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O País – A verdade como notícia

A partida entre Ferroviário da Beira e El-Merreikh do Sudão, a contar para a terceira jornada do grupo A da Liga dos Campeões africanos, é já este sábado, e muito tem sido feito para que nada falhe, naquele que será o jogo de estreia do “caldeirão” nesta competição.

Um dos pontos que tem merecido atenção dos organizadores deste jogo é a questão da bilheteira, visto que os ingressos estão a esgotar, à medida que o dia do grande jogo vai chegando. Os bilhetes começaram a ser vendidos na última terça-feira, na Beira e em Maputo, em alguns pontos previamente identificados, bem como via internet, no site do clube, aos preços de 300 meticais para a bancada principal e 150 meticais para a bancada sol.

Entretanto, a direcção do Ferroviário da Beira assume que os sócios terão um tratamento especial, pois são os que dão o apoio financeiro à equipa. Assim, qualquer sócio que queira assistir ao jogo terá um desconto de 50% no bilhete.

A direcção dos “locomotivas” de Chiveve alerta os adeptos e simpatizantes dos campeões nacionais, bem como todos os que querem assistir ao jogo e apoiar o representante moçambicano na liga dos campeões, a que comprem quanto cedo o bilhete, pois, depois de esgotar esta remessa, não haverá reposição, de modo a que se respeite a lotação do campo.

Carros longe do “caldeirão”

Para permitir melhor organização e cumprir as orientações da CAF, que determinam que o campo fique esvaziado até meia hora depois do final do jogo, os organizadores deste jogo já definiram que os adeptos que levarem carros não deverão aproximar-se do recinto do campo do Ferroviário da Beira com as suas viaturas, visto que não será permitido. Os carros terão um local previamente identificado para o parqueamento, devendo os proprietários deslocar-se a pé, a partir desse local.

Outra questão organizacional que está a merecer atenção neste jogo é a segurança, com os organizadores a priorizarem um contingente policial de várias especialidades, de modo a garantirem segurança tanto no interior como no exterior do “caldeirão”. Não foi anunciado o número de agentes da “lei e ordem” que estarão de serviço para este jogo de sábado, mas sabe-se que terá segurança apertada.

Para já, os “locomotivas” do Chiveve vão preparando na máxima força este jogo, tendo em conta o objectivo de alcançar a primeira vitória na prova. O seu adversário chega hoje à Beira, depois de ter aterrado no solo pátrio na passada terça-feira. Ontem, quarta-feira, os sudaneses realizaram um treino no campo do grupo Afrin, na Matola.

O Ferroviário de Nampula e o Maxaquene empataram a uma bola, na partida que encerrou a 15ª jornada e última da primeira volta, disputada no Estádio 25 de Junho, em Nampula. Os dois golos foram apontados pelos jogadores do Maxaquene, um dos quais autogolo.
Na primeira parte, João, defesa “tricolor”, pressionado pelos “locomotivas” da capital do norte, introduziu a bola na sua própria baliza, colocando a turma da casa a vencer, até ao intervalo.

Mesmo com a pressão que sofria, uma vez que os pupilos de Arnaldo Salvado queriam sair do campo com os três pontos, o Maxaquene não se fez de rogado e regressou para a segunda parte com mais determinação, saindo em contra-ataques rápidos. E, quando estavam jogados 51 minutos, igualou a partida por intermédio de Fachy.
Até ao final do jogo, a turma da casa empreendeu mais velocidade e criou jogadas dignas de realce, com perigo à mistura, mas encontrava uma defensiva “tricolor” que não permitiu veleidades.
 
O jogo terminou com o empate a uma bola a prevalecer, resultado que coloca o Ferroviário de Nampula na lista de equipas com 20 pontos, onde estão, também, o Desportivo de Nacala, Clube de Chibuto e o Ferroviário da Beira, esta última com dois jogos em atraso. Já o Maxaquene somou mais um ponto, passando dos 14 para 15 pontos, juntando-se ao 1.º de Maio de Quelimane, mas mantendo a 13ª posição.

Para encerrar os jogos da primeira volta, falta realizar-se dois jogos, ambos envolvendo o Ferroviário da Beira. Assim, os campeões nacionais terão duas deslocações, nomeadamente a Tete, para defrontar o Chingale, a contar para a 13ª jornada, e depois a Soalpo, onde vai defrontar o Textáfrica do Chimoio, para a 14ª jornada.

Edmilson Gabriel Dove saiu no início desta época do Ferroviário de Maputo para o Cape Town City da África do Sul, onde encontrou o campeonato a meio, para reforçar a equipa no que restava da época, assinando um contrato de duas épocas e meia. Este foi o prémio depois de ter falhado o ingresso no futebol português, pela porta do Sporting Clube de Portugal.

Na Premier Soccer League, a PSL, principal liga sul-africana, Edmilson Dove realizou seis jogos, antes de sofrer uma lesão que o deixou fora dos campos por cerca de dois meses. No seu regresso, efectuou as últimas três partidas da sua equipa, ajudando o Cape Town City a terminar o campeonato na terceira posição. Ao serviço do clube sul-africano, Edmilson estreou-se na vitória da sua equipa (por 0-3) diante do Baroka, no dia 26 de Fevereiro, vindo a jogar no fim-de-semana seguinte, também na vitória diante do Mamelodi Sundowns, por uma bola sem resposta. Nesta partida, Edmilson viu uma cartolina amarela, sendo admoestado novamente na vitória (3-2) diante do Kaizer Chiefs.

Foram duas vitórias que deram alento à equipa do Cape Town City, que assim pode subir na tabela classificativa, passando a lutar não só pelos lugares das Afrotaças, mas também pelo título. Mau grado foram as derrotas diante do SuperSport United (4-2) e Maritzburg United (1-0), que acabaram por deixar a equipa na terceira posição.

A vitória frente ao Golden Arrows, na penúltima posição, garantiu o terceiro lugar da equipa, que passou a somar 55 pontos, ainda disputando a segunda posição, já que o Bidvest Wits, do moçambicano Domingues, estava embalado para o título. Na última jornada, mesmo com derrota na casa do Polokwane City (4-2), a equipa de Edmilson conseguiu garantir a terceira posição, que dá acesso a Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela, para a próxima temporada futebolística.

Balanço positivo

Na hora de resumir o seu desempenho nesta primeira época no futebol sul-africano, Dove faz um balanço positivo da época. “Posso dizer que o balanço é positivo, pois consegui chegar e singrar. Foi difícil no início, pois quando cheguei tive dificuldades, mas depois consegui integrar-me. Fiz os primeiros seis jogos e depois tive lesão. Parei um mês e meio, mas porque o treinador confiou em mim, quando regressei, voltei aos relvados. Daí que posso afirmar que o balanço é positivo”, disse o defesa internacional moçambicano.

Relativamente à prestação da sua equipa, o Cape Town City, Edmilson mostra-se satisfeito por estar integrado e assume que foi uma época bastante positiva. Para chegar a este balanço, Dove olha para o facto de ser “uma equipa nova” e que conta com “jogadores que querem se mostrar no mundo do futebol”, para além de ter sido refeita recentemente. Com estes argumentos, terminar a prova em terceiro lugar, é mesmo obra: “apesar de não termos atingido aquele que em algum momento foi nosso objectivo, mas foi bom termos lutado até ao fim”, sentencia.

Ferroviário da Beira tem muitas chances nas Afrotaças

Edmilson considera ser possível o Ferroviário da Beira fazer uma boa campanha na Liga dos Campeões, pois é o campeão nacional e tem bons jogadores. Diz que é preciso todos os moçambicanos apoiarem esta equipa, porque representa a todos nós, e que no jogo de sábado, diante do El Merreickh do Sudão, é possível terminar com uma vitória. E diz que para tal é preciso que a equipa esteja mais concentrada.

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O Clube de Chibuto encerrou a primeira volta do Moçambola ZAP com uma vitória diante do Textáfrica do Chimoio, por uma bola sem resposta, na partida que marcou a estreia de Artur Semedo no comando técnico dos “guerreiros” de Gaza. Foi, de resto, uma estreia positiva deste técnico que foi contratado a meio da semana passada, que acompanhou o Chibuto a Songo, na derrota diante da União Desportiva de Songo, na quarta-feira passada, sem se sentar no banco. Desta vez, sentando no banco de suplentes, Semedo viu a sua equipa vencer o Textáfrica do Chimoio, com golo de Johane, na segunda parte, a aproveitar uma desatenção da defensiva contrária. Johane passa a somar sete golos na prova, estando atrás apenas de Telinho, da Liga Desportiva de Maputo, e de Eva’Nga, da ENH de Vilankulo, líderes dos melhores marcadores com nove golos.

Com esta vitória, o Clube de Chibuto saltou da 11.ª posição para a 8.ª, agora com 20 pontos, os mesmos do Desportivo de Nacala e do Ferroviário da Beira, embora os campeões nacionais tenham dois jogos a menos.

Por seu turno, o Textáfrica do Chimoio continua na zona da despromoção, estando na 14.ª posição, com os mesmos 12 pontos, embora tenha uma partida ainda por disputar, diante do Ferroviário da Beira, no próximo dia 11 de Junho.

No final do jogo de ontem, segunda-feira, Artur Semedo disse que precisa levar a sua equipa à “recauchutagem” para trazer um Chibuto ao seu estilo no início da segunda volta, enquanto a equipa técnica do Textáfrica não se dignou a falar à comunicação social em protesto contra forma como foi tratada, onde partiram de Maputo na manhã do dia do jogo, para disputar a partida às 15h00.

Jogos em atrasos já agendados

Por outro lado, para que todas as equipas tenham o mesmo número de jogos, para o fecho definitivo da primeira volta, a Liga Moçambicana de Futebol já marcou os jogos em atraso, com destaque para a partida entre o Ferroviário de Nampula e o Maxaquene, da 15.ª jornada. Esta partida será disputada já amanhã, quarta-feira, no Estádio 25 de Junho, em Nampula. O Maxaquene deixa hoje Maputo com destino a Nampula, depois que falhou a deslocação no sábado, devido a cancelamentos de voos das Linhas Aéreas de Moçambique.

O Ferroviário da Beira, que tem dois jogos em atraso, visita a cidade de Tete na quarta-feira do dia 07 de Junho, depois de disputar o jogo da Liga dos Campeões Africanos (diante do Al Merreick, sábado, no Chiveve), onde vai defrontar o Chingale local, em partida da 13.ª jornada, devendo jogar no domingo, do dia 11 de junho, na Soalpo, diante do Textáfrica, para a 14.ª jornada. Aí sim, será, de facto, o encerramento da primeira volta do Moçambola Zap, que tem na União Desportiva de Songo, a campeã do Inverno.

Jogos adiados, equipas a permanecerem horas a fio sem informação nos aeroportos, para depois chegarem sem tempo para o repouso; treinadores indignados face a dificuldades dos seus pupilos renderem próximo das expectativas; razões, mais para comentários desabonatórios do que o inverso; polémica face ao que acontece fora e não dentro das quatro linhas, não abonam, de forma alguma, para a verdade desportiva da 1.a volta do Moçambola ZAP, que apesar de ter já atingido a ronda “da viragem” ainda tem jogos para acertar o calendário.

Cada vez mais vem ao de cima que os poderosos – em finanças, mística e organização – se vão impor e “alagar o fosso” entre os três níveis que se impõem na maior prova futebolística nacional: os que almejam o título; os que se pretendem situar, “tranquilamente” a meio da tabela e os que terão que lutar, até ao fim, para não descerem.

Liga intermitente

Na ronda de fecho da primeira volta, a grande surpresa foi a derrota em casa e com cheiro a goleada da Liga Desportiva frente ao ENH, por três tentos sem resposta. Impensável, sobretudo pela clara subida de produção nos últimos jogos dos pupilos de Razaque, contrariando a máxima de que cada um, em sua casa, é rei! Liga-desliga-liga, têm sido a carreira imprevisível e intermitente desta turma.

Também inesperada, mas longe do escândalo, foi a derrota do líder Songo na deslocação a Nacala para defrontar o Ferroviário local. Um aviso para todas as turmas que para lá ainda se têm que deslocar. Os restantes desfechos não fugiram muito ao que se previa, embora se possa registar que no regresso à competição interna, os 4-0 com que o campeão nacional brindou os fervorosos adeptos do Chiveve, diante do Macuácua, dêem um acento tónico à época “de dois focos” com que os “locomotivas” da Beira estão confrontados.

Discrição, empenho e isenção, têm caracterizado de forma genérica a actuação dos homens e mulheres do apito e da bandeirola. E se não têm merecido “manchetes” é porque estão num caminho que se anseia seguido na decisiva etapa.

Mais emoção para a 2.a volta

Com os claros e visíveis avanços da nossa companhia de bandeira – LAM – é de prever que as condições gerais de “voabilidade” melhorem e se possa realizar uma 2.a volta com menos percalços. O que irá acontecer quanto aos atletas? As opiniões, de uma forma geral, apontam para uma melhoria no rendimento pós-repouso activo, pois os treinos e ajustes às ideias e filosofias dos técnicos, são sempre necessários. Enfoque particular vai para as turmas que mudaram de treinador nas últimas rondas, como são o Chibuto, Chingale e Textáfrica.

O reatamento vai ter, como cabeça-de-cartaz, os jogos Liga-Costa do Sol e Ferroviário de Maputo-Maxaquene, partidas que poderão representar – ou não – o princípio do fim dos sonhos dos mais atrasados na pauta classificativa. O Ferroviário da Beira, em função da maneira como se poderá reforçar e continuar firme nos dois jogos que tem em atraso, tudo indica que reúne condições para uma temporada histórica. Tem agora 20 pontos, podendo fechar o ciclo com 26, menos quatro que o líder. Não defraudar na Liga dos Campeões e renovar o título nacional projectariam a turma para uma época de sonho… para replicar no ano que se segue!

A selecção nacional de basquetebol sénior feminino está inserida no grupo “B” do Campeonato Africano da modalidade, juntamente com o Senegal, Nigéria, Egipto e Guiné Conacri, segundo ditou o sorteio realizado este sábado, em Bamako, Mali. O outro adversário das "Samurais" será conhecido nos próximos dias, sendo que o mesmo sairá das eliminatórias da zona IV. À partida, o Senegal, campeão africano em título, e Nigéria, terceiro classificado da última edição, são os adversários mais cotados das “Samurais”.

Com uma estrutura forte e tradição na modalidade da bola ao cesto, o Senegal já conquistou esta competição em onze ocasiões, sendo que a última foi em 2009, ano em que a prova teve lugar no Madagáscar. Há dois anos, ou seja, em 2015, o Senegal derrotou na final os Camarões por 81-66, num jogo em que Aya Traoré fez 17 pontos.

Nessa competição, na qual Moçambique ficou em sexto lugar, o Senegal obteve um registo de seis vitórias e duas derrotas. Os desaires foram diante de Angola, com uma derrota por 50-46, e Nigéria, por 75-64. A Nigéria, por sua vez, é um adversário de má memória para Moçambique, uma vez que levou a melhor na final de 2003, disputada no pavilhão do Maxaquene.

As nigerianas já venceram esta competição duas vezes, para além de ter levado o bronze em igual número de ocasiões. Já a Guiné Conacri tem o registo de uma medalha de bronze no "Afrobasket" sénior feminino, feito aliançado em 1966, ano em que organizou a competição. Em 2015, a Guiné esteve inserida no grupo “B” juntamente com Angola, Nigéria, Senegal, Egipto e Argélia. Este conjunto acabou ocupando a quinta posição nesta fase, tendo registado quatro derrotas e uma vitória.

Moçambique estava inserido no grupo “A” onde terminou em terceiro com oito pontos, juntamente com Camarões, conjunto que terminou em primeiro, e Mali, segundo classificado. Moçambique estreou-se na prova a 24 de Setembro de 2015 com uma derrota diante dos Camarões (68-54), sendo que no dia da vitória (25 de Setembro) Moçambique derrotou a África do Sul (86-43). Já na terceira jornada, disputada a 28 de Setembro de  2017, as “Samurais” perderam o Mali (57-52) e, no dia seguinte, fecharam a primeira fase com um triunfo diante do Gabão (79-49).

Nos quartos-de-final, a 1 de Outubro, a selecção nacional de basquetebol sénior feminina perdeu diante da Nigéria, por 71-66. Nas classificativas do 5º ao 8º lugar, Moçambique venceu o Egipto, por 99-76, e perdeu com o Mali por 69-68.Lembre-se que Moçambique apurou-se, em Março, para o "Afrobasket" -Mali 2017 ao vencer o Zimbabwe, por 90-40, no segundo jogo dos “play-offs” a melhor de três jogos. As “Samurais”, mesmo sem acelerarem, foram superiores ao Zimbabwe tendo vencido com muita facilidade, igualmente, o primeiro jogo por 88-30. No grupo “A”, teremos Mali, Camarões, Angola, Tunísia, Costa do Marfim e Angola. A prova será disputada de 18 a 27 de Agosto, no Palácio dos Desportos. O certame será disputado o Palácio dos Desportos, em Bamako, Mali. O Campeonato Africano de basquetebol sénior feminino, "Afrobasket" 2017, qualifica os representantes do continente para o Mundial da Espanha, em 2018.

Frente-a-frente o campeão em título na Engen Maputo Basket, o Ferroviário de Maputo, e o terceiro classificado da edição passada da Liga Nacional de Basquetebol, a aguerrida e combativa equipa d’ A Politécnica. Os primeiros instantes foram marcados por algum nervosismo de parte a parte com alguns “turnovers”, mas depois as coisas se acertaram, sendo que, no primeiro período, levaram a melhor os campeões nacionais que tiveram em Custódio Arão Muchate e Edson Monjane os desequilibradores nas tabelas.

O parcial, no primeiro período, foi de 18-9, portanto, vantagem de onze pontos para o conjunto de Milagre “Mila” Macome. Em desvantagem na marcha do marcador, os “universitários” procuraram dar luta nas tabelas no segundo período, com Inélcio Chire e Dércio Mula a concentrarem as atenções. O jogo exterior, porém, não foi funcional porquanto Virgílio Wachene e Yuran Biosse, os atiradores, não tiveram espaço para brilhar neste capítulo. Mas o Ferroviário de Maputo soube, a espaços, explorar contra-ataques rápidos e fortes penetrações, tendo, desta forma, saído ao intervalo a vencer pelo parcial de 33-27.

No terceiro período, a A Politécnica tentou dar muita luta, mas sentia dificuldades para fazer face a defesa à zona 3-2 adoptada pelo Ferroviário de Maputo. Mas, mais forte ao nível individual do que propiamente em termos colectivos, a A Politécnica conseguiu dar alguma réplica. Foi nesta etapa do encontro que o Ferroviário de Maputo ficou com algumas limitações nas posições quatro e cinco pois Elton Mazive (desqualificado com cinco faltas), Custódio Muchate e Edson Monjane atingiram um número alarmante de faltas).

Já no quarto e último período, o conjunto de José Macuácua continuou a pressionar, facto, aliás, que fez com que reduzisse a desvantagem para três pontos. A situação provocou “calafrios”  no banco técnico dos campeões nacionais. Pressionado no marcador, a solução para “matar” o jogo veio de um tiro exterior: Stélio Rodrigues, na linha dos 6.25 metros, lançou uma bomba que acabou praticamente com as esperanças dos “universitários”.  71-62 foi o resultado final. Nos outros jogos, o Costa do Sol derrotou o Aeroporto (115-53) e a Universidade Pedagógica venceu Matolinhas (111-39).

Por sua vez, o Desportivo de Maputo venceu o Atlético (105-56). Ao nível dos seniores femininos, o Ferroviário “A” venceu a A Politécnica (71-43), enquanto o Costa do Sol bateu o Desportivo (75-62). Já o Ferroviário “B” levou a melhor no confronto com o Maxaquene (57-41).

Ferroviário de Maputo e A Politécnica defrontam-se, hoje, às 17h30, no pavilhão do Maxaquene, em jogo da nona jornada da Engen Maputo Basket ao nível dos seniores masculinos.

Neste jogo, com transmissão em directo na Stv e Stv Notícias, a A Politécnica irá procurar quebrar a invencibilidade dos campeões nacionais na competição. Mas, diga-se, a sua tarefa não se afigura nada fácil, porquanto os “locomotivas” demonstraram a sua força nos dois últimos jogos com vitórias expressivas diante do Desportivo de Maputo e Maxaquene, dois históricos do basquetebol moçambicano.

Ainda hoje, a Stv transmite, às 15h30, o embate entre o Ferroviário “A” e A Politécnica, em femininos. Isto porque o jogo entre o Ferroviário “A” e Costa do Sol, inicialmente previsto para a hora acima referida, foi adiado para uma data a anunciar.

Seja como for, as “locomotivas”, líderes da prova, partem para este jogo como principais favoritas a alcançarem a vitória, até porque derrotaram as “universitárias” na primeira e segunda voltas. Na primeira partida da tarde, o Maxaquene bate-se com o Desportivo de Maputo, num jogo entre os dois últimos classificados da Engen Maputo Basket ao nível dos seniores femininos. As duas equipas somam uma vitória na prova.

Já no pavilhão do Desportivo, o Costa do Sol joga com a frágil formação do Aeroporto, num embate agendado para as 13h30.
Duas horas depois, ou seja, às 15h30, o Ferroviário de Maputo “B” terá pela frente a A Politécnica, num jogo que se espera bastante emotivo, pois, na segunda volta, terminou com uma vitória das “locomotivas” com dois pontos de vantagem.

Ao nível dos seniores masculinos, a Universidade Pedagógica mede forças com o Matolinhas, às 17h30, enquanto o Desportivo de Maputo defronta o Atlético.

 

“Axinenes” o Nampula (“os donos” de Nampula), é assim como a claque do Ferroviário de Nampula se considera.

O Maxaquene desloca-se à província de Nampula, no último jogo da primeira volta, onde vai defrontar o Ferroviário local. De certeza que os adeptos “locomotivos” vão criar um ambiente hostil aos “tricolores”, uma vez que é uma das equipas candidatas ao título e, nos últimos jogos, perdeu cinco pontos, resultado de um empate e uma derrota, frente à UP de Lichinga e ao Desportivo de Nacala.

Os “Maxacas”, que não ganham desde a oitava jornada, terão que chamar a si, o título de um clube histórico e reverterem o factor casa dos nampulenses. Pois, se perderem e o Textáfrica de Chimoio vencer diante do Chibuto podem arriscar-se a estarem entre os três candidatos a descerem de divisão.

Desta forma, Arnaldo Salvado, treinador do Ferroviário de Nampula, terá que montar uma equipa capaz de arrancar os três pontos aos visitantes, para, de facto, provarem que são os “donos” de Nampula. Outro sim, Antoninho Muchanga deve dar um puxão de orelhas à sua rapaziada, para ser mais ousada em terreno alheio e sair de lá com pelo menos um ponto.

Conde já tem o trono do inverno

Contra factos não há argumentos. A União Desportiva de Songo que vai a Nacala defrontar o Ferroviário local, por mais que perca, não perde a liderança e é campeão do Inverno.

Os “hidroeléctricos” vêm de uma vitória de 2-0, diante do Chibuto, por isso estão muito motivados. De certeza, vão querer ganhar mesmo a jogarem fora de portas. O mesmo não se pode dizer do Ferroviário de Nacala, que na jornada número 14, perdeu com o Costa do Sol por 2-0 e quererá vencer para manter o sonho da manutenção. Os “canarinhos”, que vão na segunda posição, não terão vida facilitada em Quelimane, onde irão medir forças com o 1.º de Maio. Os treinados de Nelson Santos terão que vestir o “fato-macaco” para se imporem diante dos “trabalhadores” que, quando jogam em casa, fazem sempre “vida negra” aos ditos grandes do campeonato nacional e crónicos candidatos ao título.

Já o Ferroviário da Beira, que não tem tido bons resultados, terá pela frente à Associação Desportiva de Macuácua que, nos últimos dois jogos, venceu e conseguiu seis pontos, o que faz com a equipa, agora treinada por Nacir Armando, passe a ter respeito. Por isso, que se cuide o campeão nacional, porque pode ser “vítima” de uma equipa que a todo custo quer fugir da zona de despromoção.

Noutro jogo da jornada, Chingale de Tete vai medir forças com o Desportivo de Nacala. O Desportivo de Nacala venceu na jornada passada os “locomotivas” da capital por 2-0, enquanto o Chingale de Tete perdeu frente a turma da Associação Desportiva de Macuácua por 3-1. O Ferroviário de Maputo bate-se contra a UP de Lichinga.

Por sua vez, a Liga Desportiva de Maputo faz sala ao ENH de Vilankulo, enquanto o Chibuto tem pela frente o Textáfrica de Chimoio.

Lembre-se que o Chibuto agora tem como treinador Artur Semedo, que substitui Daniel Portela, por maus resultados.

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