O País – A verdade como notícia

Os Mambas precisam de apenas um empate para garantirem a sexta presença numa fase final do Campeonato Africano de Futebol (CAF). A selecção defronta, na próxima terça-feira, a sua congénere da Guiné-Bissau em jogo da sexta e última jornada da fase qualificativa.

Os Mambas ocupam a segunda posição do Grupo I com oito pontos, mais três que a Guiné, que ontem empatou a uma bola frente à Eswatini.

A derrota diante do Mali por 0-1 adiou a decisão para a última jornada. É que se o combinado nacional tivesse vencido os malianos teria garantido a qualificação no Estádio Nacional do Zimpeto.

Caso também tivesse empatado qualificar-se-ia à maior prova futebolística africana ao nível das selecções, beneficiando-se do empate entre a Eswatini e Guiné-Bissau. Na partida de ontem, Moçambique até esteve bem, sobretudo na segunda parte, em que face às mudanças de Chiquinho Conde a selecção ganhou mais consistência.

O combinado nacional criou muitas oportunidades de golo, com destaque para os remates de Geny Catamo e Bruno Langa, porém sem conseguir concretizar. O golo de Kamory Doumbia acabou sendo decisivo no jogo. O Mali é a única selecção do grupo I que já garantiu a qualificação.

 

 

A selecção nacional de futebol perdeu a possibilidade de se qualificar ao CAN de Marrocos de forma antecipada, ao perder em casa diante do Mali por uma bola sem resposta. Os Mambas deixaram a decisão da qualificação para terça-feira, em Bissau, quando defrontarem a selecção local, para a última jornada.

Chiquinho Conde prometeu e cumpriu, ao montar uma selecção tradicional, no sistema habitual de 1x4x2x3x1, com os jogadores que tem sido titulares nos últimos jogos, com a inclusão de Mexer e Guima.

O jogo até começou com um agradecimento dos Mambas aos adeptos que estiveram nas bancadas do ENZ, depois de uma semana atípica e de incertezas que caracterizou o jogo. E por que não era fácil para Moçambique, Mali foi para cima do combinado nacional, criando a primeira situação de perigo num livre directo, bem defendido por Ernan.
A Mamba acordou do susto e também foi para frente ameaçar. Em três tentativas na mesma jogada, a bola não encontrou melhor caminho para a baliza depois de tentativas de remates de Ratifo, Geny e Clésio.

Nada que deixasse os malianos preocupados, que sem estremecer, foram para frente e numa jogada individual de Doumbia, marcaram, num remate rasteiro, sem hipóteses para Ernan, aos 18 minutos.
A reacção venenosa dos Mambas chegou em dose dupla. Primeiro aos 28 minutos, com Geny a rematar para defesa apertada do guarda-redes maliano, e minuto depois, com Bruno Langa a rematar forte, mas por cima.

Em jogada de contra ataque conduzida por Bruno Langa, Ratifo não consegui dar melhor seguimento e teve oposição de um contrário.

O intervalo chegou com a vantagem tangencial do Mali.

Na segunda parte os Mambas entraram transfigurados, apesar do poderio do Mali. Guima teve tudo para empatar o jogo, mas o guarda-redes maliano negou o golo.

Depois foi Bruno Langa, em dose dupla, primeiro numa jogava individual, a falhar por poucos centímetros, e depois servido por Guima, a rematar por cima.

Era o melhor momento dos Mambas.

Aliás, os Mambas estiveram bem melhores na segunda parte e só não tiveram sorte de marcar um golo.

Nas bancadas ainda se festejou quando Eswatini marcou diante da Guiné-Bissau, afinal era o resultado que colocava os Mambas na fase final do CAN. Mau gáudio que Eswatini tenha falhado uma grande penalidade que daria toda tranquilidade, e os guineenses acabaram por empatar a partida.
Aos Mambas cabia apenas marcar um golo, empatar a partida e carimbar o passaporte para Marrocos. Nem Geny Catamo, nem Bruno Langa e nem mesmo Elias Macamo conseguiram enganar o guarda-redes do Mali.

O jogo marcou a estreia absoluta de Chamito nos Mambas, que teve alguns minutos insuficientes para mostrar sua veia goleadora.

Terminou o jogo com vitória do Mali, que garante a qualificação ao CAN, enquanto os Mambas deixam a decisão da qualificação para terça-feira, diante da Guiné-Bissau, em Bissau. Um empate garante a qualificação, enquanto a derrota ainda faz o combinado nacional fazer as contas, para saber se apanha avião para Marrocos ou não, em Dezembro de 2025.

O Ferroviário de Maputo e a Associação Desportiva de Vilankulo disputam a última vaga das meias-finais da Taça de Moçambique ZAP, edição 2024. O jogo entre ambos, referente à segunda mão dos quartos-de-final, está marcado para este domingo, pelas 15h00, no Campo do Afrin, na Matola. Na primeira mão, na Maxixe, houve nulo

É o último jogo dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, que vai opor o Ferroviário de Maputo à Associação Desportiva de Vilankulo. Segunda mão da segunda maior competição futebolística do país, que vai ditar a quarta equipa que vai disputar a “final four”, em Nampula, no final deste mês de Novembro.

Depois do nulo registado no jogo da primeira mão, na Maxixe, numa partida em que as duas equipas dispuseram de várias oportunidades para marcar, com os respectivos guarda-redes a serem os heróis, desta vez há que se encontrar um vencedor.

Esta é a segunda vez consecutiva que as duas equipas se cruzam no mata-mata da Taça de Moçambique ZAP, depois de no ano passado a formação de Vilankulo ter afastado os “locomotivas” da capital com goleada, de 3-0, na eliminatória única, na Maxixe.

Será que haverá desforra desta vez, num jogo em que a decisão é no campo (emprestado) do Ferroviário de Maputo, depois do nulo na primeira volta? Uma pergunta que somente no final dos 90 minutos, e caso contrário depois da marca das grandes penalidades, teremos resposta.

Para o Ferroviário de Maputo seria a vingança pelos últimos três maus resultados alcançados diante da Associação Desportiva de Vilankulo, nomeadamente para a Taça de Moçambique ZAP do ano passado, bem como para as duas partidas do Moçambola deste ano.

Ou seja, depois da derrota na Taça de Moçambique ZAP, edição 2023, por 3-0 na Maxixe, e consequentemente afastamento da prova, o Ferroviário de Maputo perdeu os dois jogos disputados este ano para o Moçambola-2024, nomeadamente 0-1 no campo do Afrin, na primeira volta, e 2-0 no Estádio Valdemar Oliveira, na Maxixe, na segunda volta.

Uma vitória do Ferroviário de Maputo este domingo não seria apenas a vingança pelos últimos resultados, mas também a oportunidade de salvar a honra da época, mantendo viva a esperança de conquistar um título nacional.

Para os “hidrocarbonetos” vencer este jogo seria a cereja no topo do bolo da sua superioridade perante o Ferroviário de Maputo nas duas últimas temporadas. Para além de ser oportunidade de disputar um troféu, que seria o primeiro a nível nacional para a colectividade.

No confronto directo as duas equipas já se defrontaram por 30 ocasiões, entre jogos do Moçambola e Taça de Moçambique, com ligeira vantagem para os “locomotivas” da capital do país, que venceram 12 jogos, dos quais 11 para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique, contra 10 vitórias dos “hidrocarbonetos”, sendo nove para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique.

Há ainda a destacar oito empates registados, sendo sete para o Moçambola e um para a Taça de Moçambique.

Ferroviário de Maputo vs Associação Desportiva de Vilankulo terá o apito de Celso Alvação, árbitro internacional de Inhambane, que será auxiliado por Zacarias Baloi (de Maputo) e Venestâncio Cossa (da cidade de Maputo). Simões Guambe, da cidade de Maputo, será o quarto árbitro.

O vencedor deste jogo vai defrontar, a 27 de Novembro corrente, no Estádio 25 de Junho, em Nampula, o Ferroviário da Beira, na segunda meia-final da Taça de Moçambique ZAP. Na outra meia-final, segundo ditou o sorteio, será disputado entre União Desportiva de Songo e Costa do Sol.

O vencedor da Taça de Moçambique ZAP será conhecido a 1 de Dezembro, na final que será disputada também no Estádio 25 de Junho, em Nampula.

Os Mambas defrontam esta sexta-feira a sua similar do Mali com único objectivo de vencer e conseguir a qualificação à fase final do Campeonato Africano das Nações, Marrocos-2025. A equipa técnica e os jogadores estão cientes das dificuldades, mas mostram-se confiantes num bom resultado e pedem apoio dos moçambicanos, numa semana considerada atípica por parte de Chiquinho Conde.

Quarto jogo da história entre as duas selecções no confronto directo, e um equilíbrio para ser quebrado esta sexta-feira, a partir das 18h00 no Estádio Nacional do Zimpeto.

Moçambique e Mali, com uma vitória para cada um e mais um empate nos três jogos já disputados, revelam o equilíbrio entre ambas, que vão entrar com a mesma ambição de vencer e se qualificar para a fase final do Campeonato Africano das Nações de Marrocos.

Vai ser um jogo nada fácil para nenhuma das duas equipas, olhado para o trajecto e para o posicionamento das mesmas na tabela classificativa, onde estão igualadas no topo da tabela classificativa.

Maior ambição têm os Mambas, que perseguem a segunda qualificação consecutiva à uma fase final do CAN, depois de terem estado no CAN deste ano, que teve lugar na Costa do Marfim.

 

Confiantes e preparados

Chiquinho Conde só teve todos os jogadores disponíveis para preparar o jogo desta sexta-feira somente na manhã de quinta-feira, quando realizaram o último treino no Estádio Nacional do Zimpeto.

Mas nada que altere a confiança e a segurança que os jogadores carregam para este embate. Ricardo Guimarães foi o porta-voz do balneário antes do jogo, e disse que o facto do grupo depender somente de si para chegar ao CAN é uma boa situação. “Quero dizer que este é o terceiro mês seguido que é difícil, foi uma luta difícil até aqui.

Amanhã (hoje) temos um jogo importante, como foram todos os outros, e este mais porque é o próximo”, começou por dizer.

Para Guima, os Mambas estão confiantes e preparados, “que é o mais importante”.

“Esperemos dar alegria ao povo e, também seria um bom presente, não só para mim, mas para todos, a vitória e conseguirmos, então, finalizar já o apuramento antes do último jogo ao Guiné”, disse Guima, que ontem completou mais um aniversário natalício e espera por uma vitória que sirva de presente para si.

Ausente do último jogo dos Mambas por lesão, Guima diz estar 100% recuperado e pronto para ajudar a selecção a conquistar a vitória, até porque, para ele, “vai ser um jogo como os outros, a dar o melhor de nós, com o grupo excelente que temos, com a equipa unida que temos e espero dar a alegria que tantos querem e qualificarmo-nos novamente no segundo ano consecutivo num CAN”.

 

Semana atípica antes do jogo dos Mambas

Para o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, esta foi uma semana atípica, não só pela situação do país, mas também pela chegada tardia dos jogadores para a preparação do jogo.

“Tivemos o último treino e praticamente não deu para desenhar muito bem, sistematizando aquilo que é a nossa ideia. Mas esse grupo já vem trabalhando há uns anos essa parte, motivo pelo qual eu tenho sempre, eu e a minha equipa técnica, a preocupação de não alterar muito aquilo que é a nossa matriz, o nosso grupo de trabalho que já está formatado, que já está dentro daquela que é a nossa ideia de jogo”, disse confiante Chiquinho Conde.

Sobre o Mali, o seleccionador nacional assume que é um adversário forte, candidata ao primeiro lugar do grupo, até porque foi cabeça-de-série. Por isso “não é uma equipa fácil, não são favas contadas, mas de qualquer forma, nós sabemos perfeitamente que, se nós conseguimos fazer aquela primeira parte no Mali, jogar pé para pé, termos a paciência de circular a bola, sermos muito mais pressionantes, muito mais audazes, é possível termos um bom resultado”.

Para tal, segundo Conde, é preciso não facilitar, até porque a equipa do Mali irá estar por cima, mas não constantemente por cima, porque não há uma equipa que joga 90 minutos a pressionar.

Falou do comprometimento dos jogadores para com a selecção e referiu pese embora as individualidades que o grupo tem, “o grupo torna-se sempre mais forte e nós estamos focados pelos objectivos que pretendemos e o nosso principal objectivo é estarmos presentes sempre nas grandes competições”.

Até porque, de acordo com Conde, “os jogadores têm esse sonho, como eu como treinador. Felizmente, eles têm me dado a possibilidade de eu estar na ribalta do futebol africano graças à performance que eles têm tido. E isso é motivo de orgulho para todos nós”.

Conde lamentou a ausência de alguns jogadores, casos de Witi, por lesão, mas assegura que o mais importante é contar com os que estão presentes.

Pediu o apoio do público no Estádio Nacional do Zimpeto, um público que para Chiquinho Conde tem sido uma grande força motriz. “Porque jogando em casa, com o apoio do nosso público, obviamente estaremos sempre mais perto de poder conquistar tudo aquilo que nós almejamos”.

O ex-presidente do Ankaragücü, clube da primeira divisão turca Faruk Koca, foi condenado a três anos e sete meses de prisão, por agredir o árbitro  Halil Umut Meler, em Dezembro do ano passado, na recta final do jogo contra o Rizespor, que terminou num empate a uma bola, válido pelo Campeonato Turco. Consta que Faruk ameaçou o árbitro de morte .

O dirigente do clube também foi condenado a seis meses e 20 dias por “ameaça” e cinco meses por “falhar a cumprir às leis de prevenção à violência no esporte”, mas as sentenças foram suspensas. O dirigente já havia sido banido do futebol turco por toda vida, no ano passado. Faruk Koca deixou o cargo de presidente do Ankaragücü no dia seguinte aos acontecimentos que se tornaram virais .

O ex -presidente do Ankaragücü invadiu o campo  após o Rizespor marcar o golo que daria o  empate. Faruk Koca  ficou visivelmente  irritado pelo facto de não ter sido assinalado um pênalti no lance posterior e agrediu o árbitro com um soco . 

Halil Meler precisou ser hospitalizado tendo recebido uma chamada telefónica no hospital  do presidente da Turquia Recep Tayyip Erdoğan.

Em reação ao episódio, a Federação de Futebol da Turquia chegou a anunciar a suspensão de todos os jogos do Campeonato Turco.

O Black Bulls conquistou o Moçambola 2024, esta segunda-feira, e entra nos anais das equipas que já o fizeram mais de uma vez. Hélder Duarte começa a ser o treinador ganhador, tendo sido campeão nacional três vezes nos últimos quatro anos. Os “touros” vão disputar as competições africanas pela quarta vez na história.

Uma equipa que de longe mostrou regularidade em todas as competições em que participou este ano, nomeadamente Liga Jogabets, Supertaça Mário Coluna, Moçambola, Taça de Moçambique e Taça CAF. Uma regularidade confirmada pelos resultados alcançados e conquistas que teve nas provas que disputou este ano.

Ao todo, foram 40 jogos feitos, nos quais conseguiu somar 26 vitórias, 12 empates e apenas duas derrotas, tendo apontado 101 golos e sofrido 32. São números que revelam a regularidade, mas acima de tudo, a competência e eficácia de uma equipa que desde cedo traçou os seus objectivos e correu atrás deles.

Para conseguir alcançar a glória, trouxe de volta um treinador que muito bem conhece a casa e tinha sido “desviado” pelo Ferroviário da Beira, depois de uma temporada fora do país, o Hélder Duarte.

As vitórias e conquistas começaram desde cedo, nomeadamente na Liga Jogabets ao nível da cidade de Maputo. Distribuiu goleadas na fase de grupos e apenas sentiu dificuldades na fase do mata-mata, onde ultrapassou seus adversários nas grandes penalidades. O resultado foi a conquista da prova, em Abril passado.

Um teste para as competições mais oficiais, a começar pela Supertaça. Na qualidade de vencedor da Taça de Moçambique do ano passado, a Black Bulls defrontou o Ferroviário da Beira, campeão nacional do ano passado, então treinado por Hélder Duarte.

E naquele que era o segundo objectivo da época, mais uma conquista, com vitória por duas bolas sem resposta, num jogo disputado no Estádio Valdemar Oliveira, na Maxixe.

 

Vencer Moçambola com categoria

Veio então o campeonato nacional de futebol, o Moçambola 2024. Havia muita expectativa em relação a sua prestação, numa prova que haviam outros colossos e que tinham se reforçado a contento, casos da União Desportiva de Songo e Costa do Sol.

Os “touros” continuaram a mostrar a sua valentia diante dos colossos e até começou por vencer um adversário directo, fora de casa, o Costa do Sol, por 3-2, num jogo polémico, que chegou a beliscar a actuação da classe de arbitragem.

Da primeira jornada para frente, a Black Bulls foi vencendo seus jogos, fazendo uma sequência de seis jogos com vitórias consecutivas, até que à sétima jornada cedeu os primeiros pontos, frente ao Ferroviário de Maputo e UD Songo, em jogos seguidos, empatando pelo mesmo resultado.

Aliás, a Black Bulls liderou o Moçambola 2024 durante toda a primeira volta, até à 16ª jornada, quando começa a ter jogos em atraso, devido à sua participação nas afrotaças.

Nessa altura, foi o Costa do Sol que esteve na frente em três jornadas seguidas, antes de perder, já na 20ª jornada, a União Desportiva de Songo, que ficou apenas uma semana no topo, uma vez que os “touros” venceram os jogos que tinham em atraso e, à entrada para a penúltima jornada já lideravam, novamente, para não mais serem “roubados” a posição.

No Moçambola, foram 15 vitórias alcançadas, seis empates e apenas uma derrota, sofrida diante do Ferroviário de Maputo, a 29 de Setembro. Ao todo, marcou 47 golos e sofreu 21.

Uma conquista que vai levar a Black Bulls novamente às afrotaças, no próximo ano, desta vez para a Liga dos Campeões Africanos.

 

Cair em pé na

O único objectivo falhado da Black Bulls este ano foi na Taça de Moçambique ZAP, quando caiu aos pés do Costa do Sol, nos quartos-de-final, depois do empate a um golo em cada uma das duas mãos.

Foi, na verdade, a vingança canarinha as derrotas sofridas no Moçambola, alcançada na marca das grandes penalidades, em sua casa, caindo de pé, numa prova em que tinha afastado o Maxaquene, na fase nacional.

Nesta competição, marcou quatro golos e sofreu três, em três jogos disputados em que nos 90 minutos venceu um e empatou outros dois, perdendo a possibilidade de renovar o título conquistado no ano passado.

 

A glória dos “touros” da Taça CAF

Mas foi na Taça da Confederação, ou Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela, que a Black Bulls atingiu a maior glória da época e um dos mais difíceis objectivos que tinha.

É que, com o histórico das equipas moçambicanas, que apenas terminavam, no máximo, na segunda eliminatória, e por causa do tempo da disputa das provas, havia dúvidas da prestação das duas equipas representantes nas competições africanas.

Se o Ferroviário da Beira confirmou o receio que muitos tinham em relação à prestação das equipas moçambicanas nas afrotaças, a Black Bulls provou o contrário e mostrou que é possível sonhar-se com outras fases.

Alizé Fort das Comores foi o primeiro adversário dos “touros”. Mesmo sendo um desconhecido, foi “despachado” com classe, sofrendo duas goleadas nas duas mãos, ambas disputadas na Arena Lalgy, uma vez que não tem campos aprovados pela CAF no seu país.

Na primeira mão, foi 7-3 para a Black Bulls e na segunda mão 3-0, fechando com agregado de 10-3 a eliminatória. Já se previa uma Black Bulls demolidora nas afrotaças, a sonhar com a fase de grupos da prova.

Veio então o AS Otohô da República Democrática de Congo, um adversário talhado nas afrotaças e que tinha sido carrasco da União Desportiva de Songo em 2021, para a primeira eliminatória da Liga dos Campeões.

Havia muita expectativa, que começaram a ser positivas quando os “touros” venceram em casa por uma bola sem resposta, levando uma vantagem magra para Brazzaville.
Nesse jogo, a Black Bulls até começou a marcar e a pressionar o seu adversário, para além de que começava a garantir a passagem à fase de grupos, já que o AS Otohô era obrigado a marcar três golos para passar. No fim a Black Bulls sofreu dois golos, a eliminatória ficou empatada, e a turma moçambicana avançada para a fase de grupos da Taça CAF.

Era um dos objectivos principais alcançados pelos “touros” na época 2024. Agora vem a fase de grupos, propriamente dita, a começar já em Novembro, com os três jogos da primeira volta, nomeadamente a Zamalek, no Egipto, a 27 deste mês, seguindo-se o Al Masry, também do Egipto, a 8 de Dezembro, no Estádio Nacional do Zimpeto, para na semana seguinte voltar a jogar em casa, frente a Enyimba da Nigéria.

Que a glória continue, levando os “touros” o mais longe possível, por forma a abrir espaço para mais equipas moçambicanas nas competições africanas.

 

Kadre, o pastor dos “touros”

Hélder Duarte foi o homem escolhido para comandar os “touros”, naquele que foi o regresso ao clube onde tinha sido feliz em 2019, conquistando a segunda divisão, zona sul, em em 2021, na época de estreia no Moçambola, conquistando o título nacional.

Foi a Portugal para treinar e se formar, regressou em 2023, mas desviado de Tchumene para Beira, onde foi campeão nacional com o Ferroviário local, mas o amor pelo azul da camisola da Black Bulls falou mais alto.

Montou uma equipa bastante segura, com Ernan, trazido de Songo a ser o dono da baliza, uma defesa onde Nené, Martinho, Chamboco eram os donos, um quarteto do meio campo comandado por Kadre, com Hammed, Stephen e Rume a serem o tampão, mas com Danilo, Fidel, Armando e outros nas laterais e uma frente de ataque venenoso, onde desponta Chamito, o mais perigoso. Vitinho, Melque e Ejaita foram outros jogadores que fizeram a equipa avançar.

Um conjunto que teve em Kadre o maestro, autor de 19 golos e uma participação em 0,56% golos por jogo. Foi o melhor marcador do Moçambola com 14 golos e o homem que mais vezes foi nomeado o melhor em campo, num total de oito vezes, em 22 jogos.

Kadre foi, de resto, um líder, um treinador dentro das quatro linhas, que jogou, marcou, deu a marcar e defendeu como pode, uma verdadeiro touro incansável.

Danilo, por seu turno, e tal como Kadre, foi o jogador que mais jogos disputou, num total de 34, apenas a contar jogos do Moçambola, Taça de Moçambique, Taça CAF e Supertaça.

Na mesma época, a Black Bulls estreou jogadores novos, como é o caso de Dumbra, jovem de 16 anos de idade, que se notabilizou no início e chegou ao Moçambola.

Basta frisar que a Black Bulls não teve necessidade de se reforçar no mercado de transferência de Junho, tendo continuado com o mesmo plantel do início da época.

A Black Bulls conquistou assim o seu quinto título nacional da história, em oito anos de existência, nomeadamente no Moçambola (2021 e 2024), Supertaça (2022 e 2023) e uma Taça de Moçambique (2023).

TODOS OS JOGOS

DATA JOGO COMPETIÇÃO

2024-12-15 Black Bulls vs Enyimba Taça Confederação CAF
2024-12-08 Black Bulls vs Al-Masry Taça Confederação CAF
2024-11-27 Zamalek SC vs Black Bulls Taça Confederação CAF
2024-11-11 Fer. Lichinga 0-1 Black Bulls Moçambola 2024
2024-11-03 Black Bulls 4-0 Textáfrica Moçambola 2024
2024-10-30 Baía de Pemba 0-1 Black Bulls Moçambola 2024
2024-10-27 Desp. Nacala 0-3 Black Bulls Moçambola 2024
2024-10-23 Black Bulls 3-1 AD Vilankulo Moçambola 2024
2024-10-19 Black Bulls 1(2)-(3)1 Costa do Sol Taça de Moçambique 2024
2024-10-06 Black Bulls 1-1 UD Songo Moçambola 2024
2024-10-02 Brera FC 1-2 Black Bulls Moçambola 2024
2024-09-29 Fer. Maputo 1-0 Black Bulls Moçambola 2024
2024-09-22 AS Otôho 2-1 Black Bulls Taça Confederação CAF
2024-09-14 Black Bulls 1-0 AS Otôho Taça Confederação CAF
2024-09-01 Fer. Beira 1-1 Black Bulls Moçambola 2024
2024-08-27 Black Bulls 1-1 Fer. Nampula Moçambola 2024
2024-08-24 Black Bulls 4-0 Alizé Fort Taça Confederação CAF
2024-08-17 Alizé Fort 0-7 Black Bulls Taça Confederação CAF
2024-08-10 Black Bulls 3-1 Costa do Sol Moçambola 2024
2024-08-03 Costa do Sol 1-1 Black Bulls Taça de Moçambique 2024
2024-07-20 Maxaquene 1-2 Black Bulls Taça de Moçambique 2024
2024-07-12 Black Bulls 2-2 Fer. Lichinga Moçambola 2024
2024-07-07 Textáfrica 1-2 Black Bulls Moçambola 2024
2024-06-24 Black Bulls 7-3 Desp. Nacala Moçambola 2024
2024-06-18 UD Songo 1-1 Black Bulls Moçambola 2024
2024-06-02 Black Bulls 1-1 Fer Maputo Moçambola 2024
2024-05-25 Black Bulls 1-0 Brera FC Moçambola 2024
2024-05-19 AD Vilankulo 2-3 Black Bulls Moçambola 2024
2024-05-11 Black Bulls 2-1 Fer. Beira Moçambola 2024
2024-05-05 Fer. Nampula 1-2 Black Bulls Moçambola 2024
2024-04-27 Black Bulls 3-0 Baía Pemba Moçambola 2024
2024-04-21 Costa do Sol 2-3 Black Bulls Moçambola 2024
2024-04-13 Fer. Beira 0-2 Black Bulls Supertaça 2024
2024-04-06 Black Bulls 0(6)-(5)0 Maxaquene Liga JOGABETS 2024
2024-03-30 Black Bulls 0(5)-(4)0 Costa do Sol Liga JOGABETS 2024
2024-03-23 Black Bulls 4-1 Águias Liga JOGABETS 2024
2024-03-20 Nacional 1-1 Black Bulls Liga JOGABETS 2024
2024-03-16 Black Bulls 5-0 Desp. Maputo Liga JOGABETS 2024
2024-03-09 Matc. Maputo 0-6 Black Bulls Liga JOGABETS 2024
2024-03-06 Black Bulls 5-1 UD Zimpeto Liga JOGABETS 2024

A Federação Moçambicana de Futebol apela à tranquilidade face à tensão que se vive no país, de modo a garantir a realização do jogo entre Moçambique e Mali, na sexta-feira. A FMF alerta que, em caso de qualquer ameaça à segurança, a CAF pode penalizar os Mambas com uma derrota e multa. O apelo foi feito também pelo seleccionador nacional e pelo capitão dos Mambas.

Os Mambas defrontam, esta sexta-feira, a sua congénere do Mali, em jogo da quinta e penúltima jornada da fase de qualificação para o CAN. Face à tensão que se vive no país, a Federação Moçambicana de Futebol convocou a imprensa, esta terça-feira, para apelar à calma e tranquilidade dos moçambicanos.

Feizal Sidat foi a primeira voz ouvida a deixar seu apelo, realçando que “como entidade gestora do futebol, queríamos reafirmar que estamos sensíveis e respeitamos a diversidade de ideias, de opiniões e queremos apelar aos nossos compatriotas e acreditamos que os moçambicanos, de forma geral, saberão compreender este momento, pois o futebol pode unir e promover a felicidade dos moçambicanos”.

Sidat pediu a presença do público no Estádio Nacional do Zimpeto, alertando que, em caso de não haver condições para a realização do jogo “o país poderá ser sancionado pela Confederação Africana de Futebol com uma derrota e uma pesada multa”, mesmo porque já não há espaço para a mudança do local da realização do jogo, uma vez que já estamos na data-FIFA.

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol recorda que o embate diante do Mali é crucial para as contas da qualificação para o CAN e reafirma que “este é um momento de união entre os moçambicanos. Os Mambas são a expressão máxima do futebol moçambicano e, seguramente, um orgulho para toda a nação”.

Na busca por uma solução viável para garantir a realização do jogo, a FMF manteve encontro com os Ministérios da Defesa e do Interior. “Como sabemos, houve, na quinta-feira, uma manifestação. A nível internacional, foi divulgado pelos órgãos de informação internacionais e a CAF ficou preocupada. Na quinta-feira à noite, recebemos uma notificação da Confederação Africana de Futebol; na sexta-feira reunimo-nos com o Governo, a Secretaria do Estado do Desporto, com o Ministério do Interior, e mesmo na sexta-feira fizemos uma carta de conforto, uma carta de garantias da parte do Governo. É isso que a Confederação Africana de Futebol pretendia, e enviámos”.

Entretanto, e mesmo sem ter todas as garantias de segurança no país para a realização do jogo, no sábado a FMF recebeu uma nota da Confederação Africana de Futebol a dizer que o jogo vai realizar-se no solo pátrio.

Mas fica um alerta: “Se qualquer situação acontecer nesta semana, praticamente Moçambique vai perder o jogo. Portanto, é isso que a Confederação Africana vai decidir”.

Por isso, segundo Feizal Sidat, o apelo é que a situação seja calma em toda semana “não só no dia do jogo, mas a partir de agora, tendo em conta que a selecção do Mali já está cá, tem de ir treinar, a selecção do Moçambique tem de ir treinar, os árbitros terão de ir treinar também. Então, neste vaivém, é preciso garantir a segurança de todos os protagonistas no jogo”.

Para já, não há nenhuma indicação de possibilidade de realização do jogo à porta fechada, por parte da Confederação Africana de Futebol.

 

Conde e Dominguez também pedem apoio do público

O seleccionador nacional e o capitão dos Mambas juntaram-se às vozes de apelo e falam da importância do jogo com o Mali.

Para o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, o jogo de sexta-feira, diante do Mali, é o das vidas dos jogadores e qualquer situação que possa acontecer para impedir a realização do jogo pode afectar negativamente o balneário dos Mambas.

Por isso, “aquilo a que podemos apelar é a serenidade. Queremos preparar o jogo com extrema tranquilidade, para que nós não percamos o foco daquilo que é a essência do futebol, que é o ópio do público”, disse Conde, que acrescentou ainda, em jeito de apelo “que no dia 15, às 18 horas, tenhamos uma onda vermelha, e o público presente no estádio para que nós possamos fazer a nossa festa, a festa da participação numa competição importante, quiçá com o vosso apoio e com a vossa dedicação, como sempre”.

Apesar de reconhecer que os Mambas estão bem encaminhados e a depender somente de si para garantir a qualificação, Conde conta com apoio do público, afinal “é o nosso 12º jogador, e foi juntamente com o público que nós conseguimos alcançar coisas extremamente importantes no panorama do futebol nacional”.

Já, parco em palavras, o capitão Dominguez limitou-se a pedir apoio dos adeptos no Zimpeto, na sexta-feira. “Queria pedir que o público esteja no estádio, em massa, que nos apoie, porque é um jogo importante, e tudo depende de todos nós. É mais um jogo importante que pode dar a nossa qualificação. Então, espero que toda a gente venha a Zimpeto”, disse o capitão.

 

Mambas ainda incompletos

O seleccionador nacional abordou aspectos ligados à preparação da equipa nacional, tendo referido que ainda não estão todos os convocados para o embate da sexta-feira.
“Infelizmente não temos toda a equipa presente, por várias vicissitudes, alterações de alguns jogos, e condicionado também das ligações aéreas, mas estamos a juntar-nos para que de facto nós comecemos a preparar este jogo”, disse, sem especificar os jogadores ainda ausentes.

Sabe-se, porém, que já houve alterações na convocatória inicial, com as saídas de Witi Quembo e Mexer Macandza, ambos por lesão, e as integrações de Melque, da Black Bulls, e Bhéu Januário, da União Desportiva de Songo.

Os Mambas realizaram uma sessão de treinos esta terça-feira, devendo realizar outra esta quarta-feira, já com o grupo completo, antes do último treino, quinta-feira, que antecede o jogo da sexta-feira, às 18h00, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Recorde-se que o jogo entre Moçambique e Mali se insere na quinta jornada do grupo I de qualificação para o CAN 2025, em Marrocos. As duas selecções partilham a liderança do grupo com oito pontos, mais quatro que a Guiné-Bissau, enquanto Eswatini conta com apenas um ponto.

Na diáspora, os futebolistas moçambicanos Mexer, Stanley Ratifo, Bruno Langa e Ricardo Guima saíram vitoriosos nos jogos deste fim-de-semana. O destaque maior na Turquia é o Bandirmaspor de Mexer, que venceu o Boluspor e está, deste modo, a um ponto da liderança.

Na segunda liga turca, o Bandirmaspor venceu Boluspor, por 2-0, e está mais próximo do que nunca da liderança. Fica com esta vitória a 1 ponto do Kocaelispor. O defesa moçambicano Mexer entrou na ficha de jogo na segunda parte.

Ainda na segunda liga turca, o Igdir Fk, de Guima, venceu o Umranyespor e ficou a 4 pontos da liderança. Será uma luta interessante entre Guima e Mexer pela conquista da competição.

Na quarta divisão alemã, o Chemie Leipzig regressou às vitórias, vencendo o Hertha, por duas bolas a uma. Com esta vitória, o Chemir Leipzic sai da zona de despromoção.
O avançado moçambicano Stanley Ratifo foi titular e teve boas oportunidades para marcar.

Em Espanha, o Almería venceu fora de casa o Elche e afastou-se dos lugares de despromoção. O Almería fica a 14 pontos da liderança. O defesa moçambicano Bruno Langa fez os 90 minutos.

O Atlético de Madrid, de Reinildo Mandava, venceu o Maiorca por uma bola a zero, com Julian Alvarez a ser o marcador de serviço.

Com este resultado, o Atlético fica a 7 pontos do líder Barcelona, que perdeu nesta Jornada por uma bola a zero, diante do Real Sociedade.

O jogador moçambicano Renildo Mandava foi titular.

O Sporting Clube de Portugal ,equipa onde joga o moçambicano Geny Catamo, venceu o Braga por quatro bolas a duas, reforçando a liderança do campeonato  português, naquele que foi o jogo de despedida do treinador Ruben Amorim. Por outro lado, no eterno clássico do futebol português, o Benfica goleou  o Futebol  Clube do Porto por quatro bolas a uma e aproximou-se do segundo lugar .

Despedida de Rúben Amorim a começar de forma amarga, com o Braga a abrir vantagem de dois golos e com Ricardo Horta a fazer o bis.

Os leões de forma épica conseguiram virar o jogo para 4-2. O suspeito do costume, Gyokeres, não marcou, mas coube ao seu clone, Conor Harder, marcar os golos decisivos. Geny Catamo entrou aos 26 minutos para o lugar do lesionado Pote.

No eterno clássico as Águias não deram hipótese aos dragões. O jogo até esteve empatado a uma bola, mas depois o Benfica ligou o rolo compressor e sentenciou a partida.  

O argentino Di Maria foi o destaque da partida ao marcar dois golos .

Com estes resultados o Sporting abre vantagem de seis pontos sobre o FC do Porto e o Benfica aproxima-se do segundo lugar, tendo um jogo a menos.

 

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