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O País – A verdade como notícia

O atleta escocês Callum Hawkins teve de ser transportado para o hospital depois de cair durante uma maratona dos Jogos da Commonwealth, na Austrália. De acordo com Notícias ao Minuto, Hawkins sentiu-se mal quando estava a menos de dois quilómetros da meta, originando diversas críticas à equipa médica do evento que demorou alguns minutos a socorrer o atleta.

Notícias ao Minuto escreve que o atleta em causa tem 25 anos idade.

Moçambique participou nesta edição dos Jogos da Commonwealth, tendo sido eliminado em todas as competições.

No jogo a contar para sexta jornada do Moçambola, o 1° de Maio de Quelimane empatou a uma bola com o Ferroviário da Beira, na tarde hoje.

O primeiro golo do jogo foi marcado aos dois minutos, por Nelito. Mas, no final da primeira parte, Nacito, do  1° de Maio de Quelimane, empatou a partida.

O técnico do Ferroviário da Beira, João Chissano, deplorou, depois do jogo, o trabalho do árbitro António Hamilton. "Tratou-se de um empate com sabor a derrota. O Primeiro de Maio não disfrutou de nenhuma oportunidade de golo se não aquela criada pelo árbitro principal. Isso é descabido", disse João Chissano, considerando ser descabido a posição do árbitro numa situação em que se encontrou a ver o jogo o Governador da Zambézia Abdul Razak.

Chissano disse que a arbitragem de péssima qualidade já começa a fartar no Moçambola e, por isso, no seu entender, alguém deve acabar com isso porque senão mais colegas vão se demitir diante das câmaras de televisão.

 

O Estrela vermelha conquistou, este sábado, a Supertaça 2018 em hóquei em patins, depois de golear o Ferroviário de Maputo por 7-3.

Aliás, os alaranjados começaram a época 2018 como terminaram a época passada: a vencer!

Numa partida que colocou frente-a-frente o Estrela Vermelha, vencedor do campeonato da cidade e o Ferroviário de Maputo, finalista vencido da taça Maputo…eis que se esperava um jogo muito bem disputado. Os alaranjados entraram bem para o jogo tanto que Elídio Canda inaugurou o marcador.

O segundo golo foi marcado por Spiros Esculudes. Depois foi a vez de Maninho fazer o terceiro. E já no final da primeira parte, Nuno Canaveira fez o quarto. Com o 4-0, a favor do Estrela Vermelha foi se ao intervalo.

No reatamento, assistiu-se mais do mesmo, sendo que os alaranjados entraram a marcar por Maninho.

A resposta locomotiva surge depois por intermédio de Miquissene que fez o 5-1. Quando tudo parecia que a equipa locomotiva iria dar réplica eis que Maninho voltou a violar a baliza locomotiva por mais duas vezes. O  Ferroviário reduziu a desvantagem por intermédio de Samuel e Filipe. Com o placar a indicar 7-3, vantagem para os alaranjados terminou a partida.

 

O presidente do Grupo Desportivo Recreativo Textáfrica do Chimoio, Michel Ussene, mostrou-se agastado com a falsificação de bilhetes de ingresso ao campo em três jogos dos “fabris do planalto” no Moçambola 2018. Ussene diz que esta situação causou prejuízos avultados ao Textáfrica de Chimoio. “É uma situação muito triste. A polícia está a enveredar esforços para descobrir os autores tanto materiais quanto morais deste crime para que sejam levados à barra da justiça. Nós queremos lançar um apelo aos adeptos e simpatizantes não só do Textáfrica mas também de outros clubes”, apelou.

Michel Ussene indicou, por outro lado, que os clubes sentem enormes dificuldades para sobreviverem devido a crise financeira que atravessam. Ussene disse ainda que é fundamental que os simpatizantes e adeptos pautem por comportamentos que não prejudiquem os clubes. “Nós vivemos com muito pouco. E, quando nos retiram esse pouco, ficamos com nada. E, portanto, quem de verdade é adepto, simpatizante ou mesmo sócio, deveria pagar cotas e pagar o bilhete. As pessoas devem entender a situação financeira, muito difícil, que os clubes atravessam”, lamentou.

O presidente do Grupo Desportivo Recreativo Textáfrica do Chimoio ajuntou que “o nosso único meio de ir buscar dinheiro é com cada uma das entradas que vendemos no dia do jogo”, pelo que “quando nos retiram isso estão a retirar-nos a nossa fonte de suporte de vida!”.

Um dos elementos envolvidos no esquema de falsificação de bilhetes é, curiosamente, um dos jogadores do Textáfrica de Chimoio: Tentinho.

Esta situação deixou, diga-se, surpreendidos a massa associativa e direcção do Grupo Desportivo Recreativo Textáfrica do Chimoio.

“O tratamento que iremos dar ao Tentinho é igual a de outros elementos. Nós estamos muito agastados com esta situação. É uma situação que nos pegou desprevenidos, sobretudo, no caso deste jogador. É um jogador muito querido. É um jogador nosso da cidade de Chimoio, cresceu connosco. Esperemos que a justiça realmente apure os factos. E, sinceramente, eu como presidente do clube gostaria que ele estivesse inocente nesta situação porque, se não estiver, será um balde de água fria muito grande”.

 

Depois de averbar a sua primeira derrota na prova, diante da Noroeste 1 na jornada anterior, a Escola Secundária Armando Guebuza vestiu-se de lobo, este sábado, para conquistar mais dois pontos e justificar o seu favoritismo no inter-escolar de basquetebol, ao vencer a formação da Laulane, por 38-36.

Na segunda partida, a secundária Josina Machel bateu a Noroeste 2, por 39-27.

No embate entre as formações da Força do Povo e da Estrela Vermelha, a Força do Povo venceu, por 46-09.  

Já no quarto jogo desta jornada, a escola secundária da Malhazine derrotou a Quisse Mavota, por 45-30.

No último jogo, a Noroeste 1 derrotou a Francisco Manyanga, por 36-15.

No próximo sábado, disputa-se a oitava jornada da prova, que visa valorizar a imagem dos jogadores bem como proporcionar a descoberta de novos talentos.

 

Vinte e quatro horas depois da Liga Moçambicana de Futebol ter anunciado a paralisação do Moçambola 2018 a partir da sétima  jornada, o Governo, a Liga Moçambicana de Futebol, Federação Moçambicana de Futebol e alguns agentes desportivos reuniram de emergência para encontrar uma solução para este impasse.

Durante o encontro, no qual participaram a vice-ministra da Juventude e Desporto, Ana Flávia Azinheira, presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana, presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Alberto Simango e agentes desportivos foi consensual que o campeonato nacional de futebol não pode parar.

 

As taxas de combustível, o principal nó de estrangulamento do Moçambola, foram o “leit motiv” do encontro de emergência realizado este sábado entre o Governo, Liga Moçambicana de Futebol, Federação Moçambicana de Futebol e alguns agentes ligados ao movimento associativo desportivo.

Havia, neste encontro havido no Ministério da Juventude e Desporto (MJD), a perspectiva de se olhar objectivamente para os elementos que podem “forçar” a interrupção da prova assim como apontar soluções para que tal não aconteça.

Foram traçados vários caminhos, com alguns desencontros, mas no final houve um consenso: o Moçambola 2018 não pode parar!
Aliás, foi este o sentimento deixado ficar ao “O País” e Stv pela da vice-ministra da Juventude e Desportos, Ana Flávia Azinheira, no final do referido encontro. “O Moçambola não pode parar. Temos que encontrar soluções para esta época e, naturalmente, de longo prazo. Temos que encontrar modelos mais sustentáveis que possam garantir a sustentabilidade desta prova”, disse Azinheira.

Durante a Assembleia-geral da Liga Moçambicana de Futebol, em 2017, a direcção desta agremiação sugeriu um novo figurino da prova porque o actual (ndr: envolvendo dezasseis equipas que se batem num sistema de todos contra todos em duas voltas) não é sustentável.

Sobre este aspecto, a vice-ministra da Juventude e Desporto foi clara: “O mais importante é que já ficou claro tanto para a Liga Moçambicana de Futebol quanto para a Federação Moçambicana de Futebol que é preciso encontrar um modelo sustentável de realização desta prova. É preciso tornar o Moçambola mais leve, tendo em conta a realidade do país. É preciso encontrar um modelo adequado ao país. Portanto, isto está claro para os gestores do Moçambola”, clarificou.

E acrescentou: "Há uma comparação entre o modelo actual e sustentabilidade. Portanto, há que haver uma coerência. É importante nós encontrarmos um formato em que todas as equipas competem, há uma prova regular, nós atingimos os nossos objectivos mas num modelo sustentável. Há vários modelos que podem ser sustentáveis incorporados a esta questão de unidade nacional e envolvimento de todas as equipas".  

Com seis jornadas já disputadas, clubes com compromissos de pagamentos de salários e a selecção nacional com os olhos postos no Torneio da COSAFA e eliminatórias para o CAN-2019, nos Camarões, há que salvaguardar o Moçambola 2018 para que o futebol moçambicano não saia prejudicado. “O mais importante é pensarmos na época que já iniciou. É de todo interesse nosso salvaguardar as questões inerentes ao Moçambola deste ano. O Moçambola é do povo. O Moçambola não pode parar. Temos que encontrar soluções para esta época e, naturalmente, de longo prazo. Temos que encontrar modelos mais sustentáveis que possam garantir a sustentabilidade desta prova”, frisou a “vice”.

PASSOS DADOS
Questionada se haviam passos concretos a serem dados para que a prova seja viável, a vice-ministra da Juventude e Desporto respondeu positivamente. E disse mais: “não é a primeira vez que nós reunimos com este grupo. Já no ano passado, a Liga Moçambicana de Futebol apresentava a mesma dificuldade dai que nós orientámos esta agremiação a fazer o melhor trabalho no sentido de criar as condições antes do arranque do Moçambola".

Dificuldades, essas, que continuam. E que forçaram a LMF a anunciar a paralisação da prova a partir da sétima jornada. “No início desta época, quando arrancou o Moçambola nós pensamos que eles tivessem conforto necessário para que a prova fosse até o fim. Naturalmente, depois da prova ter arrancado, a Liga Moçambicana de Futebol manifestou as dificuldades que tinha e nos reunimo-nos há dois meses atrás para fazer o mesmo trabalho, ou seja, tentar perceber o que se estava a passar. E, percebemos qua na sua planificação para esta época algo não estava muito bem", precisou.

Vinte e quarto horas depois das declarações proferidas por Ananias Couana, presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), sobre a interrupção do Moçambola devido a uma exigência das Linhas Áreas de Moçambique para o pagamento de uma dívida de 33 milhões meticais, referente a uma taxa de combustíveis para transportar os clubes, algumas colectividades manifestaram a sua preocupação em relação a anunciada paralisação da prova. Michel Ussene, presidente do Textáfrica do Chimoio, disse ao “O País” que a paragem desta prova vai criar défice na gestão daquele do clube, uma vez que parte do orçamento vem da bilheteira. “Estamos sentidos porque a falta de jogos no Moçambola acarreta problemas financeiros para o nosso clube, as nossas equipas contam com um patrocínio irrisório, no nosso caso não temos um patrocinador oficial, sendo que dependemos da receita gerada pela bilheteira que nos tem ajudado para costear os custos fixos que temos que rondam nos um milhão e oitocentos mil meticais mensais”, lamentou o dirigente.

Para Sancho Quipisso, presidente do Ferroviário de Maputo, a situação poderá prejudicar o plano de trabalhos previamente estabelecido. “Não acolhemos de bom agrado esta decisão porque fizemos uma planificação desde o início do ano e contávamos seguir à risca até o final do ano. Há que fazermos um esforço para apoiar a Liga para rapidamente se encontre uma solução”, disse o presidente. A mesma opinião foi partilhada por Amosse Chicualacuala, presidente do Costa do Sol que avançou que apesar da bilheteira não ter grande impacto no orçamento do clube, a paragem desestrutura a planificação feita para a época. “Qualquer paragem interfere na parte organizativa e na planificação de todo o processo. O pior ainda é o facto de não sabermos quando a prova irá reatar porque assim é difícil planificar”, explicou Chicualacuala.

APESAR DA SITUAÇÃO, CLUBES DEFENDEM MODELO ACTUAL

Para acabar com esta situação, a Liga Moçambicana de Futebol já havia proposto a alteração do modelo desta prova na Assembleia Geral havida em 2017. Uma proposta, entretanto, recusada pelos clubes. De lá para cá meses já se passam, mas os clubes ainda não se dão por convencidos. “O actual modelo é o ideal, jogar todos contra todos. Porque fazer uma competição em regiões pode tirar um pouco do brilho da competição. Ora, as equipas ditas pequenas do Centro do país, não teriam oportunidade de defrontar os grandes do Sul e isso não é bom. Penso que este modelo deve continuar, entretanto, temos que arranjar soluções para garantir com que a continue nestes moldes”, defendeu Chicualacuala, uma opinião também avançada pelo presidente do Textáfrica de Chimoio. “Este modelo traz mais benefícios que prejuízos aos clubes porque permite com que a competição seja a toda extensão do país e permite-nos ver e descobrir os vários talentos existentes no nosso país”, justificou Michel Ussene

CLUBES DEFENDEM INTERVENÇÃO

Face a essa situação, os clubes sugerem a intervenção do governo e adopção de algumas medidas para garantir com que a Liga Moçambicana de Futebol seja sustentável. “Temos que arranjar soluções que permitam a sustentabilidade do futebol e de outras modalidades no país. O Governo poderia colocar taxas muito pequenas nas bebidas alcoólicas, sobre as telecomunicações e outros serviços para canalizar ao desporto, como é feito noutras nações, como é o caso da África do Sul. Isso permite que o desporto caminhe por si, porque assim como estamos é insustentável”, disse Ussene.

Com a paragem do Moçambola os adeptos do futebol perdem o espectáculo, os clubes são obrigados a pagar salários a jogadores que não estão a competir. E mais grave ainda prejudica a selecção nacional de futebol. É que em finais de Maio e princípios de Junho os “Mambas” tem compromissos na Cosafa e em Setembro tem jogos contra a Namíbia que contam para a qualificação ao CAN de 2019. O que quer dizer que caso a situação continue a selecção poderá contar com jogadores sem rodagem.

 

 

A selecção nacional de futebol, Mambas, desceu uma posição no “ranking” da FIFA e ocupa agora a 106ª posição com 311 pontos na hierarquia mundial, de acordo com a actualização feita esta quinta-feira.

O combinado nacional, que não jogou nas duas últimas datas-FIFA, precisamente em Novembro de 2017 e Março de 2018, encontra-se na 26ª posição na lista das melhores selecções africanas com 311 pontos.

Os Mambas estão atrás da Zâmbia, seu adversário no grupo K de qualificação para o CAN-2019 que se encontra na 78ª posição, na tabela geral, e 17ª ao nível do continente africano.

E também da Guiné Bissau que, apesar de ter caído oito posições, é 104ª na tabela com 330 pontos.  

A selecção nacional está, no entanto, melhor posicionada que a Namíbia, 107ª classificada com 305 pontos.

Os Mambas somente voltam a entrar em cena nas eliminatórias para o CAN-2019, em Setembro próximo, quando defrontarem a Guiné-Bissau, em jogo da segunda jornada do grupo “K”.

Pelo meio, ou seja, entre Maio e Junho, irão disputar o torneio da COSAFA, prova que servirá, segundo Abel Xavier, seleccionador nacional, de preparação para o embate com a Guiné-Bissau.

O ranking da FIFA continua a ser liderado pela Alemanha, campeã mundial, com 1533 pontos, seguida do Brasil, com 1384. A Bélgica segue na terceira posição com 1346 pontos, enquanto Portugal é quarto classificado com 1306.

 

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