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O País – A verdade como notícia

Depois do empate a uma bola diante do seu homónimo de Nampula, os campeões nacionais iniciam esta quarta-feira uma viagem à Tunísia com escala em Dubai. Em Tunes, capital da Tunísia, Ferroviário da Beira irá percorrer cerca de 15 quilómetros até o local do jogo. Para já, a decisão de realizar o jogo da segunda jornada em Maputo não constitui preocupação da equipa técnica, até porque as atenções estão viradas para a estreia da equipa na Liga dos Campeões Africanos, na sexta-feira, diante do Etoile Sportive du Sahel da Tunísia. “Agora a nossa preocupação está na viagem que vamos fazer à Tunísia e prepararmos esse jogo. Vamos pensar no outro jogo, neste caso, da segunda jornada, em tempo útil”, começou por dizer Aleixo Fumo, treinador do Ferroviário da Beira.

O técnico disse ainda que “temos que estar preparados”, apesar de “enfrentarmos algumas dificuldades”. E frisou: “estamos nisto, temos que dar o melhor de nós”. Confiança quanto à obtenção de um bom resultado na Tunísia é o que reina no seio no grupo de trabalho. Aliás, os jogadores acreditam que com entrega e trabalho árduo, os campeões nacionais podem estrear-se da melhor forma na liga milionária africana.

Para Cufa, experiente central do Ferroviário da Beira, “esta é outra competição e vamos jogar de peito aberto”.

O jogador ajuntou que “somos de outra liga e vamos jogar a Ferroviário da Beira”, frisou. Por sua vez, Lito, médio do Ferroviário da Beira, assegura que “nós vamos para trabalhar, pois temos uma boa equipa”. O atleta garante ainda que, com o apoio da direcção, o Ferroviário da Beira pode fazer uma boa prova na Liga dos Campeões Africanos na sua edição 2017.  “Contamos com um grande apoio da direcção do clube. Isso é extremamente importante para nós. Vamos procurar circular a bola e marcar golos”, disse.

O jogo entre o Etoile du Sahel  e Ferroviário da Beira será dirigido por  Juste Ephrem Zio (Burkina Faso) que terá como auxiliares  Yahaya Mahanadou (Niger) e Max PhilippoToe (Burkina Faso).  Boukari Ouedraogo (Burkina Faso) foi indigitado pela Confederação Africana de Futebol como quarto árbitro. Para além do Etoile Sportife du Sahel e Ferroviário da Beira, fazem ainda parte do grupo “A” o El Hilal e o El Merreikh, ambos do Sudão. A presente campanha da Liga dos Campeões da CAF, de 2017, será a 53.ª edição e a 21.ª sobre o actual formato de competição. O campeão irá representar a África na Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2018.

A partir desta edição, a fase de grupos será ampliada de oito para 16 equipas, divididas em quatro grupos de quatro equipas cada. O campeão da edição passada teve direito a uma vaga directa. Para a edição de 2017, a CAF usou o ranking dos anos 2011 e 2015, que calculou pontos para cada associação participante.

Redenção. Honra. Duas expressões, certamente, encaixadas pelas experimentadas atletas do Costa do Sol sexta-feira última, no pavilhão do Desportivo, antes mesmo do jogo com a irreverente equipa “B” do Ferroviário. Pudera, na véspera, perdera por uma diferença de 13 pontos com este conjunto, resultado que surpreendera os menos atentos a evolução de um naipe de atletas com percurso nas selecções de formação. Começa, aliás, por aqui, o “filme” de um jogo com muita intensidade e emotivo até ao fim. Duas equipas bem treinadas, com notável cultura táctica.

Deu tanto prazer vê-las jogar quanto deliciar-se de um “kentchup”.  Na quadra do maltratado parquete do pavilhão do Desportivo, o conjunto de Leonel “Mabê” Manhique colocou o seu plano de marcha em acção: transições rápidas defesa ataque bem interpretadas por Stefania “Papelão” Chiziane e Eleutéria Chavanguane, jogadoras que criavam os desequilíbrios ofensivos. A defender homem a homem, na sua área restrictiva, o Costa do Sol sentiu imensas dificuldades para travar, por outro lado, as fortes penetrações de Eleutéria Chavanguane, medalha de bronze no “Afrobasket” sub-16 do Cairo, Egipto, em 2014. Rotinadas, as “canarinhas” encontravam no jogo interior de Deolinda Mulói Gimo a solução para equilibrar a marcha do marcador.

Hino ao equilíbrio. Parcial de 12-12 ao final do primeiro período. Mabê, qual criador do tal e qual sem igual, vivia intensamente o jogo no banco. Segundo período. Boa capacidade de condução dos ataques Ferroviário de Maputo e dribles em progressão da base-armadora Delma Zita. Penetrações pela zona central/frontal com tendência para colocar a bola na zona dos atiradores, lançamentos exteriores de Stefania “Papelão” Chiziane a serem a força motriz do Ferroviário “B”. “Time out” para Deolinda Ngulela, treinadora do Costa do Sol. Correcção dos movimentos defensivos. Ao nível do jogo exterior, Iliana Ventura não conseguia fazer os desequilíbrios. Nelda Luciano, no jogo interior, apareceu em algum momento do jogo.

Do outro lado da “barricada”, a resposta vinha novamente nas transições rápidas. Ao cabo do segundo quarto, o marcador indicava 25-23, vantagem de dois pontos para o Ferroviário “B”. Veio o terceiro período, algumas alterações no xadrez do Costa do Sol.

Defesa à toda largura do campo. Sobreviveu o Ferroviário “B” a pressão sobre a base Delma Zita. Nesta fase, Dilma Roldão acertou um lançamento exterior que manteve as “locomotivas” em vantagem.

 O Costa do Sol, esse, responde com fortes penetrações e lançamentos à meia distância, Aquila Mucubuaquire, jogadora de formação do clube, e Shelcia Rafael, jovem promessa que fazia frente a algumas colegas de selecção. Ainda assim, no final do terceiro período a vantagem era para o Ferroviário “B”: 35-33. À entrada do quarto período, com a disponibilidade física de algumas atletas a não ser das melhores – Stefania Chiziane, por exemplo, que foi tolalista –, o Costa do Sol esteve melhor ofensiva e defensivamente.

As ajudas entre as bases e extremos funcionou. Com pressão sobre a base e defesa a toda a largura do campo, forçou o Ferroviário “B” a cometer muitos “turnovers”. De resto, nesta etapa, o conjunto de Leonel Manhique ficou algum tempo sem marcar pontos. Com 1:47 minutos por se jogar, e com marcador a indicar 43-44 (vantagem de um ponto para o Ferroviário), há um tiro exterior de Sandra Mutemba, extremo do Costa do Sol, que desequilibra o jogo. Bloqueio psicológico das atletas do Ferroviário “B”. Veio, aí, ao de cima a experiência das “canarinhas” que souberam gerir a marcha do marcador. Mas o seu adversário não baixou os braços. Lutou o quanto baste, mas o marcador foi favorável ao Costa do Sol: 52-46.

Um verdadeiro balde de a água fria sobre o Chiveve! Contrariamente ao que se esperava, o Ferroviário da Beira não vai receber o seu adversário da 2ª jornada da Liga dos Campeões no seu campo, no próximo dia 23. A informação foi confirmada, na última sexta-feira, pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF), durante uma conferência de imprensa realizada para o efeito. Porque era uma informação que já vinha sendo difundida pelas redes sociais, o organismo começou por se distanciar das informações postas a circular, segundo as quais a FMF teve influência nessa alteração. “Temos estado a ouvir que a Federação teria informado a CAF (Confederação Africana de Futebol) que o jogo deveria ser realizado em Maputo, no Estádio Nacional do Zimpeto, o que não constitui verdade. Esta é uma competição exclusiva da CAF e é ela que toma das decisões e estabelece as regras”, justificou-se o organismo na voz de Filipe Johane, seu Secretário-Geral.  

FMF diz que Ferroviário da Beira não se preocupou com regulamentos  

A FMF atira a culpa do sucedido à direcção do clube, pois o mesmo não se preocupou e nem observou os regulamentos da competição, facto que fez com que enviasse tardiamente a solicitação da inspeção do seu campo. “Ontem (quinta-feira dia 4) recebemos a notificação da marcação do primeiro e segundo jogo (referente a primeira e segunda jornada). E os regulamentos da CAF estabelecem que os jogos são marcados com uma antecedência de 21 dias. Se formos a ver aquele organismo agiu dentro do período estabelecido pelos regulamentos. Quanto ao Ferroviário da Beira, no dia três deste mês (quarta-feira) recebemos a carta do clube a solicitar a inspeção do campo para o dia 10 deste mês. No dia seguinte, isto , no dia 4 enviamos essa solicitação a CAF para que possa enviar o pessoal para a respectiva vistoria. Entretanto, até neste momento não tivemos nenhuma resposta. Mas é de se notar que no dia em que a carta do clube à Federação, já está dentro dos 21 dias estabelecidos pela CAF. Achamos nós que se vendo sem solução, o organismo acabou por escolher o Estádio Nacional do Zimpeto, o campo alternativo escolhido pela equipa”, detalhou Filipe Johane, que depois disse que a Federação fez a questão de fazer pressão ao clube para o cumprimento dos prazos. “Por várias vezes interagimos com o clube. Aliás, mandamos os regulamentos paras as duas equipas (União Desportiva de Songo – Taça Nelson Mandela – e Ferroviário da Beira – Liga dos Campeões Africanos) que se apuraram para às Afrotaças. Ademais, voltamos a enviar os regulamentos para esta equipa, quando se apurou para a fase de grupos da competição”, defendeu-se.

A Federação reconhece os constrangimentos e recomenda envolvimento de todos no apoio à equipa. Na fase de grupos da Liga dos Campões Africanos, o Ferroviário da Beira terá de realizar seis jogos, sendo três em casa e outros três fora de portas. O que quer dizer que caso tudo esteja nos conformes com o seu campo, o Ferroviário da Beira ainda tem a possibilidade de realizar dois jogos no seu relvado.

De lembrar que os campeões nacionais entram em cena já no dia 12 deste mês, quando defrontarem o Etoile du Sahel na Tunísia, em jogo da primeira jornada. Dias depois, já a 23 de Maio, irão receber, em Maputo, o El Hilal Club do Sudão, em jogo da segunda jornada.

O treinador Sérgio Faife Matsolo não se apresenta no clube Estrela Vermelha de Maputo há sensivelmente 15 dias, depois de ter sido orientado pela direcção do clube a não entrar no campo do Costa do Sol, seu anterior clube, segundo escreve a AIM, Agência de Informação de Moçambique.

Faife concedeu recentemente uma entrevista a um jornal da praça, na qual teceu duras críticas à gestão da actual direcção do Costa do Sol, encabeçada por Amosse Chicualacuala.
O clube “canarinho” escreveu uma carta ao Estrela Vermelha, reclamando o comportamento do treinador. Foi nessa sequência que o Estrela Vermelha notificou o treinador a não frequentar mais as instalações do Costa do Sol, “para proteger as boas relações entre os clubes”.

E porque o Estrela Vermelha realiza treinos e joga no campo do Costa do Sol, esta notificação teve que ser válida para o técnico dos “alaranjados”.

Entretanto, sabe-se que nas duas primeiras jornadas da divisão de honra o técnico Sérgio Faife não esteve no banco de suplentes do Estrela Vermelha, alegadamente por se encontrar doente.
Na primeira jornada, os “alaranjados” empataram diante do Desportivo de Maputo sem abertura de contagem, tendo perdido no passado final de semana, diante do Matchedje, por duas bolas sem resposta.
Com a vitória, os “militares”, que haviam vencido o Ferroviário de Gaza na primeira jornada, lideram a divisão de honra, zona Sul, com seis pontos, mais dois que o Desportivo, que foi a Chóckwè derrotar a Associação Desportiva local.
O Estrela Vermelha e o Ferroviário de Gaza estão nas duas últimas posições com um e zero pontos, respectivamente.

 

A União Desportiva do Songo juntou-se à Liga Desportiva de Maputo e ao ENH na liderança do campeonato moçambicano de futebol, ao derrotar no domingo o Chingale, por 2-0, na oitava jornada.

 

A equipa de Tete, que tem sido a revelação do ‘Moçambola’, beneficiou de um empate da Liga Desportiva de Maputo, anterior líder isolado, com o Desportivo de Nacala.

O ENH está igualmente no trio da liderança, após ter recebido e vencido o 1.º de Maio por 2-0.

 

O Ferroviário de Maputo, campeão em título, empatou 0-0 com o seu homónimo da Beira e as duas equipas encontram-se a um ponto do grupo da frente.

 

– Resultados da oitava jornada:

 

Desportivo de Maputo- Ferroviário de Nacala, 0-0.

ENH- 1.º de Maio, 2-0.

Chibuto- Desportivo de Niassa, 4-0.

Desportivo de Nacala – Liga Desportiva de Maputo,0-0.

Chingale- UD do Songo, 0-2.

Ferroviário de Maputo- Ferroviário da Beira,0-0.

Ferroviário de Nampula- Costa do Sol,2-1.

Estrela – Maxaquene, 3-2.

 

– Classificação:

 

1. UD do Songo,15 pontos.

2. Liga Desportiva de Maputo,15.

3. ENH,15.

4. Chibuto,14.

5. Ferroviário da Beira, 14.

6. Ferroviário de Maputo,14.

7. Maxaquene,12.

8. Estrela Vermelha,12.

9. Ferroviário Nampula,11.

10. Costa Do Sol,9.

11. Desportivo de Nacala,7.

12. Desportivo de Maputo,6.

13. 1.º de Maio, 6.

14. Desportivo de Niassa,6.

15. Chingale,5.

16. Ferroviário de Nacala, 4.

O Benfica assinou um protocolo para a abertura de uma escola de futebol em Maputo, com o objetivo de ajudar as crianças moçambicanas e descobrir novos talentos, anunciou esta sexta-feira o clube na sua página oficial.

“Acima de tudo, estamos muito contentes por ter sido dado o primeiro passo deste protocolo que já tínhamos assinado com a CPLP. Está a começar a dar os seus frutos e vai ser aberta a primeira escola em Moçambique, um país muito importante por todas as razões para os benfiquistas”, explicou o ex-futebolista Nuno Gomes, responsável pela área da formação no Benfica.

O antigo avançado lembrou a ligação histórica do clube a Moçambique, país de origem de importantes nomes do futebol 'encarnado', casos de Eusébio, Mário Coluna, já falecidos, ou de Shéu Han.

“A marca do Benfica vai com certeza trazer uma mais-valia à sociedade, outro impacto. E vai também empurrar para que mais iniciativas desportivas, não só na perspetiva do Benfica, se venham a desencadear. Espera-se que o impacto social seja muito grande”, sublinhou Salimo Abdula, presidente da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

A Escola de Futebol do Benfica em Maputo vai entrar em funcionamento em julho de 2017.

O clube tem várias escolas de futebol, em Portugal, Angola, Cabo Verde, Espanha, Guiné e China.

Um minuto de silêncio em memória das vítimas do acidente de aviação ocorrido a 27 de Março, antecedeu ao jogo de cartaz da 4ª jornada do Moçambola ZAP 2017.

Preces e mais preces aos deuses para que os “locomotivas” arrancassem uma grande exibição e o Estádio da Machava fosse talismã, e elevado sentido de motivação pela liderança dos visitantes, davam indicações bom espectáculo de futebol.  

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