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O País – A verdade como notícia

Neymar comunicou, hoje, que vai deixar o clube catalão rumo ao Paris Saint German (PSG), uma transferência que os adeptos não perdoam, considerando-a como uma 'traição', escreve o site desportivo Record.

O Barcelona emitiu uma nota oficial em que confirma que o brasileiro Neymar está de saída do clube. “O jogador Neymar Jr., acompanhado por seu pai e agente, informou ao Barcelona nesta manhã sua decisão de deixar o clube em um encontro com a directoria. O clube informa que sua cláusula de rescisão no contrato existente desde o dia 1º de Julho é de 222 milhões de euros”, informou o clube.

Já na terça-feira junto a Camp Nou foram colocados alguns cartazes apelidando Neymar de 'mercenário' e hoje, após o Barcelona ter confirmado que o avançado, de 25 anos, está de saída do clube, a imprensa espanhola recorda outro caso que deu muito que falar em Barcelona: o de Luís Figo que no verão de 2000 surpreendeu tudo e todos trocando o Barça pelo Real Madrid.

Moçambique dispõe de muitas infra-estruturas desportivas, muitas delas herdadas do tempo colonial e mais tarde distribuídas pelos diversos clubes. Algumas dessas instalações e infra-estruturas desportivas tem estado a degradar-se a olhos vistos. Aliás, depois da guerra de desestabilização, as mesmas ficaram destruídas, completa ou parcialmente. E só depois da criação do Fundo de Promoção Desportiva iniciou-se um processo de reabilitação dessas infra-estruturas, para responder as diversas actividades desportivas que aconteciam no país.

O exemplo mais claro dessas actividades são os jogos escolares, que decorrerm de dois em dois anos e os campeonatos nacionais das diversas modalidades. Algumas dessas instalações foram reabilitadas em função das competições que o país acolheu, nomeadamente os Jogos Africanos de 2011, os afrobasket´s e outras competições. Outras ainda vão sendo construídas de raiz, como palcos desportivos de referência, com exemplo prático para os Complexos Desportivos de Zimpeto, de Gondola e de Pemba.

Este desnível no tratamento das instalações desportivas foi motivo de encontro de diversas personalidades ligadas ao desporto, para falar da gestão dos espaços desportivos. Afinal, esta é uma preocupação de todos os segmentos da vida desportiva, que pretendem ver mudada esta situação e encontrar formas de gerir melhor as infra-estruturas desportivas existentes, para o bem do desporto.

Temas relativos ao “estágio da gestão das instalações e infra-estruturas desportivas em Moçambique – desafios e perspectivas”, “ciclo de vida da infra-estrutura desportiva”, “planeamento e ordenamento de espaços para a prática desportiva”, “papel dos gestores das instalações desportivas”, entre outras, serão abordados nesta conferência que iniciou hoje, e terá seu epílogo na tarde de amanhã.

Depois de terminados os debates, haverá uma mesa redonda onde vai-se definir as melhores estratégias de melhor gerência das infra-estruturas, tendo em conta as soluções que saírem dos painéis de debates.

Aliás, a integração de figuras de renome nesta conferência, casos de Rui Tadeu, Cremildo Gonçalves, António Marques, Gabriel Dava, Altenor Pereira, Adamo Bacar, Joel Libombo, Renato Caldeira, entre outros, é prova inequívoca de que a questão de gerência de infra-estruturas e instalações desportivas é um dilema que precisa ser estancada.

Infra-estruturas acompanhadas de forma científica

Este seminário é uma resposta aos esforços do Ministério da Juventude e Desportos e outras instituições que pretendem encontrar caminhos para uma melhor gerência das infra-estruturas desportivas. É, também, uma recomendação do presidente da República, aquando da sua visita ao Complexo Desportivo do Zimpeto e ao Parque dos Continuadores, em que deixou clara a intenção de ver melhor geridas as infra-estruturas desportivas. Daí que o Ministério da Juventude e Desporto tenha se aliado à Universidade Eduardo Mondlane para, através dos “diferentes saberes”, como a Escola Superior de Ciências de Desporto, as faculdades de Arquitectura, Direito, Economia e Engenharia, possam trabalhar, de facto, na melhor gestão.

Isso porque a gestão não é somente cuidar da infra-estrutura, mas inicia com o projecto de construção, as normas de legislação do espaço desportivo, a própria construção, a gestão do bem desportivo até ao fim do prazo da sua durabilidade. Uma durabilidade que é garantida através de 3 pressupostos, nomeadamente: segurança, funcionalidade e estética. Ou seja, uma infra-estrutura bem gerida deve ser construída com muita segurança para os seus utentes, ser uma infra-estrutura usada para o projecto ao qual foi construída e ter uma estática que permita conforto dos usuários.

Estes e mais pressupostos, aliados aos desafios que se colocam, serão discutidos nesta conferência sobre gestão de instalações e infra-estruturas desportivas, que decorre até esta quinta-feira no anfiteatro da Universidade Eduardo Mondlane.

O contrato de trabalho de Abel Xavier no comando dos Mambas, termina em Outubro deste ano, mas a Federação Moçambicana de Futebol já iniciou conversações para a renovação. O presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr, garante que o processo está adiantado e tudo está encaminhado para que a continuação do luso moçambicano seja possível. Simango Jr. diz que “não há ruído” nas negociações com o seleccionador nacional e que “a ter que acontecer, a renovação, penso que dentro do período de validade deste ainda em vigor, vamos anunciar a sua prorrogação, sem nenhum problema”, garante.

Os resultados desportivos até aqui alcançados pelo luso-moçambicano são satisfatórios, uma vez que foram alcançados dentro dos parâmetros. Durante o período em que está a frente do comando da selecção nacional de futebol, Abel Xavier conseguiu cinco vitorias, três empates e oito derrotas, um saldo que é considerado de positivo por parte da direcção da FMF. Aliás, um dos objectivos da sua contratação foi cumprido.

Recentemente presente no congresso da CAF, que definiu o alargamento de selecções que vão participar no CAN 2019, nos Camarões, de 16 para 24, Alberto Simango diz os Mambas abrem mais possibilidades de qualificação, mas reitera que devem trabalhar para merecer.

Os Mambas lideram o grupo K de qualificação ao CAN dos Camarões, em 2019, com 3 pontos, frutos da vitória diante da Zâmbia, em Ndola, por uma bola sem resposta.

Os líderes do campeonato nacional de futebol, o Moçambola Zap, edição 2017, estiveram de jejum na jornada 22, decorrida último domingo. Johane e Eva’nga, do Clube de Chibuto e da ENH de Vilankulo, não marcaram na última jornada, mas mantém-se na frente da lista dos melhores marcadores.
O ponta de lança do Clube de Chibuto conta com 13 golos marcados, estando a frente, pese embora tenha marcado, pela última vez, na vitória da sua equipa diante do Chingale de Tete, por duas bolas a uma, em partida da 21ª jornada. Johane marcou, no último minuto, o golo da vitória, de grande penalidade.
Já Eva’nga, avançando da ENH de Vilankulo, soma 12 golos marcados, estando na segunda posição. Este jogador não marca pelo Moçambola Zap, edição 2017, há duas jornadas. A última vez que o jogador dos “hidrocarbonetos” deu gosto ao pé, foi na 20ª jornada, no jogo que sua equipa venceu, na visita a Chibuto, a Associação Desportiva de Macuácua.
Já Telinho, da Liga Desportiva de Maputo, que prometera chegar aos 25 golos até ao final da prova, não consegue marcar há duas jornadas. Também marcou pela última vez na 20ª jornada, na recepção ao 1º de Maio de Quelimane, na segunda partida em que Akil Marcelino esteve no banco técnico, depois de substituir Daudo Razaque.
Depois destes três jogadores que estão no topo da liderança, seguem-se outros tantos jogadores com nove golos, onde o destaque vai para os dois últimos melhores marcadores, nomeadamente Luís Miquissone e Isac, nomeadamente da União Desportiva de Songo e do Costa do Sol, aos quais junta-se Charlles, do Chingale de Tete.
Para já, os goleadores ainda têm mais 8 jornadas pela frente para mostrar o quanto valem em matérias de golos, havendo indicações de que até ao final da prova irá superar os golos da época passada.

Festa rija no pavilhão do Ferroviário da Beira. E não é para menos, dois anos depois a turma comandada por Nazir Salé volta a conquistar a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

A história do jogo…

Com a série do “play-off” empatada, dois para cada lado, os dois conjuntos entraram para o jogo de hoje pressionados a vencer para garantir a conquista do título de campeão nacional de basquetebol.

Os donos da casa entraram melhor, a apostar em lançamentos à meia distancia, Elton Ubisse ia tirando vantagem do seu tiro curto para colocar a sua equipa em frente na marcha do marcador. Baggio uma das apostas para este jogo de Milagre Macome no lugar de Pio Matos Jr. ia fazendo toda diferença dentro da quadra. O primeiro período terminou com o placar a indicar 15-18 a favor dos locomotivas do Chiveve.

Veio o segundo quarto com as duas equipas a entrarem mais aguerridas e dispostas a colocar-se em vantagem. No entanto, assistiu-se a uma etapa pouco produtiva com o registo de um festival de falhanços de cada lado. E mais uma vez, foi o Ferroviário da Beira a sair em vantagem, 28-30.

No terceiro período os locomotivas de Maputo iam enfrentando sérias dificuldades em fazer o seu jogo, os donos da casa, por sua vez, aproveitavam-se destes erros para dilatar no marcador, chegando a estar a vencer por uma diferença de 20 pontos. Nesta etapa tudo saia mal para os maputenses. Com o resultado de 36-56 a favor dos donos da casa terminou o terceiro quarto.

Sem os préstimos de uma das suas peças fundamentais, o base armador Pio Matos Jr, o Ferroviário de Maputo continuava a cometer os mesmos erros no quarto e último período do jogo. Era o tudo ou nada para os visitantes que eram obrigados a correr atrás do resultado, mas pela frente estavam os locomotivas do Chiveve, que com apoio do seu público, não queriam deixar o título de campeão nacional de basquetebol fugir das suas mãos. Com o resultado de 69-58 a favor dos locomotivas do Chiveve terminou a partida. Números que permitem aos locomotivas da Beira a conquista da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal edição 2016-2017.

Mérito das defensivas, ou demérito dos atacantes? Tudo aponta para a segunda hipótese, se tivermos em conta que apesar da sofisticação dos esquemas defensivos nos grandes campeonatos, não são poucas as jornadas em que em apenas 1 ou 2 jogos se chega à cifra desta ronda do Moçambola ZAP.
Surpresas? Três! A vitória tangencial de um Textáfrica em clara ascensão e a fugir da lista dos condenados à descida; o triunfo do Chingale face ao poderoso Ferroviário de Nacala e o empate alcançado pelos manachuabos do 1.o de Maio, em pleno Estádio da Machava diante de um descaracterizado Ferroviário da capital. Quando faltam três rondas para o final da prova, estes são resultados que adiam decisões, embora comecem a ficar claras as candidaturas aos três níveis de ambições: o título, a manutenção e a não descida.
 

Costa do sol em Nacala: empate é para rir, ou chorar?
Grande curiosidade rodeava a partida entre o campeão em título contra o remotivado Chibuto de Semedo, que aguentou a pressão do Chiveve e saiu com um precioso ponto, colocando mais pressão no adversário. Claro que da deslocação do Costa do Sol a Nacala onde lhe esperava o Desportivo, tudo poderia acontecer, menos facilidades. Parar o vento que sopra do Norte, sem ser uma missão impossível, era extremamente complicada. Regressar com um ponto, é para rir, ou chorar?
Niassa, apesar da sanção de jogo à porta fechada, provou que não é um terreno para brincadeiras e que a UP ainda continua apostada em lutar até ao fim pela não desqualificação. Que o diga a ENH de João Chissano, em claro ascendente, mas que não conseguiu mais do que um nulo. Também com um empate, mas a um golo, se ficaram a Liga de Akil Marcelino e os locomotivas de Salvado. Um duelo táctico interessante, à partida, mas que não resultou em superioridade para qualquer um dos reputados técnicos, pelo menos no que ao “placard” respeita.

Duelos no centro da tabela
A jornada que se segue, pode começar a ditar as “condenações”, sobretudo para o Macuácua, “parente” e vizinho do Chibuto, mas do qual se estiver à espera de um presente, poderá ser… envenenado. Um alto grau de perigosidade para o Costa do Sol que não poderá ceder pontos na viagem ao Niassa, sob pena de começar a perder o comboio do título, caso Chiquinho Conde, em casa, vença o Desportivo de Nacala.
Uma jornada que promete animar, pois as turmas do meio da tabela, separadas por poucos pontos, terão oportunidade de dar precisos passos no caminho da tranquilidade no que toca à perda de sono quanto à descida. Neste lote está o Ferroviário da Beira, que vai a Nacala defrontar o seu homónimo de Nacala. Chingale em Quelimane e o irregular Ferroviário de Maputo no campo da Liga são partidas de desfecho imprevisível, até porque estamos a falar de turmas não muito regulares.
De uma forma geral, o Moçambola ZAP precisa de mais acção e isso só se obtém com mais imprevisibilidade, menos calculismo e lateralizações.
O público pede mais golos, mais emoção. Nós assinamos, sem receio, por baixo.

Um ousado Textáfrica do Chimoio veio a Maputo, precisamente ao Estádio Nacional do Zimpeto, derrotar o Maxaquene pelo mínimo, mas precioso resultado de um a zero. A história deste jogo é simples e resume-se em dois conjuntos com estratégias diferentes para o embate. Os “tricolores” entraram a desenhar jogadas de ataque bem definidas, e nos sete minutos iniciais quase conseguem fazer o adversário baixar as linhas. Sentindo-se pressionados os “fabris” optaram por um futebol em lances longos, aproveitando a experiência de Magaba e a velocidade de Dário que transportava as bolas pelas alas e mais adiantado ainda Oswaldo. E numa dessas jogadas o Textáfrica deu-se bem. 
A bola foi pingada para as costas da defesa do Maxaquene, Campira (20), não consegue evitar Magaba que fulgurante caminhou em direcção a baliza e depois de defesa incompleta Osvaldo rematou para o golo do Textáfrica, ainda estavam decorridos treze minutos. O Maxaquene, sentindo-se ferido subiu as linhas e explorou o jogo ofensivo de Pai e Bruno pelas alas, na linha da frente Lala, que foi primeira opção de Antoninho Muchanga e João, incomodavam a baliza de Ramiro, sem, contudo, traduzir as oportunidades que criavam em golo. 
O momento do jogo chega quando Nené do Textáfrica e João do Maxaquene embrulham-se numa jogada e caem sobre a relva e ficam depois embrulhados numa troca de mimos. O Senhor Cosme, árbitro, decidiu amostrar o cartão vermelho aos dois jogadores. Com os conjuntos reduzidos a dez unidades, as tácticas tiveram que mudar, o Maxaquene deixou de jogar no seu 4x3x1x2 passando para um 3x3x3. Nelson, Campira e Mexer fizeram as despesas defensivas empurrando Pai ao meio campo e Bruno ao ataque. Fábio Costas, treinador do Textáfrica, também mexeu o esquema, sobretudo o ataque, onde deixou Magaba mais sozinho, dando consistência ao meio campo. O sistema resultava e as equipas foram ao intervalo. 
No reatamento, o Maxaquene veio com vontade de mudar a história e o Textáfrica garantir os três pontos. Os “tricolores” fartaram-se de atacar a baliza de Ramiro, que foi, alias, o maior adversário do Maxaquene no domingo. Defendeu todas, e evitou que a sua baliza fosse violada. Os “fabris” estacionaram o autocarro na sua defesa enervando os “Maxacas” que não conseguiam chegar ao empate. Foram promovidas substituições para refrescar o ataque no Maxaquene. 
As entradas de Mutong e Tubias para os lugares de Lala e Candinho quase dão resultado. O Maxaquene pressionou, mas não marcou. Apenas em jogadas circunstanciais os visitantes conseguiam sair para o meio campo contrário, alias, para isso optaram por um jogo baseado em bombeamento de bolas para o campo do Maxaquene. A história do jogo terminaria assim com este um a zero. O Textáfrica quebrou a onda dos resultados positivos do Maxaquene e deu sequência aos êxitos que vêm alcançando nas últimas jornadas.

O Ferroviário de Maputo cedeu um empate a uma bola, ontem, diante do 1º de Maio de Quelimane, em partida do Moçambola ZAP – 2017. No final do jogo, os adeptos do Ferroviário de Maputo exigiram a demissão, em bloco, da direcção do clube e da equipa técnica. 
Os adeptos do Ferroviário de Maputo protestam contra os maus resultados da sua equipa e o jogo deste domingo diante dos trabalhadores foi o “transbordar do copo”. No final da partida, os adeptos vandalizaram parte das instalações do Estádio da Machava. Os mesmos insurgiram-se e partiram vidros de uma das portas do gabinete dos membros de direcção. Indo ao jogo, assistiu-se a uma primeira parte fraquinha. Os dois conjuntos faziam um jogo de paciência, tentando surpreender o adversário e chegar ao almejado golo.
Num lance quase que inofensivo, o avançado Luís, de cabeça, respondeu com mestria ao cruzamento de Diogo e fez o um a zero para a turma da casa, aos 18 minutos.
O Ferroviário de Maputo, mesmo sem fazer esforço empurrava o adversário para o seu meio campo e numa destas ocasiões, Timbe desferiu um remate, mas a bola passa por cima da baliza dos trabalhadores. 
Os treinados de Lucas Bararijo passaram a jogar com menos uma unidade, devido à expulsão de Henriques que viu cartão vermelho, numa entrada faltosa contra Rasta, que caminhava em direcção a baliza.
Na cobrança do livre, a bola esbarra na barreira e na recarga, Júnior restabelece a igualdade, resultado com que se foi ao intervalo.
Na segunda parte, os ocomotivas tentaram reverter a história do jogo, contudo, os seus jogadores eram perdulários. O mesmo acontecia por parte da equipa de Quelimane. 
Resultado disso, o jogo terminou empatado a uma bola, facto que fez com que os adeptos do Ferroviário de Maputo exigissem a demissão da equipa técnica e dos membros da direcção.

Depois de uma hora e meia a ser ouvido, Cristiano Ronaldo abandonou o Tribunal de Pozuelo de Alarcón, em Madrid, onde foi ouvido, hoje, sob alegação de fraude fiscal, escreve o Notícias ao Minuto.

Estava prevista uma declaração do jogador português, no final da audiência, mas acabou por não acontecer. Iñaki Torres, que faz parte do departamento de comunicação da Gestifute, a agência que representa Ronaldo, compareceu aos órgãos de comunicação social e informou que o português não iria falar e que estava já a caminho de casa assegurando que a audiência correu bem e que está tudo em ordem. Torres referiu que vai seria lançada uma nota à comunicação social muito em breve.

Minutos depois, Cristiano Ronaldo emitiu um comunicado onde se defende das acusações de que é alvo. O internacional português, suspeito de defraudar o Estado espanhol em 14,7 milhões de euros, receita proveniente da exploração de direitos de imagem, assegura que sempre entregou “as declarações de impostos de forma voluntária”, já que “todos têm que declarar e pagar impostos de acordo com as receitas”.

“A Agência Tributária espanhola conhece, ao detalhe, todas as minhas receitas, porque os entregámos. Nunca ocultei nada, nem tive intenção de fugir ao Fisco”, assegurou o avançado do Real Madrid, que revelou, ainda, um pedido expresso feito aos seus assessores: “Que tenham tudo em dia e pago correctamente, porque não quero problemas”.

Recorde-se que Cristiano Ronaldo foi ouvido por quatro alegados crimes fiscais referentes a dinheiro recebido derivado de direitos de imagem entre os anos de 2011 a 2014.

O jogador do Real Madrid não é o único nome ligado a questões com o fisco espanhol. As autoridades fiscais têm acompanhado vários casos e acusaram vários jogadores em Espanha. Messi e José Mourinho, por exemplo, são dois dos nomes associados a esta questão de fraude. Também Fábio Coentrão foi associado a dívidas com o fisco espanhol e ouvido antes de chegar ao Sporting por empréstimo do Real Madrid.

As questões do fisco espanhol têm sido uma das histórias marcantes deste defeso sobretudo em Espanha onde surgiram os casos de fraude fiscal. Os atletas de Real Madrid e Barcelona são os principais arguidos num caso em que estão em causa os valores recebidos pelos direitos de imagem dos jogadores.

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