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O País – A verdade como notícia

Patrick Kluivert começou no AFC Ajax em 1994, mas foi em 1995 que começou a ganhar fama, ao fazer no dia 24 de Maio de 1995, o único golo da vitória do Ajax sobre o Milan na decisão da Liga dos Campeões da UEFA de 1994/95. Com esse golo, é ainda hoje o jogador mais jovem a marcar um tento numa final do principal torneio do continente europeu, quando tinha apenas 18 anos, 10 meses e 23 dias de vida. Na sua carreira jogou pelo Milan, Barcelona, Newcastle United, Valencia, PSV Eindhoven, Lille OSC. Após o final do contrato voltou para os Países Baixos fez-se treinador de futebol e muito recente esteve no cargo de director desportivo de futebol do PSG. Na sua curta passagem por Moçambique, deixou ficar algumas linhas do seu pensamento sobre o futebol.

Pela primeira vez em Moçambique, com que impressão ficou?

A primeira impressão é muito boa, as pessoas são muito educadas. É um país bonito.

Como nasce a ideia das "Lendas do Barcelona" virem jogar em Moçambique?

Nós já realizamos alguns jogos em África. Moçambique foi o terceiro país no qual jogamos. Os anteriores foram um grande sucesso. Queremos explorar mais jogos em África.

Porque a escolha de Moçambique desta vez, para realizar este jogo?

Porque achamos que Moçambique é um país de futebol, também para dar uma oportunidade às pessoas em geral, crianças e turistas, e trazer energias positivas para Moçambique.

Talentos africanos são excepcionais

Qual a sua opinião em relação ao talento africano, os jogadores espalhados pela Europa, Ásia e América?

África tem grandes talentos a jogarem em grandes campeonatos do mundo. Se olhar para as competências individuais dos talentos africanos são simplesmente excepcionais. Em diferentes partes de África tens sempre o nascimento de grandes jogadores que depois chegam aos grandes palcos mundiais e vencem importantes troféus pelos seus clubes.

Quais os pontos fracos e fortes do jogador africano?

Eu penso que um dos pontos importantes é que são muito fortes mentalmente e fisicamente, e querem sempre alcançar algo em frente, por isso fazem bonito na liga espanhola, inglesa entre outras. O jogador africano não se importa em que país joga, ele representa bem.

Jogou com vários atletas africanos, pode mencionar qual deles mais o marcou?

Quando eu jogava no Ajax, tive dois colegas africanos, os nigerianos Nwaku Kanu e Finnidi George. Eles notabilizavam-se pela sua qualidade e fúria no futebol. Com ajuda deles vencemos a Liga dos Campeões, a Liga Holandesa, mas pelo caminho conheci outros grandes jogadores de África de talento ímpar.

Falou do Ajax e ocorre-me agora que a selecção holandesa não está a atravessar um bom momento de forma. O que está errado? Os resultados estão longe das expectaivas dos adeptos.

Concordo que os resultados não estão a favor dos jogadores da selecção, não sei exactamente o que se passa porque temos jogadores experientes na selecção e que devem puxar pela equipa e pelas novas chegadas. E há realmente coisas que eu não sei como explicar. Se olhar para unidades individuais da selecção holandesa, são muito bons jogadores, mas como equipa estão a falhar. As possibilidades para chegar ao campeonato do mundo se foram… Toda gente viu o último jogo diante da França, foi muito pesado. Mas é como disse, não posso dizer muito sobre este tópico. 

Que mudanças os adeptos podem esperar num futuro próximo?

Os adeptos podem esperar que os jogadores lutem até a última gota de suor para melhorar a actual situação. Mas é como disse, vai ser difícil. Quando há uma pequena oportunidade, tem que se lutar por ela.

Aumento de equipas no mundial é oportunida para os que nunca participaram

Qual é a sua opinião em relação ao novo dispositivo da FIFA, de aumentar o número de equipas participantes em fases finais do campeonato do mundo?  

Penso que com mais países no campeonato do mundo, a competição será mais longa. Por outro lado, dará a mais países, que normalmente não têm oportunidade de estar na prova, a oportunidade de jogar ao alto nível. Para campeonatos longos como o inglês, terão que sofrer alguns cortes porque os jogadores precisam de tempo para descanso entre as provas.

Outro tópico actual é a introdução do vídeo árbitro, o que acha desta inovação?

Pode ser uma boa discussão, mas nós temos que assistir o futebol e vivê-lo na sua essência, toda gente comete erros, alguns mais graves, acho que o tecnologia do golo na linha é importante porque permite ter o resultado e decisão certa. Mas não precisamos de ter muita tecnologia no futebol.

Essas inovações podem reduzir a qualidade do espetáculo dentro das quatro linhas?

Muita tecnologia provavelmente reduza a qualidade do espetáculo.

Jogou com nomes como Ronaldinho, Deco, Figo, entre outros atletas de topo. Actualmente temos dois jogadores que disputam tudo entre si. Quem para si é o melhor, Messi ou CR7?

Quem é o melhor? É uma pergunta difícil porque os dois jogam muito bem. Mas acho que a diferença está no talento natural de Messi, enquanto o CR7 é uma máquina de marcar golos. Com certeza, tem talento, mas trabalha mais para estar no nível em que se encontra. Tenho imenso respeito pelos dois, e como tal dificuldades em dizer quem é o melhor, mas ao fim do dia penderia mais para o Messi.

Quer partilhar connosco algum momento seu no Barcelona que ficou gravado na memória?

Com certeza, todos os jogos da Liga dos Campeões. Joguei seis anos pelo Barcelona e foram os melhores anos fora do meu país de origem, a Holanda. Barcelona é o clube que está no meu coração. Jogar em Camp Nou com toda aquela audiência é fantástico!

Recentemente esteve no PSG como director desportivo. O clube está a crescer rápido, julga que num futuro breve poderá vencer a Champions, olhando para o volume de investimentos que tem realizado?

Quando os novos proprietários chegaram, fizeram muitas mudanças positivas. Se olhar para a equipa hoje, vê que têm grandes jogadores, e que podem absolutamente vencer a liga dos campeões. É uma grande oportunidade de alcançarem o que eles perseguem.

Em que medida as lendas do Barcelona podem ajudar o futebol moçambicano a evoluir mais?

É uma grande oportunidade para os mais novos verem o sonho se materializar. No futuro esperamos desenvolver actividades concretas com os jovens de Moçambique. Temos um grande apoio do presidente Nyusi nesse sentido.

 

 

Analisando a prestação do Ferroviário de Maputo no jogo com o D' Agosto, Inguivild “Inga” Mucauro, capitã da equipa “locomotiva”, destacou o facto das campeãs nacionais terem lutado até ao fim no embate realizado, ontem, no pavilhão multiusos do Kilamba. “Acredito que lutámos, não desistimos. A diferença pontual era maior do que aquela com que o jogo terminou. Então, esta é nossa característica. É do Ferroviário de Maputo”, destacou.

Adiante, Inguivild “Inga” Mucauro disse que  “apesar do percalço, vamos continuar a preparar o jogo seguinte que é para, jogo após jogo, atingirmos os nossos objectivos”.

Deolinda "Dio" Gimo foi a melhor cestinha do Ferroviário de Maputo com 17 pontos os quais acresce três ressaltos na derrota, ontem, diante do 1º de Agosto por 74-65.

No final do jogo, Gimo disse que a vitória das campeãs nacionais diante  do 1º de Agosto, a 20 de Outubro, em Lobatse, "elevou-nos ao auge e nós esperavámos ganhar este jogo".

Deolinda Gimo, que conhece muito bem o D' Agosto até porque já evoluiu nesta formação, acrescentou: “infelizmente, não foi possível alcançar a vitória. O Ferroviário de Maputo perdeu o jogo, nós todos perdemos o jogo, o povo moçambicano perdeu o jogo”.

Mas a poste deixou ficar uma promessa: “nós vamos arregaçar as mangas. Vamos lutar até ao fim”.

Alteração no cinco escalado por Iñaki Garcia em relação ao desgastante jogo de ontem… O Ferroviário de Maputo entrou determinado na quadra, com Ingvild “Inga” Mucauro a destacar-se nos instantes iniciais com um tiro exterior e uma penetração pelo corredor central finalizado com dois pontos que colocaram o parcial em 5-1.

Melhor unidade até então, mas penalizada com duas faltas pessoais ainda no primeiro quarto, havia que fazer melhor gestão da capitã: descanso!

Explorando transições em contra-ataques, as vice-campeãs nacionais criavam os necessários desequilíbrios ofensivos.

Nas tabelas, a estóica e combativa Odélia "Mafa” Mafanela fazia o seu trabalho colectando ressaltos ofensivos e defensivos ao cabo do primeiro quarto, o Ferroviário de Maputo liderava a marcha do marcador com o parcial de 15-10.

Atrevidas, as quenianas iniciaram o terceiro quarto com um tiro exterior certeiro, reduzindo a diferença para dois pontos: 15-13.

Falta de clarividência ofensiva. Baixo índice de finalização! Três minutos sem pontuar!

Era, na verdade, o cenário na  quadra do multiusos do Kilamba.  Regresso à quadra de Inguivild “Inga” Mucauro, Odélia “Mafa” Mafanela e Gisela Vega.

Mesmo assim, um segundo quarto com baixa pontuação para o Ferroviário de Maputo que fez somente nove pontos contra três do seu adversário.

Com dois quartos jogados, o Ferroviário de Maputo apresentava uma percentagem de zero por cento em termos de lançamentos exteriores (zero em onze), 73% na linha de lançamentos livres (oito em onze), 18 ressaltos (dos quais oito ofensivos e dez defensivos).

O KPA, esse, apresentava uma média de 25 % de lançamentos exteriores (dois em oito), 63% nos lançamentos livres (cinco em oito), 26 ressaltos dos quais 17 defensivos e nove ofensivos.

 

Lhavanguane  “on fire”

Terceiro  quarto, “time” para a  “rookie” Eleutéria “Formiga” Lhavanguane ter o seu espaço na quadra.  A  extremo (3) terminou esta etapa do jogo com 100 % de aproveitamento na zona dos 6.75 metros (dois lançamentos exteriores convertidos em igual número de tentativas).

Esta foi uma etapa do jogo em que o técnico espanhol fez rotatividade da equipa, matendo, ainda assim, a liderança na marcha do marcador.

Defesas pressionantes, dois contra um, forçaram, no quarto quarto, o KPA do Quénia a sucessivos “turnovers”.

Com o jogo controlado, e o segundo lugar assegurado no grupo “B”, recomendava-se rotação do plantel, algo que a equipa técnica fez e bem!

Inguivild Mucauro, capitã do Ferroviario de Maputo, foi a melhor cestinha com 14 pontos.

Nos quartos-de-final, sexta-feira, o Ferroviario de Maputo joga com o GSP da Argélia, terceiro classificado do grupo “A”.

Stélio Marcelino Ernesto, mais conhecido por Telinho.

Tudo começou quando tinha 13 ou 14 anos, não se lembra exactamente. Não jogava futebol porque tinha medo da bola. Mas seus amigos da escola o convidavam tanto para com eles jogar, mas ele nunca aceitava, até que certo dia foram à sua casa pedir a mãe que o convencesse a ir jogar. Nesse dia decidiu aceitar o convite dos amigos. Quando passou para a Escola Secundaría Zedequias Manganhela, começou a levar mais a sério a prática da modalidade e participou de vários torneios, até culminar no BEBEC (torneio infanto-juvenil). Devido as excelentes exibições no torneio BEBEC, recebeu um convite para integrar a equipa do Maxaquene, mas o então treinador da extinta Liga Muçulmana de Maputo, Sérgio Faife, se adiantou e integrou Telinho na sua equipa.

Em 2006, foi quando tudo iniciou, Telinho é chamado por Faife para fazer parte da Liga Muçulmana de Maputo, mesmo sem ter passado da iniciação. Em 2007, o talentoso jogador já era chamado a fazer parte da equipa de seniores. Daí começou a dedicar-se ao futebol e conta que percebeu que tinha boas apresentações. De 2007 até o primeiro semestre de 2008 jogou na Liga, depois foi emprestado ao Ferroviário de Pemba até a época 2009. Regressou novamente a Liga, por seis meses. A seguir, foi emprestado ao Ferroviário de Nacala. Em 2010 volta a estar nos relvados dos “locomotivas” de Pemba e ganha o troféu de jogador revelação. Depois desse feito, a Liga chama-o de volta à casa.

Depois do regresso a Liga, Telinho teve outras passagens, pelo estrangeiro, nomeadamente Portugal e África do Sul.

Veja a conversa na íntegra:

O que terá falhado para não conseguir atingir a meta dos 25 golos que tinha prometido?

Acho que foi um deslize da minha parte pois houve um tempo que baixei de forma. Os jogos que não fiz por causa de lesões e alguns castigos que recebi e impediram-me de jogar, são os principais factores que atrapalharam os meus planos.

Quais são perspectivas para a temporada futebolística 2018?

De princípio, o meu objectivo para a próxima época futebolística é defender o troféu de melhor marcador do Campeonato. Por isso, em 2018, tenho que entrar com o pé direito para conseguir atingir a meta. Portanto, o primeiro passo é entrar para atacar a meta de 25 golos.

Quais são os seus sonhos em relação à carreira de atleta?

Bem, eu gostaria de voltar para o campeonato sul-africano. Aprecio muito a competitividade entre os clubes e os atletas, acho que aumenta a qualidade do jogador. É possível que a qualquer momento receba uma chamada e rume para uma equipa do campeonato sul-africano, porque o meu empresário tem feito contactos para o efeito. Contudo, estou aberto a outras oportunidades que aparecerem. Mas que esteja claro que até agora pertenço à Liga Desportiva de Maputo.

É notório que nos últimos jogos da selecção tem feito parte das convocatórias do seleccionador nacional, Abel Xavier. Como se sente ao ser confiado pelo seleccionador nacional?

Todos nós jogadores passamos por bons momentos e momentos de baixo rendimento. O mister Xavier conhece as qualidades dos jogadores moçambicanos e sabe o quanto todos nós temos valor. Ele foi vendo o meu percurso. Por outro lado, fui-me esforçando e por essa razão faço parte dos escolhidos para defender a camisola dos Mambas. É dignificante e é com muito orgulho que visto a camisola da selecção nacional. Trabalhei muito no clube e tive, também, o apoio dos colegas e dos nossos técnicos.

Gostaria de fazer parte dos clubes nacionais que disputam provas continentais?

Já recebi convite de todos os clubes grandes do país, mas onde estou, ou seja, na Liga, sinto-me muito bem. Só para ter uma ideia, sou o mais antigo da equipa, Nasci lá e fui formado naquele clube. Tenho cerca de 17 anos na Liga. Mas tem mais: os outros clubes me dão propostas que estão ao nível daquilo que o meu clube já me oferece.

Telinho tem passagens pelo campeonato português e sul-africano. Qual deles foi do seu maior agrado e porquê?

A primeira vez que saí do país, joguei pelo clube Associação Naval 1º de Maio, de Portugal, durante seis meses, em 2012 (mesmo ano em que marcou o único golo da partida que fez com que a extinta Liga Muçulmana de Maputo conquistasse a Taça de Moçambique). No ano seguinte, fui para o Ajax Cape Town da África do Sul, onde fiz uma época entre 2013 e 2014. No fim da época 2014, voltei a Portugal, através da porta do Nacional da Madeira, onde fiquei apenas dois meses. Depois dessas experiências concluo que o campeonato sul-africano me agrada mais, e os motivos são os que mencionei no início da entrevista… a competitividade entre os jogadores e a forma como o campeonato em si decorre.

Em que campeonato sonha jogar?

Meu sonho é de um dia poder disputar o campeonato inglês.

Com a saída do treinador Daúde Razak e a entrada de Akil Marcelino para o posto de treinador principal da Liga Desportiva de Maputo, como está o ambiente no balneário da equipa?

O grupo de trabalho continua unido, não destruímos a união criada na altura do mister Daúde. Mas digo que a saída dele não foi fácil para nós, pois já tínhamos ele como pai e já nos conhecia, então tivemos que nos adaptar muito, até porque cada um tem a sua metodologia de treino, de abordar os jogos… Tivemos que lutar para nos enquadrarmos.

Eu sempre tive boas relações com os treinadores que passaram pelo clube. Talvez por ser um atleta que gosta de ouvir. Quando tenho uma dúvida aproximo e pergunto, por isso as minhas relações sempre foram boas.

 

Nicole Michael, americana de 30 anos com passagens pelas ligas Francesa (Toulouse Métropole Basket), Ucraniana (Dynamo Kiev), Espanhola (Islas Canaria) e Polónia (CCC Polkowice), arrancou ontem 24 pontos e contribuiu significamente para a vitória do Interclube diante do Equity Bank do Quénia, por 99-30.

Esta foi a terceira vitória do Interclube que liderou todos os quartos com os seguintes parciais: 29-8, 18-6, 29-9 e 23-7.

As "polícias" terminaram o jogo com média de 43 por cento de aproveitamento na linha de lances livres (dez  lançamentos certeiros em 23 tentados) e 65.7 por cento ao nivel dos lançamentos exteriores (23 convertidos em 25 tentados).

27 dias depois de se terem defrontado no pavilhão de Lobatse,  a 70 quilómetros  da capital do Botswana, Gaberone,  em jogo da primeira jornada da fase preliminar da zona VI da  Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos, Ferroviário de Maputo e D'Agosto voltam a cruzar caminho, desta feita no multiusos do Kilamba.

É, de resto, um jogo que irá definir o vencedor do grupo “B” e o cruzamento na segunda fase da competição continental de clubes em seniores femininos.

Isto porque, diz o seu historial na prova, são as equipas mais fortes deste agrupamento que conta ainda com o KPA do Quénia e o DCMP da RD Congo.

Na quadra do pavilhão multiusos do Kilamba, estaremos em presença de duas equipas que se conhecem muito bem, porquanto protagonizaram  a  final de 2006, em Libreville, Gabão, na qual as angolanas levaram a melhor.

Ano passado, em Maputo, o Ferroviário afastou o 1º de Agosto nas meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Africanos.

As "locomotivas" venceram, a 3 de Dezembro de 2016, as "militares" por dez pontos de diferença: 68-58.

Recuando no tempo, fica o registo de 13 pontos contabilizados por Anabela Cossa, ela que foi secundada pela americana Brean Eduards, com dez.

Do lado do D'Agosto, a  moçambicana Leia "Dongue" foi a melhor cestinha com 17 pontos. Insuficientes, porém, para travar a marcha "locomotiva" para a final.

A 20 de Outubro de 2017, as campeãs nacionais derrotaram o D'Agosto por 68-55, na fase preliminar disputada no Botswana.

Inspiradissímas,  Inguivild "Inga" Mucauro  e Anabela Cossa estiveram em destaque, do lado do Ferroviário de Maputo, ao contabilizarem 16 e 15 pontos, respectivamente.

Campeãs africanas

Do leque das 12 jogadoras que representam o Ferroviário de Maputo na Taça dos Campeões Africanos de basquetebol, cinco já conquistaram a competição.

Trata-se de Inguivild Mucauro, Anabela Cossa, Odélia Mafanela, Elizabeth Pereira e Rute Muianga.

Curiosamente, todas elas fizeram parte da extinta equipa da Liga Desportiva de Maputo que, em 2012, conquistou a Taça dos Clubes Campeoes Africanos de basquetebol ao vencer na final o Interclube de Angola, por 53-43.

Rezam as crónicas que, ao intervalo, a extinta Liga Desportiva vencia por 29-19, contabilizando parciais de 18-9 e 11-10 no final do primeiro e segundo quartos, respectivamente.

O terceiro quarto teve o Interclube no controle sendo que no final desta etapa vencia pelo parcial de 18-13.

No quarto e derradeiro quarto, o conjunto então orientado por Nasir "Nelito" liderou com o parcial de 11-6.

Clarisse Machanguana, retirada agora do basquetebol, foi considerada jogadora mais valiosa da prova (MVP).

No cinco ideal da prova, a extinta equipa da Liga Desportiva teve três jogadoras, nomeadamente Leia "Tanucha" Dongue, Clarisse Machanguana e Deolinda Ngulela.

D'Agosto com americana só para contrariar

Com dois títulos conquistados em 2006, em Libreville, Gabão, e 2014, em Angola, o 1º de Agosto pretende voltar ao pódio nesta competição continental de clubes.

Para o efeito, contratou Alicia Devoughn, poste americana de 26 anos. É uma jogadora referenciada como tendo evoluído na NCCA, Espanha e França.

Pelo que, diga-se, Jaime Covilhã, treinador do 1º de Agosto, espera ter maior consitência nas tabelas.

Esta tem como colega a competente basquetebolista moçambicana Leia Dongue, jogadora muito forte que tem liderado a sua equipa em termos de pontuação e ressaltos.

Fora isso, Covilhã conta com um leque de jogadoras novas e algumas antigas, tais são os casos da base Rosa Gala, Fineza Eusébio, Sónia Ndoniema, Avelina Peso, Helena Viegas, Isabel Simba, Elisabeth Mateus, Adalberta Candeias e Ana Gonçalves.

Ana Gonçalves, o Ferroviario de Maputo esta avisado, é uma jogadora muito forte ao nível do tiro exterior.

Na sua estreia na prova, o D'Agosto venceu a 11 de Novembro, dia da independência de Angola, o KPA do Quénia por 75-43.

Com Nkechi Akashili em destaque ao arrancar 21 pontos e cinco ressaltos, o First Bank da Nigéria venceu, ontem, o AS Vita Club da RD Congo (76-64) em jogo da segunda jornada do grupo "B" da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos.

As "Elefant Girls" lideraram no primeiro quarto, etapa na qual venceram pelo parcial de 16-12.

Já no segundo quarto, o First Bank voltou a comandar a marcha do marcador, tendo vencido pelo parcial de 20-14.

O terceiro quarto foi novamente de domínio das nigerianas que, ao cabo desta etapa, venciam por 20-16.

Mais equilibrado, o quarto e derradeiro quarto foi liderado pelo AS Vita Club que venceu com um parcial de 22-20.

Esta foi a segunda vitória do First Bank na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos.

 

Com um cinco inicial constituído por Onélia Mutombene, base armadora, Inguivild Mucauro, Anabela Cossa, Gisela Vega e Odélia Mafanela, o Ferroviario de Maputo entrou para a quadra com um dispositivo defensivo homem homem na sua área restritiva.

Foi, no entanto, o  D'Agosto que esteve melhor nos instantes iniciais do jogo com Leia "Tanucha" Dongue a jogadora desequilibradora nas tabelas.

Mas depois o Ferroviário de Maputo fez os ajustes defensivos e ganhou esclarecimento ofensivo, sendo que com  4 minutos por se jogar no primeiro quarto liderava a marcha do marcador com o parcial de 12-9. Desconto de tempo pedido pedido por Jaime Covilhã, treinador do D'Agosto. Troca de bases, com as agostianas a melhorarem em termos de prestação na quadra. Ao cabo do primeiro quarto, o Ferroviário de Maputo vencia pelo parcial de 21-19.

No segundo quarto, Iñaki Garcia, treinador do Ferroviário de Maputo, refrescou a posição um com a entrada para o jogo de Dulce Mabjaia para o lugar de Onélia Mutombene.

Lançou, igualmente, Sara Chan para a posição quatro. Fase inicial do segundo quarto com o Ferroviário de Maputo a cometer alguns erros que permitiram as angolanas passarem a liderar a marcha do marcador: 30-25 com 5 minutos por se jogar nesta etapa.

Com as campeãs nacionais a revelarem problemas ao nivel do balanço defensivo, os bloqueios a não sairem e o D'Agosto a ganhar as segundas bolas, as angolanas sairam ao intervalo a vencer.

No início do segundo quarto, Alicia Devaughn, poste americana de 26 anos, liderou as angolanas a uma vantagem de 14 pontos, portanto, a maior até então no jogo: 49-35.

Sem esclarecimento ofensivo e face a um D'Agosto com clarividência, o Ferroviário de Maputo viu as angolanas dispararem para uma vantagem de  17 pontos: 55-38.

Com Deolinda Gimo a aparecer quer ao nível dos tiros curto e exteriores, as "locomotivas" reduziram a diferença para 14 pontos no final no terceiro quarto: 63-49.  E, à entrada do quarto quarto, uma defesa a toda largura do campo.

No limite das faltas, ou seja, com quatro, a combativa Odélia "Mafa" Mafanela forçou Iñaki Garcia a fazê-la descansar.

Alicia Devaughn, poste americana, foi a melhor cestinha do 1º de Agosto com 22 pontos, tendo sido secundada por Leia "Tanucha" Dongue que contabilizou 14 pontos.

Na sua zona preferencial, os 6.75 metros, Ana Suzana Jaime destacou-se com tiros exteriores que relançaram o jogo. Mas as agostianas controlaram o jogo e venceram por 74-65.

Do lado do Ferroviário de Maputo, Deolinda "Dio" Gimo foi a melhor cestinha com 17 pontos.

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