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O País – A verdade como notícia

Em 2015, Nelson Santos veio à Moçambique pela mão do Costa do Sol, tendo substituído Diamantino Miranda quando foi afastado e expulso do país, ainda a meio do campeonato. O técnico português levou os “canarinhos” ao segundo lugar do campeonato nacional, atrás do Ferroviário de Maputo, numa prova que foi disputada até ao último segundo, senão mesmo até depois do último minuto, uma vez que o jogo envolvendo o Costa do Sol já tinha terminado quando os “locomotivas” da capital se sagraram campeões nacionais.

Com a direcção do Costa do Sol, não houve entendimento para sua continuidade, tendo este regressado à Portugal, para junto da família.

Em 2017, Nelson Santos foi novamente chamado para abraçar um projecto ambicioso e a longo prazo no Costa do Sol, onde contratou 20 jogadores. Na altura, Nelson Santos considerou esta época como a inicial (“época zero”), uma vez que seu contrato era de dois anos com mais um de opção.

O principal objectivo de Nelson Santos no comando dos canarinhos era formar uma equipa que atacasse as conquistas internas, daí que a direcção do clube tenha criado condições para um plantel luxuoso, onde fez contratações em todos os sectores, desde a baliza até ao ataque, com destaque para jogadores como Guirrugo, Kito, Nelson, Isac, Lineker, Mbulu, entre outros.

Depois de uma época desastrosa em 2016, onde chegou a lutar pela manutencão, os planos da equipa técnica passaram por lutar pelo título nacional e conquistar a Taça de Moçambique, uma vez passados 10 anos sem que a equipa conquistasse um título sequer.

Nos princípios de Outubro, a equipa lutava incondicionalmente com a União Desportiva de Songo para a conquista do título e havia chegado à final da Taça de Moçambique. No final do Moçambola ZAP, os “canarinhos” contentaram-se com o segundo lugar. E conquistaram, finalmente, a Taça de Moçambique.

Rescisão amigável

No domingo, a direcção do Costa do Sol realizou uma gala de encerramento da época para galardoar os melhores atletas do clube. Mas na segunda-feira tudo mudou…

Quando o técnico já preparava a próxima época futebolística, com destaque para a sua participação nas afrotaças, concretamente na Taça CAF, eis que que surge a notícia do divórcio entre Nelson Santos e Amosse Chicualacuala. “Até segunda-feira eu era treinador do Costa do Sol, mas depois da reunião que tivemos, optamos por rescindir o contrato, amigavelmente.

Não houve entendimento sob algumas exigências, uma vez que o Nelson queria uma coisa e a direccção do Costa do Sol queria outra”, começou por justificar a sua saída, o técnico português.

Falando ao O País, Nelson Santos disse que o projecto que havia sido entregue a si era de longo prazo e que assumia que deveria trabalhar em prol do Costa do Sol não somente para esta temporada, mas também para as próximas. E lamenta o facto do “casamento” ter terminado muito antes de cumprir com o que havia prometido e se proposto a conquistar, respectivamente a conquista do título nacional.

Ainda assim, Nelson Santos diz sentir-se agradecido ao Costa do Sol por tudo quanto fez, “acima de tudo ao presidente, a toda direcção, a equipa técnica, a todos os jogadores que me fizeram crescer como treinador”, pois isso foi de grande ajuda para “devolver os títulos ao Costa do Sol e conseguir colocar a equipa nos patamares competitvos”.

Nelson Santos diz estar feliz porque as pessoas olham para o Costa do Sol “com outros olhos”, mas como tudo na vida “tudo tem um início e um fim”, tal como neste caso, em que não houve acordo e precipitou a rescisão do contrato.

Treinador livre para abraçar outros projectos

O ex-treinador do Costa do Sol diz que não chegou a ter nenhum vínculo com nenhuma equipa, pese embora especulações que apontavam que uma ligação com o Ferroviário de Maputo. “Agora sou um treinador livre, sou profissional, quero continuar em Moçambique. Agora estou à espera que o telefone toque porque preparei-me para ganhar e quero continuar a ganhar e vou esperar por um projecto ambicioso e vencedor para abraçar” afirma esperançoso o técnico português.

Ainda assim, o técnico diz que seria uma honra poder treinar uma equipa grande “como o Ferroviário”, pois tem ambições de conquistar títulos, facto que vai de acordo com as suas próprias ambições, segundo disse. Mas por enquanto, diz-se livre e à espera de contactos de qualquer equipa moçambicana.

Para já, Nelson Santos diz-se feliz e orgulhoso pelas conquistas no Costa do sol, onde se contam dois troféus do torneio de abertura da Cidade de Maputo, duas vezes vice-campeão e vencedor de uma Taça de Moçambique. Estas conquistas levam Nelson Santos a dizer que “no costa do Sol saio com a cabeça erguida pelas conquistas que fiz, pois num ano, em três títulos possíveis, consegui dois e isso é obra”. Ademais, Santos deixa uma equipa com o melhor ataque do Moçambola ZAP e uma estrutura para combater nas competições africanas com determinação e que “pode chegar longe porque tem equipa para isso”.

Importa salientar que tentativas de contactar a direcção canarinha para saber dos motivos da não continuidade com o técnico Nelson Santos redundaram num fracasso.

Os Mambas Legends realizaram, ontem, a terceira sessão de treinos com vista ao embate do próximo dia 11 de Novembro, diante do Barcelona Legends. A sessão contou com todos os jogadores seleccionados e que vivem em Moçambique.

Há dez dias do grande jogo entre as antigas glórias de Moçambique e do Barcelona, os moçambicanos aprimoram os aspectos físicos, de modo a estarem em forma no dia do jogo. Em mais uma sessão de treinos, onde estiveram os mais de 18 jogadores seleccionados e que vivem no país, Riquito e Adino, seleccionadores interinos, priorizaram a componente da resistência física dos jogadores, tendo em conta que os mesmos estão com o peso acima da média. 

Aliás, o treino foi caracterizado por uma peladinha com antigas estrelas do Maxaquene, onde os seleccionadores interinos dividiram a selecção em dois grupos, sendo o primeiro o mais próximo dos jogadores que disputaram o CAN-96, na África do Sul, e que levaram os Mambas ao CAN-98, no Burquina Faso. 

Rui Évora na baliza, Paíto, Tomás, Baúte e João Chissano na defensiva, Jossias, Nelinho, Chiquinho e Sérgio Faife na intermediária, e Tico-Tico e Dário Monteiro na frente do ataque, foram recordando as combinações que fizeram em tempos, embora ao ritmo lento, tendo em conta que a resistência já se esgota. 

Depois de pouco mais de 30 minutos de corrida, foi a vez de outros tantos, nomeadamente Pinto Barros, Mano Mano, Macamo, Dário Khan, Genito, Gonçalves, Danito Cuta, Ali Hassan, entre outros, fazerem-se ao relvado sintéctico para também esticar os músculos e testar a sua condição física.

Mas o mais importante é a emoção e alegria que é caracterizada nestas sessões de treinos e evidenciada pelos jogadores, que se mostram confiantes que até ao dia do jogo estarão em boa condição física e com os aspectos tácticos e técnicos alinhavados, tendo como objectivo principal proporcionar um excelente espectáculo de futebol aos amantes do desporto rei.

Jogo vai trazer prestígio ao país
Para o seleccionador nacional interino, Henriques Tembe, mais conhecido por Riquito, este jogo entre as antigas glórias dos Mambas e do Barcelona vai trazer prestígio ao país, tendo em conta que muitas pessoas de fora poderão ficar interessados em ver in loco as suas referências futebolísticas. “Com este intercâmbio, penso que podemos ganhar prestígio, pois está a ser publicitado e nos países vizinhos, bem como nos mais distantes, já sabem que se vai realizar este jogo entre os Mambas Legends e o Barcelona Legends e vão se interessar em saber mais de nós. Portanto, penso que vai ser prestigiante para nós os moçambicanos”, assegura Riquito.

Embora reconheça que a condição física dos jogadores nacionais está furos abaixo do seu adversário, o Barcelona, Riquito apela a presença dos moçambicanos no Estádio Nacional do Zimpeto, não só para prestar seu apoio, mas também para “terem a oportunidade de recordar o que viram em tempos com os jogadores nacionais, que somos nós, e aqueles que foram seus ídolos vendo-os pela televisão e que agora poderão vê-los ao vivo”. Riquito considera que será uma honra poder fazer parte deste jogo, uma vez que “também nós os jogadores teremos a oportunidade de ver as estrelas que sempre admiramos pela televisão, mas agora os veremos directamente”.

Para já, os treinos decorrem no campo do Costa do Sol, num relvado sintéctico e com iluminação deficiente.

Riquito diz que é o único campo disponível a esta altura, mas espera que nas vésperas do jogo possam treinar no Estádio Nacional do Zimpeto, também como forma de se adaptarem ao relvado natural. “Há uma diferença entre o relvado sintéctico e natural, mas este é o que nós dispomos para realizar os nossos trabalhos. Mas penso que para semana já vamos poder trabalhar no Zimpeto” referiu Riquito, a terminar.

Vai ser um privilégio
O antigo internacional moçambicano, Chiquinho Conde, garante sua participação no jogo entre os Mambas Legends e o Barcelona Legends. Conde diz tratar-se de uma boa iniciativa e considera que os moçambicanos não estão preparados para o jogo.

Chiquinho Conde faz parte das antigas glórias dos Mambas que a 11 de Novembro vão defrontar as antigas estrelas do Barcelona da Espanha, no Estádio Nacional do Zimpeto.

O antigo internacional moçambicano, que participou em 3 Campeonatos Africanos das Nações (1986 – Egipto, 1996 – África do Sul e 1998 – Burquina Faso), garantiu a sua participação no jogo e diz ser um privilégio juntar-se aos colegas que fizeram história ao serviço da selecção nacional “pese embora alguns colegas não estejam em condições de participar”, pelo menos fisicamente.

O agora treinador da União Desportiva de Songo diz ser um bom intercâmbio que se está a criar com a equipa da Catalunha, tendo em conta o nível de futebol dos dois países. “É um intercâmbio de salutar, afinal estamos a falar de uma marca que é o Barcelona. Mas estamos em culturas completamente diferentes, já que os jogadores àquele nível continuam a sua actividade e nós não temos essa cultura. Infelizmente, as lendas moçambicanas estão em condições precárias”, considera o antigo capitão dos Mambas.

Mas há algo que Chiquinho Conde não deixa de lado: a condição física de algumas lendas moçambicanas. “É pena estarmos a começar logo com as estrelas do Barcelona, o que não vai ser fácil. Enquanto o Barcelona virá com 15 ou 18 jogadores, nós temos de ter no nosso grupo uns 30, no mínimo, já que alguns só vão jogar 5 a 10 minutos”, termina Chiquinho Conde com risos.

No treino desta terça-feira, no Campo do Costa do Sol, Chiquinho Conde marcou um golo de livre aos antigos jogadores do Maxaquene.

O treinador do Costa do Sol, Nelson Santos faz um balanço positivo da época desportiva 2017, tendo em conta a conquista da Taça de Moçambique. 

A época terminou e os canarinhos conseguiram apenas um troféu, dos dois que se haviam propostos a conquistar no início da época.

O treinador do Costa do Sol, Nelson Santos quebrou um jejum de 10 anos e levou às vitrinas do matchiki tchiki a 12ª taça na história do clube.

Na hora do balanço, Nélson Santos, diz que apesar de não ter conquistado o Moçambola Zap, a época foi positiva.

A posição do treinador é também defendida pelos jogadores, que dizem que apesar das adversidades atravessadas ao longo da época, há mais motivos para sorrir. E as responsabilidades aumentam.

Estes posicionamentos foram defendidos durante a cerimónia de encerramento da época 2017, na qual Aquila Mucubaquiri foi coroada como melhor atleta de basquetebol em feminino, e Guirrugo melhor jogador do plantel sénior de futebol.
 

Música, acrobacia e muita animação marcaram a apresentação de crianças que se beneficiaram de uma formação pela equipa de basquetebol, que vem fazendo shows pelo mundo com todo o seu charme, brincadeira e experiência nesse assunto.

O espectáculo que tinha como lema: “Protecção a criança em Moçambique”, não aos casamentos prematuros, contou com o apoio de algumas empresas da praça, dentre as quais, a Vodacom e o Standard Bank, visando sensibilizar a população moçambicana, através de mensagens da Visão Mundial-Moçambique.

Eleutério Fenita, Director-Executivo da Visão Mundial em Moçambique diz que esta iniciativa vem contribuir para a consciencialização sobre os direitos das crianças e o desenvolvimento sustentável. 

Os jogadores da Harlem Globetrotters dizem sentir-se satisfeitos por estarem cá e acrescentam que a parceria com a Visão Mundial já dura quatro anos.

Já as beneficiárias da formação, dizem que aprenderam muito e que o que resta agora é transmitir os ensinamentos.

A equipe viaja o mundo e já fez mais de 25 mil apresentações em 118 países.

 

 

O Estrela Vermelha goleou, na última sexta-feira, o Ferroviário de Maputo por 6-1, em jogo da 11ª jornada do Campeonato da Cidade em Hóquei em Patins. Tratava-se do duelo da jornada inaugural da terceira volta.

O estrela tentou, desde o início, comandar o rumo dos acontecimentos, mas encontrou um Ferroviário que se defendeu muito bem pelo menos nos primeiros instantes. Entretanto, a noite era da equipa alaranjada.

Nos instantes iniciais… Ivan Esculudes inaugurou o marcador. Bastante inspirado, Ivan não teve dificuldades em bisar na partida. Sem soluções, o Ferroviário viu o mesmo Ivan a aumentar a vantagem para 3-0. Com este resultado, foi-se ao intervalo.

No reatamento, o Ferroviário até esteve em vantagem numérica com a saída de Ivan, após receber um cartão azul, mas mesmo assim, não conseguiu aproveitar a situação. Depois de cumprir o castigo, Ivan Esculutes voltou para ampliar a vantagem dos alaranjados em 4-0.

Com dificuldades de fazer o seu jogo, o Ferroviário sofreu o quinto golo marcado por Spiros Esculudes. Os “locomotivas” só conseguiram responder numa jogada rápida em que Macário Issufo, de longe, disferiu uma stikada certeira.

Quando se pensava que o Ferroviário tinha acordado para o jogo, eis que o irrequieto Ivan Esculudes veio com as suas e aumentou para a vantagem para 6-1. Com este resultado, terminou partida. Assim, os alaranjados continuam a liderar a tabela classificativa com trinta pontos, já os “locomotivas” continuam na terceira posição com 18 pontos.

 

Desportivo Jat pressiona líder

O Desportivo de Maputo Jat continua a pressionar o Estrela Vermelha. Os tricolores beneficiaram-se da falta de comparência, na última jornada, do Dom Bosco para somar pontos que colocam a formação a três pontos do líder. Por outro lado, a Académica não conseguiu levar de vencida a formação a equipa do Desportivo de Maputo B, num jogo que foi caracterizado pelo equilíbrio até o final da partida.

Mais um duelo

Trata-se do confronto entre o Desportivo de Maputo A e o Ferroviário de Maputo, partida que abre a jornada 12 do Campeonato da Cidade, a realizar-se terça-feira. São duas equipas com fortes ambições, apesar de estarem a atravessar momentos distintos nesta fase da prova. Os “locomotivas” da capital irão procurar vingar a derrota pesada na jornada anterior diante do Estrela Vermelha e lutar pelo título. Ainda na terça, a Académica irá defrontar o Dom Bosco e Desportivo B irá medir forças com o líder o Estrela Vermelha.

 

 

 

 

 

Dez anos depois, os canarinhos voltaram a conquistar a Taça de Moçambique. A décima segunda na história do clube e mantêm o estatuto de maior números de títulos na prova. O Costa do Sol fez festa no Estádio Nacional de Zimpeto.

Indo as peripécias do embate: Noite de sábado fria no Estádio Nacional de Zimpeto e muito espectáculo estava por vir para aquecer a final da Taça de Moçambique 2017, entre o Costa do Sol e a União Desportiva de Songo.

Ao Som do apito a bola começou a rolar. Tanto os canarinhos, assim como os hidroélectricos tentavam chegar ao golo, com os olhos postos no canecão. Chiquinho Conde dava orientações aos seus pupilos. Nelson Santos também fazia o mesmo.

Kito, de longe, testou os reflexos do guarda-redes de Songo, Augusto Nguenha, que subiu para as alturas e com as mãos buscou a bola. Mbulo tentou um remate acrobático, mais uma vez Nguenha mostrou-se seguro entre os postes.

Os treinados de Chiquinho Conde responderam com um remate de Miquissone que esbarra na muralha defensiva canarinha. Foi uma primeira parte em que as equipas ficaram presas nos esquemas tácticos. A segunda parte foi quase uma cópia fiel da primeira. Nelson Santos e Chiquinho Conde em algum momento lutavam pela posse da bola, fora do campo. Os  90 minutos terminaram com o nulo.

Entrou-se para os primeiros 15 minutos do prolongamento e os avançados continuaram com a pontaria desafinada. Nos últimos 15 minutos, quando se pensava que se iria para a marcação das penalidades, Isac descobre um buraco de agulha e marca o golo da salvação. Festa no campo e nas bancadas.

Nelson Santos era o homem mais feliz e agradeceu os adeptos, mostrando que tinha muito apresso por eles.

Chiquinho Conde, cabisbaixo, recusou falar para alguns órgãos de comunicação social.

 

Priii…priii, será ao som do apito do árbitro, quando os ponteiros do relógio indicarem 18 horas, que os jogadores do Costa do Sol e da União Desportiva de Songo vão correr atrás da “menina” toda ela redondinha, para anichá-la no fundo das redes e público gritar “goooolooo…”, naquela que será a segunda final consecutiva na Taça de Moçambique, para a formação de Sogo, perante um “canário” que anda com sede de vencer provas nacionais.
Aliás, este embate tem um cunho de tira-teimas, uma vez que os treinados de Nelson Santos perderam o campeonato nacional justamente com esta equipa, lá para terras montanhosas da pacata vila de Songo, na província de Tete.

Entretanto, os dois planteis têm qualidade e “raça” para erguerem o canecão no relvado do Estádio Nacional do Zimpeto, depois do jogo. Por exemplo, a equipa do Songo tem o pequeno grande Luís Miquissone para desiquilibrar no ataque, sem nos esquecermos de Parkim – outra peça fundamental da equipa. Uma defesa também muito bem comanda pelo capitão Mucuapel.

Claramente que o Costa do Sol terá uma palavra a dizer com atletas como Mbulu, Isac, Lineker, Ruben, Aguiar, Gerson Massango, Kito, entre outros. Facto mesmo é que as duas equipas, que se defrontam sábado à noite, já conhecem o sabor da conquista, sendo que o Costa do Sol é o que mais vitórias tem, nomeadamente 11, enquanto a União Desportiva de Songo se estreou ano passado e busca a renovação e a dobradinha este ano.
Vencedor terá 550 mil meticais de prémio.

Ontem, em conferência de imprensa conjunta, a União Desportiva de Songo e o Costa do Sol reagiram e disseram que o principal objectivo é vencer a final da Taça de Moçambique deste ano. O vencedor terá o prémio de 550 mil meticais e o vencido 250 mil, segundo anunciou a Federação Moçambicana de Futebol. Os “hidroeléctricos” e os “canarinhos” prometem um bom espectáculo, mas com foco na vitória, para conquistar a prova.

“Ganhamos o campeonato nacional e já festejamos, agora estamos focados na Taça de Moçambique. Queremos que seja disputado em 90 minutos, e que consigamos ganhar a partida. Respeitar o adversário, porque também tem a mesma legitimidade”, disse Chiquinho Conde, treinador da UD Songo, seguido pelo capitão da equipa, Mucuapel, que afirmou “em dois anos consecutivos numa final, implica que há trabalho atrás de mim, então, se há trabalho é para se glorificar este trabalho que tenho feito em conjunto com os meus colegas”.

Já o Costa do Sol, representado por Artur Faria considerou “é um regresso do Costa do Sol as grandes decisões. Aquilo que nós delinearmos no início da época, um dos pontos fundamentais era estar presente na final da Taça de Moçambique e consequentemente vencer a mesma”. As palavras de Faria encontram suporte em Nhabanga, que esteve na final de 2009, como jogador do Costa Sol e foi peremptório ao dizer: “O Costa do Sol é uma equipa que está habituada a grandes desafios e no jogo de sábado não vai fugir a regra”.

A Federação Moçambicana de Futebol garante que todos os aspectos de segurança estão garantidas e o bilhete de entrada custa o preço único de 100 meticais.
“Temos a polícia já organizada, as ambulâncias, o pessoal médico e de socorro. Vai ser uma festa muito bonita”, salientou Denise Cortês-Keyser, vice-presidente dos Estudos, Projectos e Marketing da FMF. 

A União Desportiva de Songo foi vencedora da Taça de Moçambique no ano passado e caso vença este ano vai fazer a dobradinha, uma vez que é campeã nacional 2017.

A efectivação do jogo entre os Mambas Legends e o Barcelona Legends envolve muitos parceiros, entre eles a Zap, a Soico e a Engen. E ontem, durante a confirmação do jogo para o dia 11 de Novembro, as três instituições juntaram-se à Federação Moçambicana de Futebol e à Khetu, na assinatura de um memorando visando o sucesso do mesmo.

E para que mais moçambicanos possam acompanhar o jogo, a Zap e a Soico assinaram um contrato que permite a transmissão em directo das estrelas moçambicanas e catalãs, na Stv Notícias, segundo confirmação dada por Jeremias Langa, administrador do grupo Soico, e Marcos Araújo, director da Zap em Moçambique.

A transmissão do jogo vai ser possível graças à junção de esforços entre estas duas instituições que vêm levando a cabo a sua parceria desde o ano passado, quando iniciaram as transmissões do Moçambola, ora designada Moçambola Zap, a partir deste ano.

Mas há ainda instituições ligadas ao projecto, através do apoio financeiro, de modo que tudo corra sem sobressaltos. Tal é o caso da Engen que, de acordo com seu representante, Eduardo Chiau, pretende apoiar “naquilo que podemos para que este evento se realize com algum sucesso”.

Nas vésperas do jogo entre os Mambas Legends e o Barcelona Legends haverá várias sessões de autógrafos e fotografias com os jogadores convocados nas duas equipas.

Diante do vice-campeão africano de clubes e campeão angolano em título, o Ferroviário de Maputo entrou determinado na quadra.

O conjunto orientado por Milagre Macome controlou o primeiro quarto, saindo a vencer por três  pontos de diferença: 22-19.

O segundo quarto revelou o poderio fisíco, atlético e táctico do Libolo, equipa rotinada e com maior volume de trabalho comparativamente ao seu adversário. Os angolanos foram, por isso,  ao intervalo a vencer por 42-31.

No terceiro período, o Libolo continuou melhor na quadra e disparou no marcador para uma diferença de 26 pontos: 66-40.

No quarto e último, o treinador do Libolo rodou a equipa e mesmo assim venceu no final por 86-52.

Hoje, o Ferroviário de Maputo mede forças com os Dolphins, em jogo inserido na sexta jornada da fase preliminar da zona VI da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores masculinos.

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