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O País – A verdade como notícia

A União Desportiva de Songo volta a disputar as competições africanas este sábado, quando entrar em cena para a pré-eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões africanos. Campeão nacional da temporada passada, os “hidroeléctricos” são a única equipa participante nesta competições africanas depois da desistência do Costa do Sol e a equipa técnica reconhece o peso que tem em estar a representar o país nas afrotaças.

Nacir Armando, que falava depois do jogo do Moçambola, disputado esta quarta-feira, na Soalpo, em que a equipa perdeu diante do Textáfrica do Chimoio, a uma bola, reconhece que o adversário é forte e respeitável, mas que o objectivo da equipa é mesmo vencer o jogo por forma a defender a eliminatória no terreno do adversário.

“Não deixa de ser um jogo difícil, tendo em conta que estamos a vir de um esforço e temos que recuperar a equipa para defrontar o Simba. Vamos entrar muito acautelosos porque jogamos em casa e o adversário é forte, mas nós não vamos deixar de nos impor porque o adversário é grande. Vamos nos impor, fazer o nosso jogo para ver se conseguimos um bom resultado e ir defender a eliminatória na casa do adversário”, disse na antevisão o treinador “hidroeléctrico”.

Aliás, os “hidroeléctricos” já definiram o seu objectivo para esta competição africana, que passa necessariamente por atingir a fase de grupos da Liga dos Campeões, uma fase que nunca antes a equipa tinha atingido. Nacir Armando quer apagar a má imagem deixada nas anteriores edições em que, em 2018, teve que disputar a fase de grupos da Taça CAF, depois de ter sidoeliminada da Liga dos Campeões.

“O objectivo é mesmo entrar na fase de grupos da Liga dos Campeões, algo que nunca conseguimos fazer desde que começamos a disputar as provas da CAF. Agora vamos tentar lutar para estar entre as melhores 16 da Liga dos Campeões”, disse esperançoso Nacir Armando.

Mas sabe que não será fácil, olhando para os jogos que vem disputando e que tem desgastado os jogadores. Para Nacir Armando é só uma questão de fazer a gestão dos jogadores, por forma a poder enfrentar os jogos seguidos com mais frescura. Nacir lamentou o facto de poder disputar seis jogos em duas semanas, mas “cabe a nós, treinadores, trabalharmos para corresponder as marcações que estão em cima” e ainda assim “lutar para conseguir obter bons resultados”, sentencia.

Recorde-se que a União Desportiva de Songo disputa as afrotaças pela quarta vez consecutiva, tendo na primeira vez sido afastado ainda na primeira eliminatória pela Platinuim Star da África do Sul, na Taça CAF, em 2016, na segunda participação afastado no play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, tendo chegado à fase de grupos da Taça CAF na terceira edição, depois de ter sido eliminado na eliminatória da Liga dos Campeões. Na sua última participação, ano passado, para a edição transitória, os “hidroeléctricos” de Songo foram eliminados ainda na pr¬é-eliminatória diante do Nkana da Zâmbia.

 

 

Arranca, esta sexta-feira, no Chimoio, província de Manica, a 14.ª edição do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares. O evento será inaugurado pelo presidente da República, Filipe Nyusi, que irá discursar no campo da Soalpo, palco da cerimónia de abertura.

Em 2017, no epílogo da 13.ª edição dos Jogos Desportivos Escolares no campo do Ferroviário de Gaza, a então secretária permanente de Manica recebia dos braços da governadora de Gaza, Stela Zeca, o bastão que simboliza a passagem de testemunho para organização do evento.

Era, na verdade, o início de uma maratona que compreendia a criação de condições logísticas para que Manica encerre, em festa, o ciclo rotativo deste evento iniciado no longínquo de 1978, no Estádio Machava, sob orientação do primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel.

Hoje, o reabilitado campo da Soalpo irá engalanar-se para testemunhar a multicolor cerimónia de abertura a ser dirigida pelo presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

No ponto, até porque os últimos dias/noites/horas/segundos foram de acertos de pormenores, o grupo de ginástica massiva apresentará números a partir das 9h00.  

Está ainda previsto o desfile das onze delegações que irão dar corpo a festa do desporto escolar, nomeadamente Maputo cidade, Maputo Província, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, anfitriã; Zambézia, Tete, Niassa, Cabo Delgado e Nampula. Para colorir a abertura do Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares, grupos locais de dança tradicional e músicos de outros pontos do país exibem-se no campo da Soalpo.   

A entoação do hino nacional, Pátria Amada, antecede aos discursos do presidente do Conselho Autárquico de Chimoio, João Ferreira; do Governador de Manica, Manuel Rodrigues; e da ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Conceita Sortane.   O jogo de futebol entre as províncias de Manica e Cabo Delgado dá o pontapé de saída da 14.ª edição dos Jogos Escolares. De acordo com a organização, são esperadas em Manica mais de duas mil pessoas dentre as quais atletas, treinadores, árbitros, juízes, acompanhantes, cronometristas, pessoa de apoio e técnicos de saúde.  Para albergar as delegações, foram disponibilizados três centros, nomeadamente Instituto Agrário de Chimoio, Lar de Bagamoio, Instituto de Formação de Professores de Chibata.
 

MODALIDADES

O Festival Nacional dos Jogos Desportivos Escolares irá movimentar o futebol, basquetebol, atletismo, xadrez, jogos tradicionais, voleibol, andebol e atletismo para pessoas com deficiência visual e voleibol sentado, neste caso pessoas com deficiência físico-motoras, em ambos os sexos, para além de natação a título demonstrativo.

 
VISITA A RESERVA NACIONAL DE CHIMANIMANI

Para além de competirem, claro, num espírito de fair e cultivarem a amizade, os jovens participantes dos Jogos Desportivos Escolares terão momentos de lazer. É neste sentido que, a 15 de Agosto, dia descanso, estão programadas visitas a alguns locais históricos da província de Manica com realce para a Reserva de Chimanimani, onde se localiza o  monte Binga, o ponto mais alto do país,
 
 

 

 

Será, definitivamente, conhecido o novo presidente de direcção do Clube Ferroviário de Maputo, quando os sócios reunirem-se em assembleia geral extraordinária, para o acto eleitoral. Esta será a terceira vez que a assembleia geral é convocada no clube verde-e-branco despois de dois adiamentos, nomeadamente a 18 de Maio e a 27 de Julho do presente ano.

Recorde-se que a assembleia geral extraordinária do dia 27 de Julho foi adiada após não se chegar a consenso em relação a lista única que devia avançar para eleição, liderada por Osvaldo Bendzane, depois que Carlos Bambo, outro candidato que se supunha ter desistido para apoiar uma candidatura única, ter voltado atrás e decidido ir a votação. O facto é que não é normal nas hostes “locomotivas” haver duas listas para a presidência da colectividade, já que nos últimos anos tem sido apresentada uma única lista de consenso dos sócios e da empresa integradora, os Caminhos-de-Ferro de Moçambique.

Desta vez, depois de muitas negociações, parece estar claro que a eleição vai mesmo acontecer, tendo o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Clube Ferroviário de Maputo, Inácio Rodrigues Jr. convocado novamente uma reunião magna, ainda que extraordinária, para o escrutínio nos “locomotivas” da capital do país. Leitura da acta da última assembleia geral extraordinária realizada a 18 de Maio e que decidiu pelo cancelamento das eleições para Julho, a aprovação do parecer do auditor externo sobre o relatório de contas do exercício de 2017 e sua aprovação, a eleição dos novos corpos gerentes e os diversos, são os quatro pontos que estarão em cima da mesa nesta assembleia. Mas certamente que o ponto mais alto será conhecer o substituto de Sancho Quipisso Jr., actual presidente do clube já foram do mandato há três meses.

Para já, é dado adquirido que Osvaldo Bendzane vai ser aclamado novo presidente do Ferroviário de Maputo, num dia em que a equipa sénior de futebol terá uma partida de carácter importante no Moçambola 2019, diante do Maxaquene, a contar para a última jornada da primeira volta, jogo aprazado para o Estádio da Machava.

Na primeira data da realização da assembleia geral do clube, que não teve eleições, o Ferroviário de Maputo venceu, no Estádio Nacional do Zimpeto, o Desportivo Maputo, em jogo da 5ª jornada, por uma bola sem resposta. Já no dia 27 de Julho, aquando do adiamento da segunda assembleia geral, desta feita extraordinária, o Moçambola estava parado para dar lugar aos jogos dos Mambas, que perderam em Antananarivo, diante do Madagáscar, a tangente. Desta vez como será? No mesmo dia, o Ferroviário de Maputo recebe o Maxaquene, outro gigante do futebol moçambicano, para a 15ª jornada.

 

 

A selecção nacional de basquetebol sénior feminina defronta, amanhã, às 14h30, o Quénia em jogo da primeira jornada do grupo “D” do Afrobasket 2019, prova da decorrer de 10 a 18 de Agosto, em Dakar, Senegal.

À partida, Moçambique é o grande favorito até porque tem historial na modalidade e apresenta melhor estrutura que as quenianas que, em 2017, não conseguiram se qualificar para prova realizada em Bamako, Mali.

Com uma equipa composta por atletas experientes e algumas que marcam a sua estreia, a selecção nacional vai lutar por uma das vagas que garantem a disputa do torneio pré-olímpico, ou seja, competição que qualifica para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.

Às experientes Anabela Cossa, Odélia Mafanela, Leia “Tanucha” Dongue, Amélia Massingue, Deolinda Gimo se juntam as talentosas Tamara Seda, Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, jogadoras que se estrearam na prova em 2017.

Há ainda a destacar, neste grupo, três atletas que irão disputar o “Afrobasket” pela selecção principal pela primeira vez: Delma Zita, MVP do Campeonato Nacional de Basquetebol; Denise Ernesto, base do Costa do Sol; e Nilza Chiziane, poste da A Politécnica.

Devido ao número ímpar de quipás (3), Moçambique fica de fora no domingo voltando a entrar em cena na terça-feira diante de Cabo Verde.  

É um jogo em que, dado o seu estatuto, a selecção nacional de basquetebol sénior feminino é também obrigada a vencer.
Na última edição do Campeonato Africano de Basquetebol, Moçambique ocupou a quarta posição após perder com Mali, por 75-52.

Nas meias-finais, o conjunto então treinado por Nasir “Nelito” Salé perdera com o vice-campeão Senegal por 75-52.

 

 

Se, em 2017, em Bamako, Mali, tivemos quatro “rookies” no Afrobasket, desta vez não seria diferente. E não se recomenda, até porque arrolamos constantemente a palavra renovação.  Em Dakar, Senegal, há três nomes que se vão estrear pela selecção principal num campeonato africano de seniores femininos: 

Denise Ernesto e Delma Zita, bases do Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, respectivamente; e Nilza Chiziane, poste da A Politécnica

Baixa de estatura, mas com  grande atitude, Delma Zita vê  reconhecido potencial  e qualidade demonstradas nos últimos anos no Ferroviário das Mahotas e de Maputo.

Sim, caros patrícios, e fazendo um back at the time à sua evolução, há a destacar o facto de Delma Zita ter sido uma das 12 atletas que, em 2016, no Cairo, Egipto, ajudaram Moçambique a açambarcar a medalha de bronze no "afrobasket" sub-18.

Moçambique derrotou Angola (56-43) no jogo de atribuição do terceiro lugar. Faziam parte do “jersey” as atletas Delma Zita, Madina Camara, Carla Covane, Iolanda Francisco, Verónica Salifu, Bruna Argélio, Shelsea Rafael, Cariana Mariamo, Agnes Chemane, Stela Jone e Zélia Banquim.

Porque sempre a crescer e com um horizonte promissor, foi pré-convocada para as “Samurais” em 2017, mas acabou sendo preterida do 12 que disputou o “afrobasket” de Bamako, Mali.
Outrossim, integrou a selecção sénior feminino que, em 2017, em Gold Coast, na Austrália, disputou os Jogos da Commonwealth.

Principal opção na posição um no Costa do Sol, vice-campeão nacional, Denise Ernesto acaba por ser uma grande novidade na convocatória da selecção nacional. Após a saída (2018) de Aquila Mucubaquire para o Seward County Community College, Denise Ernesto assumiu-se como a base principal do Costa do Sol, alternando com Eliana Ventura (adaptada) e na fase final da Engen Maputo Basket e Campeonato Nacional com a regressada Valerdina “Dina” Manhonga.  Tem agora a oportunidade de disputar um “afrobasket”…

Mas é preciso que se diga, até porque consta dos registos da FIBA: Denise Ernesto disputou, em 2010, no Cairo, Egipto,  o Afrobasket sub-18. Sob comando de Armando Meque e Simão Mataveia, na altura, a selecção nacional da categoria era composta ainda por atletas como Sandra Mutemba, Sheila Chaguala, Benesita Muchave, Isabel Muvamba, Tânia Chilaúle, Ludmila Rangel e Nilza Chiziane, Eliseth Mondlane, Flávia Alcino, Ana Paula e Inguivild Mucauro.

Com passagem pelas selecções de formação, Chiziane esteve também no "afrobasket" sub-18, em 2010.

Evidenciou-se na A Politécnica, tendo estado em bom plano na Taça dos Clubes Campeões Africanos de 2016, tendo depois rumado a Portugal onde representou o Carnide (foi considerada MVP).  

Regressou ao país pela porta do Ferroviário das Mahotas, conjunto com o qual se sagrou vice-campeã em 2018, jogando na posição cinco com Carla Covane (reforço, até porque joga no Seward County Community College) e Paula Orlando.  Como boa filha, regressou este ano  a  A Politécnica e não decepcionou ao lado de Tamara Seda (reforço) no Campeonato Nacional dominando as tabelas.

Fora as novatas, há um grupo de atletas habituadas a estas andanças como Anabela Cossa, Odélia “Mafa” Mafanela (capitã) , Leia “Tanucha” Dongue, Elizabeth Pereira e Amélia Massingue. Tamara Seda e Eleutéria “Formiga” Lhavanguane disputam a prova pela segunda vez, depois de se terem estreado em 2017, em Bamako, Mali.  Ingvild Mucauro e Deolinda Gimo, que falharam o “Afrobasket” 2017,  voltam à disputar o Campeonato Africano depois de o terem feito em 2015, em Yaoundé, Camarões.
 
Do grupo que há dois anos ocupou o quarto lugar em Bamako, Mali, saem a polivalente Rute Elias Muianga, Iliana Ventura e Chanaya Pinto (esteve a disputar recentemente o Mundial sub-19, na Tailândia) e Aquila Mucubaquire (actualmente nos EUA).
 
QUÉNIA PARA COMEÇAR…
…CABO VERDE PARA FECHAR

Sábado é dia de estreia da selecção nacional de basquetebol sénior feminino no "afrobasket". Às 14h30, hora de Maputo, as “Samurais” batem-se com o Quénia, adversário que esteve ausente do último campeonato africano de basquetebol sénior feminino.

Moçambique é claramente favorito porquanto apresenta melhor estrutura e, por outro lado, está melhor posicionado no “ranking” da Federação Internacional de Basquetebol (27ª posição contra a 72ª do Quénia).

Terça-feira, após ficar de fora domingo (devido ao número ímpar de equipas)  e segunda-feira( descanso geral) a selecção nacional bate-se com Cabo Verde que regressa à prova continental seis anos depois.

Serve de referência recordar que os primeiros classificados de cada grupo qualificam-se para os quartos-de-final, ficando, desta forma, à espera dos seus adversários que sairão dos jogos entre os segundos e terceiros classificados.

Neste cruzamento, o  segundo classificado do grupo “A’ joga com o terceiro do grupo “B’, enquanto o segundo de “B”  mede forças com o terceiro do “A”. O segundo classificado do grupo “C” bate-se com a equipa posicionada na terceira posição no grupo “D e o terceiro de “C” joga com o segundo de “D”.

Os vencedores avançam para as meias-finais, enquanto os perdedores disputam as classificativas do 5.º ao 8º lugares.
Os  melhores classificados disputarão o torneio de pré-qualificação da FIBA África para  os Jogos Olímpicos de  verão de 2020, em Tóquio, no Japão.
 
Lista de convocadas:
Anabela Cossa
Amélia Massingue
Denise Ernesto
Delma Zita
Elizabeth Pereira
Eleutéria “Formiga” Lhavanguane
Ingvild Mucauro
Odélia “Mafa” Mafanela (capitã)
Tamara Seda
Nilza Chiziane
Leia "Tanucha" Dongue
Deolinda Gimo

A fase regular e as meias-finais da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal 2018-2019 serão disputadas no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, devido a indisponibilidade do  “Maxaquene” até o dia 6 de Setembro, data  que se realiza o encontro entre o Papa Francisco e a juventude moçambicana.

APENAS FINAL NA CATEDRAL

É o recinto (pavilhão do Maxaquene) que testemunhou momentos áureos do basquetebol moçambicano. Estremeceu com gritos estrondosos de ovação à glória e consagração de equipas nacionais em competições africanas, assim como o reluzir de grandes nomes da modalidade da bola ao cesto em provas locais.

Por isso, a apropriação da designação “catedral do basquetebol” e preferência primeira para acolher provas de grande envergadura, incluindo a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

A catedral está, neste momento, a beneficiar de obras de melhoramento não propriamente para receber os habituais fiéis (basquetebolistas) mas sim jovens crentes de quase todo país que se vão reunir a 5 de Setembro com Sumo Pontífice.
A realização da reunião entre o Papa Francisco e a juventude, devido a questões de segurança, faz com que o mesmo esteja interdito para outras actividades até o dia 5 de Setembro.

Como alternativa, a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal marcou os jogos da fase regular das meias-finais, de…., para o pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane. Uma decisão forçada e que não estava nas contas da organização, até porque as dimensões do pavilhão da UEM são reduzidas (pode acolher cerca de 1200/1300 pessoas) quando comparado ao do Maxaquene (onde podem entrar 4000).

“A Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal coincide, parte dela, com a visita do Papa Francisco a Moçambique e teremos de mudar de pavilhão. Vamos para o pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, onde será realizada a fase regular e as meias-finais”, começou por explicar o presidente da Liga Moçambicana de Basquetebol, António Madeira.

Porque somente este ano voltou a acolher jogos de basquetebol, precisamente da Engen Maputo Basket, o pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane há muito deixou de estar na rotina dos amantes da modalidade da bola ao cesto no país. Acresce-se, aqui, o facto de a sua iluminação não ser das melhores para além que o piso deve ser melhorado.

“Começaram, esta semana, as obras de melhoramento do pavilhão da Académica, principalmente, a parte da iluminação e o piso. No piso, ainda não sabemos se iremos refazê-lo todo ou se as reparações que estão a ser feitas neste momento serão suficientes. Na verdade, uma intervenção mais profunda em todo o piso significa um investimento e a Liga Moçambicana de Basquetebol, sozinha, não tem esta capacidade”, observou Madeira.

E acrescentou, sobre a capacidade do público. “O Pavilhão da Académica não é um recinto que acolhe muito público. Em termos de capacidade, estamos falar de um pavilhão que pode acolher 1200/1300 pessoas. E, conhecendo o nosso público, nós não iremos conseguir satisfazer a todos. Mas também temos o problema de poucas pessoas conhecerem, até porque se tem realizado poucos jogos de basquetebol naquele recinto”, lamentou.

Mas nem por isso deixa de acreditar que, com um trabalho aturado de divulgação do recinto de disputa da fase regular e meias-finais, o público possa marcar presença em peso para ver evoluir as oito melhores equipas do país.

“Há um trabalho de divulgação que tem que começar. Penso que a partir deste fim-de-semana e, no início da próxima semana, iremos fazer a divulgação de informação para que as pessoas conheçam esta realidade”.

Uma coisa é certa: o pavilhão da UEM tem que estar em condições para se salvaguardar o espectáculo e os próprios artistas.

“Estamos a trabalhar nisso e vamos ver. A única coisa que temos a certeza é que aquele campo tem que estar em condições para acolher jogos com a qualidade que pretendemos”, notou.

FINAL NA CATEDRAL…
Porque os “play-offs” da final, a melhor de cinco jogos, iniciam a 7 de Setembro, portanto, dois dias depois da reunião do Papa Francisco com os jovens moçambicanos, há condições para que a decisão do campeão nacional seja no pavilhão do Maxaquene.
“A final, em termos de datas, será depois da visita do Papa e com certeza que se vai disputar no pavilhão do Maxaquene. Serão quatro jogos por dia, sendo que os mesmos iniciam às 14h00

A Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal disputa-se de 20 de Agosto a 13 de Setembro, sendo que contará com a participação do Ferroviário de Maputo (campeão nacional), Ferroviário da Beira (vice-campeão), A Politécnica (terceira classificada), Costa do Sol (quarto classificado), Desportivo Maputo (quinto classificado), Universidade Pedagógica (representante da zona sul), Instituto Superior Politécnico de Tete (vencedor da “poule” de apuramento da zona centro) e Ferroviário de Nampula (representante da zona centro).

 “Nós temos tudo preparado para arrancar dia 20. Todas as condições logísticas quer em termos de transporte quer em termos de alojamento já estão criadas”, assegurou.

Vencedor espreita Africa Basketball League (ABL)

O vencedor da prova irá disputar, em princípio, em Novembro, as eliminatórias para a Africa League Basketball – Liga Africana de Basquetebol-, prova a ser organizada conjuntamente entre a NBA e a FIBA e que contará com uma grelha de 12 equipas na fase de grupos. O investimento da NBA é de 50 milhões de dólares norte-americanos na primeira edição. Ganha, por isso, maior interesse a Liga Moçambicana de Basquetebol.

“Primeiro, há uma coisa que tem que ficar esclarecida. Não são duas equipas que se qualificam. É uma equipa que se vai apurar”, clarificou.

Madeira regozijou-se com o nível de organização da “poule” de apuramento da zona norte, onde o Ferroviário de Nampula foi o grande vencedor.

“Neste momento, o exemplo veio de Nampula em minha opinião dada a capacidade organizativa da zona norte e da própria Associação Provincial de basquetebol demostrou que o basquetebol não é só competição mas também alegria, festa e envolvimento de todos”, parabenizou.

O presidente da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal não deixou de falar do nível de evolução da prova, tendo destacado o facto de a modalidade estar a ser disputada em quase todo o país. “Se falarmos em termos de competitividade e adesão à Liga, posso dizer que apenas três provinciais não aderiram a prova: Zambézia, que desistiu a última hora, Niassa e Inhambane. Isso quer dizer que há muito mais locais, cidades ou províncias a jogar basquetebol do que havia ano passado. O facto de haver mudanças nos apurados, em qualquer uma das zonas, demostra que o figurino tem estado a mudar. Não é taxativo que a gente diga que na zona sul vai equipa X e na zona centro irá a formação Z”.

Sobre os incidentes em Tete
A “poule” de apuramento da zona centro a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal ficou manchada com os incidentes registados no jogo Vaz Team vs Instituto Superior Politécnico Universitário de Tete, com os jogadores das duas equipas a trocarem mimos. Este episódio não escapou ao presidente da Liga Moçambicana de Basquetebol.

“O que faltou, em Tete, provavelmente tenha sido a falta de experiência dos árbitros porque, naquela situação, os jogadores deviam ter sido expulsos e não foram. Foi um erro, mas os jogadores foram devidamente penalizados porque não fizeram o jogo seguinte. Para os jogos, digamos muito competitivos, é necessário que tenhamos alguns critérios e sejamos sérios de alguma para que este tipo de incidentes não voltem a acontecer. Aconteceu, é um facto, e não podemos branquear. Acho que também serve de lição para nós”, reconheceu.

Equipas qualificadas:
Ferroviário de Maputo
Ferroviário da Beira
A Politécnica
Costa do Sol
Desportivo Maputo
Universidade Pedagógica
ISPT
Ferroviário de Nampula

 

Uma vitória de duas bolas sem resposta, no terreno do Têxtil de Púnguè, com dois golos de Eva Nga, a devolveram a liderança do Moçambola 2019 aos “canarinhos”, quando estamos a uma jornada do fim da primeira volta. Mas a luta pelo título de campeão de inverno será a doer, com quatro equipas na disputa.

Uma vitória do Costa do sol a valer a liderança do Moçambola 2019, a contratar com o Ferroviário da Beira, que perdeu o jogo e a liderança, na deslocação a Maputo.

Os “locomotivas” de Chiveve vieram a capital do país na qualidade de líderes da prova e, queriam a todo custo somar pontos para continuar na frente da prova. Mas duas falhas clamorosas da defensiva dos treinados de Lucas Barrarijo, nomeadamente aos 27 minutos, em que os jogadores mais recuados ficaram apáticos a espera de um pretenso fora-de-jogo e umas mãos de manteiga, de César Machava, aos 34 minutos, permitiram a Mabote, substituto de Sonito (lesionado) marcar os dois golos que deram a vitória à Liga Desportiva de Maputo e destronaram o Ferroviário da Beira da liderança. Os “locomotivas” de Chiveve ainda reclamaram uma grande penalidade inexistente e um golo bem anulado por fora-de-jogo de Andro, que dariam um outro resultado, numa partida com bom ajuizamento de Zefanias Chijamela. A turma de Maputo, com a vitória, sobe dois lugares e passa a ocupar a 7ª posição, com menos 3 pontos que o actual líder da prova.

Líder esse que volta a ser o Costa do Sol, maior beneficiado das derrotas dos mais directos oponentes da linha da frente, nomeadamente Ferroviário da Beira e União Desportiva de Songo, nas suas deslocações. Pese embora o “canário” tenha se deslocado a Chiveve, diante dos “fabris” conseguiu um voo muito alto, levantado pelo camaronês Eva Nga, que com dois golos, não só deu a vitória a sua equipa, como também consolidou a liderança na lista dos melhores marcadores, agora com 12 golos, a ultrapassar, inclusive, o melhor marcador de toda época passada.

A vitória do Costa do Sol não só deu a liderança a turma do Matchiki tchiki, mas também cimentou a posição de lanterna vermelha do Têxtil de Púnguè, que antes tinha a companhia do Baía de Pemba, e agora está sozinho na cauda.

Já a União Desportiva de Songo perdeu na deslocação a Chimoio, diante do Textáfrica, naquela que era um dos jogos mais importantes da jornada. Um golo de Dário, na entrada da segunda parte, justificou a chamada deste “baixinho” jogador aos Mambas, mas também recolocou os “fabris” do planalto na rota dos lugares cimeiros, agora acima dos “hiidroeléctricos”, com um ponto a mais, mas atrás dos “locomotivas” de Chiveve, embora com mesmo número de pontos, e do Costa do Sol, líder, que tem mais um ponto que o Textáfrica. Os “hidroeléctricos”, esses, perderam energia na véspera de um jogo importante. É que aproveitaram esta partida para fazer um treino para a competição africana do final de semana, diante do Simba da Tanzania, para a pré-eliminatória de acesso a fase de grupos da Liga dos Campeões africanos, na edição 2019/2020.

 

Muito equilíbrio na frente e na cauda

Os resultados combinados da terça e quarta-feiras ditaram um cenário bastante apetecível na frente da tabela classificativa. É que o líder da prova, o Costa do Sol, soma 24 pontos, mas apenas um a mais que a dupla Ferroviário da Beira e Textáfrica do Chimoio, e mais dois que a União Desportiva de Songo. Mas há mais equipas a espreita da liderança, que conta com menos três pontos que o líder, nomeadamente o Ferroviário de Nacala, Clube de Chibuto e Liga Desportiva de Maputo, que podem ascender à liderança a qualquer altura.

Na cauda, com a fuga do Baía de Pemba da última posição, em troca com o anterior co-lanterna vermelha, o Têxtil de Púnguè passa a assumir essa posição de último classificado. Os “fabris” da Manga, que pelo confronto directo com os “baianos” estavam em vantagem quando somavam o mesmo número de pontos, agora estão sozinho, com 8 pontos, embora com possibilidade de voltar a fugir na última jornada, já a diferença com os dois penúltimos classificados é de apenas três pontos. Ferroviário de Nampula, agora treinado por Akil Marcelino, e Baía de Pemba, agora treinado por João Chissano, não estão tão longe do Têxtil de Púnguè. Mas este trio já sabe que ficará nas últimas três posições no final da primeira volta, uma vez que entre o 14ª posicionado e o 13º, o Maxaquene, há uma diferença de cinco pontos. Facto mesmo é que há diferença ligeira entre o 13º classificado, o Maxaquene, e o 10º, o Desportivo de Nacala, na luta pela fuga a despromoção, tendo em conta que este ano descem de divisão cinco equipas, actualmente ocupadas pelas equipas da ENH de Vilankulo, Maxaquene, Ferroviário de Nampula, Baía de Pemba e Têxtil de Púnguè.

Só mesmo a próximo, última, jornada, ditará quem será o campeão de inverno e as equipas que terminam a primeira parte do Moçambola 2019 na condição de despromovidos.

1. Costa do Sol Maputo    14    7    4    3    24:    12    25
2. Ferroviário da Beira    14    7    3    4    17:    10    24
3. Textáfrica Chimoio    14    7    3    4    13:    16    24
4. Uniao Desportiva de Songo    14    7    2    5    16:    12    23
5. Ferroviário de Nacala    14    6    4    4    16:    16    22
6. Clube de Chibuto    14    7    1    6    17:    14    22
7. Liga Desportiva de Maputo    14    6    4    4    12:    8    22
8. Desportivo Maputo    14    6    3    5    19:    11    21
9. Ferroviário Maputo    14    5    5    4    12:    9    20
10.Desportivo de Nacala    14    5    4    5    13:    12    19
11.Incomáti Xinavane    14    5    4    5    15:    16    19
12.ENH FC de Vilankulo    14    4    6    4    16:    19    18
13.Maxaquene Maputo    14    4    4    6    16:    17    16
14.Ferroviário de Nampula    14    2    5    7    11:    20    11
15.Baia de Pemba FC    14    2    5    7    7:    19    11
16.Têxtil do Punguè Beira    14    1    5    8    7:    20    8

Sab 10.08.19    Ferroviário Maputo        Maxaquene Maputo    
Sab 10.08.19    Desportivo Maputo        Liga Desportiva de Maputo    
Dom 11.08.19    Incomáti Xinavane        Textáfrica Chimoio    
Dom 11.08.19    Ferroviário da Beira        Ferroviário de Nacala    
Dom 11.08.19    ENH FC de Vilankulo        Baia de Pemba FC    
Dom 11.08.19    Costa do Sol Maputo        Ferroviário de Nampula    
Dom 11.08.19    Desportivo de Nacala        Têxtil do Punguè Beira    
— –.08.19    Uniao Desportiva de Songo        Clube de Chibuto    

 

Cabo Delgado corre o risco de voltar a ficar sem o Moçambola devido aos maus resultados do Baía de Pemba Futebol Clube, o único representante da província no campeonato nacional de futebol.

Esta é a previsão dos adeptos e amantes de futebol que alegadamente perderam esperança antes do fim do jogo.
Os adeptos e amantes de futebol em Cabo Delgado, estão tristes com os resultados negativos que o Baía de Pemba Futebol Clube esta apresentar no Moçambola 2019, e perderam a esperança de continuar a ver o futebol nacional ao vivo a partir do próximo ano.

As pessoas perderam esperança, mas pedem mudanças na equipa para evitar humilhação do campeonato nacional de futebol.

Outro problema que afecta o Baía de Pemba, está nas bancadas, onde também não existe o apoio moral para os jogadores.

Baía de Pemba, está na última posição da tabela classificativa do Moçambola 2019, com 8 pontos.
 

Os Mambas venceram, tal como prometeram, ao Madagáscar, por 3-2, em jogo da segunda mão da segunda eliminatória de acesso ao CHAN-2020, mas perderam a eliminatória, após a eliminatória terminar empatada a três golos. Na primeira parte os Mambas saíram a vencer por 3-0, mas na segunda parte, mais apáticos, permitiram que os malgaxes marcarem dois golos, em seis minutos, e decidirem a eliminatória. Mais uma decepção para os moçambicanos, que sentem que já não doe…
 
Realmente já não doe perder jogos e nem eliminatórias com estes Mambas que tem falta de atitude e concentração nos momentos cruciais, principalmente no sector defensivo, desde a baliza até o quarteto defensivo. Foram dois golos consentidos pelos moçambicanos do que conseguidos pelos malgaxes, que ditaram a eliminação de Moçambique, em mais um desaire das eliminatórias para uma competição continental.
 
Entrar bem no jogo
Victor Matine fez algumas alterações no onze que perdeu em Antananarivo, muito por culpa da lesão de Manucho, que cedeu seu lugar a Raúl, chamado para o sector intermediário, bem como a saída de Isac para a entrada de Dayo, mesmo na busca de dar maior pendor ofensivo da equipa moçambicana.
Numa primeira tentativa dos malgaxes, Victor foi grande ao negar o golo adversário. Respondeu Moçambique por Infren a fazer um cruzamento numa jogada de combinação com Raúl, mas não estava ninguém para a emenda e bola tocou num adversário e o árbitro não assinala pontapé de canto.

Quando se jogava o minuto 16, veio a primeira explosão de alegria no Estádio Nacional do Zimpeto com o golo dos Mambas. Cruzamento da direita, com Luís Miquissone a cabecear para a zona do guarda-redes, que defende para frente e na tentativa de corte a bola foi embater no avançado Dayo e anicha-se na baliza de Jean.

Na resposta, os malgaxes podiam ter empatado, num lançamento para frente que seria para Tsito, mas Victor, mais uma vez, a antecipar-se ao avançado malgaxe e a cortar a jogada.

Mas há que destacar que os Mambas ainda tiveram uma oportunidade de marcar, por Dayo, que galga terreno até a área contrária, mas na hora de rematar hesitou e quando pensou no passe para Miquissone, a defesa já estava recomposta.

O jogo já se jogava ao nível do meio campo, mas o resultado não agradava aos moçambicanos que foram a carga por várias vezes. Ao minuto 36, os Mambas subiram para a área de Jean, Luís Miquissone ganha na raça, dentro da área, e é rasteirado.

O árbitro não teve dúvidas e apontou para a marca da grande penalidade. Maninho, chamado a cobrar, com toda força que se lhe é exigido, mandou a bola para um lado e o guarda-redes para o outro. Segunda explosão de alegria no ENZ.

Veio a ordem do banco para não baixar o braços e Maninho acatou as ordens e quase marcava, numa corrida com um contrário, mas o remate saiu ao lado. Luís Miquissone, por sua vez, não fez melhor quando teve o pão da boca, tendo preferido desperdiçar escandalosamente, quando nem tinha oposição.

Mas minutos depois Miquissone redimiu-se do falhanço anterior e apontou um golo de antologia, aproveitando uma falha da defensiva que deixa a bola solta, e perante a saída de Jean o jogador moçambicano deu um chapéu do tamanho da cabeça do guarda-redes, com a bola a anichar-se no fundo das malhas. Foi 3-0 que se foi ao intervalo.
 
Voltar dos balneários com a cabeça na lua
No início da segunda parte, ainda na euforia dos 3-0 da primeira parte, os Mambas baixaram as linhas e permitiram que os malgaxes pressionassem no sector recuado da equipa nacional. Foi assim que Arnoud, ao minuto 50, aproveita uma má intervenção de Victor, que defende para frente e na recarga os malgaxes reduzem a desvantagem.

E quando se esperava que os moçambicanos reagissem, eis que os malgaxes voltam a marcar e a deixar balde de água fria nos moçambicanos, com Lalaina, dentro da área, sem marcação, perante a passividade da defensiva, só teve eu escolher o melhor ângulo para encaixar a bola. Estava revirada a eliminatória, novamente a favor do Madagáscar. Aqui, os moçambicanos já tinham que correr atrás do prejuízo para reverter a situação.

Numa tentativa de cabeceamento de bola, dentro da área do Madagáscar, Maninho choca com um defesa e saiu magoado, com a cabeça rachada e teve que ser substituído por Isac.

Ao minuto 75 do jogo, Victor esteve em dois momentos perigosos para a selecção nacional. Primeiro quando toc a bola com as mãos fora da área, após um atraso defeituoso de Sidique, em que Victor não consegue o corte. O árbitro marca falta e mostra cartão amarelo para o guarda-redes moçambicano. Na cobrança, Lalaina coloca a bola por cima da barreira e Victor defende, mas com mãos de manteiga a bola escorrega e na luta para segurar a bola, sofre falta. Um alívio nas bancadas.

Já sentia a pressão de perder a eliminatória a formação moçambicana e arregaçou as mangas atrás do prejuízo. Dayo, aos 81 minutos, teve o golo nos pés, quando ganha a bola dentro da área malgaxe, mas o seu remate ganha altura e passa por cima da baliza de Jean.

As jogadas eram loucas de ambas partes. Jeitoso, no sector defensivo, com a bola que parecia controlada, deixa à mercê de um contrário, que serve para Lalaina, que dentro da área faz um remate forte para defesa atenta de Victor.

No jogo de ontem, Moçambique teve um livre ao minuto 92 e os adeptos rezaram todos os santos para que desta vez fosse o minuto de sorte dos Mambas, mas cobrado por Luís Miquissone, o cabeceamento de Jeitoso passou ao lado.

Nada mais havia a fazer, senão chorar “lágrimas de crocodilo” no final do jogo, com este mais um apunhalar pelas costas dos Mambas. Desta vez não foi no minuto 92, mas foi em apenas seis minutos do jogo.

Próximo mês temos Maurícias para as eliminatórias de acesso ao mundial-2022.

 

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