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O País – A verdade como notícia

México e África do Sul dão o pontapé de saída, esta noite, do Campeonato do Mundo 2026. Esta edição tem a particularidade de contar com a presença de 48 selecções, que vão procurar levantar o troféu mais cobiçado do futebol planetário.

A cerimónia de abertura, ensaiada ao detalhe com várias coreografias que retratam a cultura de cada uma das 48 selecções, será o primeiro passo daquilo que se espera venha a ser o Mundial 2026. Mais de vinte artistas, de estilos e feitios diferentes, vão dar brilho ao evento. 

Fora dos palcos, Donald Trump estará lado a lado com o presidente da FIFA,  Gianni Infantino, num contexto marcado por várias restrições para entrar nos Estados Unidos da América. E o árbitro somali Omar Artan, foi um dos impedidos de entrar nos EUA, adiando a sua estreia na prova, mas foi recebido como um herói no seu país. 

Estados Unidos da América, México e Canadá são os palcos escolhidos para a última dança dos melhores actores do futebol mundial. 48 selecções vão, a partir desta noite até dia 19 do próximo mês, procurar um lugar ao sol para alcançarem o topo do futebol mundial. 

Vários continentes, países, culturas e povos se juntam atrás da Trionda, bola oficial do mundial, ela que converge emoções, divide opiniões e premeia os melhores.  

México, um dos anfitriões da prova, e África do Sul, vão apadrinhar o arranque do Mundial, num contexto de mudanças profundas no seu formato. Argentina, Espanha, França, Alemanha, Portugal e Inglaterra estão no topo da lista dos prováveis vencedores da prova.  

Edição única e que, por isso mesmo, vai marcar a viragem do futebol mundial. Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, dois prodígios que, nas últimas duas décadas, bipolarizaram o futebol mundial, ensaiam a última coreografia no palco da perfeição. Despedida de dois astros. O que será o futebol?

Dário Monteiro foi confirmado, esta quinta-feira, como novo treinador do Maxaquene, emblema que milita no Moçambola. O técnico assume os “tricolores” em substituição de Mauro Jamal, despedido recentemente por alegados maus resultados na maior prova futebolística nacional. Dário volta, assim, ao activo depois de um período sabático. 

Na sua folha de serviços, em solo pátrio, o ex-internacional moçambicano tem passagens pelo Desportivo Maputo, Liga Desportiva de Maputo, Ferroviário de Nacala e pela selecção Sub-20, com a qual cometeu a proeza de conquistar a Taça COSAFA, em 2020. 

Monteiro tem a missão de garantir a manutenção do Maxaquene no Moçambola, sete anos depois de regressar ao convívio dos grandes, numa altura em que o emblema da baixa da cidade de Maputo ocupa a décima segunda posição da tabela classificativa, com dois pontos. 

Derrota diante da Indonésia reforça série negativa de uma selecção que soma apenas uma vitória nos últimos oito jogos. Ainda assim, o seleccionador nacional destaca atitude, integração de jovens e ganhos competitivos na Data-FIFA de Junho.

A selecção nacional de futebol perdeu por 1-0 frente à Indonésia, nesta terça-feira, no Estádio Gelora Bung Karno, em Jacarta, no segundo e último compromisso da Data-FIFA de Junho. 

Apesar do resultado negativo, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, fez um balanço positivo da prestação da equipa, destacando a evolução demonstrada pelos Mambas e o compromisso dos jogadores ao longo da janela internacional.

O encontro marcou o encerramento da participação moçambicana nesta ronda de jogos amigáveis, numa partida em que os Mambas procuraram responder às exigências de um adversário motivado pelo apoio do seu público.

Na conferência de imprensa após o jogo, Chiquinho Conde elogiou a postura da delegação nacional, sublinhando a dedicação demonstrada pelos atletas.

“Antes de mais, tenho que dar os parabéns a toda a comitiva que esteve a representar Moçambique. Foi de uma extraordinária humildade e comprometimento com aquilo que era o nosso propósito”, afirmou o técnico.

O seleccionador reconheceu que a derrota sofrida no primeiro jogo da Data-FIFA, diante de Omã, teve impacto no grupo, sobretudo devido ao processo de renovação em curso na equipa nacional.

“Obviamente que foi difícil digerir o primeiro resultado negativo. Não mostramos a valia da equipa, tivemos seis estreias e três jogadores que fizeram a primeira internacionalização. É normal que as coisas não tenham corrido bem”, explicou.

Frente à Indonésia, contudo, Conde considera que a equipa apresentou melhorias significativas, especialmente na organização e na capacidade competitiva.

“Neste segundo jogo rectificamos. Eles perceberam que o mais importante é sermos competitivos e acreditarmos no processo. Não estamos satisfeitos com o resultado, mas sim com a atitude e a determinação. Interpretaram muito bem o nosso sistema táctico”, destacou.

O treinador aproveitou ainda para reforçar a importância da aposta nos jovens talentos, apontando o processo de renovação como um investimento estratégico para os próximos desafios da selecção.

“O que valeu hoje (terça-feira) foi a atitude e a determinação destes jogadores jovens. Vamos tirar ilações e já temos ideia de com quem podemos contar no futuro. Temos jovens sub-23 importantes para o nosso projecto com vista ao CAN. É um processo, vamos respeitá-lo e, paulatinamente, vamos agregar valor a esta equipa”, acrescentou.

 

Mambas atravessam fase delicada apesar de sinais de renovação

A seleção nacional encerrou a Data-FIFA de Junho com mais uma derrota, ao perder por 1-0 frente à Indonésia, em Jacarta, agravando um ciclo de resultados pouco animador para os Mambas. Com este desaire, a equipa orientada por Chiquinho Conde soma apenas uma vitória nos últimos oito jogos disputados entre competições oficiais e encontros amigáveis.

A recente digressão asiática, que tinha como principal objectivo testar novas opções e consolidar processos de jogo, terminou sem vitórias. Antes da derrota diante da Indonésia, os Mambas haviam sofrido uma pesada goleada por 4-1 frente a Omã, expondo dificuldades defensivas e limitações na construção ofensiva.

Os números reflectem uma fase de instabilidade. Desde a vitória por 3-2 sobre o Gabão, alcançada a 28 de Dezembro de 2025, Moçambique não voltou a vencer. Pelo caminho, acumulou derrotas frente aos Camarões (2-1), Nigéria (4-0), Omã (4-1) e Indonésia (1-0), resultados que evidenciam a quebra de rendimento da equipa nacional.

A actual sequência negativa contrasta com o entusiasmo gerado pela histórica qualificação de Moçambique para os oitavos-de-final do Campeonato Africano das Nações (CAN). No entanto, os resultados registados desde então demonstram que a equipa continua à procura de maior consistência competitiva.

Com os compromissos da Data-FIFA concluídos, os Mambas voltam agora as atenções para os próximos desafios oficiais, numa fase em que a equipa técnica procura equilibrar a renovação do plantel com a necessidade de recuperar resultados e confiança.

O brasileiro Rodrygo, o alemão Serge Gnabry e o neerlandês Xavi Simons são alguns dos futebolistas ausentes do Mundial 2026 por lesão, cenário pelo qual a selecção portuguesa passa incólume a quase uma semana da estreia.

Vários internacionais lusos enfrentaram problemas físicos em 2025/26, incluindo o avançado e capitão Cristiano Ronaldo, mas nenhum ficou, para já, impedido por esse motivo de participar na 23.ª edição do principal torneio internacional de selecções, que se realiza de quinta-feira a 19 de Julho e integra pela primeira vez 48 equipas, num total de 104 jogos, sob inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá.

Portugal, detentor da Liga das Nações e a caminho da nona presença, e sétima consecutiva, era até segunda-feira um dos 11 países sem ausências significativas por razões clínicas, tendência extensível a Bélgica, Croácia, Curaçau, Haiti, Panamá, Qatar, Senegal, Tunísia, Turquia ou Uruguai, mas rara entre os principais candidatos à conquista do troféu.

Habitual titular do Brasil, único pentacampeão do mundo e totalista em fases finais, o avançado Rodrygo sofreu uma rotura ligamentar num joelho em Março e encabeça o elenco de ausentes da escrete “canarinha”, a incidir ainda em Éder Militão, ex-defesa direito do FC Porto, Vanderson, Luciano Juba, Estêvão e Vitor Roque, mais Wesley, substituído no domingo por Éderson.

De acordo com o regulamento da prova, só são permitidas alterações nas convocatórias em caso de lesão grave ou doença, até 24 horas antes da primeira partida da respectiva selecção, prazo inexistente para os guarda-redes, que podem ser rendidos por esses motivos a qualquer momento.

A Alemanha também ficou privada à última hora de Lennart Karl, cuja vaga foi preenchida por Assan Ouédraogo, já depois das indisponibilidades de Marc-André ter Stegen e Emre Can e da referência ofensiva Serge Gnabry.

O defesa central Leonardo Balerdi deixou os trabalhos da campeã mundial e bicampeã sul-americana Argentina, ainda sem ter substituto anunciado, e juntou-se a Juan Foyth, vencedor em 2022, Valentín Carboni e Joaquín Panichelli.

Outras baixas conhecidas durante os estágios foram o neerlandês Jurriën Timber, o austríaco Christoph Baumgartner, o escocês Billy Gilmour ou o sueco Emil Holm, bem como Rocky Bushiri, que poderia defrontar Portugal pela República Democrática do Congo na jornada inaugural do Grupo K, e Alexander Djiku, treinado no Gana pelo antigo seleccionador luso Carlos Queiroz.

Antes do fim das provas de clubes, Hugo Ekitiké foi a única contrariedade clínica registada pela França, enquanto Pablo Barrios, Fermín López e Samu, campeão português ao serviço do FC Porto, abandonaram os planos da campeã europeia Espanha, a exemplo de Ben White e Jack Grealish na Inglaterra.

Se Xavi Simons é a ausência mais sonante dos Países Baixos, num contingente ampliado por Matthijs de Ligt, Stefan de Vrij e Jerdy Schouten, Dejan Kulusevski esteve lesionado durante a temporada inteira e não recuperou a tempo de poder representar a Suécia.

O Japão, através de Takumi Minamino e Kaoru Mitoma, o Gana, sem Mohammed Salisu e Mohammed Kudus, e a Jordânia, desfalcada de Yazan Al Naimat, também tiveram perdas importantes nos últimos meses.

Panorama similar afectou igualmente os três anfitriões do Campeonato do Mundo, ao abranger, entre outras potenciais soluções, Tanner Tessmann, Johnny Cardoso e Patrick Agyemang (todos dos Estados Unidos), Luis Malagón e Marcel Ruiz (ambos do México) ou Marcelo Flores (Canadá).

Quanto aos adversários de Portugal na primeira fase, e considerando só jogadores convocados nos últimos dois anos, a Colômbia não pôde chamar Cristián Borja, ex-defesa esquerdo de Sporting e Sporting de Braga.

Mario Stroeykens, cuja filiação junto da FIFA foi actualizada em 2025, ao transferir-se da Bélgica, e Silas Katompa estão à margem na República Democrática do Congo, ao passo que o Uzbequistão ficou sem Khusniddin Alikulov, habitual titular no centro da defesa, e Ibrokhimkhalil Yuldoshev.

Além de Portugal e Brasil, a lusofonia é representada por Cabo Verde, que está privado de Bruno Varela, antigo guarda-redes de Benfica, Vitória de Guimarães e Vitória de Setúbal, na sua estreia no Campeonato do Mundo.

A lista de indisponíveis pode continuar a aumentar nos próximos dias, na certeza de que algumas figuras da modalidade vão chegar à fase final restabelecidos ou na fase final de recuperação de lesões recentes, entre os quais o argentino Lionel Messi, o brasileiro Neymar, o espanhol Lamine Yamal e o francês Kylian Mbappé.

Das selecções que terão ausências nesta edição do Mundial de futebol, o Brasil e os Estados Unidos são os mais sacrificados, com sete jogadores lesionados, seguido pela Suécia, Arábia Saudita e Austrália com seis atletas de fora. Fecham o pódio Países Baixos e Japão desfalcados de cinco jogadores cada um.

Paraguai, Alemanha, Costa do Marfim, Argentina e Gana não terão quatro jogadores; México, Coreia do Sul, Marrocos, Equador, Egipto, Espanha, Jordânia e República Democrática do Congo não contam com três jogadores cada; República Checa, Bósnia-Herzegovina, Irão, Áustria, Escócia, Inglaterra e Uzbequistão estarão desfalcados de dois jogadores, enquanto África do Sul, Canadá, Suíça, Nova Zelândia, Cabo Verde, França, Iraque, Noruega, Argélia e Colômbia terão um jogador ausente por lesão.

Em sentido contrário, Qatar, Haiti, Turquia, Curaçau, Tunísia, Bélgica, Uruguai, Senegal, Portugal, Croácia e Panamá não têm nenhum jogador lesionado até ao momento.

O governo da Somália considerou, nesta terça-feira, “lamentável” a proibição de entrada nos Estados Unidos imposta a Omar Abdulkadir Artan, que deveria ser o primeiro somali a arbitrar jogos do Mundial 2026 de futebol, e exigiu explicações.

Em comunicado, o Ministério da Juventude e Desporto da Somália explicou que está a trabalhar em articulação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros para, “através da via diplomática”, falar com “as autoridades competentes dos Estados Unidos e da FIFA para obter uma explicação clara sobre o assunto”.

“Toda esta situação é lamentável” refere o comunicado, acrescentando que Artan “tem sempre representado o País e o desporto somali com profissionalismo”.

O comunicado considerou a chamada de Artan ao Mundial 2026, que começa na quinta-feira, “um motivo de orgulho para todos os somalis e reflecte o crescimento sustentado do desporto no País”.

Omar Abdulkadir Artan, de 34 anos, citado no comunicado, agradece “à família do futebol” as mensagens de apoio recebidas, e deseja “muito sucesso” a todos os colegas que estarão no Mundial.

“Apesar das circunstâncias, mantenho uma atitude positiva e estou centrado nos próximos desafios da minha carreira como árbitro”, afirma.

Na segunda-feira, Omar Abdulkadir Artan viu ser-lhe negada autorização para entrar nos Estados Unidos, um dos três países que vai receber o Mundial 2026, juntamente com o Canadá e o México.

Em comunicado, a FIFA confirmou que o árbitro Omar Abdulkadir Artan não poderá treinar ou apitar jogos do Mundial 2026, depois de lhe ter sido negada a entrada nos Estados Unidos.

A entidade que organiza o Campeonato do Mundo sublinhou que “não interfere nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos”, e que foi informada pelas autoridades de que “a situação do senhor Artan não será alterada neste momento”.

A selecção nacional de futebol de Moçambique, os Mambas, voltou a sair derrotada ao perder por 1-0 frente à Indonésia, em partida amigável internacional disputada nesta terça-feira no Estádio Gelora Bung Karno, em Jacarta.

O único golo do encontro foi apontado ainda na primeira parte e foi suficiente para garantir o triunfo da formação asiática, que soube aproveitar as oportunidades criadas e preservar a vantagem até ao apito final.

Orientada por Chiquinho Conde, a equipa moçambicana procurou assumir a iniciativa do jogo em vários momentos, mas encontrou dificuldades perante uma selecção indonésia bem organizada defensivamente e eficaz na gestão da vantagem.

Apesar da derrota, os Mambas apresentaram alguns períodos de bom futebol e conseguiram criar situações de perigo, embora a falta de eficácia no último terço do terreno tenha impedido a concretização das oportunidades criadas.

O resultado agrava o momento menos positivo da selecção nacional, que soma agora quatro derrotas consecutivas, numa fase de preparação para os próximos compromissos oficiais.

Nos dois jogos, os Mambas sofreram cinco golos e apontaram apenas um golo, com Alcides a ser o autor do solitário golo. Estes resultados podem reflectir-se no ranking da FIFA que será actualizado nos próximos dias.

Ainda assim, a equipa técnica encarou estes jogos como uma oportunidade para avaliar jogadores, consolidar processos de jogo e reforçar o entrosamento do grupo, tendo em conta os compromissos que terá em Setembro, nomeadamente diante do Senegal e Sudão, referentes às primeiras duas jornadas da fase de qualificação para o CAN 2027.

O desafio diante da Indonésia enquadrou-se na estratégia da Federação Moçambicana de Futebol de aumentar a competitividade da selecção através da realização de encontros amigáveis internacionais frente a adversários de diferentes contextos e estilos de jogo.

Os Mambas voltam a entrar em cena em Setembro, para a dupla jornada de apuramento para o CAN do Quénia, Tanzânia e Uganda, devendo voltar a jogar em finais de Outubro e princípio de Novembro para a jornada 3 e 4 do grupo J.

O Clube de Desportos do Maxaquene anunciou a saída do treinador principal Mauro Jamal e do seu adjunto, Jossias Mazive, numa decisão que surge em resposta à sequência de maus resultados registados pela equipa no arranque da temporada.

O fim da ligação entre o técnico e o histórico emblema “tricolor” foi confirmado pelo próprio Mauro Jamal, que revelou ter chegado a um entendimento com a direcção do clube para a rescisão do contrato, após apenas seis meses no comando técnico da equipa.

A decisão acontece poucos dias depois da eliminação prematura do Maxaquene na Fase da Cidade da Taça de Moçambique. No último sábado, os “tricolores” foram derrotados por 2-1 pela Liga Desportiva de Maputo, formação que compete no segundo escalão do futebol moçambicano, resultado que precipitou o afastamento da prova.

Contudo, a eliminação na Taça foi apenas o culminar de um período difícil vivido pelo clube. De regresso ao Moçambola nesta temporada, após garantir a promoção no ano passado, o Maxaquene atravessa um dos piores inícios de campeonato da sua história recente.

Decorridas cinco jornadas, a equipa ocupa a 12.ª posição da tabela classificativa, sem conhecer o sabor da vitória. Os números espelham a crise de resultados: apenas dois pontos conquistados, fruto de dois empates e três derrotas, um único golo marcado e seis sofridos.

A fragilidade ofensiva tem sido uma das principais preocupações da equipa técnica e dos adeptos, numa formação que tem encontrado dificuldades para transformar posse de bola e oportunidades em golos. A falta de eficácia no ataque contrasta com as expectativas criadas em torno do regresso do clube à principal competição nacional.

Com a saída de Mauro Jamal, a direcção do Maxaquene procura agora encontrar rapidamente um novo treinador capaz de inverter a tendência negativa e devolver estabilidade competitiva à equipa. O principal objectivo passa por assegurar a permanência no Moçambola e evitar que o histórico clube volte a enfrentar problemas de despromoção.

Fundado em 1920, o Maxaquene é um dos clubes mais emblemáticos do futebol moçambicano, com um vasto palmarés nacional e reconhecido por ter formado algumas das maiores figuras do desporto africano, entre as quais Eusébio da Silva Ferreira. O actual momento, porém, exige respostas rápidas para impedir que a crise desportiva se aprofunde.

Enquanto a direcção avalia possíveis substitutos para o comando técnico, os adeptos aguardam uma reacção da equipa que permita recolocar o clube no caminho dos bons resultados e da estabilidade competitiva.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, procura, nesta terça-feira, reencontrar-se com os bons resultados quando defrontar a Indonésia, em partida amigável da Data-FIFA, marcada para o Estádio Gelora Bung Karno, em Jacarta.

Depois da derrota por 4-1 diante de Omã, os Mambas chegam ao confronto com a Indonésia determinados a corrigir os erros identificados no primeiro teste realizado em solo asiático e a demonstrar uma imagem mais próxima daquela que permitiu à equipa alcançar resultados positivos nos últimos meses.

Para Dário Melo, o grupo já identificou as falhas que comprometeram o desempenho frente aos omanenses. O médio acredita que a resposta poderá surgir diante dos anfitriões.

“Para o jogo de ontem (domingo), eu acho que nos faltou um pouco de concentração e acabámos por pagar caro pelos erros. Mas para o jogo de amanhã (hoje) estamos convictos de que iremos vencer e seremos vitoriosos contra a Indonésia”, afirmou.

O jogador reconhece que a selecção moçambicana terá pela frente um ambiente difícil, num estádio que deverá estar repleto de adeptos indonésios, mas considera que o apoio do público local não será determinante.

“Sabemos que estamos no País deles e vai ser um pouco difícil por causa do apoio dos adeptos, mas tenho certeza de que iremos ser vitoriosos”, sublinhou.

Dário Melo aproveitou igualmente para deixar uma mensagem aos adeptos moçambicanos, apelando à confiança na equipa apesar do resultado negativo registado diante de Omã.

“Peço aos moçambicanos que continuem a apoiar-nos e não fiquem desanimados com o resultado de domingo. Amanhã (referindo-se a hoje), vamos procurar dar uma resposta positiva”, declarou.

Também o capitão Edmilson Dove mostrou confiança na capacidade de reacção da equipa nacional, embora reconheça que a exibição diante de Omã ficou aquém das expectativas.

“Tivemos um jogo menos conseguido e estamos cientes de que nem tudo aquilo que fizemos nos saiu da melhor forma possível. Já estamos a trabalhar para melhorar os aspectos que temos de corrigir e manter as poucas coisas boas que fizemos durante os 90 minutos”, referiu.

O experiente defesa considera que a equipa deve encarar o próximo desafio com optimismo e espírito de crescimento.

“O objectivo é sempre crescer. Nem tudo aquilo que desejamos corre da melhor forma possível, mas estamos de cabeça levantada e focados no jogo de amanhã, na esperança de conseguirmos um resultado positivo”, acrescentou.

Sobre o ambiente que os Mambas encontrarão em Jacarta, Dove reconhece a força do apoio dos adeptos da casa, mas garante que a selecção está preparada para o desafio.

“Os adeptos vão naturalmente apoiar a equipa da casa, mas este é um momento para desfrutar e representar Moçambique da melhor forma possível, sem olhar para o resultado passado e com uma mentalidade positiva.”

O capitão destacou ainda o ambiente vivido no seio da selecção nacional, sobretudo numa convocatória marcada pela integração de vários estreantes.

“O ambiente é de harmonia e de família. Todos os que chegam são bem-vindos porque vêm para ajudar e dar o seu contributo. Aqui não existem hierarquias, somos todos iguais e estamos todos aqui para representar Moçambique”, afirmou.

O duelo entre Moçambique e Indonésia será histórico, já que marcará o primeiro confronto entre as duas selecções. Para os Mambas, a partida representa não apenas uma oportunidade de recuperação após a derrota frente a Omã, mas também um importante teste no processo de preparação para os próximos compromissos oficiais, incluindo as qualificações para o Campeonato Africano das Nações, em Setembro e Outubro.

A expectativa da equipa técnica liderada por Chiquinho Conde é que a selecção apresente maior consistência defensiva, melhor aproveitamento das oportunidades criadas e uma atitude competitiva capaz de traduzir em campo a confiança demonstrada pelos jogadores na antevisão ao encontro.

Dos 26 convocados dos Bafana Bafana para o Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá, 19 actuam no campeonato sul-africano, o maior número entre as selecções africanas presentes no Mundial de 2026.

A divulgação das listas oficiais para o Mundial de 2026 mostra que várias selecções continuam a confiar nos seus campeonatos nacionais como principal fonte de recrutamento.

Entre as equipas africanas, a África do Sul destaca-se por apresentar o maior número de jogadores provenientes da liga doméstica, numa demonstração da crescente competitividade do futebol local.

Os Bafana Bafana convocaram 19 atletas que actuam na Premier Soccer League (PSL), principal competição sul-africana. A base da equipa é composta por jogadores do Mamelodi Sundowns e do Orlando Pirates, clubes que fornecem oito atletas cada à selecção orientada por Hugo Broos.

A forte presença de jogadores locais contrasta com a tendência observada em muitas selecções africanas, que dependem maioritariamente de futebolistas a actuar no estrangeiro. No caso sul-africano, apenas sete convocados jogam fora do País, distribuídos por campeonatos da Europa, Ásia e América.

O Egipto ocupa a segunda posição entre as selecções africanas que mais recorrem aos seus campeonatos nacionais, com 17 jogadores provenientes da liga local. A Tunísia surge em terceiro lugar, com sete atletas.

Já Argélia e Marrocos contam com apenas três jogadores dos respectivos campeonatos nacionais, enquanto o Gana apresenta apenas um representante da sua liga doméstica.

Especialistas associam esta realidade ao fortalecimento financeiro e organizacional de algumas ligas africanas. Na África do Sul e no Egipto, os clubes conseguem oferecer condições competitivas e reter parte significativa dos seus principais talentos, reduzindo a necessidade de transferências precoces para o exterior.

A aposta em jogadores locais não é exclusiva do continente africano. Entre as principais selecções europeias, Inglaterra, Espanha e Alemanha mantêm uma forte representação de atletas que actuam nos respectivos campeonatos nacionais. 

A proximidade competitiva e o conhecimento mútuo entre os jogadores são frequentemente apontados como factores que favorecem a coesão das equipas.

No Médio Oriente, o Qatar volta a apostar quase exclusivamente em futebolistas da liga nacional, repetindo a estratégia utilizada nas últimas competições continentais. Na região da Concacaf, o México apresenta uma convocatória equilibrada, integrando vários jogadores provenientes da Liga MX.

Com o arranque do Mundial marcado para 11 de Junho, a competição servirá também para avaliar a eficácia dos diferentes modelos de construção das selecções nacionais.

Enquanto algumas equipas apostam em atletas dispersos pelos principais campeonatos do mundo, outras continuam a encontrar nas ligas locais a base para a sua identidade competitiva.

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