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O País – A verdade como notícia

Cinco indivíduos dos quais dois fiscais, dois árbitros e um delegado da Liga Desportiva de Monapo foram detidos, este domingo, por corrupção no jogo da divisão de honra entre o Sporting de Nampula e a Liga Desportiva de Monapo, de acordo com a Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula.

A PRM afirma que o delegado da Liga Desportiva de Monapo, agora nas celas, desembolsou quarenta e nove mil e oitocentos meticais à equipa de arbitragem para facilitar a vitória da sua formação, facto que não aconteceu uma vez que até aos seis minutos do fim, o Sporting de Nampula vencia por uma bola a zero. Esta situação deixou os adeptos de Monapo aborrecidos e revoltados.

A  Unidade de Intervenção Rápida fez-se ao local  para acalmar os ânimos dos adeptos que revindicavam a devolução do montante. Na circunstância, o capitão da equipa da casa foi atingido com uma bala de borracha.
 
A Liga Desportiva de Monapo ainda não se pronunciou sobre o caso.

A ida do Textáfrica de Chimoio à Lichinga foi marcada por conflitos. O jogo entre UP de Lichinga e Textáfrica do Chimoio, inserido na vigésima jornada do Moçambola ZAP, foi antecedido de actos de violência no campo municipal de Lichinga.

A equipa visitante queixa-se de ter sido violentada durante o momento de vistoria ao campo. Segundo relata a direcção do Textáfrica, a equipa foi recebida no campo municipal com violência. Um vídeo amador posto a circular nas redes sociais mostra o momento exacto em que os membros do Textáfrica de Chimoio eram espancados durante o processo de vistoria do campo.

Segundo a direcção dos fabris do planalto, os adeptos, desconfiados de uma acção de superstição, agrediram os membros daquele clube representante da província de Manica.

Ainda assim, o jogo foi realizado minutos depois, tendo a partida terminado empatada a zero.

Entretanto, a UP de Lichinga e a Federação Moçambicana de Futebol prometeram reagir à polémica amanhã.

Parte dos atletas que conquistou o tricampeonato mundial de salto a corda, que decorreu na semana passada nos Estados Unidos da América, já se encontra no país a desfrutar da conquista.

À sua chegada, hoje, no Aeroporto Internacional de Maputo, uma multidão de moçambicanos esperava, onde se destacava a vice-ministra da Juventude e Desporto, Ana Flávia Azinheira, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Alberto Simango e o grupo cultural Ndiche, que fazia as honras da recepção. Era um verdadeiro ambiente de festa, com cânticos, dança, abraços e gritaria que simbolizava a alegria sentida pelos moçambicanos por mais esta conquista, numa modalidade pouco conhecida, mas que muito engrandece e eleva a bandeira de Moçambique além-fronteiras.

“Trabalhamos muito, mesmo acima do tempo, nos focamos para podermos manter a coreografia que nos levou ao bi-campeonato mundial”, começou por dizer Elvis, um dos integrantes desta delegação e, por sinal, único que aterrou no país, na manhã de ontem. Elvis diz que durante a prova só havia concentração para a revalidação do título: “Tínhamos outras provas, mas colocamos o nosso foco naquela prova que era a nossa aposta e trabalhamos sério no sentido de mantermos o título connosco e foi o que fizemos”, explica o tricampeão mundial.

E porque os atletas nacionais já iam aos EUA com ares de patentes elevadas, eram notórias as dificuldades que iriam encontrar. Aliás, tal como disse Elvis, foi preciso puxar dos galões de bicampeões mundiais para superar essa adversidade. “As outras selecções estavam muito bem preparadas e a espera de ver o que iriamos fazer, tal como os EUA e a França, que traziam grandes reforços, mas como disse antes de partir, a nossa selecção também estava muito remodelada”, justificou dando o exemplo de ter participado neste mundial, contrariamente o que aconteceu ano passado.

Governo vai apoiar modalidades individuais

O governo, representado pela vice-ministra da Juventude e Desporto, Ana Flávia Azinheira, congratulou os atletas por mais esta conquista que eleva bem alto a bandeira de Moçambique. “Para nós, esta vitória tem um significado muito grande, porque esta é a terceira vez consecutiva que os nossos atletas ganham um campeonato do mundo, isto dá-nos um sinal de que não é por acaso e que eles tem grande valor”, disse Azinheira.

Esta conquista coloca um desafio ao próprio governo, no sentido de repensar nas modalidades prioritárias, tendo em conta os feitos do salto a corda. Azinheira garantiu que é uma questão que está a ser estudada.

“Definitivamente é o momento de mudança de abordagens e reflexão na questão das modalidades prioritárias. Assumimos como compromisso dar todo o nosso apoio incondicional a todas outras modalidades individuais que parecem pequenas, mas trazem resultados”, garantiu a vice-ministra da Juventude e Desportos.

Já Mussa Tembe, campeão mundial de ginástica de 1968 e presidente da Federação Moçambicana de Ginástica, assegurou que há espaço para a massificação da modalidade, no sentido de continuar a trazer vitórias e títulos ao país. Ademais, Tembe parabenizou os atletas de Salto à Corda pela conquista “se atendermos as condições com que eles viajaram para os EUA”.

Esta é terceira vez consecutiva que Moçambique conquista o mundial de salto à corda, depois das conquistas de 2015, na França e 2016, em Portugal.

A Politécnica venceu, hoje, o Ferroviário da Beira, por 75-68, em jogo da quarta jornada da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal. Esta foi a segunda derrota dos vice-campeões nacionais nesta competição.

O filme do jogo

Com as duas equipas a apostarem em defesas homem a homem na sua área restritiva, o primeiro quarto foi disputado sob o signo do equilíbrio. A A Politécnica, com Milton Caifaz em bom plano no tiro exterior, melhor na quadra. Os “universitários” conseguiam, por outro lado, dominar nas tabelas ressaltos ofensivos, ganhando, desta forma, as segundas bolas. Ao nível defensivo, Inélcio “Chirinho” Chire e Dércio “Dado” Mula desgastaram Octávio Magoliço e Elton Ubisse. No final do primeiro quarto, o marcador indicava 15-13, vantagem para os universitários.

No segundo período, Nazir Salé, treinador do Ferroviário da Beira, fez algumas alterações na sua equipa. O sérvio Bojan Seckiki passou para a posição um, em troca com o experimentado André “Papaíto” Velasco. Melhorou, em termos de capacidade de explorar ataques perto dos 24 segundos, o conjunto de Nazir Salé. Nesta etapa, tanto Octávio Magoliço quanto Elton Ubisse, impuseram-se nas tabelas. Mas, do outro lado, Milton “Mitó” Caifaz estava “onfire” com tiros exteriores colocando em cheque a defesa a zona 3-2 adoptada pelo seu adversário. Ainda assim, nesta etapa do jogo, os vice-campeões nacionais tiveram maior esclarecimento ofensivo e foram para o intervalo a vencer por 30-29.

 Voltou melhor para o terceiro período a A Politécnica que, com uma defesa homem a homem, dificultou a acção ofensiva dos “locomotivas”, sobretudo, ao nível do jogo interior. Ofensivamente aberta, a A Politécnica soube explorar transições em contra –ataques. Forçou, e como, o Ferroviário da Beira a várias situações de crise de tempo, ou seja, a esgotar o seu tempo de ataque sem eficácia.

Mais fortes nas tabelas, os “universitários” continuaram a ser mais fortes no seu jogo exterior e, no final do terceiro quarto, venciam por uma diferença de dois pontos: 49-47.
No quarto e decisivo período, o Ferroviário da Beira apostou numa defesa a toda largura do campo, mas este mostrou-se forte ao nível das tabelas.  

E, a espaços, aumentou a sua vantagem para dez pontos, conseguindo depois fazer a gestão do tempo mesmo sob pressão do Ferroviário da Beira. No final, a A Politécnica venceu por 75-68, alcançado a sua terceira vitória na competição.

 

O Ferroviário de Maputo averbou esta quarta-feira a sua primeira derrota na Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal após perder com o Costa do Sol, por 66-55, em jogo da quarta jornada da prova.

Três jogos realizados e igual número de vitórias conferiam ao Ferroviário de Maputo o estatuto de única equipa que ainda não havia perdido na prova.

O Costa do Sol, que nas vésperas colocara o Ferroviário da Beira em sentido, num jogo em que perdeu após quebra no terceiro e quarto períodos, vinha para esta partida com a lição bem estudada.

Com capacidade de girar a bola e transições em contra-ataque, o Ferroviário de Maputo foi mais esclarecido na quadra, no primeiro quarto, etapa na qual saiu a vencer por 24-10.
No segundo quarto, o Costa do Sol passou para uma defesa a zona, criando, desta forma, alguns problemas ao seu adversário que fez apenas três pontos, saindo a vencer ao intervalo por 37-27.

No terceiro período, o Costa do Sol esteve melhor defensiva e ofensivamente, obrigando o seu adversário a cometer muitos erros.  Com um tiro exterior, a equipa de Miguel Guambe fechou passou a comandar a marcha do marcador ao cabo desta etapa: 49 – 46.

No quarto período, o Costa do Sol voltou melhor e foi alargando a sua vantagem para dois dígitos, perante um Ferroviário de Maputo apático. No final, o marcador indicava 66 – 55, vantagem para os “canarinhos”.

Esta é a primeira derrota dos campeões nacionais na Liga Moçambicana Basquetebol Mozal.

 

 

É um dos novos valores do basquetebol moçambicano. No alto dos 1.72 metros, franzina, daí a designação “Papelão”, Stefânia Chiziane apresenta-se como uma jogadora com forte capacidade de fazer as penetrações quer pela zona central, quer pela linha de fundo.

Aos 20 anos, a talentosa jogadora, que pode fazer as posições um (base) e dois (extremo), tem como ponto forte, igualmente, o tiro curto e velocidade, características que lhe colocaram como uma das melhores unidades do Ferroviário de Maputo “B”, conjunto que este ano participou pela primeira vez nas provas internas e revelou-se como equipa sensação da prova ao ocupar o terceiro lugar na Engen Maputo Basket ao nível dos seniores femininos. Stefânia e companhia- Delma Zita, Eleutéria Lhavanguane, Dilma Roldão, entre outros valores- colocaram em sentido o Ferroviário de Maputo “A”, formação com a qual perderam por apenas um ponto no Campeonato da Cidade (56-55).

Era o aviso à navegação de uma nova geração de atletas que deu corpo a equipa do Ferroviário “B”. E depois foi o que se viu: vitórias sobre a A Politécnica, Costa do Sol e os históricos Maxaquene e Desportivo. Um naipe de atletas jovens, comandadas por Leonel “Mabê” Manhique reclamava um espaço no panorama do basquetebol moçambicano. Jogadoras talentosas que não encontravam espaço no Ferroviário “A”, recheada de estrelas. Onde, ano passado, Stefânia Chiziane e Eleutéria Lhavanguane foram pouco utilizadas, mas contribuíram para que se sagrasse campeã nacional. “Fizemos um bom trabalho este ano. Tínhamos uma equipa jovem que trabalha arduamente”, começou por dizer Stefânia Chiziane. Mas tudo começou em 2010. Papelão entrou para o basquetebol em 2010 para integrar o clube Matolinhas.

De lá a esta parte, fez o seu percurso pelas selecções de formação. Em 2014, fez parte da selecção nacional de basquetebol sub-18 que conquistou a medalha de bronze no Campeonato Africano da categoria, prova que teve lugar de 19 a 27 de Setembro, no Cairo, Egipto. Nessa prova, Moçambique venceu a Argélia (51-48) no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares. Faziam parte da selecção nacional, para além de Stefânia Conceição, atletas como Vânia Sengo, a actuar em Portugal e Neide Ocuane, nos EUA, entre outros valores.

A atleta sonha em representar a selecção principal de basquetebol que, de 18 a 27 de Agosto, irá disputar o Campeonato Africano, prova a ter lugar no Mali. “ Gostaria de, um dia, representar a selecção nacional de basquetebol sénior feminino e dar o meu contributo para o país”. A atleta diz ainda que treina de segunda a sábado, no período das 5h00 às 7h00 e das 18h00 às 20h00, contando, segundo a mesma, com o apoio moral da sua mãe e avó para conseguir superar as dificuldades. A talentosa basquetebolista sonha ganhar uma bolsa de estudos e jogar fora do país: “o meu sonho passa por ganhar uma bolsa de estudo para estudar e jogar fora do país. Penso que isso seria bom para mim para poder melhorar o meu nível competitivo”, disse a jogadora de 20 anos.

Para quem quer iniciar nesta modalidade, “Papelão” diz que o mais importante é treinar arduamente e acreditar no seu valor: “Não desistir e se empenhar nos treinos que os resultados virão”, é a dica deixada pela jovem talentosa.

O internacional moçambicano, Simão Mathe Júnior, assinou contrato válido por uma temporada com o Al Ahli do Qatar. Este é o fim de uma travessia no deserto do jogador que ficou uma temporada sem jogar após desvincular-se do Levante da Espanha.
PERCURSO    
A 26 de Março de 2013, Simão Mathe foi apresentado oficialmente, na sala do Coliseu de Orriols, como reforço do Levante da Espanha.

As excelentes prestações do médio defensivo na La Liga, prova na qual efectuou 30 jogos a titular na temporada 2013/2014, fez com que o mesmo renovasse o seu contrato ate 2017.
Mas, em 2016, o Levante da Espanha desceu de divisão apos perder com o Málaga por 3-1, tendo o clube espanhol optado por não renovar o contrato com Simao Mathe e outros jogadores mais bem pagos do clube.
Aliás, o clube propôs, igualmente, a redução dos salários, sendo que não houve acordo neste sentido e Simão Mathe desvinculou-se do mesmo.

Agora, apos uma época sem jogar, Simão Mathe volta aos relvados pela porta do Al Ahli Clube do Qatar tendo assinado um contrato válido por uma temporada.
O internacional moçambicano vai jogar numa formação que, na temporada 2016-2017 ocupou a decima posição na Q-League, campeonato do Qatar.

Simão Mathe terá como treinador, no Al Ahli do Qatar, Joaquim Caparrós, técnico com o qual trabalhou no Levante da Espanha.
Lembre-se que, depois de ter saído do Ferroviário de Maputo para a Grécia, Simão Mathe representou o Panathinaikos, clube com o qual chegou aos quartos-de-final da prestigiada Liga dos Campeões Europeus.
Mathe teve ainda uma passagem pelo Shandong Lundeng da China, na temporada 2012-2013.

Com o regresso aos relvados, Mathe poderá voltar a entrar nas contas de Abel Xavier na selecção nacional de futebol, Mambas.

 

Depois de hoje ter sido observado um dia de descanso, a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal retoma, amanhã, com a disputa de jogos referentes a terceira jornada da competição.  E que jogos!.

Às 17h00, no pavilhão do Maxaquene, Costa do Sol mede forças com o Ferroviário da Beira, vice-campeão nacional.
É um jogo entre duas equipas que vêm de resultados diferentes na competição. O Costa do Sol venceu, no domingo, o Maxaquene por 86-73, num jogo disputado sob o signo do equilíbrio nos dois primeiros quartos. Os “tricolores” entraram melhor na quadra, mas depois cometeram muitos erros no terceiro e quarto períodos.

Com duas vitórias na competição, o conjunto orientado por Miguel Guambe parte para o embate de hoje bastante motivado, sendo que em caso de um novo triunfo dá um passo gigantesco rumo à qualificação para às meias-finais, em princípio a realizarem-se na Beira.  

Ferido no seu orgulho, após a derrota diante do seu homónimo de Maputo, por 80-61, o Ferroviário da Beira pretende reencontrar-se com as vitórias neste certame. Para tal, terá que se apresentar transfigurado perante um Costa do Sol que apresenta uma estrutura composta por jogadores experientes e outros com talento.

Ano passado, o Ferroviário da Beira venceu o Costa do Sol por 90-60. Ainda amanhã, num jogo que se espera emotivo, o Maxaquene terá pela frente a irreverente equipa da A Politécnica, conjunto que ano passado ficou em terceiro lugar no “Nacional”. Os “universitários” somam duas vitórias na prova e estão bem lançados para se qualificarem para as meias-finais.
Com uma equipa com disponibilidade física e capacidade de salto, a A Politécnica vai lutar para se impor na quadra e alcançar a sua terceira vitória na competição. O Maxaquene, esse, é obrigado a vencer para não perder a corrida na luta pelo acesso às meias-finais. Esse será, por isso, um jogo interessante de seguir esta terça-feira. Ano passado, a A Politécnica derrotou o Maxaquene por 73-60. Ainda a contar para a segunda jornada da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, o Ferroviário de Maputo, campeão nacional, terá pela frente o Vaz Team Basket, num embate em que os campeões nacionais são claramente favoritos a alcançarem a vitória. O Vaz Team Baket somou duas derrotas, sendo que hoje procura contrariar o favoritismo do seu adversário que se apresenta como principal favorito à conquista da competição. Já o Ferroviário de Nacala bate-se com o Desportivo de Maputo.

 

 

 

Com o objectivo de arrancarem boas exibições na competição, as selecções nacionais de voleibol de praia na categoria de sub-21 ao nível dos femininos e masculinos seguiram, ontem, com destino a China, onde irão participar no Mundial.  
A prova arranca quarta-feira, sendo que o sorteio está previsto para amanhã.

A delegação moçambicana é composta por sete elementos, nomeadamente Ronaldo Cuamba, José “Zelito” Mondlane, Leocádia Manhiça e Jéssica Moiane (atletas), Pinho Manda e Osvaldo Machava (treinadores) e Pelágio Pascoal (chefe da delegação).

Lembre-se que a selecções nacionais de voleibol de praia asseguraram a presença no Mundial da China após sagrarem-se, em Abril passado, campeãs africanas numa competição que teve lugar no Cairo, Egipto.

Para lograrem este feito, a selecção nacional de masculinos derrotou, na final, o Marrocos por 2-1, com os parciais de 20-22; 21-16 e 17-15.Já a dupla de femininos, Leocádia Manhiça e Jéssica Moiane, derrotou o Egipto por 2-1. Nessa competição, as selecções nacionais somaram por vitorias os cinco jogos realizados.

 

 

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