de controlo com alguns países da região, facto que, caso se efective, poderá servir para medir o grau de assimilação do trabalho até agora desenvolvido.

A selecção nacional parte para esta competição com a missão de alcançar os lugares de pódio, objectivo falhado em 2022 em Vilankulo. Moçambique está inserido no grupo “B”, juntamente com as congéneres do Senegal, Malawi e Mauritânia. Esta é a terceira presença do combinado nacional numa fase final do CAN.

O Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia será realizado em Hurghada, Egipto, de 19 a 26 de Outubro próximo.
Eis os pré-convocados para a preparação da selecção nacional de futebol de praia:

Ntsondzo FC: Martinho Manuel, Ângelo Tomás, Bachir Mussá, Hélder Mahumane, António Namape Jr., Júlio Manjate, Ramossete Cumbe, Rachide Simithe, Paulo Gervásio;

Vulcano FC: Hélio Mahota, Jaime Sitóe, Yuran Malate, Hermínio Ernesto, Polana Cimento, Trezenta Eduardo Cumbe, Trezenta Eduardo;

Colectividade dos Amigos da Praia: Fabião Coana, Julião Estêvão, Valter Manuculane;

Clube Ferroviário de Maputo: Manuel Tivane, Nelson Manuel;

Recreativo da Polana Caniço: Fidel Cossa;

Desportivo da Matola: Gonçalves Bila;

Associação Brera de Tchumene: Horácio Tivane

Macaneta FC: João July;

Clube Ferroviário de Gaza: Mário Machanguana;

Lago Niassa: Denilson Rajabo;

Chamanculo FC: Paulo Macuácua;

Clube Desportivo de Pemba: Saíde Silva; e,

Bagamoyo FC: Filipe Vilanculos.

O internacional moçambicano ganhou espaço na equipa principal de Rúben Amorim, recuperando sua posição adaptada pelo técnico português, do lado direito, e na jornada passada da liga portuguesa foi eleito para o onze ideal, tendo sido o terceiro melhor jogador

Já começa a ser habitual ver Geny Catamo nas grandes decisões dos jogos do Sporting Clube de Portugal e nas escolhas do respectivo técnico, Rúben Amorim. Aliás, o técnico português já assumiu que o internacional moçambicano é uma pedra fundamental na manobra da equipa em qualquer posição que é colocado.

Ao nível do campeonato português, começou como extremo direito, posição adaptada por Rúben Amorim, ao qual o jogador moçambicano saiu-se bem e tem estado a mostrar grandes valências.
Foi, posteriormente passado para ala esquerda, posição naturaldo jogador, aquando da lesão de Nuno Santos, e também mostrou suas capacidades nessa posição, o que deixou encantados os adeptos leoninos.
Com a recuperação de Santos, Geny regressou ao lado direito e foi de lá onde apontou o golo diante do FC Porto e onde tem estado a sentir-se peixe no mar. Na última jornada da liga portuguesa, diante do Estoril de Praia, o jogador apontou o primeiro golo e conduziu a jogada que deu no segundo golo da sua equipa.

Uma exibição que terminou com a escolha para melhor em campo e, por conseguinte, candidato a jogador da jornada. Não chegou a receber a pontuação máxima de todos os jogadores no fim da jornada, por parte do site de avaliação de jogadores transfermarkers, mas terminou no top-3 dos melhores da jornada, com 8.6 pontos, atrás de Gabri Martinez, do Sporting de Braga, com 8.9 pontos, e João Mário, do FC Porto, com 8.8 pontos.

Outro site, o Flashcore, ascende Geny Catamo para a segunda posição, ainda que com a mesma pontuação de 8.6, mas apenas atrás de Gabri Martinez, que teve 9.1 pontos.

Por seu turno, a GoalPoint assume a liderança de Geny Catamo como MVP da jornada, com 9.1 pontos, seguido de João Mário, com 8.5 pontos, e Florentino, do Benfica, com 8.1 pontos.

As boas exibições de Geny Catamo levaram o técnico a optar pelo jogador para a frente de ataque no jogo da terça-feira, da Liga dos Campeões, diante do PSV Eindhoven, ao lado de Francisco Trincão, no apoio a Viktor Gyokeres.

Uma pouco incomum a que o internacional moçambicano procurou executar com perfeição, pese embora tenha tido dificuldades para se impor, do lado esquerdo onde tinha sido colocado, facto que acabou por propiciar a sua saída, já na segunda parte, altura em que a equipa leonina perdia por uma bola sem resposta.

Mas na segunda parte o Sporting pressionou e acabou por empatar o jogo aos 84 minutos por Daniel Bragança, curiosamente o jogador que entrou para o lugar de Geny Catamo. Um resultado que coloca a equipa de Catamo como ainda invicta em provas em que disputa, nomeadamente Liga Portuguesa e Liga dos Campeões.

Sábado, quando forem 21:30h de Moçambique, o Sporting recebe o Casa Pia e para Rúben Amorim pode ser, mais uma vez, Geny Catamo + 10.

O Maxaquene foi a Inhambane derrotar o Ferroviário local por duas sem resposta, em partida da primeira jornada da Série B da poule de apuramento para o Moçambola do próximo ano. Os “tricolores” colam-se ao Incomáti de Xinavane na liderança do grupo.

O Maxaquene teve um arranque animador na luta pela ascensão ao campeonato nacional da próxima época ao vencer no jogo de estreia diante do Ferroviário de Inhambane, por duas bolas sem resposta.

Inicialmente afastados da poule por decisão da Comissão de Licenciamento de Clubes e mais tarde reposta a sua legalidade, os “tricolores” estiveram fora do sorteio, mas depois incluídos na Série B da zona Sul do país nesta disputa.

Quis o destino que o primeiro jogo fosse fora de casa e, porque não teve tempo para preparar o jogo para o fim-de-semana passado, a Federação Moçambicana de Futebol marcou para esta terça-feira.

E não havia nada que fizesse os “maxacas” perderem o foco na competição, tendo saído a sorrir na deslocação a Inhambane, com um triunfo convincente, por duas bolas a uma, numa clara demonstração das intenções que a colectividade tem na prova.

O Maxaquene vence e coloca-se na liderança da sua série, com os mesmos três pontos do incomáti de Xinavane, que também venceu, mas as Águias Especiais de Xai-xai, por uma bola sem resposta.

Incomáti de Xinavane e Maxaquene poderão chamar a si a disputa pela primeira posição da série, que permite a disputa da finalíssima, com o vencedor da série A, onde estão outras fortes candidatas a ascensão do Moçambola, nomeadamente o Desportivo da Matola e o Estrela Vermelha de Maputo.

Os “tricolores” recebem, na próxima jornada, a segunda, as Águias Especiais de Xai-xai, no domingo, mesmo dia em que o Incomáti de Xinavane terá pela frente o Ferroviário de Inhambane.

A poule de apuramento disputa-se nas três regiões do país, nomeadamente Sul, Centro e Norte, por equipas divididas em duas séries, em duas voltas. Os vencedores das séries de cada zona disputam a finalíssima, a equipa que vai ascender ao Moçambola 2025.

O campeonato nacional do próximo ano será disputado por 14 equipas, diferentemente das 12 desta edição, sendo que a Liga Moçambicana de Futebol aprovou que apenas uma equipa vai descer, o último classificado, permanecendo 11 equipas, as quais vão juntar-se às três que vão vencer a poule zonal, para um Moçambola de 14 equipas.

O antigo internacional camaronês, e agora presidente da Federação Camaronesa de Futebol (Fécafoot), Samuel Eto’o foi suspenso, esta segunda-feira, pela FIFA dos jogos de selecções do seu país por um período de seis meses, em consequência do seu comportamento no último Mundial Feminino de sub-20.

O Comité Disciplinar da FIFA acusa o antigo goleador do FC Barcelona e dos ‘Leões Indomáveis’ de ter infringido as regras relativas a “comportamento ofensivo”, em “violação dos princípios do fair-play”.

Concretamente, repreende-se a Eto’o ter pressionado os oficiais aquando dos oitavos-de-final do torneio, em que as camaronesas perderam com o Brasil por 3-1, após grandes penalidades.

A suspensão de Samuel Eto’o não o afasta das funções de presidente da Fécafoot, mas impede-o de “assistir aos jogos de futebol masculino e feminino implicando equipas representativas em todas as categorias ou grupos etários”, esclarece a informação da FIFA.

O antigo jogador, na presidência federativa desde 2021, está em conflito aberto com as autoridades dos Camarões. Em Março, recusou a nomeação do selecionar belga Marc Brys para a equipa principal, imposta pelo Ministério dos Desportos, para mais tarde se sujeitar à escolha.

Para já, os Camarões lideram o Grupo D da fase de grupos da zona africana de apuramento ao Campeonato do Mundo de 2026, com oito pontos em quatro partidas. Ademais, os ‘leões indomáveis’ são co-líderes, com quatro pontos, os mesmos do Quénia, do grupo J de quallificação ao Campeonato Africano das Nações, CAN-2025.

No ranking da FIFA, a selecção camaronesa é a 53ª colocada em masculino e a 69ª na lista feminina.

Samuel Eto’o, de 43 anos, jogou por Camarões em quatro Campeonatos do Mundo, com três golos apontados, foi campeão olímpico nos Jogos de Sydney-2000. Conquistou, ainda, títulos da Liga dos Campeões com Real Madrid, Barcelona e Inter de Milão.

Quando faltam quatro jornadas para o fim do Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola-2024, apenas três equipas lutam pela conquista do título, ou seja, as mesmas que vão terminar nas primeiras três posições e com direito à premiação monetária. São elas o Costa do Sol, União Desportiva de Songo e Black Bulls

 

Reduzida a concorrência pelo título nacional e pelos 7.5 milhões de meticais do Moçambola-2024. Das 12 equipas que disputam a prova, apenas três delas é que ainda podem lutar pelo canecão da prova, quando faltam quatro jornadas para o fim, e mesmo tendo em conta que há equipas com jogos a menos por disputar.

O facto é que com 12 pontos por disputar, tendo em conta que o líder conta com 37 pontos, apenas as equipas com mais de 25 pontos é que ainda podem sonhar com o título, matematicamente, numa esperança remonta dos “canarinhos” perderem todos jogos que ainda têm pela frente.

Ou seja, exceptuando a União Desportiva de Songo, que tem 36 pontos e menos um jogo, e a Black Bulls, com 32 jogos e menos três jogos por disputar, as restantes equipas estão, praticamente, arredadas do título nacional.

A Associação Desportiva de Vilankulo, que tem 22 pontos e menos um jogo por disputar, é ainda, matematicamente, concorrente, mas de forma remonta, para chegar ao título. Para tal terá que vencer todos os jogos, incluíndo o que tem em atraso, diante da Black Bulls, e ver as equipas do topo, actualmente, perderem todos os jogos, para chegar ao topo.

Se assim acontecer, os “hidrocarbonetos” terminariam com os mesmos 37 pontos do Costa do Sol, e ainda teriam que vencer os “canarinhos”, na última jornada, por diferença de dois golos, depois que perdeu em casa por 1-2, no fecho da primeira volta.

Costa do Sol, UD Songo e Black Bulls: quem vai vencer?

Tirando a possibilidade remonta da Associação Desportiva de Vilankulo, as três equipas que lideram a prova vão lutar pelo título até ao fim. São as únicas que vão se digladiar pelo estatuto de campeão nacional, mas também pelos 7.5 milhões de meticais de prémio.

O Costa do Sol é, actulamente, líder da prova, com 37 pontos e todos os 18 jogos realizados, faltando apenas quatro jogos por disputar, nomeadamente diante do Baía de Pemba (fora para a 19ª jornada), Ferroviário de Nampula (casa, 20ª), Ferroviário da Beira (fora, 21ª) e Associação Desportiva de Vilankulo (casa, 22ª).

Por seu turno, a União Desportiva de Songo tem menos um ponto que o líder da prova, e menos um jogo, diante do Textáfrica de Chimoio, referente a 12ª jornada, adiado na altura depois de um acordo mútuo entre as partes. Mas também tem um jogo que pode definir muita coisa em termos de posicionamento final, diante da Black Bulls, em Tchumene, no domingo, para a 19ª jornada, recebendo na jornada 20 o Ferroviário de Maputo.

Os “hidroeléctricos” tem ainda jogos com o Brera Tchumene, em casa, na 21ª jornada, encerrando a prova em Nacala, diante do Desportivo local.

Por seu turno, a Black Bulls tem três jogos em atraso, não realizados nas datas devidas devido a sua participação nas afrotaças. Assim, para acertos de calendário, a Black Bulls defronta o Baía de Pemba (fora) para a 13ª jornada, a Associação Desportiva de Vilankulo (em casa), da 16ª jornada, jogos ainda sem datas, para além do jogo desta quarta-feira, referente a 17ª jornada, diante do Brera Tchumene (fora, ainda que em sua casa, no Tchumene).

Nas jornadas subsequentes, os “touros” terão pela frente a União Desportiva de Songo, em Tchumene, para a 19ª jornada, deslocam-se a Nacala para defrontar o Desportivo local, para a 20ª jornada, voltando a receber o Textáfrica de Chimoio, na penúltima jornada, terminando a competição no terreno do Ferroviário de Lichinga, mesmo palco onde festejaram a conquista do único título do Moçambola, em 2021.
Ou seja, olhanda para estas três equipas, a União Desportiva de Songo é que terá mais jogos complicados, conquanto que defronta dois colossos (Black Bulls e Ferroviário de Maputo) e dois aflitos (Textáfrica e Brera).

Mas ainda há muito campeonato pela frente e tudo pode acontecer.

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