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O País – A verdade como notícia

A terceira jornada do Moçambola 2019 joga-se este meio de semana. Em jogo de abertura de jornada, a Liga Desportiva de Maputo e o Costa do Sol defrontam-se, amanhã, naquela que é a partida de destaque. Os treinadores dos dois conjuntos querem vencer o jogo

É o início das jornadas a meio de semana, muito cedo, em virtude do arranque tardio do Moçambola 2019, que vai assim ter que apertar os jogos para poder terminar dentro do período agendado.

E para começar esta saga, nada mais que um grande jogo, envolvendo equipas que já conquistaram o campeonato nacional de futebol, o Moçambola, e que este ano entram para a prova-mor do futebol moçambicano com grandes ambições, nomeadamente ocupar os lugares cimeiros. Trata-se do embate entre a Liga Desportiva de Maputo e o Costa do Sol, que vai aquecer o relvado natural do campo de Hanhane, na cidade da Matola.

A Liga Desportiva de Maputo, depois de um excelente início, em que derrotou o Ferroviário de Maputo, na primeira jornada, por uma bola sem resposta, e no final de semana foi a Vilankulo arrancar um empate a uma bola, resultado que coloca a equipa na quarta posição, com quatro pontos, vai entrar para o jogo querendo continuar a caminhada de bons resultados.

Depois de uma longa viagem a Inhambane de mais de 20 horas em três dias, contando ainda com o jogo diante da ENH, Nilton Terroso, técnico da Liga, diz que o tempo de descanso não foi suficiente, mas que a equipa está moralizada para receber o Costa do Sol com os olhos postos na vitória.

Já os “canarinhos”, que tiveram, também uma boa entrada na prova, ao derrotar o Maxaquene no passado sábado por uma bola sem resposta, também querem entrar para o jogo desta terça-feira com único objectivo de sair com os três pontos na cartola e seguir vitorioso na prova, de modo a não deixar fugir os adversários que estão na frente da tabela classificativa.

O técnico “canarinho”, Horácio Gonçalves, espera que as condições estejam adequadas para uma boa partida de futebol, lamentando o facto do último jogo em que a sua equipa foi jogar ao campo da Liga não ter tido um bom tratamento da relva, facto que condicionou a prestação dos seus jogadores.

No que ao confronto directo diz respeito, dos 18 encontros registados para o Moçambola, a Liga Desportiva de Maputo venceu sete jogos, o Costa do Sol venceu cinco e registou-se seis empates entre ambos. Em 2017, a equipa que jogou em casa perdeu no seu jogo, em cada uma das voltas, acontecendo o contrário ano passado, em que a equipa que jogou em casa venceu o seu jogo a um golo.

Para este jogo de grande interesse, o público é chamado a apoiar as duas equipas, que prometem espectáculo dentro das quatro linhas.

Liga Desportiva de Maputo e Costa do Sol terá lugar no campo de Hanhane, na Matola, desta terça-feira, e terá transmissão em directo na Stv Notícias, a partir das 15h00.

 

 

 

 

Os últimos dois confrontos para o Moçambola, no estádio da Machava, favoreciam o Ferroviário de Maputo… Diogo foi um dos marcadores nas duas últimas ocasiões em que o Nacala esteve na capital. E foi dele o primeiro remate à baliza de Nando para uma defesa a dois tempos. Mas o melhor, só mesmo na segunda parte do desafio.

Diogo ficou nos balneários, Bruno Caixada em estreia absoluto, o jovem português, no entanto, não durou sequer cinco minutos. O jogador lesionou-se num lance e saiu em lágrimas. Para o seu lugar, foi lançado o avançado Mário, mas o golo veio do meio canto.

Numa combinação, Kito surge para um remate fulminante… a bola vai à trave e transpõe por completo a linha de golo.
Os jogadores do Ferroviário de Nacala tentaram travar argumentos para a invalidação do que para eles não era golo, mas a decisão de Pereira António era irreversível… até porque não havia motivos para tanto. Era afinal o começo, Liberty tem um remate. Nando esteve em apuros, mas consegue evitar o segundo do Ferroviário.

Depois veio a classe de Kamo-Kamo. O passe é de Kito… excelente recepção, a execução é ainda melhor. E 2-0, numa verdadeira obra de arte.
O Ferroviário alcança a sua primeira vitória, volvidas duas jornadas.

 

 

O campeão nacional em título, UD Songo, voltou a vencer neste Moçambola 2019, desta feita por 3-1, e já é líder isolado da prova. A vítima, agora, foi o Ferroviário de Nampula.

Foi mais uma vitória do campeão nacional, a segunda consecutiva e que dita a liderança isolada do Moçambola 2019, com seis pontos. Lau King, outra vez o rei, voltou a balançar as redes dos adversários, tendo sido coadjuvado por Luís Miquissone, que também deu gosto ao pé, ditando um resultado que, mais do que moralizador, coloca a equipa no topo da tabela classificativa. Uma liderança isolada que não tem nenhum perigo à vista, uma vez que os directos perseguidores, Desportivo de Nacala, Incomáti de Xinavane e Liga Desportiva de Maputo somam menos dois pontos que os "hidroeléctricos".

O Desportivo de Nacala, por exemplo, assume o segundo lugar fruto da vitória diante da estreante Baía de Pemba, por duas bolas sem resposta, com Ernesto e Salas a serem os autores dos golos. O Baía não teve argumentos perante um adversário que é, de certa forma, do mesmo campeonato, no que diz respeito aos objectivos de manutenção. Já a Liga Desportiva de Maputo não foi além de um empate em Vilankulo, a um golo, na partida que não contou com Alcides Chambal no banco técnico.

Já o Incomáti de Xinavane, que derrotou o Ferroviário da Beira na jornada inaugural, veio a Maputo empatar com o Desportivo Maputo sem abertura de contagem, num jogo em que Guirrugo foi o homem do jogo, ao negar a vitória "alvi-negra" e em que Artur Semedo considerou que há muitos guarda-redes adversários a defender contra o Desportivo.

No derby da jornada, o Costa do Sol não teve meias medidas para derrotar o Maxaquene à tangente, com golo madrugador, aos quatro minutos, por Chawa.

Quem sacudiu os fantasmas da derrota na primeira jornada foram os Ferroviários de Maputo e da Beira, que jogando em suas casa venceram, pelo mesmo resultado (2-0) ao Ferroviário de Nacala e Textáfrica de Chimoio, respectivamente.

Já o Chibuto conseguiu, também, a primeira vitória, ao receber e derrotar o Têxtil de Púnguè, por duas bolas a uma.

São resultados que não só colocam a UD Songo na liderança isolada, mas também os "fabris" do planalto na causa, com duas derrotas. O Moçambola regressa terça-feira, com a disputa da 3a jornada.

 

O Ferroviário de Maputo diz que a derrota sofrida na primeira jornada do Moçambola frente à Liga faz parte do passado. Por isso, este domingo quer vencer o Ferroviário de Nacala para perseguir os seus objectivos que passam pela conquista do título. 

Os locomotivas da capital são um dos candidatos à conquista do campeonato nacional de futebol edição 2019.

Este domingo, recebe no Estádio da Machava, o seu homónimo de Nacala, em partida referente à segunda jornada do Moçambola.

O treinador dos verde e branco, Daúdo Razak, diz que respeita o adversário, mas vai decidido para arrancar os três pontos.

O posicionamento do treinador é secundado pelos jogadores que afirmam que a moral está em alta e vão fazer de tudo para não decepcionar.

Na tabela classificativa, o Ferroviário de Nacala ocupa o terceiro lugar com três pontos, fruto da vitória (3-2) frente ao Desportivo de Maputo, na primeira jornada, enquanto os locomotivas de Maputo ainda não pontuaram, estando na décima quarta posição. 

 

A equipa Baía de Pemba Futebol Clube já não vai realizar jogo fora de casa e promete colocar o campo em condições antes da quarta-feira, data em que vai receber União Desportiva do Songo.

O Estádio Municipal de Pemba ainda não está em condições técnicas para acolher provas de alta competição, mas o Baía de Pemba vai realizar obras de urgência para evitar jogar fora de casa.

Entretanto, além de se esforçar para jogar em casa, a equipa promete vencer o jogo para levar alegria à população de Cabo Delgado, mas também para honrar com o memorando de entendimento assinado com a Montepuez Ruby Mining.

O primeiro jogo do Baía de Pemba Futebol Clube no Moçambola 2019 devia ter sido realizado no dia 28 de Abril, contra o Costa do Sol, mas devido ao ciclone Kenneth, teve de ser adiado. Este sábado, o representante de Cabo Delgado vai a Nampula para enfrentar o Desportivo de Nacala, a contar para a segunda jornada do campeonato Nacional de Futebol.

 

 

Nos últimos tempos, a selecção da Namíbia tem sido um alvo difícil de “abater” por parte dos Mambas. Exemplo disso são as duas derrotas averbadas pelos Mambas na fase de qualificação ao CAN-2019, resultados que deixaram o combinado nacional por terra, o que favoreceu os namibianos, que juntamente com a Guiné-Bissau qualificaram-se ao CAN do Egipto.

Mas o sorteio do torneio regional da Cosafa não deu outra sorte à selecção moçambicana e ditou um cruzamento, novamente, com a Namíbia, na fase de grupos, o “B”, onde estão ainda as selecções do Malawi e das Seychelles. Aliás, foi com a Namíbia que a selecção nacional perdeu na final da Cosafa em 2015, quando a equipa era treinada por João Chissano.

O grupo “A” do torneio regional será constituído pelas selecções de Angola, eSwatini, Maurícias e Comores.

O vencedor de cada grupo qualifica-se para os quartos-de-final, sendo que o que vence o grupo “A” irá defrontar o Zimbabwe e o do “B” terá pela frente a Zâmbia, duas selecções que por força do ranking da FIFA começam a competir nesta fase.

O torneio da Cosafa terá lugar na cidade de Durban, na África do Sul, de 25 de Maio a 8 de Junho.

 

 

O Desportivo de Maputo o Incomáti de Xinavane empataram sem abertura de contagem, em partida de arranque a segunda jornada do Moçambola 2019. Com o resultado, o Incomáti assume, provisoriamente, a liderança da prova.

Duas equipas que se defrontavam pela quinta vez no historial do futebol moçambicano e o Desportivo Maputo procurava arrancar uma vitória, mesmo para apagar a má imagem deixada na primeira jornada do Moçambola, em que perdeu em Nampula. Já o Incomáti de Xinavane procurava desmentir a ideia de que a greve que se verificou ao longo da semana não iria afectar a boa prestação que terminou com a vitória diante do Ferroviário da Beira, na jornada inaugural.

Os “alvi-negros” de várias formas foram procurando o golo, mas a sua avalanche ofensiva esbarrava na defensiva muito bem montada por Artur Comboio, que não permitia que o adversário se adiantasse no marcador.

Mesmo tentando, o Desportivo não conseguia e viu o intervalo chegar com o nulo a prevalecer, para as contas de Artur Semedo.

Na segunda parte, o Incomáti tentou ameaçar, mas era o Desportivo que dispunha das melhores ocasiões de inaugurar o marcador. E quando não eram os avançados a encontrar caminho da baliza, era o próprio guarda-redes do Incomáti, o internacional moçambicano Guirrugo, a manter a igualdade sem golos.

O facto mesmo é que nem do outro lado os avançados dos açucareiros conseguiam desfazer o nulo, que quase era desfeito no final do jogo pelos “alvi-negros”, mas o resultado já estava escrito que terminava sem golos.

O empate garante a liderança provisória do Incomáti de Xinavane, com quatro pontos, enquanto se realizam os restantes jogos da segunda jornada, e dá o primeiro ponto do Desportivo Maputo nesta edição do Moçambola 2019.

 

Alcides Chambal já não é treinador do ENH do Vilankulo. Essa é a primeira chicotada psicológica de 2019. Quatro meses após renovar o contrato com a ENH de Vilankulo por uma temporada, Alcides Chambal sai pela porta pequena do clube.

A derrota diante do Ferroviário de Inhambane, por 1-0, e consequente afastamento da ENH da Taça de Moçambique ainda na fase regional, foi a gota que fez transbordar o copo.

Aliás, um dos objectivos exigidos pela direcção do ENH ao técnico era a conquista da Taça de Moçambique ou Moçambola, tendo falhado o primeiro.

Em contacto telefónico com O País, Alcides Chambal disse que não podia se pronunciar sobre o assunto, tendo-nos remetido à direcção do clube.

Víctor Magaia, treinador-adjunto, assume interinamente a equipa enquanto se fecha o processo de contratação do novo técnico que poderá vir do estrangeiro.

 

 

Entrada em grande, Moçambola 2019 bate recorde de golos na primeira jornada dos últimos 19 anos, ao serem marcados 20 golos em sete jogos realizados, faltando um por se disputar.

Já se adivinhavam jogos renhidos entre as equipas que disputam o Moçambola 2019 desde o princípio, afinal, o aviso estava dado: os cinco últimos classificados descem para segunda divisão.

A decisão de aumentar o número de lanternas vermelhas no campeonato a descer para a divisão de honra parece ter servido de combustível para a explosão de golos, numa quantidade que entra para história do futebol moçambicano.

Pela primeira vez, nos últimos 19 anos, o Moçambola atinge a fasquia de 20 golos na primeira jornada, número que ainda pode engordar com o jogo que coloca frente-à-frente o Baía de Pemba e o Costa do Sol, ora adiado devido aos impactos do ciclone Kenneth.

Para encontrar números que se aproximem aos da presente edição da maior festa de futebol, é preciso recuar até 2014 e 2016, anos em que o Moçambola produziu 18 golos na primeira jornada.

Em 2014, entrou em grande a Liga Desportiva de Maputo, então Liga Muçulmana de Maputo, que fez quatro golos na vitória sobre o Chibuto, com um bis de Sonito e outros de Liberty e Nando.

Nos últimos 10 anos do Moçambola, o pior arranque de época remonta a 2012, quando, dos sete jogos realizados, quatro registaram empates, três dos quais sem se ter “violado as redes”, mantendo o nulo no marcador até o fim do jogo.

Até 2015, o campeonato nacional era disputado por 14 equipas, tendo sido alterado para 16 equipas em 2016. Passados quatro anos, o modelo parece entrar em rota de colisão com os fundos disponíveis para o Moçambola, o que obrigou a mudança de modelo, anunciada recentemente.

O modelo a ser implementado nas próximas edições da principal competição de futebol do país vai contar com menos equipas que aquelas que disputavam o Moçambola desde 2015 até esta edição. O facto é que nesta edição descem cinco equipas, devendo subir os campeões regionais, totalizando 14 equipas no Moçambola 2020. Da mesma forma, em 2020, vão descer cinco equipas e subirem três, que vão totalizar 12 equipas a partir do Moçambola 2021, número (ideal para Federação Moçambicana de Futebol) que vai manter-se pelos próximos campeonatos.    

O máximo de golos marcados num jogo da primeira jornada do campeonato nacional foram sete, registados em 2002, em que Maxaquene destruiu o Futebol Clube de Lichinga por seis bolas a uma.    

 

 

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