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O País – A verdade como notícia

A realização da “Olimpíada Africana” Maputo/2011 foi uma história de superação com final feliz: o país superou-se ao substituir-se à Zâmbia, à última hora, na organização do evento, apesar das limitações orçamentais. Transformou a ousadia numa realização de vulto, pondo à prova toda a nossa capacidade de organização. E assim, vai fazer oito anos, que se fez História na Pérola do Índico!

O final da década 80 e o limiar da 90 foram marcados por grandes realizações desportivas que fizeram convergir para a Zona VI africana, as atenções do Mundo: Mundial de Futebol na África do Sul, CAN em Angola e Jogos Africanos em Moçambique. Nas três provas, um denominador comum: os tambores africanos deixaram bem clara a intenção do Continente e da Zona em dar passos rumo ao desenvolvimento, utilizando o desporto.

Para o nosso país, acabou representando um marco indelével numa caminhada cujas atenções principais convergem numa única direcção: o desenvolvimento! Arrecadaram-se medalhas, tantas quantas terá ganho a nossa auto-estima.

Do sonhar grande à realidade

Setembro de 2011 ficou gravado na nossa história. O país apareceu aos olhos do Mundo como uma Nação que acreditou no seu potencial e foi capaz de ocupar um lugar no pódio dos organizadores das grandes provas mundiais.

Todos os segmentos vivos desta sociedade assumiram que o desafio era para vencer. A resposta veio, com júbilo, no encerramento da maior e mais multifacetada competição continental: “Fizemos (bem) a festa”!

Muita disputa com “Fair Play”

Dezasseis dias de intensa actividade. Modalidades foram 22, com treinos e partidas em horários variados. Competiram atletas de várias nacionalidades, “senhores” de culturas, hábitos, gostos e pensamentos dos mais díspares, cada um com um pensamento supremo: ganhar algo para o seu país.
Prevaleceu o “fair play”, mesmo nas exigentes modalidades de luta. Foi África a demonstrar que é capaz de competir ao mais alto nível sempre com a bandeira do companheirismo desfraldada.

Lindo, muito lindo, foi o diálogo em línguas oficiais, nas línguas maternas, gestos, beijos, troca de contactos, prendas, promessas… enfim, tudo serviu para o enorme contributo que atletas e dirigentes deram à grande “injecção” de Unidade ao Continente.

Os voluntários/acompanhantes, foram quem “abriu a porta” aos visitantes, fechando-a com chave de ouro. Sempre os primeiros a acordar e os últimos a recolher, respeitando hábitos, gostos e desgostos dos visitantes.

Os nossos medalhados

Moçambique conquistou quatro medalhas de prata e oito de bronze, falhando o objectivo de alcançar o ouro. No total, foram distribuídas 1.429 medalhas por 36 países, ocupando Moçambique a 24.ª posição da tabela classificativa final.

A máquina competitiva da África do Sul mostrou uma superioridade inabalável ao longo do evento, arrecadando 156 medalhas, das quais 61 de ouro, 55 de prata e 40 de bronze.

Moçambique participou na X Edição com o maior contingente de sempre, sendo representado por 477 atletas numa delegação de 493 elementos que constituíram a Missão Moçambique, entre treinadores, equipa médica, atletas e pessoal de apoio. O nosso país ficou em 24.º lugar.

A magia do desporto

Mais de cinco mil pessoas a cantar o Hino, em uníssono, não é coisa de todos os dias. Mas aconteceu nos inolvidáveis dias dos Jogos. Foi a auto-estima elevada ao mais alto nível. Os abraços e apertos de mãos aconteceram um pouco por todo lado a desconhecidos e a recém-conhecidos. As jornadas permitiram, e de que forma, fazer de adversários grandes amigos.

Era África e o melhor do seu desporto, com a sua pujança, a dizer aos senhores da guerra, que esta “guerra”, sim, é bem-vinda. Joga-se, ganha-se ou perde-se, para depois se voltar a jogar. No final vence a amizade, o mesmo que dizer… vencemos todos!

Os 16 dias dos Jogos Africanos foram momentos para pessoas de todas as idades viverem parte da magia do desporto. Para nós, o basquetebol foi a modalidade raínha. A medalha dos masculinos, que recebeu a designação de “Prata de Verdade”, foi para nós, a cereja no cimo do bolo.

O Hambanine (Adeus)!

Os Jogos Africanos terminaram. Com eles, toda a pujança e rivalidade sã, que caracterizam o desporto e a juventude. Os atletas levaram a sua alegria, deixando saudades. A festa acabou. Sonhou-se grande, muito grande mesmo, enfrentando desafios antes inimagináveis. O resultado final foi um grande e motivador passo para se “alavancar” o desporto nacional rumo a novas vitórias.

Zimpeto no seu esplendor

À muita luz que coloria os céus na noite de abertura dos X Jogos Africanos, juntou-se uma sucessão e profusão de actividades e números culturais que iam surpreendendo a cada momento os espectadores.
Os sons, a coreografia, o rufar dos tambores, a conjugação de instrumentos e técnicas tradicionais, fundiram-se com o que de mais moderno existe, levando ao rubro os 40 mil espectadores que se transformaram, eles próprios, em actores, através dos seus aplausos, no majestoso Estádio do Zimpeto.

O desfile do rico mosaico cultural moçambicano, era intercalado com os discursos oficiais. Mas o momento mais “arrepiante”, foi a sessão de fogo-de-artifício, que iluminou os céus, visto e vivido com entusiasmo nos bairros circunvizinhos de Albazine, Hulene, Kongolote, Benfica, Mahlazine, Magoanine e outros.

O dia de abertura da festa africana, com coreografias preparadas ao mínimo detalhe, foi intenso, variado e multifacetado. O hino dos Jogos levou os integrantes das delegações, e mesmo espectadores, a deixarem as cadeiras para se juntarem aos bailarinos no relvado.

Maputo, a capital dos Jogos, “tchunou-se”! Moçambique deu a conhecer uma parte do seu vasto mosaico cultural, com destaque para a apresentação de danças tradicionais do norte ao sul do país, do xikuakuakua ao tufo, com centenas de mulheres vestidas a rigor a tomarem conta do rectângulo de jogo.

Inesquecíveis convívios na Vila Olímpica

Moçambique, como anfitrião, foi a primeira delegação a ocupar a Vila dos Jogos, seguindo-se a Nigéria. Umas atrás das outras, as delegações foram chegando e no dia da Abertura Oficial dos Jogos, a Vila já havia esgotado a sua lotação. Com um total de 854 apartamentos de tipo-3, a Aldeia Olímpica, que ficou conhecida por Vila dos Jogos, albergou 5.262 atletas, que representavam 50 países.

24 mil refeições dia

Foram no total 350 pessoas que cuidaram dos estômagos dos participantes, entre cozinheiros, serventes, copeiros e gestores. Estes profissionais cumpriram a sensível missão de garantir alimentação a todas as pessoas envolvidas directamente nos Jogos.

Para tal, três enormes tendas foram montadas, sendo a maior para os atletas, com capacidade para 1300 pessoas, a segunda para os voluntários, que albergava 850 pessoas e a terceira para o pessoal de apoio, onde cabiam 450 pessoas.

No período alto dos Jogos, chegaram a ser servidas 24 mil refeições/dia. De referir que, tal como acontece neste tipo de competições, toda a alimentação, água e refrescos, foi de distribuição gratuita.

 

O mandato de Francisco Mabjaia, presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol, terminou em Junho de 2018, mas até hoje não foram realizadas eleições na agremiação.

Os associados, violando a lei do desporto que refere que os mandatos das associações e federações desportivas nacionais são de quatro anos, decidiram na Assembleia-Geral da Federação Moçambicana de Basquetebol, realizada em Janeiro, no Chimoio, que Francisco Mabjaia devia continuar no cargo até Dezembro de 2019, cerca de um ano e meio depois de expirar o seu mandato.

Atento à situação, o Governo, através do Ministério da Juventude e Desportos, diz que esta agremiação deve realizar eleições dentro de três meses.

Segundo Rui Albasine, Director Nacional do Desporto, este período irá permitir que as agremiações tenham tempo para realizar as respectivas assembleias-gerais e reunirem candidatos que possam concorrer aos cargos.

A mesma recomendação foi feita às direções das federações moçambicanas de Natação e Ténis, cujos presidentes estão fora dos mandatos desde Dezembro de 2018.

As  eleições na Federação Moçambicana de Natação, inicialmente previstas para  Janeiro último, em Maputo, foram adiadas para o dia 13 de Maio, na cidade da Beira.

Na reunião magna, serão apresentados os relatórios de actividades e contas da Federação Moçambicana de Natação, assim como a alteração dos regulamentos gerais, de disciplina e de arbitragem.

Serve de referência recordar que Jeremias Costa, pai do nadador Denilson da Costa, actualmente a nadar fora do país, e Deolinda Mabote, são os candidatos à sucessão de Fernando Miguel.

O Director Nacional do Desporto diz ainda que o Ministério da Juventude e Desportos tem estado a trabalhar com outras federações desportivas nacionais que manifestaram interesse em legalizarem-se.

Deu, Rui Albasine, exemplo de dirigentes do râguebi e basebol que se aproximaram do Ministério da Juventude e Desporto para se inteirarem dos procedimentos para a sua constituição em federações

 

 

 

 

O Textáfrica de Chimoio recebeu e venceu, domingo, o Diamonds do Zimbabwe por um a zero em jogo que marcou a apresentação do seu plantel para a presente época futebolística.

O jogo, realizado no campo do Ferroviário de Gondola, foi marcado pela presença em peso do público que estava ávido em ver os reforços dos fabris do planalto que traçaram como objectivo para esta temporada a manutenção no primeiro escalão do futebol moçambicano.

Antes da partida entre o primeiro campeão nacional e Diamonds que esta temporada se estreia na principal liga do Zimbabwe, houve espaço para apresentação do plantel do Textáfrica constituído por 28 atletas, sendo 13 que transitam da temporada passada e 15 novas caras onde se destaca o regressado Kello, Patrício, Dário e os  argentinos Michael e Ramiro.

Indo ao jogo, os zimbabweanos entraram em campo para mostrar o seu poderio, mas os donos da casa não facilitavam, tendo estes chegado várias vezes a baliza adversária, sem no entanto lograrem os seus intentos.

Na segunda parte, o Textáfrica entrou mais aguerrido. No minuto 53, Djongue, num cruzamento de Maré, que esta temporada se transferiu da UP de Manica, fez o único golo da partida para o delírio dos adeptos.
 

A Ministra da Juventude e Desportos, Nyeleti Mondlane diz que o Governo está a criar condições para que os Mambas alcancem a vitória diante da Guiné-Bissau e assegurem a qualificação ao CAN-2019. A selecção nacional de futebol seguiu viagem esta segunda-feira para Africa do Sul onde vai realizar um estágio pré-competitivo.

É um jogo decisivo. O esforço e empenho prometem ser redobrados. Ainda há, pela frente, 19 dias para o embate decisivo quanto exigente diante da Guiné-Bissau, os Mambas não querem “incomodo” e esta segunda-feira seguiram viagem para africa do Sul, em busca de concentração e ambiente ideal para um jogo de igual dimensão.

Abel Xavier chamou 26 jogadores para este pré-estagio, a convocatória será divulgada no dia 14, ou seja, ainda faltando 9 dias do jogo.
É um elemento novo, mas que agrada Xavier. O técnico diz que supervisão o local do estágio e garante que “é mesmo de maior concentração”. É de lá onde pretende visualizar jogos do adversário e corrigir elementos que falharam no primeiro embate.

A meta é o CAN que será no Egipto, Moçambique quer voltar aos grandes eventos, Xavier quer ser a “cara da conquista”.
De resto, o desejo é generalizado, estranho seria se não fosse. O governo voltou a mostrar que está com o desporto nacional e em particular com os Mambas.

Esta segunda-feira, antes da partida para a vizinha África do Sul, a Ministra da Juventude e Desportos, Nyeleti Mondlane, esteve com o cominado nacional e lembrou aos atletas que, nesta caminhada, estão em representação dos 28 milhões de Moçambicanos.

O governo indicou o director do Instituto Nacional de Desportos, Francisco da Conceição, para chefiar a delegação. Isto mostra e renova, segundo Nyeleti, o desejo de criar as melhores condições de preparação rumo ao derradeiro jogo.

“É importante que os Mambas estejam condignamente alojados na África do Sul e que todas as condições logísticas estejam no lugar e já confirmamos que está tudo em ordem. Estamos a velar pelo bom transporte dos nossos jogadores. Eles precisam estar de espirito alto e energias positivas “disse Mondlane.

A Federação Moçambicana de Futebol ainda não definiu mas promete uma recompensa à altura caso a selecção vença o jogo. No entanto, neste momento, o foco é garantir a qualificação e se pode dizer que este é um dos assuntos que, neste momento, tira sono a Alberto Simango Jr.

“Este é o principio da implementação de um projecto que começou no ano passado, que é a preparação desse jogo. Acho que tudo depende exclusivamente de nós” começou por dizer antes de falar dos prováveis prémios.

“É a primeira vez que nós levamos a nossa selecção para um centro de alto rendimento em Pretória. É um centro de excelência e pensamos que vamos tirar muito proveito. Um estágio pré-competitivo de duas semanas que não acontece todos os dias. Em termos de prémios, para além do que está previsto no regulamento, nós estamos a mobilizar mais recursos para, em caso de qualifição, os atletas tenham uma premiação melhorada” disse
O seleccionador nacional, Abel Xavier, está convicto que o local escolhido para o estágio vai permitir maior controlo e concentração dos jogadores para atacarem o derradeiro jogo.

“Iremos trabalhar em boas condições. Eu próprio analisei o complexo. Irei blindar completamente o grupo e o único foco é trabalhar arduamente. Trabalhar os conteúdos que eu acho fundamentais e que passa por dominar aquela que é a estratégia que vamos delinear para o jogo. Vamos analisar o adversário em todos os momentos “finalizou.

Os Mambas são obrigados a vencer em Bissau para se qualificarem ao CAN-2019.

 

 

Está confirmado. Pedro Nunes, técnico português que em 2011 levou Moçambique ao histórico quarto lugar no Mundial de hóquei em patins, em San Juan, na Argentina, irá orientar a selecção nacional no Campeonato Africano da modalidade, prova a realizar-se em Angola de 8 a 10 de Março.

O facto foi confirmado hoje ao “O País” pelo presidente da Federação Moçambicana de Patinagem, Nicolau Manjate.

“Posso lhe garantir que chegámos a acordo com Pedro Nunes para treinar a selecção nacional de hóquei em patins  no Campeonato Africano.  Tivemos várias conversações com o treinador e, porque ele conhece muito bem o grupo de trabalho, foi de certa forma fácil chegar a um acordo com ele. O Pedro Nunes é uma pessoa com conhecimento sobre o hóquei em patins, pelo que cremos que vamos ter uma boa prestação no Campeonato Africano”, disse Nicolau Manjate em contacto telefónico com “O País”.

Nunes vai-se juntar, assim, ao grupo de trabalho no dia 6 de Março, em Luanda, Angola, sendo que o objectivo passa por ocupar o primeiro lugar no “Africano” que dá acesso ao Mundial marcado para 7 a 14 de Julho, em Barcelona, na Espanha.

Moçambique vai discutir o acesso ao Mundial diante de Angola e Egipto, uma vez que a África do Sul desistiu da prova devido a problemas organizacionais.

Estão já qualificadas para o Mundial sete selecções, nomeadamente Espanha, Portugal, Argentina, Itália, França, Chile e Colômbia.

Ao nível interno, a selecção nacional cumpre hoje o último treino em solo pátrio com apenas os atletas locais, sendo que os que evoluem na Europa só serão integrados no palco da competição, ou seja, a 6 de Março.

Estão a trabalhar sob o comando de Pedro Tivane, seleccionador-adjunto, e Pedro Pimentel, director técnico da Federação Moçambicana de Patinagem, os atletas Arnaldo Queiroz, Alfredo Mandlate, Kevin Pimentel Simões, Pedro Pimentel Júnior, Rafael Elias, Rodrigo Xavier, Ivan e Spiros Esculudes, Artur Jorge Mapinguissa, Mário Alcides e Macário Joaquim, Lucas Salvador Cossa, David Severino Tuaibo, Manfrede Calange e Michael Machaúle.

Destes, apenas seis é que seguem viagem para Angola para disputar o Campeonato Africano.
 
Angolanos destacam valor de Moçambique
O seleccionador nacional de hóquei em patins de Angola, Fernando Fallé,  destacou a importância do jogo diante de Moçambique no quadro do Campeonato Africano de hóquei em patins que Angola acolhe de 8 a 10 do corrente em Luanda. Para Fallé, é um jogo para vencer e capitaliza o trabalho do grupo.

"Gostava que a África do Sul viesse. A nossa preparação está a ser feita para ganhar a Moçambique e outros concorrentes. Certo é que o jogo com Moçambique vai ser decisivo", referiu o treinador em entrevista ao Jornal dos Desportos.

Sexta-feira, a pré-selecção angolana de hóquei em patins realizou o primeiro amistoso na Cidadela Desportiva. Fernando Fallé e pupilos escolheram o Petro de Luanda, 5º classificado do último campeonato nacional de Angola,  para testar a prontidão segundo a publicação Jornal dos Desportos.

Na quinta-feira, o seleccionador nacional efectuou uma triagem ao grupo e ficou com oito jogadores de campo e dois guarda-redes. Fallé afastou o guarda-redes Beto e os atletas de campo Chiquinho e Pi.

Depois de defrontar o Petro de Luanda, Fallé espera efectuar mais um jogo com algum adversário que ofereça dificuldades à equipa nacional. O treinador realçou a dificuldade de encontrar tal adversário, na medida em que não há qualquer competição em andamento no país.

Amanhã, está prevista a integração de Humberto Mendes "Big" e de Martin Payero, que jogam no campeonato de Espanha, André Centeno e Francisco Veludo (na Itália) e João Pinto (Sporting de Portugal). A próxima sessão de treino da equipa nacional pode contar já com os "europeus" e ser efectuada no palco do campeonato africano.

Pedro Azevedo, vice-presidente da Federação de Patinagem, disse que há questões técnicas a inviabilizar a preparação da selecção nacional naquele recinto, mas "o gestor do pavilhão e o Ministério da Juventude e Desportos comprometeram-se a disponibilizar o pavilhão principal a partir de segunda-feira".

Além de Moçambique, são esperadas as selecções da África do Sul e do Egipto. O Campeonato Africano apura para o Mundial de 7 a 14 de Julho, em Barcelona (Espanha), inserido nos Jogos Mundiais da Patinagem.
 

Sídio Mugadza diz ter sido suspenso pela FIFA por recusar, em 2008, suborno de agentes malaios para facilitar a vitória da Malásia diante de Moçambique por seis a zero. Mugadza diz que os referidos agentes ligados a casas de apostas acusaram-no de lhes feito perder muito dinheiro.

24 horas após ter sido suspenso pela Federação Internacional de Futebol, por alegado caso de corrupção,  Sídio Mugadza reagiu ao seu banimento por 15 anos defendendo que está a ser prejudicado por ter recusado um suborno, em 2008,  de agentes que organizaram o jogo entre a  Malásia e Moçambique.

Mugadza conta que, na altura, na qualidade de chefe da delegação, foi contactado por alguns malaios ligados a casas de apostas sob a proposta de facilitar a derrota de Moçambique diante da Malásia por 6-0, algo que recusou por entender que actos desta natureza ferem os princípios de ética da FIFA.

Mugadza refere que ficou prejudicado por ter recebido, tal como outros dois dirigentes da Federação Moçambicana de Futebol, 1500 dólares referentes a ajudas de custo da viagem e, na altura dos factos, não ter comunicado à FIFA sobre o recebimento dos referidos valores.

No comunicado em que suspende Sídio Mugadza de todas actividades desportivas duramente 15 anos, a FIFA reconhece as qualidades do moçambicano no processo de desenvolvimento do futebol, de tal forma que a Confederação Africana de Futebol e a COSAFA entraram já com o processo de recorrência desta suspensão.

Sídio Mugadza diz que irá continuar a trabalhar em prol do futebol moçambicano e africano pois entende que ainda tem muito a dar.

 

 

 

O Ferroviário de Maputo começou a defesa do título do Engen Maputo Basket com vitória diante do seu mais directo adversário, o Costa do Sol, por 67-55.

A equipa orientada por Leonel Manhique não teve esforços a medir e esteve em frente do marcador desde o primeiro quarto do jogo. Sem Valerdina Manhonga ou mesmo Dionilde Cuamba, Deolinda Ngulela não teve argumentos para contrapor às locomotivas que, de longe, foram superiores.

Devido a problemas organizacionais, este sábado disputam-se jogos da segunda jornada em ambos os sexos. Costa do Sol volta a jogar às 15h30 diante do Ferroviário das Mahotas (Em femininos) sendo que, também para a segunda jornada, mas em Masculinos, jogam Ferroviário de Maputo "A" diante do Costa do Sol.

Diante do rival, Manhique estreou três jogadores que vêm das camadas de base, nomeadamente, Sandra Magoliço, Suze Cipriano e Hulga Joaquim. As três entraram no quarto e ultimo período.

 

 

A Federação Internacional de Futebol, FIFA, suspendeu por 15 anos, Sidio José Mugadza, funcionário da Federação Moçambicana de Futebol acusado de corrupção.

A informação foi tornada pública pela própria Federação Internacional de Futebol, FIFA.

Sidio Mugadza era encarregado de supervisionar reuniões organizadas pela Confederação Africana de Futebol (CAF) e foi considerado culpado pela Comissão de Ética da FIFA de ter "aceite subornos" e, dessa forma, ter violado o código de ética do organismo.

Em resultado de uma investigação iniciada em 11 de Julho de 2018, Mugadza foi suspenso por 15 anos de "todas as actividades relacionadas com o futebol a nível nacional e internacional" e multado em cerca de 2.641 euros
Na quarta-feira, a FIFA tinha irradiado o ex-tesoureiro e vice-presidente da Federação de Futebol da Zâmbia (FAZ), Boniface Mwamelo, também devido a corrupção.

 

O seleccionador dos Mambas, Abel Xavier convocou hoje, quinta-feira, 26 jogadores nacionais para o último jogo de 23 de Março, contra Guiné-Bissau, a contar para a qualificação ao CAN-2019, no Egipto. Na lista dos eleitos o destaque vai para a inclusão de cinco atletas sub-23.

A equipa técnica dos Mambas já está a preparar o jogo do grupo “K” contra a Guiné-Bissau. Na lista divulgada hoje, Abel Xavier apenas revelou nomes de jogadores que actuam no campeonato nacional, sendo que a convocatória final incluindo jogadores internacionais será conhecida no dia 14 de Março.

“Definimos o estágio pré-competitivo como essencial e extremamente importante face o objectivo prioritário na preparação da equipa da melhor maneira possível, para defrontarmos a Guiné-Bissau na última jornada do grupo K ”, disse o timoneiro dos Mambas, na sua primeira intervenção na conferência de imprensa, onde igualmente fez saber que fazem parte dos convocados cinco jogadores das selecção nacional dos sub-23.

“Temos cinco jogadores que estão na faixa etária dos sub-23, queremos estimular incorporando no grupo sénior, porque achamos extremamente importante para potencializar e trabalharmos os aspectos importantes para a seleccão sub-23, que em simultâneo tem um jogo contra o Zimbabwe”, esclareceu.

Para Abel Xavier, o objectivo do estágio pré-competitivo é elevar o índice competitivo derivado dos “desiquilíbrios que temos no nosso Moçambola. Podemos dizer que temos três grupos para serem trabalhados. O grupo das equipas da capital está a ser potenciado com a realização do torneio Mavila Boy. Temos o grupo dos clubes das províncias que estão com mais défice competitivo a nível nacional. Mais tarde iremos ter o grupo dos internacionais moçambicanos, que está a uma densidade de jogo do último terço e que teremos que fazer uma gestão do nosso trabalho. São grupos que queremos nivelar considerando os problemas competitivos”.

Mais adiante o técnico afirmou que no dia 4 de Março será a concentração dos jogadores que actuam intramuros, com viagem à África do Sul. No dia 18 será a concentração dos jogadores que militam em equipa estrangeiras, também na África do Sul. “Significa a perspectiva da convocatória final será feita no dia 14. A viagem está contemplada no dia 21. Prevemos que o jogo seja no dia 23, às 17 horas de Maputo e 15 horas de Bissau”, frisou Abel Xavier.

Abel Xavier reconhece que o jogo é de extrema importância, pelo que irão jogar para ganhar, pois, em caso de derrota, a equipa não qualifica para o Campeonato Africano das Nações 2019.

“A Guiné tem que ganhar o jogo da mesma forma que nós temos que ganhar. Na primeira jornada do grupo CAN fomos conseguir um resultado histórico com a vitória na Zâmbia. Do ponto de vista de crença podemos ganhar fora e grupo demostrou isso. Se uma equipa conseguiu ganhar e eliminar a Zâmbia do CAN, obviamente que se somos dois favoritos, sabemos que somos capazes.

Os jogadores são os protagonistas, vamos criar as melhores condições possíveis para que possamos todos trazer a vitória”, lembrou do jogo contra os Xipolopolo, como forma de mostrar que a vitória é possível na Guiné-Bissau.

Na Tabela de classificação do Grupo K, os Mambas estão em terceiro lugar, com sete pontos, numa lista lidera pela Guiné-Bissau e Namíbia, ambos com 8 pontos. Moçambique parte para Guiné-Bissau no dia 21 do próximo mês com uma delegação composta por 47 membros, entre jogadores, equipa técnica, médicos, entre outros.

 

 

 

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